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A NOVA LIGA DA JUSTIÇA EM CONFRONTO DIRETO COM DARKSEID

Ou: “O legado de Jack Kirby volta a atacar”.

Por Henry Garrit

Resenha de Liga da Justiça #4, de Geoff Johns e Jim Lee.

AVISO: Este artigo contém SPOILERS.

Continuando a despretensiosa saga da nova Liga da Justiça do novo universo DC, temos uma história rápida e divertida, mantendo o mesmo padrão das edições anteriores. Alias, velocidade é a palavra aqui… eu poderia comparar essa história a um video clipe: tudo é intenso e alucinante, não temos tempo pra respirar entre um cena de ação e outra. Nada de recordatórios intermináveis, questionamentos internos, dúvidas morais… tudo é preto no branco, a Terra está em perigo e a Liga da Justiça está a postos para salvar o dia… mas uma Liga totalmente inexperiente, imatura, com membros que acabaram de se conhecer, e alguns ainda não conhecem nem mesmo os costumes do povo da superfície (Aquaman) ou do mundo do patriarcado (Mulher Maravilha). Batman mantém sua postura segura de líder nato, mas com alguns toques bem vindos de ironia. Superman é um verdadeiro bicho do mato… nada de discursos inspirados, ele parece focado apenas em cumprir o dever.

Não há como não pensar na grande ausência deixada pelo marciano, embora ele esteja sendo muito bem utilizado no título Stormwatch. Mas se não temos Jon,  essa edição é do Victor Stone. Sua transformação em Ciborgue, a qual pudemos acompanhar na edição anterior, é trágica e fascinante. Desta vez, não apenas a genialidade de seu pai Silas Stone entrou em ação, mas um conjunto de tecnologias compõem o corpo cibernético dele. De Will Magnus (criador dos Homens Metálicos), Professor Ivo (Criador de Amazo), Dr. T. O. Morrow e Ryan Choi, estudante de graduação que apresentou seu protótipo de estrela anã branca, entre outras tecnologias em expansão, isso sem mencionar o vinculo psíquico que Victor estabeleceu com Apokolips. Seu novo corpo é uma verdadeira arma praticamente imbatível de batalha, mas o efeito do trauma faz que com que ele entre em choque e assuma um raiva incontrolável contra seu pai ao descobrir que ele foi o responsável por essa transformação radical, o que preserva o conceito original do personagem fundamentado por Marv Wolfman e George Pérez, quando idealizaram a criação do Ciborgue quando assumiram os Novos Titãs nos anos 80.

Mas não há tempo para crises existenciais, pois os Parademônios invadem o laboratório, porém, para espanto e assombro de Victor, seu traje (ou melhor, seu novo corpo)  assume um modo automático de defesa, reconfigurando-se para atacar os inimigos e liberando uma poderosa descarga de som branco que estraçalha os monstros. Inconsolado, ele foge do local, perdido em seu próprio desespero.

Longe dali, os demais heróis ainda estão se conhecendo e se adaptando uns aos outros. A chegada repentina de Aquaman não ajuda muito essa adaptação. Ele vai direto ao ponto, percebe que eles estão ali reunidos para lutar, mas carecem de um líder. Batman manda que o rei dos mares olhe para ele e verá um, mas ele retruca, dizendo que como herdeiro legítimo do trono da Atlântida, está mais apto a comanda-los contra as tropas invasoras. A Mulher Maravilha está ansiosa para entrar em combate, não importa quem lidere a batalha. O Lanterna Verde não confia no recém chegado herói aquático e não acredita muito em suas capacidades, o que é típico a todos que conhecem o Aquaman pela primeira vez. Superman permanece distante, calado, mas não rejeita a ajuda deles.

A essa altura, boa parte da cidade já está em frangalhos, e um enorme monolito alienígena brotou do mar. Enquanto discutem, uma nova horda de Parademônios avança ferozmente contra eles, mas Aquaman toma a dianteira, convocando vários tubarões que desmembram os soldados alienígenas que voavam próximos da agua. O que resta é empalado por seu tridente dourado.

Enquanto isso, vagando ainda desorientado pelas ruas, Victor se depara com um grupo de Parademônios atacando uma mulher e parte para ajuda-la. Em meio a batalha, ele expõe a caixa materna de um deles, que imediatamente é assimilada por seu corpo cibernético que faz um download dela para seu próprio disco rígido interno. Ele então tem uma visão de diversos outros mundos atacados por Apokolips antes… transformados em verdadeiros infernos incandescentes e tendo todas as formas de vida reprocessadas e transformadas em Parademônios fieis ao seu novo mestre.  Em seguida seus sistemas internos detectam a origem do sinal e um tubo de explosão é aberto, arremessando Victor para as proximidades do monolito apokoliptiano, o que o deixa cara a cara com os outros heróis. A principio eles o atacam, acreditando ser mais um soldado invasor, mas logo percebem que se trata de um terráqueo “usando armadura”, ou como bem observado por Diana, “não é uma armadura, mas parte dele”. Victor está fora de si, e não consegue dizer coisa com coisa… apenas a frase “eles vão de mundo em mundo… está vindo… ele está vindo…”

A resposta vem na forma de uma arrebatadora explosão que preenche todo o ambiente com som e luzes devastadoras.  E de dentro de um tubo de explosão, o soberano de Apokolips em pessoa surge diante deles.

Com apenas um gesto, ele invoca uma onda de energia e raios que derruba a todos em poucos segundos. Com os maiores heróis do mundo incapacitados diante de seus pés, ele enfim se apresenta.

EU SOU DARKSEID.

É, meus amigos, esse é um novo universo, compactando tudo de melhor do que foi feito nos últimos anos, bem ao estilo “Ultimate Marvel”, mas em vez de se passar numa realidade paralela (até segunda ordem), a DC teve a coragem de resetar seu universo principal. Faz sentido que o maior vilão da DC tenha sido responsável pelo surgimento do maior grupo de heróis de todos os tempos. Isso irá estabelecer uma rivalidade ainda maior entre eles e proporcionar novas possibilidades de interações entre o principais heróis da DC com a riquíssima mitologia do Quarto Mundo de Jack Kirby herdada pela editora. O problema principal foi  justamente a compactação… tudo ocorre de forma vertiginosa e em níveis altíssimos de adrenalina. Mas esse é um problema que é ao mesmo tempo uma solução. Para conquistar leitores novos, é preciso ir direto ao ponto e se a ideia era não ficar preso a décadas de cronologia, isso deu muito certo. Os leitores veteranos vão sentir falta de um detalhamento melhor e mais explicações, mas passadas essas eufóricas edições de estreia, não duvido que logo teremos de novo os intermináveis recordatórios com os questionamentos e crises existenciais de nossos amados e conflituosos heróis.

Analisando pela proposta de reiniciar a franquia e atrair novos e jovens leitores a tornarem-se a nossa nova geração de fãs de quadrinhos, eu dou nota 10 para essa história.

(Mas desejo com todas as minhas forças que a Panini publique a coleção completa da fase da Liga da Justiça escrita pelo Grant Morrison, que até hoje só ficou no primeiro volume).

Como fã veterano, minha nota para a nova Liga é 5, pela superficialidade com que a história foi contada, mas com a ressalva de que apesar disso, foi uma HQ muito divertida de se ler.

E para ler a resenha anterior da nova Liga da Justiça, basta clicar aqui. 

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EU, VAMPIRO E JOHN CONSTANTINE: THE VAMPIRE SLAYER!

Ou: “Tinha dois caras num bar… ”

Resenhas de  EU, VAMPIRO #3 e #4

Roteiro de Joshua Hale Fialkov e Arte de Andrea Sorrentino.

“Eu, Vampiro” criado por J. M. DeMatteis e Tom Sutton

Por Henry Garrit

AVISO: Este artigo contém escória e spoilers.

Uma das melhores surpresas dessa série é que nosso vampiro não é uma criatura torturada, melancólica, angustiada… ele tem suas crises sim, mas para ele, nada de amores impossíveis, idealizados, romances proibidos e desejos reprimidos. Amaldiçoado? Sim. Privado daquela que seria sua mais linda sua história de amor? Sim.

Fazendo-se de vítima? NÃO.

Assim é Andrew Bennett, o vampiro da mais nova zebra dos novos 52 da DC Comics.  Sim, zebra. No começo poucos deram algo por ele, acharam que seria mais uma dessas adaptações caça níqueis vampíricas ao estilo Crepúsculo, sem muito conteúdo, tendo um vampiro galã como um protagonista em busca de concretizar o amor com sua bela namorada…

Confesso que fui um dos que pensavam assim. Mas desde que li o primeiro número, já senti que o tom seria diferente. O protagonista de fato é um galã que sofreu uma tremenda decepção amorosa… mas a sua linda garota é uma vadia psicopata assassina, e ele não hesitaria em enfiar uma estaca em seu coração podre.

Bem, talvez ele hesitasse, afinal.

O que é bom deixar claro, é que “Eu, Vampiro”, vem na contramão das recentes produções relacionadas com as criaturas da noite. Não vou dizer que é (ainda) a redenção dos vampiros, até porque Andrew é um renegado… ele caça outros vampiros e monstros e luta incansavelmente em favor da humanidade que perdeu. Assim sendo, não temos aqui o verdadeiro vampiro, o monstro assassino do mito em sua essência, mas alguém que usa suas cores para agir como um herói. Isso mancha a reputação ou o mito? Não. Outros já seguiram esse caminho com dignidade. Eu posso citar Angel de Joss Whedon e o Blade da Marvel entre outros. Os fãs mais radicais os rejeitam como legítimos representantes da espécie, mas em vista da desconstrução que vem sendo infringida ao mito nos últimos anos, esses vampiros podem ser considerados mesmo um pequeno bálsamo.

Essa edição surpreende positivamente pela repentina elevada no nível do texto e caracterização dos personagens, algo que deixou a desejar nos números anteriores. Temos mais cenas de flashback contanto um pouco sobre o passado de Andrew, recheadas de diálogos de primeira linha.

Andrew sobrevive a última batalha com sua ex, a autodenominada “Rainha do Sangue”. Muito ferido, ele busca ajuda de um velho amigo humano a quem salvou a vida anos atrás, e hoje o ajuda na caça aos vampiros. Andrew está decidido em  ir atrás de sua Mary “Rainha de Sangue” que no momento está reunindo um verdadeiro exercito de vampiros e convencendo-os a sair do anonimato e tomar o poder. Nessa trajetória, eles conhecem Tig, uma jovem caçadora, com um passado trágico envolvendo vampiros, e que hoje dedica sua vida para elimina-los. Ela não revela muito sobre suas habilidades, apenas que foi treinada pela sua mãe após o pai ter sido morto por uma das criaturas, e está longe de ser uma donzela indesa. Não que ela seja uma “Buffy”, mas sabe se cuidar muito bem para uma humana normal. Após um combate breve, Andrew consegue convence-la de que estão do mesmo lado. relutante, ela revela que rastreou atividades vampiricas e eles decidem investigar juntos. Seguindo esse rastro, eles se deparam com uma gravura de morcego pintada à sangue, com os dizeres:

“Te encontro lá amor”.

Fica claro que o próxima alvo de Mary é Gotham City…

Andrew deixa seus amigos num motel barato em Ohio e parte sozinho para Gotham. No caminho ele encontra um homem vasculhando detritos hospitalares… em busca de sangue. Andrew fica fascinado com a possibilidade de ter encontrado outro vampiro que resista a fome e se recusa a matar pessoas. Ele têm uma longa conversa, e em determinado momento, Andrew ensina seu novo amigo a mudar de forma, liberar a fera interior e mantê-la sob controle.

“Você tem a força de vontade para fazer isso… você tem a força de vontade para fazer qualquer coisa. Lembre-se disso. Não somos animais e não temos que agir como eles”.

Andrew vai embora satisfeito, porém algo mudou no vampiro que ele deixou para trás. Ele entra num bar, onde não consegue mais resistir a sua fera interior, se transforma e ameaça se alimentar de todos no recinto. Quem não ficou nada satisfeito foi um certo inglês que tomava sua última dose de Whisky no balcão…

O vampiro ataca as pessoas ferozmente, mas Constantine o subjuga conjurando um pequeno simulacro de sol que o força a voltar a forma humana, deixando-o de joelhos diante do mago britânico. Então ele recolhe uma espingarda de cano duplo escondida atrás do balcão do bar e se prepara para estourar a cabeça do vampiro.

Constantine e Andrew

Porém Andrew surge atrás dele, e diz que não pode permitir que ele faça isso. Constantine não se intimida, mas Andrew se transforma em nevoa, misturando-se com a fumaça do cigarro dele e asfixiando-o… numa cena muito bizarra. O vampiro agradece Andrew por ajudá-lo, mas ele apenas responde que lamenta… não imaginou que ensina-lo a se transformar faria dele um monstro tão rapidamente… ele achou que se pudesse superar isso seria capaz de realmente vencer a fome… mas não foi o caso. O vampiro implora uma segunda chance, ele afirma que é forte o bastante… mas Andrew sabe que não é. Então ele entrega um colar para Andrew… diz que tem esposa e filha em algum lugar… pede que ele dê o colar a elas. Andrew recolhe o colar, saca sua espada e decepa o vampiro.

Constantine recupera os sentidos e entende de que lado Andrew luta. O vampiro avisa ao mago que uma guerra está vindo… e que ele vai impedi-la. Mas caso não consiga, pede que ele reúna todos os seus magos e amigos feiticeiros e se preparem para o pior.

Já do lado de fora do bar, Andrew abre o colar, e descobre a foto de uma garotinha com os seguintes dizeres:

“Minha querida Tig”.

A próxima edição promete, já que os vampiros trouxeram sua guerra para Gotham e é claro que Batman não vai deixar barato.

Ouso dizer que essa série tem potencial para ser tão boa quanto o que o título “Vampiro Americano”, da Vertigo, um dos melhores gibis de vampiros que já li. “Tem potencial”, não quer dizer que já chegou lá… mas existe luz na escuridão.

Nota: 10

Quer ler as resenhas anteriores? Clique em “Eu, Vampiro #1” e “Eu, Vampiro #2

É fã do gênero? Então não perca também os artigos sobre Buffy, a caça vampiros, Supernatural, Don Drácula e o especial sobre o Mito dos Vampiros!

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AQUAMAN #5 – Enterrado até o fundo com areia, deve doer.

Por Venerável Victor  ”Aqua-monkey” Vaughan

Resenha de Aquaman #5 Spoilers Aquáticos

Roteiro Geoff Johns desenhos Ivan Reis, Joe Prado e Eber Ferreira

Apesar de arco anterior ter terminado mês passado, parece mesmo que as conseqüências dele vão perdurar – o que vai ser ótimo, pois defendi que apesar da história ter terminado de forma abrupta, Geoff Johns costuma trabalhar assim, desenvolvendo os fatos de pouco em pouco em cada arco, costurado numa saga maior. Após cientistas da marinha americana encontrar uma relíquia atlante na superfície de um grande pedaço de uma nave alienígena encontrada por Aquaman na edição passada, as coisas vão de ruim parar pior. O que diabos é essa relíquia achada pelos humanos da superfície e que diabos ela tem a ver com a herança atlante do nosso herói? E o que diabos o Aquaman está fazendo tão fora d’agua como agora, no meio do deserto? Bom caro devotos, vamos descobrir agora.

Como numa seqüência de vídeo game a história começa com Aquaman caindo do céu no meio de um deserto desconhecido – poderia ser os Lençóis Maranhenses, talvez, será?- todo detonado e ferido, ele encontra seu tridente – que o fato de onde ele o conseguiu, é motivo de um outro segredo – e usando o mesmo como uma muleta começa a caminhar se arrastando em direção a lugar nenhum. Tudo isso aconteceu por causa de um antigo artefato que a Marinha encontrou e contatou Aquaman na esperança de que esse pudesse identificar o objeto e responder suas perguntas.

No meio disso tudo, um grupo de guerreiros vestindo armaduras invada a instalação onde Arthur Curry e os militares estão e roubam o objeto. Durante sua fuga em uma aeronave high tech, Aquaman se joga no veículo, consegue entrar na marra e na luta descobre que se trata de atlantes.

logo em seguida, após muitos tiros de energia, a nave é avariada e cai junto com o artefato num deserto, não sem antes, Aquaman pular segundos antes da explosão.

A medida que ele na busca pelo veículo vai ficando fraco e desidratado, ele tem alucinações com a figura de seu pai morto que o manda buscar ajuda no sistema Dagobah… desculpem! História trocada! Franquia errada! E o perturba dizendo que ele nunca vai ser aceito nem na superfície nem nos oceanos, pois está fadado a ser sempre um pária. Após Aquaman mandar seu pai “catar coquinhos”, usando sua telepatia, Arthur consegue a ajuda de um lagarto da areia que lhe orienta que direção seguir para achar o veículo caído, ele encontra os escombros da nave atlante e acha o objeto, que na verdade se trata de algo como uma ‘caixa preta “com uma mensagem ali gravada, falando sobre o afundamento do continente atlante. Nosso herói é resgatado logo em seguida pela marinha americana e nos noticiários da TV o povo faz mais piada sobre isso. Quando ele chega em casa, Mera deixou um bilhete dizendo que saiu para comprar comida para o cachorro. Espero mesmo que tenha sido isso, o cara já sofreu bastante por hoje.

Apesar de tanta coisa “massavéio” que ela faz, eu gosto muito da forma como Geoff Johns escreve e principalmente do talento ímpar que ele tem para pegar antigos personagens – como Aquaman que está aí a mais de setenta anos – e que não são tão proeminentes na mídia e entre os fãs de quadrinhos e lhes construir e fundamentar toda uma nova mitologia, nisso ele é mestre. Dessa forma, fazendo deles novos e interessantes. Sem deixar de valorizar que ele consegue fazer isso sem bater de frente com antigos fãs, pois mantém todo o legado e características antigas intactas, como ele fez na revista do Lanterna Verde e está tentando fazer com o Flash – mas esse não vou por minha mão no fogo por ele, acha que sou idiota? -. Agora é a vez do rei dos mares ter uma mitologia completamente atualizada e se tornar parte de um novo épico escrito por Johns.

Eu vou deixar mais uma vez claro para a galera formada em Artes plásticas ou História da arte e que costuma escrever sobre quadrinhos (eu sou um humilde historiador e ator só) que não sou um crítico de arte e raramente menciono os desenhos a não ser que eles sejam aos meus olhos de leigo e fã, ou muito bons (Diógenes Neves e Cia) ou muito ruins (tenho que citar Liefeld? Tenho). E essa edição tem o melhor do mercado, Geoff é um put@ escritor sortudo, afinal ele quer apresentar uma vibrante e imensa história e por esse motivo a arte precisa ser à altura do desejo. Pensando aqui, a saga “A noite mais densa” teria sido tão interessante aos fãs “massavéio” ou não se não fosse essa trinca maravilhosa no comando do lápis, nanquim e cores? Claro que não. E foi muito interessante, as alucinações de Aquaman sobre o seu pai, sendo pintadas em um estilo visual totalmente diferente. Isso faz toda a diferença e mais um ponto pra eternizar essa passagem genial deles pelo título.

Estamos na quinta edição da revista e vocês que vem acompanhando devem saber que o escritor vem desde o primeiro número brincando com a imagem de “perdedor” e “piada ambulante” que nosso herói vinha recebendo há décadas. Piadas essas que ele corrige com frases grosseiras ou argumentos que desmoralizam quem mexe com ele. A estratégia parece estar tendo efeito – apesar de que ele sempre foi meu herói preferido – em fazer do Aquaman um herói com mais credibilidade ao mesmo tempo que nos brinda com momentos divertidos. Aquaman é genuinamente um personagem legal e deveria ter sido sempre respeitado. Apesar de ser um dos melhores heróis do Universo DC, ele raramente recebeu esse suporte e tratamento. Nas histórias de Geoff Johns, a população no geral não gosta dele e mesmo assim ele continua sendo o campeão que acredita ter nascido para ser. É muito legal ver um herói que não recebe o apoio que a maioria de seus colegas tem, mas nunca deixa de fazer o que acha ser o certo.

As imagens do Aquaman no deserto são as melhores seqüências dessa edição, com Arthur alucinando que realmente está tendo um diálogo com o seu pai morto, onde podemos ver um pouco mais de sua psique e personalidade. Alguns podem achar que o autor deveria ter ido mais fundo no desenvolvimento desses conflitos, eu por outro lado preferi que ao fim da revista, tudo tenha se resolvido.

Essa edição prometeu muito, o arco anterior foi bom, mas como dito antes, terminou muito abruptamente. O incidente aqui foi circunspecto apenas a esse número, é uma outra forma de lidar com a série, mas começa a nos preparar para uma saga talvez muito maior além de mostrar que o arco anterior continua sendo relevante para o caminho a seguir. Geoff Johns sabe fazer – quando quer – um personagem popular novamente. Essa é sim uma das melhores revistas das novas 52.

Estou louco para saber o segredo por trás do afundamento da Atlântida e como todas essas peças se encaixam.

AQUAMAN, criado por Paul Norris

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Quadrinhos que me fizeram feliz: “O que aconteceria se Conan, o bárbaro andasse por nosso mundo hoje?

Por Venerável Victor  ”Cala a boca, Bárbara!”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz: parte 7

parte 6 aqui

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos prestigiar um conto da vida do mestre Roy Thomas, estrelado pelo bárbaro cimério mais famoso de todos os tempos, ainda na fase em que era editado pela Marvel (Hoje seus direitos são da Dark Horse)

O que aconteceria se Conan, o bárbaro andasse por nosso mundo hoje?

escrito por Roy Thomas, Sal Buscena desenhos e arte final de Ernie Chan

O contexto até aqui: Em uma de suas inúmeras aventuras, Conan o bárbaro conheceu uma mulher chamada Alhambra. Ela deixa o guerreiro bêbado e o captura para seu mestre Shamash Shum-Ukin. Ele é um cara de outra era, que tem um poço mágico que permite viagens no tempo. Ele tenta sacrificar Conan e a vadia da Alhambra para ganhar mais poder, mas os dois conseguem escapar, Nessa história, a corda que Conan usa para pular por cima do poço, arrebenta e ele cai profundamente… emergindo nas ruas de Nova York.

Conan se materializa nos tempos atuais juntamente com uma tempestade de raios violenta que logo em seguida destrói várias linhas de energia e geradores elétricos, provocando um black-out generalizado na cidade. Isso é apenas um aperitivo para o perigo que é um malvadão seminu andando perdido pelas ruas à noite.

O bárbaro não consegue entender uma única palavra dita ali, mas compreendem coisas normalmente como ameaças imediatas. Primeiro ele coloca para correr alguns punks que tentam se meter com ele. Depois ele joga uma velha mal educada dentro de uma lata de lixo (a mocréia mereceu) pensando que ela era uma bruxa. Um policial atira para cima como aviso para ele se render e ele foge, acreditando que aquilo é mágica. Até mesmo temos uma aparição relâmpago de Peter Parker aqui, mas nada significativo. Uma vez fugindo da polícia, ele esbarra com um táxi… o que ele acredita ser alguma espécie de monstro.

Aí conhecemos Danette, a taxista em questão, ou melhor, conhecemos e nos despedimos de Dannette, ela sai do taxi gritando desesperada por ter um homem seminu com uma espada apontada para ela, ele começa a falar sem dar tempo para respirar, perguntando se ele é alguma espécie de estrangeiro com imunidade ou o quê. Ao ouvir as sirenes da polícia e por não querer ser multada, afinal estava com a licença de trabalho atrasada, ele consegue colocar Conan no banco traseiro do carro, mente para os policiais, dizendo que Conan foi por uma determinada direção e vai embora dali com Conan. (o bárbaro seminu, lembram?…safadinha)

Danette continua falando pelos cotovelos enquanto dirige de volta pra casa. Conan sente que apesar dela parecer amigável – apesar de um pouco louca – existe uma grande chance de ele ser enganado de novo. Danette leva Conan para o seu apartamento. Que fica em cima de uma loja de móveis fechada. Ela continua falando sem parar e logo nós descobrimos a razão dela estar sendo tão legal com Conan e porque ela fala o tempo todo sem parar. O fato dela não conseguir se comunicar realmente com ele faz com que ela acabe chorando e Conan finalmente entende.

Participação relâmpago de Peter Parker

“Você está sozinha aqui, nesse louco, monstruoso mundo, sem um homem para protegê-la, mas  você foi generosa comigo… eu acho que irei protegê-la se é isso que você realmente quer”

Eles se beijam por um momento, mas as luzes apagam. O blackout alcança o bairro onde estão. Conan olha pela janela e só consegue ver os “olhos brilhantes dos dragões de metal” passando pelas ruas. Danette senta em seu sofá, lembrando do grande blackout de 1965 e de que agora não está mais tão assustada como esteve no passado. Conan consegue entender em sua voz o quanto ela é solitária e decide “chegar chegando” na moça indefesa. Os dois finalmente se apresentam um para outra através de um pouco de ação adulta no sofá. Apesar de que o bárbaro não consegue de forma alguma dizer a palavra Danette.

No meio da noite, os dois são acordados pelo barulho de uma confusão na rua. Algumas pessoas estão roubando a loja de móveis embaixo do apartamento e Conan pensa que a loja pertence à Danette. Ele pula para a rua e finalmente chuta muitas e muitas bundas.

Ele arremessa os criminosos como se fossem bonecos de pano, incluindo um momento em que uns moleques drogados conseguem roubar sua espada, aqui nós temos uma referência visual do filme Star Wars e logo em seguida eles tem a cara amassada com socos com tanta força que vemos vários dentes voando. Ao virar um carro de cabeça pra baixo, Conan deixa a mensagem de que todos deveriam sair dali o quanto antes.

No apartamento novamente, Danette abre alguns livros e mapas no esperança de que Conan possa apontar nas imagens de onde ele veio. Ela mostra uma imagem com a foto do Museu de Arte Guggenheim e pelo ponto de vista de Conan, a foto de cabeça pra baixo, lembra exatamente a cidadela do feiticeiro Shamash Shum-Ukin. Acreditando que Conan provavelmente tem alguma idéia do que está falando, ela o leva em seu taxi até o museu. Curiosamente, está é a mesma noite de blackout que cinco criminosos decidiram roubar o mesmo museu.

Conan e Danette encontram um guarda morto. Eles investigam, apesar de que Conan não consegue entender por que algum ladrão diabos ia querer aquele tipo de arte.  Eles encontram os criminosos e após um quebra-pau, um deles consegue atirar no braço do bárbaro. Danette tenta fugir dali, gritando para Conan que ele não vai conseguir vencer essa luta e logo em seguida é atingida por um tiro.

É… isso faz com que Conan fique muito…puto.

Apesar de estar armado apenas com uma espada, ele ainda enfrenta a gangue por ter machucado sua garota com suas armas de “fogo mágico”. Dois deles são arremessados pela janela, outra ganha a espada todinha enfiada na sua barriga, que o estaca numa pintura. Outro tem seu crânio esmagado por uma escultura. O último é cortado ao meio após tentar atira em Conan de novo. O Bárbaro corre até Danette e descobre que ela continua viva.

Conan escuta novamente trovões e sente que deve voltar para o telhado, os dois tem aqui um breve tempinho para se entenderem e tirar um atraso de leve, com momentos de ternura ciméria. Danette dá para Conan seu boné e Conan lhe presenteia com sua pulseira. A polícia finalmente aparece na entrada do museu e Conan corre para o telhado. Uma vez lá, ele empunha sua espada para o alto e um raio ao atingir a lâmina – ao invés de fazer churrasquinho de cabeludo – envia o bárbaro de volta para o passado.

Quando um policial pergunta para Danette onde Conan está, tudo o que ela fala é, “Apenas…um cara. Ele não é daqui…”

Conan reaparece na cidadela em seu tempo e corre para o deserto. Normalmente, Conan deveria ter acreditado que essa aventura nada mais foi que uma alucinação, mas o chapéu azul que ele trás em sua mão faz com que ele saiba da verdade.

Eu sei que esse não é de longe a melhor história da série “O que aconteceria se…” , mas é uma aventura divertida. Também não é um roteiro com grandes encontros entre heróis de realidades diferentes ou transformações definitivas no planeta, mas o personagem o tempo todo foi retratado  com perfeição, apesar de todo o conceito da história ser fraco, o lance do relâmpago no fim da edição e ele sentir que esse seria seu passaporte de volta para casa fazer pouco sentido – apesar de que o bárbaro está acostumado a ver mágica e feitiços o tempo todo -, eu gostei de como foi retratado a relação entre ele e Danette. De qualquer forma, eu sou um fã de romances onde a barreira é a diferença de línguas e os amantes mostram que existem outras formas de se comunicar com exatidão.

De qualquer forma o grande problema é o final, eu gostaria mesmo de ver o que aconteceria se ele tivesse ficado mais tempo aqui no nosso presente e se envolvido de fato com alguns dos nossos heróis Marvel… mas isso nós vamos ver semana que vem no: “O que aconteceria se Conan ficasse preso no século XX ?”

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Fabulosos X-men # 5 – “God put a smile upon your face”, Psylock pornô, Rainha Branca ainda sem braço e muita gente rindo da desgraça.

Por Venerável Victor “Com um sorrisão na cara desenhado por Land” Vaughan

Resenha:Uncanny X-men #5 Spoilers evoluídos artificialmente

escrita por Kieron Gillen; desenhada por Gred Land com arte final de Jay Leisten

A Saga do Anjo Negro dá as caras aqui nessa revista para morder o traseiro de Psylock – e que traseiro. Como a linha de tempo nos quadrinhos é tão flexível quanto os autores e editores desejarem, essa aventura que se deu na revista da X-force de Rick Remender, aqui em Fabulosos, concluiu no dia anterior. Claro que Wolverine não contou para Ciclope que a X-force continua na ativa, portanto Scott teve que juntar os pontos e chegar a suas próprias conclusões. Agora, cabe a ele planejar o próximo passo e mandar o Extintion Team, seus Fabulosos X-men para resgatar pessoas e conter as criaturas do mundo recém evoluído criado por Arcanjo. Agora Psylock acompanha o grupo como a telepata de plantão substituindo Emma Frost que perdeu seu braço no arco anterior dessa revista (Emma nunca sabe onde bota seus pertences…).

Magia, a irmã de Colossus teleporta a poderosa equipe para a cidadezinha que agora se tornou um mundo novo e totalmente alienígena. Scott acredita que essa confusão foi obra do Senhor Sinistro ou os Celestiais. Betsy – Psylock – tenta convencer Ciclope que ele está errado sem lhe contar que ela esteve lá e é responsável por isso tudo. O grupo se divide em duplas para melhor explorar o relevo. Algumas tiradas absurdas, algumas piadas infelizes e um fantástico momento protagonizado por Magneto. No final temos um novo vilão surgindo, com a promessa de uma grande batalha na próxima edição.

Se tem uma coisa que eu continuo desde o início adorando na narrativa de Gillen é a forma como ele interpreta o Ciclope. Scott é um grande líder e ele age como um nesse título. Apesar da próxima grande saga Marvel “Vingadores versus X-men”, ele tem uma conversa com o Capitão América nessa edição onde eles se tratam como iguais. O que deveria ser, afinal a competência e certeza nas ações de Scott fazem dele o que é e isso é sem dúvida a melhor parte desse título.

Trabalhar as conseqüências da “Saga do Anjo Negro” é um caminho lógico, e seus efeitos serem mostrados nos outros títulos mutantes é uma decisão inteligente, é por isso que apesar das falhas eu gosto da forma como os editores vem trabalhando a linha X atual. Você tem os criadores certos em cada título fazendo o que cada um sabe fazer bem. A “Saga do Anjo Negro” de Remender está tendo influências em outros quatro títulos e ele só escreve um! Tempestade aqui continua pouco a vontade com a política de “máximo de prejuízo” que Ciclope orienta sua equipe a empregar contra as ameaças.

Eu ficaria muito feliz se Guillen continuasse usando Psylock, prefiro mil vezes ela do que Emma aqui. Seus poderes e habilidades são mais interessantes e ela combinou muito bem entre os membros da equipe. Sem contar do longo histórico de aventuras e parceria dela com tempestade, Ciclope e Colossus.

O caminho para o lado negro da Força que Colossus vem tomando também é interessante. Ele mesmo está a todo o momento avisando seus companheiros disso e o fato dele agora ser o Juggernaut já é prova suficiente. Mas o fato dele ter a alma de um artista continua fazendo com que a linha a ser atravessada não seja tão fácil de acontecer. É difícil para os fãs imaginar ele dominado pelo caos, mas é intrigante ver o quanto ele tem balançado para esse lado e sofrido com isso.

Magneto aqui tem Psylock na palma da mão e isso é muito bem mostrado. Ainda não é claro como ele sabe da existência da X-force mas isso também não é algo difícil de esclarecer. O diálogo onde ele “quebra” Betsy no argumento é sem dúvida a melhor parte dessa edição.

Agora, Hope está dando mole para Namor? Muito esquisito como ela praticamente se joga em cima dele aqui. E olha que Gillen retrata o rei da Atlântida como um cara super esquisito e antipático, mas metade dos diálogos da moça dessa edição são dela paquerando o “orelha pontuda”.

Cara, quem desenha essa edição é o Greg Land, então uma porção de personagens aqui estão totalmente descaracterizados em suas expressões. As mulheres não fazem nada além de sorrir, sorrisos largos. A garota com metade da sua alma – Magia – está aqui desenhada com um bom humor maravilhoso. Hope também – e ela é uma guerreira sofrida e treinada por Cable no futuro a vida toda – e Tempestade está tendo um dia maravilhoso. A única hora que elas param de rir é quando Psylock para fazer expressões faciais de uma artista pornô. Tá eu detesto o Bachalo e não sinto falta da arte do Greg Land. E não demorou muito para eu descobrir por quê. Como ele consegue ainda trabalhar no mercado? Mas aí eu me lembrei que o Liefeld tem três títulos na DC. E pra piorar… essa edição tem três coloristas diferentes… Isso não ajudou.

Eu entendo perfeitamente a natureza secreta da X-force, mas devotos, já que Wolverine levou o jovem Genesis e o Anjo para a escola em Westchester, ninguém se preocupou em avisar que tinha uma cidade totalmente massacrada em Montana que foi substituída por uma civilização e ecossistema alienígena? Eu não quero dizer que essa é a pior edição de Fabulosos que Gillen escreveu, mas querem saber? Vendo tudo que Gillen escreveu, é mesmo. Em nenhum momento a gente vê Emma Frost e como diabos ele vai conseguir recuperar seu braço. E a arte do Greg “Argh” Land faz com que os personagens fiquem totalmente descaracterizados e rindo o tempo todo durante uma batalha contra monstros que eles nunca viram mais gordos ou mais magros. Menos Magneto que está salvo aqui por usar seu capacete o tempo todo não vermos suas expressões.

O uso da área controlada e evoluída artificialmente por Arcanjo é algo muito legal e pode render boas histórias para todo bom roteirista que quiser voltar aqui e beber dessa água. Apesar desse mundo aqui nem de longe ser tão ameaçador como foi na saga da X-force, mas também, por um lado não temos o perigo de Apocalypse ou assassinos atazanando o tempo todo. Não sei se perdi algo nesses últimos meses sobre Magneto saber da X-force, mas ele tem um argumento maravilhoso sobre o fato de nunca ter usado de mentiras e segredos todas as vezes que teve que fazer um serviço sujo. Ele sempre deu a cara à tapa.

Grad Land, assim como Liefeld – sou chato, toda hora falo desse put@, não? – continua tem do trabalho na indústria, não consigo entender como. Principalmente com tantos artistas capazes e maravilhosos querendo um espaço. Algumas vezes no passado ele fez trabalhos interessantes, mas parece que vem involuindo cada vez mais. Todas as mulheres são exatamente iguais e todos os homens fazem poses de bonequinhos de ação. Psylock aqui, ele copiou alguma imagem de uma atriz pornô e vestiu de ninja para ser ela. Sair de Carlos Pacheco – que desenhou grande parte do primeiro arco da revista – para chegar nisso é uma maldade maior que qualquer coisa que Apocalypse poderia imaginar.

Uma hora Ciclope vai descobrir sobre a X-force do Wolverine? Eu estou doidinho para ver isso.

Resenha da edição anterior aqui.

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CAPITÃO ÁTOMO E SUAS POSSIBILIDADES QUÂNTICAS

Ou: “O que se faz para evitar o desastre”?

Por Henry Garrit

Uma resenha das edições #3   e #4 de Capitão Átomo.

Para ler as resenhas anteriores, clique aqui e aqui.

Contém spoilers

Na Líbia, em meio a um conflito militar, o Capitão Átomo reflete sobre a nova extensão de seus poderes e sobre o quanto é certo alterar o esquema de vida das pessoas. Em diversos lugares diferentes, vários acidentes são evitados, e doenças são curadas pelas recém adquiridas habilidades de alterar a realidade e suas possibilidades com a aplicação de sua energia quântica. Mas ele poderá sustentar esse fardo de salvador em escala mundial, 24 horas por dia?

Durante o conflito, o Flash surge diante dele, questionando suas ações e jogando na sua cara que a Liga não confia nele, considerando-o um recipiente vivo de radiação e venenos químicos ambulante. Porém, enquanto apaziguam os militares, têm uma conversa franca, e o Flash se convence que o diabo não é tão feio quanto pintavam. Nesse interím, o Capitão pressente a detonação de nada mais, nada menos que uma bomba atômica, e parte a toda velocidade ao epicentro da explosão, absorvendo todo o impacto e radiação liberados, minimizando consideravelmente a devastação que se segue. Mesmo com a ajuda do Flash que evacua as proximidades com sua velocidade, muitas vidas são perdidas.

Enquanto isso, de volta aos Estados Unidos,  um homem misterioso usando sobretudo vaga pelas ruas, emitindo uma luminosidade aparentemente radioativa. Ele chama atenção pelo cheiro forte, e ao ser abordado por um policial, se revela um ser asqueroso e disforme, que consome a carne humana com um toque causticante que o reduz a cinzas.

De volta a base científica conhecida como “Continuum”,  o Capitão Átomo é abordado pelo General Eiling, que não parece muito amigável. Eiling quer fazer do Capitão uma arma de guerra para os Estados Unidos, mas ele se recusa a se sujeitar a isso, e por isso  é aprisionado em uma sala previamente preparada que irradia energia com a intenção de dispersa-lo e contê-lo, mas o Capitão resiste e consegue escapar, sendo perseguido por alguns jatos militares que não tem chance contra ele.

Mais uma vez ele retorna ao Continuum, que ao que tudo indica é tudo o restou para ele chamar de lar. Ele faz mais testes com sua amiga, a Dra. Ranita, que só mostram o quanto ele está cada vez mais instável. Num momento de amenidade, ela toca o rosto dele, dizendo que nem todos têm medo de se aproximar. Mas ao fazer isso, a pele da mão dela é incinerada, para desespero de ambos.

De volta as ruas da cidade, um família entra em um restaurante, e encontra todos os seus ocupantes mortos e cercados por uma massa disforme que parece consumir o que restou deles.

Duas edições lentas, apesar da cena do Átomo absorvendo a explosão atômica na Líbia… em se tratando do personagem isso não chega a ser exatamente uma novidade. A aparição do Flash foi rápida demais, sem trocadilhos. E não influenciou em nada a história. Continuamos com o mistério das criaturas mutantes radioativas e sua possível ligação com o Capitão Átomo. A grande surpresa foi o toque cáustico causado pela pele do personagem, praticamente mutilando a Dra. Ranita.

O grande lance desse gibi, é a aproximação do Capitão Átomo com o Dr. Manhattan, seu sósia de Watchmen, mas infelizmente isso não está sendo aproveitado de forma satisfatória… a história carece de um conflito mais convincente e uma motivação mais plausível para as ações do personagem. J.T Krull joga bem quando utiliza o lado humano dos personagens, mas esse gibi deveria ser nitroglicerina pura, é o que eu pessoalmente esperava que fosse, mas longe disso, tudo indica que a novela ainda deve se arrastar pelas próximas edições. Tomara que eu esteja errado.

O que se faz para evitar o desastre? O potencial dessa revista é enorme, mas os roteiros deveriam ser entregues a um autor mais antenado com a ciência quântica e ao mesmo tempo focado na ação e adrenalina que os leitores esperam. Eu sugeriria Kurt Busiek. A arte está muito bonita, e as cores esplendorosas. Mas não tem quase nada ali que me fizesse querer ler a próxima edição… pelo menos por enquanto. Esse gibi precisa ser desintegrado e reconstruído de novo, molécula a molécula. Quero acreditar que as próximas edições serão melhores… vou vibrar nessa energia.

Mas por hora, eu dou nota 6

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In Time from Sanctuary

Ou: “No futuro eu vou parar de usar subtítulos”

Por Venerável Tritonis Smash

Esta é a mensagem na garrafa. De certa forma contém spoilers, como nunca antes.

E é dedicado ao Venerável Victor Vaughan, e a todos nós. Ontem, hoje e sempre.

Então cambada de mau acabados que acompanham esse site. Eu tenho uma triste notícia para dar… e vou ser curto e grosso: Houve um salto quântico real. Não entenderam? E ainda se consideram nerds? Tudo bem, vou pegar na mãozinha de vocês e explicar: eu tô falando de VIAGEM NO TEMPO, CARALHO! Porra, sacaram? Então, seus mau acabados que leem esse site, a parada é bem simples: eu vim do futuro, mas tô aqui por pouco tempo, então liguem a fraca capacidade de atenção de vocês aqui comigo por uns minutinhos ou mais, ok? Como se a vida de vocês dependesse disso. E, porra… depende mesmo, caralho…

Muitos ainda não sacaram, mas eu sou um dos fundadores desse site, e não voltei no tempo só porque eu queria arriscar ter meus pentelhos desintegrados não… a parada É SERIA.

Beleza, então por mais que alguns fiquem chocados, vou me apresentar… eu sou o VENERÁVEL TRITONIS SMASH… mas em 2012, eu era conhecido como Henry Garrit.

Isso aí mesmo, o babaquinha bonzinho do Garrit… é mermão, o tempo passa, o mundo gira… e a minha versão light se tornou isso que vocês estão lendo agora, com os palavrões incluídos no pacote. Não gostaram? Fodam-se.

Eu vim do ano 2047, o que faz de mim um velhote de 68 anos, mas não se enganem, ainda dou muito no couro, na minha época o 60 são os novos 20.

Não vou perder meu tempo explicando os”comos” e os “porquês” do salto quântico. Ele aconteceu e pronto, eu fui jogado aqui, mas devo ser lançado de volta ao meu próprio tempo em menos de 24 horas, o que é mais do que suficiente para eu escrever esse artigo e deixar registrado aqui no passado a minha visita. Sim, o Santuário ainda existe em 2047, mas não da forma que vocês pensam. Nem mesmo a internet existe mais na minha época. Mas digamos que as sementes que plantamos hoje com nossas desinteressadas ações geraram frutos que hoje alimentam uma nova camada da sociedade, pronta para resistir a tirania. Os preceitos deixados pelo Santuário serão o pilar de uma nova revolução, sobre a qual não posso falar muito, alias, nem deveria falar nada… pois o conhecimento prévio dos eventos passados afeta o meu presente. No entanto, eu lembro da existência desse artigo na minha época, e o quanto esse “lembrete” foi importante.

Mas vamos por partes. Em 2047, algumas mudanças forçadas de gestão acontecem no Santuário. Victor MORREU. Simples assim, e eu fiquei responsável pela bagaça toda. Broilo está vivo e bem, mas tomou outros rumos. Não quero falar sobre isso. O Santuário agora é tocado basicamente por mim e pelo Sleman, que também é responsável por treinar os novatos.  Existe ainda um terceiro membro, ou melhor, UMA terceiro membro, mas ela pediu que seu nome não fosse revelado para que não influenciasse sua versão do passado, já que ela é frequentadora assídua do site.  Ah que se dane, é a Letícia. Desculpa amiga, mas eu nunca soube guardar segredos… ainda mais que essa data em que fui jogado, é o exato dia em que você foi integrada oficialmente ao corpo de baile do Santuário. Tá, você não entendeu essa referência agora, mas em algum tempo vai morrer de rir com essa piada. Então, “Os Três que Tecem”, ou “Terceto Secreto”, ou os ”Trezentos vezes Trinta”, ou o  “Caralho a Quatro” que for, continuam na ativa, levando o legado adiante.

Hoje, no presente, quer dizer, no MEU presente, a vida é difícil, mas  gente vai levando. Algumas coisas não mudaram. A gente ainda tem que trabalhar, consumir e gastar. Não houve um apocalipse zumbi em escala mundial, apenas na Austrália. E os fortes ainda tentam escravizar quem não tem chance. Mas os ideais nunca morrem. O lema “Tudo está perdido mas existem possibilidades” – frase de Renato Russo repassada a nós por nosso patrono, foi a base pela qual minha vinda até aqui foi possível. Estudamos os limites da física quântica e criamos o princípio da “possibilidade quântica”. Vou dar um exemplo pra explicar… não importa que não entendam as referências, atenham-se apenas ao fatos: Imagine que um indivíduo está dentro de uma caixa divina perfeita. A caixa é impenetrável. Ela está além do alcance do espaço e do tempo, da ficção e da razão. O interior da caixa é o lugar mais seguro da Criação. Dentro dela existem vários cômodos, com várias áreas cômodas para se viver indeterminadamente, longe de qualquer interferência externa. Porém, um dia, o individuo acorda de um sono revigorante e decide, num ato involuntário, CHECAR os cômodos. Ele quer saber se ninguém invadiu a caixa divina enquanto ele dormia. Mas se a caixa é impenetrável, PORQUE ele sentiu necessidade de checar? Não sei. Mas ao fazer isso, ele criou uma Possibilidade Quântica.Por causa disso, antes de checar o quarto, antes de saber se alguém invadiu o cômodo, na cabeça dele existem 50% de chances de ter algum invasor lá. De zero a cinquenta por cento em um milésimo de segundo, aquele período de tempo impossível de medir, onde 2+2 é igual a 5,  onde a ficção se torna realidade, e onde eu viajo no tempo.

Não se preocupem, daqui a 30 anos isso vai fazer o maior sentido.

Mas eu já falei merda demais. E essa porra de viagem tinha como objetivo disseminar apenas essas frases:

FAÇAM ALGUMA COISA BOA DAS SUAS VIDAS MISERÁVEIS.

CRIEM UM FUTURO MELHOR ONDE SE VIVER.

EU CONTO COM ISSO. ESTOU VOLTANDO PRA LÁ, SEUS MAU ACABADOS.

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Quadrinhos que me fizeram feliz – “O que aconteceria se J. Jonah Jameson adotasse o Homem-Aranha ?

Por Venerável Victor “Homem-Macaco” Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 6

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos prestigiar um conto da vida do Homem-Aranha o nosso amigão da vizinhança, com um final inusitado.

O que aconteceria se J. Jonah Jameson adotasse o Homem-Aranha?

Segundo Volume  #82

escrito por: W. Messner-Loebs    desenhado por: Anthony Williams

O contexto passado: Durante uma das primeiras aventuras do Homem-Aranha. Peter Parker levou sua tia May para ver o lançamento do astronauta John Jameson para o espaço. O atentado do Camaleão ao lançamento do foguete acabou com o Homem-Aranha salvando o dia. Mas sendo apontado como a verdadeira ameaça para variar um pouquinho. Aqui nessa realidade, o Camaleão consegue criar um caos muito maior que na versão anterior mas o resultado é uma grande explosão, que o mata claro, assim como uma infinidade de espectadores. Peter procura pela tia May e a encontra morta entre os destroços. Seus gritos de desespero se alinham com os de J. Jonah Jameson, que acabou de perder seu filho famoso. Como tudo acaba ali? Jonah confortando o jovem Parker, afinal eles estavam no mesmo “barco”.

Jameson adota Peter e um acaba ajudando o outro com sua dor. Parker fica um pouco relutante por ser adotado no início, mas logo depois, após ser matriculado em uma escola com mais prestígio acadêmico, começa a sentir=se mais a vontade. Mas existe apenas um problema com esse novo pai adotivo

Peter entende que apesar de não ter mais que se preocupar com lutar pelo pão de cada dia , ele não pode mais gastar seu tempo livre sendo o Homem-Aranha. Para começar, a mansão em que Jonah vive é no meio do nada e assim fica muito difícil ele conseguir sair vestido de Aranha. Segundo, ele não está mais tão certo se deve ou não fazer isso. Afinal ele falhou com ambos, seu tio e agora sua tia. Terceiro – e essa é a grande chave – sua própria culpa e falta de fé acabou causando falhas nos seus poderes. Sim, EXATAMENTE como no filme recente. EntÃo, daqui por diante, não existe mais o Homem-Aranha.

Jonah dá para Peter um emprego de editor assistente em um novo e secundário jornal que ele está lançando no mercado, agora trabalhando lado a lado com Betty Brand e o editor Frederick Foswell. Agora Peter é capaz de ver o cenário dos dois jornais de uma forma bem abrangente mas vê dois grandes problemas aqui. Um que Betty não está recebendo o que merece pelo trabalho que faz. Dois que Foswell é o melhor reporter de Jonah mas é o tempo todo tratado como lixo. Peter não tem a mínima idéia, mas Foswell está pensando seriamente em trabalhar para a máfia (como na continuidade regular da Marvel) mas com o jovem conseguindo convencer seu pai adotivo a valorizar as carreiras de seus dois amigos, Foswell joga fora o cartão com o número do mafioso

Jonah deixa o escritório, para variar gritando como o Homem –Aranha é muito pior que o Abutre.Peter pergunta para os seus dois colegas como Jonah pode dizer uma coisa dessas se o Abutre  é um assassino. Foswell explica para ele um pouco do passado de Jonah como repórter. Ele costumava ir fundo nas matérias que investigava, descortinando vários podres da sociedade. Na maioria das vezes, esses “podres” vestiam máscaras, assim como a Ku Klux Klan.  Jonah adquiriu aversão à idéia de máscaras. O que explicaria seu ódio por  indivíduos  como o Homem-Aranha.

Nessa mesma noite. Peter pensa seriamente sobre seu tempo como Homem-Aranha e como ele não consegue mais fazer isso. Logo em seguida ele ouve berros e gritos vindo do escritório de Jonah. Ele chega na porta e vê seu pai adotivo bêbado e chorando pela morte de seu filho, se culpando por ela. Peter tenta acalmar o corôa, mas Jonah só quer ficar sozinho. De alguma forma, ver Jameson se sentindo tão culpado, desperta algo em Peter e ele recupera sua fé em suas capacidades.

Peter decide que vai usar o Homem-Aranha para dar à Jonah algumas manchetes especiais. Ele procura e derrota o Abutre, tira algumas fotos e mostra para Jameson explicando que ele tem um acordo com o Homem-Aranha pela exclusividade das imagens. Isso faz com que Jonah não fique nada feliz e ache que Peter precisa ser protegido. Ele vai muito além nesse pensamento, primeiro ele contrata Flash Thompson como guarda costas do jovem. Depois ele paga o Dr. Smythe para que ele construa um robô para caçar e acabar com o Homem-Aranha, para logo em seguida mandar desligar a máquina uma vez que ela ataca Peter. Finalmente, um dos funcionários do laboratório do Dr, Smythe constrói uma armadura, que se assemelha a um escorpião que poderá fazer o serviço.

Os restos mortais do infeliz do Camaleão são encontrados no lugar do desastre com o foguete, livrando o Homem-Aranha das acusações, ele deixa de ser culpado aos olhos de todos, menos de Jonah. Peter continua agora ainda mais sendo o aracnídeo e usa o seu jornal para combater a campanha anti-aranha de Jonah. No entanto Jameson não fica zangado com isso, pois entende tudo como uma rentável estratégia de marketing. Tudo vai indo muito bem até que o Clarim lança essa manchete:

 “Clarim Diário oferece um milhão de dólares pela identidade do Homem-Aranha!”

O teioso entra escondido no laboratório  de Smythe e sabota a armadura caça-aranha, assim que Jonah chega no dia seguinte para a demonstração, o Homem-Aranha aparece e desafia o invento e humilha a o cientista. Quando ele se vai, Jonah ordena que a armadura de Escorpião seja usada então.. Flash tompson ouve isso e fica com medo, afinal para ele o Homem-Aranha é muito legal e se Jonah conseguir colocar alguém que odeie muito o aracnídeo nesse uniforme cibernético, ele poderá eventualmente ser realmente morto. Então Flash toma o soro do escorpião de uma só vez, assumindo o fardo.

Logo em seguida Peter ouve uma grande barulho e volta para o laboratório para ver um grande buraco na parede externa.

“Minha Nossa Senhora…Jonah! O que aconteceu aqui?”

“O jovem Thompson…ele bebeu o soro, ele enlouqueceu! Eu nunca vi ninguém tão forte em toda a minha vida!”

“Seu velho idiota! Ele vai ter que morrer por causa dessa estúpida guerra entre nós?”

“Entre nós? Não…”

“Sim! Eu não queria que você soubesse! Eu não queria te desapontar, eu acho…mas nada é mais valioso que a vida do meu amigo!”

“Não…não…isso não é possível…você não pode ser ele!”

Peter nesse momento retira sua máscara e sai através do buraco na parede.

“Parece que eu ganhei o milhão de dólares, não? E eu não vou precisar dele”

O Homem-Aranha procura pela cidade pelo novo Escorpião e o acha uma hora depois. Flash está bastante enlouquecido por causa do soro. Apesar de ele ainda adorar a figura do Homem-Aranha, ver Peter ali, sem máscara não ajuda nada, apenas piora a situação. Para piorar as coisas, Abutre, Homem-Areia e o Dr. Octopus aparecem para receber o prêmio pela cabeça do Homem-Aranha.

Nesse momento surge o “Caça-aranha” com J. Jonah Jameson vestindo a armadura. Pai e filho colocam de lado suas diferenças e começam a limpar o chão do lugar com o traseiro dos quatro vilões. A partir de agora, os dois formam um time. Usando a cobertura do Clarim Diário como seu quartel general. E Peter entende agora que se Johnny Storm pode trabalhar como herói tendo uma identidade pública, ele também pode.

A última página consegue colocar um sorriso no meu rosto – e espero no de vocês também. Essa história foi um lindo conto e totalmente diferente de todas as outras histórias do Aranha em que Jonah e Peter pulam um na garganta do outro. O que eu mais adoro é como a capa dessa edição prepara o leitor para como Jonar Jameson irá reagir à identidade secreta de Peter, para depois nos surpreender ao fim da aventura. Não vou dizer que gostaria de ver mais dessa dupla dinâmica em ação!

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Capuz Vermelho e os fora da lei – “preconceito, não faz bem a ninguém e sem ele, penso o que seria do poder!” valeu Via Negromente!

Por Venerável Victor  ”Imaculável”  Vaughan

Essa semana em mensagem na página pessoal de Dan Diddio, editor chefe da DC comics, um fã da editora e de quadrinhos em geral, além de roteirista em busca de uma oportunidade, criticou a política e iniciativa da empresa em dar três títulos (dos 52 hoje em dia no mercado) para o controverso desenhista Rod Liefeld (alguns acham que ele desenha) escrever, em detrimento de tantos profissionais no mercado hoje em dia, além de muitos outros que buscam um lugar ao sol, aqui vai uma parte da transcrição da mensagem postada, tradução do MultiversoDC.

Meu intuito não é aqui cair de páu em Liefeld, afinal já faço isso em outros sites e grupos, mas dizer que concordo plenamente com esse fã, mas não posso deixar de dizer o quanto fiquei feliz de Scott Lobdell ter sido lembrado como exemplo de bom roteirista, além de estar figurando ao lado de Jeff Lemire, escritor de Homem-Animal, uma das melhores revistas da editora ultimamente. Esse é um reconhecimento que quem vem acompanhando seu trabalho nas três mensais que conduz – Novos Titãs, Superboy e Capuz Vermelho e os fora da lei – sabe que é merecido.

Resenha de Red Hood and the Outlaws #5     SPOILERS 

Lobdell continua exatamente de onde parou na edição anterior, com o Capuz Vermelho enfrentando a criatura imortal da raça dos Inomináveis, que se esconde entre os habitantes da cidadezinha de Middleton Colorado, durante a luta, ambos descobrem que não foi ela a responsável pelo massacre da mestra que treinou Jason para se tornar o maior assassino da Terra e de todos os demais monges guerreiros. Então, ambos estão sendo manipulados? Alguém que enviou o Sr. Todd numa pista falsa na esperança de que ambos se matassem, talvez dessa forma eliminando dois possíveis adversários? O Capuz Vermelho percebe que pode estar envolvido agora em algo muito maior do que imaginava, estaria ele no meio de uma guerra civil entre imortais? Agora isso não importa mais, a criatura da raça dos inomináveis está sedenta por sangue e revanche, pelo estrago que Jason fez a ela e a única opção de nosso psicopata juvenil preferido agora é relembrar de todo seu treinamento, nas mãos da anciã Ducra, eliminando o mais rápido possível essa ameaça. Coisa que faz com precisão, porém ao morrer, o encantamento que a criatura gerava que impedia que os cidadões da cidadezinha presenciassem o conflito se desfez. Ao ser morta, a inominável reverteu ao hospedeiro humano que habitava antes e infelizmente aos olhos de toda platéia, Jason Todd assassinou a xerife da cidadezinha, causando uma verdadeira revolta.

Enquanto isso o Arsenal que na edição anterior, foi em busca de Estelar que parecia estar com problemas, descobre quem é o agressor da princesa alienígena. Antes de atacar e conseguir engenhosamente derrotar Cruz, temos mais uma vez um leve recordatório dos motivos que fizeram esse humano, abdicar de sua humanidade e passar a perseguir alienígenas pelo planeta. Tendo Koriander como sua última vítima. Roy Harper logo em seguida encontra Kory desacordada e fragilizada na beira de um lago congelado, apenas para novamente ser atacado por Cruz, totalmente entregue ao seu ódio e preconceito, que não aceita que nosso herói nutra algum sentimento pela alienígena. Dessa vez ele é novamente surpreendido pelas habilidades de sobrevivência a qualquer preço de Harper e ao fim temos a derrota definitiva do vilão, por uma Estelar totalmente recuperada. Aqui para quem for fã de longa data, os xiitas, as viúvas de Wolfman e Perez e os eventuais leitores, ficará provado que o Senhor Lobdell sabe muito bem o que está fazendo, ao demonstrar respeito e conhecimento do “background” de Estelar. Fiquei satisfeito.

A edição teve que findar por aí nesse mês, pois logo em seguida, um Jason Todd perseguido por uma população enfurecida e armada de páus, pedras, pás, foices e rifles e o “diabo a quatro”, aparece sugerindo que eles fariam muito bem em sumir o quanto antes dali. Nossos “Fora da Lei” fogem com uma Estelar carregando o corpo inconsciente de Cruz.

Kenneth Rocafort fazendo bonito novamente tanto na capa como na arte interna da revista.

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FRANKENSTEIN: SAPATEANDO NAS FUÇAS DOS TITÃS.

Ou: “…………………………………….!…………(…)…..!!”

Por Henry Garrit

Onde nossos bravos monstros enfrentam a morte contra os mais horrendos perigos do planeta vivo MOGO!

Essa resenha de Frankenstein #4 contém spoilers. E é dedicada ao Jason Friday….!

Para ler as resenhas anteriores, clique aqui.

Ok, talvez não seja Mogo. Certo, na verdade não é mesmo. Mas, um planeta vivo? Bom… é quase isso também.

O Comando das Criaturas continua a batalha contra os titãs parasitas do planeta monstro, que na verdade é habitado por uma enorme aglomeração telepática desincorporada que entra em contato com os agentes da S.OM.B.R.A  e pedem ajuda. Esses três enormes titãs tomaram conta do planeta há tempos e vem utilizando o mesmo como  hospedeiro, torturando-o por sabe-se lá quantos milênios. Os filhos dos titãs povoaram o mundo, mas agora já estão saturados e pretendem expandir seu domínio para a Terra.

O Comando se divide em dois grupos para destruir os titãs restantes, sendo que o primeiro já caiu pela espada implacável de Frankenstein, como ele mesmo gosta de dizer.

Frank e a Dra. Sereia adentram as profundezas do oceano monstro, enquanto Lady Frankenstein, o Vampiro e o Lobisomem se encarregam do titã que habita o continente ogro.

No fundo do mar, os filhos do titã da água reverenciam a Dra. Sereia como sua “mãe” e não a atacam. Eles a levam direto para seu pai, uma enorme e fascinante criatura do mar. A Sereia fica hipnotizada pela sua beleza, mas Frank a lembra que esse titã é um parasita que dominou o planeta e pretende fazer o mesmo com a Terra.  Ele ataca sem piedade a criatura, apesar do remorso da Sereia.

Em terra firme, os demais membros do Comando têm extrema dificuldade em lidar com o titã do continente ogro. Lady F pede ajuda ao Pai Tempo, mas ele diz que não pode enviar reforços de nada vivo, pois apenas com a nave ovo que os trouxe, alguém chegaria vivo no planeta monstro, e eles só tinham uma. Então, ela sugere que ele mande algo “não vivo” e ele decide enviar a Caixa de Brinquedos para eles.

Apesar dos protestos do Dr. Ray Palmer, que alega tratar-se de um projeto ainda em fase de testes, a Caixa de Brinquedos é enviada. Após ser desminiaturizada e transportada para o campo de batalha, a caixa libera uma energia e se expande. De dentro dela, surgem duas colossais rodas de guerra, e milhares de soldados robôs.

No alto de seus quatro braços, Lady F ordena que o Vampiro e o Lobisomen furem o olho do titã, enquanto as rodas de guerra são arremessadas nas rótulas dos joelhos do monstro, que cai agonizando. Em seguida ela ordena que os robôs deem cabo dele, enquanto ela apenas observa linda, leve e solta.

Ao mesmo tempo, Frank e a Sereia emergem sobre o corpo do titã derrotado. É possível notar a tristeza dela pela perda dessa vida.

Khali, que estava repousando após desintegrar todo um continente de aracnídeos, surge pilotando a nave-ovo, já restaurada e pronta para levá-los de volta para casa. Os robôs da Caixa de Brinquedos são deixados para trás, e reprogramados para proteger o planeta monstro de novos invasores.

A missão foi cumprida e a Família Monstro o Comando das Criaturas parece ver um novo começo surgir diante de seus olhos.

Uma história rápida e sem muitas complicações, aliás, onde as coisas são resolvidas bem até demais, apesar das proporções cósmicas da crise. É quase um deboche de Jeff Lemire, mas não no mau sentido. Em vez de criar um universo crível ao estilo “watchmen” onde Frankstenstein seria uma figura torturada e lideraria um esquadrão de aberrações para salvar o mundo, o que temos aqui é exatamente isso mas sem a parte “crível”. É quase um desenho animado, embora adulto, com grandes diálogos e sacadas inteligentes. Claro que tudo é exagerado demais. Os desenhos de Alberto Ponticelli são exagerados demais. Mas é pra ser desse jeito mesmo. Está dado o tom da nova encarnação do Comando das Criaturas. Adrenalina, fantasia e terror surreal. Isso é Jeff Lemire, isso é Frankenstein.

E pra não dizerem que gibi não é cultura, fiquem com uma citação de um dos autores preferidos do nosso amigo Frank.

A mente não deve ser modificada pelo tempo e pelo lugar.

A mente é o seu próprio lugar, e dentro de si

Pode fazer um inferno do céu, e do céu um inferno.

John Milton

Nota: 9,5

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