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Eu, Vampiro #5 – Gotham City contra os mortos.

Ou: “O vampiro e o homem vestido de morcego”

Por Henry Garrit

Uma resenha de “Eu, Vampiro” #5, com roteiros de Joshua Hale Fialkov e arte de Andrea Sorrentino.

“I, Vampire” criado por J.M. DeMatteis e Tom Sutton

Este artigo contém spoilers.

Um trem vindo de Boston chega vazio a Gotham. Apesar dos sinais de sangue e violência, nenhum corpo é encontrado. O vampiro Andrew e seus amigos John e Tig estão chegando na cidade, Andrew segue o vínculo psíquico que mantem com Mary – A Rainha do Sangue – e ex-amante dele, que pretende levar a escuridão a todos os cantos do mundo. Tig, a jovem “caça-vampiros”, não pode ser exatamente chamada de “amiga” do vampiro, pois apesar de trabalhar com ele, pretende mata-lo na primeira oportunidade.

Os três chegam até o antigo tribunal da cidade, onde no passado havia celas subterrâneas onde os presos aguardavam julgamentos. Batman se junta a eles e depois de uma abrupta apresentação, descobrem que as vítimas do trem estão confinadas nessas celas, prestes a sofrer a transformação que os tornará um exercito incontrolável de vampiros…

Mais um capitulo desse lento, porém interessante conto de terror, trazendo o mito dos vampiros para o universo DC e fazendo-o interagir com seus maiores heróis. Aos poucos ficamos sabendo mais sobre o passado dos coadjuvantes e suas ligações com Andrew, que é um vampiro mais antigo do que se pensava. Isso explica a extensão de seus poderes, e as habilidades que os vampiros mais jovens não possuem. Apenas Mary parece se equiparar a ele nesse quesito, até o momento.

Eu não conhecia o trabalho do roteirista Joshua Hale Fialkov antes dessa série, mas gostei da caracterização do Batman feita por ele. Embora tenha começado bem timidamente, a história vem se desenvolvendo bem desde a ultima edição e podemos começar a perceber que de fato existe um planejamento para os fatos que estão ocorrendo. Batman, como era de se esperar, não se intimida diante da ameaça sobrenatural e mantém sua postura de xerife de Gotham. Ele aceita unir forças com o vampiro, um tanto a contra-gosto, mas aos poucos percebe que essa decisão pode salvar sua vida. Tig não ajuda muito nessa parceria, instigando Batman a matar Andrew. Mas o Homem Morcego rapidamente percebe o tom da peça em que estão atuando. Tig ainda não sabe que Andrew matou seu pai na edição anterior, quando ele se transformou num vampiro violento incapaz resistir a sede de sangue. Não que isso vá mudar muita coisa, uma vez que ela almeja matar seu “amigo” de qualquer forma… afinal de contas ele é um vampiro… e vampiros bons são vampiros mortos. Certo?

O grande conflito da série, com esse efeito “anti-crepúsculo” (Amantes Vampiros, ex ou eternamente apaixonados, separados pelo estilo de vida psicopata da mocinha que não hesita em estripar seus inimigos) nos leva a pensar aonde esse romance mal acabado vai parar. Andrew vai ceder a escuridão? Vai tentar trazer Mary de volta, ou vai enfiar… uma estaca em seu… peito?

A revista tem grandes cenas de violência, algumas bem realistas e condizentes com a temática proposta pelo título. Existe uma tensão constante, os personagens nunca conseguem descansar, sempre imaginando quem vai apunhalar quem pelas costas.

A cena do despertar dos novos vampiros é especialmente tensa, lembrando muito um ataque de zumbis no melhor estilo “The Walking Dead“. Conforme Andrew explica, ao se transformarem pela primeira vez, os jovens vampiros ficam completamente descontrolados e desprovidos de raciocínio, avançando como uma manada de mortos em busca de sangue humano para saciar sua sede irrefreável.

“Quase” irrefreável, Andrew diria.

As participações especiais têm ajudado a enriquecer e alavancar esse gibi. No número anterior, tivemos o reforço de John Constantine, velho conhecido das aberrações de todos os tipos. Apesar de trazer o velho e conhecido tema dos vampiros, essa HQ traz um protagonista pouco conhecido, mesmo tendo várias histórias publicadas no passado, ainda que numa cronologia pré-reboot, onde a continuidade pouco influencia as histórias atuais.

Se é a redenção do mito dos vampiros ou apenas mais uma tentativa medíocre de lucrar com o tema, só tempo vai dizer.

Nota: 8.0

Resenha anterior de Eu, Vampiro? Clique aqui. 

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Capitão Átomo #5 – O inferno atômico de Dante.

Ou: “Tragam seus trajes anti-radiação”.

Por Henry Garrit

Uma resenha de Capitão Átomo #5, com roteiros de J.T.Krul, desenhos de Freddie Williams II e cores de Jose Vilarrubia.

Este artigo contém spoilers.

Depois de causar acidentalmente um grave ferimento na mão da Dr. Ranita, o Capitão Átomo se afasta de todos, temendo ferir outras pessoas. Ele reflete então em como fazer para consertar o estrago, e vislumbra alguns cenários desastrosos. Por fim decide se tornar intangível e vai até o laboratório onde Ranita está internada, mas não é recebido amistosamente. Ainda tentando encontrar algum sentido para sua existência, ele parte em busca de um grande pico de radiação detectado pelo general Eiling e que acreditava-se ter sido gerado pelo próprio Capitão Átomo, mas o que encontra lá é uma criatura demoníaca, vítima de uma terrível mutação.

Essa é “A Divina Comédia”, do Capitão Átomo, em que assim como Dante, ele deve descer até o mais profundo círculo do inferno. Mas ao contrário de Dante, que almeja resgatar sua amada Beatriz, o Capitão Átomo deve resgatar a si próprio.

Em tempos de “Before Watchmen”, onde alguns dos melhores artistas de DC escreveram prelúdios da saga máxima de Alan Moore, incluindo o notório Dr. Manhattan, é estranho ver as novas desventuras do Capitão Átomo, agora mais próximo do que nunca da sua contraparte parodiada. Como já mencionado em resenhas anteriores, J.T. Krul está longe de ter a habilidade escrita de Moore, embora esteja conseguindo prender minha atenção até o momento, uma vez que estou plenamente ciente de suas limitações e não espero mais do que ele pode fazer.

A busca de Nathaniel Adam pelo seu “lugar no mundo”, poderia se tornar enfadonha, não fosse a forma inteligente com que Krul escolheu narrar esse conto: a cada edição, uma nova tragédia é causada, ainda que acidentalmente pelo Capitão Átomo, e para cada desastre, vemos o desespero dele em tentar redimir o feito, as vezes causando ainda mais estragos. Fica evidente o dilema de ser um “homem atômico”, constantemente com medo de queimar as pessoas a sua volta com um simples toque, ou emitir níveis perigosos de radiação que poderiam deixar uma cidade inteira doente… ou sofrendo toda sorte de mutações.

Por falar em mutações, o inimigo radiativo que vem dando pequenos sinais de sua presença ao longo da publicação com breves e cruéis assassinatos, agora se mostra com toda a sua grandeza, ligando definitivamente sua existência com a do Capitão Átomo; esse duelo vai definir quem é o monstro, o herói, o vilão ou a vítima. É o ultimo círculo do inferno. Ou o primeiro passo de uma jornada maior.

Dante não teve sucesso no resgate de sua amada. E o Capitão Átomo, conseguirá resgatar sua própria humanidade?

À parte dos dilemas nucleares, a arte já vale o preço da revista. Freddie Williams II segue com seu traço competente, que é super valorizado pelas cores do grande Jose Vilarrubia, um mestre dos pincéis.

Versão "Wildstorm" do Capitão Átomo. Modelito by Alex Ross...

Muitas coisas ruins já foram feitas com o Capitão… ele quase foi o vilão da saga “Armageddon 2001”, ficou perdido no tempo, acabou virando o tedioso vilão “Monarca”, depois virou pau mandado do governo, ficou dourado com listras vermelhas, (culpa do design de Alex Ross em “O Reino do Amanhã”) deu um passeio pelo universo Wildstorm (antes dele ser integrado ao restante do Universo DC), até enfim voltar a ser o velho Capitão e a ter boas histórias com a equipe da Liga da Justiça: Geração Perdida.

O Capitão Átomo não é o Dr. Manhattan e não será o encadernado mais vendido da história, como Watchmen com suas paródias. Mas seu título atual tem o mérito de elevar o personagem a outro nível, pouco explorado anteriormente. Podemos observar novas formas dele usando seus poderes e empregando-os tanto para a destruição quanto para cura. No fim, essas histórias podem não levar a nada; ou nos presentear com um novo e melhorado herói.

Isso se ele não vazar radiação e detonar uma explosão nuclear no Kansas…

Nota: 7.0

Resenhas anteriores do Capitão Átomo? Clique Aqui.

Nossa homenagem de todos aqui do Santuário, devotos & Amigos

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O QUE ACONTECERIA SE NINGUÉM VIGIASSE O VIGIA? Elvis Presley o devorador de mundos!

por Venerável Victor  ”Moves like Jagger”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 10

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se desse a louca no Vigia e ele parasse de vigiar.

Volume 2, #34
Escrito por:  Scott Gimple, Darren Auck e outros
Desenhado por: Tom Morgan, Sam Delarosa e outros

A história até aqui: Não, você não enlouqueceu, quem enlouqueceu foi o Vigia e o bagulho ficou doido.

Aqui nós temos uma porção de momentos de humor pastelão e eu não vou fazer cerimônia, a maioria é fraca. Coisas como: “O que aconteceria se Tempestade fosse controladora de tráfico aéreo?” e “O que aconteceria se Wolverine hibernasse?”, onde Logan passa algumas páginas dormindo, apenas para no penúltimo quadro se virar, bocejar e voltar a dormir. A revista também é bem curta, mais que o comum, principalmente comparada com outras edições de humor Marvel, isso por si só já diminui mais ainda as chances de fazer você rir. Sem mencionar que uma das historinhas da revista é sobre o Homem-Aranha se tornando papai de um bebê mutante aranha, que é totalmente dispensável. Eu quase considerei nunca falar dessa edição…mas…

Se não fosse por duas coisas. Uma delas é a redenção dos autores e editores que compraram esse barulho de fazer um “O que aconteceria se…” de humor pastelão:

“O que aconteceria se o Justiceiro fosse o superprotetor paizão dos criminosos?”

E aqui temos a história principal da edição: “O que aconteceria se Thanos transformasse Galactus em um ser humano?”. Exatamente como na continuidade Marvel normal, Galactus atacou Thanos quando esse enlouqueceu – toda semana esse semideus de fases enlouquece, porra – e conseguiu obter a Manopla do Infinito. Aqui, Thanos decide punir Galactus com o que ele considera ser um destino muito pior que a morte – até porque Thanos dá uns tratos na Senhora Morte e morre de ciúmes da ossuda.

Galactus é transformado num ser humano e mandado para a Terra. Lembrando que aqui, esse “O que aconteceria se” não  leva tão a sério os fatos que levaram a trama da primeira saga da Manopla do Infinito – aqui na Marvel o artefato mais poderoso da existência, capaz de refazer a realidade, muito antes de Brian Michael Bendis e geral darem esse poder para um a cada dez mutantes – e a Terra aqui não está sofrendo as consequências da saga, como na continuidade normal.

O humano Galactus aterrissa no Kansas – aqui sem o totó da Dorothy, sem o Leão, Espantalho e Homem de Lata – nu na chuva e incapaz de lembrar quem ele realmente é. Ele encontra  um trailer e acabamos tendo finalmente a ideia de quem Galactus se parece na forma humana, por alguma coincidência cósmica, Galactus agora se parece exatamente como Elvis Aaron Presley! Isso faz o cabeção da mulher dona do trailer pirar, dona Gertrude. Uma mãe solteira e a maior fã de Elvis do planeta. Galactus por causa do stress da viagem e transformação acaba desmaiando na frente da soleira de sua porta. Mas Gertrude o carrega para dentro e cuida dele. Ela acredita que por causa de alguma doença ou das drogas ele esqueceu quem realmente é.

Gertrude tenta o tempo todo fazer Galactus lembrar quem  realmente ela pensa que ele é. Ela o faz ouvir uma infinidade de discos do Elvis, assistir todos os seus filmes e até o ensina como dançar igual ao seu ídolo. Galactus, acaba se mostrando extremamente habilidoso,  de rápido aprendizado com a guitarra e até mesmo com uma linda voz. Mais uma vez o cabeção de Gertrude pira! Os dois não conseguem entender tudo o que está acontecendo, mas é óbvio que ele deve ser realmente Elvis. O porquê dele não está realmente morto ou imenso de gordo, ainda é um mistério. Mas tudo o que interessa é que o “rei” está de volta e com uma segunda chance de fazer e acontecer novamente!

Pelas próximas semanas, Galactus vive com Gertrude e seu filho Toby, feliz e curtindo o estilo de vida simples do sul do país. Ele consegue um trampo num bar local e que o mantém na obscuridade por algum tempo, longe do grande público e da mídia.

GALACTUS - arte original de Jack kirby

Um homem lhe oferece em algum momento para fazer um show beneficente para fazendeiros locais e Galactus aceita a proposta, tendo em vista que vai poder mostrar sua arte para mais pessoas. Quando Gertrude por medo de não conseguir mais manter seu ídolo ali com ela, lhe avisa do perigo de ser reconhecido e de sua vida voltar a ser um inferno, Galactus a ignora dizendo que ninguém iria acreditar que o verdadeiro Elvis realmente estaria vivo e com saúde. Ele mesmo é o Elvis e até hoje não acredita totalmente!

Seu show chama a atenção da mídia e logo é amplamente conhecido que o “rei” está de volta de alguma forma. No instante que Galactus, Gertrude e Toby estão apreensivos com a quantidade de fãs reunidos em volta do pequeno trailer que vivem, um visitante se teleporta para junto deles. E o herói Adam Warlock, mostrando agora sua Manopla do Infinito recém-conquistada na batalha com Thanos. Agora que Thanos foi derrotado, Galactus pode retornar para seu antigo status quo.

Galactus não tem a mínima ideia do que o estranho ser está falando (“Quem diabos é você?”; “De que  poder você está falando?”; “Por que você se parece com um Biscoito Doritos?”). Mas Warlock retorna suas memórias com o movimento de suas mãos. Agora que finalmente ele se lembra exatamente quem é, Adam Warlock deseja que ele volte a ser o “Devorador de Mundos”. Gertrude então lhe avisa que ao contrário, ele pode continuar na Terra e ser o “Rei do Rock n’Roll”.

Elvis e Galactus realmente não são tão diferentes no fim das contas e para mim  ambos são mais que grandes e poderosos seres em roupas ridículas. Eles são criaturas intrigantes, interessantes e realmente únicos no universo.

Sejam eles  no mundo da música ou no mundo dos quadrinhos, Eles vão ter sempre seu lugar como lendas coloridas por muitos e muitos anos. Quando colocados juntos na mesma história, é algo surreal e  muito legal. Essa história tem apenas – uma pena – sete páginas, mas coloca um sorriso no meu rosto toda vez que leio.

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Filosofando sobre a natureza das mudanças: Lavoisier e Paracelsus nos ajudam a (não) entender o nUDC

Por Rodrigo “Perguntador Chato” Broilo

Todos nós sabemos que as coisas mudam. Que elas trocam de lugar. Às vezes o filme é o mesmo, só muda o elenco.

Nós mudamos. Gostávamos de certas coisas na infância que hoje não suportamos. E coisas que amávamos, hoje mal toleramos. Tudo muda. Veja como estão os gostos das pessoas hoje em dia. Não gostam mais tanto de TV, embora assistam BBB. Tem mais amor aos animais e procuram ser vegetarianos. São mais amorosos com as pessoas ditas “diferentes”, enquanto outras espancam gays. É a nossa linda sociedade de contrastes. Como diria Machado de Assis em “A Igreja do Diabo”, que já usei como referencia anteriormente aqui, somos agora “colchas de algodão, com rendas de seda”.

Lá foi se el...

Mas são ciclos, às vezes gostamos, às vezes odiamos. É assim com a música, com a moda, com tantas coisas. Lavoisier, conhecido como um dos pais da Química moderna, disse “na natureza nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma”. Na internet, “nada se cria, tudo se copia… e cola”.

É diferente nos nossos amados quadrinhos de super-heróis? Não, as idéias são as mesmas, só são recontadas de diferentes maneiras, com diferentes pessoas. E nem quero abordar aqui o fato de que as principais editoras americanas têm sempre heróis equivalentes: o herói messiânico e invulnerável; a guerreira poderosa, destemida e gostosa; o detetive; o Golem; o herói com poderes de Mercúrio; o telepata; o que devia ser mau, mas é bom; o bad boy; entre outros. Às vezes esses heróis se repetem dentro das próprias editoras. Olhe a DC com seus trocentos velocistas, e dezenas de detetives super-sagazes. Nada se cria tudo se copia. Quantas histórias de “plágio” já não ouvimos falar nos quadrinhos? Mas esse não é meu ponto.

Meu ponto é “… tudo se transforma”. Por vezes, você pode contar uma mesma história de diferentes jeitos. Ou pode pegar as mesmas pessoas para contar histórias que não fazem parte da sua realidade. A DC fez isso com os “Elseworlds” (que mais tarde foram incorporados ao Multiverso e hoje te mandaram um abraço), e a Marvel fez isso com “What if…?”. Eles contavam histórias que não iam interferir na cronologia oficial, mas que podiam ser contadas e agradar o povo. “Nada se cria, tudo se transforma”.

Também acontece de o povo recontar toda uma história, como os ret-cons, ou como os universos zerados, ou voltas no tempo, ou realidades alternativas, ou universos Ultimate, ou como a DC teve a audácia de fazer recentemente, um reboot. Não, não! Como eles chamaram mesmo? Relaunch!

Camaradas da HIDRA, já se passaram 6 meses. Uns resmungaram, outros disseram “humm, vamos ver onde vai dar!” e outros profetizaram “pfff, não vai durar nem um ano”. Pois bem amigos, metade do tempo já passou. E o que houve?

“Tudo se transforma.” Na verdade nem tudo. A mitologia por trás de “Green Lantern: New Guardians” quase não foi afetada. É um título que caberia em qualquer universo. Mas sim, outros foram mudados. Como Superman, Batman, os Novos Titãs.

“Nada se cria.” Na verdade, foram criados alguns novos personagens, alguns novos conceitos como o Verde, para flora, e o Vermelho, para Fauna, o que vai justificar a mudança de cor de Mutano, por exemplo.

Mas o importante aqui é analisar tudo à luz de outro grande químico do passado. Químico, Médico, Filósofo, prepotente e arrogante, Paracelsus nos trouxe uma pérola sobre a dualidade da natureza: “Tudo é veneno, e tudo é remédio. A diferença está na dose”. Tudo que é demais faz mal. Toda mãe e avó sempre nos disseram isso. Funciona para cerveja, amigos, namoro, sexo, trabalho, estudos, mania de limpeza, horas na internet e, claro, quadrinhos.

Pára Celso!

Não me entendam mal, a dose letal para HQs é beeeeeeeeeeeeem alta, e os sintomas são vistos bem antes que se torne mortal. Mas me refiro aqui à natureza das mudanças. Quantas foram “demais”? Quantas, ao invés de remédio, se tornaram venenos? Digo, alguns personagens mudaram aqui e ali, ou nem mudaram, só apareceram, como a Batwoman. Mas outros causaram surtos como os Novos Titãs, por exemplo. Foram uniformes, origens, cores de pele, grupos novos. Onde devia ter parado ou até onde deve ir?

Por exemplo, Monstro do Pântano e Homem Animal estão nos introduzindo os conceitos, muito interessantes na minha humilde opinião, do Verde e do Vermelho, respectivamente. Mas precisavam usar a abusar da pequena Maxine assim?

Perguntamos-nos, sobre muitos aspectos: Precisava? Precisava o Superman matar? A Donna deixar de existir (essa aqui é só pra render comentários. Faça sua parte!)? Precisavam ter viajado tanto em Stormwatch? Precisava Liefild existir nesse novo universo? Precisava de 52 títulos, com tantos dispensáveis, e outros tantos necessários, como Sociedade da Justiça, por exemplo, ficando de fora? Precisava eu ter levantado toda essa discussão, já que o futuro do UDC não está em nossas mãos, e a nossa opinião não vale um “honolável” pouquinho?

Ora meus amigos, a essa altura do programa, com Pedro Bial chamando qualquer um de herói, vocês deviam saber que eu não vim para trazer a paz a esses corações nérdicos, e sim uma filoso-fúria interior que faz questionar: o que, porque, para que, quem, como, quando e onde.

Aproveitem que o carnaval acabou, a ressaca está passando (a alcoólica e a moral) e, além de fazerem os testes básicos para quem não usou proteção durante o “pon-farr”, pensem nisso. As coisas mudam. Tudo muda. Tudo passa (até a uva). Mas quando as mudanças são remédios e quando são venenos?

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Capuz Vermelho e os Fora da Lei – Estelar diz: “É o amor que mexe com a minha cabeça e me deixa assim, que faz eu pensar em você e esquecer de mim!”

Por Venerável Victor Vaughan

Resenha de Red Hood and the Out laws #6 SPOILERS

Escrito por Scott Lobdell e Josh Williamson
Desenhado por Kenneth Rocafort

Scott Lobdell ganhou uma série de inimigos anteriormente quando nos apresentou uma nova Estelar nessa revista. A antiga amiga de todos e generosa princesa alienígena se tornou uma fria e calculista robô que usa o sexo como uma ferramenta para aliviar stress e necessidades orgânicas do que para gerar novos vínculos emocionais. Com o passar do primeiro arco de histórias, ficou aparente que o senhor Lobdell foi dando cada vez mais conteúdo para a personagem, mas apenas agora no número #6 da revista que isso se tornou oficial.

Como foi que Jason Todd e a Princesa Koriand’r de Tamaran se conheceram? E o que uniu os dois de uma forma que nunca poderiam imaginar? Finalmente essa história é contada.

Jason começa a edição enfrentando traficantes ciberneticamente transformados em um submarino em algum lugar do oceano, apesar de conseguir frustrar os planos dos meliantes – que aqui não nos interessam ou fazem qualquer sentido – ele é sofre diversas agressões de seus opositores e por último é gravemente ferido na explosão que detona o veículo. Ao seu carregado pela correnteza até uma praia, de uma ilha deserta que esconde uma nave alienígena ele é encontrado pela antiga ocupante desse imenso veículo, que ali vive, buscando paz e isolamento da humanidade.

O Capus Vermelho sempre foi muito bem retratado nessa revista, ouso dizer que tão bem quanto Judd Winick costumava fazer – e olha que esse é um dos poucos personagens que ele sabe realmente escrever – sempre brincando com a linha entre o bem e o mal. Agora, Estelar sofreu com uma caracterização no minima relapsa. Nesse número os leitores novos e antigos poderão ter finalmente uma melhor idéia de quem ela é na nova continuidade e o que motiva a alienígena. A fria e distante personalidade foi sendo enfraquecida consideravelmente, Como um bônus extra, para nós leitores, com a ajuda de Josh Williamson nos diálogos, lógico, nós temos alguma idéia do que aconteceu nos primeiros anos desses jovens heróis, que podem ou não terem se chamados de Novos Titãs e da família Batman, provando que menos foi mudado da antiga cronologia do que imaginávamos.

Essa é uma história que você caro devoto nunca imaginou que precisaria ser contada. Essa edição se passa antes do número #1, na verdade um mês antes e nos conta exatamente como Jason e Kory se conheceram. Você não fica excitado? Eu sei que fica! E nem coloquei quadrinho da alienígena pelada ainda…

Desde o início eu amei essa revista, verdade. Eu imagino essas histórias produzidas pelo mesmo produtor de Velozes e Furiosos ou dirigidas por Michael Bay. Ela particularmente tem o mesmo clima massavéio de revistas “no brain” como Liga da Justiça, mas contém um componente de melancolia e dor que não caberia na narrativa “teen” de Geoff Jhons para o maior super grupo da DC. Quase um filme de John Woo, com um monte de tiros e gente pulando para lá e para cá para escapar da trajetória deles. A única coisa que falta nessa revista é Nicolas Cage, John Travolta ou Chow Yun Fat pulando entre os projéteis. Algum deles poderia fazer o personagem de Jason Todd…auhauaha

Apesar de não ser então um filme blockbuster, o senhor Lobdell consegue interessar o público o suficiente para que voltemos a cada mês para ver o que acontecerá com esses personagens. E essa edição, que teve os diálogos desenvolvidos por Josh Williamson me pareceu muito menos clichê e as idéias fluíram muito mais livres de painel para painel desenhado por Rocafort.

A questão para os que não leram essa edição ainda é: “Ela foi necessária???” Pois a primeira edição pós relaunch foi talvez o perfeito ponto inicial de leitura da série. Jason, Kory e Roy se juntaram e se viram em toda a sorte de erros e acertos uns com os outros. Pata todos os propósitos comerciais, esses personagens nunca estiveram juntos uns com os outros antes disso. Quem, a não ser um leitor de longa data, se interessa se eles tiveram algum envolvimento pretérito?

Agora, para aqui dar valor e crédito ao trabalho do senhor Lobdell e Williamson, é importante ressaltar que eles rapararam alguns erros originais de Lobdell ao inicialmente retratar Estelar como uma tabula rasa (só usei essa palavra que incitar vocês a lerem a resenha seguinte dos X-men) , com uma personalidade que não dava a mínima importância para quem quer que seja, principalmente quando o assunto era sexo ou afins. Acho muito importante personagens femininos ficarem livres de imposições sexuais e puritanismos que impedem a intimidade da mesma, mas a forma como Kory foi retratada, apesar de inicialmente ousada, foi principalmente desrespeitosa com as crianças que a conhecem pelo desenhos Jovens Titãns e eventualmente a seguirão para a revista. Muitos vão dizer que o estrago já foi feito, que agora é tarde demais, mas as coisas podem sempre se acertarem, afinal, tudo está perdido…mas existem possibilidades.


Sou fã incondicional dos brasileiros na DC, mas Rocafort com seu estonteante dinamismo e engenharia de página me deixa babando e por si só já é motivo mais que suficiente para se ler essa revista. Provavelmente ele será um dos maiores artistas da indústria daqui a algum tempo e provavelmente a DC vai desprezar e perder ele para a Marvel rapidinho. Seus personagens são maravilhosamente retratados, fazendo nossos heróis preferidos ficarem ainda mais lindos.  O cara consegue retratar tecnologia e naturismo, mixado de tal forma, sem um estilo sobressair sobre o outro.

Essa  foi uma das mais agradáveis edições de Capus Vermelho e os fora da Lei e quase que completamente ignorou a participação do Arsenal no capítulo. O senhor Lobdell parece ter uma mão forte para contar “fábulas” com dois personagens, mas a série para sobreviver precisa que todos os integrantes e elenco de apoio sejam igualmente retratados.

Resenha da edição anterior aqui.

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Fabulosos X-mem #7 – Em briga de marido e marido também não se mete a colher ou os raios ópticos.

Por Venerável Victor Vaughan

SPOILERS   Uncanny X-men #7   SPOILERS

Kieron Gillen é um belo roteirista e eu realmente curto a mistura de poderosos e perigosos mutantes nesse nonsense grupo. Obviamente muita coisa mudou nas filosofias de Ciclope, que a separação do grupo de Wolverine para a criação da nova escola em Nova York só agravou.

Mas o que eu realmente gosto nessa edição – e eu venho lendo quadrinhos desde a década de 80 até esse inicio de século 21 – é que não só ela tem um clima cósmico – assumindo que as forças cósmicas manipuladas nesse novíssimo mundo chamado aqui de Tabula Rasa, foram criadas pelas energias dos “Celestiais” – e alguma narrativa maldita que se utiliza de teorias de evolução e regras ou não regras sociais sobre esse fenômeno são nada mais que sombras do conceito ao qual os X-men foram criados por Lee e Kirby.

Não aparecem aqui, Colossus, Magia, Namor e Esperança. Muito ocupados cada dupla em suas aventuras…

É interessante ver o “Apex do mal” atualizar seu equipamento metálico para que Magneto não mais consiga manipular seus projéteis e o conhecimento de que na verdade o “Apex do mal” e o “Apex do bem” na verdade são ex amantes, ah! Sem falar na caracterização de Perigo aqui, que tem crescido e me trazido boas lembranças da época de Novos Mutantes, o jovem Doug Ransen e Warlock. Só que um Warlock muito mais interessante e eficiente, lógico.

Legal também ver que personagens principais da mitologia X, como Tempestade e Colossus, continuam pertencendo a equipe principal, assim como Magia. Já Emma Frost, a loira maneta continua desaparecida da narrativa há três edições.

Claro que uma boa história não é nada sem uma boa arte. E aqui temos novamente Greg Land nos desenhos e Jay Leinsten na arte final. Posso falar que a arte final é legal? Posso né? Sim, eu gosto de Jay na arte final, já entenderam tudo, não vou me tornar repetitivo.

A cultura alienígena aqui tem um ar de Jack kirby – até aí, fantástico – e já que Land tem uma gama limitada de expressões que consegue desenhar, a infinidade de vezes que os rostos estão envolvidos em escuridão no momento em que determinado personagem fala alguma coisa, se torna um bom recurso para nos enrolar.  A ação também está legal, apesar de que a ex-mulher/homem Apex tenha ganhado mais espaço que o bom e velho grupo de Ciclope.

Os X-men tem que correr para deter o Apex do mal com a ajuda do Apex do bem, ambos, criaturas muito inteligentes e feias pra danar. Se você não sabe nada do que eu estou falando aqui, então você tem que ler as resenhas anteriores que falam desse arco todo. Um arco bem melhor por sinal que o anterior, com uma ação fluida, uma dinâmica forte entre o grupo e dois novos personagens que são tão fascinante quanto feios pra dedéu.

Durante a batalha descobrimos que o Apex mau – que aqui descobrimos ter se tornado mestre em todas as espécies de artes – apenas sente falta de sua a muito extinta espécie e fala através de notas musicais. Não exatamente um regular e comum inimigo dos X-men. Mas essa história tem sido tudo menos comum. Kieron conseguiu criar algo único e inspirador, mesmo com Greg Land estragando com suas personagens bidimensionais e ainda consegue colocar um pouco de humor no roteiro. Tornando dois personagens tão interessantes que a equipe para a qual lemos a edição, se tornem meros coadjuvantes. Normalmente eu acharia isso um absurdo, mas se formos falar de absurdos, essa resenha não acaba aqui.

Tabula Rasa se tornou um estranho mundo com uma pirâmide de energia ao centro, uma tribo de selvagens verdes e florestas de árvores púrpuras. Greg Land apesar de não saber fazer mais que três expressões faciais, conseguiu retratar um lindo mundo alienígena que se assemelha ao nosso no de mais exótico. O grande salão da sociedade Apex, nos brinda com um pouco do quanto essa sociedade era evoluída artisticamente, eu estou longe de entender de arte moderna ou antiga – tem gente que jura que nem de quadrinhos eu entendo – quiçá de arte Apex, mas posso dizer que apesar deles em questão de horas terem se extinguido como sociedade 65 milhões de anos, ainda estão em pé de igualdade com tudo que nossa sociedade pode mostrar.

E que diabos afinal é uma “Des- esposa”? O como diabos eu consigo uma?

Resenha da edição anterior aqui.

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RAPINA E COLUMBA #6: É Carnaval é curtição… mas tá na hora de caírem algumas máscaras.

Ou: “A recompensa do incapaz”.

Uma resenha de Rapina e Columba #6, escrita, desenhada e arte finalizada por Rob Liefeld.

Por Henry Garrit

Este artigo contém spoiler e para fins dessa resenha em particular, esse gibi é uma lata de lixo, e eu fui jogado de cabeça nessa sujeira. Bom carnaval a todos…

Rapina e Columba estão em Gotham enfrentando o Arrasa-Quarterão, que vem roubando artefatos de museus. No meio da batalha, Robin interfere, o que possibilita a fuga dele, mas o “garoto prodígio” diz que jogou um sinalizador no fugitivo, e eles partem em busca dele. Ao chegar no local onde ele se encontra, deparam-se com uma feiticeira que está recolhendo os artefatos roubados pelo Arrasa-Quarteirão para criar algum tipo de portal para outra dimensão, a fim de invocar poderes superiores. Batman surge e se une a eles contra essa ameaça.

Bom, como sempre, os “roteiros” de Rob Liefeld são desprovidos de “comos” e “porques”. Não sabemos como Rapina e Columba rastrearam o Arrasa Quarteirão até Gotham, não sabemos as motivações dele (está sendo controlado ou é cúmplice da feiticeira?) E essa feiticeira, a tal “Necromancer”, que tem a manjada missão de reunir artefatos místicos para abrir um portal… para onde? Qual a finalidade? Que tipo de poderes ela deseja invocar?

Parece o enredo básico de qualquer joguinho infantil de RPG. Mas consegue ser pior. A descaracterização dos personagens é gritante. Rapina, o “narrador” da história, parece um adolescente de 14 anos, sem nenhum foco, nenhum objetivo definido… é claro que, originalmente, Hank Hall não é nenhum catedrático centrado e meticuloso, ele de fato é um valentão briguento, mas mesmo assim, conseguia ter algum conteúdo, e o personagem passou por uma grande evolução depois de sua volta do reino dos mortos na saga “O Dia Mais Claro”, e era capaz de travar alguns diálogos interessantes, como é possível ver nas histórias das “Aves de Rapina” escritas por Gail Simone.

O que temos aqui é uma sucessão de personagens estereotipados e caricatos. Rapina e Columba parecem dois fantoches repetindo as mesmas frases de efeito. Batman fala igual a sua versão do seriado dos anos 60, mas a diferença é que os diálogos são muito ruins. E o Robin, Damian Wayne, é um Robin genérico, com exatamente a mesma cara de Tim Drake, quando foi desenhado pelo “artista” na revista dos Novos Titãs.

Correndo o risco de ser repetitivo: os desenhos estão muito, muito ruins… a anatomia humana totalmente deformada, os cenários fora de perspectiva, os prédios incrivelmente mal desenhados… se fossem reais, tombariam um em cima do outro, em efeito dominó. Destruiriam Gotham mais rápido que o terremoto.

Em dado momento, um amuleto místico “aparece” no pescoço do Rapina, e é roubado pelo Arrasa Quarteirão. Mas esse amuleto…hmn… desculpem, deixem eu me recompor… ok.. eu to bem, eu to bem… vamos continuar…

Esse amuleto NÃO ESTAVA no pescoço do Rapina nos quadrinhos anteriores. MEU DEUS! Será que ele achou que só precisava desenhar aquela porra na hora que ela precisasse aparecer??? Será que o amuleto tem o poder de ficar invisível??? Custava AO MENOS ter dado essa desculpa esfarrapada? PELO AMOR DE DEUS! O cara ESCREVEU o roteiro e depois DESENHOU. Ele ESQUECEU que era pra ter um amuleto no pescoço do infeliz do Rapina???

Pausa. Vou tomar um ar. Vou beber uma água. Uma Vodka. Rever os meus conceitos…

Tudo bem amigos, voltei. Estou mais calmo. Vamos continuar e tentar acabar logo com isso…

Esse número da revista tem MUITO texto… mas muito texto inútil, fraco, pobre… qualquer aluno do ensino fundamental escreve diálogos melhores.

São tantos clichês, tanto lugar comum…algo absurdamente amador, não que um amador não seja capaz de produzir boas histórias em quadrinhos… já li fanzines maravilhosos… mas ele é amador no pior sentido possível da palavra. O enredo não faz sentido… as supostas explicações para os eventos sobrenaturais que ocorrem me lembram as saídas encontradas pelos roteiristas do extinto desenho animado “Superamigos”… mas esse desenho era voltado para um público infantil, e mesmo com sua forma pueril de apresentar explicações para os problemas, tinha sua qualidade, sendo até hoje lembrado e cultuado pelos fãs mais saudosistas. As “soluções” apresentadas pelo roteirista dessa revista não convencem ninguém, mesmo que você tenha seis anos de idade. É de dar pena. Mas então me lembro que esse acéfalo foi recompensado com o texto e a arte de VÁRIOS títulos da DC, enquanto MUITOS artistas de VERDADE, pessoas com genuíno TALENTO, simplesmente não tem nem chance. Então tudo o que me resta sentir é REVOLTA…!

E no final dessa edição, ainda somos abrigados a ver a poderosa bruxa “necromancer” usar uma BOMBA DE GÁS para encobrir sua fuga…

Até seus poderes eram genéricos.

Nota: Ah, Rob, pelo amor de Deus… se manca seu verme incompetente, farsante, vai procurar tua turma… você é uma FRAUDE!!!

Pérolas do Liefeld:

“Eu acerto ele nas bolas… força total”.

“Podem duas duplas dinâmicas fazer um quarteto fantástico”?

“Um Robin e uma Columba… dificilmente aves de rapina. Seu sacrifício para os reinos deverá fortalecer o feitiço”.

“Então eu descarrego tudo o que tenho…com um cruzado na lateral da cabeça dele. Tenho quase certeza que ouvi o cérebro do cara ricochetear dentro daquele crânio duro, e o garotão teve bons sonhos”.

“O único ‘vermelho’ que a bruxa maluca vai ver é o sangue que nós vamos espalhar impedindo ela e suas ilusões de nível Voldemort”.

…Mas esperem, fiéis devotos… não vão embora ainda. Primeiro, observem atentamente a imagem abaixo:

E aí? Lembraram de alguma coisa? Muito bem, só pra tirar a dúvida, vamos olhar agora essa outra imagem:

DROGA! ELE FEZ DE NOVO!!!!

Resenhas anteriores de Rapina e Columba? Clique aqui.

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