Por Venerável Victor ”a Amazônia é nossa!” Vaughan
Etrigan não se interessa por nada ali a não ser o bem estar de sua mulher e a oportunidade de ter alguma alegria causando caos e morte, Vandal Savage se mostrou um miserável vira-casaca – alguém duvidava? – e enquanto vamos conversando aqui, Exoristos brinca solta nas imagens. Bem-vindos a resenha de Demon Knights #6.
SPOILERS SPOILERS SPOILERS SPOILERS
O primeiro arco de histórias de Domon Knights está chegando à sua sexta edição. Nessa altura do campeonato é muito difícil de acreditar nisso, que já caminhamos com Etrigan e seus inusitados companheiros por metade de um ano e ao chegar no fim da edição, descobrir que a pequena vila de Little Spring continua sitiada, isso é um pouco decepcionante, mas para nos consolar, vale salientar que o roteiro de Paul Cornell ainda nos promete aqui e ali, pérolas enterradas na história que irão manter o interesse do leitor mais um pouco.
A melhor parte sem dúvida desse capítulo das aventuras dos Cavaleiros Demônios é que tivemos a oportunidade de mais foco na personagem Exoristos e na Mulher-Cavalo – quase um codinome de alguma travesti performática, não? . Afinal é muito fácil manter a ação da revista em personagens já pré existentes e conhecidos da maioria dos leitores como Etrigan, Madame Xanadu e Vandal Savage, muito menos trabalho é necessário porque sabemos quem eles são e elas não precisam ser construídos na nova narrativa desde a base. Como resultado, Exoristos e a Mulher-Cavalo – assim como o árabe Al Jabr “Ah, coitado!”, que mal aparece nessa edição – sofreram um pouco no início da revista, mas é muito bom ver que cada vez mais eles estão ganhando seu espaço aqui.
Nessa altura do campeonato, pistas sobre a personalidade e passado de cada um desses novos personagens foram muito bem plantadas para que agora ao ver-mos em ação, não exista dúvida alguma de suas motivações nessa “campanha de RPG”. É muito bom começar a entender as habilidade da Mulher-Cavalo e ver Exoristos chutar centenas de bundas em toda a sua glória Amazona, não tem preço. Agora que Cornell está incrementando a participação desses personagens, parece difícil que eles caiam para posições subalternas.
A parte dessa edição focada em Etrigan e Madame Xanadu foi preparada para ser concluída no próximo número. Uma série de pistas e ações desenvolvidas por cada um que não chegam a um clímax real aqui, possivelmente arquitetadas para que sejam as estrelas da edição #7, caso seja mesmo, legal, e o próximo número será um dinheiro muito bem investido, mas para esse mês, não passou de um “coito interrompido”.
Diógenes Neves e Robson Rocha dividiram o lápis nesse mês e essa parceria foi maravilhosa. A arte de Rocha é um pouco mais simples que a de Neves, mas ambos tem um traço muito parecido e lindo por sinal.
Se tem uma coisa que eu preciso parabenizar meu amigo Neves aqui é que ele além de um dos melhores desenhistas dos últimos tempos, ele é o cara certo para conseguir fazer de alguma forma mágica a malhada e grande Exoristos parecer forte e bruta, sem perder a sensualidade, não é uma tarefa fácil.
Mas de alguma forma ele consegue essa combinação ímpar que faz com que ao mesmo tempo em que a amazona impede que seus inimigos vejam novamente a luz do dia, ela pareça engraçada e linda. É um contraste fantástico.
Demon Knights é uma bela série como um todo. Mas eu tenho certeza que não sou o único fã desesperado para ver o grupo finalmente deixar para trás Little Spring. Por sorte, a conclusão desse arco parece estar batendo nossas portas. Apesar da narrativa em vários pontos ainda arrastada, como parte do todo esse número foi muito bom. E nunca é demais vermos personagens como Madame Xanadu, o Cavaleiro Andante, Mulher-Cavalo e Exoristos nos mostrando que mesmo nos tempos medievais, a mulher nunca foi o sexo frágil.










Muito interessante essa personagem Exoristos… Mulher Maravilha que se cuide mesmo! É bom ver um título bem sucedido que aproveita umas das criações de Jack Kirby para a DC, Etrigan… infelizmente o mesmo bom trabalho não foi feito em OMAC, o que foi um grande desperdício… (apesar dos esforços do Keith Giffen que é ótimo). Quero muito ler esse gibi em sua versão impressa, é o tipo de história que me interessa ter na coleção.
Pra mim as melhores revisas do reboot são: Demon Knights, Voodoo e Mulher Maravilha.
______________________________________________________________________________ O Multiverso DC iniciou uma campanha para tornar a Justice League of Hanna-Barbera (imaginada por Daniel HDR em homenagem a Kevin Maguire e a Liga da Justiça Internacional) realidade!
o Multiverso DC convida todos que forem a favor da ideia a tuitarem para a DC (@dccomics) com a hashtag: #jlhannabarbera, linkando a arte postada no Bleeding Cool (http://www.bleedingcool.com/2012/02/13/justice-league-of-hanna-barbera/).
Estamos dentro, lógico!
Uhuuuu… Essa série já está na minha lista TOP. rsss
Confesso que estou louco para ver esse arco acabar e ver o que vai ser desse grupo, aí eu vou dizer se to dentro de verdade. Nossa, todos os títulos estão obrigatoriamente tendo que ser arrastados???
Eu tava adorando o Vandal Savage na equipe…mas se ele se tornar um antagonista recorrente eu vou curtir também.
Amo essa revista! E acho sim a Exoristos uma das melhores personagens ali!
Um amigo estava pensando em me chamar para uma campanha de RPG que antigamente jogavamos, eu achava o ritmo dele meio lento, mas em um dia de campanha ele desenvolve mais a aventura que o Paul Cornell nessa revista em 6 meses, to reclamando? To…porque sou um putinho…afinal o Diógenes Neves é maravilhoso na arte, os personagens são ricos e as possibilidades são fantásticas. Vamos ver mais um número e aí dou meu veredicto.