Arquivo diário: 21/03/2012

Leia Celton: um brinde aos independentes!

Por Rodrigo “Inspirado” Broilo

Não demora muito para Belo Horizonte conquistar seu gosto.

Morando nas redondezas a pouco mais de um ano, vindo das terras gaúchas, eu já não me sento mais tão estranho andando pelas ruas de BHZ.

Assim como o povo mineiro, meio desconfiado no início, ela logo em seguida faz você querer estar aqui.

Claro que vindo de uma temporada de pouco mais de dois anos em Porto Alegre, conviver com BH, que é muito maior e mais lotada, torna-se um desafio. E por mais que eu sempre vá sentir falta de um bom passeio pela Redenção, um domingo andando pelo Brique ou uma “ceva” (Polar, lógico!) beeeeem gelada na República, as cores de Belô já me atraem.

Circuito Cultural da Praça da Liberdade

E, se bem acompanhado, o circuito de cultura daqui te pega “facin”, e “di cum força”. E nem to mencionando o FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, que rolou aqui ano passado, e volta ano que vem). E menos ainda falando dos museus da Praça da Liberdade, ou dos espetáculos do Palácio das Artes ou mesmo das intervenções que ocorrem na Praça da Estação. Eu to falando do circuito alternativo. Aquele que você só fica sabendo no boca-a-boca ou no papelzinho xerocado. Pode ser uma Virada Cultural no Mercado das Borboletas ou um duelo de MC’s embaixo do Viaduto Santa Tereza.

Duelo de MC's no Viaduto

Em andanças como essa, me “espraiando” pela cidade, cheguei ao Gruta, onde conheci a revista “Experimenta com Prosa”, em sua segunda edição, e me deparei, em suas páginas com Lacarmélio Alfêo de Araújo.

O faz-tudo, Lacarmélio Alfêo de Araújo

Mas se você perguntar por Celton, fica mais fácil. Nascido em Itabirinha, Lacarmélio iniciou no inicio da década de 80 a desbravar, independente, o árduo mundo dos quadrinhos. Ele criou o herói Celton, nome que hoje se confunde com ele próprio. Ele criava, elaborava, diagramava, publicava e vendia suas revistas. E embora tivesse diferentes títulos e personagens, Celton é que vingou.

O cenário de suas histórias? BH. Contando no papel histórias misturadas com a História e as lendas da cidade – caso da Loira do Bonfim, que segundo me contaram da lenda é uma mulher que ronda o Cemitério do Bonfim, atraindo homens e os matando – ele sai as ruas com placas de “Leia Celton” pelas principais ruas da cidade. É uma lenda viva. Até livro sobre esse cidadão honorário da cidade, já fizeram.

O livro!

E o que move um homem assim a se dedicar a todo o processo de criação de uma revista em quadrinhos? Paixão. Nada além de amor a essa arte. E todos nós sabemos do “tantão” de Celtons e Lacarmélios que estão espalhados por esse país, acreditando em seu trabalho, lutando em um mercado independente, pelo simples prazer seu levar adiante seus heróis e suas histórias.

A todos eles, rendemos aqui esse humilde e simples tributo, com a mesma dedicação que todos esses artistas batalhadores merecem.

Quanto a Celton, pretendo conhecê-lo por essas esquinas em breve e “si pá” conseguir um autógrafo.

Batman do futuro… e além: uma resenha da nova revista “Batman Beyond Unlimited #1″

Por Rodrigo “Ao Infinito e ” Broilo

Quem passava algumas manhãs da década passada no SBT, já deve ter se deparado com Terry McGinnis. Conhecido no Brasil pela alcunha de Batman do Futuro (por que traduzir como Batman do Além seria muito ruim), Batman Beyond deu as caras por aqui em Liga da Justiça Sem Limites (em uma viagem ao futuro, toda trabalhada no drama), em Super Choque (em uma viagem ao futuro) e em Projeto Zeta (em uma viagem ao… bem, a Gotham, pois os dois são da mesma linha de tempo).

Mas quer saber quem é ele? Bem, Amanda Waller, a moça do Cadmus, achava que o mundo precisava de um Batman, quando Bruce já não tinha mais como fazer seu trabalho. Usando DNA do velho, e sua influência, Amanda deu vida a Terry. Aliás, uma bem semelhante a de Bruce. Sabe como é, orfandade e coisas assim. Mas as personalidades de Terry e de Bruce não são a mesma… E aí que pode morar a diversão. (Isso tudo você vê nos episódios que passaram nos desenhos animados do Brasil).

Lá fora, surge nesse novo UDC, a revista “Batman Beyond Unlimited”, que pretende juntar histórias de Batman do Futuro, Superman do Futuro e Liga da Justiça… Do Futuro. Na edição de estreia, porém, apenas Batman e a Liga aparecem. O Super vai ficar pra depois.

E as duas histórias são uma palhaçada! É sério, é “filhote” de Coringa pra todo lado.

Na primeira história, solo do Batman, alguém está enviando gangues de palhaços, os Jokerz, atrás do Batman, vindas de diversas cidades, e ele tem que dar conta disso tudo, enquanto tenta levar uma vida romântica normal ao lado de Dana. Mas ao que tudo indica, ele vai ter problemas é com o cunhado.

Já em LJB, a disputa inicial é entre a gangue de palhaços e uma gangue de híbridos humanos-animais conhecida como “O Reino Animal” (tradução minha). A Liga da Justiça chega metendo o pé na cara deles, com Kai-Ro, o lanterna verde; Barda, anunciada como Deusa exilada de Nova Genesis (?); Gavião Guerreiro (Warhawk no original), o meio Thanagariano; e obviamente, o Batman. Depois de a muvuca acabar, Bruce chama Terry a uma missão na escola de sua namorada, Dana, enquanto Aquagirl, chama a Liga para ajudar o Superman. Ai temos o primeiro, dos que parecem que serão muitos, conflitos que Terry terá que administrar.

Terry deixa o assunto da escola nas mãos de Bruce e da Comissária Barbara Gordon, e vai até o QG da Liga em Metrópolis, onde Superman traz Bizarra e Kidzarro capturados e eles começam a investigar o Kobra. Parece que o sétimo integrante, Mícron, tem algo haver com essa história.

Nessa nova leva de revistas da DC, Batman Beyond Unlimited parece ser uma das mais despretensiosas. Os desenhos e o tipo de história são típicos de desenho animado, o que a torna uma boa pedida pra quem curte esse tipo de HQ. E o Cadmus, assim como em JLU, vai ser tema recorrente.

Nota: 8.

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