Quando os pilares do universo tremem em agonia não mais suportando o peso da insensatez dos deuses, é chegada a hora de Shiva repetir sua dança astral e novamente encantar a existência com sua paixão.
Bem vindos a mais uma expedição ao universo dos “Novos Deuses”, que John Byrne escreveu e desenhou, Bob Wiacek arte-finalizou, Rick Taylor coloriu, Rodrigo Garrit resenhou e Jack Kirby imortalizou.
Esse quarto volume do título foi publicado em 1996 nos EUA, e em 2002 no Brasil dentro da revista “DC Millenium” da Brainstore Editora.
Contém spoilers revelações sobre a história
New Gods # 15: FECHANDO O CÍRCULO
Deuses sem memória vagam pela Terra misturando suas crises com a dos meros mortais, e fazendo de suas vidas, pequenas tragédias divinas.
O impensável aconteceu… a própria Fonte foi maculada, o Pai Celestial enlouqueceu e Darkseid pode ser a última esperança de salvação. Alguma coisa está errada? Ou tudo apenas corre de acordo com o plano divino que foi traçado desde antes do nascimento dos deuses? O quanto eles se deixaram envaidecer pelo título que ostentam a ponto de permitir que a arrogância os cegasse para o óbvio caminho de autodestruição que vêm trilhando?
Separado de seu grupo, o novo deus conhecido como Vykin foi arrebatado para a presença de Darkseid, que na verdade não é Darkseid, e o considera o mais sábio de todos, exceto por Metron. Existe um plano secreto em andamento nos bastidores da Muralha, e a reunião dos deuses na Terra não é obra de mero acaso.
Darkseid e o Pai Celestial se sacrificaram para evitar o fim do universo, se fundiram a Fonte e misturaram sua essência a ela… alimentando-a, fortalecendo-a, corrompendo-a…
Esses fatos foram revelados a Vykin pelo Darkseid que na verdade não é Darkseid, mas uma fração de sua existência libertada pelo verdadeiro antes de sua partida ao destino final dos deuses. Ele é apenas uma sombra do verdadeiro, que logo se dissipará. (Não é incomum que Darkseid crie simulacros de si próprio para agir em seu lugar enquanto o verdadeiro apenas observa o jogo de longe, a salvo. Quero crer que foi o caso quando a Liga da Justiça lutou contra ele muitos anos depois e em outra linha de tempo, conforme narrado aqui).
O misterioso Tákion foi criado por Paul Kupperberg, Aaron Lopresti e pelo Pai Celestial sob um pretexto benevolente, estrelando uma simples minissérie e depois sendo incorporado por Byrne ao título dos Novos Deuses, mas qual o real motivo de sua existência? Quando o destino do universo e das vendas de gibis pendem na balança, os fins justificam os meios?
Tákion consegue levar o Povo do Amanhã até a presença de Vykin e de Darkseid que na verdade não é Darkseid, pois o verdadeiro se uniu a Fonte. (sensação de Deja Vu). Ele separa a Caixa Materna dos jovens deuses e entrega a eles apenas partes do todo. Mais um pedaço do grande plano.
Metron vai direto a fonte de tudo, levando um passageiro indesejado com ele. O homem agarrado na beira da Poltrona Mobius contempla a face da Muralha, e o que será de sua mente depois disso?
Tákion consegue levar o Povo do Amanhã até a presença de Vykin e de Darkseid que na verdade não é Darkseid, pois o verdadeiro se uniu a Fonte. (Eu já disse isso? O tempo parece meio abstrato agora).
Grande Barda e Senhor Milagre são arrebatados e caem juntos em um elevado plano de existência, onde contemplam duas faces iguais em poder e opostas em espírito, mas unidas em prol de um objetivo maior: o segredo da Equação Antivida o equilíbrio pacifico entre a vida e a Fonte.
Duas. Mentes. Opostas. Unidas.
E no fim do horizonte meias respostas, e as perguntas que não foram feitas.
Este foi o último número dessa encarnação do título “New Gods”. No mês seguinte, a revista recomeçaria, passando a se chamar “O Quarto Mundo de Jack Kirby”.
John Byrne foi exposto a certas partículas cósmicas que o deixaram completamente louco, mas lhe proporcionaram o dom de escrever histórias insanas sobre deuses caídos de mundos impossíveis se fundindo no infinito. Eis o resultado do efeito prolongado as “Partículas Kirbyanas” em John Byrne e neste resenhista que vos escreve.
Talvez com o tempo, Byrne tenha perdido seus poderes, ou simplesmente tenha decidido brincar de outras coisas. Mas à frente da revista protagonizada pelos Novos Deuses de Jack Kirby, ele era a própria centelha divina da inspiração… para os que puderem e quiserem enxergar o cerne da loucura e desvendar suas maravilhas.
Mas nem todos querem. E nem todos podem.
Tubo de Explosão para resenha anterior AQUI.






Pingback: O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 01 – As crônicas perdidas dos velhos deuses! |
Matéria irada,Rodrigo!Com certeza todos os que leram seus textos ficaram contaminados com as geniais “particulas Kirbyanas”!O aumento da inteligência virá com o tempo…um abraço de Ferro!
Muito bom a reunião dos personagens,a história continua interessante!Byrne captou bem a criação de Jack kirby e fez uma continuação sensacional!Grande matéria,Rodrigo!
Drogas pesadas foram a causa dessa série fechar dessa forma, mesmo assim, acho maravilhoso ter esse material por causa da reunião de tantos personagens maravilhosos sob o mesmo título!
E essa não foi a primeira vez que o Darkseid ficou preso na fonte (a primeira que eu vi foi naquela história dos X-men e Novos Titãs que foi desenhada pelo Simonson. Fênix Negra e Darkseid juntos prá destruir os fedelhos. A primeira aparição do Wolverine com o uniforme marrom e o beijo de Kitty e Gar!!!). O Byrne iniciou e fechou o seu ciclo de maneira esplêndida. tem gente que acredita que ele é limitado. Eu não vejo dessa maneira. O material foi de verdade uma homenagem ao grande mestre Kirby e toda a sua obra. Do mesmo modo ele fez com a Doom Patrol em 2004 (mas aí metendo o dedo mais fundo na ferida e fazendo birra num monte de leitores!!!!). Admiro demais suas hiistórias pois cresci vendo as nuances e fantasias plantadas por ele! E o Rodrigo fechou também de forma massavéio essa participação. Agora, que venha o 4° Mundo.
Obrigadão, Nilson… ótima a sua lembrança do encontro dos X-Men com os Novos Titãs e a participação de Darkseid… esses pequenos detalhes da história fazem ela ficar ainda mais… histórica!
Sábado que estamos de volta… e vamos conhecer um John Byrne trabalhando um Quarto Mundo mais Jack Kirby do que nunca…
Abraços!!
E a quem interessar. Consegui baixar todo o material do Byrne em Doom Patrol. Ansioso prá ver!
Sempre fui fã do Byrne! Os trabalhos ruins a gente esquece… os bons são eternos! Valeu Rodrigo por mais esta resenha do ( hj nem tanto assim) mestre Byrne!
To contigo nessa, Carlos… gosto é gosto, e claro que o Byrne sempre vai causar polêmica, senão não seria ele…
Abs!
Nessa hora que chegamos e dizemos:Já deu o que tinha que dar.Essa fase de New Gods foi a mais fraca,e a arte está bem fraca…
Olha Nik, eu não concordo… acho que é exatamente o oposto disso, mas fica registrada aqui a sua opinião, ok?
Abraços!
Acho que o “problema” do Byrne é que ele é muito apegado ao material clássico, de modo que parece que ele volta no tempo, e fica por lá quando escreve algo. No caso dos Novos Deuses, já que ele viajou pros anos 70, e ficou colado no Kirby, então, não deve ter ficado ruim. Já com outros super heróis, tem coisa que nem dá gosto de conhecer.
Também acho que os Novos Deuses é a cara dele. Nunca li nada, mas parece interessante.
Concordo, acho que Byrne funciona bem emulando ou dando continuidade ao trabalho de Jack Kirby e Stan Lee… outro exemplo disso é o Quarteto Fantástico que ele produziu, uma das melhores coisas que já li dele.
Abraços!
não acho essas revistas pra baixar em lugar nenhum, fiquei na secura de ler, até to gostando mais do byrne depois disso….
valeu galera do santuário!!!!
Johnny, essas edições podem ser encontradas em sebos ou em lojas virtuais… se quiser mesmo, vale a pena dar uma pesquisada.
Abraços!!
Johnny, você encontra toda a fase do Kirby pra download nesse link http://search.4shared.com/q/1/dc%20millenium?view=ls
SHOOOOOW!!!!!
VALEU lcdallegrave!!!!
Eu escrevi “Kirby” quando quis dizer “Byrne”. Mas procurando dá pra encontrar também muito material do Jack Kirby pra baixar
Agora que eu vim aqui e consegui com você essas partículas Kirbyanas através da sua matéria, sacerdote Garrit. Eu vou ali do lado exercer meu direito de usuário, caso algum policial me interpele durante o uso.
Se eles tentarem te levar manda logo um efeito ômega nas fuças deles… e some num tubo de explosão em seguida.
Cara, essas partículas ainda estão impregnadas em mim MESMO… rsrsrsrrss
abs!
Isso explica muita coisa mesmo, Pablo… rsrs
Obrigado amigo! Abraços!!
E você Garrit, toda a semana em suas resenhas, vem nos expondo a estas mesmas partículas Kirby! Espero que todos nós sejamos “contaminados” com uma fração, por mínima que seja, da infinita criatividade do Rei!
Valeu amigo, só faço isso pra gente se divertir mesmo, fico feliz que tenha curtido!
Abraços!