Resenha de Jack Kirby´s Fourth World # 02 de John Byrne (roteiro e arte) e Lee Loughridge (cores).
Ou uma análise sobre fragmentos imperfeitos de mundos despedaçados!
Por Rodrigo Garrit
Contém spoilers revelações sobre a história
O QUARTO MUNDO DE JACK KIRBY # 02: Um confronto de Titãs!
Metron está intrigado, investigando a misteriosa barreira que separa os limites de Nova Genêse e Apokolips, agora que os dois mundos foram amalgamados, co-existindo metade como inferno e metade como Paraíso. Os jovens deuses do Povo da Eternidade compartilham de seu assombro, mas estão gratos pela Supercidade ainda estar intacta na metade do planeta que corresponde a Nova Gênese.
Scott Free e Barda, estão menos preocupados, embora a situação seja bizarra, eles estão vivos depois de passar por um inferno que enlouqueceria mentes mais frágeis. É o que se pode chamar de uma segunda lua de mel para ambos, guardadas as devidas proporções cósmicas.
Do outro lado da barreira, a mãe de Órion – Tigra – recentemente conseguiu escapar do cárcere imposto pelo seu ex-marido – Darkseid – e numa ação surpreendente, ativou a máquina secreta de Desaad, abrindo um portal que trouxe o poderoso Thor para Apokolips. Tigra convenceu o deus do trovão a usar seu martelo para romper a barreira e chegar até o outro lado com ela, mas o impacto do rompimento atingiu em cheio o Senhor Milagre e Barda, que investigavam o fenômeno. Scott caiu inconsciente, mas sua esposa rapidamente se colocou em modo de combate, avançando com sua conhecida fúria contra o filho de Odin, que recebeu com surpresa e satisfação o poderoso ataque. Uma épica batalha entre os campeões de Nova Gênese e Asgard se iniciou, literalmente abalando a estrutura do planeta. Magtron chegou até o local, mas antes que pudesse intervir, observou admirado quando Scott despertou e subitamente manifestou o poder divino que existe dentro de si… ele drenou as forças de Thor, imobilizando-o e enfraquecendo-o… e em seguida devolveu tudo de uma vez, em um baque arrebatador, nocauteando o deus do trovão.
Porém, antes que a vitória pudesse ser comemorada, Tigra aparece para eles e diz que nunca teve intenção de atacar Nova Gênese… ela descobriu que Darkseid estava roubando o poder dos velhos deuses há anos através da máquina de Desaad, e que ela apenas havia libertado Thor para recrutá-lo contra o senhor de Apokolips…
Essa história brinca um pouco com a mitologia dos deuses nórdicos, e segue na investida de John Byrne em vincular os Novos Deuses de Jack Kirby com todas as outras divindades do universo DC e além.
Desnecessário dizer que o mito do deus do trovão é um antigo patrimônio da humanidade, e embora tenha sido popularizado pela versão da Marvel, pode ser utilizado por qualquer pessoa que queira contar histórias sobre ele, obviamente utilizando como base a mitologia original e não os elementos criados pela editora do Homem Aranha.
Todavia, tenham cautela! Thor, e todos os deuses nórdicos, são propriedade de Odin. Todos os direitos reservados.
Quando chega em Nova Gênese, Metron e o seu acidental companheiro humano, William Willis, se deparam com o “paraíso” que é esse planeta (ou a metade que restou dele), e depois de ter vislumbrado uma porção da Muralha da Fonte, o terrestre ainda encontra-se em deslumbre com o que viu. Ele se pergunta se além da Muralha não se encontra o verdadeiro Paraíso… e Deus. Mas Metron lhe repreende: “O que reside além da Muralha é a Fonte, algo que não pode ser descrito por termos tais como “Paraíso” e “Deus”. Em Nova Gênese todos são deuses”.
Para os habitantes dos planetas gêmeos, a divindade tem um conceito diferente do que na Terra, mas embora sejam criaturas extraordinárias, compreendem que não há ser vivo sem seu lugar no grande plano da existência.
Uma aventura rasa em filosofia ainda é melhor do que uma com nenhuma filosofia? Posso dizer que houve um certo equilíbrio entre o intelecto e os músculos… representados por Metron discutindo o sentido da vida com William e Barda e Thor se digladiando numa batalha muito divertida e promissora, infelizmente encurtada pela intervenção (divina) do Senhor Milagre.
Toda essa odisseia de Thor em Nova Gênese e planetas se mesclando me lembraram a série “Amálgama” dos anos 90, quando a Marvel e a DC resolveram unir seus universos em versões amalgamadas dos personagens, especificamente a aventura onde a fusão de Thor e Órion luta pela liberdade de seu mundo: “THORION E OS NOVOS ASGARDIANOS”…
…Mas isso é uma outra história!
A ponte de arco-íris leva os mortais ao artigo anterior AQUI!








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Mais um texto muito esperado, Garrit. Que gostoso ver a morena Grande Barda dando um cacete na loira asgardiana! Melhor ainda seria se o personagem clássica (o Thor de Jack Kirby) pudesse ser utilizado nessa história! Aí os nerds “massavéio” como eu pira! E sobre quem ganharia? Se o martelo Mjolnir ou o Bastão cósmico? Imagina se a Grande Barda resolve enfiar sua arma no Deus do trovão! Ela ia fazer relampejar em Nova Gênese…
Eu aposto todas as minhas fichas na Barda, sempre, contra qualquer um…!
=)
Abs!
Mais um texto maravilhoso que só define o que é o Santuário!!! ADORO!
E com seu comentário, tudo fica ainda mais iluminado! =)
Bjos!
Rapaz, havia me esquecido do THÓRION! KKKKKKKK!
Tempo bom… rsrs
Mas uma ótima resenha deste título, muito legal!
Valeu Guy… é muito bom sempre poder contar com sua presença!
Abs!
É impressão minha ou quando o Byrne se auto arte-finaliza seus desenhos pioram? Isso à parte mais uma vez vc nos entregua um excelente texto, Rodrigo! Pra finalizar gostaria de dizer que ñ conhecia este Thorion e devo confessar que achei o visual bastante maneiro!!!!!
É, John Byrne bem arte finalizado é outra coisa né? Principalmente se for pelo Jerry Ordway, mas isso é até covardia, tudo que ele arte-finaliza fica espetacular.
Cara, recomendo dar uma procurada nesse material da série Amálgama… é uma viagem muito louco mas foi divertido pacas.
Abraço!!
Neste número pelos desenhos mostrados, os personagens parecem estar mais ao modo Byrne de mostrar!!!! A abordagem não é tão primordiosa quanto outras (talvez pela presença de Thor que foi a jogada da vez!!!), mas o que me chama a atenção é a concepção de “Deus”. É até uma maneira de se pensar na maioria cristã do mundo (independente do rótulo, mas acredita em Deus, seu filho e todos os registros escritos desde o início dos tempos) versus outras crenças que não tem apenas “um” guia, mas vários que norteiam e dãosentido à vida. Não penso aqui numa questão de se dizer o melhor ou pior, mas o que Metron já destacou e deixou de lição: Todos são importantes!!!! Até mesmo aqueles que estão lá do lado de Apokolips, pois sem eles não teria graça um mundo só de perfeição e sem desafio. E sobre a luta e os conflitos do mundo e a reflexão deles, não tem ninguém melhor no Santuario prá discorrer desses assuntos do que o Rodrigo Garrit.
Nilson, eu procuro sempre manter uma posição de respeito a todas as crenças ou falta delas. As pessoas podem acreditar no quiserem ou não acreditar em nada, mas devem ser sempre respeitadas.
O Santuário nunca pode ser acusado de não ser ecumênico! rsrs
Valeu pelo comentário amigo! Abraços!!
Thor da DC?kkkkkkkkk,a arte está legal e a história parece interessante embora meio tosca.kkk
Thor, Zeus, Tupã… eles estão a disposição de todos!
Não me ligo muito em DC,sou MARVETE,mas li algumas dos NOVOS DEUSES e vc tem razão,não tem como patentiar uma mitologia histórica,kkkkkkkkkkkkk
Meu deus, que medo desse Thorion! auiauhaiuhaiuah
Mais uma ótima matéria, Rodrigo! =D
Esses personagens amagalmados eram meio assustadores mesmo, Champloni… rsrs
Valeu! Abs!!
Gostaria de por minhas mãos em todas essas revistas aqui tão bem resenhada pelo Sacerdote Garrit! Parabéns meu caro por mais uma ótima resenha!
Eliel, quem sabe um dia esse material não seja publicado na íntegra pela Panini? Afinal, eles já relançaram coisas MUITO mais antigos…
Valeu mesmo… abração!!!