CAPITÃO ATOMO # 10 – Nos turbilhões quiméricos do eterno Eu.

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582695_272233752905179_1105413720_nResenha de “Capitão Átomo #10” de J.T. Krull (história), Freddie Williams II (desenhos) e Jose Vilarrubia (cores).

Por Rodrigo Garrit

É possível que existam spoilers revelações sobre a história.

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Depois de se multiplicar em diversas versões alternativas de si mesmo, o Capitão Átomo se tornou a entidade “Crono Mota”, que num futuro distante causou o fim do mundo. Agora, algumas dessas versões alternativas voltaram no tempo a fim de impedir que o Capitão Átomo da versão reboot dos novos 52 se torne essa grande ameaça, mas para isso será preciso desfazer grandes benefícios que ele vem espalhando pelo globo, um esforço necessário para superar seu “complexo de Deus” e evitar a catástrofe.

Quanticamente falando, depois do fim do mundo provocado por uma cadeia de eventos manipulados por forças primárias capazes de abalar a estrutura da razão levando tudo o que eu se conhece, inclusive o próprio conhecimento, ao mais completo estado de inexistência, seria possível que uma consciência contrária advinda da própria fonte catalizadora de tais eventos pudesse fazer um movimento contrário e restituir tudo o que fora perdido, eliminando retroativamente cada evento a fim de que tudo pudesse voltar a ser o que era?

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Sempre vale à pena parar um pouco e admirar as lindas cores de Jose Vilarrubia…

Quanticamente falando, o Super-Homem poderia voar ao redor do planeta e alterar a órbita da Terra, invertendo seu movimento de rotação e corrigindo todos os problemas ocorridos… cinematograficamente seria uma bela cena… e é o que o Capitão Átomo faz nessa edição… de uma forma totalmente diferente da metáfora apresentada por Richard Donner no filme “Superman”, imortalizado por Christopher Reeve, mas ainda assim obtendo o mesmo resultado.  Foi uma comparação injusta com a equipe criativa da revista do homem atômico…  porém relevante. J. T. Krull parece bem disposto e esforçando-se a nos mostrar que seu Capitão Átomo não é uma paródia da paródia feita por Alan Moore em Watchmen quando nos apresentou seu Dr. Manhattan. O autor tenta nos convencer da importância do herói no contexto do renovado –e já aniquilado – e já reconstruído – universo DC. Ele nos diz que o poder absoluto corrompe absolutamente, e que é preciso renegar de suas regalias para manter o universo em ordem. Tudo tem um porquê, toda ação tem uma reação. E que é preciso que haja equilíbrio. Simples assim.

No decorrer da história, onde o Capitão enfrenta sua versão futura maligna ao lado de outras versões suas nem sempre tão amigáveis, vemos algumas reflexões interessantes sobre as coisas que ele deveria ou não mudar, e o que aconteceria se outro herói (vilão) recebesse o poder do Capitão Átomo .. ou se ao invés de acidente, a experiência tivesse obtido êxito e os males (e não consigo imaginar nada além de males) que seriam liberados nesse plano de existência…

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Os Capitães dos átomos, das escolhas, das mudanças…

De certa forma, essa história poderia ter sido finalizada aqui. Seria um final raso e bonitinho, mas digno. O mundo estaria a salvo. E o Capitão criaria um clone humano e normal de si mesmo, que estaria livre para tentar conquistar o seu grande amor, enquanto a “entidade” Capitão Átomo abandonaria nossa reles realidade a fim de não mais danificá-la. Quanticamente falando.

Mas ainda não foi o fim. E o que está a nossa espera pode ser um grande desperdício de tempo ou uma possibilidade de novas e incríveis aventuras no futuro.

O título americano do personagem já foi cancelado, isso é fato. Mas se ele restituiu um mundo inteiro, poderia quem sabe, ressurgir de páginas desintegradas e encontrar seu lugar ao sol entre os grandes heróis da editora algum dia. Quanticamente falando.

Afinal, o que é tudo o mais que existe além de apenas possibilidades?

A bela capa de Mike Choi

A bela capa de Mike Choi

Existe uma grande possibilidade da resenha anterior ser lida ao se clicar AQUI!

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Publicado em 18/01/2013, em DC COMICS, RESENHAS e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 14 Comentários.

  1. J.T. Krull começou a se redimir com o Capitão Átomo na edição 8. Mas aí já era tarde…

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  2. Grande texto,Rodrigo!Mas o Capitão Átomo lembrou bastante o Dr Manhattan nessa aventura…

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  3. Nossa eu acho que vi um Capitão Átomo gorila… Esse seria meu herói quântico preferido de todos, todos TODOS! ;) Me diz uma coisa Garrit, cada capa dessa revista é merecedora de um Eisner! Não acha? Coisa muito linda cada uma.

    Eu li essa edição e gostaria tanto que tudo tivesse terminado ali, ia ser realmente bonitinho e digno. Mas uma coisa é certa, na verdade duas: Freddie Willians II fez um trabalho maravilhoso com a arte e o J.T. Krull se perdeu várias vezes, mas nos apresentou a melhor versão do Capitão Átomo que esse mundo já viu desde que foi criado na Charlton.

    Agora macaquinhos, nunca, NUNCA, tentem ver a versão horrorosa dele que aparece especialmente e é desenhada nos dois últimos meses pelo Dan Jurgens na revista do Nuclear, sob o risco de quererem furar os próprios olhos ou queimá-los com guimba de cigarro acessa.

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    • O que você viu foi um deslumbre do GORILA GROOD turbinado pelos poderes quânticos… já pensou na merda que isso ia dar??

      Agora as capas são mesmo um show a parte…

      Abraços!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  4. Uma pena ter sido cancelada! A capa desta edição ficou maravilhosa!

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  5. Que pena que a história não teve fim!Talvez algum dia a finalizem…talvez em uma realidade alternativa ou numa outra linha temporal…

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  6. Nilson Andrade

    Acabou…….infelizmente. Quanto ao título voltar um dia……um dia!! Mas o desfecho atiça nossa mente. E porque cargas d água (eu não vi o material na integra e me baseio.nos detalhes aqui passados) nesse.grupo de capitães não teve um espaço prá suas versöes pré reboot e crise aparevcerem (ou tõ peeedindo demais??). O que importa é que eu ainda acredito na volta do que era antes do reboot (ou pelo menos a Donna Troy) e o cara capaz disso é o capitão.

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  1. Pingback: Capitão Átomo # 0 – A Divindade Científica. |

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