O que aconteceria se o uniforme alienígena tivesse controlado o Homem-Aranha.

Por Venerável Victor  “simbiótico alienado”  Vaughan

Img-de-CapavigiaMuitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um particular rumo. Hoje caros devotos, vamos revisitar um dos momentos mais marcantes da vida do Homem-Aranha, o nosso amigão da vizinhança, que surpreendeu nosso herói e fãs e foi a gênese do  simbionte alienígena Venon.

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O QUE ACONTECERIA SE O QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE PODERES DIFERENTES?

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por Venerável Victor “Tratador Fantástico” Vaughan

Img-de-CapalogoQFMuitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Roy Thomas e nerd definitivo (muito antes de Grant Morrisons, Scott Snyder e Geoff Johns) o que aconteceria se o quarte fantático que aprendemos a conhecer, fosse diferente…

Quarteto Fantástico – criados por stan Lee & Jack Kirby

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O que aconteceria se… O Capitão Marvel não tivesse morrido?

por Venerável Victor “Capitão Mar Caco” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido seu rumo original. Hoje vamos testemunhar o que aconteceria se o guerreiro Kree Mar-Vell, batizado na terra de Capitão Marvel, poderia ter feito com mais tempo de vida. História de S.C. Ringgenberg e M.J. Jorgensen. Continuar lendo

O que aconteceria se os novos X-men tivessem morrido em sua primeira missão?

por Venerável Victor “Tratador de macacos mutantes” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Roy Thomas e nerd definitivo (muito antes de Grant Morrisons, Scott Snyder e Geoff Johns) o que aconteceria se o mundo perdesse a sua principal e mais poderosa equipe mutante.

X-men – Criados por Stan Lee & Jack Kirby

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O QUE ACONTECERIA SE… O SURFISTA PRATEADO NÃO TIVESSE TRAÍDO GALACTUS

por Venerável Victor “banana prateada” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem tomado seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Chuck Dixon, o que aconteceria se  o Surfista Prateado não mudasse de ideia quanto a sacrificar nosso mundo e seu patrão faminto, o Devorador de Mundos, tivesse jantado a Terra.

Wat If #70, Volume II (1995)

Quando o Surfista Prateado foi à Terra, a escultora deficiente Alicia Masters ajudou-o a reencontrar a humanida dentro de si. Enquanto Reed Richards e o Quarteto Fantástico ganhavam o dia (e todos os demais após esse), ao encontrar o Nulificador Definitivo – uma arma capaz de destruir o próprio universo – e que o gigante mantinha guardado em sua nave. O Surfista colocou sua nobreza acima de sua lealdade pelo Devorador De Mundos e ficou lado a lado com os heróis da Terra. Galactus, sem opção, abandona seu planos de consumir as riquezas naturais de nosso planeta e parte. Não sem antes amaldiçoar seu antigo arauto com a impossibilidade de sair de nosso mundo. E esse foi o final feliz escrito há várias décadas atrás por Stan Lee e Jack Kirby. Mas o que aconteceria se Alicia, a futura namoradinha do Coisa, não tivesse sido convincente o suficiente com o Surfista, heim espertalhão? Vamos descobrir já!

Chuck Dixon & Joe Hudson

Apesar de cega, Alicia foi capaz de enxergar alguma coisa dentro do Surfista Prateado, algo morto há muito tempo; com a consciência de todas as coisas maravilhosas existentes no planeta Terra, o Surfista lembrou-se de como era sua vida como Norrin Radd, habitante do planeta Zenn-La. De fato sua rebeldia contra Galactus foi crucial para a derrota do vilão. Mas nessa versão da história…

capa de Don Hudson & Joe Berbey

Galactus estava prestes a admitir sua derrota quando o Surfista aparece e atinge o Nulificador nas mãos do Senhor Fantástico com uma rajada cósmica. O Devorador de Mundos imediatamente aproveita essa oportunidade e destrói o Vigia, por ter quebrado seu voto sagrado e interferido nesse conflito (foi o Cabeçudo quem mencionou para o Quarteto da existência dessa arma na nave do gigante) e o Tocha e o Coisa decidem partir com tudo para cima da criatura.

A Mulher Invisível os convence de que os dois não tem a mínima chance contra Galactus e o Surfista, além de que eles precisam levar Reed para um lugar seguro, já que ele está vivo por pouco, após ter sido atingido pelo arauto prateado.

Eles encontram no caminho com Alicia e acidentalmente ficam presos no buncker super seguro do Senhor Fantástico, no edifício Baxter, já que apenas Reed pode tirá-los de lá e ele está inconsciente. Do lado de fora, os Vingadores aparecem e desafiam Galactus. A coisa fica muito feia para os heróis mais poderosos da Terra à medida que são mortos um a um como formigas.

Falando em formigas, Hank Pym, aqui em sua identidade de Gigante (a da semana), enfrenta Galactus no mano a mano enquanto o Capitão América arremessa seu escudo no rosto do Devorador (talvez para coçar o nariz do grandão). Thor combate o Surfista Prateado e morre, mas não sem antes ferir gravemente o arauto (será que só nas relidades alternativas os heróis são tão… matáveis?). Com o Vingadores exterminados, nada mais pode impedir Galactus de sugar com canudinho o planeta inteiro e em seguida partir pelo espaço com seu arauto, até a próxima refeição.

O Quarteto Fantástico logo em seguida ressurge dos escombros da Terra, vestindo trajes que os possibilitam viver no que antes era nosso planeta e que agora é um mundo sem atmosfera. Antes que  possam decidir o próximo passo a tomar, o Doutor Destino aparece com uma brega nave espacial (convenhamos, apesar de suas indubitáveis habilidades, bom gosto nunca foi um dom de Doom) oferecendo aos heróis participação em seu plano de vingança contra Galactus. Os sobreviventes aceitam, mesmo com o Coisa não gostando nada disso. Está na cara que o ele vai aprontar alguma, lógico, se não não seria Destino.

Na primeira oportunidade, o monarca da ex Latvéria ataca o Surfista Prateado na tentativa de roubar seus poderes cósmicos. O vilão tenciona se tornar um arauto do Devorador de Mundos e depois empreender um esquema para usurpar o próprio poder de Galactus. Ah… AGORA SIM é o Destino que conhecemos! Durante o ataque ao Surfista, o plano de absorver suas energias cósmicas não funciona como deveria, fazendo com que ambos sejam consumidos e o Surfista, que já estava com a consciência pesada, aceita nobremente a sua morte.

Dentro da nave de Galactus, o Quarteto Fantástico e a jovem cega se infiltram e lidam com todas as defesas do veículo. Reed encontra a vingadora Vespa, que tinha ficado para trás durante a batalha dos heróis contra o Devorador. Ela conta aos imaginautas que durante esse tempo esteve secretamente infiltrada no gigantesco veículo e encontrou onde o Nulificador foi guardado. Tomado de desespero, raiva e insanidade, o Senhor Fantástico mais uma vez confronta o importante ocupante da nave.

Reed na hora “H” perde o controle e joga ao chão a mais poderosa arma do universo, a única coisa que causa temor ao gigante. Galactus saúda o líder do quarteto não por sua sabedoria ou bravura, mas por tê-lo colocado duas vezes em ckeckmate. Com isso o Devorador admite ter subestimado o valor de todos os mundos de que se alimentara e os seis últimos seres humanos do universo fazem um pacto com a criatura: eles serão daqui por diante seus arautos e o guiarão apenas por mundos desabitados. As vidas que salvam e o conhecimento tecnológico que Reed adquire faz com que ele mantenha sua sanidade. Mas no íntimo ele alimenta a esperança de nos próximos anos encontrar um mundo igual à Terra, para que ele, seus amigos e sua gostosíssima senhora possam repovoar. Será que Sue Richards, Vespa e Alícia dão conta do recado??? Como vai ficar? Richard e Sue,o Coisa com Alicia e o Tocha com a Vespa? Ou o casal fantástico, Alicia e Vespa e o Tocha e o Coisa…? Mas aí bye bye raça humana…

Com toda certeza, Galactus foi a primeira grande ameaça do universo Marvel. Muitos anos antes de Manoplas do Infinito, Pássaros de fogo loucos do espaço e guerras galácticas. Nessa época, Galactus era o maior inimigo da vida no cosmo em que as chances que todos tinham eram a de superar totalmente as probabilidades ou simplesmente assistir seu mundo ser consumido. Mas por duas vezes a incapacidade de desistir mostrou ser a maior arma da humanidade contra a maior ameaça cósmica existente. Essa provavelmente não foi a melhor história da série, mas com certeza foi uma das mais inusitadas.

Anteriores: O que aconteceria se….  clicando aqui!

SURFISTA PRATEADO – criado por Jack Kirby

“Não, eu não posso morrer, enquanto as estrelas brilharem, eu não posso ser morto”

No entanto os Vingadores…

O QUE ACONTECERIA SE O NOVO QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE CONTINUADO COMO UMA EQUIPE ?

Por Venerável Victor ” Tratador de macacos fantasma”  Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem tomado seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos conhecer os mais estranhos moradores que o Edifício Baxter já teve!

“O que aconteceria se o novo Quarteto Fantástico tivesse permanecido como um grupo”

Segundo Volume, #78 1995

Roteiro do americano veterano Chuck Dixon e arte do ilustrador argentino freelance Enrique Alcatena

O contexto até aqui: No início dos anos 90, uma falsa Mulher Invisível convenceu o Homem-Aranha, o Hulk, Wolverine e o Motoqueiro Fantasma que o Quarteto Fantástico havia morrido e portanto eles precisavam tomar o seu lugar por um tempo. Isso, claro, nos leva para uma história que envolve Skrulls, monstros gigantes (sempre eles) e até o obscuro o Toupeira. Tudo terminou, lógico, com a revelação de que o verdadeiro Quarteto Fantástico estava vivo e a falsa Mulher Invisível que era uma skrull, com seus limitados poderes psíquicos, tentando atingir a família mais famosa da Marvel com algum tipo de anel de poder, mas nada aconteceu. O anel dela não era essas coisas… Reed Richards tinha anteriormente trocado os artefatos antes que ela pudesse usa-lo. Nessa realidade, a senhorita skrull atinge a equipa momentos antes que o Senhor Fantástico fizesse a troca.

A história começa com Wolverine, Homem-Aranha e o Hulk melancólicos no funeral da equipe e discutindo o quanto foram incompetentes em resolver o conflito. O Motoqueiro Fantasma então aparece, o que para Logan foi uma benção, pois o baixinho queria mesmo acender um cigarro, e diz a todos que a falta do Quarteto deixou um grande vácuo no equilíbrio de forças no planeta. Que eles deveriam permanecer como um grupo e tentar achar a redenção por suas falhas. Típico do isqueirinho falar isso.

Assim que todos assumem a responsabilidade – algo fácil de acontecer entre os quatro – o novo Quarteto Fantástico se muda para o Edifício Baxter. O Homem-Aranha pondera se conseguirá se acostumar com a ideia de ter uma identidade pública, mas logo esquece essas questões ao ver Mary Jane o surpreendendo vestida num antigo uniforme colante da Mulher Invisível. Eles decidem alugar a maior parte do espaço livre do prédio para outras empresas enquanto o Hulk passa algum tempo como Bruce Banner tentando decifrar como a maioria das máquinas do Senhor Fantástico funcionam.

Quando o assunto é lutar os quatro são sempre eficazes: o novo Quarteto vence facilmente várias batalhas com antigos vilões do grupo que antes davam trabalho e até o Doutor Destino se incomoda com esses novos “charlatões”.

Algum tempo depois Mary Jane, ao tentar achar o robô H.E.R.B.I.E. – que havia sido reconstruído por Peter e Bruce – para que a ajudasse em alguma tarefa doméstica, é surpreendida por dois intrusos no edifício e nocauteada.

Enquanto isso o novo grupo discute sobre negócios que agora tem que gerir e custos que deverão cortar, mas eventualmente o Hulk acaba ficando irritado, ele e Wolverine estão entediados com todas essas burocracias. A discussão muda um pouco quando Peter insiste que, se eles são o Quarteto, devem agir  como tal: uma família. Isso faz o Hulk gargalhar, mas Wolverine se ofende e deixa claro que sua família são os X-men. Antes que os humores fiquem mais esquentados o prédio é atacado por Lady Lethal e Abominável, rivais de Logan e Banner.

Os dois vilões decidem mudar de combatentes, com Lady Lethal atacando o Hulk com suas garras de adamantium e o Abominável enfrentando Wolverine (mão foi o primeiro swing dos quadrinhos). O Homem-Aranha orienta Danny Ketch que saia dali e tente invocar o Espírito da Vingança: o Motoqueiro Fantasma; mas o jovem é interceptado pelo Super Skrull e Devos, que estão de posse do corpo inconsciente de Mary Jane. Ele não é reconhecido pelos criminosos mas, como aliado do Quarteto Fantástico, levaua boa rajada de força só pra garantir. Muito ferido, Danny alcança sua moto mística e começa a sua transformação.

Hulk não consegue imobilizar Lady Lethal e Homem-Aranha e Wolverine mal arranham o Abominável. A batalha segue intensa mas com o Super Skrull de posse do corpo de Mary Jane, Homem-Aranha perde o controle – lembrando-se do que aconteceu com Gwen Stacy, o aracnídeo se distrai e é abatido. O Motoqueiro é derrotado por Devos e Wolverine cai logo em seguida. Hulk – para variar – é atingido e arremessado para longe do edifício. Mary Jane acorda e segura o corpo de Peter amaldiçoando os vilões. O Super Skrull avisa-lhe que os heróis do Novo Quarteto Fantástico foram apenas os primeiros a cair. Mas uma voz fora do quadro da ação grita: “Não!!!” (olha o clichê aí, gente!)

Deus Von Machina.

O Homem-Aranha recupera a consciência e fala para Wolverine o quanto eles são horrorosos como um grupo. Logan admite que só existirá um único Quarteto Fantástico e eles nunca conseguirão se assemelhar com essa equipe. Logo todos se perguntam onde está Banner. Do outro lado da cidade, o Hulk sai de uma cratera dizendo: “Essa doeu!”

A revista termina com um trecho do diário de Mary Jane.

“E esse foi o fim do apartamento mais irado que eu já vivi na minha vida, o Edifício Baxter foi demolido um ano depois. Um luxuoso hotel foi construído em seu lugar e todos seguiram separadamente suas vidas. Peter diz que talvez eles não estejam à altura de salvarem o mundo, pelo menos não como um grupo. Bem… ele é o maior herói do mundo para mim e sempre será!”

Essa é uma leitura inusitada com um grupo de indivíduos tendo divertidas interações, na maioria das vezes entre o Hulk e Wolverine, que supostamente foram destinados no início de suas carreiras a serem inimigos. Alguns dirão que esses caras unidos, nada mais eram que uma paródia de segunda dos Defensores, com o mesmo conceito de grandes lobos solitários tendo que agir juntos como um grupo em prol de um bem maior, mas isso de forma alguma depõe contra o nível de qualidade da história. E é claro que no final das contas todos –  heróis, vilões e leitores, – tiveram que engolir o quanto o Doutor Destino é O CARA (até porque ele não se prestaria a deixar-se fotografar com o Maluf).

Homem-Aranha – Criado por Stan lee e Steve Ditko
Hulk - criado por Stan Lee e Jack Kirby
Motoqueiro Fantasma – criado por Roy Thomas e Mike Ploog
Wolverine - criado por Len wein e John Romita

Que tal conhecer um pouco mais sobre a carreira de Chuck Bixon?  DIXONVERSE

Parabéns ao NeedForFic por seus 3 anos de vida!!!

O QUE ACONTECERIA SE O DOUTOR DESTINO SE TORNASSE HERÓI ?

Por Venerável Victor Von Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se… O Doutor Destino se tornasse herói!

Volume 1 – edição #22  1980

Escrita por: Don Glut   desenhada por: Fred Kida

Reed Richards teve a honra de ir para a faculdade com o narcisista e egoísta Victor Von Doom. O genial estudante era obcecado em achar meios de se comunicar com a alma de sua mãe no Inferno e mergulhou na magia negra para conseguir fazê-lo. Um dia Reed encontrou as anotações de um projeto de Doom para a criação de uma estranha máquina e ficou maravilhado com seu conceito genial. Victor ao chegar ao dormitório que dividiam, gritou com o futuro Senhor Fantástico por se sentir violado em sua privacidade e não ouviu quando Richards o avisa que os seus cálculos estavam errados.

Dito e feito. O experimento foi um fracasso e literalmente explodiu na cara de Victor, que culpou Reed por seu fracasso, acreditando que foi o colega de quarto que sabotou seu experimento por ter inveja dele. Nascia então O Doutor Destino, uma das personalidades Marvel mais importantes e notórias. Mas isso tudo não precisaria ser assim.

O ponto de mudança: 

Aqui, Doom grita com Reed por ter se intrometido em sua experiência, mas a parte curiosa e racional de sua mente supera seu orgulho nessa realidade. Ele se acalma e pede ajuda a Richard para explicar onde está o erro nos cálculos da equação. O colega americano demonstra real preocupação sobre o que poderia acontecer se um experimento desse porte desse errado e mesmo deixando claro que discorda com os métodos, ele se torna voluntário para ser assistente. Von Doom, emocionado pela oferta de ajuda em resgatar ninguém menos que sua mãe, aceita a proposta.

O experimento é um sucesso e Victor consegue contatar a alma de sua mãe, presenciando suas torturas e descobrindo ser o real herdeiro do trono da Latvéria e ele entende que agir em prol disso é mais importante que se formar na faculdade. Voltando do inferno, se despede de Richards sentindo que no futuro seus caminhos irão novamente se cruzar.

Primeiro, o jovem cigano faz uma volta ao mundo buscando nas artes negras uma resposta para libertar sua mãe. Após encontrar uma pista quente, ele viaja ao Tibet e é recebido por monges muito especiais. Eles o ensinam tudo o que podem sobre as artes místicas ao ponto em que Victor supera seus mestres, no final de sua preparação, uma armadura é forjada para ele, mas nesse novo mundo, não há a necessidade de uma máscara de ferro hedionda para esconder sua deformação física (ou psicológica?).

O então estreante Doutor Destino usa um encantamento estratégico para libertar a alma de sua mãe do Inferno. Excitado com seu triunfo, ele parte para libertar a Latvéria de uma família nobre usurpadora e fazer do país seu reinado. Enquanto isso, no Inferno, Mephisto fica extremamente aborrecido porque uma de suas almas escapou – sujeitinho mesquinho – e coloca Von Doom em seu “caderninho negro”.

O Doutor Destino, agora extremamente confiante de suas capacidades, entra de surpresa na sala do trono do tirano príncipe Rudolfo. A guarda do castelo nada pode contra sua tecnologia e magia negra; E, enquanto foge, o ditador é alvejado por um projétil de um de seus seguranças. Rei morto, rei posto! Destino declara que é o legítimo regente da Latvéria e o déspota, em seus últimos instantes de vida, admite que ele está certo, que Von Doom é o legítimo herdeiro ao trono. Ele morre e o país fica em melhores mãos…

Destino liberta seu povo cigano que era mantido como escravo antigo regime havia anos; incluindo sua paixão de infância, Valéria, e seu antigo tutor Boris. Usando toda sua tecnologia para solucionar os problemas da nação, torna a Latvéria um lugar encantador para se viver pela primeira vez na sua história. A miséria é abolida, a qualidade de vida é a maior da Europa e a todos os habitantes é oferecido o melhor sistema de saúde já visto, as melhores universidades abrem filiais nesse novo país. Von Doom apesar de se tornar um monarca absoluto, permite o ir e vir de seu povo, que em hipótese alguma se imagina vivendo em qualquer outro lugar do mundo.

Em um momento em que desfila pelas ruas de sua nação, ele anuncia que irá se casar com Valéria e que toda a população está convidada para a cerimônia. Momentos após esse anúncio, quando Victor e Valéria estão prestes a deixar a praça principal, as coisas ficam complicadas.

Mephisto teleporta Destino para uma de suas “dimensões negras”, onde ele deixa as coisas bem “claras”: Destino roubou uma de suas almas e ele deve ao demônio uma retribuição por isso. Os dois lutam em equivalência por pouco tempo, mas no fim Mephisto admite que só está brincando com o jovem Von Doom, logo em seguida o derrotando inequivocamente e absorvendo sua força vital. Mephisto dá a Destino duas opções: Ou Victor vai agora para o Inferno ou Valéria toma o seu lugar. Ele confunde Destino com dois argumentos distintos, torturando Von Doom com uma decisão que precisa ser imediata.

Mas esse é Victor Von Doom, ele pode não ter se tornado o monstro da realidade 616, mas ele é quem ele é. Talvez o Doutor Destino seja mais nobre e heroico nesse mundo, mas ele em nenhum momento é puro de coração, em primeiro lugar ele é um homem egoísta e lógico, no final ele abraça o orgulho em detrimento de seu coração. Seu amor por Valéria é uma coisa, mas o mundo precisa de Von Doom! Ele toma sua decisão e é transportado de volta para a Latvéria, agora sem sua noiva. Ao reaparecer, ele agride seu povo na ruas e grita que apenas quer ficar sozinho.

Para os cidadões da Latvéria e o mundo no geral ele continua um herói. Mas sua vida é condenada à solidão. Uma vez ao ano… todos os anos, lhe é permitida a entrada no Inferno com o objetivo de resgatar a alma de Valéria, todos os anos ele retorna após falhar sempre vergonhosamente, mas talvez um dia… talvez…

Nós não tivemos oportunidade de ver Reed Richards após a faculdade, teria o “heroico” Destino lutado ao lado do Quarteto Fantástico? E quanto aos outros heróis? Seria muito interessante vermos o Doutor Estranho confrontando esse “aperfeiçoado” Doutor Destino.

Essa edição não é exatamente fantástica por sua ação, mesmo com a parte em que Destino e Mephisto lutam no Inferno, ela é um pouco parada e vocês viram o uniforme de nosso “herói”. O Doutor Destino é um personagem amado e intrigante. O que se tem aqui não é um colorido e explosivo conto heroico, mas uma interessante história de como esse homem genial poderia ter se tornado e as transformações que poderia ter proporcionado ao nosso mundo.

Nota:

John Byrne em sua passagem pelo título do Quarteto Fantástico na década de 80 tentou fazer do Doutor Destino algo um pouquinho menos mesquinho ao continuamente tentar salvar alma de sua mãe, também prisioneira de Mephisto na nossa realidade oficial. Já Mark Waid evoluiu esse enredo na década de 2000 ao fazê-lo assassinar Valéria e vender sua alma a um demônio em troca de mais poder. Bom, Valéria se dana em qualquer realidade.

Conclusão:

Ainda bem que Mephisto interveio nessa realidade alternativa, ou o Doutor Destino teria assimilado todos os outros títulos Marvel, causando dezenas de cancelamentos por causa de  fãs abandonando suas revistas preferidas, já pensaram? “O espetacular homem-Destino”; Destino-men”; “Os Destinadores”; “Destino-Factor”; “Quarteto Destino”; “Destino, o homem sem medo”…

Arte original a venda no Ebay

Quadrinhos que me fizeram Feliz: O QUE ACONTECERIA SE OS VINGADORES NUNCA TIVESSEM EXISTIDO?

por Venerável Victor “Tratador de macacos de ferro”  Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se… Os Vingadores nunca tivessem existido!

Volume 1, #3 em 1977
escrita por: Jim Shooter  desenhada por: Gil Kane

No início, a formação dos Vingadores era composta por Homem de Ferro, Gigante, Vespa, Thor e o Hulk. No final da segunda edição (ou seria o início da terceira?),o Hulk ficou “de saco cheio” e abandonou a equipe. Os outros, preocupados com  a quantidade de caos que o gigante esmeralda poderia provocar estando sozinho, foram atrás dele e isso acabou gerando uma grande batalha entre os Vingadores e o time composto por Hulk e Namor. Nesse história, nós temos um pouco mais de crise na equipe dos Maiores Heróis da Terra, do que simplesmente a saída do Hulk do grupo.

Antes mesmo que todo mundo corra atrás do Hulk, o Gigante declina da ideia de Stark e Thor, afinal, os Vingadores são uma atividade voluntária, portanto se o Hulk quer ir embora, por que não simplesmente respeitar sua vontade? O Homem de Ferro, evocando o “senso racional”  argumenta que o Hulk é uma força que precisa ser controlada. Thor acaba concordando com o argumento de Hank Pym – o Gigante –, o que acaba gerando uma discussão entre o semideus nórdico e Tony Stark. O deus do trovão se enche de toda aquela baboseira e decide cuidar de seus afazeres em Asgard, O Gigante logo em seguida parte com a vespa ao seu lado por acreditar que o conceito dos Vingadores é uma grande piada sem sentido.

O Homem de Ferro pede a Rick Jones que o mantenha informado sobre uma eventual aparição do Hulk, quando o jovem finalmente encontra o Golias Esmeralda, esse está tão fora de controle que nem reconhece seu pequeno amigo. Tony Stark chega com sua armadura e luta com o monstro sozinho. O Hulk após dar muito trabalho, parte, deixando o Homem de Ferro com o pensamento que se ao menos os Vingadores ainda estivessem juntos, eles teriam vencido. A grande ironia? Na continuidade Marvel original, mesmo assim eles falharam!

Exatamente como na continuidade do universo Marvel 616 – batizado assim por Alam Moore – Hulk conhece o Príncipe Submarino e ambos decidem formar uma dupla. No entanto em suas cabeças, os dois planejam destruir o outro assim que sua aliança conquistar resultados. Eles entram em contato com o Homem de Ferro e intimam os Vingadores para uma última batalha em Gibraltar. Tony Stark aceita o desafio e concorda em encontrá-los em 48 horas. O problema é que será suicídio enfrentar os dois sozinho então ele desenvolve um plano para ser posto em pratica nas 40 horas seguintes, trabalhando sem descanso em três novas armaduras. O Gigante, Vespa e Rock Jones são convocados para vesti-las.

Infelizmente, nessa realidade os três são um bando de idiotas e declinam de qualquer responsabilidade com essa ameaça e não respeitam a autoridade do Homem de Ferro, fora que Tony Stark não está nada bem após dois dias sem dormir.

Todos dão as costas para o bilionário. O Gigante agradece ao Homem de Ferro por provar que ele estava certo ao sair dos Vingadores. Rick é o mais relutante em sair da equipe, mas tudo isso é muito para ele lidar. Tony então diz ao jovem que irá chamar o Quarteto Fantástico e pedir que eles lidem com o Hulk e Namor. Mas assim que Rick sai, sozinho, Stark decide que não fará isso, afinal em seu modo de pensar, fazendo isso ele está pedindo ao Quarteto que limpe a sua sujeira. O que é algo absurdo se você conhece melhor a cronologia Marvel, afinal grande parte do conflito de Namor com a humanidade, tem o dedo de fogo de Johnny Storm.

Então agora é com ele apenas, ele desenvolve sua armadura para ser a definitiva em combate e agora é o momento de provar isso. As células de energia estão em capacidade máxima, algo que ele nunca havia feito antes. A verdade é que isso talvez frite os sistemas vitais que mantém a saúde de seu coração. Portanto sua armadura está pronta agora para sua última batalha.

Do lado de fora da Mansão, Rick Jones  procura o Gigante e a Vespa, apesar de o Homem de Ferro ter ditoque buscaria a ajuda do Quarteto Fantástico; o jovem acredita que ele pode ter mentido…o Gigante finalmente decide pensar melhor.

Em Gibraltar o Homem de Ferro enfrenta sozinho dois caras que sozinhos podem detoná-lo facilmente. A batalha é ferrenha e Tony, apesar do sufoco, surpreende os dois titãs com sua nova armadura e uma estratégia de combate inteligente.

Após um tempo, a energia da armadura está muito baixa e ele já não está mais no seu melhor. Namor é o primeiro a perceber isso e arremessa o Homem de Ferro ao mar, onde seu poder é insuperável, Tony Stark consegue em um último recurso – e muita “cagada”- escapar do mar e volta para terra firme.

“Deixe-me com ele! ONDE ELE  ESTÁ?!”

“Ali está ele, meu amigo bruto, entre aquelas rochas!”

“Mas… ele está tão imóvel! Será que ele…?”

“Morto? Mas é claro! E agora que meu ódio imperial se acalmou, eu estou…triste! Ele foi valente! Por alguns momentos ele até conseguiu se equivaler a nós dois juntos! Existe muita pouca honra nessa “vitória”, Hulk…se os outros Vingadores estivessem com ele, certamente nós…espere! O que é aquilo???”

Gigante de Ferro, Vespa de Ferro e Rick Jones de Ferro chegam dos céus! Vespa de Ferro e Rick Jones de Ferro atacam Namor. Realmente pode-se ver porque Tony Stark esteve tão ocupado nesses últimos dois dias. A armadura de Rick Jones tem até intangibilidade!!! O Gigante de Ferro escolhe o Hulk para si, Pym faz o seu melhor, mas como não está nada à vontade na nova armadura, a vantagem é do Hulk. Namor usa suas últimas energias para mergulhar no mar. Sua força e determinação retornam e ele emerge novamente para a batalha.

O Homem de ferro se sacrifica para energizar com suas reservas de bateria uma última vez a armadura do Gigante. Em outro canto, Namor entende que Rick Jones não pode ficar intangível eternamente e isso está consumindo muito da energia da armadura, ele consegue capturá-lo e vê que seu adversário é apenas um garoto. O Príncipe Submarino não reconhece a misericórdia e arremessa o jovem sobre uma formação rochosa onde ele provavelmente morrerá.

O Hulk para de lutar ao ouvir o grito de seu amigo Rick Jones, ele pula e salva o garoto antes que ele sofra o impacto contra as rochas. Agora o ódio do gigante esmeralda atinge seu clímax e ele esquece totalmente sua briga com os Vingadores, direcionando toda sua ira para Namor, que é arremessado com toda força ao mar. Apesar de no oceano seu poder ser ainda maior, ele entende que não seria nada sábio enfrentar o Hulk naquele momento… e sai de fininho.

Em terra firme, os Vingadores estão em Volta do corpo de Tony Stark, cujo coração não suportou a agressividade da batalha e, sem a carga reserva de energia que fora direcionada para a armadura do Gigante, parou de bater. Em homenagem ao amigo, os três continuam a lutar juntos pelo planeta a partir daquele momento como os Vingadores de Ferro.

Shooter e Kane realmente mandaram muito bem nessa edição. Muita coisa foi bem trabalhada aqui: O Homem de Ferro em missão kamikaze contra dois inimigos insuperáveis; a figura de um outro Homem de Ferro, este de quinze metros de altura; uma das mais fantásticas das páginas da Marvel!. Quanto ao Henry Pym dessa realidade, parece que ele só vai contigo numa batalha para salvar o mundo se você der muitos tapinhas nas costas, elogiar sua genialidade, compartilhar suas postagens no Facebook e repassar suas correntes…

Para terminar, algo muito curioso é como Tony Stark consegue dar poderes de intangibilidade para sua armadura em 40 horas, mas em 40 anos de continuidade no universo Marvel… nem pensou nisso!. O que o ser humano não consegue fazer sob pressão…

Quote1.png …a partir desse dia, Henry Pym, Janet van Dyne e Rick Jones dedicaram suas vidas á memória de Anthony Stark, o primeiro Homem de Ferro, cujo coração doente finalmente parou quando sacrificou seu poder para salvar a vida dos Vingadores de Ferro Quote2.png

O QUE ACONTECERIA SE A TIA MAY TIVESSE SIDO PICADA PELA ARANHA RADIOATIVA?

por Venerável Victor “mordido por um macaco raivoso” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se Tia May ao invés de seu sobrinho fosse picada pela aranha radioativa?”

Escrito por Steve Skeates  e desenhado/arte-finalizado por Alan Kupperberg

Esse “O que aconteceria se”  é um conto de fim de revista da edição #23 de 1980 e sim, achei que hoje essa história “backup” da principal com o Incrível Hulk, por não participar do mesmo conceito e ser mais cretina merecia uma postagem inteiramente dedicada a ela. Hoje não vamos falar de tramas de Celestiais/Eternos/Deviantes/Inumanos/Mutantes/Super-soldados no “O que aconteceria se…”. não que eu não ame gigantes primitivos e monstros criados com manipulação de DNA de Jack Kirby, vamos hoje adentrar mundos paralelos mais bizarros.

A verdadeira história:  Eu tenho certeza que vocês todos já conhecem a famosa fórmula desse sucesso avassalador : passeio escolar para o Museu de Ciências, aranha sendo irradiada, aranha pica Peter Parker: Parker se torna o Espetacular Homem-Aranha. Mas o que aconteceria se Peter tivesse esquecido o seu lanche em casa nesse dia?

O frágil Peter Parker se esquece de levar para o passeio escolar o seu “lanchinho” feito com todo carinho por sua Tia May e a bondosa senhora corre pela cidade até chegar ao Museu de Ciências atrás de seu sobrinho onde ELA é picada pela aranha radioativa. Não que ela consiga diferenciar exatamente o que a atacou.

No entanto, ela dificilmente teria capacidade de criar fluído de teia em seu quarto, certo? Ela parece possuir os mesmos talentos como designer e costureira que Peter para criar um uniforme, para que possa ganhar dinheiro para sua família realizando espetáculos públicos.

Mas fluído de teia está totalmente ultrapassado para May. Quando o “Perereca Saltadora” faz sua primeira aparição pública como super criminoso, ela se torna uma defensora do crime acreditando ser a única pessoa capaz de deter esse homem mau, pulando e saltando pelos telhados e quando ela escorrega de uma sacada, caindo em direção a morte certa, ela faz uso de uma massa para bolo super concentrada e alterada para crescer e ficar fofa ao contato com o ar.

Ninguém sabe dar um sacode de verdade num vilão como Tia May, ela derrota o Perereca Saltadora  mas acaba por cair no quintal de sua casa atordoada.

Peter sai de casa dando de cara com sua tia vestida como uma grotesca aranha de carnaval e desmaia. Ooops!Parece que a partir de agora Tia May vai ter que separar e cuidar melhor das suas duas vidas paralelas: defender a justiça e os bons costumes como a Tia-Aranha e cuidar de um adolescente de saúde frágil.

E Mefisto está aqui no meu ouvido perguntando: “E onde, EU MESMO, está o Tio Ben  esse tempo todo?” Afinal se Peter Parker não se tornou o Homem-Aranha, não estava por perto para deixar o assassino de seu tio escapar, ele está vivo, certo? Sim, ele apenas estava dormindo a história toda e acorda no final. Não se preocupem.

May é tão cuidadosa que já põe seu sobrinho para dormir de óculos, gravata e colete, para ele ter um sono elegante e poder enxergar tudo no mundo dos sonhos. No aqui no Brasil essa história espetacular saiu no almanaque do Capitão América e pra variar teve uma página inteira não publicada onde May sem querer na cozinha ao errar uma receita de doce, descobre a fórmula da sua super massa de bolo.

Caros devotos, mas infelizmente  a revista “Espetacular Tia-Aranha” foi cancelada pela Marvel algumas edições depois e eu tenho minhas dúvidas se na nossa Terra, ela teria feito sucesso na Era de Prata dos quadrinhos. Talvez se Tia May fizesse uma transfusão de sangue para Peter ou coisa parecida, ele pudesse ter se tornado o Sobrinho-Aranha…

O QUE ACONTECERIA SE NINGUÉM VIGIASSE O VIGIA? Elvis Presley o devorador de mundos!

por Venerável Victor  ”Moves like Jagger”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 10

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se desse a louca no Vigia e ele parasse de vigiar.

Volume 2, #34
Escrito por:  Scott Gimple, Darren Auck e outros
Desenhado por: Tom Morgan, Sam Delarosa e outros

A história até aqui: Não, você não enlouqueceu, quem enlouqueceu foi o Vigia e o bagulho ficou doido.

Aqui nós temos uma porção de momentos de humor pastelão e eu não vou fazer cerimônia, a maioria é fraca. Coisas como: “O que aconteceria se Tempestade fosse controladora de tráfico aéreo?” e “O que aconteceria se Wolverine hibernasse?”, onde Logan passa algumas páginas dormindo, apenas para no penúltimo quadro se virar, bocejar e voltar a dormir. A revista também é bem curta, mais que o comum, principalmente comparada com outras edições de humor Marvel, isso por si só já diminui mais ainda as chances de fazer você rir. Sem mencionar que uma das historinhas da revista é sobre o Homem-Aranha se tornando papai de um bebê mutante aranha, que é totalmente dispensável. Eu quase considerei nunca falar dessa edição…mas…

Se não fosse por duas coisas. Uma delas é a redenção dos autores e editores que compraram esse barulho de fazer um “O que aconteceria se…” de humor pastelão:

“O que aconteceria se o Justiceiro fosse o superprotetor paizão dos criminosos?”

E aqui temos a história principal da edição: “O que aconteceria se Thanos transformasse Galactus em um ser humano?”. Exatamente como na continuidade Marvel normal, Galactus atacou Thanos quando esse enlouqueceu – toda semana esse semideus de fases enlouquece, porra – e conseguiu obter a Manopla do Infinito. Aqui, Thanos decide punir Galactus com o que ele considera ser um destino muito pior que a morte – até porque Thanos dá uns tratos na Senhora Morte e morre de ciúmes da ossuda.

Galactus é transformado num ser humano e mandado para a Terra. Lembrando que aqui, esse “O que aconteceria se” não  leva tão a sério os fatos que levaram a trama da primeira saga da Manopla do Infinito – aqui na Marvel o artefato mais poderoso da existência, capaz de refazer a realidade, muito antes de Brian Michael Bendis e geral darem esse poder para um a cada dez mutantes – e a Terra aqui não está sofrendo as consequências da saga, como na continuidade normal.

O humano Galactus aterrissa no Kansas – aqui sem o totó da Dorothy, sem o Leão, Espantalho e Homem de Lata – nu na chuva e incapaz de lembrar quem ele realmente é. Ele encontra  um trailer e acabamos tendo finalmente a ideia de quem Galactus se parece na forma humana, por alguma coincidência cósmica, Galactus agora se parece exatamente como Elvis Aaron Presley! Isso faz o cabeção da mulher dona do trailer pirar, dona Gertrude. Uma mãe solteira e a maior fã de Elvis do planeta. Galactus por causa do stress da viagem e transformação acaba desmaiando na frente da soleira de sua porta. Mas Gertrude o carrega para dentro e cuida dele. Ela acredita que por causa de alguma doença ou das drogas ele esqueceu quem realmente é.

Gertrude tenta o tempo todo fazer Galactus lembrar quem  realmente ela pensa que ele é. Ela o faz ouvir uma infinidade de discos do Elvis, assistir todos os seus filmes e até o ensina como dançar igual ao seu ídolo. Galactus, acaba se mostrando extremamente habilidoso,  de rápido aprendizado com a guitarra e até mesmo com uma linda voz. Mais uma vez o cabeção de Gertrude pira! Os dois não conseguem entender tudo o que está acontecendo, mas é óbvio que ele deve ser realmente Elvis. O porquê dele não está realmente morto ou imenso de gordo, ainda é um mistério. Mas tudo o que interessa é que o “rei” está de volta e com uma segunda chance de fazer e acontecer novamente!

Pelas próximas semanas, Galactus vive com Gertrude e seu filho Toby, feliz e curtindo o estilo de vida simples do sul do país. Ele consegue um trampo num bar local e que o mantém na obscuridade por algum tempo, longe do grande público e da mídia.

GALACTUS – arte original de Jack kirby

Um homem lhe oferece em algum momento para fazer um show beneficente para fazendeiros locais e Galactus aceita a proposta, tendo em vista que vai poder mostrar sua arte para mais pessoas. Quando Gertrude por medo de não conseguir mais manter seu ídolo ali com ela, lhe avisa do perigo de ser reconhecido e de sua vida voltar a ser um inferno, Galactus a ignora dizendo que ninguém iria acreditar que o verdadeiro Elvis realmente estaria vivo e com saúde. Ele mesmo é o Elvis e até hoje não acredita totalmente!

Seu show chama a atenção da mídia e logo é amplamente conhecido que o “rei” está de volta de alguma forma. No instante que Galactus, Gertrude e Toby estão apreensivos com a quantidade de fãs reunidos em volta do pequeno trailer que vivem, um visitante se teleporta para junto deles. E o herói Adam Warlock, mostrando agora sua Manopla do Infinito recém-conquistada na batalha com Thanos. Agora que Thanos foi derrotado, Galactus pode retornar para seu antigo status quo.

Galactus não tem a mínima ideia do que o estranho ser está falando (“Quem diabos é você?”; “De que  poder você está falando?”; “Por que você se parece com um Biscoito Doritos?”). Mas Warlock retorna suas memórias com o movimento de suas mãos. Agora que finalmente ele se lembra exatamente quem é, Adam Warlock deseja que ele volte a ser o “Devorador de Mundos”. Gertrude então lhe avisa que ao contrário, ele pode continuar na Terra e ser o “Rei do Rock n’Roll”.

Elvis e Galactus realmente não são tão diferentes no fim das contas e para mim  ambos são mais que grandes e poderosos seres em roupas ridículas. Eles são criaturas intrigantes, interessantes e realmente únicos no universo.

Sejam eles  no mundo da música ou no mundo dos quadrinhos, Eles vão ter sempre seu lugar como lendas coloridas por muitos e muitos anos. Quando colocados juntos na mesma história, é algo surreal e  muito legal. Essa história tem apenas – uma pena – sete páginas, mas coloca um sorriso no meu rosto toda vez que leio.

O QUE ACONTECERIA SE PETER PARKER TIVESSE QUE DESTRUIR O HOMEM-ARANHA.

por Venerável Victor “Picado por um mico radioativo” Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 9

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se outra pessoa, alguém sem as bases morais sólidas que Peter Parker recebeu de seus tios, tivesse adquirido as espetaculares habilidades do Homem-Aranha!

Volume 2, #76
escrito por: Terry Austin
desenhos de Stuart Immonen

O contexto até aqui: Eu uma feira de ciências, Peter Parker foi picado por uma aranha radioativa. Como resultado ele se tornou algo muito mais que humano. Muita coisa aconteceu e agora ele luta o bom combate como o espetacular Homem-Aranha. Mas o que teria acontecido se a aranha tivesse picado Flash Thompson?

Flash só foi à exibição científica para tirar satisfações com Peter por ter “olho” em sua garota. Depois de ter sido picado pela aranha, ele abandona o lugar e quase é atropelado por um carro. Ele para o carro e arrancar o motorista de dentro, mas Peter aparece o consegue impedir que ele vá, além disso. Parker então consegue fazer um acordo com Flash, para ajudá-lo com seus poderes fazendo apetrechos e afins. Mas secretamente, Flash tem planos só seus.

Enquanto faz o uniforme de Aranha para Flash, Peter é visto por um criminoso do outro lado da rua. O ladrão decide não roubar essa casa e parte para a casa ao lado. Ele acaba atirando em Mary Jane Watson e depois morre em confronto com a polícia. Com isso Peter começa a acreditar que ele precisa ajudar Flash com seus poderes e carreira heróica para que incidentes como esse nunca mais aconteçam.

Flash descobre o covil mais recente do Abutre e rouba do vilão o dinheiro de seu último roubo. Se declarando agora o “criminoso do futuro”. Seu próximo passo é capturar Parker e o prender com teia na lateral de um prédio, assim, uma vez que em horas a teia dissolva, tanto Peter quanto seu conhecimento dos segredos de Flash com ele morrerão. Peter usa sua própria ingenuidade e um tubo de solventes e consegue se libertar. No entanto, agora ele sabe que assim que o Aranha descobrir, seu destino estará selado.

O tio Ben repara que alguma coisa está muito errada com seu sobrinho e o chama para terem uma conversa. Peter por alto explica toda a zona que está metido e Ben lhe dá um sermão sobre lutar pelo que é certo. Peter fica pensando se deve mesmo denunciar Flash, sabendo que assim, colocaria a vida de seu tio Ben e tia May em perigo, mas May aparece e o diz o quanto eles ficarão orgulhosos de Peter fazer a coisa certa. E assim Parker decide que ele tem que deter o Aranha. Sem nenhum super poder nesse mundo, ele decide entrar nesse campo de batalha da maneira Batman de ser.

Algum tempo depois, o Aranha está no Clarim Diário, assaltando Jonah Jameson por alguma razão que não foi explicada. Jameson pensa como é triste que seu filho tivesse que morrer – sem o verdadeiro Homem-Aranha para salvá-lo nessa realidade – enquanto vermes como o aranha estão soltos por aí. De repente, o sentido de aranha de Flash começa a zunir. O que poderia ser uma ameaça para o Aranha?

Esse miserável inteligentíssimo pode.

Enquanto cada um deles individualmente tem suas vantagens – Peter não consegue acertar Flash em virtude de sua velocidade e sentido de aranha – Peter parece que tem mais domínio da situação, suas pernas de aranha são feitas de um metal que as teias não conseguem grudar. Seu uniforme libera uma mistura que dissolve as teias que atingem seu rosto. Quando então o aranha parte para um confronto direto, Peter afeta sua máscara com uma química que faz as lentes dos olhos opacas de ambos os lados. Após arrancar sua máscara e revelar publicamente sua identidade, Flash captura Betty Brant e a prende.

“eu vou quebrar o pescoço dessa vadia- tadinha, nem é – se você não recuar, Peter – Eu juro que vou!”

 Peter apenas sorri e aperta um botão em seu peito:

“típico. Apesar de todo o seu maravilhoso poder, você não passa de um encrenqueiro e arruaceiro, como sempre foi”

 Uma rajada sônica é emitida, fazendo com que o sentido de aranha de Flash enlouqueça, ele cai no chão se debatendo como um louco, até que desmaia de dor. Jameson e Betty agradecem a Peter por seu esforço. Sabendo que ele vai acabar nos noticiários e na primeira página do Clarim, Peter vai para casa para contar tudo para seus tios Bem e May o que aconteceu. Eles ficam orgulhosos do sobrinho e acreditam que ele fez a coisa certa.

Após isso, o Quarteto Fantástico aparece para levar Peter e sua família para o edifício Baxter. Eles mantém lá preso Flash Thompson e separaram o isótopo radioativo de seu sangue – afinal ele não tinha tido tempo suficiente para se misturar por completo com o organismo do rapaz – e Peter fantasia com a possibilidade de pedir para Reed que o aplique o isótopo, assim ele teria poderes que seriam ser usados para o bem, mas Reed apenas joga fora pela pia o composto. Peter não precisa de nenhum poder, ele tem em si o suficiente para ser um herói.

E então, mesmo sem sua espetacular força física, sentido de aranha e outras habilidades, o Homem-Aranha continua a combater o crime em um estilo mais Doutor Octopus.

A idéia do Flash Thompson se tornar o Homem-Aranha já foi feita antes assim como a idéia de um super herói tendo que lutar e neutralizar algum idiota que estaria usando de seus poderes. Mas uma coisa é certa, o grande barato dessa edição, para quem acompanha a carreira do teioso há anos é ver Peter Parker sentar o cacete no valentão Flash Thompson e mostrando que um herói é muito mais que seus poderes!

NOTA: dedico a matéria de hoje do Santuário ao desenhista Al Rio que faleceu há algumas semanas no Ceará, em sua cidade natal. Ele, um dos precursores brasileiros no mercado de quadrinhos das grandes editoras americanas, foi responsável por diversos momentos de puro encantamento  adolescente que tive, ao ver suas belas mulheres retratadas nas páginas de Títulos da Image e DC que acompanhava na década de 90. Al que continuava a produzir mais e mais de sua belíssima arte até hoje, agora irá produzir ao lado de mestres que também perdemos no último ano como Eduardo Barreto, Joe Simon e tantos outros. Salve Al!

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 8 aqui

“O que aconteceria se…” Wolverine x Hulk – quadrinhos que me fizeram feliz

por Venerável Victor  ”que também acha Jean uma gata”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 8

O que aconteceria se Wolverine tivesse matado o Hulk?

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos voltar num momento histórico para a mitologia dos quadrinhos mundiais, o surgimento do baixinho invocado mais conhecido do mundo, Wolverine, que pasmem, surgiu como coadjuvante de uma edição do Incrível Hulk.

Edição  #31 escrita por Rich Margopoulos, desenhos de Bob Budiansky

O contexto até aqui: O  agente canadense Wolverine apareceu pela primeira vez nos quadrinhos lutando contra o Hulk e Wendigo no sul de Quebec enquanto vestia um uniforme completamente ridículo. Primeiro, ele e o gigante esmeralda derrotaram Wendigo, mas depois eles começaram a lutar um contra o outro. Wolverine tinha ordens para trazer o Hulk vivo. Por causa dessas ordens, essa luta levou muito mais tempo do que ele esperava e no fim o Hulk foi embora.

No outro lado da história Wolverine não é tão paciente e mata o gigante, temos apenas uma página para acompanhar, é um tanto triste ver por esse lado. O Hulk é declarado morto e a única reação que é mostrada são os vários super-heróis ouvindo a notícia pelas meios de comunicação televisivos e uma curta cena onde vemos Betty – a namorada de Banner – chorando nos braços de seu pai.

Wolverine, por outro lado, se torna extremamente egóico. Em um bar, ele começa a contar vantagem e paga rodada de “Bons drinks” para todas as mulheres. Claro que rapidamente ele aborrece os freqüentadores e tudo acaba em mais violência. Quando um dos homens do bar aponta uma arma para ele, ele reage matando o sujeito. Esse é o primeiro civil que ele mata, Logan foge dali e vai à procura de James Hudson, o Guardião, líder da Tropa Alfa. Hudson diz à Logan que eles vão ter que levar esse incidente à corte, mas ele irá providenciar para o baixinho o melhor advogado que o dinheiro pode comprar. Para Logan isso não é suficiente e um Logan, que aqui se sente traído, parte do país como um fugitivo.

Em seguida ele é encontrado pela Irmandade de Mutantes – para quem conhece a fundo a saga dos X-men dessa época, sabe que não era para nesse momento da cronologia Magneto estar na Terra, mas vamos ignorar isso em nome de uma boa diversão? Magneto dá para Wolverine santuário contra o governo.É, nesse caso “He sells sanctuary”. Mas com a condição de poder aproveitar de seus serviços. Com a ajuda de um invento que o irá proteger das sondagens mentais de Charles Xavier, Wolverine terá que se juntar aos X-men e os destruir por dentro.

O canadense faz um ótimo trabalho em ganhar a confiança dos membros da equipe, apesar de que Ciclope não confia nele e se mostra o tempo todo desconfiado. Durante uma batalha contra alguns Sentinelas, Wolverine é salvo por Jean Grey e Homem de Gelo. E no momento em que os x-men celebram a vitória que conseguiram pelo ótimo trabalho em equipe, Wolverine começa a se sentir culpado. Nessa mesma noite, ele aproveita quando todos estão dormindo para secretamente se aproximar da sala do computador Cérebro e o sabotar. Na volta para seu quarto, ele esbarra com Jean.

Cara… Wolverine! Mesmo o Magnun nunca seria visto usando uma máscara tão horrorosa como essa!

Logan começa a ter uma crise de consciência, pelo menos quanto ao fato de entregar Jean para Magneto. Ele entra em contato com o Mestre do Magnetismo, e deixa claro que em hipótese alguma quer ver Jean Grey ferida. Magneto concorda, não sem antes chamar sua atenção, afinal quem ele pensa que é para exigir algo do maior líder mutante da história?

No dia seguinte, Wolverine aborrece Ciclope, ao mostrar para Jean sua nova máscara – mas como é que ele a conseguiu aqui, afinal? Comprou no Mercado Livre? Bom, nesse momento uma das paredes da Mansão X é derrubada e aparece Magneto e seus “páus mandados”. Deixando claro que nem são os asseclas mais legais, como Mercúrio ou o Feiticeira Escarlate… mas aqui nós temos Unus “O intocável”, Blob e o Mestre Mental. É dose a falta de soldados mutantes decentes…

A Sereia (que não tem nada a ver com a filha do Banshee) que aqui é membro da Irmandade de Mutantes coloca todos os X-men homens sob seu controle, com seu grito. Jean Grey – por não ser “sapata” – é imune ao seu poder e corre para acionar o alarme sonoro e neutralizar o poder da Sereia. Mas Wolverine fala para ela não fazer isso, contando que ele é o traidor. Magneto percebe o que Jean irá fazer e arremessa um grande pedaço de metal sobre ela. Wolverine entende que Jean não irá sobreviver ao impacto e se coloca na frente do objeto recebendo ele próprio todo o impacto. Jean consegue ligar o alarme no maior volume e todos os X-men ficam livres do controle.

Os X-men derrotam todos os mutantes de Magneto até o momento que só ele resta em pé. O Mestre do Magnetismo fala o tradicional “Chega!” que todo super-vilão fala em algum momento, o que é a versão má do grito de guerra dos heróis “Isso acaba aqui!”. Vocês sabem do que estou falando, exatamente quando o Quarteto Fantástico está sentando o cacete no Doutor Destino por todos os lados e ele apenas estica os braços e fala: “Chega!” e na mesma hora todo mundo é arremessado em direções opostas. Esse poder vilanesco é muito legal…

Magneto então decide matar os X-men antes que eles se recobrem. Mas Wolverine decide atacar seu antigo chefe. Ele começa a reclamar com Erik Magnus pelo que ele iria fazer com Jean Grey e o lembra que alguém que matou o Hulk – Ei!!! Lembram que esse era o roteiro inicial? – não será derrotado facilmente. Ciclope entra na briga e tenta acalmar Wolverine, dizendo que ele agora é um X-men e não um assassino. Morrendo, Magneto usa essa distração como vantagem.

Sei… como se isso fosse suficiente para matar o Wolverine… mas espera! Essa história está situada nos primeiros anos da década de oitenta! Não? Então beleza! O cara não era tão overpower. Então Wolverine começa a morrer e diz para Jean o quanto ele se arrepende que as coisas tenham acontecido dessa forma. Após Wolverine morrer, Xavier diz para todos: “Wolverine apareceu entre nós como um inimigo, mas morreu como um X-man! Esse é o melhor epitáfio que ele poderia ter!”. Essa frase não poderia ser mais exagerada e dramática, mesmo que ele a gritasse.

Se a gente der uma olhada no Wolverine do universo Ultimate, dá pra imaginar que essa deve ser a edição favorita de Mark Millar. Mas querem saber? É uma melhor maneira de introduzir o personagem na equipe do que aquela história horrorosa da Ilha Krakoa. O melhor nisso tudo é que apesar do Wolverine se redimir no final – tá, só porque ele queria papar a mulher do ciclope – pelo menos ele fez isso da forma bronca que sempre faria. O Homem de Gelo salvou a vida dele, mas ele não estava nem aí para isso, mesmo nos seus últimos momentos. Ele só ficou “putinho” porque o Magneto atacou a Garota Marvel. E a morte do Hulk… apesar de ser o início dos eventos que culminaram nisso tudo, não tem nada a ver com o resto da história.

Que maneira tosca de morrer, e no fim, o Wolverine não comeu ninguém.

Quadrinhos que me fizeram feliz: parte 7 aqui.

Primeira aparição de Wolverine

Quadrinhos que me fizeram feliz: “O que aconteceria se Conan, o bárbaro andasse por nosso mundo hoje?

por Venerável Victor  ”Cala a boca, Bárbara!”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz: parte 7

parte 6 aqui

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos prestigiar um conto da vida do mestre Roy Thomas, estrelado pelo bárbaro cimério mais famoso de todos os tempos, ainda na fase em que era editado pela Marvel (Hoje seus direitos são da Dark Horse)

O que aconteceria se Conan, o bárbaro andasse por nosso mundo hoje?

escrito por Roy Thomas, Sal Buscena desenhos e arte final de Ernie Chan

O contexto até aqui: Em uma de suas inúmeras aventuras, Conan o bárbaro conheceu uma mulher chamada Alhambra. Ela deixa o guerreiro bêbado e o captura para seu mestre Shamash Shum-Ukin. Ele é um cara de outra era, que tem um poço mágico que permite viagens no tempo. Ele tenta sacrificar Conan e a vadia da Alhambra para ganhar mais poder, mas os dois conseguem escapar, Nessa história, a corda que Conan usa para pular por cima do poço, arrebenta e ele cai profundamente… emergindo nas ruas de Nova York.

Conan se materializa nos tempos atuais juntamente com uma tempestade de raios violenta que logo em seguida destrói várias linhas de energia e geradores elétricos, provocando um black-out generalizado na cidade. Isso é apenas um aperitivo para o perigo que é um malvadão seminu andando perdido pelas ruas à noite.

O bárbaro não consegue entender uma única palavra dita ali, mas compreendem coisas normalmente como ameaças imediatas. Primeiro ele coloca para correr alguns punks que tentam se meter com ele. Depois ele joga uma velha mal educada dentro de uma lata de lixo (a mocréia mereceu) pensando que ela era uma bruxa. Um policial atira para cima como aviso para ele se render e ele foge, acreditando que aquilo é mágica. Até mesmo temos uma aparição relâmpago de Peter Parker aqui, mas nada significativo. Uma vez fugindo da polícia, ele esbarra com um táxi… o que ele acredita ser alguma espécie de monstro.

Aí conhecemos Danette, a taxista em questão, ou melhor, conhecemos e nos despedimos de Dannette, ela sai do taxi gritando desesperada por ter um homem seminu com uma espada apontada para ela, ele começa a falar sem dar tempo para respirar, perguntando se ele é alguma espécie de estrangeiro com imunidade ou o quê. Ao ouvir as sirenes da polícia e por não querer ser multada, afinal estava com a licença de trabalho atrasada, ele consegue colocar Conan no banco traseiro do carro, mente para os policiais, dizendo que Conan foi por uma determinada direção e vai embora dali com Conan. (o bárbaro seminu, lembram?…safadinha)

Danette continua falando pelos cotovelos enquanto dirige de volta pra casa. Conan sente que apesar dela parecer amigável – apesar de um pouco louca – existe uma grande chance de ele ser enganado de novo. Danette leva Conan para o seu apartamento. Que fica em cima de uma loja de móveis fechada. Ela continua falando sem parar e logo nós descobrimos a razão dela estar sendo tão legal com Conan e porque ela fala o tempo todo sem parar. O fato dela não conseguir se comunicar realmente com ele faz com que ela acabe chorando e Conan finalmente entende.

Participação relâmpago de Peter Parker

“Você está sozinha aqui, nesse louco, monstruoso mundo, sem um homem para protegê-la, mas  você foi generosa comigo… eu acho que irei protegê-la se é isso que você realmente quer”

Eles se beijam por um momento, mas as luzes apagam. O blackout alcança o bairro onde estão. Conan olha pela janela e só consegue ver os “olhos brilhantes dos dragões de metal” passando pelas ruas. Danette senta em seu sofá, lembrando do grande blackout de 1965 e de que agora não está mais tão assustada como esteve no passado. Conan consegue entender em sua voz o quanto ela é solitária e decide “chegar chegando” na moça indefesa. Os dois finalmente se apresentam um para outra através de um pouco de ação adulta no sofá. Apesar de que o bárbaro não consegue de forma alguma dizer a palavra Danette.

No meio da noite, os dois são acordados pelo barulho de uma confusão na rua. Algumas pessoas estão roubando a loja de móveis embaixo do apartamento e Conan pensa que a loja pertence à Danette. Ele pula para a rua e finalmente chuta muitas e muitas bundas.

Ele arremessa os criminosos como se fossem bonecos de pano, incluindo um momento em que uns moleques drogados conseguem roubar sua espada, aqui nós temos uma referência visual do filme Star Wars e logo em seguida eles tem a cara amassada com socos com tanta força que vemos vários dentes voando. Ao virar um carro de cabeça pra baixo, Conan deixa a mensagem de que todos deveriam sair dali o quanto antes.

No apartamento novamente, Danette abre alguns livros e mapas no esperança de que Conan possa apontar nas imagens de onde ele veio. Ela mostra uma imagem com a foto do Museu de Arte Guggenheim e pelo ponto de vista de Conan, a foto de cabeça pra baixo, lembra exatamente a cidadela do feiticeiro Shamash Shum-Ukin. Acreditando que Conan provavelmente tem alguma idéia do que está falando, ela o leva em seu taxi até o museu. Curiosamente, está é a mesma noite de blackout que cinco criminosos decidiram roubar o mesmo museu.

Conan e Danette encontram um guarda morto. Eles investigam, apesar de que Conan não consegue entender por que algum ladrão diabos ia querer aquele tipo de arte.  Eles encontram os criminosos e após um quebra-pau, um deles consegue atirar no braço do bárbaro. Danette tenta fugir dali, gritando para Conan que ele não vai conseguir vencer essa luta e logo em seguida é atingida por um tiro.

É… isso faz com que Conan fique muito…puto.

Apesar de estar armado apenas com uma espada, ele ainda enfrenta a gangue por ter machucado sua garota com suas armas de “fogo mágico”. Dois deles são arremessados pela janela, outra ganha a espada todinha enfiada na sua barriga, que o estaca numa pintura. Outro tem seu crânio esmagado por uma escultura. O último é cortado ao meio após tentar atira em Conan de novo. O Bárbaro corre até Danette e descobre que ela continua viva.

Conan escuta novamente trovões e sente que deve voltar para o telhado, os dois tem aqui um breve tempinho para se entenderem e tirar um atraso de leve, com momentos de ternura ciméria. Danette dá para Conan seu boné e Conan lhe presenteia com sua pulseira. A polícia finalmente aparece na entrada do museu e Conan corre para o telhado. Uma vez lá, ele empunha sua espada para o alto e um raio ao atingir a lâmina – ao invés de fazer churrasquinho de cabeludo – envia o bárbaro de volta para o passado.

Quando um policial pergunta para Danette onde Conan está, tudo o que ela fala é, “Apenas…um cara. Ele não é daqui…”

Conan reaparece na cidadela em seu tempo e corre para o deserto. Normalmente, Conan deveria ter acreditado que essa aventura nada mais foi que uma alucinação, mas o chapéu azul que ele trás em sua mão faz com que ele saiba da verdade.

Eu sei que esse não é de longe a melhor história da série “O que aconteceria se…” , mas é uma aventura divertida. Também não é um roteiro com grandes encontros entre heróis de realidades diferentes ou transformações definitivas no planeta, mas o personagem o tempo todo foi retratado  com perfeição, apesar de todo o conceito da história ser fraco, o lance do relâmpago no fim da edição e ele sentir que esse seria seu passaporte de volta para casa fazer pouco sentido – apesar de que o bárbaro está acostumado a ver mágica e feitiços o tempo todo -, eu gostei de como foi retratado a relação entre ele e Danette. De qualquer forma, eu sou um fã de romances onde a barreira é a diferença de línguas e os amantes mostram que existem outras formas de se comunicar com exatidão.

De qualquer forma o grande problema é o final, eu gostaria mesmo de ver o que aconteceria se ele tivesse ficado mais tempo aqui no nosso presente e se envolvido de fato com alguns dos nossos heróis Marvel… mas isso nós vamos ver semana que vem no: “O que aconteceria se Conan ficasse preso no século XX ?”

Quadrinhos que me fizeram feliz – “O que aconteceria se J. Jonah Jameson adotasse o Homem-Aranha ?

por Venerável Victor “Homem-Macaco” Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:  parte 6

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos prestigiar um conto da vida do Homem-Aranha o nosso amigão da vizinhança, com um final inusitado.

O que aconteceria se J. Jonah Jameson adotasse o Homem-Aranha?

Segundo Volume  #82

escrito por: W. Messner-Loebs    desenhado por: Anthony Williams

O contexto passado: Durante uma das primeiras aventuras do Homem-Aranha. Peter Parker levou sua tia May para ver o lançamento do astronauta John Jameson para o espaço. O atentado do Camaleão ao lançamento do foguete acabou com o Homem-Aranha salvando o dia. Mas sendo apontado como a verdadeira ameaça para variar um pouquinho. Aqui nessa realidade, o Camaleão consegue criar um caos muito maior que na versão anterior mas o resultado é uma grande explosão, que o mata claro, assim como uma infinidade de espectadores. Peter procura pela tia May e a encontra morta entre os destroços. Seus gritos de desespero se alinham com os de J. Jonah Jameson, que acabou de perder seu filho famoso. Como tudo acaba ali? Jonah confortando o jovem Parker, afinal eles estavam no mesmo “barco”.

Jameson adota Peter e um acaba ajudando o outro com sua dor. Parker fica um pouco relutante por ser adotado no início, mas logo depois, após ser matriculado em uma escola com mais prestígio acadêmico, começa a sentir=se mais a vontade. Mas existe apenas um problema com esse novo pai adotivo

Peter entende que apesar de não ter mais que se preocupar com lutar pelo pão de cada dia , ele não pode mais gastar seu tempo livre sendo o Homem-Aranha. Para começar, a mansão em que Jonah vive é no meio do nada e assim fica muito difícil ele conseguir sair vestido de Aranha. Segundo, ele não está mais tão certo se deve ou não fazer isso. Afinal ele falhou com ambos, seu tio e agora sua tia. Terceiro – e essa é a grande chave – sua própria culpa e falta de fé acabou causando falhas nos seus poderes. Sim, EXATAMENTE como no filme recente. EntÃo, daqui por diante, não existe mais o Homem-Aranha.

Jonah dá para Peter um emprego de editor assistente em um novo e secundário jornal que ele está lançando no mercado, agora trabalhando lado a lado com Betty Brand e o editor Frederick Foswell. Agora Peter é capaz de ver o cenário dos dois jornais de uma forma bem abrangente mas vê dois grandes problemas aqui. Um que Betty não está recebendo o que merece pelo trabalho que faz. Dois que Foswell é o melhor reporter de Jonah mas é o tempo todo tratado como lixo. Peter não tem a mínima idéia, mas Foswell está pensando seriamente em trabalhar para a máfia (como na continuidade regular da Marvel) mas com o jovem conseguindo convencer seu pai adotivo a valorizar as carreiras de seus dois amigos, Foswell joga fora o cartão com o número do mafioso

Jonah deixa o escritório, para variar gritando como o Homem –Aranha é muito pior que o Abutre.Peter pergunta para os seus dois colegas como Jonah pode dizer uma coisa dessas se o Abutre  é um assassino. Foswell explica para ele um pouco do passado de Jonah como repórter. Ele costumava ir fundo nas matérias que investigava, descortinando vários podres da sociedade. Na maioria das vezes, esses “podres” vestiam máscaras, assim como a Ku Klux Klan.  Jonah adquiriu aversão à idéia de máscaras. O que explicaria seu ódio por  indivíduos  como o Homem-Aranha.

Nessa mesma noite. Peter pensa seriamente sobre seu tempo como Homem-Aranha e como ele não consegue mais fazer isso. Logo em seguida ele ouve berros e gritos vindo do escritório de Jonah. Ele chega na porta e vê seu pai adotivo bêbado e chorando pela morte de seu filho, se culpando por ela. Peter tenta acalmar o corôa, mas Jonah só quer ficar sozinho. De alguma forma, ver Jameson se sentindo tão culpado, desperta algo em Peter e ele recupera sua fé em suas capacidades.

Peter decide que vai usar o Homem-Aranha para dar à Jonah algumas manchetes especiais. Ele procura e derrota o Abutre, tira algumas fotos e mostra para Jameson explicando que ele tem um acordo com o Homem-Aranha pela exclusividade das imagens. Isso faz com que Jonah não fique nada feliz e ache que Peter precisa ser protegido. Ele vai muito além nesse pensamento, primeiro ele contrata Flash Thompson como guarda costas do jovem. Depois ele paga o Dr. Smythe para que ele construa um robô para caçar e acabar com o Homem-Aranha, para logo em seguida mandar desligar a máquina uma vez que ela ataca Peter. Finalmente, um dos funcionários do laboratório do Dr, Smythe constrói uma armadura, que se assemelha a um escorpião que poderá fazer o serviço.

Os restos mortais do infeliz do Camaleão são encontrados no lugar do desastre com o foguete, livrando o Homem-Aranha das acusações, ele deixa de ser culpado aos olhos de todos, menos de Jonah. Peter continua agora ainda mais sendo o aracnídeo e usa o seu jornal para combater a campanha anti-aranha de Jonah. No entanto Jameson não fica zangado com isso, pois entende tudo como uma rentável estratégia de marketing. Tudo vai indo muito bem até que o Clarim lança essa manchete:

 “Clarim Diário oferece um milhão de dólares pela identidade do Homem-Aranha!”

O teioso entra escondido no laboratório  de Smythe e sabota a armadura caça-aranha, assim que Jonah chega no dia seguinte para a demonstração, o Homem-Aranha aparece e desafia o invento e humilha a o cientista. Quando ele se vai, Jonah ordena que a armadura de Escorpião seja usada então.. Flash tompson ouve isso e fica com medo, afinal para ele o Homem-Aranha é muito legal e se Jonah conseguir colocar alguém que odeie muito o aracnídeo nesse uniforme cibernético, ele poderá eventualmente ser realmente morto. Então Flash toma o soro do escorpião de uma só vez, assumindo o fardo.

Logo em seguida Peter ouve uma grande barulho e volta para o laboratório para ver um grande buraco na parede externa.

“Minha Nossa Senhora…Jonah! O que aconteceu aqui?”

“O jovem Thompson…ele bebeu o soro, ele enlouqueceu! Eu nunca vi ninguém tão forte em toda a minha vida!”

“Seu velho idiota! Ele vai ter que morrer por causa dessa estúpida guerra entre nós?”

“Entre nós? Não…”

“Sim! Eu não queria que você soubesse! Eu não queria te desapontar, eu acho…mas nada é mais valioso que a vida do meu amigo!”

“Não…não…isso não é possível…você não pode ser ele!”

Peter nesse momento retira sua máscara e sai através do buraco na parede.

“Parece que eu ganhei o milhão de dólares, não? E eu não vou precisar dele”

O Homem-Aranha procura pela cidade pelo novo Escorpião e o acha uma hora depois. Flash está bastante enlouquecido por causa do soro. Apesar de ele ainda adorar a figura do Homem-Aranha, ver Peter ali, sem máscara não ajuda nada, apenas piora a situação. Para piorar as coisas, Abutre, Homem-Areia e o Dr. Octopus aparecem para receber o prêmio pela cabeça do Homem-Aranha.

Nesse momento surge o “Caça-aranha” com J. Jonah Jameson vestindo a armadura. Pai e filho colocam de lado suas diferenças e começam a limpar o chão do lugar com o traseiro dos quatro vilões. A partir de agora, os dois formam um time. Usando a cobertura do Clarim Diário como seu quartel general. E Peter entende agora que se Johnny Storm pode trabalhar como herói tendo uma identidade pública, ele também pode.

A última página consegue colocar um sorriso no meu rosto – e espero no de vocês também. Essa história foi um lindo conto e totalmente diferente de todas as outras histórias do Aranha em que Jonah e Peter pulam um na garganta do outro. O que eu mais adoro é como a capa dessa edição prepara o leitor para como Jonar Jameson irá reagir à identidade secreta de Peter, para depois nos surpreender ao fim da aventura. Não vou dizer que gostaria de ver mais dessa dupla dinâmica em ação!

O QUE ACONTECERIA SE…a Luta do passado! CONAN X WOLVERINE, Quadrinhos que me fizeram feliz.

por Venerável Victor  ”cala boca Bárbara”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz:   parte 4

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo Imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos revisitar um interessante momento  dos grandes encontros Marvel entre dois dois maiores e mais amados “machos alfas” da Casa das Idéias.

“O que aconteceria se…Wolverine lutasse com Conan o bárbaro!”

Segundo volume #16

Escrita por Glenn Herdling e desenhada por Gary Kwapisz

O contexto passado: Seguindo os acontecimentos da Saga da Fênix Negra, os X-men lutam contra a Guarda Imperial Sh’arr na superfície azul da Lua, em algum momento, Wolverine acaba achando o lar do Vigia, Uatu ordena que Logan vá embora, não sem antes mostrar para ele vários pontos no tempo e espaço (acreditando que dessa forma possa contrariando seu voto de não interferência, salvaguardar o futuro da humanidade) No fim, o Vigia se pergunta o que aconteceria se ele tivesse sido fiel ao seu código e não tivesse permitido que Wolverine continuasse na Lua. É aí que nossa história começa.

Wolverine nessa época, achando que era o Bruce Campbell – ator da série de filmes trash, Uma noite alucinante – , reaparece em um deserto antigo, onde ele logo em seguida salva um vilarejo de um demônio ancestral. Uma das pessoas que ele salva, um feiticeiro de bom coração chamado Karanthes, o informa que procure o rei de sua nação para que receba uma recompensa. Logan não consegue entender uma única palavra do que o homem diz, lógico. Mas ele segue a direção que o ancião lhe apontou.

Conan, o bárbaro está vagando pelo mesmo deserto, chorando suas mágoas pela recente morte de sua namorada pirata. Um feiticeiro chamado Zukala aparece para ele, ele tem muita raiva de Karanthes por esse ter roubado seu lugar como oráculo do rei e quer que Conan o ajude a dar um fim nele. Como retorno, Zukala irá trazer sua namorada de volta à vida. Obviamente Conan não se interessa nem um pouco pelo que um feiticeiro aprontou para o outro, então ele concorda com os termos.

Um sedento Wolverine esbarra com um soldado que saía de um bar, ele empurra o pobre homem para um beco, nocauteia o cara – “Pancada de adamantium na cabeça causa uma tremenda viagem, moço, mas eu não vou ter inveja de não ser você amanhã!”- e rouba suas roupas e dinheiro. Nessa hora a guerreira ruiva Sonja surge no mesmo beco e acusa Wolverine de ser um espião, enquanto Wolverine fica atônito e leva vários segundos para superar a surpresa de quanto e ruiva guerreira relembra Jean Grey, a Fênix. Eles literalmente caem na porrada, mas Sonja não está preparada para o “às na manga de Logan”.

Wolverine desarma suas espadas e a prende com suas garras em volta de seu pescoço. Como parte do código de honra de Sonja, qualquer homem que a derrotar em combate pode se satisfazer sexualmente com seu corpo, então ela faz esse pedido a Logan. Wolverine fica desconfortável com a proposta – viadinho, viadinho! –  e a deixa para trás no beco. Ela ali fica um tanto quanto confusa e insultada com a derrota desonrosa, então ela o segue até o bar. Lá os dois tentam conhecer melhor um ao outro, apesar de que existe a barreira da linguagem ainda presente, então o melhor que eles conseguem é saber o nome um do outro.

Sonja corta o clima de “encontro” ao avistar Conan do lado de fora, ela está muito desconfiada sobre o que o guerreiro cimério está fazendo ali e assim os dois o seguem discretamente.

Eles seguem Conan até o palácio do rei e o vêem tentando raptar o feiticeiro Karanthes, Sonja avisa que esse feiticeiro está sobre sua proteção, Karanthes lança um pó do sono no rosto de Conan, mas o bárbaro se esquiva e o pó atinge Sonja. Wolverine se enfurece e entra na briga, como na batalha anterior, as garras de Logan estraçalham a espada de Conan, mas o bárbaro por sorte no meio da luta acha uma das espadas do feiticeiro, que conseguem suportar as investidas do metal adamantium. A briga é feroz e equiparada até que Conan começa a entender o estilo de luta de Wolverine, o bárbaro engana Logan em um movimento premeditado e acerta seu pescoço com um golpe fatal.

O cimério fica estarrecido, o golpe certeiro que ele desferiu lhe garante que Wolverine está morto, mas sua espada se quebra ao atingir os ossos do pescoço e Logan não fica decapitado como deveria. Ele carrega o corpo inconsciente de Sonja e o feiticeiro Karanthes e parte para o covil de Zukala.

Wolverine, como vocês caros devotos podem imaginar, sara dos ferimentos. O caso é, ele ficou vários minutos sem o sangue levar oxigênio para o seu cérebro, seu corpo sara perfeitamente, embora sua mente, pelo menos por enquanto, está bastante bagunçada e num grito animal, ele parte ao encalço de Conan.

Quando Conan chega ao lar de Zukala, esse lhe conta que precisará sacrificar a ruiva Sonja para poder trazer sua namorada morta à vida. Conan não está nem aí para as implicações morais e coloca a guerreira no altar. Wolverine, já ali observando tudo, mesmo agindo no instinto, consegue entender o que vai acontecer e ataca subitamente Conan, para a surpresa do bárbaro cimério.

Agora que ele está completamente selvagem, Logan tem aquele antigo sorriso medonho de psicopata no seu rosto – estilo Bruce Campbell – , como quando para ele cortar as coisas em pedaços é estar na Disneylândia! A revanche começa e não dura muito, apesar de Conan ter tido a vantagem na luta anterior, agora é  Logan que está com ela, por agir em puro instinto e não possuir mais um estilo de luta que o bárbaro possa antecipar.

Zukala tenta de tudo para acalmar Wolverine, ele usa um feitiço de tradução para que Logan possa se comunicar com as pessoas dessa época e logo em seguida ele consegue mostrar ao baixinho canadense o que está acontecendo com seu grupo, os X-men no seu presente, enquanto ele está preso no passado, dizendo que ele pode enviá-lo de volta no tempo para ajudar seus amigos, mas o portal só ficará aberto por alguns instantes. Wolverine, fora do seu estado mental normal, tenta compreender tudo isso…

Enquanto isso, Conan cauteriza seus ferimentos com fogo, sem ao menos gritar, mostrando que é o primeiro grande MACHO do universo Marvel. Ele chega à conclusão que Wolverine superou a morte porque ele está protegendo a vida da guerreira ruiva Sonja. O que ele agora entende, ser muito mais nobre que os planos egoístas do bárbaro. Conan enfim decide fazer a coisa certa e tenta fugir dali com o corpo adormecido de Sonja em seus ombros. Zakula conjura um demônio chamado Jagga-Nota, que nada mais é que um minotauro verde de 6 metros de altura (aqui temos vários pontos para originalidade…). Conan luta com a fera apenas com uma mão e não consegue se dar muito bem.

Wolverine está confuso. O lado animal dele vê Conan sequestrando novamente Jean Grey na forma de Sonja, enquanto seu lado humano consegue identificar o cimério heroicamente tentando proteger sua vida. Ele faz sua escolha e rouba o cajado de feiticeiro Karanthes, ali deixado de lado e de alguma bizarra forma, sabe muito bem como usá-lo. O demônio é mandado de volta para sua dimensão, não sem antes arremessar Conan pelo portal do tempo que deveria ser usado por Logan, com esse se fechando logo em seguida. Zukala promete a Wolverine que tentará criar outro portal para ele outro dia, mas antes que consiga terminar seu discurso é decapitado por um Logan selvagem.

O lugar desaba (novamente muito original) e Wolverine, Sonja e Karanthes conseguem escapar. Logan finalmente consegue se acalmar e agora ele é capaz de se comunicar verbalmente com Sonja, mas os dois preferem a comunicação boca com boca. Não dá pra ter nenhum argumento após isso. Os dois cavalgam juntos então e seu relacionamento se torna legendário, ao ponto que eles um dia reinam naquela região como rei e rainha.

Mas que final feliz… espera. Se eles estão lá no passado, então onde está….

Conan o bárbaro se vê no presente, no meio da batalha pela Fênix Negra. Ele mata um guerreiro Skrull e um Kree antes de encontrar os X-men tentando manter a fênix sobre controle. Para o cimério, eles todos não passam de demônios torturando o que para ele parece ser a ruiva Sonja. Ele mata o guerreiro azulado com aparência de ciclope e acaba com a única pessoa que mantém o lado humano de Jean Grey vivo dentro da entidade cósmica. A Fênix agora descontrolada explode em chamas e o universo inteiro é consumido. As últimas palavras de Conan nesse momento são:

“CROM !”

 Vocês todos tem que admitir o mérito de Conan. Frank Castle, o Justiceiro, em um outro “O que aconteceria se” apenas matou todos os super heróis da Terra. Conan por sua vez conseguiu realmente matar todo o universo Marvel! O Fim foi desnecessário, mas em todo caso, uma forma digna de acabar uma sólida história. Conan versus Wolverine é realmente um clássico em grandes encontros de heróis ou anti-heróis. Não só porque a luta foi feita em outra época, mas principalmente porque fugiu do clichê dos mocinhos interromperem o embate em algum momento e realizarem que não são inimigos de verdade. E nós tivemos um definitivo vencedor dessa vez.

O lado fraco da edição é que em nenhum momento tivemos o prazer de ver Wolverine dizer sua frase característica agora influenciada pela famosa outra frase de Conan, “eu sou o melhor no que faço. E o que faço melhor é Matar meus inimigos, esmagar seus crânios e ouvir suas viúvas chorarem”.

Quadrinhos que me fizeram feliz PARTE 3 aqui

Caros Devotos, ainda temos 19 dias para fazer esse ano valer a pena! Amem muito, se aventurem por diversos mundos, mas não esqueçam nunca que as maiores contribuições  das histórias em quadrinhos nas  nossas vidas está no valor da amizade e lealdade e isso, isso não tem preço!