EU, VAMPIRO # 7 – O Livro da Luz e das Trevas

Por Rodrigo Garrit

Resenhando “Eu, Vampiro” # 7  de Joshua Hale Fialkov (roteiros) e Andrea Sorrentino (desenhos).

Série criada por J.M. DeMatteis e Tom Sutton

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS

Muito se especula sobre a verdadeira história do Mito dos Vampiros. Cada autor nos joga nova luz (ou sombra?) sobre as origens das criaturas devoradoras de sangue humano. As teorias vão desde a doenças relacionadas alta sensibilidade à luz solar até alienígenas mutantes do futuro. Mas a verdade é que durante séculos essas histórias vem sendo contadas das mais diversas formas, e continuam causando o mesmo efeito hipnótico e fascinante nas pessoas, além de angariar uma legião de fãs apaixonados. Alguns preconceitos idiotas foram difundidos, como o que diz que jogadores de RPG fazem parte de seitas satânicas e/ou vampíricas. Embora algumas “tribos” escolham viver um estilo de vida alternativo, usando muito preto e maquiagem pesada, isso não faz deles criaturas da noite… ou talvez faça, mas não de uma forma ruim. Monstros existem. Assassinos, estupradores, ladrões. Eles estão em toda a parte, em todas as classes, em todas as tribos. Mas julgar alguém pelo jeito que se veste, pela música que ouve ou por tatuagens e piercings em seu corpo é um grave sinal de falta de inteligência.

Eu era um grande fã da série Buffy, a Caça Vampiros. Adorava aquelas tramas interligadas em que eles tinham um “Big Bad” (como eram chamados todos os vilões importantes), e a luta desesperada para evitar o fim da cidade de Sunnydale… o fim do mundo… ou o apocalipse. Ah, os mocinhos venciam no final sim… claro… mas nem todos saiam vivos. E nem sempre as consequências eram fáceis de se lidar. Se você também curtia essa série criada por Joss Whedon, vai adorar também essa edição de “I, Vampire”.

O primeiro vampiro ressurgiu… Cain, um mal antigo e praticamente invencível, que só podia ser contido enquanto um velho encanto o aprisionasse nas profundezas, desde que um vampiro com alma vagasse pelo mundo. Andrew Bennet era o único vampiro que conseguia manter sua humanidade e usar suas habilidades para preservar as pessoas do mal, em vez de desfiá-las em pedaços pequenos e chupar o tutano de seus ossos. Durante sua longa trajetória, Andrew conviveu lado a lado com o Santo e o Demônio que havia em si, mas não apenas em sua consciência… ele de fato poderia ser a encarnação do mal e deixar sua história ser escrita à sangue… mas preferiu combater a fera interior e fazer sua própria história, independente do quanto fosse mais fácil ser um monstro. Esse ato de generosidade, desprendimento e altruísmo, foi a chave que manteve Cain aprisionado e adormecido.  Mas quando Andrew foi morto, a primeira trombeta do apocalipse foi soada.

Mary, a rainha do sangue e ex-amante amargurada de Andrew,  estava prestes tomar a cidade de Gotham com seu exército de vampiros quando Cain despertou, fazendo seus planos irem por água a baixo. E ela não ficou exatamente feliz por ter “concorrência”.

Agora os amigos de Andrew (inclusive Tig, a caçadora que o matou) se veem cercados por uma horda de vampiros enfurecida, contando com a ajuda de um impotente Batman e da Liga da Justiça Sombria, que por sinal está cada vez mais fraca, uma vez que Cain está absorvendo toda a magia do mundo e distribuindo-a para seus servos, tornando-os “super-vampiros”, imunes aos métodos normais de extermínio.

Andrew, por outro lado, apesar de “morto”, encontra-se em “lugar nenhum”, um imenso vazio, nem Céu nem inferno, onde uma voz misteriosa o culpa por toda a desgraça que ocorre na Terra, e revela a verdadeira natureza de Cain.

O Livro da Luz e das Trevas é real. Ele é o livro humano, escrito todos os dias, em todos os lugares. Cada olhar de indiferença acrescenta mais um parágrafo. Cada julgamento, um novo capítulo.

Luz e trevas caminham juntas, desde que o mundo é mundo, e é assim que deve ser. Mas podemos escolher qual delas traremos dentro de nós… e qual delas compartilharemos com os outros.

Ignorância, intolerância e menosprezo. Generosidade, desprendimento e altruísmo.

Quais são as palavras que constam no livro da SUA história?

Primeiro esboço de Andrew Bennet em sua versão pós reboot.

Resenhas anteriores? Prepare o alho, estaca, crucifixos… e clique aqui!  

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VIRGEM AMERICANO: Relaxa e goza…

Introduzido por Garrit

Bem vindos ao Santuário, Devassos… digo, Devotos…! Ou não-devotos, caso estejam caindo aqui pela primeira vez. Se for o caso, já fiquem sabendo de pronto que este site não é jornalístico e que aqui nós colocamos muito de nossas opiniões pessoais em nossas matérias… porque é pra ser desse jeito mesmo. Este é o Santuário, um templo nerd feito por fãs de quadrinhos e da cultura pop em geral. Estamos ampliando as instalações do templo aos poucos… tijolo por tijolo vamos crescendo, derrubando paredes e velhos preconceitos.

O assunto da vez é Virgem Americano, ótima série da Vertigo que estreou já tem um tempinho mas que sempre me pareceu não ter a repercussão que merecia. Mas acho que posso entender isso. Quando li Virgem Americano pela primeira vez, gostei bastante da história, e a curiosidade que me levou a começar a ler foi justamente como esse tema seria abordado. Sim, eu tive esperança de encontrar alguma pornografia… esperem, já dei o alerta? Putz, foi mal gente…

ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILER.

Pronto, agora a gente pode continuar. Bem, como eu estava dizendo, trata-se de uma história muito bem escrita e melhor, muito bem conduzida por Steve T. Seagle, que francamente, nunca tinha me impressionado muito com nenhum de seus trabalhos anteriores. Não estou dizendo que ele seja um mau escritor, estou dizendo apenas o que eu já disse.

Pois bem, o fato é que Virgem Americano, apesar de ter me impressionado (não do tipo “Uau! Mudou minha vida”, mas sim do tipo “Putz, até que essa ideia funcionou”) eu não tive nenhuma intenção de resenhar o gibi para o Santuário.

Ah sim, deixem eu explicar. Desde que adentrei esse templo onírico de pura ralação diversão, basicamente 11 entre 10 coisas que vejo/leio/ouço entram para o meu JUSTO JULGAMENTO, que é como eu chamo o critério que criei para decidir se determinada coisa merece ou não fulgurar nos salões do Santuário. Sabem como é, o chão daqui é tão limpinho… não custa escolher com cuidado quem a gente vai colocar aqui dentro para alegria de nossos queridos devotos e visitantes.  E claro, também PARA NOOOOOOSSA ALEGRIAAAA…!

Então, simples assim, Virgem Americano não passou pelo crivo do meu JUSTO JULGAMENTO, não por ser uma história ruim como expliquei acima, mas pelo fato de que para mim, não havia uma forma interessante de falar sobre ela. Não havia um “start” por assim dizer.

(Quem pensou que eu ia fazer uma piadinha com o Restart não vai ganhar de brinde uma linda calça comprida cor de abóbora quando foge).

Então o tempo passou, o vento ventou e minhas sinapses deram curto. E, não me perguntem porque, mas eu estava tomando banho, e de repente lembrei de “Y, o último homem” de Brian K. Vaughan. E, com a cabeça branca de shampoo eu assenti para mim mesmo que essa série era boa pra caramba… e eu tava lendo! Coisa de nerd… mas isso acontece com vocês também não? Quer dizer, isso é super normal e tudo, certo? Ok, deixem pra lá.  O grande lance foi que, ao pensar em “Y, o último homem”, me ocorreu que sendo o último homem, ele tinha um planeta inteiro de mulheres com quem poderia transar. Uma enorme abundância de mulheres… claro, quem lê a série sabe que as coisas não são exatamente um paraíso pornô para Yorick, o protagonista de “Y”, mas de fato me chamou a atenção o fato de que o personagem de Virgem Americano escolheu ser virgem… tem essa convicção firme em sua mente… então… e se fosse ele o último homem? Ainda seria um planeta repleto de mulheres, mas ele permaneceria casto, e talvez num futuro distante, se casaria, e teria uma única esposa para o resto da vida. Em “Y, o último homem”, Yorick é apaixonado pela sua noiva, Beth, mas já deu suas escorregadelas e ficou com outras meninas… já em “V de Virgem”, a parada ia acabar ficando no zero a zero mesmo.

Então, sagaz devoto,  você me pergunta: “Por que raios você não resenha ‘Y’ logo de uma vez”? Ora, por muitos e bons motivos… mas o principal deles é preguiça esperar que a obra de Brian K. Vaughan seja poeticamente resenhada pelo seu primo, o Venerável Victor Vaughan (acham que é a toa que o Yorick tem um macaco? Isso é de família…).

Em Virgem Americano, acompanhamos a história de Adam Chamber, um jovem de 21 anos de idade, convicto de que ouviu de Deus que deveria guardar sua virgindade para o momento certo, o que seria para depois do casamento com sua namoradinha de infância, Cassandra, que não pôde comparecer à sua palestra porque está no Canadá numa missão de paz na África. Enquanto isso, o jovem Adam nem ao menos se masturba! (Tem algum médico presente? Alguém pode confirmar se isso é fisicamente possível)?

Adam viaja pelo país promovendo palestras religiosas onde fala de modo descontraído sobre sua virgindade e de como a pureza pode ser o caminho da salvação. Ele também apresenta um programa religioso na tevê e tem um enorme carisma, convencendo de fato vários adolescentes a assinar o seu “juramento de virgindade”. Mas é claro que as coisas nunca são tão boas quanto parecem… o sucesso parece sempre vir acompanhado de inveja alheia e pessoas dispostas a tudo para derrubá-lo. Além disso, existe aquela velha questão: O quanto as suas decisões e suas escolhas de conduta podem inflamar as reações mais adversas nas pessoas? Ser gay, negro, judeu, ateu, vegetariano, escrever para um site de quadrinhos ou virgem… não importa… as pessoas vão te julgar, caro devoto…

Essa primeira edição serve mais como apresentação dos personagens, como deve ser, (destaque para os irmãos de Adam, Kyle, o maconheiro e  Cyndi, a “moderninha”) mas não deixa de ter sua dose de emoções. O que inclui um sequestro armado envolvendo uma prostituta numa tentativa de estupro e terrorismo internacional. E uma tentativa de masturbação.

Steven T. Seagle conseguiu prender minha atenção e me envolver de modo a querer continuar lendo. E isso sem usar pornografia de verdade. O cara é bom.  A arte de Becky Cloonan é simples e agradável aos olhos… combina com o clima da série. Agora, as capas de Frank Quilety… são um ORGASMO!

Virgem Americano foi publicado pela Vertigo entre 2006 e 2008 e teve 23 números. A série terminou conforme planejada por Steve T. Seagle, embora ele tenha dito que as baixas vendas já no período final não sustentariam a continuidade da mesma. Ele a definiu como uma história fora do contexto comum, e que algo assim ainda não tem muito espaço nas grandes comic shops.

Seria muito interessante se esse material fosse publicado no Brasil… a Panini tem feito um ótimo trabalho com a Vertigo, e esse título só viria a somar.

Então… para a resenha do segundo número da série… bom, vamos fazer um trato? Só vai ter resenha do próximo número se pelo menos 15 pessoas diferentes comentarem esse artigo aqui no site. O quê? Não gente, não é chantagem…! Não, também não é uma forma desesperada de aumentar os acessos…  até porque nós temos sido prestigiados por vocês de forma muito empolgante… mas nem todo mundo que acessa comenta, então seria só pra gente conversar melhor, trocar ideias… !

E aí? Alguém se convenceu?

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PARA O HOMEM QUE TEM TUDO – Quem tem amigos, tem tudo?

Por Venerável Victor  ”o homem que tem todos os macacos”  Vaughan

Hoje vamos a fundo de uma história sem spoilers, novidades ou crises globais. O argumento básico  é conhecido, e nem por isso menos surpreendente e cativante: Super-Homem, o último filho de Kripton, mimguém menos que o onipotente Kal-El, recebe um… presente de aniversário! Que por sinal é um parasita mental, que suga o ser do hospedeiro enquanto o encarcera numa realidade sugestionada que é tão somente… o maior sonho da pessoa! E qual seria o maior sonho do Super-Homem, o homem que tem tudo? Alan Moore trabalha esse tema de maneira sublime, criando uma emoção ímpar no leitor ao descobrirmos o real sonho do alienígena e depois a raiva do mesmo ao ser obrigado a renunciar a esse sonho.

Super-Homem: Levante-se verme! Você percebe o que fez comigo?

Mongul: Perfeitamente! Eu elaborei uma prisão que você não poderia abandonar sem abrir mão de seu maior desejo. Escapar dela deve ter sido como arrancar o próprio braço…

O “Passado”

Entre 1980 e 1984, Alan Moore se tornou uma presença recorrente nos créditos das revistas em quadrinhos publicadas na Inglaterra, tanto que a divisão britânica da Marvel e outras editoras do país contrataram-no para roteirizar histórias publicadas em suas revistas.

O início da década de 80 é apontado por estudiosos como um período marcado pelo aumento da popularidade dos quadrinhos no Reino Unido. Um público cada vez menos infantil estava consumindo as revistas e Moore era o escritor mais produtivo e conceituado dessa época. Em mais de uma oportunidade seria Dave Gibbons quem desenharia suas histórias, numa parceria que vinha agradando ambos.

Alam Moore & Dave Gibbons

O talento de Gibbons chamou a atenção da DC ainda em 1982, e já naquele ano o lendário Len Wein o contratou para desenhar a revista Green Lantern Corps. No ano seguinte seria a vez de Moore ser contratado por Wein, que buscava um escritor que pudesse assumir a função de roteirista da revista Swamp Thing, que vinha enfrentando baixas vendas. Moore não apenas faria o título voltar a ter bons resultados de vendas, como seria o responsável, ao lado de outros artistas, por reinventar o personagem Monstro do Pântano, introduzindo em suas tramas uma temática até então inédita, tratando de forma experimental questões sociais e ambientais. Moore assumiu a revista em 1984 e seus roteiros logo atraíram a atenção de público e crítica, impulsionando a editora a contratar outros roteiristas europeus, como Grant Morrison, Peter Milligan e Neil Gaiman, para escreverem outras séries de apelo similar que posteriormente marcariam o início do selo Vertigo de quadrinhos adultos.

Publicada originalmente em Superman Annual 11 de 1985, e recentemente aqui em Grandes Clássicos DC, “Para o Homem que tem tudo” é uma das histórias do britânico que, sempre à frente de seu tempo, também esteve à frente do Homem de Aço.

Considerada uma obra-prima e certamente uma das melhores histórias em quadrinhos já publicada (assim como A Piada Mortal), foi magistralmente ilustrada por Dave Gibbons, o mesmo de Watchmen, parceiro recorrente de Moore.

Tanto antes quanto enquanto trabalhava com o Monstro do Pântano, Moore submeteu à editora inúmeras propostas, buscando trabalhar com personagens como o Caçador de Marte e os Desafiadores do Desconhecido , uma das criações de Jack kirby para a DC, mas todas acabavam rejeitadas por já estarem sendo desenvolvidos projetos com outros escritores envolvendo esses personagens. Pouco depois, o editor Julius Schwartz questionou Gibbons sobre a possibilidade de desenhar uma história de Super-Homem. Gibbons declarou-se disponível, mas perguntou a Schwartz quem ele colocaria para roteirizar a história. Quando lhe foi dito que ele poderia escolher quem escreveria , imediatamente apontou Moore, e rapidamente For the Man Who Has Everything começou a ganhar forma.

Essa história faz parte da cronologia pré-Crise nas Infinitas Terras e prova o argumento de Moore de que o problema da DC não era a cronologia zoada e nem o Multi-verso, e sim a falta de criatividade . For the Man Who Has Everything é vista como uma obra representativa na ”Era de Bronze” dos quadrinhos -  entre 1970 a 1986 – por sua abordagem e ineditismo, vindo a ser quase vinte anos após a sua publicação, adaptada pelo também genial escritor J. M. DeMatteis para a série de animação Liga da Justiça Sem Limites.

Participam da história Batman, Robin – aqui o insuportável Jason Todd que substituía Dick Grayson – e a Mulher-Maravilha, todos em suas encarnações pré-crise, ou seja, não espere um Batman sombrio, no entanto esse Batman funciona maravilhosamente, como Dennis O’Neal e Neal Adams tinha mostrado em Contos do Demônio, é um Batman mais detetivesco, como o que Grant Morrison tenta recuperar nos quadrinhos atuais

Repleto de cenas memoráveis, diálogos sublimes, como de praxe nas obras de Alan Moore, além da arte fenomenal de Gibbons, essa é uma leitura obrigatória para qualquer fã de quadrinhos, pois se configura como uma das maiores obras-primas do gênero. E se isso não o convenceu a ler, um último argumento: Moore deve ser o único roteirista a utilizar Jason Todd de maneira inteligente antes da morte do pivete.

O “Presente”

Em 29 de fevereiro, no Círculo Polar Ártico, Batman e Jason Todd, o novo Robin, encontram-se com a Mulher-Maravilha na frente da Fortaleza da Solidão. Batman apresenta Jason a Mulher-Maravilha.  Ao entrarem no local, deparam-se com Super-Homem num estado vegetativo e com uma grande planta alienígena presa ao seu peito, com tentáculos em volta de seu corpo.

Paralelamente, é retratado o que passa no interior da mente de Super-Homem… como “Kal-El”, ele vive feliz em um planeta Krypton que jamais foi destruído. Casado com a ex-atriz Lyra Lellol e pai de duas crianças, Van e Orna. Kal-El trabalha no Instituto de Geologia da cidade. Para seu aniversário, seus entes queridos lhe fazem uma festa surpresa, no qual estão presentes sua prima Kara Zor-El, e quase todos os seus familiares, mas não seu pai, Jor-El. No dia seguinte, Kal vai ao trabalho de seu pai, e o encontra em reunião com Lor-Em, líder de uma seita nomeada “Espada de Rao” e Dax-Ar, major do exército kryptoniano. Jor-El pretende se aproveitar do prestígio dos dois para obter maior poder político. Pai e filho começam a discutir, e enquanto Kal tenta expor que se associar com grupos extremistas pode ser ainda mais prejudicial para a já debilitada carreira de Jor-El, este começa a reclamar da deteriorização dos valores em Krypton, com o aumento do tráfico de drogas e o surgimento de problemas raciais com os imigrantes da Ilha Vathlo. É revelado que Lara, a mãe de Jor-El, havia falecido anos antes e que Jor-El havia sido expulso do Conselho de Ciência de Krypton após sua previsão de que o planeta iria explodir se mostrar uma inverdade.

Na Fortaleza da Solidão, Batman analisa a situação, e presume que o embrulho com o “presente” deve ter chegado pelo Canal de teletransporte, enviado por um dos muitos mundos agradecidos pela ajuda de Super-Homem, que não devia saber dos efeitos da planta. Nesse instante, Mongul surge, e revela-se o responsável pelo envio do presente, cuja nome é “Clemência Negra”. Ele explica que a Clemência atraca-se à sua vítima de forma simbiótica, alimentando-se de sua aura e, em contrapartida, provocando um transe que havia colocando o kryptoniano num estado comatoso, vivendo um sonho extremamente realista e plausível com base em seu “desejo do coração”. Mongul, então, ironiza os três heróis, perguntando para Batman qual deles deveria morrer primeiro: “Sei que sua sociedade faz distinções com base em gênero e idade. Talvez, então, devam me orientar sobre qual de vocês a etiqueta pede que morra primeiro!“. Batman e Mulher-Maravilha se entreolham, e ela avança contra o monstro. Enquanto a Mulher-Maravilha tenta conter o vilão, Batman e Robin buscam uma forma de remover a Clemência de Super-Homem

Em seu sonho, “Kal” vê-se parte de uma sociedade kryptoniana cada vez mais polarizada, vítima de forte agitação política. Enquanto Jor-El tornou-se líder de um movimento reacionário extremista, buscando um retorno ao Krypton “nobre e imaculado” do passado, um grupo rival, contrário à existência da Zona Fantasma - a dimensão paralela que serve de sistema prisional perpétuo para os condenados kryptonianos – agride brutalmente Kara Zor-El e começa a manifestar-se cada vez mais contra “o clã dos El”. O momento em que Batman consegue remover a Clemência do peito de Super-Homem coincide com o instante em que o sonho de “Kal” se dissolve: durante uma visita à cratera de Kandor, um pressentimento lhe faz questionar se seu filho, Van-El, era mesmo real.

A Clemência solta o corpo de Super-Homem, agarrando-se ao de Batman, que começa a viver o seu “desejo do coração”: Quando criança, ao invés de ver seus pais serem assassinatos na sua frente durante um assalto, o jovem Bruce Wayne apenas presencia seu pai desarmar o assaltante, e a partir daí passa a viver uma vida relativamente normal, chegando a se casar e ter uma filha. Clark pergunta para Robin quem foi o responsável pelo ataque. Enfurecido ao saber quem havia enviado o “presente”, ele voa através da Fortaleza, avançando contra o vilão enquanto Jason usa o equipamento esquecido por Mongul para retirar de Batman a Clemência que o controlava.

Super-Homem esmurra o rival buscando vingar-se pelo que havia passado, numa emblemática sequência. Conforme os dois trocam ataques tão fortes que interferem em sismógrafos, Mongul detalha a perversidade de seu plano. O combate entre os dois persiste, destruindo largas porções da Fortaleza da Solidão, mas como ambos são virtualmente indestrutíveis, o embate se torna frustrante para os dois.

Por um segundo, Super-Homem fraqueja, ao lembrar de Krypton e nesse instante Mongul tenta matá-lo, mas é então surpreendido por Robin, que solta sobre o corpo do vilão a Clemência Negra.

Enquanto Mongul, dominado pela planta, começa a viver o seu sonho de conquistar o universo, Super-Homem joga-o num buraco negro e Batman e Mulher-Maravilha enfim entregam seus presentes.

O presente de Batman – uma rosa produzida em laboratório chamada “Krypton” – havia sido destruído durante o combate, e o da Mulher-Maravilha – uma réplica da cidade miniaturizada de Kandor, feita pelas “projetistas de joias” da Ilha Paraíso para lembrar Super-Homem da verdadeira, que havia sido ampliada e enviada para outra dimensão nessa época da cronologia . No entanto era algo que Clark Kent já tinha. Sem que ninguém perceba, ele, fazendo uso de sua super-velocidade, esconde a réplica que já possuía e gentilmente agradece o presente, afirmando ser aquilo “o que sempre quis”. O “homem que tem tudo”, então, abraça seus amigos e diz: “Alguém prepara café enquanto eu dou um jeito na casa?

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Ele e a união dos seus poderes

Por Rodrigo Broilo

 

Ele estava viajando pela internet. Sabe aqueles dias em que você entra no YouTube e um vídeo vai puxando outro? Foi assim com ele…

Foi semana passada, nisso de pular de vídeo em vídeo que ele relembrou um desenho da sua adolescência: Monster Rancher. Quase ninguém lembra ou conhece, por isso ele gostava tanto. Ele gostava de ser diferente, Do Contra.

Ele lembrou o quanto ficava fascinado com a ideia de cinco seres tão diferentes se unirem em um só. A ideia de inexistir dentro de algo maior, mais forte, invulnerável, era para ele um bálsamo. Um delírio. Um desejo.

A malandragem de Hare, a revolta e sagacidade de Tigre, a força de Golem, a desconfiança de Suezo e a amabilidade de Mochi. Tudo junto pra formar um ser superior, a entidade Fênix, a única capaz de combater o mal daquele mundo mítico.

Então ele começou a lembrar da união dos poderes para formar o Capitão Planeta. Da união de zords para formar um Poderoso Megazord. Ou do recente Capitão Marvel, no evento Flashpoint, onde vários jovenzinhos se uniam para formar um poderoso super herói.

Ele sempre quis algo assim. Se conectar com alguém, ou alguéns, para se sentir melhor. Para não se sentir. Pensou, esse seria o seu Santuário. Ele até fez uma série de amigos, mas eles nunca o completavam.

Tinha descoberto, a pouco, em terapia, que quem tem que se completar é ele próprio. Ninguém pode ocupar ou eliminar suas imperfeições. Ele não pode mergulhar em um oceano, esperando ser água.

Então ele fez o caminho inverso. Ao invés de se unir a vários, ele foi se dividindo em seres que unidos, o formavam.

Na primeira noite, ele expeliu de suas entranhas a Mulher Velha: com seu andador, reclamando da vida, da sorte e do destino. Ela tinha a aparência da velha Bruxa do Mar, do Popeye, mas com um toque da personalidade da Hiena, de Hanna-Barbera: Oh azar! E a velha saiu reclamando da dor, da exclusão, da vizinhança e do tempo.

Na segunda noite, ele eliminou de si uma Pequena Fada, que via e pintava o mundo em cores novas. Que deixava tudo alegre, que dançava e fazia tudo ser um sonho, por pura vontade. Alguém que perfumava o mundo de irrealidades cheias de júbilo, onde ela e todos eram felizes sempre, e sempre.

Na terceira noite, ele excretou um Monstrinho Azul gosmento que usava óculos e que tinha uma sede enorme por saber. Saber para discutir, saber para não passar vergonha, saber por saber. E por onde o monstrinho passasse agarrava palavras, soltas ou em conjunto, prosa, poesia e dissertações de até 5 parágrafos. Um sugador egoísta de verborreias.

O quarto ser eliminado dele, foi um gordo Jogador de Xadrez. Um estrategista, um manipulador. Um infame canalha que não se importava em perder cavaleiros, bispos ou rainhas, se o rei alheio fosse derrotado. Uma criatura grotesca que ia fazendo o oponente, ou aliado, sentir que estava vencendo, para ser vencido quando ele quisesse, e assim descartado.

Por fim, sobrara apenas um quinto ser. Um que agora era um pobre e solitário Bebê, querendo colo.

E todas essas criaturas que ele foi deformando, nunca mais se encontraram para ser ele novamente. Ele se descontruiu. Mas quem sabe um dia, um mal absurdo não os juntará novamente, para que ele possa ver seu reflexo novamente e voltar a se reconhecer?

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Wolverine e os X-men #10 & Demon Knights #9 “Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito”

Por Venerável Victor “eu vejo o mundo por cima do muro” Vaughan

Curte ou não conhece Web Comics? Experimente: Mercenary Crusade

Demon Knights #9  SPOILERS  DEMONÍACOS

Roteiros: Paul Cornell & Arte (?) Diógenes Neves

Arte final e desenhos de: Robson Rocha  &  Oclair Albert

Demon Knights já cumpriu seu compromisso com seu primeiro arco, podemos nos aprofundar e apreciar seu “mundo” um pouco mais. Realmente é prazeroso ver como Paul Cornell tem expandido o universo medieval da DC e nos surpreendido cada vez mais. Por exemplo, a metrópole mágica de Alba Sarum – o tempo todo mencionada desde o primeiro capítulo – foi fundada por duas mulheres, Alba e Sarum, que são apaixonadas uma pela outra, mas não podem casar até que a cidade seja proclamada a “Nova Camelot”. Você espera um monte de coisas quando acompanha uma história de fantasia, mas não lesbianismo aberto, muito interessante. Alguns podem dizer que não combina em nada com a revista, mas desde quando demônios e amazonas combinam entre si?

Alba e Sarum enviam os Cavaleiros Demônios numa nova “aventura”, dessa vez para ressuscitarem Merlin, não será nada fácil, obviamente, especialmente quando Etrigan planeja trair e entregar sua equipe para Lúcifer Morningstar.

Realmente essa é uma das mais impressionantes capas desse mês. A imagem em fundo negro de Merlin no chão, o espetacular visual de Etrigan em sua nova armadura de pé sobre ele e o arco de luz em dos dois é algo de outro mundo. E honestamente Etrigan é um dos dois grandes personagens que funcionam muito bem nessa edição, o outro sendo o Cavaleiro Andante, campeão de Merlin e que aqui descobrimos poder conversar com seu cavalo alado (sim, o equino fala!). E para quem diz que o personagem de Jack Kirby aparece na maioria das capas, mesmo quando não faz sentido ele aparecer o que se pode dizer? Ele é o personagem mais reconhecível do título, ora.

Essa edição é um novo ponto de entrada na série, as primeiras páginas da revista nos brindam com uma análise dos Cavaleiros Demônios por uma nova perspectiva e de alguma forma resume tudo o que aprendemos com cada um deles no primeiro arco de história, nos permitindo descobrir novos detalhes e conclusões sobre eles. E finalmente Al Jabr recebe uma melhor atenção para que o sintamos tão importante no grupo quanto os outros seis, descobrimos que seu nome se trata de um pseudônimo e não o verdadeiro, quem seria ele realmente?  Agora é possível imaginá-los como personagens de igual importância na revista. E por fim Etrigan novamente é o protagonista no enredo, apesar de que agora existe um sentido para isso.

Alguma coisa não parece tão perfeita com a arte de Diógenes Neves nessa edição, especialmente no castelo de Alba Sarum . Madame Xanadu não parece tão bem retratada em seu visual como ele costumava fazer e aparecem aqui e ali ocasionais estranhezas no traço das duas princesas Aba e Sarum. Sem mencionar o Cavaleiro Andante, que fora de sua armadura está totalmente descaracterizado do que nas edições anteriores Neves lindamente o desenhou, principalmente porque sua ambiguidade de gênero, aqui foi arruinada. A razão? Robson Rocha, que praticamente desenhou a maior parte da edição. Seu traço é feio e gera um desconforto tão exagerado, justamente por ser comparado com o artista principal da revista, Diógenes Neves, justamente um dos mais belos traços do mercado…será que Neves está acumulando outros trabalhos e não está conseguindo entregar a revista nos prazos absurdos da nova DC? Será que ele está doente?

A permanência em Alba Sarum é rápida, já é apenas usada para prepará-los para uma nova aventura. Merlin – o poderoso mago – foi assassinado, como visto na edição anterior, causando uma variada gama de reações em todos os personagens, de Xanadu à Etrigan, do Cavaleiro Andante às duas princesas, passando pelos cidadões da cidade que tanto o amavam. Como todos os Cavaleiros Demônios tem diferentes interesses para tentarem reviver o corpo do poderoso feiticeiro – algo que pode ser feito na mítica ilha de Avalon – todos permanecem unidos nessa nova jornada. Nada disso é forçado, eles simplesmente ficam juntos como em uma boa campanha de D&D. Sem dúvida, esse novo arco promete ser interessantíssimo, não faltem à reunião, quando o “Mestre” marcar a nova aventura.

Wolverine and the X-men #10 SPOILERS MUTAVEIS

Roteiros: Jason Aaron – Arte: Chris Bachalo

Arte Final: Tim Townsend, Jamie Mendoza, Al Vey & Victor Olazaba

Wolverine e Ciclope se encontram cara a cara após o recém-conflito em Utopia

Na edição anterior o Capitão América foi até a escola Jean Grey para pedir que Wolverine fique ao lado dos Vingadores, no conflito contra os X-men já que a Força Fênix está vindo em direção a Terra e blá, blá, blá…Wolverine aceita. O Gladiador – novo imperador do Império Shiar – envia seus “Death Commandos” para matar Esperança e qualquer um que esteja protegendo-a. No fim da edição, ele próprio decide vir para a Terra buscar seu filho, matriculado na escola mutante.

Nessa edição, Ciclope vai à escola para conversar com Wolverine na tentativa de que ele mude de lado e se junte a sua equipe de X-men. Aqui vemos um lado mais humano e “desprotegido” de Scott Summers. Logan recusa-se, mas outros membros de seu time concordam apoiar Scott, no final finalmente a tropa de assassinos de elite do Gladiador chega a Terra e essa é a revista…

Ao contrário do “tie-in” com o evento AvsX que foi a edição anterior, onde o crescimento dos personagens da revista foi mais relevante que a ligação dela com o evento em si, esse número tem significativamente mais conexão com a história, fazendo com que sua leitura seja mais necessária. Esse resenhista estava esperando ter alguma ação aqui, mas aí eu iria reclamar que houve pouca interação, portanto digo que Jason Aaron fez um belíssimo trabalho.

Agora é oficial, Chris Bachalo é pior que Romita Jr, pois cada painel que o camarada desenha consegue ser pior que o anterior, ele realmente não adquire nunca com o passar do tempo a habilidade de desenhar corpos com proporções certas e detalhes. Eu entendo que ele “desenvolveu?” um estilo de retratar seus personagens que se assemelha a caricaturas, mas muitas vezes seus rostos são piores que muitas delas, com exceção de Rachel Summers, na página em que ela fala sobre sua experiência em ter controlado a Força Fênix no passado, ela realmente foi retratada lindamente, sorte? Todo o resto é medíocre mas ela por alguma razão ficou além das expectativas. O colorista também não ajuda muito,quando acentua o fator “distração” que o traço de Bachalo causa no desenvolvimento da história, será que os Death Commandos poderiam matar os dois?

Nós realmente temos bons momentos de tensão entre Ciclope e Wolverine, Emma Frost e Kytty Pryde também revivem um pouco de sua antiga rivalidade, fora que é emocionante para os fãs de longa data ver que o Homem de Gelo e o Anjo decidem se juntar com seu antigo líder e amigo de infância, temos cinquenta anos de histórias aqui recuperadas e respeitadas por Aaron.

O desenvolvimento do personagem Genesis e sua interação com o Anjo – que os X-men estão descobrindo estar se tornando algo totalmente novo – é outro ponto fantástico dessa edição, Genesis inevitavelmente irá se tornar Apocalypse em algum ponto, mas por agora, deixemos seu poderes aflorarem cada vez mais e os laços de amizade entre os dois crescer. É possível  na próxima edição termos ótimas batalhas e será fantástico para todos testemunharem o combate entre o Hulk Vermelho e o Homem de Gelo prometido, afinal Chris Bachalo não estará desenhando.

O debate entre Ciclope e Wolverine não é o único elemento chave dessa história, quando nitidamente se vê o quanto vários personagens principais dessa revista estão divididos no conflito entre os dois. Não se trata meramente de quem se identifica com a filosofia de um líder ou de outro, mas a questão de o que é o certo para cada indivíduo. Isso é eficaz pois dá profundidade para o elenco do título, mostrando que eles não são leais a Wolverine apenas porque compartilham algumas afinidades e trabalham juntos para realizar o sonho de reabrir a escola. Isso dá mais veracidade ao antigo debate, onde vemos que nem todos os membros da equipe de Ciclope, por sua vez, necessariamente acreditam que seu ponto de vista é o melhor, mas sim estão certos de que ele é o melhor homem para fazer o que for necessário para a sobrevivência de sua espécie.

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CAFÉ COM LEITE…

Por Tiago da Cunha Magalhães

Atirada em cima do sofá verde-estranho, continuava com o mesmo olhar desde os últimos três minutos, mexia no fiozinho de lã que saía do rasgão que escancarava o forro bagaceiro do móvel.

No braço do pequeno repousa douro de corpos, sua mochila com motivos infantis demais para eu entender, sutis e educados, bem simples mesmo. Tudo ali representava simplicidade. Seus cabelos eram finos e dourados, curtos, desalinhados. Falava ao celular, sorriso nos lábios, uma caneta também entre eles.

-Tá marcado, então,ela disse.Suas (poucas) roupas evidenciavam algo que eu queria, mas não podia. Queria encerrar logo,ir embora,mas…

 -Desculpe não abrir a porta, estava no celular…

-Tudo bem, ela estava aberta, na verdade,eu…

-Fica a vontade, viu? Vou me trocar e já volto.

-Como eu ia te explicar, eu vim aqui pra…

-Como ficou sabendo de mim? (sua voz vinha de outra peça do pequeno apartamento com paredes descascadas e ocre,) – respondeu ela sem ouvir o que eu tinha pra dizer novamente.

 -Bem, eu nem sabia quem estava ocupando esta sala até que eu precisei… Quando ela saiu da sala lateral, a visão me traiu e ficou turva, depois vertiginosa, e então meus óculos embaçaram me obrigando a tirá-los. Apenas uma pequena camisola fina e transparente separava aquela linda e escultural menina-mulher do ambiente. Mas não era minha intenção, eu não queria. Estava ali para…

- Prazer, meu nome é He…

- Posso te pedir uma coisa?

- Com certeza, o que quiser.

- Sem apresentações, ”adooro” mistério! – e sorriu, o sorriso mais largo e contente que eu havia visto nos últimos parágrafos.

-Tudo bem, também gosto de “mistéério, uhuhu” –  balbuciei meio sem jeito abanando as mãos – na verdade eu não sei bem como é, sempre foi o arroz com feijão e não sabendo seu nome, aí ferrou!

- Deixa comigo, vou te deixar bem a vontade. Modéstia a parte, sou boa com iniciantes, sempre voltam.

-Tudo bem então, mas olha hein, sou meio assim…

- Assim como… – disse ela chegando perto de meu ouvido e falando umas coisas que eu não entendia, mas que fizeram o efeito que ela queria.

- Prefere no escuro ou a meia-luz?

-Como é escuro aqui dentro, não.

- Já reclamei, mas não veio ninguém ver…é sempre assim, uma mulher sozinha, é difícil de conseguir ajuda pra essas coisas do lar…

-Moça, é isso que estou tentando dizer de quando cheguei aqui até agora, sou o dono do prédio, recebi muitas reclamações e estou passando pessoalmente sala por sala para conversar com os locatários, mas em seu contrato dizia ”Prestação de Serviços”.

 - Ai, coitadinho, olha o estado em que eu te deixei. Nem ofereci um cafezinho, aceita? Ou prefere que eu termine o que comecei, aí eu te acompanho. Mas o meu eu quero com leite…

Visitem o site R@dio Bemb@

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Monstro do Pântano # 8 – “O sândalo perfuma o machado que o feriu”.

Resenha de Monstro do Pântano # 8, de Scott Snyder (Roteiros), Yanick Paquette e Marco Rudy (desenhos).

Por Garrit

Contém Spoilers

Eu tive um sonho bom.

O aroma amadeirado de sândalo e canela preenche minhas narinas enquanto sinto esse arrepio em minha pele, que percorre todo meu corpo e acelera meu pulso… o coração não se contém em meu peito, estamos emaranhados um no outro, nossos corpos nus e ofegantes, nossos sentidos voltados um para o outro… ela me sorve como uma fruta madura, busca meu liquido viril enquanto acaricio seu corpo e dedilho sua pele em busca de seus pontos secretos de prazer. Estamos enraizados, unidos em êxtase, os movimentos contínuos e suados fazem o tempo parar à nossa volta e ela recita meu nome baixinho em meu ouvido, entre os gemidos de sua respiração ofegante… “Oh, Alec…”. Ela me morde com a voracidade de uma predadora e eu me entrego… então, sou eu quem a devoro, possuo seu corpo enquanto ela absorve minha alma… e dançamos suaves como as folhas de bambu ao vento, mas também selvagens e primitivos como leopardos no cio… eu, rígido e inflexível, e ela macia como um botão de rosa que desabrocha… e nossa dança chega ao clímax num momento infinito de deleite incomparável, onde todos os relâmpago do céu se calam diante do estrondo maravilhoso e indescritível do orgasmo seguido de minha semente sendo fincada em sua pureza…

Antes do fim do sonho, eu sou um cadáver mutilado. E as mãos de Abby estão manchadas de vermelho.

Alec Holland finalmente se tornou o rei guerreiro do Verde, o avatar definitivo de uma força da natureza já moribunda. Ele é o último representante do milenar Parlamento das Árvores e última esperança de que ainda exista algum Verde no futuro.

Enquanto isso, longe dali, Buddy Baker é atacado pelos asseclas de Sethe, o senhor do Podre, e o gato falante conhecido como Sr. Meias, que na verdade é um Totem do Vermelho – outra força da natureza que também combate o Podre – luta desesperadamente para manter a jovem Maxine Baker viva. A filha do Homem Animal é a Avatar do Vermelho desta geração e a campeã destinada a lutar pela sua cor. Mas as coisas não estão indo bem para Buddy… e mesmo que Maxine chegue até o Monstro do Pântano, encontrará um rei guerreiro solitário, abandonado pelas forças primordiais que lhe concederam poder, destruídas pelo Podre.

O Monstro do Pântano é Alec Holland, pela primeira vez. Não um simulacro de suas memórias. É de fato o homem habitando a entidade Verde. O que lhe permite aproveitar todo o poder em sua plenitude.

Mas o fato de ser um homem no comando da criatura também pode ser sua maior fraqueza. Pois Alec é um homem apaixonado, desesperado em reaver sua amada Abigail Arcane… que não por acaso, é a avatar do Podre.

Sethe teme o Monstro. Apesar de ser apenas uma arvore e não uma floresta inteira. Ele sabe que nunca houve um avatar tão completo no decorrer de sua extensa batalha contra o Verde e o Vermelho. Sabe que a união dele com Maxine pode possivelmente ser o fim de seu império, e a expulsão das hordas do Podre de volta para os reinos sombrios da inconsciência humana… aquele lugar terrível o qual os primitivos batizaram de inferno.

Sethe é precavido, mas seu avanço é notável. O inferno está transbordando pelos bueiros e se espalhando como uma doença pelo mundo. Mesmo que que ele seja detido, mesmo que seja mais uma vez exilado… ele voltará mais poderoso do que nunca. E em sua infinita paciência, saberá a hora de atacar novamente.

A vitória do Verde e do Vermelho, considerando que possa ser chamada assim, se vier, não virá livre de um alto preço e consequências que irão assombrar por muito tempo todos os envolvidos.

Mas o que importa para Alec não são as pessoas mortas, nem os animais deformados, nem as florestas ressecadas. Ele não está interessado na água contaminada, e nas mães canibalizando seus bebês, ou nas pessoas que foram dominadas pelo Podre e ao perder a utilidade tornaram-se algo pior do que estrume sob os pés de Sethe.

Não interessa a forma como esse sonho termina.

O que importa para Alec é salvar Abby.

O ódio não destrói o ódio, só o Amor destrói o ódio. Sêde como o sândalo, que perfuma o machado que o corta.”

(Siddhartha Gautama – Buda)

Resenhas anteriores do Monstro do Pântano? Clique aqui!

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O Menino Infeliz

Por Garrit

Os portais caíram à meia noite.

Não por superstição ou sincronismo. Não por poesia ou algum tipo de ironia cruel. Não havia um vilão gargalhando por trás dos acontecimentos. Não havia força do mal a qual devêssemos combater. Era apenas o apocalipse. E no fim do mundo não existem relógios. “Então, como sabia que era…”?

Era meia noite, porque somente nessa hora fatal o universo poderia engolir a si mesmo. Ou você já ouviu alguém dizendo que o mundo acabou às nove e meia de uma quinta?

Dois dias antes eu olhei no espelho e vi meu primo. Era eu parado ali, mas a imagem era dele… até isso ele roubou de mim. Cada cicatriz que marca meu rosto… Desde pequenos dividimos tudo. Meu primo e eu. Nossa infância foi marcante para nós dois. Foi quando foram definidos os lados. Éramos unidos no objetivo de nos confrontarmos. A grande verdade é que a competição nos motivava… quem era melhor? Quem era mais brilhante? Estudos. Carreira. Romances. Tudo sempre se tratou disso… não era bastante ter. O importante era tirar do outro.

Meu pai tinha um irmão gêmeo.

Será que ele entendia o sentido de conviver com seu próprio reflexo? Ele e meu tio eram amigos, até onde eu sei. Mas também havia competição. Eles tinham o mesmo gosto para tudo e as coisas boas da vida não costumam vir em pares. Por sorte, minha mãe também tinha uma irmã gêmea. Tão linda quanto. Percebem? Meu pai e tio conheceram, namoraram e casaram-se com minha mãe e tia ao mesmo tempo. Cerimônia dupla. Lua de mel separada por uma parede no quarto do hotel. Fomos concebidos simultaneamente. Meu primo e eu. “Como pode saber se foi simult…”?

Relógios. Não existem. Fim do mundo. Apocalipse. Acaso. Ironia. Cruel.

Nascemos no mesmo dia e hora, mas nossos pais dizem que houve alguns minutos de diferença, porque ficaram fartos dos olhares duvidosos. Sempre fomos confundidos com irmãos gêmeos, e sempre foi difícil convencer as pessoas de que na verdade éramos primos. Embora meu pai e mãe e fossem gêmeos idênticos ao pai e mãe dele… o que na verdade, faz com que sejamos clones naturais, pois viemos de matrizes iguais… do ponto de vista genético, gêmeos sim. Gerados em úteros diferentes. Sempre tivemos essa ligação forte, incontrolável… não sei se pode ser chamada de amizade. Obsessão se encaixa melhor. Sempre fomos muito espertos, mais do que a maioria dos garotos. Fomos crianças muito curiosas, inventivas… únicas. Criávamos nossos próprios mundos e eles tinham forma e conteúdo. Creio que continuarão existindo além de nosso fim. Bem cedo fomos enviados a uma escola especial para superdotados… e até certa época da nossa vida, tudo seguiu relativamente normal. Mas então, começaram as crises. No inicio eram apenas as humilhações públicas de alguns colegas. Mas a coisa ganhou proporção, bullying pesado, manipulação das emoções alheias, e então… as mortes. A principio foi tudo uma questão de terror psicológico elevado ao extremo. Já tentou convencer uma pessoa a se suicidar? De modo que ela parta dessa vida achando que você tentou impedir? É assustador constatar como é fácil de se fazer… Mas houve outros casos, mortes mais violentas ocorreram. Sabe, é possível matar uma pessoa sem levantar um dedo. Apenas falando. Apenas construindo uma teia de intrigas e esperar que o trabalho seja feito por outra pessoa. Em alguns casos, o próprio manipulador não sabe dizer ao certo quem foi o assassino… mas não importa. O trabalho foi feito.

A grande verdade é um grande clichê. Meu primo sempre foi o oposto de mim. “Gêmeo bom e gêmeo mau”. Onde um semeava a discórdia, o outro tentava pregar a paz. Onde um edificava, o outro destruía. E assim seguimos nossos caminhos. Um ciente dos atos do outro e sempre por perto para continuar o jogo. Nos formamos. Aceitamos emprego na mesma corporação científica. A melhor do planeta. A essa altura já éramos médicos, cientistas e astrofísicos. Caminhos iguais com objetivos diferentes. Logo ganhamos cargos de chefia em projetos separados. Um queria conhecer os mistérios da vida. O outro queria se aprofundar nos segredos da morte. Apesar de opostos, nunca teríamos chegado tão longe sem que um complementasse o outro. Ficamos famosos. Ganhamos prêmios. E muito dinheiro. Nos tornamos sócios de nosso próprio complexo tecnológico. Tínhamos verba infinita. E nossa genialidade oposta colocada a toda prova. Desvendamos algumas verdades da existência, comprovando a teoria de que o universo é uma maçã plana e infinita pendurada em um galho de gravidade de um contexto muito maior. Alteramos a estrutura genética humana, (nossa especialidade), e curamos o gene da ignorância. Roubamos o fogo dos deuses e colocamos o fruto proibido na mesa das pessoas.

Mas sempre queríamos mais, não importava o preço. E sempre tinha um preço. Cruzamos a fronteira da ciência e da magia. Fundimos velhos rituais com aceleradores de partículas. Anexamos textos arcanos a fórmulas matemáticas.

Nós descobrimos a cura para a vida.

Mas o desconhecimento pleno da existência era a cola que nos permitia fingir tudo o que achávamos que fossemos. Não é possível relatar em poucas palavras a jornada que empreendemos para conseguir engarrafar o infinito, usando-o como bússola e peso de papel. Nem o processo de se transmutar sonhos em combustível de foguetes imaginários, capazes de nos levar a todos os não-lugares realmente relevantes para nossa pesquisa. Mas o fato é que quando chegamos à beira da racionalidade, e quebramos a última barreira de medo e culpa, nos deparamos com uma simples cortina, e então tudo ficou preto no branco. Sim ou não. Porque, no final das contas, tudo sempre se tratou da mais pura simplicidade. Uma única pergunta e uma única resposta ao abrir a cortina.

Existimos?

Eu e meu primo discordamos da resposta, é claro. Filosófica e fisicamente. Lutamos nossa batalha derradeira, épica… aquela que estávamos destinados a travar. Aquela que mudaria tudo para sempre e etc. Então eu venci, porque no fim, só poderia existir um. Me pergunto se, de tempos em tempos, essa batalha ocorra, repetidamente, com outros personagens… e tudo se reinicie… ou então o fim será mesmo definitivo e absoluto?

Eu recordei minha infância e tentei me lembrar de momentos felizes.

Era meia noite, na minha cabeça ao menos. Não existem relógios no fim do mundo. Eu contemplei o santuário ruindo e consumindo tudo que havia restado. Os portais do Paraíso caíram sobre a realidade. Mas tudo bem, era apenas o apocalipse chegando. Então eu venci, porque no fim, só poderia existir um.

Eu, o gêmeo mau.

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

Cajuína – Caetano Veloso

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HIT-MONKEY – O MACACO MAIS PERIGOSO DO MUNDO

Por Venerável Victor “Hit-Care Taker” Vaughan

Bem-vindos amigos devotos, a pergunta hoje é: Quem gosta de poderosas armas de fogo? Quem gosta de belas mulheres? Quem gosta de uma boa vingança sangrenta contra todos os assassinos do mundo? Quem gosta de macacos? Sim, eu disse macacos. Não, você não está no site errado, nós estamos aqui reunidos para conhecer um pouco de ninguém menos que Hit-Monkey, o macaco mais letal do universo Marvel!

No passado existiu um assassino cujo nome a muito foi esquecido. Ele foi contratado para participar de um grande atentado no Japão. Em algum ponto do caminho, um ato de traição foi arquitetado contra ele e o homem teve sua cabeça a prêmio por todos os outros criminosos do país. O exército japonês finalmente conseguiu emboscar o homem mais procurado da ilha. Mas o pistoleiro era muito engenhoso e ativando remotamente dezenas de explosivos foi capaz de escapar, porém com esse ato contra os militares japoneses aumenta o preço por sua cabeça. Ele foge para as montanhas e após quatro dias em que fez nada mais além de andar, o assassino perde os sentidos exausto.

O homem desperta algum tempo impreciso depois e se vê em um lugar abrigado, cercado por uma tribo de macacos japoneses, os símios possibilitam que o assassino se recupere, o alimentam com ervas medicinais e o aceitam em seu bando. Esses macacos o aceitam como um igual, com exceção de um. Um particular macaco jovem e macho sente que existe algo de errado nesse “convidado”. De alguma forma ele percebe que o homem não é alguém bom, ele tenta alertar seus irmãos símios, mas eles não os dão ouvidos, os mais velhos ignoram totalmente o jovem macaco.

O assassino em um dado momento, fazendo um reconhecimento da área conclui o inevitável, ele sabe que existe um preço por sua cabeça e que é apenas questão de tempo para que alguém o encontre. Treina então para a irrevogável batalha, porém não querendo atrair atenção pelo som de armas de fogo e desperdiçar munição, ela pratica as antigas técnicas de combate corpo a corpo. No entanto, à distância, o furioso jovem macaco, silenciosamente assiste a tudo. O homem estava consciente de que era observado e em dado momento avisa ao macaco de que ele era sábio por não confiar nele. Como o símio não falava inglês ele não entendeu “lhufas” do que o assassino falou, mas compreendia perfeitamente tudo que havia assistido. Após o humano abandonar o lugar de treino, o macaco começou a praticar exatamente como viu o assassino fazendo.

Enquanto o inverno avança, a saúde do assassino piora cada vez mais, e já que é tido pelos macacos como parte do seu bando, os símios fazem o que podem para tentar ajudá-lo. Ainda chateado, o jovem macaco volta em sua tribo para confrontar os irmãos. Só que dessa vez ele agride seus colegas da mesma forma que viu o assassino praticando com os “homens de neve” e é banido definitivamente da aldeia.

O tempo passa enquanto o macaco vaga pelas montanhas. Em um dia particular ele encontra exatamente o que o assassino estava esperando, mais assassinos! O jovem macaco precisando avisar seu bando e com toda sua força (que ainda lhe resta) corre de volta para sua tribo o mais silencioso que pode, mas já é tarde demais. Seis homens armados já haviam invadido seu antigo lar e o solo de sua casa já está manchado de sangue pela primeira vez em séculos. Os mesmos macacos que tinham recebido o homem como um dos seus, não acreditam no que acabaram de testemunhar e imediatamente começam a atacar os atiradores com bolas de neve, que revidam com muito chumbo grosso neles e o jovem macaco não pode fazer nada a não ser olhar. Olhar e depois pegar as antigas pistolas do assassino.

Com movimentos que apenas um macaco é capaz de fazer e armado até os dentes, o jovem símio atinge um por um dos assassinos de sua família. E agora que seu bando inteiro foi chacinado, nada mais o prende aquele lugar. Ele se torna a partir daí um assassino de assassinos. Ele se torna uma lenda. Ele se torna… Hit-Monkey!

Esse, no entanto não foi o fim do assassino. Ele retornou no estilo Obi Wan Kenobi para continuar o treinamento do macaco. Ensinando o símio como utilizar todo esse conhecimento a seu favor e a ser mais eficiente e não demonstrar jamais clemência. E com o tempo, Hit-Monkey logo aprende a arte de cortejar jovens damas…

Recentemente o macaco mais perigoso do mundo foi visto atrás do assassino Deadpool e já que o mutante tagarela estava em uma busca interior para se tornar um herói. Foi para Nova York “trabalhar” com o Homem-Aranha na tentativa de aprender a melhor forma de ser uma força do bem. Vocês já podem imaginar o que aconteceu quando eles tem que lidar com um macaco mal humorado em uma missão sagrada de eliminar todos os assassinos do planeta…

HIT-MONKEY – criado por Daniel Way e  Dalibor Talijic

Criadores e artistas envolvidos: Daniel Way, Dalibor Talijic, Matt Hollingsworth, Way Barberi, Florea Gracia.

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“New Guardians #8″ e “Stormwatch #9″ – Cuide bem do seu anel, seja qual for!

Por Rodrigo “Disque B para” Broilo

Essa semana é uma anelada só!

Apresento a vocês os resumos de “Green Lantern: New Guardians” #8 e “Stormwatch” #9, cercados de lanternas por todos os lados! Em New Guardians sempre foi assim, mas em Stormwatch? Pois é…

Green Lantern: New Guardians #8

Os Novos Guardiões aceitaram a condição de Invictus de acabar com Larfleeze, em troca de o “Último Arcanjo de Veja” poupar os bilhões de Veganianos (porque Veganos é outra coisa).

Mas foi só sair do Orrery e recuperar os sistemas de comunicações dos anéis que a equipe se desmantelou.

Todos eles estavam fracos e precisando recarregar seus anéis… Munk, como é o único que carrega sua bateria (em forma de cajado), foi o primeiro a ter energia total. Mas ele foi chamado por Índigo-1 para uma missão, que segundo nota, tem haver com Green Lantern #9. E se foi sem nem se despedir.

O mesmo aconteceu com Arkillo, que ao ser comunicado que toda a Tropa Sinestro havia sido desmantelada (leia-se “pfffffffff”), pirou na batatinha, tentou fazer guisado da garganta de Kyle, e partiu put@ que só ele para Korugar.

Chegando lá conseguiu salvar um dos últimos Lanternas Amarelos, o ferreiro que havia forjado o anel de Sinestro, das mãos de uma galerinha que estava prestes a decapitá-lo. Na fuga ele conta que toda a Tropa Sinestro já era, posto que nem Sinestro era mais um deles. Isso mesmo amiguinhos, Sinestro saiu de sua Tropa. E para que? Para se tornar um Lanterna Verde novamente. Taí o que você nunca imaginou!

O ferreiro consegue forjar uma bateria e enchê-la com um resto de energia do medo para recarregar o anel de Arkillo, em troca de este lhe ajudar a conseguir o Orrery que holograficamente Arkillo havia mostrado.

E com um novo juramento, começa a noite de Arkillo, descendo a porrada na galera que estava perseguindo os dois…

Aliás, essa edição foi um festival de Juramentos… Arkillo, Munk, Fatality… Inclusive foi fato muito importante o juramento de Fatality, pois, ao se reencontrar com as Zamoranas, ela descobre que o Orrery nunca poderia ter entrado pelo buraco branco (…’) sem ajuda dessa dimensão. O que coloca mais lenha na fogueira,  faz que o primeiro arco não acabe e deixe as pontas soltas para o verdadeiro enfrentamento contra Larfleeze.

A próxima edição promete focar na Tropa Azul… Será que a Esperança não será a última a morrer?

Continua sendo meu título preferido da “Primeira Onda” do nUDC, ainda com Tony Bedard, Tyler Kirkham e Batt.

 

Stormwatch #9

E  você, que não gosta de Lanternas, achou que estava livre? Não hoje…

Pois Stormwatch enfrenta um Lanterna Vermelho.

Segundo Engenheira, eles estavam de olho há muito tempo nos Lanternas Verdes e sua “arma mais poderosa da Terra”, mas parecia que agora um Lanterna diferente rumava para a Terra. Um mais vermelho…

Meia Noite e Apollo vão enfrentá-lo e depois de Apollo ter os olhos queimados, Lucas acaba cortando fora o braço do Lanterna Vermelho, quase o matando já que o anel vermelho havia sido removido…

Ambos levam o vilão ao Olho do Furacão, enquanto em Roma, Jack, Jenny e J’onn (óia quanto jota!) enfrentam Piero Rosci, que diz ser um antigo integrante de Stormwatch, a quem os “Dark Lords” (agora “Shadow Cabinet”) traíram.

Os três conseguem conter o cara e levá-lo ao “Olho do Furacão”, onde ele conta sua história: sua amada Isabella fora assassinada por um colega a mando dos mestres. Piero vai ficando irritado, bravinho, furioso e daqui a pouco o Anel Vermelho (que já estava fora do Lanterna chifrudo) o escolhe como novo Lanterna Vermelho… Não fosse Meia-Noite, com seus ímpetos de assassino cada vez mais forte, matá-lo… Aí o Anel Vermelho ia escolher Lucas Trent… Quando Engenheira captura o anel em um campo de força de raiva pura (…’’).

E Meia Noite volta para suas simulações de treinamento, onde ele pode matar pessoas à vontade… Mas porque o Batman aparece?

Como nada mais é fixo em Stormwatch, essa edição conta com Peter Miligan no roteiro, Miguel Sepúlveda na arte e Alex Sinclair nas cores, sendo desses dois também a capa da edição.

Segundo solicitações, parece que na próxima edição muda a equipe artística… E dois antigos integrantes retornam… Agora todo mundo na dança da cadeira!

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