Miracleman / Marvelman de Alan Moore: Livro I – Um sonho de Voar!

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Img de CapaUma análise reversa de Miracleman – Livro I: Um sonho de Voar, de Alan Moore (roteiro), Garry Leach e Alan Davis (arte). (Incluindo história adicional de Mick Anglo)

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações essenciais sobre a história. Leia por sua conta e risco. Continuar lendo

Liga da Justiça # 12 – No AMOR e na GUERRA!

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CAPAResenha de Liga da Justiça #12, de Geoff Johns (roteiro), Jim Lee, Ivan Reis, Joe Prado e David Finch (desenhos)

Contém spoilers revelações amorosas sobre a história

Por Rodrigo Garrit Continuar lendo

Cinco venerados quadrinhos que dariam veneráveis séries de TV

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por Venerável Victor  ”todos os macacos deviam ser venerados”  Vaughan

Img-de-CapasandCom o sucesso de Arrow nas telinhas, pensei: quais outras séries dos quadrinhos poderiam, se bem adaptadas, fazer tanto sucesso quanto ou muito mais?

Matéria originalmente publicada no site irmão: Iluminerds

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MONSTRO DO PÂNTANO # 11 –Cadáveres mutilados, bestialismo canibal e outras poesias.

Img-de-Capamonstrodopantano11Resenha de “Monstro do Pântano” # 11 de Scott Snyder (roteiro) e Marco Rudy (arte).

Swamp Thing criado por Len Wein e Bernie Wrightson.

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história. Continuar lendo

O PIONEIRO JACK KIRBY; A TROPA DOS LANTERNAS VERDES & QUADRINHOS QUE ME FIZERAM FELIZ parte 2

Quarto Mundo

Por Venerável Victor  ”Guardião da Blogosfera” Vaughan

Img-de-CapajkUm pequeno presente para o nosso carnaval.

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Hellblazer – A Cidade Dos Demônios

por Carlos Lenilton

Você, como bom nerd leitor de quadrinhos, deve conhecer o mago inglês John Constantine criado pelo também mago, e também inglês, Alan Moore para ser coadjuvante na série de terror e suspense The Saga of Swamp Thing #37, em 1985 nos EUA.

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Quadrinhos que me fizeram feliz & “Nostalgia”: Boa ou ruim para a Indústria???

Por Venerável Victor  ”Vingador Macaco”  Vaughan

Nesses anos de ávido consumido da nona arte, uma coisa sobre a qual cada vez mais aprendo lendo quadrinhos, especialmente sobre seus fãs, é a nostalgia. Aparentemente, uma vez que um escritor(a) consegue entrar para a indústria, ele(a) irá escrever sobre personagens que cresceu lendo. Alguns leitores parecem achar que isso não é algo bom, enquanto outros clamam pela volta dos “bons velhos tempos”- o que quer que isso seja.

Os fãs que defendem a anti-nostalgia nos quadrinhos, acreditam que ela estagna a indústria como um todo. Talvez eles questionem como algo pode progredir enquanto se passa o tempo todo olhando para o passado. Ao mesmo tempo em que os que defendem a pró-nostalgia gritam e bradam por cada vez mais menções e citações sobre fatos e acontecimentos do passado de seus personagens preferidos nas histórias atuais.. Continuar lendo

AS MUITAS ORIGENS DE UM VINGADOR FANTASMA

por Carlos Lenilton

Quem é o Vingador Fantasma e qual sua origem? Essas foram perguntas que por décadas permearam o imaginário coletivo dos leitores de suas estórias. Sua primeira encarnação (provavelmente você nem a conheça ou ouvira falar) surgiu em 1952 na forma de antologia de horror (gênero hit na época) pelas mãos de John Broome e Carmine Infatino, na revista “Vingador Fantasma” que durou apenas seis edições.  As capas sempre perguntavam “Ele é homem… Ou fantasma?”.  O fato é que ele sempre estava lá pra ajudar quem precisasse. E no mais a mais o sobrenatural vem… Do sobrenatural. Conhecer o Vingador Fantasma iria remover toda a aura de mistério e estranheza da personagem. Essa versão desapareceu em 1953. Continuar lendo

MAIS AUTORES E PERSONAGENS: E outras parcerias inesquecíveis e histórias sensacionais que vão ficar para sempre em nossas mentes!

Por Rodrigo Garrit

Bem vindos caros amigos e devotos desse modesto santuário quadrinhístico para uma nova rodada de “Autores e Personagens: Parcerias inesquecíveis e histórias sensacionais que vão ficar para sempre em nossas mentes”! O primeiro artigo onde o tema foi abordado foi um grande sucesso, mas ficou devendo muitos grandes autores e suas histórias maravilhosas, assim como esse aqui também certamente vai deixar… pelo mesmo motivo de antes, a falta de espaço. Por isso vamos regularmente voltar a relembrar essas velhas e inesquecíveis histórias… queria agradecer a todos que comentaram no último artigo e deram sugestões… infelizmente não foi possível colocar tudo, mas tentei atender aos pedidos mais recorrentes e acrescentar algumas surpresas também… espero que gostem… e não deixem de opinar sobre seus autores e personagens preferidos… na próxima eles podem aparecer por aqui! DIVIRTAM-SE!

Jack Kirby e os Novos Deuses

Ele havia abandonado a Marvel onde ajudou a erigir as lendas que mantém até hoje a editora como uma das mais queridas para os fãs, foi trabalhar para concorrência… e não satisfeito com novos heróis, ele criou Novos Deuses! E claro, muitos outros personagens, mas certamente a mitologia do Quarto Mundo de Jack Kirby continua sendo um de seus maiores legados para a história das histórias em quadrinhos. Se os habitantes de Nova Gênese não são tão populares quanto os grandes medalhões da DC, é impossível não reconhecer em Darkseid, o senhor absoluto de Apokolips, como um dos maiores, ou quem sabe o maior e mais tenebroso vilão da editora, o deus do mal encarnado, obcecado pelos segredos da equação anti-vida e da dominação completa e definitiva de todos os mistérios do universo… quando então ele poderá reinar absoluto sobre tudo e todos, por toda a eternidade. Em seu extremo oposto, temos o irascível Órion, seu filho, criado por seus inimigos e destinado segundo antigas lendas da infalível “Fonte” a um dia ser o causador da derrocada definitiva de Darkseid. Além dele, podemos destacar, o Senhor Milagre, filho do Pai Celestial e mestre de fugas, e sua esposa, a Grande Barda, a dona do bar que que dá nome a essa sessão do Santuário e é junto com grande parte da mitologia Kirbyana (não apenas na DC como também na Marvel e outras mídias) a grande inspiração desse humilde Santuário eletrônico de quadrinhos e entretenimento, criado para ser um ponto de encontro de deuses caídos e heróis em todas as suas formas, tamanhos e cores. O obra de Kirby é complexa, mas a proposta dessa matéria é destacar autor e escolher apenas um de seus trabalhos em que houve casamento perfeito entre roteiro, arte e afinidade impecável entre eles.  E nada casa melhor do que criador e criatura. Esses são os Novos Deuses de Jack Kirby.

Mike Mignola e Hellboy

Então, você atento e crítico devoto, devorador das matérias de nosso “recatado” Santuário poderá ler essas singelas frases e dizer: “Ora! Jack Kirby CRIOU os Novos Deuses! E Mike Mignola CRIOU o Hellboy. Como diabos eles não estariam em sintonia como autor e personagens”?

E eu responderia…

Você está coberto de razão. Mas vamos por outro caminho. Imagine outra pessoa desenhando o Hellboy.  É óbvio que poderíamos encontrar novas e maravilhosas formas de retratar o personagem. Tão boas ou quem sabe melhores.  Mas o vermelhão do Mignola é único. Assim como os Novos Deuses de Kirby. A questão aqui não é competir para ver quem faz melhor. É simplesmente respirar fundo com uma edição de seu personagem favorito nas mãos e ter o prazer de ler algo capaz de conceder um sentimento único de satisfação, algo que só poderia ser feito daquele jeito… por aquele autor, para aquele personagem. Hellboy é de longe o mais refinado quadrinho de terror desde “Monstro do Pântano” de Alan Moore (que apareceu na matéria anterior). Publicado pela Editora Dark Horse, o filho do demônio foi criado na Terra e luta em favor do bem. E durante  toda a sua trágica estrada, podemos vê-lo caminhando sem medo em direção ao abismo. Nós vamos junto com ele, e o apocalipse será apenas o começo.

Neil Gaiman e Sandman

O jovem e promissor roteirista Neil Gaiman sonhou em talvez escrever um título não muito popular – porém muito interessante – dentro da DC Comics, mas o mesmo já estava prestes a ser usado por outra equipe. Assim ele perdeu o Vingador Fantasma. Mas havia outro personagem obscuro à disposição… e Gaiman decidiu aceitar trabalhar nele.

Assim nós ganhamos Sandman.

Numa completa reinvenção da personagem, abandonando totalmente suas versões anteriores (Uma delas feita por Jack Kirby e a outra, Wesley Doods, o Sandman da Sociedade da Justiça), Gaiman simplesmente destruiu tudo que se sabia e reconstruiu uma mitologia própria, em uma imensa e onírica colcha de retalhos de várias outras mitologias, desde a judaico-cristã, até a nórdica, passando pela japonesa, grega e antigas histórias pagãs. Sandman agora era Morfeu, um dos sete Perpétuos, que sempre existiram e sempre existirão.  Morte (Death), Destino, Delírio (antes “Deleite”), Desejo, Desespero, Destruição e Dream (Sonho). Quem já se aventurou pelos caminhos adormecidos conhece muito bem a história, mas para os não iniciados, basta saber que os Perpétuos não são deuses. Afinal, reza a lenda que os deuses deixam de existir quando ninguém acredita mais neles. Por que os Perpétuos existem…? Ora, porque não? Mas de onde eles vieram? Bem, talvez eles simplesmente sejam um reflexo consciente do universo… e tenham o propósito de nos servir… nos torturar… ou apenas brincar conosco. Ou a resposta quem sabe seja ainda mais simples: quando o primeiro ser consciente do universo sonhou pela primeira vez, ficou estabelecido que deveria haver um senhor dos sonhos. Quando o primeiro ser deixou de viver, ficou estabelecido que deveria existir uma persona para a Desencarnação. E assim sucessivamente… até onde nada mais possa ou precise ser explicado, nem tenha que fazer sentido… para fazer todo o sentido do mundo. Como num sonho.

Todd McFarlane e Homem Aranha

Seria muito fácil escolher como personagem que melhor combina com Todd McFarlane sua própria criação, o famigerado Spawn da Image Comics. E a exemplo dos Novos Deuses de Kirby e do Hellboy de Mignola, criador e criatura se completam não? Claro que sim… Mas a verdade é que o próprio Spawn tem traços de coisas que Todd fez quando desenhava o Homem Aranha. Porque foi ali que a magia aconteceu. McFarlane e Peter Parker se afinaram de forma tão contundente que até hoje, anos depois dele ter abandonado a Marvel para ajudar a fundar a Image, é difícil não encontrar nenhum vestígio de McFarlane no Aranha… ou do Aranha em McFarlane, através do Spawn. A minissérie “Tormento”, continua sendo uma das mais vendidas da indústria e apresentou aos leitores do Homem Aranha uma estética completamente diferente de tudo que já tinha sido feito anteriormente. Criticado ou idolatrado, o fato é que ele inovou. Se um dia veremos essa parceria acontecer novamente, sinceramente acho que não, mas quem sabe? Nos quadrinhos atuais, a última moda é reviver o passado…

George Pérez e Mulher Maravilha

É preciso entender que existe a Mulher Maravilha antes e depois de George Pérez. Sobre poucos autores podemos dizer isso… por mais que tenham inovado, revolucionado e reinventado… ainda assim, geralmente deixam brechas no passado dos personagens, prosseguem dignamente sua trajetória… até passar a tocha a diante. Não é o caso de Pérez e a princesa Diana. Existe a Mulher Maravilha antes e depois de George Pérez. Ele remoldou o barro do qual ela foi feita. Imprimiu um novo brilho em seus olhos, e os tornou repletos de fúria e indignação, mas ao mesmo tempo não tirou dela a leveza e a candura da mulher maravilhosa que encanta a todos com seu jeito cativante e suas formas perfeitas, literalmente esculpidas pelas mãos de um mestre. Mas não se engane, a Diana de Pérez é a mais doce das damas mas também a mais feroz das guerreiras… e pobre de quem atravesse o seu caminho. Se existisse um panteão de quadrinhistas, Pérez seria o equivalente a Hefesto, mas além fabricar a mais forte das armas na mais bela forma feminina, sopraria nela também uma divina formosura inebriante, combinada com a inabalável austeridade da maior das amazonas.

Geoff Johns e a Sociedade da Justiça

Sim, eu poderia ter falado do Lanterna Verde. Sim, eu poderia ter falado do Flash. Diacho, eu poderia ter falado do Shazam… mas em vez de chover no molhado, (ou correr o risco de ser atingido por um raio) preferi falar sobre um dos primeiros grandes sucessos de Johns na DC, e que traduz perfeitamente o espírito da matéria… afinal… eles estavam todos mortos… ou aposentados, esquecidos, relegados à infinitas Terras Paralelas, perdidos no limbo, amarrotados em páginas amareladas pelo tempo e existindo como uma vaga lembrança na mente dos fãs veteranos ou os mais atentos ao passado. Mas Geoff Johns não só os trouxe de volta, como os rejuvenesceu e transformou-os novamente numa equipe de heróis capaz de fazer frente aos seus sucessores da Liga da Justiça. Verdade seja dita, James Robinson já havia provado que era capaz de fazer grandes histórias com esses heróis do passado com sua série “A Era de Ouro”, e também com a revitalização do título “Starman”,  mas foi Johns quem lhes deu novo fôlego e uma revista mensal de sucesso que ficou anos em circulação. Alan Scott, Jay Garrick, Kent Nelson, Carter Hall, Ted Grant, Al Pratt,Wesley Doods, Ted Knight e tantos outros… Eles foram os primeiros… foram os que iniciaram o legado heroico da DC e não foram e nunca serão esquecidos. Seja em qual Terra eles estejam, sempre serão os pioneiros e continuarão inspirando as novas gerações.

DC comics, Jack Kirby e Pornografia, super heróis & fetiches.

Por Venerável Victor  ”Alexandre-Frótico ”  Vaughan

“sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo”  

Renato Russo  com essa frase, na música La Sereníssima, apoiava o conceito de que desejo e instinto animal estão intimamente ligados, quem de nós não tem seus fetiches? Comportamentos que a sociedade judaico-cristã desaprova… mas na intimidade pratica, as fantasias, que podem ser desde o desejo por mulheres em saltos altos e meias arrastão (Gata Negra e Zatanna devem ter provocado já inúmeras homenagens solitárias de nerds ao redor do mundo) até se fantasiar em diversas situações eróticas  agindo de acordo a determinado personagem. Entre esses fetiches temos o Cuckold que o Dicionário Urbano classifica como: o marido que se excita ao ver sua mulher praticando sexo com parceiros que ela mesmo escolhe ou que previamente são escolhidos com a aprovação do conjuje ou não, podendo até participar ou não,  este – o Marido –   excita-se com a possibilidade de ver ou simplesmente saber que o ato está sendo praticado, sem em nenhum momento sentir-se traído, afinal é de comum acordo entre o casal.

O Que DC comics, personagens de Jack Kirby , Cuckold e Cinema Adulto tem em comum?

Pra Jonh Byrne, tudo!

Na década de 80, após a primeira CRISE nas infinitas Terras da Distinta Concorrência , o autor canadense, super valorizado por sucessos de vendas na Marvel , como X-men – onde foi o responsável por popularizar o baixinho invocado Wolverine, seu conterrâneo –  Tropa Alfa , seu trabalho praticamente autoral e a fenomenal fase a frente do Quarteto Fantástico, assume os roteiros e arte do então maior ícone pop do mundo: Super-homem, e é responsável por uma pequena crise velada .

Antes de mais nada, nessa mesma época, John fazia críticas ferrenhas a Alan Moore, o escritor britânico, notório por  suas historias mais ousadas, envolvendo super herois e temas adultos, alegando que elas não eram próprias para um audiência também mais jovem.

O roteiro é isso: Um vilão de Apokolips (lar de Darkseid, o mau absoluto) chamado Sleez, um monstro controlador de mentes aparentemente consegue chegar a Terra – para quem acha isso um absurdo, nunca viu novela da Glória Perez, onde Marrocos e India são aqui do lado do Brasil e os personagens veem e vão com a mesma facilidade como eu vou em Petrópolis comprar malha –  e ao chegar em nosso mundo Sleez hipnotiza a Grande Barda, heroína e esposa do também super herói Senhor Milagre e a obriga a fazer filmes pornôs ! Sim… o mesmo vilão depois, controla o último filho de Krypton e o obriga a fazer o mesmo, pensando o seguinte, “Eu estou faturando uma fortuna com um super herói , imagina então com dois!”

Sinceramente Byrne, a Grande Barda é… grande… gigante em sua própria natureza, sei que o que é bonito é pra se mostrar… mas quem diabos na DC permitiu que você fizesse isso??? auhauahauahuahau e numa editora que trabalha respeitando o famoso Código de Etica dos Quadrinhos (Comics Code Authority), quem diabos achou essa história aceitável para crianças?

No momento que o filme vai ser rodado, o  corno  aparece  e os salva (?) E Quando Sleez usa seus poderes em Scoot Free, o Senhor Milagre, o que acontece???

Tá… vamos fazer as vezes do Advogado do Diabo aqui… Grande Barda TAMBÉM foi treinada para Vovó Bondade (ô velha escrota do mau). Então, basicamente a única diferença é que ela não queria resistir ao controle mental e trair o marido!

Mas tá… Barda e Super-homem chegaram a consumar as filmagens ou não, antes do Herói corno chegar? John Byrne diz que não… então que diabos Darkseid, o mau absoluto foi fazer na casa do Senhor Milagre, numa sequência anterior ao salvamento, com uma fita de vídeo cassete?  Alertando nosso herói (sim gente, anos 80, nada de DVD ou Blue-ray) e se dizendo culpado e responsável pelo absurdo que Sleez estava fazendo ( provavelmente essa grana pra produzir os longas foi patrocinada pelo próprio Senhor de Apokolips)

E a reação do Senhor Milagre? Bom… se ele fosse um cuckold de verdade, ele deveria ter se excitado com as possibilidades  mas parece que não…

É Senhor Milagre… vai ser um MILAGRE conseguir explicar que isso não é um filme pornô, e pior que isso, parece que Barda não traiu seu marido só com o Azulão… eu não me surpreenderia se Barda também tivesse feito saliência com Sleez também, querem ver?

Ai Ai… antes Scoot Free fosse cockold pois aí alguma satisfação disso tudo poderia ser tirada e essa desculpinha esfarrapada que o Super-homem e Barda deram na frente dele seria desnecessária.

Agora, quem não gostou nadinha disso foi o senhor Jack Kirby que notoriamente criou a personalidade de Barda, de acordo com a de sua amada esposa! E que pra mim provou que assim como o Senhor Milagre nao é cuckold e assim como muitos de nós nem sabe do que se trata isso.

E  John Byrne, pra um cara que tanto criticava Alan Moore por escrever histórias para um público adulto , utilizando-se de sexo e violência, afastando assim as crianças do mercado de quadrinhos, você não contribuiu com  historias mais acessiveis  a um público infanto-juvenil  tornando um  clássico personagem, corno.

Comunidade do Santuário no FACE

NOTA1: Conhecem Molly Crabapple, a musa dos quadrinhos? Que tal saber de quem se trata no fantástico site O Baile dos Enxutos?

NOTA2:  A escritora brasileira Renata Ventura e o grupo de fãs de Harry Potter do Rio, começaram um projeto muito legal que pretendemos que estenda-se por todo pais, deem uma olhada e participem como puderem. Ajudem a compartilhar esse vídeo e participem do projeto! A hashtag no twitter vai ser #PotterEmOrfanatos ! Vamos transformá-la em um trending topic!!!    :-D   Letícia Fiuza

AZUL PROFUNDO: “O mundo não deveria ser assim”.

Resenha da minissérie “Azul Profundo” (Dark Blue) de Warren Ellis (roteiro) e Jacen Burrows (arte).

Contém spoiles revelações sobre a história.

Por Rodrigo Garrit

O policial Frank Christchurch está obcecado em prender um serial killer que vem cometendo assassinatos bárbaros com requintes de crueldade. Mas toda a cidade vive tempos de violência extrema, e as drogas contaminam tudo o que existe. Os métodos de Frank estão ficando cada vez mais brutais, e ele se aproxima do limite entre o cumprimento da lei e a total banalização dos conceitos de civilidade. Em sua busca frenética, a solução desse caso parece ser o que dá seu sentido ao seu mundo, e quando o assassino começa a exibir habilidades inexplicáveis, a própria realidade desaba sobre ele, fazendo-o questionar o sentido de sua cruzada e o quanto será preciso sacrificar para obter êxito em seu propósito.

Essa história foi escrita por Warren Ellis para a editora Avatar Press e publicada em meados do ano 2000, depois do lançamento do filme “Matrix” que estreou em 1999, mas Ellis conta no posfácio da edição que teve a ideia cerca de dez anos antes, lendo um artigo sobre certas substâncias alucinógenas shamânicas utilizadas em alguns círculos hippies, e que curiosamente, “transportavam” o usuário da droga para o mesmo delírio… é como se a tal substância tivesse uma codificação em sua estrutura que levasse indivíduos diferentes em suas mentes anestesiadas para a mesma viagem… no mesmo lugar! Ellis admitiu ter usado drogas nesse período, mas para quem acha que isso o ajudou a ser um escritor melhor, ele explica: “Na Inglaterra, no final dos anos oitenta e início dos noventa, todos nós usávamos drogas mesmo quando não estávamos dançando…” “… (Leia acima sobre querer apenas ingerir um monte de Ecstasy e dançar a noite inteira num campo ao lado de uma rodovia. E depois ficar estropiado numa cama por três dias resmungando que não tem mais fluído em sua espinha dorsal). (Eu tenho saudades do final dos anos oitenta e início dos noventa da mesma forma que outras pessoas têm saudades do câncer)”.

O tal artigo sobre a experiência  de uma “realidade narcótica compartilhada”, chamada por Ellis de “Narcoespaço”, foi então a semente do que viria a se tornar “Azul profundo”, dez anos depois. O Narcoespaço é o equivalente da realidade virtual apresentada no filme Matrix, embora as semelhanças terminem por aí. Mesmo que tenha havido alguma influência de uma obra sobre a outra, vale dizer que ambas têm suas características próprias e não invalidam sua qualidade mútua. Claro, existe a polêmica envolvendo o filme Matrix com a HQ “Os Invisíveis” da Vertigo, criada por Grant Morrison… há quem diga que o filme usa descaradamente os conceitos apresentados na HQ… mas isso é uma outra história…

Warren Ellis, mesmo há dez anos (ou talvez por causa disso) já era habilidoso e vanguardista. (“Vanguardista” é uma palavra que remete a modernidade, mas me soa como algo antigo, algo que meu bisavô diria… enfim…).

A Avatar Press tem sua reputação de conceder liberdade criativa total e nenhum pudor aos seus autores. Essa história não foge à regra e embora não traga cenas tão bizarras e repulsivas com as da HQ “Estranho Beijo”, também de Ellis, tem lá a sua cota de momentos “Ok, isso foi nojento”.

A minissérie foi publicada no Brasil na íntegra em um especial pela Pandora Books, e trata-se de uma história acima da média em comparação a maioria das coisas que são feitas atualmente, porém nada tão impactante como “Planetary”, que na minha opinião é o melhor trabalho da carreira de Ellis e uma das melhores HQs de todos os tempos. É possível que na época, “Azul Profundo” tenha causado muito mais alarde, mas hoje em dia o conceito “Matrix” de realidade secundária não impressiona tanto. Dito isto, é uma boa história de ação, com o selo Warren Ellis de qualidade. E isso já vale muito!

Infelizmente ela foi desenhada por Jacen Burrows… e eu gostaria de explicar isso com muita cautela: ele não é um desenhista ruim. O problema dele é simplesmente a falta de personalidade. Ele não está imitando o estilo de nenhum outro artista… simplesmente não há estilo. Sua arte é composta por um traço padrão, muito bem feito, com técnica e ótimas noções de perspectiva e anatomia humana. Só que suas histórias parecem manuais de como desenhar quadrinhos, sem nenhuma faísca de ousadia. É uma pena que com o tempo, isso não tenha mudado… cerca de dez anos depois ele desenharia a minissérie “Neonomicon” de Alan Moore, também para a Avatar…  com a mesma técnica precisa, porém ainda com ausência de uma alma nos olhos de seus personagens.

Mesmo sendo Warren Ellis, tinha minhas reservas quanto a essa história, mas por fim, o saldo acabou sendo positivo.

O MYSTERIO DA GARRA CINZENTA

Por Rodrigo Garrit

Este é um momento muito especial, pois não é todo dia que se pode falar sobre aquela que é considerada a primeira HQ de terror do Brasil. Uma coleção de histórias que ficaram na história.

Esse mysterioso personagem já deu as caras aqui no Santuário, numa das mais terrificantes Sextas Malditas já publicadas. Se quiser conferir, benza-se e clique aqui.

Publicada originalmente na Gazetinha (que também foi a primeira casa de personagens como Superman e Fantasma no Brasil), era um complemento do jornal A Gazeta e tinha o formato de uma história semanal de apenas uma página, o que já era muito comparado as tiras de três ou quatro quadrinhos costumeiros. Teve forte influência dos “pulp” americanos e segundo estudiosos no assunto,  influenciou a publicação de outros personagens estrangeiros na Itália (Kriminal e Satanik) e nos EUA, o Blazing Skull (Caveira Flamejante) da Marvel Comics. Era o inconsciente coletivo viajando pela linha invisível da imaginação e tocando as mentes criativas ao redor do mundo no mesmo período de tempo, sem limites ou fronteiras. Mas esse é apenas um exemplo de uma teoria lançada por Alan Moore no documentário “The Mindscape of Alan Moore”, que não vem ao caso agora.

Teria o “Caveira Flamejante” da Marvel sido influenciado pelo Garra Cinzenta?

Com roteiros de Francisco Armond e arte de Renato Silva, “Garra Cinzenta”, além de uma leitura deliciosa é uma preciosidade imensurável. Um dos grandes mysterios fica por conta do autor, Francisco Armond. Sabe-se que usava esse nome como pseudônimo, e nunca revelou-se ao grande público. Existe uma suspeita que nunca foi de fato confirmada. Especula-se que tratava-se da jornalista e poeta Helena Ferrz de Abreu, ocultando-se para evitar o preconceito existente na época contra uma mulher escrevendo quadrinhos, e pior, de terror!

Não me aprofundarei aqui na fascinante história dessa história, isso pode ser encontrado pelo leitor na caprichada edição de capa dura publicada pela Conrad, com texto fantástico de Worney Almeida de Souza, um verdadeiro documento histórico de valor incalculável das raízes quadrinhisticas brasileiras. Uma viagem inspiradora ao passado, numa semana em mergulhei de cabeça em vários filmes de Mazzaropi (que completaria 100 anos de idade este ano) e Charles Chaplin, dois mestres distintos e unidos pela genialidade imortalizada nas projeções de cinema e sonhos que semearam em suas carreiras. E tudo isso ao som de Dalva de Oliveira, num “intercâmbio” cultural e atemporal inesquecível entre minha avó e eu.

Renato Silva (1904-1981), desenhista de A Garra Cinzenta publicou o manual “A Arte de Desenhar Histórias em Quadrinhos”. Na imagem podemos ver os comparsas do Garra, Flag e a Dama de Negro.

A Garra Cinzenta é um sinal de morte. Aqueles que recebem seu cartão, estão com os dias contados. Uma série de crimes e assassinatos assombra todo o país, fazendo desse criminoso um verdadeiro mito urbano. Cabe ao Inspector Higgins desvendar o mysterio e dar um fim aos actos do facínora.

E não penses que por tratar-se de uma história publicada entre 1937 e 1939 seu enredo será ingênuo ou pueril; o mysterio sobre a identidade e o motivo dos crimes da Garra Cinzenta não são meramente lançados ao acaso, eles têm consistência e uma razão de existir e funcionar em favor da história.

Confesso que fui narcotizado ao entregar-me a essa leitura, mas sou duro de roer, meu velho. Em alguns momentos dessa experiência surpreendi-me com a desfaçatez desse velhaco, cujas barbaridades rivalizam com as de vilões que nasceriam décadas depois. A maldade, pelo que pude constatar, não envelhece.

“Será dono do mundo quem tiver a chave”. Mas não queira ter a chave do sombrio laboratório secreto de torturas e ciências ocultas da Garra Cinzenta. Um lugar que ele apelidou de “Mansão da vida e da morte”, repleto de passagens secretas que levam a labirintos ocultos em enormes galerias sob a cidade, onde armadilhas mortais são encontradas e podem ser a última coisa que um bisbilhoteiro incauto pode descobrir. Mas se sobreviver a eles e insistir em percorrer os sinistros corredores infectos de puro mal, poderão vislumbrar algumas celas da verdadeira fábrica de monstros mantida pelo “Homem-Caveira”, como alguns também se referem ao Garra. Então, não será surpresa esbarrar em múmias e autômatos assassinos de puro aço e maldade, frutos de uma distorcida e maculada alchimia medieval e de suas terrificantes experiências.

A “Fábrica de Monstros” incluí um feroz espécime gigante de “Homem-Macaco” e uma combinação maligna de robótica com engenharia genética, que gerou seu perturbado ajudante chamado “Flag”, que não pode falar ou exprimir sentimentos… apenas enterra-los dentro de si e libera-los na forma de sua fúria assassina e incontrolável… além de outras surpresas bizarras.

Gênio do mal, Garra Cinzenta usa todo seu intelecto de brilhante cientista experimentando mutações dolorosas em seres humanos…. e não poupa requintes de crueldade contra seus inimigos e todos aqueles que obstruírem seus planos.

O objetivo máximo desse maquiavélico criminoso é reproduzir e aperfeiçoar a fórmula do “Licor da Vida” de Nostradamus… o segredo mais bem guardado e nunca revelado dos grandes alchimistas, e até mesmo negado por eles: o dom de reverter a morte. Um objetivo que pode estar bem próximo de ser alcançado na figura de sua mysteriosa Dama de Negro… e que ele não vai parar de tentar obter, não importa quantos mais tenham que morrer, não importa quantos cadáveres mais ele tenha que roubar…

Durante toda a narrativa somos iluminados com a sensatez e proeza do Inspector Higgins, que além de grande detetive, parece não ter medo da morte ou de dar sua vida em troca da solução desse mysterio.

Terias essa coragem?