DEZ PERIGOSOS & AMEAÇADORES VILÕES DOS QUADRINHOS

Arquivos do Cadmus

por Venerável Victor “tratador de gorilas de MMA” Vaughan

Img-de-CapawhosbadInspirado pelas recentes atrocidades perpetradas pelo vilão nazista Caveira Vermelha, em Fabulosos Vingadores, tive a ideia dessa matéria. Todo mundo ama um bom vilão malvado. Sem os super vilões, haveria a necessidade dos super heróis? Todo mundo pode ser mau, mas para ser considerado um vilão você tem que ser frio, poderoso e, na maioria das vezes, louco de pedra. Como o Santuário sabe que ninguém resiste a uma listinha, vamos dar uma olhada nos dez maiores super vilões de todos os tempos.

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O QUE ACONTECERIA SE O QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE PODERES DIFERENTES?

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por Venerável Victor “Tratador Fantástico” Vaughan

Img-de-CapalogoQFMuitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Roy Thomas e nerd definitivo (muito antes de Grant Morrisons, Scott Snyder e Geoff Johns) o que aconteceria se o quarte fantático que aprendemos a conhecer, fosse diferente…

Quarteto Fantástico – criados por stan Lee & Jack Kirby

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O QUE ACONTECERIA SE… O SURFISTA PRATEADO NÃO TIVESSE TRAÍDO GALACTUS

por Venerável Victor “banana prateada” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem tomado seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Chuck Dixon, o que aconteceria se  o Surfista Prateado não mudasse de ideia quanto a sacrificar nosso mundo e seu patrão faminto, o Devorador de Mundos, tivesse jantado a Terra.

Wat If #70, Volume II (1995)

Quando o Surfista Prateado foi à Terra, a escultora deficiente Alicia Masters ajudou-o a reencontrar a humanida dentro de si. Enquanto Reed Richards e o Quarteto Fantástico ganhavam o dia (e todos os demais após esse), ao encontrar o Nulificador Definitivo – uma arma capaz de destruir o próprio universo – e que o gigante mantinha guardado em sua nave. O Surfista colocou sua nobreza acima de sua lealdade pelo Devorador De Mundos e ficou lado a lado com os heróis da Terra. Galactus, sem opção, abandona seu planos de consumir as riquezas naturais de nosso planeta e parte. Não sem antes amaldiçoar seu antigo arauto com a impossibilidade de sair de nosso mundo. E esse foi o final feliz escrito há várias décadas atrás por Stan Lee e Jack Kirby. Mas o que aconteceria se Alicia, a futura namoradinha do Coisa, não tivesse sido convincente o suficiente com o Surfista, heim espertalhão? Vamos descobrir já!

Chuck Dixon & Joe Hudson

Apesar de cega, Alicia foi capaz de enxergar alguma coisa dentro do Surfista Prateado, algo morto há muito tempo; com a consciência de todas as coisas maravilhosas existentes no planeta Terra, o Surfista lembrou-se de como era sua vida como Norrin Radd, habitante do planeta Zenn-La. De fato sua rebeldia contra Galactus foi crucial para a derrota do vilão. Mas nessa versão da história…

capa de Don Hudson & Joe Berbey

Galactus estava prestes a admitir sua derrota quando o Surfista aparece e atinge o Nulificador nas mãos do Senhor Fantástico com uma rajada cósmica. O Devorador de Mundos imediatamente aproveita essa oportunidade e destrói o Vigia, por ter quebrado seu voto sagrado e interferido nesse conflito (foi o Cabeçudo quem mencionou para o Quarteto da existência dessa arma na nave do gigante) e o Tocha e o Coisa decidem partir com tudo para cima da criatura.

A Mulher Invisível os convence de que os dois não tem a mínima chance contra Galactus e o Surfista, além de que eles precisam levar Reed para um lugar seguro, já que ele está vivo por pouco, após ter sido atingido pelo arauto prateado.

Eles encontram no caminho com Alicia e acidentalmente ficam presos no buncker super seguro do Senhor Fantástico, no edifício Baxter, já que apenas Reed pode tirá-los de lá e ele está inconsciente. Do lado de fora, os Vingadores aparecem e desafiam Galactus. A coisa fica muito feia para os heróis mais poderosos da Terra à medida que são mortos um a um como formigas.

Falando em formigas, Hank Pym, aqui em sua identidade de Gigante (a da semana), enfrenta Galactus no mano a mano enquanto o Capitão América arremessa seu escudo no rosto do Devorador (talvez para coçar o nariz do grandão). Thor combate o Surfista Prateado e morre, mas não sem antes ferir gravemente o arauto (será que só nas relidades alternativas os heróis são tão… matáveis?). Com o Vingadores exterminados, nada mais pode impedir Galactus de sugar com canudinho o planeta inteiro e em seguida partir pelo espaço com seu arauto, até a próxima refeição.

O Quarteto Fantástico logo em seguida ressurge dos escombros da Terra, vestindo trajes que os possibilitam viver no que antes era nosso planeta e que agora é um mundo sem atmosfera. Antes que  possam decidir o próximo passo a tomar, o Doutor Destino aparece com uma brega nave espacial (convenhamos, apesar de suas indubitáveis habilidades, bom gosto nunca foi um dom de Doom) oferecendo aos heróis participação em seu plano de vingança contra Galactus. Os sobreviventes aceitam, mesmo com o Coisa não gostando nada disso. Está na cara que o ele vai aprontar alguma, lógico, se não não seria Destino.

Na primeira oportunidade, o monarca da ex Latvéria ataca o Surfista Prateado na tentativa de roubar seus poderes cósmicos. O vilão tenciona se tornar um arauto do Devorador de Mundos e depois empreender um esquema para usurpar o próprio poder de Galactus. Ah… AGORA SIM é o Destino que conhecemos! Durante o ataque ao Surfista, o plano de absorver suas energias cósmicas não funciona como deveria, fazendo com que ambos sejam consumidos e o Surfista, que já estava com a consciência pesada, aceita nobremente a sua morte.

Dentro da nave de Galactus, o Quarteto Fantástico e a jovem cega se infiltram e lidam com todas as defesas do veículo. Reed encontra a vingadora Vespa, que tinha ficado para trás durante a batalha dos heróis contra o Devorador. Ela conta aos imaginautas que durante esse tempo esteve secretamente infiltrada no gigantesco veículo e encontrou onde o Nulificador foi guardado. Tomado de desespero, raiva e insanidade, o Senhor Fantástico mais uma vez confronta o importante ocupante da nave.

Reed na hora “H” perde o controle e joga ao chão a mais poderosa arma do universo, a única coisa que causa temor ao gigante. Galactus saúda o líder do quarteto não por sua sabedoria ou bravura, mas por tê-lo colocado duas vezes em ckeckmate. Com isso o Devorador admite ter subestimado o valor de todos os mundos de que se alimentara e os seis últimos seres humanos do universo fazem um pacto com a criatura: eles serão daqui por diante seus arautos e o guiarão apenas por mundos desabitados. As vidas que salvam e o conhecimento tecnológico que Reed adquire faz com que ele mantenha sua sanidade. Mas no íntimo ele alimenta a esperança de nos próximos anos encontrar um mundo igual à Terra, para que ele, seus amigos e sua gostosíssima senhora possam repovoar. Será que Sue Richards, Vespa e Alícia dão conta do recado??? Como vai ficar? Richard e Sue,o Coisa com Alicia e o Tocha com a Vespa? Ou o casal fantástico, Alicia e Vespa e o Tocha e o Coisa…? Mas aí bye bye raça humana…

Com toda certeza, Galactus foi a primeira grande ameaça do universo Marvel. Muitos anos antes de Manoplas do Infinito, Pássaros de fogo loucos do espaço e guerras galácticas. Nessa época, Galactus era o maior inimigo da vida no cosmo em que as chances que todos tinham eram a de superar totalmente as probabilidades ou simplesmente assistir seu mundo ser consumido. Mas por duas vezes a incapacidade de desistir mostrou ser a maior arma da humanidade contra a maior ameaça cósmica existente. Essa provavelmente não foi a melhor história da série, mas com certeza foi uma das mais inusitadas.

Anteriores: O que aconteceria se….  clicando aqui!

SURFISTA PRATEADO – criado por Jack Kirby

“Não, eu não posso morrer, enquanto as estrelas brilharem, eu não posso ser morto”

No entanto os Vingadores…

O QUE ACONTECERIA SE O NOVO QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE CONTINUADO COMO UMA EQUIPE ?

Por Venerável Victor ” Tratador de macacos fantasma”  Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem tomado seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos conhecer os mais estranhos moradores que o Edifício Baxter já teve!

“O que aconteceria se o novo Quarteto Fantástico tivesse permanecido como um grupo”

Segundo Volume, #78 1995

Roteiro do americano veterano Chuck Dixon e arte do ilustrador argentino freelance Enrique Alcatena

O contexto até aqui: No início dos anos 90, uma falsa Mulher Invisível convenceu o Homem-Aranha, o Hulk, Wolverine e o Motoqueiro Fantasma que o Quarteto Fantástico havia morrido e portanto eles precisavam tomar o seu lugar por um tempo. Isso, claro, nos leva para uma história que envolve Skrulls, monstros gigantes (sempre eles) e até o obscuro o Toupeira. Tudo terminou, lógico, com a revelação de que o verdadeiro Quarteto Fantástico estava vivo e a falsa Mulher Invisível que era uma skrull, com seus limitados poderes psíquicos, tentando atingir a família mais famosa da Marvel com algum tipo de anel de poder, mas nada aconteceu. O anel dela não era essas coisas… Reed Richards tinha anteriormente trocado os artefatos antes que ela pudesse usa-lo. Nessa realidade, a senhorita skrull atinge a equipa momentos antes que o Senhor Fantástico fizesse a troca.

A história começa com Wolverine, Homem-Aranha e o Hulk melancólicos no funeral da equipe e discutindo o quanto foram incompetentes em resolver o conflito. O Motoqueiro Fantasma então aparece, o que para Logan foi uma benção, pois o baixinho queria mesmo acender um cigarro, e diz a todos que a falta do Quarteto deixou um grande vácuo no equilíbrio de forças no planeta. Que eles deveriam permanecer como um grupo e tentar achar a redenção por suas falhas. Típico do isqueirinho falar isso.

Assim que todos assumem a responsabilidade – algo fácil de acontecer entre os quatro – o novo Quarteto Fantástico se muda para o Edifício Baxter. O Homem-Aranha pondera se conseguirá se acostumar com a ideia de ter uma identidade pública, mas logo esquece essas questões ao ver Mary Jane o surpreendendo vestida num antigo uniforme colante da Mulher Invisível. Eles decidem alugar a maior parte do espaço livre do prédio para outras empresas enquanto o Hulk passa algum tempo como Bruce Banner tentando decifrar como a maioria das máquinas do Senhor Fantástico funcionam.

Quando o assunto é lutar os quatro são sempre eficazes: o novo Quarteto vence facilmente várias batalhas com antigos vilões do grupo que antes davam trabalho e até o Doutor Destino se incomoda com esses novos “charlatões”.

Algum tempo depois Mary Jane, ao tentar achar o robô H.E.R.B.I.E. – que havia sido reconstruído por Peter e Bruce – para que a ajudasse em alguma tarefa doméstica, é surpreendida por dois intrusos no edifício e nocauteada.

Enquanto isso o novo grupo discute sobre negócios que agora tem que gerir e custos que deverão cortar, mas eventualmente o Hulk acaba ficando irritado, ele e Wolverine estão entediados com todas essas burocracias. A discussão muda um pouco quando Peter insiste que, se eles são o Quarteto, devem agir  como tal: uma família. Isso faz o Hulk gargalhar, mas Wolverine se ofende e deixa claro que sua família são os X-men. Antes que os humores fiquem mais esquentados o prédio é atacado por Lady Lethal e Abominável, rivais de Logan e Banner.

Os dois vilões decidem mudar de combatentes, com Lady Lethal atacando o Hulk com suas garras de adamantium e o Abominável enfrentando Wolverine (mão foi o primeiro swing dos quadrinhos). O Homem-Aranha orienta Danny Ketch que saia dali e tente invocar o Espírito da Vingança: o Motoqueiro Fantasma; mas o jovem é interceptado pelo Super Skrull e Devos, que estão de posse do corpo inconsciente de Mary Jane. Ele não é reconhecido pelos criminosos mas, como aliado do Quarteto Fantástico, levaua boa rajada de força só pra garantir. Muito ferido, Danny alcança sua moto mística e começa a sua transformação.

Hulk não consegue imobilizar Lady Lethal e Homem-Aranha e Wolverine mal arranham o Abominável. A batalha segue intensa mas com o Super Skrull de posse do corpo de Mary Jane, Homem-Aranha perde o controle – lembrando-se do que aconteceu com Gwen Stacy, o aracnídeo se distrai e é abatido. O Motoqueiro é derrotado por Devos e Wolverine cai logo em seguida. Hulk – para variar – é atingido e arremessado para longe do edifício. Mary Jane acorda e segura o corpo de Peter amaldiçoando os vilões. O Super Skrull avisa-lhe que os heróis do Novo Quarteto Fantástico foram apenas os primeiros a cair. Mas uma voz fora do quadro da ação grita: “Não!!!” (olha o clichê aí, gente!)

Deus Von Machina.

O Homem-Aranha recupera a consciência e fala para Wolverine o quanto eles são horrorosos como um grupo. Logan admite que só existirá um único Quarteto Fantástico e eles nunca conseguirão se assemelhar com essa equipe. Logo todos se perguntam onde está Banner. Do outro lado da cidade, o Hulk sai de uma cratera dizendo: “Essa doeu!”

A revista termina com um trecho do diário de Mary Jane.

“E esse foi o fim do apartamento mais irado que eu já vivi na minha vida, o Edifício Baxter foi demolido um ano depois. Um luxuoso hotel foi construído em seu lugar e todos seguiram separadamente suas vidas. Peter diz que talvez eles não estejam à altura de salvarem o mundo, pelo menos não como um grupo. Bem… ele é o maior herói do mundo para mim e sempre será!”

Essa é uma leitura inusitada com um grupo de indivíduos tendo divertidas interações, na maioria das vezes entre o Hulk e Wolverine, que supostamente foram destinados no início de suas carreiras a serem inimigos. Alguns dirão que esses caras unidos, nada mais eram que uma paródia de segunda dos Defensores, com o mesmo conceito de grandes lobos solitários tendo que agir juntos como um grupo em prol de um bem maior, mas isso de forma alguma depõe contra o nível de qualidade da história. E é claro que no final das contas todos –  heróis, vilões e leitores, – tiveram que engolir o quanto o Doutor Destino é O CARA (até porque ele não se prestaria a deixar-se fotografar com o Maluf).

Homem-Aranha – Criado por Stan lee e Steve Ditko
Hulk - criado por Stan Lee e Jack Kirby
Motoqueiro Fantasma – criado por Roy Thomas e Mike Ploog
Wolverine - criado por Len wein e John Romita

Que tal conhecer um pouco mais sobre a carreira de Chuck Bixon?  DIXONVERSE

Parabéns ao NeedForFic por seus 3 anos de vida!!!

O QUE ACONTECERIA SE O DOUTOR DESTINO SE TORNASSE HERÓI ?

Por Venerável Victor Von Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos presenciar o que aconteceria se… O Doutor Destino se tornasse herói!

Volume 1 – edição #22  1980

Escrita por: Don Glut   desenhada por: Fred Kida

Reed Richards teve a honra de ir para a faculdade com o narcisista e egoísta Victor Von Doom. O genial estudante era obcecado em achar meios de se comunicar com a alma de sua mãe no Inferno e mergulhou na magia negra para conseguir fazê-lo. Um dia Reed encontrou as anotações de um projeto de Doom para a criação de uma estranha máquina e ficou maravilhado com seu conceito genial. Victor ao chegar ao dormitório que dividiam, gritou com o futuro Senhor Fantástico por se sentir violado em sua privacidade e não ouviu quando Richards o avisa que os seus cálculos estavam errados.

Dito e feito. O experimento foi um fracasso e literalmente explodiu na cara de Victor, que culpou Reed por seu fracasso, acreditando que foi o colega de quarto que sabotou seu experimento por ter inveja dele. Nascia então O Doutor Destino, uma das personalidades Marvel mais importantes e notórias. Mas isso tudo não precisaria ser assim.

O ponto de mudança: 

Aqui, Doom grita com Reed por ter se intrometido em sua experiência, mas a parte curiosa e racional de sua mente supera seu orgulho nessa realidade. Ele se acalma e pede ajuda a Richard para explicar onde está o erro nos cálculos da equação. O colega americano demonstra real preocupação sobre o que poderia acontecer se um experimento desse porte desse errado e mesmo deixando claro que discorda com os métodos, ele se torna voluntário para ser assistente. Von Doom, emocionado pela oferta de ajuda em resgatar ninguém menos que sua mãe, aceita a proposta.

O experimento é um sucesso e Victor consegue contatar a alma de sua mãe, presenciando suas torturas e descobrindo ser o real herdeiro do trono da Latvéria e ele entende que agir em prol disso é mais importante que se formar na faculdade. Voltando do inferno, se despede de Richards sentindo que no futuro seus caminhos irão novamente se cruzar.

Primeiro, o jovem cigano faz uma volta ao mundo buscando nas artes negras uma resposta para libertar sua mãe. Após encontrar uma pista quente, ele viaja ao Tibet e é recebido por monges muito especiais. Eles o ensinam tudo o que podem sobre as artes místicas ao ponto em que Victor supera seus mestres, no final de sua preparação, uma armadura é forjada para ele, mas nesse novo mundo, não há a necessidade de uma máscara de ferro hedionda para esconder sua deformação física (ou psicológica?).

O então estreante Doutor Destino usa um encantamento estratégico para libertar a alma de sua mãe do Inferno. Excitado com seu triunfo, ele parte para libertar a Latvéria de uma família nobre usurpadora e fazer do país seu reinado. Enquanto isso, no Inferno, Mephisto fica extremamente aborrecido porque uma de suas almas escapou – sujeitinho mesquinho – e coloca Von Doom em seu “caderninho negro”.

O Doutor Destino, agora extremamente confiante de suas capacidades, entra de surpresa na sala do trono do tirano príncipe Rudolfo. A guarda do castelo nada pode contra sua tecnologia e magia negra; E, enquanto foge, o ditador é alvejado por um projétil de um de seus seguranças. Rei morto, rei posto! Destino declara que é o legítimo regente da Latvéria e o déspota, em seus últimos instantes de vida, admite que ele está certo, que Von Doom é o legítimo herdeiro ao trono. Ele morre e o país fica em melhores mãos…

Destino liberta seu povo cigano que era mantido como escravo antigo regime havia anos; incluindo sua paixão de infância, Valéria, e seu antigo tutor Boris. Usando toda sua tecnologia para solucionar os problemas da nação, torna a Latvéria um lugar encantador para se viver pela primeira vez na sua história. A miséria é abolida, a qualidade de vida é a maior da Europa e a todos os habitantes é oferecido o melhor sistema de saúde já visto, as melhores universidades abrem filiais nesse novo país. Von Doom apesar de se tornar um monarca absoluto, permite o ir e vir de seu povo, que em hipótese alguma se imagina vivendo em qualquer outro lugar do mundo.

Em um momento em que desfila pelas ruas de sua nação, ele anuncia que irá se casar com Valéria e que toda a população está convidada para a cerimônia. Momentos após esse anúncio, quando Victor e Valéria estão prestes a deixar a praça principal, as coisas ficam complicadas.

Mephisto teleporta Destino para uma de suas “dimensões negras”, onde ele deixa as coisas bem “claras”: Destino roubou uma de suas almas e ele deve ao demônio uma retribuição por isso. Os dois lutam em equivalência por pouco tempo, mas no fim Mephisto admite que só está brincando com o jovem Von Doom, logo em seguida o derrotando inequivocamente e absorvendo sua força vital. Mephisto dá a Destino duas opções: Ou Victor vai agora para o Inferno ou Valéria toma o seu lugar. Ele confunde Destino com dois argumentos distintos, torturando Von Doom com uma decisão que precisa ser imediata.

Mas esse é Victor Von Doom, ele pode não ter se tornado o monstro da realidade 616, mas ele é quem ele é. Talvez o Doutor Destino seja mais nobre e heroico nesse mundo, mas ele em nenhum momento é puro de coração, em primeiro lugar ele é um homem egoísta e lógico, no final ele abraça o orgulho em detrimento de seu coração. Seu amor por Valéria é uma coisa, mas o mundo precisa de Von Doom! Ele toma sua decisão e é transportado de volta para a Latvéria, agora sem sua noiva. Ao reaparecer, ele agride seu povo na ruas e grita que apenas quer ficar sozinho.

Para os cidadões da Latvéria e o mundo no geral ele continua um herói. Mas sua vida é condenada à solidão. Uma vez ao ano… todos os anos, lhe é permitida a entrada no Inferno com o objetivo de resgatar a alma de Valéria, todos os anos ele retorna após falhar sempre vergonhosamente, mas talvez um dia… talvez…

Nós não tivemos oportunidade de ver Reed Richards após a faculdade, teria o “heroico” Destino lutado ao lado do Quarteto Fantástico? E quanto aos outros heróis? Seria muito interessante vermos o Doutor Estranho confrontando esse “aperfeiçoado” Doutor Destino.

Essa edição não é exatamente fantástica por sua ação, mesmo com a parte em que Destino e Mephisto lutam no Inferno, ela é um pouco parada e vocês viram o uniforme de nosso “herói”. O Doutor Destino é um personagem amado e intrigante. O que se tem aqui não é um colorido e explosivo conto heroico, mas uma interessante história de como esse homem genial poderia ter se tornado e as transformações que poderia ter proporcionado ao nosso mundo.

Nota:

John Byrne em sua passagem pelo título do Quarteto Fantástico na década de 80 tentou fazer do Doutor Destino algo um pouquinho menos mesquinho ao continuamente tentar salvar alma de sua mãe, também prisioneira de Mephisto na nossa realidade oficial. Já Mark Waid evoluiu esse enredo na década de 2000 ao fazê-lo assassinar Valéria e vender sua alma a um demônio em troca de mais poder. Bom, Valéria se dana em qualquer realidade.

Conclusão:

Ainda bem que Mephisto interveio nessa realidade alternativa, ou o Doutor Destino teria assimilado todos os outros títulos Marvel, causando dezenas de cancelamentos por causa de  fãs abandonando suas revistas preferidas, já pensaram? “O espetacular homem-Destino”; Destino-men”; “Os Destinadores”; “Destino-Factor”; “Quarteto Destino”; “Destino, o homem sem medo”…

Arte original a venda no Ebay

Quando Os Quatro Fantásticos saltam das revistas para os desenhos animados!

Por Guy Santos     http://guysantos.blogspot.com/

O quarteto de super-heróis mais famoso da casa das ideias, ganhou sua primeira versão animada em 1967 (que durou até 1968). A animação foi criada pelo estúdio Hanna-Barbera, criadora do “Tom e Jerry”, “Space Ghost”, “Jonny Quest” e tantos outros que adoramos. Por algum motivo, quando o desenho foi traduzido para ser exibido nas terras tupiniquins, recebeu uma tradução ao pé da letra. A Ebal já publicava quadrinhos com os personagens, com o titulo “Quarteto Fantástico”, mas ignorando este fato a série chegou com o titulo “Os Quatro Fantásticos”. A editora RGE aproveitou o titulo do desenho em algumas edições. Seguindo pelos moldes dos desenhos animados antigos, das décadas de 60 e 70, diferentemente dos desenhos de hoje, a série não segue uma cronologia. A introdução do desenho conta um pouco da origem dos personagem principais, mais através de imagens do que de narração, mas existe um episodio onde Reed Richards explica não só a origem dos quatro heróis mas também a origem do Doutor Destino.

O desenho animado deixa de lado os dramas pessoais dos personagens, algo que os estúdios não se interessavam muito na época, já que os desenhos eram direcionados para as crianças, deveriam se entregar apenas a aventura. No entanto isso não impede de haver alguns pontos a se ressaltar, como Reed já está casado com Sue e o Coisa se mostrar em alguns momentos incomodado com sua aparência, falando em Ben, sua eterna rivalidade com o amigo Tocha-humana aparece bem menos (quase nada) do que no filme de 2005 (que ganhou sua continuação em 2007 com Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado) e na animação de 2006 (intitulada apenas de “Quarteto Fantástico”).

Durante os 20 episódios (de mais ou menos 20 minutos cada) existem situações um tanto quanto peculiares, a maioria delas é protagonizada pelo Senhor Fantástico. Como quando Reed explode uma ilha cheia de armas nucleares, do vilão Professor Gama, sem se preocupar com o que isto poderia causar. Mas logo descobre, pois a radioatividade nas locações da ilha transformam o vilão (que volta para ver o estrago) em uma criatura monstruosa, logo uma ameaça aos Quatro Fantásticos. Neste mesmo episodio temos um dos raros dramas do desenho animado, quando Johnny Storm se mostra está de saco cheio dos heróis, e vai embora, mas logo volta a equipe sem mais drama.

A história com participação do Surfista Prateado e de Galactus, uma das histórias mais lembradas do Quarteto, que começou na revista “Fantastic Four” # 48 (e foi até a número 50) em 1966, e foi o mote para o filme “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”, na série animada ganha um episódio. O Surfista, na versão dublada do desenho, é chamado de Escoteiro de Prata e o Vigia de Vigilante. Neste episódio tudo acontece muito rápido, e conta inclusive com um beijo de Sue e o Surfista Prateado (ou Escoteiro de Prata). Reed não se pronuncia sobre este fato.

Além dos filmes mais atuais, os heróis possuem um filme do ano de 1994. Existem também outros dois desenhos animados, um de 1978 (onde Johnny é substituído por um robô), e outro de 1994.

Herbie - o rob6o foi criado pelos produtores pelo receio de que o Tocha humana incentivasse que os pequenos mexessem com fogo.

Não posso dizer até onde o desenho animado, “Os Quatro Fantástico”, pode ser fiel aos quadrinhos daquela época, mas o traço da Hanna-Barbera, e as aventuras curtas e diretas, quando não absurdas demais, são muito interessantes.

“O que aconteceria SE…” Doutor Destino herói, Senhor Fantástico um babaca e QUADRINHOS QUE ME FIZERAM FELIZ parte 4

Por Venerável Victor “sempre vigilante” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo Imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Vamos revisitar um interessante momento da vida da mais famosa família da Casa das Idéias que foi publicado logo após a maxi saga Guerras secretas, na década de 80 ???

O que aconteceria se… o segundo filho do casal Fantástico tivesse nascido?

Escrito por Jim Valentino e Ron Marz e desenhada por Dale Eaglesham e Rurik Tyler

O contexto passado: Entre ter tido Franklin e Valéria, houve uma outra vez que Sue Richards – a Mulher invisível – esteve grávida do Senhor Fantástico. Infelizmente, houveram complicações por causa de radiação, devido a uma recente aventura da equipe na Zona Negativa. Reed procurou o Doutor Otto Octavius – o supervilão Doutor Octopus e o maior expert em radiação do planeta – por ajuda. Pra variar, o coroa cheio de braços mecânicos enlouqueceu por um momento e os dois entraram na pancadaria pelos telhados de Nova Yorque. O senhor fantástico conseguiu acalmar Otto e esse finalmente concordou em ajudar. Infelizmente, eles estavam meia hora atrasados, pois Sue teve um aborto nesse meio tempo.

Então vamos imaginar que o esquizofrênico Octopus não tivesse surtado e chegado com Reed Richards em tempo de ajudar a Mulher Invisível  dar a luz. Nós teríamos duas diferentes histórias aqui, em dois lados da mesma moeda, vamos vê-las, Devotos???

A primeira história é melhor descrita como um belo conto de terror. Franklin – o filho mais velho do casal Fantástico – acorda no meio da noite após ter uma terrível visão do futuro, onde seu pai estaria morto. Seus pais acreditaram que se tratava de um simples pesadelo infantil e deixaram a coisa assim como estava. Mas Franklin agora tem certeza de que existe um monstro vivendo dentro de sua mãe. Com o tempo, a gravidez de Sue começa a ficar muito complicada, ela a cada dia fica mais fraca e quase esquelética de aparência. Logo perdendo seus poderes de invisibilidade. Quando ela finalmente dá a luz, com a ajuda do Doutor Octopus, ela morre no processo. Reed dá o nome de Sue para a criança em homenagem a sua falecida esposa. Nós aqui já sabemos por experiência em ler quadrinhos que essa história não vai acabar bem.

Flanklin nunca chega muito perto de sua irmã com o passar dos anos. Quando a pequena Sue finalmente completa três anos, o garoto repara que a babá da menina, Alicia Masters está adoecida da mesma forma que sua mãe estava, enquanto grávida. Ela logo morre da mesma forma. Johnny Storm – o Tocha Humana e namorado da moça – é o próximo da lista. O garoto tenta avisar seu pai sobre isso, mas Reed emocionalmente abalado… olhem para isso…

Ele bate em Flanklin tão forte que daqui do site nós sentimos no rosto, não? Johnny então morre e ninguém ainda acredita em Franklin.

Bem Grimm perde seus poderes e fica feliz por isso – afinal ele sempre os teve como uma maldição e não uma benção – Uma noite, fora da cidade, ele esbarra com um chefão da máfia que ele no passado encheu de bordoada e que quer vingança. Ben leva um tiro e acaba na UTI de um hospital. Apesar de parecer possível O Coisa sobreviver a esse atentado, ele acaba sucumbindo aos ferimentos após a pequena sua aparecer com seu pai para visitá-lo, e seus olhos brilham com uma intensidade vermelha. Flanklin acusa novamente a irmã de toda a desgraça e Reed enche o moleque de bordoada… de novo.

Decidido, Franklin com os recursos do Edifício Baxter a disposição, consegue viajar para a Latvéria e consegue uma audiência com o Doutor Destino em pessoa. Após ouvir as evidências do menino, Victor Von Doom entende que a pequena Sue é uma súcubos – um demônio feminino – e Doom demonstra interesse em seu crescente aumento de poder, afinal, algum dia ela poderá ser uma ameaça para  seu país. Quando os dois retornam para o Edifício Baxter, Reed está os esperando.

Destino se comporta racional aqui e bastante comedido, porém Reed está super-protetor com a pequena Sue e até mesmo ameaça matar seu filho Franklin.

Destino fica chocado e também desapontado em ver tudo isso. Enquanto os dois discutem, a reação de Victor é mais ou menos assim com minhas palavras de carioca, “Não é você normalmente o racional de nós dois? Cara, o que diabos aconteceu com você, rapá? Você está me fazendo  sentir mal por ser seu rival!”. Ele derrota Reed apenas no argumento e o Senhor Fantástico perde perdão para sua filha caçula por não ser capaz de protegê-la mais. Nessa mesma hora, a menina assume sua verdadeira forma, alguma coisa como um primo do “Alien”. O babaca do Senhor Fantástico se desculpa também com Franklin por não acreditar nele todos esses anos antes de ser devorado por sua “filha”. Com o fim de Reed, Destino toma à dianteira e assume o papel de herói da vez.

Destino, protegendo Franklin.

A batalha não dura muito quando a pequena Sue descobre que pode absorver as energias da armadura de Von Doom, a força vital de Destino é drenada e a Súcubos brinca com Franklin enquanto o persegue pelo Edifício Baxter. Ela o encontra a esperando com um grande canhão, ela ri ao ver que o menino tenta feri-la com uma mera arma. Mas esse é seu grande erro, pois ele apenas usa a arma para atingi-la em direção ao portal da Zona Negativa que deu origem a ela. Franklin depois destrói o portal para que ela nunca mais retorne. Nessa mesma hora, a pequena Sue se encontra numa cilada ao dar de cara com o regente da Zona Negativa, O Anniquilador.

As páginas finais são apenas Franklin andando pelo prédio sozinho, se lamentando de como tudo isso poderia ter sido evitado se seu pai tivesse dado ouvidos a ele. Bem… Quem leu Guerra Civil sabe que o Senhor Fantástico apesar de todo seu intelecto, é um idiota.

A segunda história tem o bebê nascendo sem nenhum incidente com Súcubos.  A criança recebe o nome de Mary, em homenagem a mãe de Sue. E Reed faz experimentos com sua filha procurando mutações estranhas, apesar de ela demonstrar que pode voar, a pequena Mary passa por uma criança normal na medida do possível. Quando ela completa quatorze anos, ela presencia um cachorro sendo atropelado por um carro, Mary corre para socorrê-lo e seus poderes se manifestam, possibilitando curar o animal. Então o grande barato é que ela é uma curandeira! Mary usa seus poderes o máximo que pode, curando hospitais repletos de gente e isso amedronta o governo dos Estados Unidos por alguma razão.

Em verdade, Ron Marz – que já vai pro céu só por ter criado o Lanterna Verde Kyle Rayner – transforma esse conto no maior pesadelo do presidente George Bush pai, quando Mary se torna uma “super hippye”, lutando pelos direitos das minorias, do meio ambiente, dos blogs de notícia e todo o resto. Ela organiza um protesto na capital do país, Washington, o que faz com que o “páu mandado mais nojento do universo Marvel” o agente do governo Peter Gyrich, arquitete um plano e os Vingadores são alertados por ele para em hipótese alguma tomarem parte do protesto, fazendo com que o Capitão América abandone o grupo.

Não vou nem comentar que apesar de que Mary Richards esteja agora com seus vinte anos, o elenco dos Vingadores continua praticamente o mesmo e nenhum de seus integrantes envelheceu um ano sequer – muitas idas ao Doutor Hollywood provavelmente – e agora que eu pensei nisso… por quê o Senhor George Bush pai continua o presidente  ??? Talvez esse governo tenha algum super poder que eu nunca soube. Mas graças a Grodd, essa edição teve assassinato de Súcubos, afinal de contas. Já está valendo a leitura.

Enquanto isso, Mary faz seu grande discurso enquanto o Capitão América surge do meio da multidão e sobe no palco. Então nós temos o mais engraçado soco na boca do estômago da história dos quadrinhos. Quase um  Zinédine Zidane.

Enquanto o Capitão é preso pelas autoridades, ele pega o microfone e grita sobre o quanto essa jovem está arruinando a América. Isso acaba provocando uma grande revolta e transforma o protesto numa grande confusão. Mary usa de todos os seus poderes para limpar a mente de todos os presentes da raiva e acalma toda a população. Ela desmaia com o esforço e acorda no hospital, decidida dali por diante a ajudar todo o país e depois o mundo a seguir numa direção muito mais saudável e pacífica e todos ficam felizes.

No fim da história, Gyrich aparece muito “fulo” porque seu plano de se vestir como o Capitão América e desacreditar publicamente Mary Richards não terminou como ele esperava, alguém invade seu escritório, alguém carregando um escudo arredondado, arrebentando a porta e nocauteando Gyrich. Seus olhos estão vermelhos por alguma razão. O que leva o leitor a ver um Capitão América muito enraivecido por sua imagem ter sido usada indevidamente como também existe a possibilidade de ali ser um Justiceiro vestido de Capitão… sem brincadeira!

De qualquer forma eu sempre vou amar o primeiro conto desse capítulo, pela proposta do autor de mostrar a realidade por um outro ponto de vista sobre até que ponto alguém é totalmente mocinho ou vilão. Afinal temos um Senhor fantástico enlouquecido e envenenado pelo ego e um Doutor Destino no fim das contas, heróico.

"Nós somos uma família Reed e a família fica sempre unida!"" Arte original de Jack Kirby

SEXTA MALDITA, bem-vindos ao mundo adulto!


Bem vindos jovens devotos, na primeira edição de minha coluna sazonal do Santuário, vamos discutir e apresentar a visão pessoal dos sacerdotes e neófitos  dessa casa, na defesa de por que esses maravilhosos personagens que nós amamos odiar  são, cada um em seu contexto, os maiores e melhores vilões de todos os tempos. Como eu, Mefisto não posso ser definido, pois definição é limitação e estou acima desses conceitos mortais, apenas convido-vos a apreciação dessa breve jornada na psiquê de grandes personalidades, algumas das quais me causam uma leve inveja, admito!

CORINGA “… Porque eles herdarão a Terra”   Por Pablo Ramos

criado por Bill Finger e Bob Kane

Ah, os vilões… representam tudo o que não queremos ver na vida e ao mesmo tempo são justamente eles que tornam as histórias inesquecíveis.. Chapeuzinho Vermelho, sem o Lobo Mau, teria se perdido na floresta e morrido de frio e fome na pior das hipóteses – história indigna de atravessar os séculos no imaginário das gerações. Os vilões, quando não querem almoçar suas vítimas, como o Lobo Mau ou Hanibal Lecter, buscam a dominação mundial, uma hecatombe nuclear, o fim da humanidade ou fortunas incalculáveis… certo? Errado.

Ao procurar o maior entre os vilões não é entre sonhos de grandeza e conquista que encontraremos o malvado definitivo; o maior vilão não é aquele que se faz ou tenta se fazer o maior, mas sim justamente o mais despretensioso de todos Quando os humildes herdarem a Terra… o Coringa, o palhaço do crime, estará entre eles.

O Coringa não quer dominar, aniquilar ou enriquecer.  Ele avança em sua loucura, muitas vezes denunciando a insanidade do mundo “saudável”, com o único propósito de levar desordem às vidas obsessivamente organizadas dos pacatos cidadãos de Gotham. Ele não comete maldades para atingir seus objetivos, como os antagonistas pragmmáticos espalhados por aí – a maldade para ele é algo mas do que natual, diria um caminho óbvio para sacudir o mundo da mesmice e assim chamar o morcegão taciturno para brincar de polícia e ladrão. O Coringa é mais do que um vilão afinal, ele é uma força da natureza, uma “força que não pode ser detida” como ele mesmo se definiu. Por não tentar ser maior que os outros nem querer ter o mundo aos seus pés, o Coringa é o mais cristão dos vilões – ele só quer levar sua boa-nova, que seria “Ei, de cabeça pra baixo também pode funcionar!”

Quando eu era moleque um jornalzinho das esdcola entrevistoou o professor de Geografia, perguntando o que ele faria se ganhasse todo o dinheiro do mundo. “Queimava”, foi a resposta que causou certo rebuliço entre os pré-adolescentes. Foi justamente o que o Coringa fez, em memorável cena de O Cavaleiro das Trevas – queimou uma montanha de dinheiro porque afinal tudo de que ele precisa é muito barato. Humilde, não?

Mas isso não seria suficiente para fazer dele o maior dos vilões – a cereja do bolo é sua inteligência soberba, que o torna tão indomável e perigoso. Além disso, que outro vilão tenta nos fazer rir a todo instante?

Darth Vader  ensaio sobre o mal   Por Henry Garrit

criado por George Lucas

De onde vem o mal que nos domina e nos devora, e que nos faz ser parte dele? O mal já existe dentro de nós ou é cultivado pelos nossos atos?

Pode uma criança inocente ser detentora de um grande mal? Pode essa criança crescer possuindo um grande poder, uma enorme dádiva… receber treinamento dos melhores mestres, ter acesso aos mais sábios ensinamentos… e mesmo assim voltar-se contra tudo que lhe foi ensinado?

Um antigo ensinamento nos diz que existem duas feras dentro de nós. Uma é boa e a outra é má. Sabe qual delas predomina?

O jovem Anakin Skywalker conheceu todo o tipo de privação. Vivenciou o pior que o universo tinha a oferecer, mas também o melhor. Ele conheceu o amor. Até que de dentro dele, improvável, impossível… nasceu a ira!

O sentimento queimou em seu peito. Ele conheceu o ódio.

Sua fúria, oposta a serenidade que ele possuía, tornou-o uma força devastadora. O maior dos Jedis, o maior dos Sith. Tudo isso e nenhum dos dois. Uma anomalia incontrolável.

Seu corpo foi destruído, mas ele foi trazido de volta. Enxertos de metal substituíram seus órgãos, e isso o enfraqueceu, mas não o impediu de reinar entre os “inferiores”. A determinação incansável de um herói, a serviço das vontades do maior dos vilões.

A fera que predomina é aquela a quem damos alimento.

Deformado, aprisionado em uma máscara horrenda que lhe concede vida e faz dele a face da morte. A morte de qualquer um que esteja no seu caminho. Pessoa ou planeta. Que a Força proteja quem se oponha a Lorde Vader.

Até que de dentro dele, improvável, impossível… nasça a redenção.

Dr Evil  A síntese dos malvadões  Por Lucas Assis

criado por Mike Myers

Ele carrega o Mal no nome. Trinta anos em uma câmara criogênica no espaço sideral não foram o suficiente para aplacar suas ambições de dominação mundial. O nemesis do agente secreto britânico Austin Powers é o grande vilão dos três filmes da franquia, sempre com a pretensão de, claro, dominar/destruir o mundo ou… ganhar uma boa quantidade de dinheiro para não fazê-lo (!!).

Após uma tentativa fracassada de assassinar seu arqui-inimigo Austin Powers, em 1967, ele consegue escapar entrando em uma câmara criogênica que é enviada ao espaço. Após 30 anos, volta à Terra, reúne seus antigos comparsas para assumir novamente seus “negócios”, isto é, tentar dominar o planeta. Durante uma sessão de terapia em grupo, no primeiro filme da série (“Austin Powers: International Man of Mistery”), Evil nos presenteia com detalhes sobre sua infância e juventude: seu pai era um implacável padeiro autodidata belga, que tinha narcolepsia e tendências à perversão sexual. A mãe era uma prostituta francesa de 15 anos de idade, com pés palmados (é uma pequena deformidade em que os dedos dos pés se mantém ligados por tecido, como em alguns animais). Além disso, o pai era mulherengo, alcoólatra e afirmava ter inventado o ponto de interrogação (?, ?…!!!). Na primavera a família fazia capacetes de carne (Lady Gaga copiou) e quando ele era mal-criado, era colocado num saco de pano e apanhava com um pedaço de madeira. Com 14 anos de idade, um zoroastra chamado Vilmer ritualisticamente raspou seus testículos… aos 18 ingressou na Evil Medical School, mais tarde ele fez aulas de sapateado. Ele queria ser uma ameaça completa. No terceiro filme da série (“Austin Powers in Goldmember”), no entanto, é revelado que Evil e Power são irmãos gêmeos separados muito cedo em uma explosão de carro. Evil não é somente uma paródia dos inimigos do agente secreto James Bond mas uma paródia de todos os grandes vilões da cultura pop e as referências diretas aparecem diversas vezes (seu filho Scott o chama de “Darth” num momento). Quase todos os clichês estão ali representados: a obsessão pelo herói e um jogo de espelhos distorcidos entre suas personalidades (Mike Myers brinca com isso interpretando ambos os personagens), a irresistível volta da morte (após 30 anos!), os planos mirabolantes e a necessidade de contá-lo em detalhes para o arqui-inimigo dando-lhe tempo para escapar e derrotá-lo, o narcisismo sem tamanho ( inversamente proporcional ao tamanho de seu próprio clone e side-kick,, o Mini-Me!), a criatividade de seu sadismo (tubarões com raios laser na cabeça e muitas outras coisas), os fiéis comparsas atrapalhados (Number 2, Frau Farbissina, Fat Bastard…), um animalzinho de estimação bizarro (Mr. Bigglesworth, um gato persa que perdeu todo os pêlos devido ao processo de criogenia), e a relação complicada com o filho que se ressente de estar à sua sombra, mas que inevitavelmente seguirá o lado negr…o caminho da maldade.

Doutor Destino  Por Venerável Victor Vaughan

criado por Stan Lee e Jack Kirby

O homem da máscara de ferro  talvez seja o maior vilão de todos os tempos, primeiro por seu currículo invejável de maquinações , sendo o nêmesis  dos maiores heróis do mundo , detentor de talentos que rivalizam praticamente todos os campeões da terra e mesmo que não vestisse uma armadura – tão fantástica quanto seu intelecto pode conceber – capaz de neutralizar e contra atacar  qualquer super ser, Destino ainda se valeria de seus talentos naturais como, cientista, alquimista, místico, estrategista, líder e manipulador supremo. Segundo por sua natureza humana, pois Victor Von Doon com sua ambição que assim como seu intelecto não conhece limites só pode ser derrotado por seu maior defeito e a razão por nunca ter atingido plenamente seus objetivos , sua vaidade absurda.

O jovem Victor foi criado numa pequena aldeia cigana no arredores da Latvéria, seu país de origem na Europa central, sua mãe cigana, uma talentosa feiticeira, muito amada por seu povo, faz um pacto com o demônio Mefisto, obtendo poderes místicos para que pudesse  derrotar o governo de seus país que era responsável por tiranias e crimes horrendos com o povo, em troca de sua alma. Lógico que Mefisto a traiu e levou sua alma para seu reino de eterno tormento. Seu pai, um famoso curandeiro, foi assassinado por um Barão, irado por este não ter conseguido salvar a vida de sua esposa. Victor jurou vingança pela nobresa de seu país  e ao encontrar os apetrechos e livros de magia de sua mãe, descobriu um talento inato para  o ocultismo e começou a estudar sozinho artes negras, mostrando uma aptidão excepcional também para as ciências.

Essa aptidão o faz ganhar uma bolsa de estudos na universidade Empire State, onde conhece Reed Richards, o líder do Quarteto Fantástico, ainda jovem. Victor dedica seu tempo livre na criação de um aparelho trans dimensinal que o permitisse definir a localização exata  de sua mãe na dimensão infernal e assim  poder traçar um plano de resgate. Reed ao ler os esquemas de construção do projeto o alerta de uma falha estrutural mas a vaidade de von Doon o impede de ouvir o colega de classe com um catastrófico resultado. Ao ligar o aparelho, ele realmente consegue que  funcione por quase dois minutos, dando a localização de sua mãe mas após isso, ele exlplode causando uma cicatriz no rosto do jovem. Destino pela mesma vaidade não assume que os erros de cálculos eram seua e credita a culpa ao lider do Quarteto, elegando que por inveja do mesmo foi vítima de uma sabotagem. Querem saber o que é mais fantástico nessa história? A verdade pode ser realmente qualquer uma das duas. Pois apesar de grande herói, Reed Richards também e um ser humano falho e passível de sentimentos mesquinhos, ainda mais em um momento vulnerável de sua juventude…

Victor Von Doom  é expulso da universidade e atormentado por sua vaidade, se vendo como um monstro, pela pequena cicatriz que adorna seu rosto, parte para o Tibet  onde conclui seus estudos de magia, confecciona sua armadura, na época ainda mais rudimentar, onde por impaciência   – capítulo crucial de sua história, pois a máscara de ferro do traje, uma vez recém saída da forja e ainda quente – é encaixada na armadura,  deformando de vez seu rosto, ali definitivamente morrendo Victor e nascendo o  Doutor Destino que para seu país natal, derrota  com o apoio da população a nobreza vigente por séculos assassinando  os responsáveis pela morte de seus pais e se intitula  monarca absoluto da Latvéria, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária para seu povo, apesar da sua justiça desmedida muitas vezes pela mão de ferro. Ele até se conferiu o doutorado em ciências pala universidade de seus país, já que não pôde concluir seu curso nos EUA. Sendo o mestre estrategista supremo, ele já derrotou os mais poderosos seres do universo, entre deuses, criaturas cósmicas e exércitos inteiros mas apesar de crer o contrário, sua orgulho e soberba, só não rivalizam sua vaidade desmedida que sempre foi e será seu mais formidável adversário. Por essas características tão humanas, Destino é o vilão com a personalidade mais copiada da história da cultura pop.

Exterminador  Por Rodrigo Broilo

criado por Marv Wolfman e George Pérez 

Partindo da premissa de que entrei no mundo dos comics e abracei a minha identidade nerd quando conheci e me apaixonei por Novos Titãs, é impossível não dizer que meu vilão por excelência é Slade Wilson, o Exterminador.

O problema é… Ele é um vilão mesmo?

Eu costumo analisar… Slade é um Exterminador, alguém que recebe por fazer um serviço que pouca gente faria. Ele é um profissional. Um profissional do extermínio, de crime, mas um profissional, e nesse ramo um dos melhores. Ele está condenado ao inferno pelas doutrinas judaico-cristãs ocidentais? Com força! E corre o risco de voltar como um sapo em outra vida, por tantas outras fés. Mas é o seu trabalho…

E muito mais do que isso, Slade é pai. Invariavelmente, desde a criação dos Novos Titãs por Wolfman e Pérez na dançante década de 80, Slade tem uma ligação paternal com os Novos Titãs.

Primeiro tentou destruí-los assumindo o contrato de seu finado filho, Devastador, em matar os Titãs. Slade considerava o grupo responsável pelo destino de seu filho.

Anos mais tarde foi a vez de Joey Wilson, o herói Jericó, estreitar as relações de Slade com os Titãs. Joey foi um valoroso membro dos Novos Titãs até surtar com tantas almas que possuiu. Slade foi obrigado a mata-lo e as relações entre ele e os Titãs ficaram abaladas em anos seguintes, como sempre.

Aceitando um trabalho aqui, outro ali, Slade foi adentrando no panteão dos grandes foras-da-lei do Universo DC. E não caiu fora nesse reboot, tem até título próprio.Por dinheiro, enfrentou a Liga. Por interesses próprios, se aliou a outros vilões. E por amor a sua família, enfrentou os Titãs.

Os métodos de Slade são condenáveis? Deveras. Ele mata, rouba e engana por dinheiro. Ele age em proveito próprio sempre. Ele é um mercenário de aluguel.

Mas ele é um pai. E isso faz de Slade Wilson o meu mais phodástico “vilão”: um homem de negócios, um pai de família, um homem de valores éticos e morais muito próprios e peculiares.

Voldemort  aquele que não devemos  mencionar  Por Letícia Fiúza

criado por J. K. Rowling.

Tom Marvolo Ridle  foi uma das mentes mais brilhantes da sua época, não há duvidas, contudo, isso não foi o suficiente para ele, já que outras características marcantes em sua vida eram sua ambição e ódio. E esses sentimentos, cegam. E foi exatamente o que houve com esse bruxo.

Voldemort odiava os mestiços e trouxas, porque eles eram uma lembrança presente da sua própria origem. O bruxo ambicionava ser grande, ser poderoso. Ele queria vencer a morte, vencer toda fraqueza humana que julgava maculá-lo.

Seu desejo era ser temido. Não ser respeitado ou amado, pouco lhe importava. A criança Voldemort não conheceu o amor, não conheceu afeição. Filho de uma união gerada por uma poção do amor muito forte, que era apenas uma imitação do sentimento, teve a partir da gestação o ódio e abandono como herança.

O homem Voldemort cresceu assim, julgando o desconhecido amor e a benevolência como sentimentos a serem eliminados, jamais aceitando tais fraquezas. E esse foi seu grande erro.

Não o defendo, meu lado critico acha que mesmo com uma mente tão brilhante ele acabou sendo muito burro, porém, consigo entendê-lo.  Na verdade sinto pena do que aquela criança se tornou. Na profecia que dita seu fim, é citado que seu oponente teria um poder que ele desconhecia. E Harry Potter em contraposto a Tom Riddle, era impregnado com esse poder, o amor.

Não são todos uma fofura? Por hoje é só Devotos…mas eu, Mefisto, estou sempre a disposição de vocês para proporcionar qualquer desejo que suas pequenas mentes puderem conceber, apenas cobrarei um pequeno preço, quase imperceptível e relevante. Beijo me Liguem!

Deixem suas estrelas, comentários e almas abaixo, que serão muito bem vindos …

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