
por Venerável Victor “tratador de macaco do inferno” Vaughan
Demon Knights #0 SPOILERS

Paul Cornell, Bernard Chang e Marcelo Maiolo (cores)

Capa de Bernard Chang
Claro que alguém, nesses últimos quase quarenta anos de criação dos personagens já se fez essa pergunta e essa edição finalmente conta a origem que ninguém antes contou. O que possivelmente faz dessa edição #0 o material mais interessante e valoroso da editora desde o inicio do reboot da DC, um ano atrás.
Além do homem e demônio em foco aqui nessa edição, os leitores têm algumas importantes revelações sobre a mitológica Camellot Arthuriana, durante o seu apogeu e queda.
Uma das principais características dessa edição pode passar despercebida pelo leitor, o fato de Merlin narrar esse capítulo inteiro, independente do seus estado “morto” do arco passado. E sendo um personagem que não está preso a nenhuma cronologia ou ao tempo linear como o vemos, essa história pode ter sido contada por ele, tanto do passado antes de seu assassinato, como de algum futuro longínquo… Ou até mesmo, muito antes de qualquer um desses eventos terem acontecido! O que pode denotar o seu eventual retorno – leiam a edição zero de StormWatch – e o fato dele ter ainda mais relevância na série daqui por diante. Como os fás testemunharam, o mago não faz planos pequenos e os frutos de suas ações levam eras para serem colhidos.

Paul Cornell faz com que a conexão entre Etrigan e Jason fosse bastante clara, os dois são criaturas conflituosas com sua condição e não apreciadas por seus superiores. O que faz com que sejam muito enraivecidas quanto a isso. Mas como isso vai funcionar na série agora que mês que vem ela conclui seu atual arco? E como isso funcionará daqui pra frente? O último capítulo dessa atual aventura dirá! Pois quem acompanhou os últimos números deve se lembrar dos planos não muito claros, porém sinistros de Etrigan. Alguém acredita mesmo nesse pacto que ele fez com seu antigo mestre?

Alguns pontos aqui nesse mês foram esclarecidos. Jason e Etrigan mantém mais ou menos algum contato, não importando quem realmente na hora esteja no comando do corpo na Terra. O que vai um pouco contra o que acreditavam os fãs anteriormente nessa revista. É confirmado que Camellot foi destruída por uma ameaça extraterrestre e não uma força sobrenatural, como acreditavam os leitores, talvez tendo algo a ver com a nave/base do StormWatch atualmente. A natureza demoníaca de Merlin é comprovada. O romance entre Madame Xanadu (aqui ainda chamada de Nimue) e Jason é esclarecido como legítimo e o rei Arthur prova ser o nobre soberano que as lendas contavam.

O canadense Bernard Chang é um camaleão realmente, que consegue se adaptar para qualquer gênero que seu traço precise demonstrar no momento. Ele não é um estreante nesse título, tendo completado a arte da edição #8 e tudo aqui parece convincente e fantástico como estava sendo feito antes pelo artista oficial brazuca Diógenes Neves. As cores do também brasileiro Marcelo Maiolo são o tempero especial dessa edição.
Cavaleiros Demoníacos é um surpreendente título da DC, talvez o mais original que a editora tenha lançado no mercado após o reboot e para quem ama a editora e esses personagens, vale a pena ser colecionado. Essa edição zero é uma ótima porta de entrada para novos leitores, afinal conta as origens dos dois mais importantes protagonistas da revista e ainda esclarece um pouco mais sobre Merlin. Esse mês, muitas pessoas tiveram a oportunidade de comprovar porque essa revista é tão interessante em arte e narrativa e as coisas parecem que só vão melhorar daqui pra frente.

Etrigan o demônio – criado por Jack Kirby
Wolverine e osX-men #16 SPOILERS


Jason Aaron & Chris Bachalo
Que tal conhecer de fato Kade Kilgore. Multimilionário, mimado, psicopata e atualmente o líder do secular Clube do Inferno. Desde a última vez que Kade e seus colegas enfrentaram os alunos da escola Jean Grey para alunos superdotados, nas edições #1-3, o garoto esteve muito ocupado.

Capa de Chris Bachalo & Tim Townsend
Quando chegou o momento de Kade Kildore finalmente vender seu disputado produto pelo melhor preço no mercado negro, para países e criminosos abastados, os Cinco Fênix ficaram cientes da transação e não diferenciando os milionários ali presentes, além de Kade e seus colegas de formigas, deram um ponto final no transação. Agora os garotos passam por férias forçadas na prisão.
Jason Aaron e Chris Bachalo vêm fazendo um trabalho maravilhoso em Wolverine e os X-men. O roteiro dessa edição é fantástico, praticamente ignorando a mega saga, a não ser pela participação especial e pontuada de Ciclope e cia, e foca-se inteiramente na origem do maníaco jovem líder do Clube do Inferno e na sua jornada para chegar aonde chegou.

O retrato de sádico e mau garoto é perfeitamente concretizado na narrativa de Aaron. Você agora saberá tudo o que precisa saber sobre esse criminoso juvenil e provavelmente se apaixonará por ele.
A maioria da nova geração de personagens do universo Marvel é muito bem definida. Existe algo totalmente fascinante em como uma parte dos maiores vilões dos de Xavier e sua turma, não tem sequer idade para ter habilitação para pilotar o Pássaro Negro.
Você fala para si mesmo: “Há! Ele é apenas um garotinho! Eu mesmo posso com ele, mesmo sem poderes mutantes.” Mas você não pode! Eles são extremamente sagazes e você vai sempre subestimar suas capacidades em batalha para seu azar. Fora que essas crianças são os melhores mentirosos que você pode encontrar – Mephisto não conta, que é o príncipe das mentiras, mas ficaria orgulhoso deles. Não se deve nunca confiar neles e quem o fizer, provavelmente acabará morto ou comendo na palma de suas pequenas mãos.

O Clube do Inferno mirim e os eventos contidos nessa edição, são exemplos maravilhosos de como histórias de crianças como essas – e elas existem também no mundo real – podem ser tão perigosas e tão fantásticas de serem acompanhadas.
É impossível escapar da obrigação de falar do desenhista da revista. Chris Bachalo mais e mais consegue arrebatar novos fãs e cada vez mais se torna um queridinho dos leitores da Marvel. Seus super detalhados e expressivos personagens funcionam maravilhosamente bem com o nanquim e as cores de Tim Townsend, Jaime Mendoza e Al Vey. Temos palhetas diferentes na edição para os determinados momentos em que Aaron conta a trajetória de Kade, quadros coloridos que vão do amarelo, laranja até o vermelho, como se a página estivesse literalmente pegando fogo, afinal, estamos falando do Clube do Inferno, não? A medida que a psicose do protagonista desse número avança, e Kade obtém mais e mais êxito em seus cruéis intuitos as cores vão diversificando. A revista nos apresenta matizes de cinza a medida que avançamos mais e mais no passado do garoto. Uma talentosa representação de como trabalhar artisticamente uma edição tão importante.

Se você espera por um título que te entretenha com qualidade, seja vibrante, de leitura leve e engraçado, Wolverine e os X-men é uma das melhores revistas Marvel nessa categoria.

