Cavaleiros Demoníacos #18 – Nossos vampiros não brilham na luz do sol!

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por Venerável Victor “macacos demônios são santos” Vaughan

Img-de-Capaetrigan18Décadas se passaram desde que os Cavaleiros se separaram de uma forma não muito amigável ao fim do último arco de suas histórias, ainda pelas mãos hábeis do roteirista inglês Paul Cornell.

ETRIGAN o demônio – criado por Jack Kirby

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Cavaleiros Demoníacos #17 “As metades da laranja, dois amantes, dois irmãos!”

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por Venerável Victor “metade tratador, metade macaco” Vaughan

Img-de-CapaEtrigan17Toda vez que um novo escritor assume uma revista, deve-se permitir um pouco de tempo ao roteirista para que ele encontre a “voz” de cada personagem e de toda mecânica desse universo que o autor anterior deixou antes dele.

ETRIGAN, o Demônio – criado por Jack Kiby

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Cavaleiros Demoníacos #16 – Os “endiabrados” estão de volta!

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por Venerável Victor “tratador de macacos demoníacos” Vaughan

Img-de-Capaetrigan16Os Cavaleiros Demoníacos cavalgam mais uma vez pelo passado do universo DC. Dessa vez a ação se passa anos após a última aventura publicada deles e as rédeas dessa montaria agora estão nas mãos do habilidoso escritor americano, Robert Venditti e do já conhecido Bernard Chang e verdade seja dita, apesar de ser muito bom ver novos ares para essa revista, após os quinze capítulos anteriores ainda foi difícil acompanhar uma edição inteira sem o talento e a visão do inglês Paul Cornell a frente do projeto. Que a  Marvel aproveite melhor seu talento que a DC aproveitou.

Etrigan, o demônio – Criado por Jack “o rei” Kirby

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Wolverine e os X-men #16 & Cavaleiros Demoníacos # 0 – “Simpathy for the devil”

por Venerável Victor “tratador de macaco do inferno” Vaughan

Demon Knights #0  SPOILERS

Paul Cornell, Bernard Chang e Marcelo Maiolo (cores)

 

Capa de Bernard Chang

Claro que alguém, nesses últimos quase quarenta anos de criação dos personagens já se fez essa pergunta e essa edição finalmente conta a origem que ninguém antes contou. O que possivelmente faz dessa edição #0 o material mais interessante e valoroso da editora desde o inicio do reboot da DC, um ano atrás.

Além do homem e demônio em foco aqui nessa edição, os leitores têm algumas importantes revelações sobre a mitológica Camellot Arthuriana, durante o seu apogeu e queda.

Uma das principais características dessa edição pode passar despercebida pelo leitor, o fato de Merlin narrar esse capítulo inteiro, independente do seus estado “morto” do arco passado. E sendo um personagem que não está preso a nenhuma cronologia ou ao tempo linear como o vemos, essa história pode ter sido contada por ele, tanto do passado antes de seu assassinato, como de algum futuro longínquo… Ou até mesmo, muito antes de qualquer um desses eventos terem acontecido! O que pode denotar o seu eventual retorno – leiam a edição zero de StormWatch – e o fato dele ter ainda mais relevância na série daqui por diante. Como os fás testemunharam, o mago não faz planos pequenos e os frutos de suas ações levam eras para serem colhidos.

Paul Cornell faz com que a conexão entre Etrigan e Jason fosse bastante clara, os dois são criaturas conflituosas com sua condição e não apreciadas por seus superiores. O que faz com que sejam muito enraivecidas quanto a isso. Mas como isso vai funcionar na série agora que mês que vem ela conclui seu atual arco? E como isso funcionará daqui pra frente? O último capítulo dessa atual aventura dirá! Pois quem acompanhou os últimos números deve se lembrar dos planos não muito claros, porém sinistros de Etrigan. Alguém acredita mesmo nesse pacto que ele fez com seu antigo mestre?

Alguns pontos aqui nesse mês foram esclarecidos. Jason e Etrigan mantém mais ou menos algum contato, não importando quem realmente na hora esteja no comando do corpo na Terra. O que vai um pouco contra o que acreditavam os fãs anteriormente nessa revista. É confirmado que Camellot foi destruída por uma ameaça extraterrestre e não uma força sobrenatural, como acreditavam os leitores, talvez tendo algo a ver com a nave/base do StormWatch atualmente. A natureza demoníaca de Merlin é comprovada. O romance entre Madame Xanadu (aqui ainda chamada de Nimue) e Jason é esclarecido como legítimo e o rei Arthur prova ser o nobre soberano que as lendas contavam.

O canadense Bernard Chang é um camaleão realmente, que consegue se adaptar para qualquer gênero que seu traço precise demonstrar no momento. Ele não é um estreante nesse título, tendo completado a arte da edição #8 e tudo aqui parece convincente e fantástico como estava sendo feito antes pelo artista oficial brazuca Diógenes Neves. As cores do também brasileiro Marcelo Maiolo são o tempero especial dessa edição.

Cavaleiros Demoníacos é um surpreendente título da DC, talvez o mais original que a editora tenha lançado no mercado após o reboot e para quem ama a editora e esses personagens, vale a pena ser colecionado. Essa edição zero é uma ótima porta de entrada para novos leitores, afinal conta as origens dos dois mais importantes protagonistas da revista e ainda esclarece um pouco mais sobre Merlin. Esse mês, muitas pessoas tiveram a oportunidade de comprovar porque essa revista é tão interessante em arte e narrativa e as coisas parecem que só vão melhorar daqui pra frente.

Etrigan o demônio – criado por Jack Kirby

Wolverine e osX-men #16 SPOILERS

Jason Aaron & Chris Bachalo

Que tal conhecer de fato Kade Kilgore. Multimilionário, mimado, psicopata e atualmente o líder do secular Clube do Inferno. Desde a última vez que Kade e seus colegas enfrentaram os alunos da escola Jean Grey para alunos superdotados, nas edições #1-3, o garoto esteve muito ocupado.

Capa de Chris Bachalo & Tim Townsend

Quando chegou o momento de Kade Kildore finalmente vender seu disputado produto pelo melhor preço no mercado negro, para países e criminosos abastados, os Cinco Fênix ficaram cientes da transação e não diferenciando os milionários ali presentes, além de Kade e seus colegas de formigas, deram um ponto final no transação. Agora os garotos passam por férias forçadas na prisão.

Jason Aaron e Chris Bachalo vêm fazendo um trabalho maravilhoso em Wolverine e os X-men. O roteiro dessa edição é fantástico, praticamente ignorando a mega saga, a não ser pela participação especial e pontuada de Ciclope e cia, e foca-se inteiramente na origem do maníaco jovem líder do Clube do Inferno e na sua jornada para chegar aonde chegou.

O retrato de sádico e mau garoto é perfeitamente concretizado na narrativa de Aaron. Você agora saberá tudo o que precisa saber sobre esse criminoso juvenil e provavelmente se apaixonará por ele.

A maioria da nova geração de personagens do universo Marvel é muito bem definida. Existe algo totalmente fascinante em como uma parte dos maiores vilões dos de Xavier e sua turma, não tem sequer idade para ter habilitação para pilotar o Pássaro Negro.

Você fala para si mesmo: “Há! Ele é apenas um garotinho! Eu mesmo posso com ele, mesmo sem poderes mutantes.” Mas você não pode! Eles são extremamente sagazes e você vai sempre subestimar suas capacidades em batalha para seu azar. Fora que essas crianças são os melhores mentirosos que você pode encontrar – Mephisto não conta, que é o príncipe das mentiras, mas ficaria orgulhoso deles. Não se deve nunca confiar neles e quem o fizer, provavelmente acabará morto ou comendo na palma de suas pequenas mãos.

O Clube do Inferno mirim e os eventos contidos nessa edição, são exemplos maravilhosos de como histórias de crianças como essas – e elas existem também no mundo real – podem ser tão perigosas e tão fantásticas de serem acompanhadas.

É impossível escapar da obrigação de falar do desenhista da revista. Chris Bachalo mais e mais consegue arrebatar novos fãs e cada vez mais se torna um queridinho dos leitores da Marvel. Seus super detalhados e expressivos personagens funcionam maravilhosamente bem com o nanquim e as cores de Tim Townsend, Jaime Mendoza e Al Vey. Temos palhetas diferentes na edição para os determinados momentos em que Aaron conta a trajetória de Kade, quadros coloridos que vão do amarelo, laranja até o vermelho, como se a página estivesse literalmente pegando fogo, afinal, estamos falando do Clube do Inferno, não? A medida que a psicose do protagonista desse número avança, e Kade obtém mais e mais êxito em seus cruéis intuitos as cores vão diversificando. A revista nos apresenta matizes de cinza a medida que avançamos mais e mais no passado do garoto. Uma talentosa representação de como trabalhar artisticamente uma edição tão importante.

Se você espera por um título que te entretenha com qualidade, seja vibrante, de leitura leve e engraçado, Wolverine e os X-men é uma das melhores revistas Marvel nessa categoria.

Cavaleiros Demoníacos #12 & uma homenagem para o mestre Joe Kubert

Por Venerável Victor  ”macaco chifrudo” Vaughan

Rei Arthur, Camelot e o retorno triunfal de Morgana Le Fey para o universo DC. Essa é uma revista que não deve ser menosprezada…

Resenha: Demon Knights #12

Paul Cornell & Diógenes Neves

Capa de ALEX GARNER

Na maioria das vezes desde que estreou, Cavaleiros Demoníacos não parece um título da DC, a trama se passa em um universo tão particular que é fácil esquecer que esses são personagens da editora do Super-Homem e cia . O título comandado pelo demônio criado nos anos 1970, pelo mestre Jack Kirby, não se trata de um quadrinho de super heróis. Ele é uma arrebatadora fantasia medieval, com muita ação, traição e humor, exatamente como uma gostosa campanha de RPG deve ser. A edição desse mês, por sinal, trás tudo isso de uma vez só, culminando em um momento que fará você amaldiçoar a DC comics pelo tempo que passará lento até o próximo mês, pela tão esperada edição “zero”.

Quem tem acompanhado as aventura de Etrigan e seus companheiros inusitados, provavelmente atingiu um ponto uníssono de pensamento, em que torce com todo coração, que o escritor inglês Paul Cornell nunca pare de escrever esse título, mesmo que não queira roteirizar mais nenhuma outra comic americana. Seu trabalho na DC tem sido muito bom, seu antigo arco de histórias de Lex Luthor, na encarnação pré reboot da revista Action Comics foi extremamente elogiado, mas é aqui que ele se supera. Apesar da editora hoje em dia contar com artistas do calibre de Jeff Lemire e Scott Snyder, ainda assim é difícil imaginar no momento qualquer outro roteirista lidando com esses personagens com o mesmo senso de humor e emoção que Cornell lhes confere. A ação e a história da revista são muito bem desenvolvidas e a cada mês, pelo menos em um dado momento, Vandal Savage fará você dar belas gargalhadas com seus comentários impagáveis.

Se tem uma coisa muito acertada nessa edição é o quanto ela é concisa. Os personagens encontram Morgana, lutam contra sua magia, são capturados, conseguem se libertar inteligentemente e enfrentam novamente a feiticeira, dessa vez derrotando-a e impedindo que se concretizem seus inusitados planos. Essa batalha poderia se estender por outros números, mas não aconteceu e isso foi perfeito. Quadrinhos demais estão esticando seus roteiros por diversos meses. A missão principal desses cavaleiros: a busca por Avalon para que ressuscitem o mago Merlin, ainda continua, mas tivemos um satisfatório final para esse particular desafio.

Para nossa alegria, o brasileiro Diógenes Neves lida com o traço da revista totalmente sozinho dessa vez, o cara é um dos maiores talentos que a indústria teve em todos os tempos, e olha que esse que vos fala, também resenha o Aquaman do também virtuoso brasileiro Ivan Reis. Claro que mesmo sozinho na arte esse mês, Diógenes ainda conta com excelentes arte finalistas e coloristas do calibre de Oclair Albert, Dan Green e Marcelo Maiolo. Seus desenhos esse mês redimem todos as outras edições em que não completou a revista sozinho. Aqui temos muita magia, um bocado de explosões e bolas de fogo que às vezes tornam o todo um pouco confuso, mas não entendam errado, isso acaba valendo a pena e é sensacional, apesar de que em certas horas fica difícil enxergar onde exatamente os personagens estão posicionados e o que estão fazendo. Claro que isso é esperado quando bruxos, demônios, imortais e monstros estão se enfrentando em uma batalha numa torre estreita onde existe um reino inteiro lá dentro.

Etrigan, o demônio – criado por Jack Kirby

JOE KUBERT

TARZAN de Edgar Rice Burroughs, pelo traço de Kubert para a editora IDW

O educador, artista e pioneiro da indústria de quadrinhos de ascendência polonesa Joe Kubert começou a trabalhar com onze anos como aprendiz e assim se definia por toda a sua gloriosa vida. Aos doze anos já era um contratado da indústria, na série “Archie”.

Tor

Gavião Negro & a Sociedade da Justiça

No início da década de 1940, Kubert foi contratado pela DC Comics onde ‘fez história com títulos como Tarzan Sgt. Rock e Gavião Negro. Na década de 1950, começou a desenhar seu personagem Tor, o homem das cavernas, que o acompanhou ao longo de toda sua vida artística. Ele também foi o primeiro norte-americano a desenhar uma história do Tex.

Para muitos, esse é um nome tão nobre quanto o de Kirby, Eisner, Lee, Adams, Ditko, Steranko, Buscema, Moebius e tantos outros. As grandes lendas que criaram e aperfeiçoaram todo um mundo que ganha vida apartir da ponta de um lápis e só são limitados pela capacidade de imaginar de seu usuário.

Sgt. Rock

Kubert foi muito mais que um mentor, desenhista e escritor, ele foi um grande professor, criando a Kubert School em 1976 sua escola de desenho gráfico centrada nas artes e na ilustração, onde ajudou a trazer ao mercado de quadrinhos desde então novas gerações de profissionais todos os anos, como Amanda Conner, Alex Maleev, Rags Morales, incluindo seus filhos Andy e Adam entre tantos outros.

Da Polônia para o Brooklyn e depois para Dover, a vida desse mestre e também ganhador do prêmio Eisner e Harvey foi repleta de trabalhos vibrantes e cheios de personalidade, essa semana o planeta ficou um pouco menos iluminado, porém o brilho de sua arte e o impacto que ela teve no mundo em que vivemos pelos últimos oitenta e cinco anos, não será esquecido tão cedo.

RIP Joe Kubert
18 de setembro de 1926 – 12 de agosto de 2012

Kubert finalizando páginas da minissérie Before Watchmen: Coruja

 

CAVALEIROS DEMONÍACOS #10 – “Tropa de Elite, osso duro de doer, pega um pega geral”

Por Venerável Victor “tratador de macacos zumbis” Vaughan

Demon Knights #10     SPOILERS

O que será que essa verdadeira aventura de RPG nos reserva esse mês?

Paul Cornell & Diógenes Neves

Capa de Demon Knights #10

Essa revista não explora conflitos sexuais ou outros elementos geradores de audiência que têm definido diversos títulos da editora;

preferencialmente ela não se afirma pelo quanto extremo seu roteiro pode chegar e apesar de também ter os mesmos conflitos sexuais, eles são apenas parte das características que definem esses personagens desajustados socialmente que inesperadamente se viram envolvidos em uma importante aventura. O que é o roteiro básico de praticamente todo filme de samurais que Akira Kurosawa fez até hoje – e que os faroestes americanos reinventaram. Sendo o pilar de todo o trabalho do roteirista e desenhista desse título. Nesse mês testemunhamos nossos “samurais” viajando por mar e terra para o mítico e decadente reino de Camelot, enfrentando dezenas de monstros gigantes pelo caminho.

A inspiradora insanidade da revista Demon Knights não parece perder fôlego. A primeira página dessa edição já nos apresenta uma enorme serpente marinha que faz as vezes de navio pirata. Esse é o tipo de loucura que faz o leitor se apaixonar de imediato por um título, além de mistérios, assassinato, guerra e traição que esta série trás – todo um novo “jazz” para o universo DC medieval. Os fãs retornão todos os meses por causa disso, mas ficarão mesmo por causa de piratas em “serpentes-navios-gigantes”!

O britânico Paul Cornell está simplesmente fantástico, aliás como sempre: o número 10 de Demon Knights é repleto de humor, diversão, violência, morte, adrenalina e surpresas. Cada personagem é tão único e interessante que rivaliza qualquer outro grupo de super-heróis existente. Pode-se notar alguns momentos em que os diálogos estão um pouco mais forçados do que eram no passado. Não são ruins de forma alguma, só não tão naturais e fluidos como já foram. Algumas vezes as páginas parecem um tanto superlotadas de falas, como se todo o povo envolvido estivesse falando ao mesmo tempo, no entanto, quando são esses personagens a “falar ao mesmo tempo o tempo todo”, tentar se concentrar em absorver tudo que é dito não é nada tão desagradável.

O que se pode falar de bom a respeito do brasileiro Diógenes Neves, que já não se tenha falado? Esse cara é fenomenal, basta apreciar as cinco primeiras páginas para entender o superstar que ele é… Espasmos de excitação percorrem o corpo do leitor que se depara  com Vandal Savage dando um “uppercut” na serpente marinha, quebrando os dentes do bicho ao melhor estilo Mike Tyson para delírio do devoto fã da nona arte. E o autor ainda nos brinda com animais monstruosamente aterradores e um rei Arthur zumbi, tudo em uma única edição! Isso é tudo na vida eterna de uma pessoa…

A maioria das aventuras de fantasia, especialmente o clássico “O Senhor dos Anéis” ou a série “Game of Thrones” abordam o conceito de se subverter e aprimorar o status quo: descendentes de reis que precisam aceitar um trono desejado ou não, por seu direito de nascença, anti-heróis que encontram nobreza no campo de batalha e uma enorme horda de inimigos idênticos rosnando.

Cornell e Neves vêm brincando com esses conceitos nos últimos meses. Temos aqui esses personagens que se tornaram heróis aos olhos do povo da Europa, apesar de que para derrotar a “horda” tenham destruído completamente o vilarejo que deveriam defender, além da duplicidade de vários personagens, notoriamente Vandal Savage, Etrigan – que na edição anterior fechou um acordo misterioso com o senhor do Inferno Lúcifer Morningstar –  e Madame Xanadu.

A revista, ao se focar em desajustados, perseguidos e estrangeiros como a Mulher Cavalo, Al-Jabr e a amazona Exoristos – que nessa edição começou a demonstrar certo interesse pela(o) andrógino(a) Cavaleiro(a) Andante(o) – também sugere ao leitor que a antiga narrativa dos X-men: “protegendo um mundo que os teme e odeia” ainda pode fazer sentido em novos títulos e editoras diferentes.

O verdadeiro sentido dos Novos 52 títulos não seria colocar em evidência personagens e títulos para um público que não sabe a diferença entre o Capitão Marvel da DC e o Capitão Mar-vell da Marvel comics, e que querem começar a ler quadrinhos? “Cavaleiros Demoníacos” é o tipo de agradável, curiosa e instigante leitura que todos os outros títulos deveriam ser, só que com artistas que tem “colhões” para fazer exatamente isso.