AQUAMAN #19 – Reapresentando: Topo! “Ser Octopus nunca foi tão POP na DC & Marvel”

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por Venerável Victor “Tratador de macacos marinhos gigantescos” Vaughan

Img-de-Capaaquaman19Mera vai ter que ter uma séria conversa com Aquaman, assim que seu segredo vier à tona…

Aquaman – criado por Paul Norris

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Liga da Justiça # 12 – No AMOR e na GUERRA!

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CAPAResenha de Liga da Justiça #12, de Geoff Johns (roteiro), Jim Lee, Ivan Reis, Joe Prado e David Finch (desenhos)

Contém spoilers revelações amorosas sobre a história

Por Rodrigo Garrit Continuar lendo

Aquaman #18 – Mera arrasa no look, tira foto no espelho pra botar no facebook!

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por Venerável Victor “macacos do fundo do mar comem bananas d’água”  Vaughan

Img-de-Capaaqua18Não é fácil ser o Aquaman, enquanto ele tenta assumir suas responsabilidades como soberano do reino subaquático da Atlântida, após seu meio irmão, Orm, ter sido deposto, ele precisa lidar com seu antigo conselheiro, Vulko, agora aprisionado pela acusação de terrorismo, ao mesmo tempo em que tenta descobrir quem está vendendo armas atlantes para os habitantes da superfície.

Aquaman – Criado por Paul Norris

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AQUAMAN #17 – “Que rei sou eu?”

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por Venerável Victor “tratador de macacos atlantes” Vaughan

Img-de-Capaaquaman#17Nesse mês, o epílogo da história: “Trono da Atlântida” apresenta o Aquaman finalmente ascendendo para sua posição de direito como soberano dos Sete Mares, enquanto ele enfrenta caçadores de baleias e ainda tem que lidar com algumas discordâncias entre oficiais do seu exército atlante.

Aquaman – criado por Paul Norris

Demônios do Mar – criados por Robert Kanigher & Russ Heath

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LIGA DA JUSTIÇA # 11 – E quem disse que quadrinhos não são coisa de menina?

0009_primeira-impressao555376_10200644109086843_282641892_nResenha de Liga da Justiça #11, de Geoff Johns (roteiro), Jim Lee (desenhos) com Scott Williams e Jonathan Glapion (arte-final).

Contém spoilers revelações além da vida sobre a história

Por Rodrigo Garrit Continuar lendo

AQUAMAN #16 – “É o Cetro de Poseidon no seu bolso ou você só está feliz em me ver?”

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por Venerável Victor “Tratador de macacos aquáticos” Vaughan

Img-de-Capaaqua16As águas do oceano Atlântico inundaram Gotham City, Metropolis e Boston. Tudo isso sendo parte dos planos criados por Aquaman e seu irmão, o Mestre dos Oceanos. A Liga da Justiça faz o que pode para resgatar sobreviventes da catástrofe.

AQUAMAN – criado por Paul Norris

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AQUAMAN #14 – “O mar quando quebra na praia é bonito, é bonito!”

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por Venerável Victor “Mestre dos Macacos” Vaughan

Img-de-CapaA#14Um irmão muito mais simpático, manipulativo e carismático rouba a melhor onda de nosso herói esse mês.

Essa edição é um prólogo para a história “Trono da Atlântida”, que irá juntar esse título com o da Liga da Justiça. De várias formas essa edição é a calmaria antes da tempestade e também serve para transparecer pistas de eventos que serão trabalhados além desse próximo grande arco. Aquaman – criado por Paul Norris Continuar lendo

LIGA DA JUSTIÇA # 10 – Qual é o truque, Geoff Johns?

Resenha de Liga da Justiça 10, de Geoff Johns,  Jim Lee e Scott Williams (roteiro, desenhos e arte final de Liga da Justiça) e Geoff Johns e Gary Frank (roteiro e desenhos de Shazam).

Contém spoilers revelações sobre a história.

Agradecimentos especiais: Darkseid Club

Por Rodrigo Garrit Continuar lendo

AQUAMAN #13 – Arthur Curry conquistou o seu respeito, agora ele conquista sua simpatia!

por Venerável Victor  ”Aquamonkey”  Vaughan

MERCENARY CRUSADE _ Episódio III (aqui!)

Agora que termina o segundo arco dessa série, devemos refletir sobre o que nós e o nosso herói aquático aprendeu com tudo o que aconteceu. Para começo de conversa, pode parecer que pouco ou nada aconteceu desde que essa nova aventura começou, Arthur ficou ao fim dessa história dos “Outros” exatamente na mesma situação com que começou, será? Pelo menos o primeiro arco teve a função de fazê-lo refletir se pertence ou não ao mundo da superfície e reforçar a importância e status do Aquaman como um dos maiores super heróis da DC.

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Quadrinhos que me fizeram feliz & “Nostalgia”: Boa ou ruim para a Indústria???

Por Venerável Victor  ”Vingador Macaco”  Vaughan

Nesses anos de ávido consumido da nona arte, uma coisa sobre a qual cada vez mais aprendo lendo quadrinhos, especialmente sobre seus fãs, é a nostalgia. Aparentemente, uma vez que um escritor(a) consegue entrar para a indústria, ele(a) irá escrever sobre personagens que cresceu lendo. Alguns leitores parecem achar que isso não é algo bom, enquanto outros clamam pela volta dos “bons velhos tempos”- o que quer que isso seja.

Os fãs que defendem a anti-nostalgia nos quadrinhos, acreditam que ela estagna a indústria como um todo. Talvez eles questionem como algo pode progredir enquanto se passa o tempo todo olhando para o passado. Ao mesmo tempo em que os que defendem a pró-nostalgia gritam e bradam por cada vez mais menções e citações sobre fatos e acontecimentos do passado de seus personagens preferidos nas histórias atuais.. Continuar lendo

Liga da Justiça # 9 – É hora de falar abertamente sobre esse reboot!

Resenha de Liga da Justiça 9, de Geoff Johns,  Jim Lee e Scott Williams (roteiro, desenhos e arte final de Liga da Justiça) Geoff Johns e Gary Frank (roteiro e desenhos de Shazam).

Contém spoilers revelações sobre a história. Continuar lendo

MAIS AUTORES E PERSONAGENS: E outras parcerias inesquecíveis e histórias sensacionais que vão ficar para sempre em nossas mentes!

Por Rodrigo Garrit

Bem vindos caros amigos e devotos desse modesto santuário quadrinhístico para uma nova rodada de “Autores e Personagens: Parcerias inesquecíveis e histórias sensacionais que vão ficar para sempre em nossas mentes”! O primeiro artigo onde o tema foi abordado foi um grande sucesso, mas ficou devendo muitos grandes autores e suas histórias maravilhosas, assim como esse aqui também certamente vai deixar… pelo mesmo motivo de antes, a falta de espaço. Por isso vamos regularmente voltar a relembrar essas velhas e inesquecíveis histórias… queria agradecer a todos que comentaram no último artigo e deram sugestões… infelizmente não foi possível colocar tudo, mas tentei atender aos pedidos mais recorrentes e acrescentar algumas surpresas também… espero que gostem… e não deixem de opinar sobre seus autores e personagens preferidos… na próxima eles podem aparecer por aqui! DIVIRTAM-SE!

Jack Kirby e os Novos Deuses

Ele havia abandonado a Marvel onde ajudou a erigir as lendas que mantém até hoje a editora como uma das mais queridas para os fãs, foi trabalhar para concorrência… e não satisfeito com novos heróis, ele criou Novos Deuses! E claro, muitos outros personagens, mas certamente a mitologia do Quarto Mundo de Jack Kirby continua sendo um de seus maiores legados para a história das histórias em quadrinhos. Se os habitantes de Nova Gênese não são tão populares quanto os grandes medalhões da DC, é impossível não reconhecer em Darkseid, o senhor absoluto de Apokolips, como um dos maiores, ou quem sabe o maior e mais tenebroso vilão da editora, o deus do mal encarnado, obcecado pelos segredos da equação anti-vida e da dominação completa e definitiva de todos os mistérios do universo… quando então ele poderá reinar absoluto sobre tudo e todos, por toda a eternidade. Em seu extremo oposto, temos o irascível Órion, seu filho, criado por seus inimigos e destinado segundo antigas lendas da infalível “Fonte” a um dia ser o causador da derrocada definitiva de Darkseid. Além dele, podemos destacar, o Senhor Milagre, filho do Pai Celestial e mestre de fugas, e sua esposa, a Grande Barda, a dona do bar que que dá nome a essa sessão do Santuário e é junto com grande parte da mitologia Kirbyana (não apenas na DC como também na Marvel e outras mídias) a grande inspiração desse humilde Santuário eletrônico de quadrinhos e entretenimento, criado para ser um ponto de encontro de deuses caídos e heróis em todas as suas formas, tamanhos e cores. O obra de Kirby é complexa, mas a proposta dessa matéria é destacar autor e escolher apenas um de seus trabalhos em que houve casamento perfeito entre roteiro, arte e afinidade impecável entre eles.  E nada casa melhor do que criador e criatura. Esses são os Novos Deuses de Jack Kirby.

Mike Mignola e Hellboy

Então, você atento e crítico devoto, devorador das matérias de nosso “recatado” Santuário poderá ler essas singelas frases e dizer: “Ora! Jack Kirby CRIOU os Novos Deuses! E Mike Mignola CRIOU o Hellboy. Como diabos eles não estariam em sintonia como autor e personagens”?

E eu responderia…

Você está coberto de razão. Mas vamos por outro caminho. Imagine outra pessoa desenhando o Hellboy.  É óbvio que poderíamos encontrar novas e maravilhosas formas de retratar o personagem. Tão boas ou quem sabe melhores.  Mas o vermelhão do Mignola é único. Assim como os Novos Deuses de Kirby. A questão aqui não é competir para ver quem faz melhor. É simplesmente respirar fundo com uma edição de seu personagem favorito nas mãos e ter o prazer de ler algo capaz de conceder um sentimento único de satisfação, algo que só poderia ser feito daquele jeito… por aquele autor, para aquele personagem. Hellboy é de longe o mais refinado quadrinho de terror desde “Monstro do Pântano” de Alan Moore (que apareceu na matéria anterior). Publicado pela Editora Dark Horse, o filho do demônio foi criado na Terra e luta em favor do bem. E durante  toda a sua trágica estrada, podemos vê-lo caminhando sem medo em direção ao abismo. Nós vamos junto com ele, e o apocalipse será apenas o começo.

Neil Gaiman e Sandman

O jovem e promissor roteirista Neil Gaiman sonhou em talvez escrever um título não muito popular – porém muito interessante – dentro da DC Comics, mas o mesmo já estava prestes a ser usado por outra equipe. Assim ele perdeu o Vingador Fantasma. Mas havia outro personagem obscuro à disposição… e Gaiman decidiu aceitar trabalhar nele.

Assim nós ganhamos Sandman.

Numa completa reinvenção da personagem, abandonando totalmente suas versões anteriores (Uma delas feita por Jack Kirby e a outra, Wesley Doods, o Sandman da Sociedade da Justiça), Gaiman simplesmente destruiu tudo que se sabia e reconstruiu uma mitologia própria, em uma imensa e onírica colcha de retalhos de várias outras mitologias, desde a judaico-cristã, até a nórdica, passando pela japonesa, grega e antigas histórias pagãs. Sandman agora era Morfeu, um dos sete Perpétuos, que sempre existiram e sempre existirão.  Morte (Death), Destino, Delírio (antes “Deleite”), Desejo, Desespero, Destruição e Dream (Sonho). Quem já se aventurou pelos caminhos adormecidos conhece muito bem a história, mas para os não iniciados, basta saber que os Perpétuos não são deuses. Afinal, reza a lenda que os deuses deixam de existir quando ninguém acredita mais neles. Por que os Perpétuos existem…? Ora, porque não? Mas de onde eles vieram? Bem, talvez eles simplesmente sejam um reflexo consciente do universo… e tenham o propósito de nos servir… nos torturar… ou apenas brincar conosco. Ou a resposta quem sabe seja ainda mais simples: quando o primeiro ser consciente do universo sonhou pela primeira vez, ficou estabelecido que deveria haver um senhor dos sonhos. Quando o primeiro ser deixou de viver, ficou estabelecido que deveria existir uma persona para a Desencarnação. E assim sucessivamente… até onde nada mais possa ou precise ser explicado, nem tenha que fazer sentido… para fazer todo o sentido do mundo. Como num sonho.

Todd McFarlane e Homem Aranha

Seria muito fácil escolher como personagem que melhor combina com Todd McFarlane sua própria criação, o famigerado Spawn da Image Comics. E a exemplo dos Novos Deuses de Kirby e do Hellboy de Mignola, criador e criatura se completam não? Claro que sim… Mas a verdade é que o próprio Spawn tem traços de coisas que Todd fez quando desenhava o Homem Aranha. Porque foi ali que a magia aconteceu. McFarlane e Peter Parker se afinaram de forma tão contundente que até hoje, anos depois dele ter abandonado a Marvel para ajudar a fundar a Image, é difícil não encontrar nenhum vestígio de McFarlane no Aranha… ou do Aranha em McFarlane, através do Spawn. A minissérie “Tormento”, continua sendo uma das mais vendidas da indústria e apresentou aos leitores do Homem Aranha uma estética completamente diferente de tudo que já tinha sido feito anteriormente. Criticado ou idolatrado, o fato é que ele inovou. Se um dia veremos essa parceria acontecer novamente, sinceramente acho que não, mas quem sabe? Nos quadrinhos atuais, a última moda é reviver o passado…

George Pérez e Mulher Maravilha

É preciso entender que existe a Mulher Maravilha antes e depois de George Pérez. Sobre poucos autores podemos dizer isso… por mais que tenham inovado, revolucionado e reinventado… ainda assim, geralmente deixam brechas no passado dos personagens, prosseguem dignamente sua trajetória… até passar a tocha a diante. Não é o caso de Pérez e a princesa Diana. Existe a Mulher Maravilha antes e depois de George Pérez. Ele remoldou o barro do qual ela foi feita. Imprimiu um novo brilho em seus olhos, e os tornou repletos de fúria e indignação, mas ao mesmo tempo não tirou dela a leveza e a candura da mulher maravilhosa que encanta a todos com seu jeito cativante e suas formas perfeitas, literalmente esculpidas pelas mãos de um mestre. Mas não se engane, a Diana de Pérez é a mais doce das damas mas também a mais feroz das guerreiras… e pobre de quem atravesse o seu caminho. Se existisse um panteão de quadrinhistas, Pérez seria o equivalente a Hefesto, mas além fabricar a mais forte das armas na mais bela forma feminina, sopraria nela também uma divina formosura inebriante, combinada com a inabalável austeridade da maior das amazonas.

Geoff Johns e a Sociedade da Justiça

Sim, eu poderia ter falado do Lanterna Verde. Sim, eu poderia ter falado do Flash. Diacho, eu poderia ter falado do Shazam… mas em vez de chover no molhado, (ou correr o risco de ser atingido por um raio) preferi falar sobre um dos primeiros grandes sucessos de Johns na DC, e que traduz perfeitamente o espírito da matéria… afinal… eles estavam todos mortos… ou aposentados, esquecidos, relegados à infinitas Terras Paralelas, perdidos no limbo, amarrotados em páginas amareladas pelo tempo e existindo como uma vaga lembrança na mente dos fãs veteranos ou os mais atentos ao passado. Mas Geoff Johns não só os trouxe de volta, como os rejuvenesceu e transformou-os novamente numa equipe de heróis capaz de fazer frente aos seus sucessores da Liga da Justiça. Verdade seja dita, James Robinson já havia provado que era capaz de fazer grandes histórias com esses heróis do passado com sua série “A Era de Ouro”, e também com a revitalização do título “Starman”,  mas foi Johns quem lhes deu novo fôlego e uma revista mensal de sucesso que ficou anos em circulação. Alan Scott, Jay Garrick, Kent Nelson, Carter Hall, Ted Grant, Al Pratt,Wesley Doods, Ted Knight e tantos outros… Eles foram os primeiros… foram os que iniciaram o legado heroico da DC e não foram e nunca serão esquecidos. Seja em qual Terra eles estejam, sempre serão os pioneiros e continuarão inspirando as novas gerações.

AQUAMAN & MULHER MARAVILHA #0 – Os títulos de ouro e prata do mês zero da DC

por Venerável Victor “tratador de macacos zero bala“  Vaughan

Aquaman #0  Sem Spoilers

Capa de Ivan Reis, Joe Prado & Rod Reis

As edições zero da editora DC desse mês têm sido na sua maioria boas surpresas e essa sem dúvida é uma das mais agradáveis. Aqui temos um jovem Arthur descobrindo sua herança como futuro rei da Atlântida e se tornando Aquaman. Nesse ponto, essa história também serve como introdução para um futuro arco. O roteirista Geoff Johns é um excelente escritor quando se trata de trabalhar esse tipo de continuidade retroativa e até mesmo em promover relances de acontecimentos que só veremos muito depois no futuro, nesse caso, talvez os leitores nem tenham a oportunidade de ver, com ele estando para sair do título. De qualquer forma é bom ver alguns conceitos sendo estendidos para esse personagem que é interessante muito antes de seus dias na Liga da Justiça.

Joe Prado, Ivan Reis, Geoff Johns & Rod Reis

Nesse conto Arthur está lidando com a perda de seu pai humano que se apaixonou pela rainha Atlante e juntos geraram um filho metade humano, metade atlante, que está destinado a ser o digno herdeiro do trona da Atlântida. No momento em que o jovem tem a sua identidade revelada para o mundo nesse capítulo, ele está buscando por propósito e um lugar para pertencer.

Assim como o Super-Homem, ele é uma criança de dois mundos. Em sua busca, ele guarda a esperança de encontrar sua mãe e descobre tempos depois alguns segredos que foram guardados por um velho amigo de sua família real. Tudo isso é muito similar a forma como o roteirista escreveu Lanterna Verde – Origens anos atrás, então falamos de uma zona de conforto habitual de Johns. Se existe alguma crítica aqui, seria a de que o personagem merecia mais páginas nessa história. Mas isso também é bom, pois você acaba a leitura com muita vontade de continuar dentro dela.

Nada mais pode ser dito pela maravilhosa arte do trio, Ivan Reis, Joe Prado e Rod Reis que já não tenha sido dita antes. A colaboração desses três tem proporcionados os mais belos momentos dos quadrinhos modernos. Ao passo que irão para a revista da Liga da Justiça daqui a alguns meses, um grande espaço vazio e difícil de ser preenchido terá que acontecer. Um viva para o talvez melhor título zero do mês!

Wonder Woman #0   SPOILERS

Brian Azzarello & Cliff Chiang

Capa de Cliff Chiang

Para os leitores e fãs da Maravilhosa (entre eles o virtuoso desenhista Elvis Moura) o mês zero de publicações da DC comics significa uma volta à pré-adolescência da Diana e seu difícil aprendizado com um deus Olimpiano. A história começa com uma princesa amazona de doze anos roubando um ovo de Harpia – para fazer seu bolo de aniversário? – e trazendo para sua mãe. É uma tarefa que deveria cumprir, como a rainha Hippolyta explica: “você precisa me trazer um presente adequado para que o passar de seus anos seja devidamente reconhecido”.

Impressionada com a oferta inusitada. Hippolyta permite que seja feito um torneio para a celebração do aniversário de sua filha, onde a jovem amazona Eleka mostra o quanto odeia a pequena princesa, que a vence justamente. Tempo depois, uma entediada Diana corre para as florestas da Ilha Paraíso, onde ela encontra com o deus Ares, que se apresenta para ela como Guerra. Ele diz para a menina que as lições das amazonas não são suficientes, ela precisa aprender as técnicas dos Olimpianos tanto quanto de suas irmãs. A dupla concorda em se encontrar ali todas as luas cheias e pelos próximos onze meses a princesa amazona passa por toda forma de treinamento, até o momento em que Diana insiste em usar uma espada de verdade ao invés de uma de treinamento feita de madeira.

Guerra explica que se um guerreiro decide empunhar um espada de metal é bom que ele esteja preparado para usá-la e permite que Diana lute dali por diante com uma arma de aço, contanto que seja até a morte. Sem grandes surpresas, Guerra supera e vence a adolescente, mas apesar de sua palavra anterior, ele evita o golpe mortal, demonstrando pela menina um grande… amor?

Um mês depois, com seu aniversário de treze anos se aproximando. O deus envia Diana para um labirinto com a missão de achar o próximo grande tesouro para que a aniversariante ofereça como tributo para sua mãe. Uma vez dentro, a menina encontra o seu mitológico habitante e após vencer a fera através da astúcia é convidada pelo deus a desferir o golpe mortal – que rainha guerreira não ficaria honrada com uma filha que derrotou o poderoso Minotauro ?

Mas ela irá matar a criatura?

O competente roteirista Brian Azzarello, nos presenteia com um conto memorável da jovem Diana, afirmando que se trata apenas de uma reimpressão da revista fictícia “All-Girl Adventure for Men #4”. Na introdução, temos uma narração no estilo do próprio criador da personagem, William Marston e uma representação de balões de pensamento ao belo exemplo da velha escola das comics americanas. Azzarello se concentra em construir a personalidade de Diana com afinco:

“O propósito da guerra é terminar com o conflito. Você deve matar seu oponente!”

“Não poderia a minha misericórdia ser um tributo para minha mãe?”

Apropriadamente, a personagem Diana jovem é muito menos arrogante que sua versão adulta dos Novos 52 e milhões de anos luz mais amável que a brutal guerreira da versão de Geoff Johns para a revista da Liga da Justiça. Ela aqui é inocente o suficiente para se tornar uma aprendiz do deus da Guerra e misericordiosa o suficiente para não seguir a cabo as lições finais de seu mestre. Ela foi criada para ser a melhor, para dar orgulho aos seus entes mais velhos, mas eventualmente acaba por mostrar que tem sua própria forma de pensar, independente da sabedoria milenar do Guerra. Esse ótimo conto reintroduz o tradicional antagonismo entre esses dois fantásticos personagens. Além de aprofundar os laços que os unem.

Existem nessa edição uma série de mistérios, uma coruja que observa a tudo, obviamente indicando o interesse de Athena na vida de Diana e uma jovem amazona antagonista que provavelmente será uma futura rival.

O desenhista oficial do título, Cliff Chiang, retrata uma princesa amazona como uma criança de olhos grandes, inteligente e cheia de vontade de viver. Ela brilha através das páginas, encarando cada um dos desafios que lhe são oferecidos com graça e poder. Assim como alguns dos mais fantásticos elementos dessa revista são reproduzidos pelo artista com mais fidelidade do que costumeiramente vinham sendo feitos: a passagem da Harpia e o Minotauro, que são um convite ao prazer. E quanto ao Guerra – ou Ares – ele continua assustador como sempre, mesmo quando nossa heroína está em suas boas graças. As cores de Matt Wilson estão perfeitas. Particularmente os azuis dos mares e do firmamento ao redor de Themyscira.

Fale a verdade!!! Desde a era Willian Moulton Marston, criador da personagem, que a infância de Diana não tinha sido tão empolgant . O “inventor” ficaria orgulhoso!

Capuz Vermelho e os Fora da Lei #0 resenha aqui

Cavaleiros Demoníacos #0 resenha aqui

Vingador Fantasma/Disque H para herói #0 resenha aqui

Capa original criada por Chiang para a edição zero & a original número #1 de 1942

Clique na imagem acima e ouça um ótimo podcast!

MIDNIGHT NATION: Caminhando pelas sombras.

Resenha da minissérie “Midnight Nation – O Povo da Meia Noite”, criada por J. Michael Straczynski (roteiro) e Gary Frank (desenhos). O prólogo “Obras inestimáveis” foi desenhado por Michael Zulli, também com roteiro de JMS.

Por Rodrigo Garrit

Este artigo contém spoilers revelações sobre a história.

Foi publicada no Brasil pela Panini, em forma de uma minissérie em seis edições compilando os seus doze números e a edição ½ feita em parceria com a Wizard Press.

O detetive David Grey é extremamente dedicado à sua unidade de homicídios, a ponto de permitir que isso arruinasse seu casamento e afastasse todos os amigos. Ao investigar um caso peculiar de múltiplos assassinatos brutais, ele é atacado por seres inumanos e tem sua alma roubada pelo líder deles. Agora, David Grey é um pária… nem vivo nem morto, ele transita pelas ruas escuras da cidade, infestada de criaturas mortais, os errantes, invisível para todos, exceto por aqueles que também foram esquecidos.  Mas ele conhece uma mulher chamada Laurel, a quem os errantes parecem temer. Ela diz que se ele não recuperar sua alma dentro de um ano, ela nunca mais poderá ser devolvida e ele mesmo será transformado em um errante, engrossando o exército de seres sombrios que cresce exponencialmente e almeja em breve reclamar o outro lado da realidade para si. A realidade dos vivos.

Midnight Nation é uma história religiosa. Mas longe de ser catequizadora ou uma nova investida gospel, ela simplesmente nos mostra a visão do autor sobre o cristianismo, na forma de uma metáfora atual que liga alguns pontos desde a criação do universo por Deus, e nos faz  pensar sobre  os seus motivos, acertos e erros… se é que Deus é capaz de errar. Em nenhum momento achei que desrespeitasse qualquer religião sequer, e de qualquer forma, se essa acusação caísse sobre a obra, vários outros produtos envolvendo anjos e demônios já saíram na frente, e são tantos que nem vale citar. O legal dessa história é que os seres bíblicos são tratados e mostrados de forma muito diferente do que estamos acostumados, mas não deixando de lado sua imponência e superioridade sobre os reles mortais. A metáfora de JMS é tão precisa e bem construída que não permite ao leitor qualquer comparação ao erro interpretativo da mitologia judaico-cristã.  Aqui não temos Judas (tão recorrente ultimamente na mídia), mas temos Lázaro, outro conhecido personagem bíblico, tendo sido ele o primeiro a vagar na intersecção entre o mundo dos mortos e dos vivos. Na visão de JMS, Lázaro foi ressuscitado na parábola bíblica e continua vivo até os dias de hoje, aguardando o dia em que a morte finalmente virá abraça-lo.

Lázaro

Há também a referência óbvia ao anjo caído e seu descontentamento com seu Pai, e o desejo de subverter toda a criação para algo que ele acredita que seria o correto, apagando assim os erros de Deus e reescrevendo ele mesmo as novas regras da realidade.

Essa é uma grande viagem da cabeça de JMS. Ou melhor… caminhada. Como nos conta no posfácio, ele de fato costumava praticar longas caminhadas, inclusive durante algumas madrugadas em bairros não muito amistosos de San Diego, onde morava. Certa vez ele foi atacado por assaltantes e acabou hospitalizado,  mas ao se recuperar, ao invés de se render ao medo, ele voltou a fazer suas caminhadas noturnas. E ao passar pelos mesmos lugares durante o dia e na madrugada, teve a ideia para essa historia. Ele notou que sob o sol, as ruas abriam passagem para executivos, estudantes e donas de casa. Mas quando escurecia, o mesmo local abrigava viciados, traficantes e prostitutas. Então ele entendeu que havia o povo do dia. E o povo da meia noite.

Não admira que anos depois ele voltaria a utilizar um pouco desse conceito ao fazer o Superman caminhar por grande parte dos EUA. Mas isso é outra história.

A arte de Gary Frank dispensa maiores comentários. É um dos maiores desenhistas da indústria e se mantém até hoje em plena forma, tendo desenhado alguns dos melhores quadrinhos que já li na vida, como por exemplo Hulk e Supergirl (ambos em parceria com o roteirista Peter David), Superman com Geoff Johns e a nova versão de Shazam, também com Johns, cujas histórias são de deixar qualquer um maravilhado.

Midnight Nation foi publicada originalmente nos EUA pela Top Cow em 2001, e estava em andamento durante os ataques de 11 de setembro. Embora isso não seja mencionado na história, temos algumas capas e várias artes internas onde as Torres Gêmeas são mostradas em evidência, no que entendo ser uma homenagem respeitosa ao ocorrido. Curiosamente, o ataque reforça a metáfora usada por JMS sobre um mundo imperfeito regido por pessoas e religiões imperfeitas matando-se indiscriminadamente. O discurso do anjo caído bate nessa tecla com força, e embora não mencione as torres, ele cita outros fatos da vida real, como o ator Christopher Reeve ter morrido numa cadeira de rodas, numa tentativa de minar de uma vez toda a esperança para esse mundo perdido… como se Reeve não fosse de fato até hoje um símbolo de coragem e luta, cuja fundação que leva seu nome ainda batalhe em prol dos avanços das pesquisas com células tronco.

Assim como David Grey, eu também me vi numa jornada, e embora no meu caso não fosse uma caminhada, foi uma espécie de percurso, onde toda noite eu lia um capítulo da série, passeando por seus becos obscuros e conhecendo um pouco mais sobre cada um de seus personagens.  JMS é um escritor habilidoso, e sabia muito bem o que queria dizer com essa história.

Midnight Nation deixa várias questões, e cabe ao leitor fazer suas escolhas. Em vez de ficarmos constantemente nos perguntando se “falta muito para chegar”?  porque não fincar a bandeira no exato ponto onde estamos e fazermos ali nosso acampamento? Por que nos mantermos sempre salvos e seguros, porém com medo de abraçar a vida? E se todos os grupos de pessoas salvas, seguras e amedrontadas tivessem a coragem de olhar para o lado de fora e descobrir uns aos outros… em vez de viver sozinhos e com medo, temendo a própria sombra?

E por que J. Michael Straczynski continua fazendo suas caminhadas noturnas pelas ruas perigosas de San Diego mesmo depois de quase ter sido morto?

É disso que Midnight Nation se trata. Uma reflexão válida sobre os valores humanos, disfarçada de HQ de super-heróis.

São páginas que pretendo percorrer novamente em breve.

Wolverine e os X-men #15 & Aquaman #12 – ” Eu só queria ter uma casinha de sapê…”

por Venerável Victor  ”Força Monkey” Vaughan

Aquaman #12

Capa de: Ivan Reis, Joe Prado & Rod Reis

A realidade é a seguinte, apesar do título ter ótimas cenas de ação e bons ganchos que te prendem para a edição seguinte, existe ainda muito que essa revista poderia fazer por seu protagonista, justamente agora por ser uma edição que teoricamente concluiria esse arco dos “Os Outros”. Aqui temos buracos na história tão grandes que uma baleia poderia passar por eles sob comando telepático do amado Arthur Curry. Na verdade, nada é concluído, o roteiro apenas fica congelado até os próximos sessenta dias, já que esse mês, setembro, teremos as famosas edições zero da DC. Os leitores ainda não sabem por que a Atlântida afundou, o que a sétima relíquia tem a ver com essa catástrofe (mas é igualzinha ao cetro do vilão Rei dos Mares…) ou por que Aquaman vem agindo tão estranhamente. Logicamente todas essas pontas soltas foram deixadas propositalmente para fazer com que o fã do herói continue seguindo o título nos próximos meses, mas isso não faz com que a falta de conclusão desse arco seja justificada.

Joe Prado, Ivan Reis, Geoff Johns & Rod Reis

O roteiro e os diálogos são feitos da forma clássica de Geoff Johns, o ritmo da história é bom e o escritor deixa bastante espaço para que seu parceiro no crime, Ivan Reis, desenvolva excelentes painéis. Como na maior parte das coisas que Johns escreve, a história é temperada com flashbacks aqui e ali durante o desenvolver da edição, gerando uma resposta emocional do leitor e ao mesmo tempo fornecendo informações passadas importantes na trama. A mesma técnica é usada a exaustão na sua passagem pelo Lanterna Verde e na antiga mini: Flash – renascimento. Todo mundo que gosta ou não do seu estilo, sabe que explorar o passado de nossos personagens favoritos é o seu trunfo principal na elaboração de uma história, mas agora seria o momento também desse talentoso escritor, tentar novas técnicas narrativas. Porque boa parte das reclamações dos leitores sobre ele estão ligadas ao quanto previsível seu estilo se tornou.

Ivan Reis continua simplesmente espetacular nessa revista a cada mês, com uma riqueza de detalhes singular. O mais impressionante são as diferenças no estilo de traço que ele faz propositalmente entre o roteiro atual e as cenas de recordatório. Cada painel de flashback é desenhado de forma detalhada e salta aos olhos lindamente, fazendo com que o herói aquático mostre seus momentos mais ternos passados, sem a necessidade de nenhum diálogo, já nas cenas de ação, o brasileiro desenha um incrível, forte e implacável guerreiro. Para muitos que cresceram com as diversas piadas que o canal Cartoon Network fez com o herói, deve causar estranheza acompanhar esse personagem pintado de forma tão brutal e impiedosa em batalha.

Ler essa edição é como almoçar pipoca ao invés de um refeição de verdade. Claro, você estará saciado e é gostoso, mas não seria a melhor refeição do mundo para aquela hora. Esse último capítulo do arco dos “Os Outros” não oferece a conclusão dinâmica que todos esperavam nas últimas edições  e apenas serviu para prender o leitor por mais dois meses no futuro, quando talvez o roteiro seja concluído de forma satisfatória. Seria bom, se Johns trouxesse muita fantasia e surpresas nessa edição de origens,principalmente sobre Atlântida e seus segredos, para calar a boca de todos.

AQUAMAN criado por Paul Norris

Wolverine e os X-men #15

Jason Aaron & Jorge Molina – arte final: Norman Lee; cores: de Morry Hollowell

Capa de: Stuart Immonen & Marte Garcia

Esse mês o título Wolverine e os X-men aproveitou uma merecida pausa nos conflitos dos últimos meses para curtir novamente a escola para jovens superdotados Jean Grey. Finalmente Jason Aaron trás a revista para o que faz dela tão interessante: a ação focada nos corredores da escola, protagonizada pelos talentosos alunos, algo que foi totalmente prejudicado por conta dessa mega saga. ALERTA DE SPOILERS!!!

De alguma forma entre a edição #10 da saga Vingadores VS X-men e essa atual, os Vingadores saíram da mística cidade de Kun L’um (berço de toda a arte do kung fu) e se esconderam nos níveis subterrâneos da escola Jean Grey. Os mutantes que anteriormente estavam sob o controle mental de Emma Frost, agora são refugiados se aclimatizando ao dia a dia da escola do professor Wolverine. E o grande medo de todos os fãs que torcem por Scott Summers veio à tona: os Vingadores e os X-men agora estão lado a lado trabalhando para expulsar (já que destruir é impossível) a Força Fênix de seus dois últimos hospedeiros: Ciclope e a Rainha Branca, a qualquer custo. Não precisávamos do poder de precognição da defunta Sina, para ter previsto isso.

Apesar de ser obrigado a conectar a história desse mês com a mega saga, Jason Aaron conseguiu incluir desenvolvimento de personagens, muito drama e algum romance nessa edição de forma excelente, provando o quanto ama esses mutantes. Temos uma conversa franca entre Esperança e Wolverine, aparições dos supracitados Vingadores e a namorada (ou ex?) do Fera, a agente de cabelos verdes da S.W.O.R.D. Abgail Brand, Rachel Grey e o Professor X discutindo o potencial de redenção de Ciclope, Quentin Quire protagonizando momentos engraçados, Kid Gladiador e seu pai, o Gladiador, tendo um momento de interação, o Anjo se graduando novamente como X-men, Homem de Gelo e Wolverine também tendo um papo profundo (a galera da escola estava inspirada!), a menina Idie e Esperança passando algum tempo juntas, tomando sorvete e falando de meninos… ( meninos alienígenas comedores de gente) e ao fim, uma quase formação original da equipe, novamente juntos para enfrentar a eminente ameaça ao planeta.

Um dos pontos altos da revista é a interação do jovem Broo, resolvendo o desafio matemático que seria derrotar a Força Fênix na frente de um Tony Stark que fica totalmente abobalhado. Essas passagens demonstram as habilidades de escritor de Aaron enquanto desenvolvem ainda mais o jovem alienígena no título. No entanto o melhor momento desse pequeno interlúdio entre a batalha final com a Fênix, são as duas páginas de interação entre Paige “Escalpo” Guthrie e Mortimer “Groxo” Toynbee, quando eles aproveitam a oportunidade de “calma” no conflito entre as duas equipes para curtir um passeio nos subterrâneos da escola. É uma bela sequência e propicia finalmente evolução no roteiro que foi criado no início da revista, com a paixão de Groxo por Paige e os conflitos internos e secretos da moça. Quanto ao Groxo, há muito tempo que não se via o ex assecla de Magneto com mutação de sapo, tão feliz.

Algo que estava totalmente “congelado” no tempo, era o flerte entre Kitty Pryde e o Homem de Gelo. Os fãs acostumados com o desenvolver de anos da relação de Colossus com Lince Negra e depois Joss Whedon trazendo o casal novamente as boas na sua passagem pelo título, podem não aceitar muito bem esse novo interesse romântico da mutante judia. Tudo bem que da última vez que o russo e ela tentaram conversar, ele estava descontrolado com o poder da Fênix, mas agora provavelmente Peter mais do que nunca precisará da ajuda de Kitty.

O artista Jorge Molina continua desenhando mais uma edição da revista esse mês. Seu traço preciso tem clara influência da arte de Steve McNiven. Seus personagens passam emoção e ele habilidosamente captura as diversas situações calmas e tensas durante os diálogos de todos os mutantes pelos corredores da escola. Talvez, seu estilo mais cartoon no desenhar as expressões de seus personagens possa desagradar alguns, apesar de que seu traço não difere tanto do estilo do amado desenhista regular, Nick Bradshaw , com sua inspiração também nos animes. Seu trabalho não faz com que você não sinta falta de Bradshaw ou de Bachallo, mas cumpre bem o seu papel.

Parece que Jason Aaron teve algum descanso para trazer Wolverine e os X-men novamente para sua recente antiga glória mesmo tendo que criar ligação com a saga da Marvel atual, ele e Molina fizeram um trabalho esse mês que apesar de ser um “Tie in” está mais para um belo conto, onde cada um de seu bando de mutantes tem a possibilidade de progredir como personagens. Por fim, Broo é o aluno mais adorável da escola de todos os tempos, mas nem tudo são flores… o Clube do Inferno JUVENIL retornará para perturbar a paz dos jovens estudantes com gene X mais uma vez mês que vem, isso  claro, se a Fênix não destruir o planeta antes.

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