Liga da Justiça # 12 – No AMOR e na GUERRA!

0009_primeira-impressao

CAPAResenha de Liga da Justiça #12, de Geoff Johns (roteiro), Jim Lee, Ivan Reis, Joe Prado e David Finch (desenhos)

Contém spoilers revelações amorosas sobre a história

Por Rodrigo Garrit Continuar lendo

AQUAMAN #13 – Arthur Curry conquistou o seu respeito, agora ele conquista sua simpatia!

por Venerável Victor  ”Aquamonkey”  Vaughan

MERCENARY CRUSADE _ Episódio III (aqui!)

Agora que termina o segundo arco dessa série, devemos refletir sobre o que nós e o nosso herói aquático aprendeu com tudo o que aconteceu. Para começo de conversa, pode parecer que pouco ou nada aconteceu desde que essa nova aventura começou, Arthur ficou ao fim dessa história dos “Outros” exatamente na mesma situação com que começou, será? Pelo menos o primeiro arco teve a função de fazê-lo refletir se pertence ou não ao mundo da superfície e reforçar a importância e status do Aquaman como um dos maiores super heróis da DC.

Continuar lendo

AQUAMAN & MULHER MARAVILHA #0 – Os títulos de ouro e prata do mês zero da DC

por Venerável Victor “tratador de macacos zero bala“  Vaughan

Aquaman #0  Sem Spoilers

Capa de Ivan Reis, Joe Prado & Rod Reis

As edições zero da editora DC desse mês têm sido na sua maioria boas surpresas e essa sem dúvida é uma das mais agradáveis. Aqui temos um jovem Arthur descobrindo sua herança como futuro rei da Atlântida e se tornando Aquaman. Nesse ponto, essa história também serve como introdução para um futuro arco. O roteirista Geoff Johns é um excelente escritor quando se trata de trabalhar esse tipo de continuidade retroativa e até mesmo em promover relances de acontecimentos que só veremos muito depois no futuro, nesse caso, talvez os leitores nem tenham a oportunidade de ver, com ele estando para sair do título. De qualquer forma é bom ver alguns conceitos sendo estendidos para esse personagem que é interessante muito antes de seus dias na Liga da Justiça.

Joe Prado, Ivan Reis, Geoff Johns & Rod Reis

Nesse conto Arthur está lidando com a perda de seu pai humano que se apaixonou pela rainha Atlante e juntos geraram um filho metade humano, metade atlante, que está destinado a ser o digno herdeiro do trona da Atlântida. No momento em que o jovem tem a sua identidade revelada para o mundo nesse capítulo, ele está buscando por propósito e um lugar para pertencer.

Assim como o Super-Homem, ele é uma criança de dois mundos. Em sua busca, ele guarda a esperança de encontrar sua mãe e descobre tempos depois alguns segredos que foram guardados por um velho amigo de sua família real. Tudo isso é muito similar a forma como o roteirista escreveu Lanterna Verde – Origens anos atrás, então falamos de uma zona de conforto habitual de Johns. Se existe alguma crítica aqui, seria a de que o personagem merecia mais páginas nessa história. Mas isso também é bom, pois você acaba a leitura com muita vontade de continuar dentro dela.

Nada mais pode ser dito pela maravilhosa arte do trio, Ivan Reis, Joe Prado e Rod Reis que já não tenha sido dita antes. A colaboração desses três tem proporcionados os mais belos momentos dos quadrinhos modernos. Ao passo que irão para a revista da Liga da Justiça daqui a alguns meses, um grande espaço vazio e difícil de ser preenchido terá que acontecer. Um viva para o talvez melhor título zero do mês!

Wonder Woman #0   SPOILERS

Brian Azzarello & Cliff Chiang

Capa de Cliff Chiang

Para os leitores e fãs da Maravilhosa (entre eles o virtuoso desenhista Elvis Moura) o mês zero de publicações da DC comics significa uma volta à pré-adolescência da Diana e seu difícil aprendizado com um deus Olimpiano. A história começa com uma princesa amazona de doze anos roubando um ovo de Harpia – para fazer seu bolo de aniversário? – e trazendo para sua mãe. É uma tarefa que deveria cumprir, como a rainha Hippolyta explica: “você precisa me trazer um presente adequado para que o passar de seus anos seja devidamente reconhecido”.

Impressionada com a oferta inusitada. Hippolyta permite que seja feito um torneio para a celebração do aniversário de sua filha, onde a jovem amazona Eleka mostra o quanto odeia a pequena princesa, que a vence justamente. Tempo depois, uma entediada Diana corre para as florestas da Ilha Paraíso, onde ela encontra com o deus Ares, que se apresenta para ela como Guerra. Ele diz para a menina que as lições das amazonas não são suficientes, ela precisa aprender as técnicas dos Olimpianos tanto quanto de suas irmãs. A dupla concorda em se encontrar ali todas as luas cheias e pelos próximos onze meses a princesa amazona passa por toda forma de treinamento, até o momento em que Diana insiste em usar uma espada de verdade ao invés de uma de treinamento feita de madeira.

Guerra explica que se um guerreiro decide empunhar um espada de metal é bom que ele esteja preparado para usá-la e permite que Diana lute dali por diante com uma arma de aço, contanto que seja até a morte. Sem grandes surpresas, Guerra supera e vence a adolescente, mas apesar de sua palavra anterior, ele evita o golpe mortal, demonstrando pela menina um grande… amor?

Um mês depois, com seu aniversário de treze anos se aproximando. O deus envia Diana para um labirinto com a missão de achar o próximo grande tesouro para que a aniversariante ofereça como tributo para sua mãe. Uma vez dentro, a menina encontra o seu mitológico habitante e após vencer a fera através da astúcia é convidada pelo deus a desferir o golpe mortal – que rainha guerreira não ficaria honrada com uma filha que derrotou o poderoso Minotauro ?

Mas ela irá matar a criatura?

O competente roteirista Brian Azzarello, nos presenteia com um conto memorável da jovem Diana, afirmando que se trata apenas de uma reimpressão da revista fictícia “All-Girl Adventure for Men #4”. Na introdução, temos uma narração no estilo do próprio criador da personagem, William Marston e uma representação de balões de pensamento ao belo exemplo da velha escola das comics americanas. Azzarello se concentra em construir a personalidade de Diana com afinco:

“O propósito da guerra é terminar com o conflito. Você deve matar seu oponente!”

“Não poderia a minha misericórdia ser um tributo para minha mãe?”

Apropriadamente, a personagem Diana jovem é muito menos arrogante que sua versão adulta dos Novos 52 e milhões de anos luz mais amável que a brutal guerreira da versão de Geoff Johns para a revista da Liga da Justiça. Ela aqui é inocente o suficiente para se tornar uma aprendiz do deus da Guerra e misericordiosa o suficiente para não seguir a cabo as lições finais de seu mestre. Ela foi criada para ser a melhor, para dar orgulho aos seus entes mais velhos, mas eventualmente acaba por mostrar que tem sua própria forma de pensar, independente da sabedoria milenar do Guerra. Esse ótimo conto reintroduz o tradicional antagonismo entre esses dois fantásticos personagens. Além de aprofundar os laços que os unem.

Existem nessa edição uma série de mistérios, uma coruja que observa a tudo, obviamente indicando o interesse de Athena na vida de Diana e uma jovem amazona antagonista que provavelmente será uma futura rival.

O desenhista oficial do título, Cliff Chiang, retrata uma princesa amazona como uma criança de olhos grandes, inteligente e cheia de vontade de viver. Ela brilha através das páginas, encarando cada um dos desafios que lhe são oferecidos com graça e poder. Assim como alguns dos mais fantásticos elementos dessa revista são reproduzidos pelo artista com mais fidelidade do que costumeiramente vinham sendo feitos: a passagem da Harpia e o Minotauro, que são um convite ao prazer. E quanto ao Guerra – ou Ares – ele continua assustador como sempre, mesmo quando nossa heroína está em suas boas graças. As cores de Matt Wilson estão perfeitas. Particularmente os azuis dos mares e do firmamento ao redor de Themyscira.

Fale a verdade!!! Desde a era Willian Moulton Marston, criador da personagem, que a infância de Diana não tinha sido tão empolgant . O “inventor” ficaria orgulhoso!

Capuz Vermelho e os Fora da Lei #0 resenha aqui

Cavaleiros Demoníacos #0 resenha aqui

Vingador Fantasma/Disque H para herói #0 resenha aqui

Capa original criada por Chiang para a edição zero & a original número #1 de 1942

Clique na imagem acima e ouça um ótimo podcast!

Wolverine e os X-men #15 & Aquaman #12 – ” Eu só queria ter uma casinha de sapê…”

por Venerável Victor  ”Força Monkey” Vaughan

Aquaman #12

Capa de: Ivan Reis, Joe Prado & Rod Reis

A realidade é a seguinte, apesar do título ter ótimas cenas de ação e bons ganchos que te prendem para a edição seguinte, existe ainda muito que essa revista poderia fazer por seu protagonista, justamente agora por ser uma edição que teoricamente concluiria esse arco dos “Os Outros”. Aqui temos buracos na história tão grandes que uma baleia poderia passar por eles sob comando telepático do amado Arthur Curry. Na verdade, nada é concluído, o roteiro apenas fica congelado até os próximos sessenta dias, já que esse mês, setembro, teremos as famosas edições zero da DC. Os leitores ainda não sabem por que a Atlântida afundou, o que a sétima relíquia tem a ver com essa catástrofe (mas é igualzinha ao cetro do vilão Rei dos Mares…) ou por que Aquaman vem agindo tão estranhamente. Logicamente todas essas pontas soltas foram deixadas propositalmente para fazer com que o fã do herói continue seguindo o título nos próximos meses, mas isso não faz com que a falta de conclusão desse arco seja justificada.

Joe Prado, Ivan Reis, Geoff Johns & Rod Reis

O roteiro e os diálogos são feitos da forma clássica de Geoff Johns, o ritmo da história é bom e o escritor deixa bastante espaço para que seu parceiro no crime, Ivan Reis, desenvolva excelentes painéis. Como na maior parte das coisas que Johns escreve, a história é temperada com flashbacks aqui e ali durante o desenvolver da edição, gerando uma resposta emocional do leitor e ao mesmo tempo fornecendo informações passadas importantes na trama. A mesma técnica é usada a exaustão na sua passagem pelo Lanterna Verde e na antiga mini: Flash – renascimento. Todo mundo que gosta ou não do seu estilo, sabe que explorar o passado de nossos personagens favoritos é o seu trunfo principal na elaboração de uma história, mas agora seria o momento também desse talentoso escritor, tentar novas técnicas narrativas. Porque boa parte das reclamações dos leitores sobre ele estão ligadas ao quanto previsível seu estilo se tornou.

Ivan Reis continua simplesmente espetacular nessa revista a cada mês, com uma riqueza de detalhes singular. O mais impressionante são as diferenças no estilo de traço que ele faz propositalmente entre o roteiro atual e as cenas de recordatório. Cada painel de flashback é desenhado de forma detalhada e salta aos olhos lindamente, fazendo com que o herói aquático mostre seus momentos mais ternos passados, sem a necessidade de nenhum diálogo, já nas cenas de ação, o brasileiro desenha um incrível, forte e implacável guerreiro. Para muitos que cresceram com as diversas piadas que o canal Cartoon Network fez com o herói, deve causar estranheza acompanhar esse personagem pintado de forma tão brutal e impiedosa em batalha.

Ler essa edição é como almoçar pipoca ao invés de um refeição de verdade. Claro, você estará saciado e é gostoso, mas não seria a melhor refeição do mundo para aquela hora. Esse último capítulo do arco dos “Os Outros” não oferece a conclusão dinâmica que todos esperavam nas últimas edições  e apenas serviu para prender o leitor por mais dois meses no futuro, quando talvez o roteiro seja concluído de forma satisfatória. Seria bom, se Johns trouxesse muita fantasia e surpresas nessa edição de origens,principalmente sobre Atlântida e seus segredos, para calar a boca de todos.

AQUAMAN criado por Paul Norris

Wolverine e os X-men #15

Jason Aaron & Jorge Molina – arte final: Norman Lee; cores: de Morry Hollowell

Capa de: Stuart Immonen & Marte Garcia

Esse mês o título Wolverine e os X-men aproveitou uma merecida pausa nos conflitos dos últimos meses para curtir novamente a escola para jovens superdotados Jean Grey. Finalmente Jason Aaron trás a revista para o que faz dela tão interessante: a ação focada nos corredores da escola, protagonizada pelos talentosos alunos, algo que foi totalmente prejudicado por conta dessa mega saga. ALERTA DE SPOILERS!!!

De alguma forma entre a edição #10 da saga Vingadores VS X-men e essa atual, os Vingadores saíram da mística cidade de Kun L’um (berço de toda a arte do kung fu) e se esconderam nos níveis subterrâneos da escola Jean Grey. Os mutantes que anteriormente estavam sob o controle mental de Emma Frost, agora são refugiados se aclimatizando ao dia a dia da escola do professor Wolverine. E o grande medo de todos os fãs que torcem por Scott Summers veio à tona: os Vingadores e os X-men agora estão lado a lado trabalhando para expulsar (já que destruir é impossível) a Força Fênix de seus dois últimos hospedeiros: Ciclope e a Rainha Branca, a qualquer custo. Não precisávamos do poder de precognição da defunta Sina, para ter previsto isso.

Apesar de ser obrigado a conectar a história desse mês com a mega saga, Jason Aaron conseguiu incluir desenvolvimento de personagens, muito drama e algum romance nessa edição de forma excelente, provando o quanto ama esses mutantes. Temos uma conversa franca entre Esperança e Wolverine, aparições dos supracitados Vingadores e a namorada (ou ex?) do Fera, a agente de cabelos verdes da S.W.O.R.D. Abgail Brand, Rachel Grey e o Professor X discutindo o potencial de redenção de Ciclope, Quentin Quire protagonizando momentos engraçados, Kid Gladiador e seu pai, o Gladiador, tendo um momento de interação, o Anjo se graduando novamente como X-men, Homem de Gelo e Wolverine também tendo um papo profundo (a galera da escola estava inspirada!), a menina Idie e Esperança passando algum tempo juntas, tomando sorvete e falando de meninos… ( meninos alienígenas comedores de gente) e ao fim, uma quase formação original da equipe, novamente juntos para enfrentar a eminente ameaça ao planeta.

Um dos pontos altos da revista é a interação do jovem Broo, resolvendo o desafio matemático que seria derrotar a Força Fênix na frente de um Tony Stark que fica totalmente abobalhado. Essas passagens demonstram as habilidades de escritor de Aaron enquanto desenvolvem ainda mais o jovem alienígena no título. No entanto o melhor momento desse pequeno interlúdio entre a batalha final com a Fênix, são as duas páginas de interação entre Paige “Escalpo” Guthrie e Mortimer “Groxo” Toynbee, quando eles aproveitam a oportunidade de “calma” no conflito entre as duas equipes para curtir um passeio nos subterrâneos da escola. É uma bela sequência e propicia finalmente evolução no roteiro que foi criado no início da revista, com a paixão de Groxo por Paige e os conflitos internos e secretos da moça. Quanto ao Groxo, há muito tempo que não se via o ex assecla de Magneto com mutação de sapo, tão feliz.

Algo que estava totalmente “congelado” no tempo, era o flerte entre Kitty Pryde e o Homem de Gelo. Os fãs acostumados com o desenvolver de anos da relação de Colossus com Lince Negra e depois Joss Whedon trazendo o casal novamente as boas na sua passagem pelo título, podem não aceitar muito bem esse novo interesse romântico da mutante judia. Tudo bem que da última vez que o russo e ela tentaram conversar, ele estava descontrolado com o poder da Fênix, mas agora provavelmente Peter mais do que nunca precisará da ajuda de Kitty.

O artista Jorge Molina continua desenhando mais uma edição da revista esse mês. Seu traço preciso tem clara influência da arte de Steve McNiven. Seus personagens passam emoção e ele habilidosamente captura as diversas situações calmas e tensas durante os diálogos de todos os mutantes pelos corredores da escola. Talvez, seu estilo mais cartoon no desenhar as expressões de seus personagens possa desagradar alguns, apesar de que seu traço não difere tanto do estilo do amado desenhista regular, Nick Bradshaw , com sua inspiração também nos animes. Seu trabalho não faz com que você não sinta falta de Bradshaw ou de Bachallo, mas cumpre bem o seu papel.

Parece que Jason Aaron teve algum descanso para trazer Wolverine e os X-men novamente para sua recente antiga glória mesmo tendo que criar ligação com a saga da Marvel atual, ele e Molina fizeram um trabalho esse mês que apesar de ser um “Tie in” está mais para um belo conto, onde cada um de seu bando de mutantes tem a possibilidade de progredir como personagens. Por fim, Broo é o aluno mais adorável da escola de todos os tempos, mas nem tudo são flores… o Clube do Inferno JUVENIL retornará para perturbar a paz dos jovens estudantes com gene X mais uma vez mês que vem, isso  claro, se a Fênix não destruir o planeta antes.

NOTA: Conheçam o trabalho espetacular do site: ÂMAGO

Aquaman #11 & Wolverine e os X-men #14 – “Quem dera ser um peixe para em teu límpido aquário mergulhar”

Por Venerável Victor  “tratador de macacos até embaixo d’água”  Vaughan

Aquaman #11   SPOILERS   aquáticos

Joe Prado; Ivan Reis; Geoff Johns; Rod Reis

Após a fantástica batalha entre Aquaman e o Arraia Negra na edição passada, muitos perdoaram o escritor Geoff Johns pelo ritmo lento com que vinha conduzindo essa revista, esse arco vai ser um estouro quando for copilado em um encadernado, provavelmente. Entretanto algumas vezes sofre de falta de ritmo quando cada edição é lida separadamente, mas que diabo! O cara está realmente melhorando a mão nessa revista.

As primeiras páginas desse mês provavelmente foram as de maior caracterização que Aquaman teve em anos desde a fase de Peter David, o desinteresse pelas relíquias que são a sua herança são um belo toque na dramaticidade, ao invés de realmente utilizar o seu poder, ele as usa como uma isca para atrair seu inimigo, o Arraia Negra, se tem uma coisa que essa edição sedimenta muito bem, é o ódio que o herói aquático sente por seu nêmeses, que o faz agir como um idiota na presença de seus aliados e amigos mais antigos, os Outros. Essa não é uma caracterização original no mundo dos quadrinhos, mas funciona muito bem com Arthur Curry. É bom poder ver Aquaman se expressando mais nessa edição e essa é a primeira vez que essa atitude seja um aspecto interessante em uma edição.

Os conflitos do atual rei dos mares ajuda a distrair o leitor da quantidade de explosões e ação “massavéio” que Geoff Johns coloca nessa história. Os diálogos ainda não são aquela Brastemp e a introdução (finalmente) do último personagem do Os Outros, Volstok , mesmo muito interessante, não é suficiente para melhorar esse quadro.

Dessa vez foi o Arraia Negra quem teve menos ação no título, mas felizmente ele é parte integrante de todo o barato que tem sido esse arco, é claro que o roteirista busca não gastar sua presença na história, apesar de que ele é demais interessante para não ser usado com mais frequência.

Mais uma vez é o trabalho de Ivan Reis e seus amigos de fé brasileiros, responsáveis pela maioria das caracterizações dessa revista e do sucesso que ela é. A maior parte das emoções que sentimos ao ler a edição vem de seu lápis. A chegada de Volstok é feita com grande impacto e beleza, mas é a tumba do primeiro rei atlante que merece todos os louros esse mês. A última página da edição não deve nada a um painel de algum grande romance de fantasia e termina a revista com chave de ouro.

Portanto, a revista tem sim alguns problemas, mas eles todos podem ser perdoados pela atual caracterização do Aquaman, que há anos não recebia esse valor na editora, Johns claramente tem um plano para nosso herói e está sendo muito interessante acompanhar o desenvolvimento dele. Esse mês tivemos a calmaria antes da tempestade, mas podem se preparar para algo épico mês que vem, quando a revista completará um ano!

Wolverine and the X-men #14      Spoilers

Jason Aaron & Jorge Molina

Capa de Nick Bradshaw & Justin Ponsor

No passado eles eram o sonho de casal jovem do universo Marvel. Hoje, Kitty Pryde e Peter Rasputin estão em lados opostos no conflito entre seus atuais líderes: Ciclope e Wolverine, assim como das equipes de Vingadores e X-men. Enquanto a antiga “Lince Negra” tenta manter a Escola Jean Grey funcionando com a maioria de seu quadro de professores fora dali, lutando ao lado dos Cinco Fênix, Colossus – energizado por um quinto desse poder cósmico – vem transformando o mundo “para melhor”…

Mas para que o paraíso que ele vem construindo na Terra seja completo, ele precisa ganhar novamente o coração da jovem mutante. Sendo assim ele convida Kitty para um encontro romântico e apesar dos sentimentos que ela sentia pelo jovem Russo terem mudado, ela aceita. De qualquer forma dar “um role” por aí com um ex-namorado onipotente não é tão legal assim, principalmente quando esse poder vem de uma criatura que trás consigo loucura e corrupção, como a Fênix.

As coisas não acontecem como deveriam…

Bem, não para Kitty e Peter. Por um certo lado, essa foi uma das melhores histórias relacionadas com a saga Vingadores VS X-men (esse que vos escreve está doidinho para daqui a pouco não ter mais que se referir a ela), não apenas pela difícil reunião entre esses dois ex-amantes, encontro que varia do hilário para o horrível, mas também pelo conflito do veterano X-men, Homem de Gelo, ao ver o quanto sua colega de equipe, a Magia – irmã de Colossus – já se mostra completamente influenciada pelo poder da Fênix, fazendo com que o gelado mutante, enxergue que está do lado errado do conflito.

O melhor de tudo nessa edição: as infinitas tentativas da “diretora” Kitty em coordenar seu quadro de professores precário: Escalpo, Groxo, Doop, Warbird e o “professor substituto” Deathlok, para que lecionem matérias que eles visivelmente não estão qualificados para ensinar. E aqui vemos um pouco mais do desenvolvimento no roteiro do “affair” secreto e doentio de Groxo por Escalpo.

Kitty francamente se mostra profissional e madura ao se manter calma enquanto é rodeada por idiotas, alguns deles, idiotas com o poder de um deus. E sua coragem, ao enfrentar o desequilibrado Colossus é espetacular como sempre. O que mostra o porque dela ser uma das X-womans favoritas da maioria dos fãs da revista. Aqui, Peter está tão patético quanto poderoso, é a velha história do ex que não sabe lidar com a rejeição. Esperamos que após toda essa saga ele volte a cair em si e novamente seja o guerreiro com alma de artista que os leitores amam, apesar de que mesmo sem ter mais a influência da Força Fênix, o russo ainda estará sobre a influência do demônio Cittorak. Essa alma atormentada não teve muita paz desde que voltou a vida…

O momento de maior dramaticidade da edição acontece quando Peter demonstra um comportamento já visto antes por hospedeiros anteriores dessa força cósmica, o descontrole e prazer em ser mais uma Fênix Negra do que o velho Colossus. O que vai produzir ainda mais conflito no grande esquema das coisas.

O lápis e nanquim dessa revista foram feitos por Jorge Molina e Norman Lee. A arte do desenhista mexicano é bonita, nela Kitty Pryde é mostrada como uma delicada flor, mas sua alma de aço é evidenciada também, enquanto o lado sensível de Peter conflita o tempo todo com o descontrole da poderosa Força Fênix em seu semblante. O roteiro mais intenso de Aaron é valorizado por esses artistas, enquanto as partes divertidas de sua história não perdem o efeito de alegrar. Muitos inteligentes usos de diferentes ângulos na narrativa visual nos prendem ainda mais no roteiro, enquanto as cenas de batalhas, como a de Magia-Coisa-Homem de Gelo, são muito bem descritas. Para terminar, nada como ver todo o corpo docente da escola, mais “Krakoa Jr” em destaque, na tentativa de defender a escola, contra um enfurecido Colossus de Fogo!!! Quem depois disso não gostaria de dar um grande abraço na Ilha Viva?

Para realçar ainda mais essa edição, tivemos as cores de Morry Hollowell, que provavelmente vai ter uma grande carreira nessa editora, pois sua arte só ajudou a trazer mais vida com suas intrincadas matizes para essa revista esse mês.

Se você não acompanha a saga principal da editora que pretende revolucionar o universo Marvel pela milionésima vez esse ano, vale a pena pelo menos ler esse maravilhoso “tié-in”, que nada mais é que mais um conto de uma única edição, sobre relações humanas,, com suas falhas e acertos, camuflado.

LIGA DA JUSTIÇA # 8 – Shazam e o prenúncio da tempestade!

Resenha de Liga da Justiça # 8, de Geoff Johns (roteiro), Carlos D´Anda, Ivan Reis e Joe Prado (desenhos).

Por Rodrigo Garrit

NO Spoilers.

O Arqueiro Verde vem em diversas situações diferentes tentando provar seu valor e ganhar um lugar como membro da Liga da Justiça, sendo recusado em todas elas. Mas Steve Trevor, porta-voz da equipe, parece ter outros planos para o vigilante.

Nesta edição acompanhamos a Liga lidando com várias ameaças que fulguram atualmente no novo Universo DC, como os Garras da Corte das Corujas, cuja saga é publicada nos títulos relacionados ao Batman até alguns cultistas que apareceram na revista da Liga da Justiça Sombria. Apesar da existência de uma Liga da Justiça Internacional e a já citada Liga Sombria, Geoff Johns mantém firme sua decisão de manter esta equipe com seus membros fixos, e pouco interessados em admitir novos integrantes, exceto pelo Superman que se mostra muito mais inclusivo. É uma história contada em Flashs, mas revela alguns detalhes interessantes da dinâmica desses heróis e algumas surpresas, como as novas funcionalidades dos poderes do Cyborg e suas consequências. Particularmente não gostei do fato do Arqueiro ficar implorando para integrar a equipe… até onde eu sei, eles é que deviam querer tê-lo em suas fileiras… mas eu ainda tenho como referência o Oliver Queen do velho universo, que parece bem diferente dessa nova versão, a qual ainda não estou familiarizado o suficiente. Essa HQ deixa umas pistas no ar, sugerindo um envolvimento prévio entre Queen e Aquaman, onde é mencionada uma “ilha”… o que dá a entender que Arthur esteve presente quando Oliver perdeu-se numa ilha deserta, onde precisou lutar pela sobrevivência, o que o fez rever seus valores e resultou na sua transformação de milionário egoísta e mimado em herói altruísta socialmente engajado. Mas esse suposto encontro deles não parece ter sido nada amigável.

Também foi mostrado numa cena espetacularmente bem desenhada por Ivan Reis o envolvimento de um clássico membro da Liga no velho universo com essa nova equipe, num encontro que aparentemente não acabou muito bem, mas promete render boas histórias no futuro.

Clique para ampliar.

Os desenhos melhoraram muito, e Jim Lee nem fez falta. Não que o desenhista da edição anterior, Gene Ha, seja ruim… muito pelo contrário, mas seu traço me causou uma forte estranheza, não achei que combinasse com os personagens e com a história que foi contada.

Esse número é desenhado por três artistas diferentes. Carlos D´Anda não fez feio, mas quem brilha mesmo é Ivan Reis e Joe Prado, que nos concedem um verdadeiro show visual à parte.

Geoff Johns por sua vez, nos ofereceu alguns “brindes”, pequenas pérolas de informação, o que amenizou um pouco o ritmo lento com que as aventuras da Liga vem se desenvolvendo. Mas eu prefiro acreditar que com isso ele esteja armando os alicerces de um plano maior, o qual culminará em algumas histórias espetaculares com os maiores heróis do mundo.

E que venha a tempestade!

Roteiro de Geoff Johns, arte de Gary Frank

NO Spoilers.

Na segunda história curta que reapresenta a origem do famoso personagem, Billy Batson é adotado e se depara com uma casa simples porém aconchegante, que terá que dividir com mais cinco irmãos adotivos. Cada um tem uma personalidade bem diferente e forte, mas concordam numa coisa: sempre ajudar um ao outro. Mas Billy não está interessado, ele se vê como alguém ali apenas de passagem, ansiando por voos mais altos.

Ele só não imagina o quão mais altos.

Os cinco irmãos são praticamente os mesmos personagens usados por Johns na saga Flashpoint, que juntos se transformavam no “Capitão Trovão”. Me chamou a atenção o fato de que nessa versão, algumas características físicas deles foram alteradas… Darla está mais jovem, Pedro mais alto e bem acima do peso, Freddie Freeman (“Capitão Marvel Jr.” E depois “Shazam” no velho universo), ainda possui a deficiência que o obriga a usar muletas, mas agora ele é loiro. Eugene não mudou tanto e Mary (“Mary Marvel” no velho universo), supostamente não é mais irmã natural de Billy.

Pedro, Eugene, Mary, Freddy e Darla.
O mesmo grupo que formava com Billy o “Capitão Trovão” na saga Flashpoint.

Os desenhos de Gary Frank são de uma sutileza incrível, muito expressivos e realistas, claro, considerando-se os parâmetros impostos por uma história em quadrinhos de super heróis. Ele já havia feito um trabalho incrível em Superman, e junto com Johns, tem tudo para revitalizar o mortal mais poderoso da Terra, que há anos deve boas histórias aos seus fãs. Desde a reformulação do grande Jerry Ordway nos anos 90, para ser mais exato.

A Liga da Justiça parece finalmente estar entrando nos eixos e firmando caminho rumo a boas histórias.

Mas se tudo der errado, leiam Shazam.

Resenha anterior? Clique AQUI!

Aquaman #10 & Wolverine e os X-men #12 – “Lá vem o negão. Cheio de paixão. Te catá, te catá, te catá”

Por Venerável Victor “Tratador Negro” Vaughan

NOTA: vale a pena conferir a resenha do casamento do Estrela Polar em Surpreendentes X-men no site mais legal de todos, todos, todos!!!  O BAILE DOS ENXUTOS.

Resenha de Aquaman #10  SPOILERS

Joe Prado, Ivan Reis, Geoff Johns & Rod Reis

capa de Aquaman #10

Arraia Negra é mais um exemplo de como cada vez a DC trata seus vilões de forma mais interessante que seus icônicos heróis. Ele é a grande estrela dessa edição à medida que é trabalhado pelo roteirista numa narrativa intrigante que fortalece a cada número.

Tanto Ivan Reis quanto Geoff Johns parecem se divertir horrores com o Arraia. Nas mãos do americano ele é um vilão determinado e calculista que supera Aquaman taticamente o tempo todo e é desenhado fantasticamente pelo brasileiro, cada movimento que toma é friamente calculado. Da abertura da revista até o painel onde os rivais lutam embaixo d’água, Reis coloca uma brutalidade na ação que torna o confronto extremamente pessoal. E essa é a primeira vez que os roteiros de Geoff Johns nessa revista tem o excesso de informações que o autor impõe na sua narrativa, mas dessa vez funcionam na história. Dar uma razão honesta para o ódio do Arraia Negra ao Aquaman conferiu, finalmente, camadas de profundidade ao conflito antigo entre os dois, exatamente como esse roteirista tem feito espetacularmente com Sinestro na revista dos Lanterna Verde. Essa pode não ser a desculpa para uma vingança mais original da literatura, mas é o que faltava para transcender o personagem da típica caracterização bidimensional de décadas. Faz com que ele seja um vilão que os leitores possam acreditar e por fim lhe dá uma real motivação – permitindo assim várias nuances de cinza aonde antes havia apenas o bom e velho “branco e preto”. O leitor não sabe realmente de qual lado ficar e isso torna a revista mais excitante.

Uma pena que o resto da história não tem o mesmo nível que o conflito entre Aquaman e o Arraia Negra. As cenas entre Mera e o professor Shin estão lá apenas para a necessidade incessante de Johns em escrever personagens que falam sobre tudo o que está acontecendo na edição. Da mesma forma que a super explicação dos motivos do vilão funcionar muito bem como dito antes, no caso desses dois personagens secundários já deu o que tinha que dar. Mas há rumores de que Mera e o professor farão algo mais além de dialogar infinitamente, dizem até que vão se mexer!

De volta à ação principal, é claro que com o enfoque na batalha entre o protagonista e seu nêmeses, a índia Ya’wara e o Prisioneiro de Guerra não tiveram muito que fazer nessa revista, mas ao menos tivemos novos painéis onde o roteirista reforça o conceito que já sabíamos: o Arraia em busca das relíquias – artefatos que cada um dos membros dos “Outros” possuem – o personagem Prisioneiro, sendo um suicida… também temos no início da história o aparecimento do personagem Operativo, e seu nome não é a única coisa que apresenta pobreza de criatividade, seu visual é extremamente genérico também. Sua introdução na trama é a mais batida entre as histórias de super heróis, mas não ofende nossa inteligência e será importante mais à frente.

Problemas a parte temos sempre o Ivan Reis por perto para deixar cada página espetacular independente do roteiro, a ação do Operativo no início da história é cinematográfica e cada personagem é único e, mesmo em silêncio, transmite exatamente a emoção definida pelo escritor. As cenas de flashback são um barato a mais, ao passo que o colorista Rod Reis confere tons vermelhos aos momentos de vingança do Aquaman. Mas nada supera a luta coreografada ente o vilão e o herói.

Dar ao Aquaman segredos sombrios e falhas de caráter faz com que o herói seja menos passível de piada e muito mais crível, diversos outros personagens secundários são bem explorados e é isso, o Arraia Negra rouba totalmente a cena e Johns consegue atribuir um sentido de ambiguidade para o leitor sobre de que lado ele deve ficar aqui. Os fies devotos devem estar se perguntando sobre o fato de não ter havido muito o que se falar do herói que dá nome à revista e esse é um problema referente à maioria dos Novos 52 títulos da DC. Não há nada muito o que dizer de um personagem que apenas segue a direção da maré. De qualquer forma a revista todos os meses tem se sobressaído entre as demais da editora; e afinal um grande herói é definido pela sua contra-parte maligna. Se depender dessa contra-parte, Aquaman será o maior de todos.

Resenha de Wolverine e os X-men #12   SPOILERS

Jason Aaron & Chris Bachalo

Wolverine e os X-Men passam para uma nova fase de suas vidas, de acordo com os eventos da mega saga Vingadores VS X-men, os Maiores Heróis da Terra são agora foragidos de acordo com a nova ordem mundial proposta por Ciclope: “Vingadores nunca mais”. Da mesma forma que essa história de apoio se mostra totalmente fora da temática e ritmo normal da revista, Jason Aaron novamente nos brinda com caracterizações sólidas dos personagens.

De todos eles sem dúvida é Rachel Grey, a Garota Marvel e filha de Ciclope em um futuro alternativo, a estrela do mês. Aaron se foca em seus conflitos internos à medida que ela lidera os X-men contra seus antigos amigos e aliados. De que forma o conflito presente que ela está passando se relaciona com seu passado (no futuro) como uma mutante caçadora de outros portadores do gene x??? Existe uma infinidade de material riquíssimo para que o roteirista trabalhe e isso é ilustrado em excelentes painéis onde Rachel arrebenta o chão onde pisam personagens como Thor e Capitão América. Se você também achava que a ruiva foi marginalizada e deixada de lado pela Marvel comics e seus roteiristas nos últimos anos, essa edição é um sopro de felicidade em nossos corações.

Nessa edição ela está com seu esquadrão de X-men e mais um Namor fortalecido pelo poder da Fênix na parte sul da Ásia, após ter descoberto o mais recente esconderijo dos Vingadores, onde estão fazendo a proteção da jovem Esperança que, assustada pelo poder da entidade cósmica, pediu asilo entre eles. Todo esse conflito afeta Rachel profundamente, afinal a cada momento que os Vingadores se opõem ao presente utópico proposto pelos X-men, seu futuro original, onde os mutantes estão extintos e o mundo vive em guerra, se faz mais presente.

Essa edição no entanto é mais econômica na maneira como apresenta os demais personagens. Nos são mostradas sinistras pistas e sugestões de que alguns personagens – os cinco novos hospedeiros da Força Fênix – estão aos poucos sendo corrompidos por esse novo poder. Kid Gladiator também tem alguns memoráveis momentos e infelizmente o Fera não parece ter mantido seus argumentos anteriores aqui. Embora aparentemente ele tenha abandonado os Vingadores e se juntado aos seus colegas mutantes no número seis da saga, ele está de volta lutando ao lado dos Vingadores aqui e surpreendentemente, de forma hostil contra seus companheiros, principalmente seu melhor amigo, o Homem de Gelo.

O painel final desse número remete ao da edição passada… o que mostra que essa edição foi apenas escrita por encomenda, substituindo o planejamento original de Aaron; isto feito o roteirista costura a trama exatamente de onde foi abruptamente interrompida.

A arte de Chris Bachalo é tão eficiente quanto seus traços conseguem ser. Sua Rachel Grey é simplesmente linda (como sempre) e o Fera é o melhor feito para a Marvel em décadas; Suas cenas de ação são realmente expressivas, mas os personagens nunca mantém consistência na forma como são apresentados.

Enquanto Wolverine e os X-men, a melhor revista da editora no momento, continuar sendo obrigada a abordar os eventos da saga Vingadores VS X-men, a linha mestra de sua narrativa continuará a sofrer. Gostaríamos muito que, apesar de seu talento incontestável, ele conseguisse combinar os conflitos mensais da saga oficial da editora com os dilemas pessoais da sua revista tão elegantemente como o jovem Kieron Gillen consegue em Fabulosos X-men.

 

Aquaman #9 & Surpreendentes X-men #50 – “Meu amor daqui até a eternidade nossos destinos foram traçados na maternidade”.

Por Venerável Victor  ”Um Outro tratador de macacos” Vaughan

ATENÇÃO

Conheçam e acompanhem a melhor web Comics da atualidade:  MERCENARY CRUSADE episódios 1 e 2

Aquaman #9   SPOILERS

Joe Prado (arte final), Ivan Reis (arte), Geoff Johns (roteiro), Rod Reis (cores)

Muitos anos de terapia podem ir por água abaixo por causa de um vilão.

A medida que se vai lendo página a página dessa edição, muitos fãs podem se indagar que não estavam dando crédito suficiente pelo que o escritor vem fazendo aqui. De várias maneiras, Johns teve que reintroduzir Aquaman na nova continuidade como um novíssimo herói. Dando a ele uma nova mitologia, para uma nova geração de leitores que estão chegando. Ao mesmo tempo, Geoff Johns não só preservou o que pôde da tradição do herói, ele vem apresentando o Rei dos Mares como um guerreiro com um grande passado na bagagem.

“Os Outros” representam isso: uma mistura do que é novo com o antigo na continuidade atual do Aquaman. Por mais que a princípio seja inusitado entender como Johns despende tanto tempo e espaço da revista estabelecendo um novo grupo de personagens de suporte, principalmente ainda tendo muito por garantir no “status quo” desse novo Arthur Curry assim como seus coadjuvantes antigos que ainda nem deram as caras, é inegável “sacar” que o cara tem feito um ótimo trabalho.

A cena de abertura dessa edição, com o “Prisioneiro de Guerra” mostra o quanto Johns está afiado em seu talento de roteirista, seria unânime nos fãs o desejo de ver mais espaço dedicado ao desenvolvimento individual de cada um desses novos personagens se todos forem caracterizados da mesma maneira que esse.

Ele também vem fazendo um trabalho consistente – por respeito ao que Aquaman fala, não vamos os chamar de equipe – com a química entre o grupo de personagens, especialmente se considerarmos seu “grupo” oficial, Arthur tem laços e identificação muito mais real com esses estranhos do que com o “clubinho de ícones” da Liga da Justiça. Laços esses que demonstram profunda identificação e entendimento entre eles, pois apesar de separados Deus sabe por quanto tempo, cada um ainda mantém alguma espécie de influência entre os outros “Outros”. Chegando a buscarem o auxílio dos colegas sem hesitação em momentos de necessidade. Obviamente, a influência entre a índia brasileira Ya’wara e Arthur é muita mais complexa que isso, já que ele mesmo admitiu para sua mulher Mera, que ambos compartilham um vínculo telepático antigo…

Aqui, à medida que os dois avançam pela Floresta Amazônica, detonando os capangas do Arraia Negra, você leitor pode claramente deduzir a natureza real desse vínculo entre a índia e o atlante. Quando é possível ver que Ya ‘wara controla telepaticamente totalmente a vida animal da floresta, da mesma forma que Aquaman faz com a vida marinha. Agora não é leviano acreditar que eles em algum momento no passado, até mesmo por serem almas gêmeas e de como seus poderes mentais podem se conectam, foram importantes um para o outro.

Só Deus e Geoff Johns sabem o porquê dos Outros odiarem o Arraia Negra tanto quanto Aquaman o odeia, mas aqui fica evidente que a disputa entre Arthur e o vilão é muito mais complicada do que se imaginava. Não é apenas porque o cara é um grande pirata e caçador de tesouros que antes em algum momento quis a pele do Rei dos Mares, o Arraia tem evidentemente uma vingança pessoal contra Aquaman e de certa forma, legítima. O que deixa nosso herói numa balança moral não tão definida de “certo ou errado”.

E no meio de tudo isso está o velho Doutor Shin, sua importância na trama é ainda mais profunda do que acreditávamos, pois apesar de egoísta e arrogante como só ele sabe ser, o personagem de fato dedicou um grande tempo de sua vida ajudando a família Curry a lidar com os poderes e habilidades de Arthur quando jovem e agora ele se sente intelectualmente e cientificamente frustrado com o resultado de tudo no final do processo. No fim de tudo, ele não é alguém que se sinta pena ou o leitor desenvolva algum carinho, mas claramente ele também não pode ser considerado um vilão nessa confusão toda. Desde o início dessa nova série, Mera tenta buscar um pouco mais de informação sobre o passado de seu marido quando em terra firme e Shin acaba sendo útil para satisfazer sua curiosidade.

Cada nova edição dessa revista apenas confirma os rumores de que Ivan Reis está no topo dos maiores artistas dos quadrinhos da atualidade e aqui todos podem confirmar com atenção sua habilidade dramática na composição da ação. A variedade e riqueza de expressões no rosto do atormentado Doutor Shin , se fosse retratada por um homem de carne e osso, poderia facilmente lhe render o prêmio de ótimo ator. E claramente por causa desse trabalho visual maravilhoso que essa revista faz com que você se prenda a qualquer um dos personagens apresentados sem distinção ou preconceito. Lembram do quanto foi elogiado acima a cena de abertura dessa revista com o personagem “Prisioneiro”? Lógico que metade do mérito é desse brasileiro e mais, do competente tralhado de equipe e sintonia entre todos os criadores envolvidos.

Para todos que se lembram do ótimo trabalho de Johns a frente da Sociedade da Justiça, Novos Titãs e Lanterna Verde – Renascimento, fica a dica de que o escritor voltou a boa forma aqui, venha se molhar você também!

Astonishing X-men #50 SPOILERS

Marjorie Liu (roteiros), Mike Perkins (arte)

A passagem de Marjorie Liu pelo título dos Surpreendentes X-men tem um trabalho de caracterização de personagens forte, porém sofre de um desinteresse por parte dos leitores pela complexidade do mistério no enredo desse primeiro arco. Já nessa edição, ela se supera e nos proporciona uma história que se equipara ao trabalho de caracterização falado acima. O roteiro é o tempo todo intercalado entre a investigação dos X-men e o relacionamento complicado entre Estrela Polar e seu namorado de long data kyle. No meio de uma missão perigosa, o mutante canadense pede para seus colegas Gambit e Homem de Gelo conselhos amorosos enquanto discute a relação com o rapaz, quilômetros dali, que bom ter supervelocidade, não?

Agora…pedindo conselhos amorosos para um mulherengo e um solteirão convicto? Isso é que é uma missão perigosa!

Nessa revista as vezes achamos que estamos lendo um quadrinho de CSI da editora IDW. A medida que o grupo investiga a conspiração por trás do ataque dos Carrascos na edição anterior, o Trio descobre interessantes peças de um quebra cabeça muito maior enquanto Wolverine vai ao encontro de uma velha amiga atrás de informações e a tensão cresce a cada quadro. As duas primeiras edições desse novo arco foram recheadas de motivos desconhecidos , então termos a possibilidade de achar novas pistas para resolvermos essa confusão toda a cada página, é excitante.

E no meio disso tudo, temos a grande ideia do Estrela Polar de como consertar seu relacionamento tumultuoso com Kyle. Ele se ajoelha na frente do namorado no meio da rua e o pede em casamento. Bom, nós sabemos o quanto casamentos com X-men não são exatamente um mar de rosas…

Agora, por mais atenção da mídia que essa proposta de casamento tenha recebido essa semana, ela não foi exatamente tão glamourosa quanto poderíamos esperar. Lógico, ela recebeu uma página inteira de destaque dentro da edição, mas fora isso, ela meio que se perdeu entre tantas outras informações que a trama oferecia. Afinal a revista não foi estruturada exatamente para garantir esse destaque, então o “pedido” foi feito numa única página , deixando os leitores com uma mensagem enorme de: “continua”. Os personagens reagiram de acordo com o que se esperava apenas, mas fazendo com que a “proposta” seja só mais um elemento emocional de interação entre os personagens, do que o motivo principal do roteiro desse mês, dá mais credito ao roteiro autêntico de Liu.

Mike Perkins não é um Ivan Reis, sua arte não é bonita, mas é um bom desenhista quando se trata de caracterização, já em cenas de ação ele se torna muito confuso. Seus melhores momentos nessa edição são os quadros que tem ação em Nova Yorque, com Wolverine e sua “amiga” Viúva Negra conversando num restaurante na rua West, você pode sentir o clima aconchegante da casa, crianças brincando com suas comidas, garçons de má vontade e um casal de senhores prestes a terminar sua refeição. Apesar de que a sequência que Jean Paul e Kyle discutem sua relação no Central Park é algo um tanto bizarro do ponto de vista de tridimensionalidade, a emoção de cada personagem é muito bem desenvolvida.

Aqui a roteirista esqueceu totalmente o enredo paralelo com a mutante Karma e o estranho vilão que os está manipulando pelas sombras, Cecília Reyes sequer também foi mencionada, um ponto fraco da edição. Na próxima teremos o casamento afinal…não seria algo muito precipitado? A equipe está ainda no meio de um mistério e as coisas não estão nada boas para eles. No entanto, já que a Marvel assim o quer, que os pombinhos sejam felizes…até que Mephisto apareça e os separe!!!

SCAN para essa edição traduzida, no site Arte HQs, A Garota Santuário indica .

Aquaman #8 & Fabulosos X-men #11 – “Depois de você, os OUTROS são os OUTROS e só”.

por Venerável Victor “apenas outro blogueiro” Vaughan

Resenha de “Aquaman #8″ SPOILERS AQUÁTICOS

Arte final:Joe Prado, Desenhos: Ivan Reis, Roteiros: Geoff Johns e Cores: Rod Reis

Falar que essa revista está entre as dez melhores do reboot, seria um pouco exagerado?

Afinal, apesar das críticas negativas que recebe por um lado ela se mantém muito bem representada em vendas e até em aceitação de pública e mídia. Seus pontos fracos seriam então, enredos pouco interessantes e diálogos banais. Mas logo em seguida você se depara com a arte espetacular de Ivan Reis e tudo fica muito aceitável. No entanto nessa edição que vos falo hoje, Geoff Johns decidiu dar ao nosso herói aquático algo que era muito pedido pelos leitores: aprofundamento. Vergonhoso isso ter levado oito números para acontecer.

Começando seis anos atras, nós vemos um Aquaman sofrendo com a morte de seu pai e em choque com a revelação de suas origens, atormentado por uma massa de repórteres do lado de fora de sua casa, sedentos por uma declaração sua. Essa foi uma grande maneira de começar a edição. Johns consegue equilibrar muito bem a qualidade de seus diálogos e permite que Reis tome completo controle da caracterização visual, tonando-a sólida e fazendo com que as primeiras páginas da revista mostrem perfeitamente o estado mental do herói.

Pulando em seguida um ano, vemos um determinado Aquaman com agora seu curioso tridente e novamente a arte fala por si só. Permitindo que aos fãs que acompanham a revista suficiente informação para que imaginem o que aconteceu com o herói em seu período desaparecido. Mas é claro que quando voltamos ao período presente, Johns retorna também a sua escrita medíocre que julga ser mais cômoda e atraente, no entanto , ao contrário de outras edições, ela agora tem bons momentos de humor e diálogos.

Sim, a revista consegue sustentar bons momentos cômicos apenas usando o recurso simples de mostrar a rainha Mera com ciúmes do passado em comum de Ya’Wara e Arthur. Esses momentos são bem construídos e não estragam o enredo como as tentativas anteriores exageradas.

Agora falando de Ya’Wara – nossa índia brasileira – ela é um personagem até agora de caracterização simplória, mas ela faz o necessário que a narrativa pede, talvez possa ter momentos mais inspirados futuramente. Também é interessante ver Mera assumindo o controle da situação e exigindo respostas de Arthur. Juntando agora um intrigante flash back que introduz o restante dos Outros – o antigo grupo secreto de meta humanos do Aquaman – e um jovem e feroz Arthur Curry em uma ação muito bem construída, essa edição se torna a mais interessante leitura da revista até agora.

Também é muito importante falar, que o persistente perigo das constantes ações misteriosas do Arraia Negra, nêmeses histórico do nosso herói, é um ingrediente vital para esse capítulo. Johns mantém a narrativa que sustenta o quanto esse personagem deve ser temido como um perigo real e imediato.

Ivan Reis sempre que está a frente de um título, é certeza de beleza em cada quadro e aqui não é diferente. Da última página voltando para as feições de desdém de Mera pela proximidade de seu marido e a índia brasileira, ele dá show na caracterização das emoções humanas. Essa é a edição mais bem trabalhada nesse quesito sem dúvida, muito graças a esse super artista, realmente capturando o lado de Arthur que nos faz ter empatia com o personagem. Suas cenas de ação são épicas e o painel duplo que mostra os “Outros” em toda a sua glória realmente é a cena do mês.

Aquaman já está provando seu valor como um dos “setes gloriosos” no novo Universo DC há oito meses, agora finalmente Johns nos brinda com uma trama interessante e imprime ao título uma ótima caracterização, isso em troca vai se mostrar na audiência que ainda não deu uma chance ao personagem, investir na revista. Vamos torcer pela qualidade só crescer nos meses que virão, daí minha dúvida se tornará certeza.

Resenha: “Uncanny X-men #11″  SPOILERS MUTÁVEIS

“Isso é mais que uma prisão. Isso é uma tentativa de sequestro”.

Roteiro: Kieron Gillen ♦ Arte: Greg Land

Nessa edição o Extinction Team entra em um fervoroso confronto com Os Mais Poderosos Heróis da Terra, na porta da frente de sua casa. Enquanto o grupo faz de tudo para proteger a jovem Esperança, a mutante messias, dos Vingadores a qualquer preço, os mutantes se veem entre uma rocha flutuante que chamam de lar e um mundo que não os apoia.

Capa de Fabulosos X-men #11

Esse “tie-in” de Vingadores VS X-men funciona aqui muito bem, os eventos aqui narrados acontecem durante o segundo número dessa minissérie e como resultado, proporciona mais informação e complemento à história perfeitamente. Ela também funciona para mostrar aos leitores o outro lado da história, já que os “tie-in” das revistas dos Vingadores favorecem exclusivamente o seu elenco.

Apesar dessa edição continuar mostrando o confronto entre essas duas equipes em Utopia, Kieron Gillen vai mais fundo e fornece aos leitores o que realmente está se passando na mente de cada um dos aliados de Ciclope, tornando suas ações na história muito mais críveis.

Kieron aqui usa de diálogos na primeira pessoa de cada um de seus personagens, explorando um pouco mais da personalidade de Ciclope, esperança, Colossus e Namor durante esse momento decisivo. Nessa edição, ele presenteia os leitores outras camadas a essa que é “Maior saga Marvel da última semana”. Camadas essas que conferem muito mais importância ao conflito e ainda responde as perguntas que permaneciam como resultado de todas as ações que nossos heróis teriam que tomar em prol do que acreditam.

Falando agora de humor, aqui temos uma das melhores passagens da revista, apesar de ser difícil buscar um dos vários momentos interessantes seria muito deselegante da minha parte não mencionar as linhas de pensamento de Namor, fantásticas, assim como as de Colossus, apesar de que com ele, o humor é algo não intencional e de certa forma genialmente perturbador. Sem desmerecer a participação rápida e fundamental do Doutor Nêmeses nesse quesito.

Os dois ápices dessa edição #11 são, entretanto o desfecho da revista que é ao mesmo tempo inteligente e único, assim como o desenvolvimento da personalidade “Juggernaut” no Colossus. Enquanto o russo luta contra o Hulk Vermelho, os leitores tem a chance de explorar sua psique atormentada e entender o que significa para Piotr ter se tornado essa força da destruição, Sua sede por sangue e seu potencial escondido é trazido a tona aqui, fazendo desse capítulo de “Fabulosos” muito mais que um simples “tie-in”.

O desenhista Greg Land retorna nesse número e faz um trabalho acima do seu normal em termos de qualidade, seu traço é mais claro e as imagens são fáceis de acompanhar, e isso é muito bom, afinal muitos leitores estarão entrando na revista por causa dessa história. Ficou claro para mim que Land desenha melhor personagens quando menos humanos eles parecem, quanto mais únicos em anatomia eles são, melhor é o traço dele, por essa razão, Juggernaut e o Hulk Vermelho estão aqui muito bem retratados. Vale agradecer aqui as cores lindas de Guru e Fx e o nanquim do Leinsten.

Contudo, Greg Land continua a desenhar personagens em poses desconfortáveis e impossíveis e expressões faciais exageradas – já falei esse mês novamente que ele só conhece três expressões diferentes?Para quem leu a edição anterior, feita pelo maravilhoso Carlos Pacheco, pode achar essa terrível, mas os diálogos inspirados de Kieron Gillen sustentam perfeitamente a revista esse mês. Pena essa ser , como disse antes, uma história narrada totalmente na primeira pessoa, pois aí ficamos esperando expressões faciais de cada um de nossos queridos mutantes retratadas de forma mais inspirada.

Quando a revista acaba, os fãs ficam se perguntando para onde os X-men vão a partir de agora? A última página está traduzida aqui e potencialmente afetará o Universo Marvel profundamente, mas a pergunta que não quer calar é: como?

Click para aumentar

Aquaman #7 & Surpreendentes X-men #48 – Novos caminhos para novas possibilidades!

Por Venerável Victor “um OUTRO tratador de macacos aquáticos”  Vaughan

Aquaman

Resenha com Spoilers aquáticos

Roteiro: Geoff Johns Arte de: Ivan Reis; Joe Prado e Rod Reis

Nessa edição de Aquaman, Geoff Johns incrementa em muito a mitologia do herói aquático. Aqui se tem muita coisa para serem absorvidas por novos e velhos fãs, muitas das quais irão gerar polêmica ou agradar até faz xiitas, nós apenas temos que ter fé em Johns, fé que ele pode juntar todas essas novas informações e fazer com que esse novo grupo de personagens atlantes, encaixe no novo universo DC.

Realmente á apenas nas últimas páginas dessa revista que todo esse novo “passado” de Arthur Curry vem à tona – com o perdão do trocadilho – e a situação fica complicada. As primeiras páginas da edição nos brindam com uma história paralela desse novo grupo chamado “Os Outros” – nome dado talvez pelo sucesso da série LOST na cultura pop – enquanto ao mesmo tempo reintroduz o nêmese supremo de nosso herói, Arraia Negra na trama. E se você – bebê – pensou que Geoff Johns ia seguir o comportamento habitual dos últimos anos e fazer uma revista superficial, acho bom pensar de novo…

Ya-wara, a índia brasileira, que faz parte do grupo "Os Outros", criada por Geoff Jhons e o nossos drean team brasileiro

Se por acaso o roteirista escolheu a mais eficiente estratégia narrativa nessa revista mensal, nós vamos ter que esperar mais um pouco para julgar, mas uma coisa é certa, ele vem fazendo um belo trabalho até aqui.  Cuidadosamente alternando entre ação e flashbacks – exatamente como na série Lost, por acaso – nos mostrando que ele não perdeu a mão e ainda é o cara que nos deu a melhor passagem que a revista do Lanterna Verde já teve em sua existência, desde a época de Neal Adans e Dannis O’Neil.

Verdade, as perguntas ainda não esclarecidas sobre a Atlântida parecem pequenas comparadas às novas possibilidades desse novo universo criado para o herói aquático. Mas Johns não faz feio ao plantar a dúvida em nossas mentes e nas de nossos queridos personagens: “Será que alguém afundou a Atlântida?”.

Mas claro que outra pergunta vem à mente: “E daí???”, descobrir nessa altura do campeonato essa resposta, de quem decidiu o destino dos atlantes milênios atrás não parece ter muita utilidade para eles agora. Mas como nós sabemos, Johns tem um plano – eu pelo menos sempre tenho – seja ele algo grandioso ou não tão grandioso.

O melhor aspecto dessa edição ainda é a arte de Ivan Reis. Mês passado ele deixou a maior parte da arte com Joe Prado, mas seu retorno é maravilhoso. Para variar essa é a revista mais linda nas prateleiras – assim como a Demon Knights do Diógenes Neves, lógico – e o cuidado do brasileiro com os detalhes é algo divino. O início da edição é feito sem um único balão de diálogo e nos mostra o quanto Ivan Reis é um artista gráfico talentoso.

As sementes foram plantadas para possivelmente uma épica aventura nas páginas de Aquaman nos meses que virão.Uma heroína brasileira foi colocada agora na cronologia como uma antiga aliada de Arthur e membro dessa misteriosa equipe que o herói aquático participou antes de fazer parte da Liga da Justiça. Geoff Johns está fazendo uma das melhores revistas do relaunch, afinal ela agrada a maioria dos fãs antigos que já conhecem o universo de Aquaman e é atrativa e promissora para novos leitores.

Nota 1: “The Golden seal” ou O selo/carimbo dourado, que o Arraia Negra rouba no início da edição, com esse nome, é algo que faria mais sentido a “Pantera Cor de Rosa” roubar…

Nota 2; Impossível cortar um quadro da arte do Ivan Reis nessa edição, por isso pus páginas completas…

Surpreendentes X-men

Roteiro de: Majorie Liu e Arte de: Mike Perkins

A roteirista Majorie Liu assume o comando dessa revista, agora totalmente integrada na continuidade Marvel com satisfatório sucesso. Surpreendentes X-men não é tão centrada na trama quanto no desenvolvimento e estabelecimento desses mutantes como um novo grupo. Quem conhece o trabalho dessa roteirista sabe o quanto sua maior força está no desenvolvimento de personagens. Aqui o interesse principal se deu na relação entre Estrela Polar e seu namorado kyle, que é tão “surpreendente” porque retrata fielmente o humor e conflito que uma relação amorosa do no nosso mundo real acontece no nosso dia a dia. Todo workaholic não consegue lidar com seu parceiro não tolerando a quantidade de tempo que ele dedica ao trabalho e isso pode sim gerar humor e até mesmo facilmente conflito.

Da mesma forma, o diálogo entre Gambit e Cecília é natural e doce. Mas essa não é uma resenha de estudo de personagem, não! Isso é uma resenha de uma revista X! Deveria haver aqui explosões ou o quê??? Nada temam “True Belivers!”. A senhorita – ou senhora – Liu nos proporciona doses iguais de muita interação e ação desenfreada com maestria. Liu constrói a trama de seu primeiro arco a frente dessa revista com um grande mistério, as primeiras páginas da revista mostram um evento – ou sonho premonitório – de Jean Paul, o mutante canadense Estrela Polar, por algumas páginas, depois disso o tema não é mais revisitado, para que possamos conhecer o novo elenco. Possivelmente mais esclarecimentos virão a tona em breve.

O desenhista Mike Perkins é o responsável pela arte aqui e faz isso com grande cuidado e detalhe em todos os ambientes que retrata. A maioria da linguagem corporal de seus personagens é diferente e casual – muito bom isso – e a dinâmica facial das expressões é excelente, usando sombras – da forma certa, não como o imundo do Greg Land… – e ângulos diferentes do comum para mostrar as emoções que deseja, o que é maravilhoso, afinal a maioria da edição são cabeças falando umas com as outras. Como num filme, tudo é dirigido para que o texto de Liu tenha o impacto e ressonância merecido.

Talvez isso fique um pouco cansativo se for feito de forma periódica, mas parece que grandes planos estão em ação. Para todos aqueles que reclamam do quanto existem revistas mutantes no mercado, saibam que a grande maioria delas hoje em dia são sólidas e leituras válidas. Parece que Rick Remender – autor de X-Force – hoje tem uma parceira escritora a altura.

Nota 1 : já ouviram falar no Projeto Kaplan? No jogo baseado nesse universo? Sabe como apoiar e contribuir com a campanha de lançamento?

Nota 2: Make mine Marvel !!!

AQUAMAN – Seus olhos são, são verdes bofetadas no meu coração!

Por Venerável Victor Vaughan

Resenha de Aquaman #6 SPOILERS

Essa edição deveria se chamar “Mera #1”, valorizando o fato que a noiva de Aquaman ganha o papel de personagem principal desse capítulo. E da mesma forma que as edições #1, #2, #3, #4, #5 foram usadas para reestabelecer Aquaman como um verdadeiro peso pesado, essa é a vez de Mera mostrar porque ela é tão fabulosa. Sua habilidade de manipular água sempre foi impressionante no passado e de várias formas muito mais útil e ofensiva que os poderes de Arthur. Mas o roteirista Geoff Johns realmente deu um salto à frente com a personagem agora, utilizando suas habilidades em novas formas.

Nós também temos aqui um pouco da história pregressa de Mera, no início e no fim da edição um pouco do passado negro da personagem é revelado. Mantendo o que foi estabelecido em “O dia mais claro” – convenientemente, afinal também é um trabalho de Johns – ela foi mandada de sua dimensão natal, para a nossa no intuito de matar Aquaman, mas acabou por descobrir sua natureza nobre e se rebelou, sendo banida de seu reino no processo.

Agora no presente, Mera vai até uma pequena mercearia na cidadezinha de Amnesty Bay a fim de comprar ração de cachorro – o aqua-cão, lembram? – o animal que eles resgataram durante o arco da “Trincheira”. Infelizmente – não para nós – aconteceu que o gerente da loja não passava de um porco tarado, que costuma assediar sua empregada chamada Jennifer – que tolera essa situação por alguma razão – até que a estonteante rainha do mar entra na loja.

O gerente “cai matando” na mulher e toca Mera de forma inapropriada – Janette diria que ele a estaria bulinando – até que ela reage de uma maneira menos contida que Aquaman reagiria – se fosse bulinado também -, um segurança tenta prender ela, mas ela se altera, destruindo grandes recipientes de água e detonando tudo ao redor com vortex de água para se defender. As coisas só complicam quando a policia local é acionada e tenta intimidar a mulher de Aquaman com armas em punho. Ela enfrenta todos de uma vez, até que uma chamada de rádio na frequência da polícia informa que um homem chamado Ryan Slayter, que é acusado de matar a mulher, escapou da delegacia e está em sua casa, fazendo sua filha de refém. Mera imediatamente se rende e permite que seja levada em custódia.

Uma vez lá, Mera e a polícia descobrem que o tal Slayter está fazendo exatamente o que foi relatado no rádio. Ela para de interpretar que está resignada, arrebenta facilmente as algemas e arremessa a porta da viatura longe e enfrenta Slayter. Que está apontando uma pistola para a cabeça de sua filha. Ele debocha: “Você não pode fazer nada contra mim, eu tenho uma arma e você é um peixe fora d’água”.

Mera responde: “Eu não sei como Arthur suporta essa constante ignorância e comentários inapropriados, eu não vou fazer isso” e continua: “Por que todo mundo pensa que água é a nossa fraqueza? A falta de água não é minha fraqueza, é a de vocês.” Não quero destrinchar todos os diálogos dessa edição, mas sem um reserva suficiente de água próxima, ela tem que tirar água do lugar mais próximo. Ela rapidamente captura Slayter. Mas fica frustrada com a atitude da polícia e principalmente da filha do marginal e pula para o alto (não encontrando expressão melhor) chateada.

Sua aventura não termina de uma forma tão frustrante como ela acredita. Chegando ao farol onde mora com seu amado, Ela se senta em uma pedra de frente ao mar e pensa em seu pai, sua case e o quanto ela se sente isolada. Jennifer, a moça que trabalha na mercearia do início da história, aparece com comida de cachorro para ela, além de outros mimos para o animal do casal aquático. Ela dá para Mera seu número de telefone e lhe diz que pode ligar sempre que precisar de mais

“Eu apenas quero que você saiba… que nem todos nós somos maus” Ela explica.

“Não, vocês não são”.

Geoff Johns: roteiros

Aquaman finalmente chega e lhe diz que eles precisam ver o Dr. Steven Shin atrás de algumas respostas sobre quem afundou Atlântida (continuando a trama da edição anterior) e eles partem.

O artista da revista, nosso virtuoso Ivan Reis, não segurou a “onda” da revista inteira e Joe Prado teve que se molhar para finalizar as páginas. Ele faz um bom trabalho, mas seu estilo e traço não são o do Ivan, apesar de tão detalhista quanto. Os efeitos com água não estão tão reais quanto foram em edições anteriores, mas continuam muito bons.

Ivan Reis : desenhos

Mera assumiu uma atitude não tão simpática e política como seria de se apreciar pelos fãs da revista e por quem entrar em seu caminho, então em minha opinião, parabéns para Johns, é preciso muito peito para retratar uma personagem extremamente passiva e dócil do passado numa nova personalidade muito mais ativa e de pavio culto, como uma guerreira de outra cultura deveria ser, ao lidar com a ignorância e atraso terrestre. Ela aqui mostra a “badass” que realmente é e que em “Blackest Night” já tínhamos presenciado de relance, agora usado seus poderes de maneiras mais interessantes.

Ela aqui deixa bem claro que nem ela, nem Aquaman são dependentes do oceano para agirem com eficiência e não devem ser subestimados em nenhum ambiente. Serie

Joe Prado: Arte final

essa uma experiência para um possível novo título com ela? Talvez com Rob Liefeld escrevendo e desenhando? Eu duvido, mas se ela tivesse, se sairia bem, afinal Batman consegue estar em quatro, mais todos os títulos da Liga, ela com certeza conseguiria estar tranquilamente em dois.

Um conselho para você que é metido a valentão e gosta de mexer com as pessoas na rua, principalmente com mulheres com super poderes. Elas são, quase que sempre, muita areia para o seu caminhãozinho.

AQUAMAN #5 – Enterrado até o fundo com areia, deve doer.

Por Venerável Victor  ”Aqua-monkey” Vaughan

Resenha de Aquaman #5 Spoilers Aquáticos

Roteiro Geoff Johns desenhos Ivan Reis, Joe Prado e Eber Ferreira

Apesar de arco anterior ter terminado mês passado, parece mesmo que as conseqüências dele vão perdurar – o que vai ser ótimo, pois defendi que apesar da história ter terminado de forma abrupta, Geoff Johns costuma trabalhar assim, desenvolvendo os fatos de pouco em pouco em cada arco, costurado numa saga maior. Após cientistas da marinha americana encontrar uma relíquia atlante na superfície de um grande pedaço de uma nave alienígena encontrada por Aquaman na edição passada, as coisas vão de ruim parar pior. O que diabos é essa relíquia achada pelos humanos da superfície e que diabos ela tem a ver com a herança atlante do nosso herói? E o que diabos o Aquaman está fazendo tão fora d’agua como agora, no meio do deserto? Bom caro devotos, vamos descobrir agora.

Como numa seqüência de vídeo game a história começa com Aquaman caindo do céu no meio de um deserto desconhecido – poderia ser os Lençóis Maranhenses, talvez, será?- todo detonado e ferido, ele encontra seu tridente – que o fato de onde ele o conseguiu, é motivo de um outro segredo – e usando o mesmo como uma muleta começa a caminhar se arrastando em direção a lugar nenhum. Tudo isso aconteceu por causa de um antigo artefato que a Marinha encontrou e contatou Aquaman na esperança de que esse pudesse identificar o objeto e responder suas perguntas.

No meio disso tudo, um grupo de guerreiros vestindo armaduras invada a instalação onde Arthur Curry e os militares estão e roubam o objeto. Durante sua fuga em uma aeronave high tech, Aquaman se joga no veículo, consegue entrar na marra e na luta descobre que se trata de atlantes.

logo em seguida, após muitos tiros de energia, a nave é avariada e cai junto com o artefato num deserto, não sem antes, Aquaman pular segundos antes da explosão.

A medida que ele na busca pelo veículo vai ficando fraco e desidratado, ele tem alucinações com a figura de seu pai morto que o manda buscar ajuda no sistema Dagobah… desculpem! História trocada! Franquia errada! E o perturba dizendo que ele nunca vai ser aceito nem na superfície nem nos oceanos, pois está fadado a ser sempre um pária. Após Aquaman mandar seu pai “catar coquinhos”, usando sua telepatia, Arthur consegue a ajuda de um lagarto da areia que lhe orienta que direção seguir para achar o veículo caído, ele encontra os escombros da nave atlante e acha o objeto, que na verdade se trata de algo como uma ‘caixa preta “com uma mensagem ali gravada, falando sobre o afundamento do continente atlante. Nosso herói é resgatado logo em seguida pela marinha americana e nos noticiários da TV o povo faz mais piada sobre isso. Quando ele chega em casa, Mera deixou um bilhete dizendo que saiu para comprar comida para o cachorro. Espero mesmo que tenha sido isso, o cara já sofreu bastante por hoje.

Apesar de tanta coisa “massavéio” que ela faz, eu gosto muito da forma como Geoff Johns escreve e principalmente do talento ímpar que ele tem para pegar antigos personagens – como Aquaman que está aí a mais de setenta anos – e que não são tão proeminentes na mídia e entre os fãs de quadrinhos e lhes construir e fundamentar toda uma nova mitologia, nisso ele é mestre. Dessa forma, fazendo deles novos e interessantes. Sem deixar de valorizar que ele consegue fazer isso sem bater de frente com antigos fãs, pois mantém todo o legado e características antigas intactas, como ele fez na revista do Lanterna Verde e está tentando fazer com o Flash – mas esse não vou por minha mão no fogo por ele, acha que sou idiota? -. Agora é a vez do rei dos mares ter uma mitologia completamente atualizada e se tornar parte de um novo épico escrito por Johns.

Eu vou deixar mais uma vez claro para a galera formada em Artes plásticas ou História da arte e que costuma escrever sobre quadrinhos (eu sou um humilde historiador e ator só) que não sou um crítico de arte e raramente menciono os desenhos a não ser que eles sejam aos meus olhos de leigo e fã, ou muito bons (Diógenes Neves e Cia) ou muito ruins (tenho que citar Liefeld? Tenho). E essa edição tem o melhor do mercado, Geoff é um put@ escritor sortudo, afinal ele quer apresentar uma vibrante e imensa história e por esse motivo a arte precisa ser à altura do desejo. Pensando aqui, a saga “A noite mais densa” teria sido tão interessante aos fãs “massavéio” ou não se não fosse essa trinca maravilhosa no comando do lápis, nanquim e cores? Claro que não. E foi muito interessante, as alucinações de Aquaman sobre o seu pai, sendo pintadas em um estilo visual totalmente diferente. Isso faz toda a diferença e mais um ponto pra eternizar essa passagem genial deles pelo título.

Estamos na quinta edição da revista e vocês que vem acompanhando devem saber que o escritor vem desde o primeiro número brincando com a imagem de “perdedor” e “piada ambulante” que nosso herói vinha recebendo há décadas. Piadas essas que ele corrige com frases grosseiras ou argumentos que desmoralizam quem mexe com ele. A estratégia parece estar tendo efeito – apesar de que ele sempre foi meu herói preferido – em fazer do Aquaman um herói com mais credibilidade ao mesmo tempo que nos brinda com momentos divertidos. Aquaman é genuinamente um personagem legal e deveria ter sido sempre respeitado. Apesar de ser um dos melhores heróis do Universo DC, ele raramente recebeu esse suporte e tratamento. Nas histórias de Geoff Johns, a população no geral não gosta dele e mesmo assim ele continua sendo o campeão que acredita ter nascido para ser. É muito legal ver um herói que não recebe o apoio que a maioria de seus colegas tem, mas nunca deixa de fazer o que acha ser o certo.

As imagens do Aquaman no deserto são as melhores seqüências dessa edição, com Arthur alucinando que realmente está tendo um diálogo com o seu pai morto, onde podemos ver um pouco mais de sua psique e personalidade. Alguns podem achar que o autor deveria ter ido mais fundo no desenvolvimento desses conflitos, eu por outro lado preferi que ao fim da revista, tudo tenha se resolvido.

Essa edição prometeu muito, o arco anterior foi bom, mas como dito antes, terminou muito abruptamente. O incidente aqui foi circunspecto apenas a esse número, é uma outra forma de lidar com a série, mas começa a nos preparar para uma saga talvez muito maior além de mostrar que o arco anterior continua sendo relevante para o caminho a seguir. Geoff Johns sabe fazer – quando quer – um personagem popular novamente. Essa é sim uma das melhores revistas das novas 52.

Estou louco para saber o segredo por trás do afundamento da Atlântida e como todas essas peças se encaixam.

AQUAMAN, criado por Paul Norris

CAPUZ VERMELHO & AQUAMAN – “quero ver você ser tão eficaz na terra firme como no fundo do oceano”

Por Venerável Victor “Vaughan Vermelho e o Santuário” Vaughan

Resenhas e Spoilers de Ano Novo

Red Hood and the Outlaws & Aquaman #4

Capa de "Capuz Vermelho e os fora da lei #4"

Capuz Vermelho e os fora da lei tem sido uma estrada para a redenção de Jason Todd, provando que esse personagem não é inútil na DC e incapaz de protagonizar boas histórias. Eu acredito que o mix com os antigos Titãs, Arsenal e Estelar apenas intensificam as possibilidades de boa diversão.

Scott Lobdell dedica bastante energia para explorar o potencial dos outros personagens. Nessa edição a ação muda de Arsenal  para Estelar e um novo personagem chamado Crux, durante toda a história. O autor faz o possível para mostrar Roy Harper, o Arsenal, como um viciado em recuperação com um coração de ouro, algo muito além do personagem mulherengo e egoísta com que vinha sendo retratado na continuidade anterior. Estelar continua sendo a alienígena distante da humanidade com que Lobdell vem trabalhando e agora fica um pouco mais claro porque isso estava sendo feito, com a entrada de Crux no enredo. E mais uma vez vemos a velha formula do vilão que após derrotar o herói, decide contar sua origem convenientemente, rs ( “rs” riso tímido de gueixa)

Como de costume, Jason é “O Cara” do título e ele novamente tem bastante espaço para demonstrar isso aqui. Nessa edição, por escolha, Lobdell não avança na psique do Capuz Vermelho, mas a luta dele com a criatura travestida de agente da lei é visualmente empolgante. Kenneth Rocafort está fazendo um trabalho maravilhoso nesse título, tenho cada vez mais me tornado fã  e aqui se pode ver sua home page. O cara tem levado a cada painel uma energia e textura única que eu não vejo em nenhum outro lugar na DC.

E vou te falar, eu adoro esse título do Jason ser uma revista de equipe, afinal um grupo é tão forte quanto seu membro mais fraco.

Capa: "Aquaman #4"

Aquaman esse mês avança pela Trincheira marinha que tanto tem dado o que falar em sua revista. Se tem uma coisa que Geoff Johns e Ivan Reis – sem falar as cores lindas de Joe Prado – fazem aqui muito bem, é mostrar que o oceano é um lugar escuro e assustador e amarrar nosso herói nesse contexto é algo muito bom.

 

Até esse mês estávamos vendo essas criaturas invasoras no mundo da superfície, atacando humanos e sendo os próprios “peixes fora d’água”. Agora no fundo da trincheira em seu habitat natural, no entanto, eles são algo muito mais terrível que antes. Reis é o cara perfeito para visualmente provar o quanto essa ameaça é séria, a escuridão dos painéis misturada com o brilho azul fluorescente de suas peles só incrementa a sensação de estranheza! E pela primeira vez desde que a revista começou, todos nós nos sentimos “peixes fora d’água” nesse enredo.

Apesar de aparentemente Johns amarrar precocemente o final desse arco, nós temos um bocado de sub enredos para serem explorados daqui por diante. Os segredos sobre o destino da Atlântida não podem ser ignorados nem se quiséssemos. E apesar das criaturas do fundo da trincheira marinha, agora que Aquaman as enfrentou e fechou o caminho para a superfície, terem que dar seu “jeitinho” para sobreviverem e se alimentarem, engana-se quem pensa que essa será a última vez que as veremos. A trincheira parece ser a primeira parte de uma muito maior história, afinal essa é uma técnica que a dupla Johns e Reis usaram a exaustão na revista Lanterna Verde, com um retorno espetacular.

Johns continua definindo o Aquaman como um cara “bad ass” e até agora isso está funcionando. Os fãs podem se deleitar com o respeito que ele está conquistando nessas primeiras quatro edições. Mas é importante dizer que o escritor tem definido nosso herói como um personagem tão eficaz na terra firme como no mar. Dessa forma alavancando a importância de Arthur Curry para um patamar onde ele deveria estar desde o início de sua carreira nos quadrinhos.

A única crítica que faço sobre esse arco é que quando ele finalmente chega à sua conclusão, ela acontece numa velocidade tão grande que parece que algo ficou perdido no caminho. Eu sou fã de histórias curtas, auto contidas em poucas edições, mas essa poderia ter tido uma quinta parte e ainda satisfazer os leitores. Talvez ela tenha concluído em dezembro, para que o ano inicie com um novo e empolgante arco, propositalmente.

Bom, muita coisa foi amarrada para o ano de 2012 na vida de nosso herói e só vai depender da competência da equipe criativa da revista para o personagem fazer bonito nos próximos meses. Nós vamos ter que esperar e ter fé, de qualquer forma o re-launh desse personagem já é um sucesso, a revista é divertida, é estranha e assustadora e o herói dela não é mais o saco de piadas que tantos escritores (não o senhor Peter David, lógico) pareciam determinados em mostrá-lo nessas últimas décadas.

AQUAMAN – “O oceano é lindo e imenso, mas existem coisas lá que você nem imagina …”

Por Venerável Victor “ser humano profundo” Vaughan

Aquaman #3  SPOILERS AQUÁTICOS!!!

Mais uma vez somos convidados a conhecer um pouco mais do passado do jovem Arthur Curry e de seu pai, o responsável por toda base moral e ética de nosso herói, seguindo a tradição da DC comics de enfatizar que todo grande ícone, nasce de uma grande figura paterna ou materna, que inspira o  herói no que ele representa.

"É hora da tempestade. O mar espera silencioso." Victor Hugo

Continuando o primeiro arco de histórias “A Trincheira” do novo título do nosso herói aquático preferido , vemos um pouco mais das criaturas canibais que emergiram das profundezas submarinas do Oceano Atlântico.

Nessa edição descobrimos duas coisas. A primeira: que essas criaturas aquáticas que estão atacando os cidadãos de uma pequena vila de pescadores do Maine, onde fica o farol que é a residência de Arthur Curry em terra firme, precisam comer de 20 à 30 vezes o seu peso por dia para poder gerar a bioluminescência em seu corpo que confere a luminosidade que precisam para enxergar em um ambiente tão carente de luz como o que vivem. Assim, seria de se esperar que uma população tão numerosa de indivíduos, como essa parece ser, em algum momento exaurisse todas as possibilidades de alimento de seu meio natural necessitando buscar novas fontes muito além de seu ecossistema. Essa seria a explicação do porque caçar os seres humanos na superfície só agora, já que se crê que sejam tão antigos e perfeitamente adaptados à vida marinha.

A segunda resposta seria enfim o paradeiro da metade da população do vilarejo que não foi atacada pelas criaturas canibais, que consta de homens, mulheres, crianças e até animais domésticos desaparecidos. Eles foram encapsulados em um coccoon em formato de concha, que no seu interior possui uma espécie de líquido que permite a sobrevivência do ocupante. Um material produzido por glândulas embaixo da língua das criaturas e serviria para estocar o alimento encontrado – assim como as formigas fazem – mantendo-o fresco e  facilitando o transporte até a colônia.

A batalha entre o rei da Atlântida, Mera sua rainha e as forças policiais e federais ali presentes é desigual, os agressores não contam apenas com a superioridade numérica, mas também com ferocidade e força muito acima da humanidade, nossos heróis por pouco não são sobrepujados, por sorte contando com a impaciência do líder das criaturas, que ao ver a dificuldade em matar a “comida”, decide voltar para o mar com o que já havia conseguido de alimento para sua espécie, levando consigo os outros indivíduos da colônia.   Possibilitando que  Arthur exaurido  e seus aliados, respirassem um pouco.

Uma das criaturas, um indivíduo ferido, é deixado para trás e após receber um tiro certeiro na cabeça por um dos oficiais presentes e morrer, é carregado por Aquaman para ser examinado por um de seus antigos contatos na superfície, mencionado na edição anterior e que guarda uma história nebulosa com o passado de nosso herói, visivelmente um enredo que será explorado pelo autor mais pra frente do roteiro.

Apesar de novamente o autor aproveitar um gancho aqui muito bem colocado para  mostrar como a humanidade vê preconceituosamente Arthur Curry, Aquaman é genialmente retratado  como o herói e campeão que é, não só da vida marinha, afinal ele é o monarca absoluto de 3/4 da extensão total do planeta, mas como de toda a vida na Terra. E o efeito visual da luz refletindo em sua armadura dourada – não, não é uma camiseta laranja – só acentua a nobreza e posição que essa figura representa no atual universo DC.

Com roteiros de um inspirado e totalmente empolgado Geoff Johns e a arte do trio brasileiro de ouro: Ivan Reis, Joe Prado e Rod Reis – entrevista que deram  aqui no site MultiversoDC  – essa revista não só prova enfim a relevância do herói, como continua sendo um dos melhores títulos da editora  e um deleite aos nossos olhos.

Para o leitor eventual ou não, ser agora fã do herói marinho, só depende de que leia essas histórias atuais. Até a próxima edição, caros devotos!

Tradução: Pablo Ramos

ALGUÉM CONHECE O AQUAMAN SEM A CAMISA LARANJA ???

Por Venerável Victor “Laranjito ”  Vaughan

Resenha de Aquaman#2  tem aqua spoilers!!!

O muitas vezes genial  Peter David nos brindou com uma versão da criação de Paul Norris, cabeluda, barbuda, com mão de gancho, totalmente mal humorado onde definitivamente a camisa laranja não combinava. Pena que após se desentender artísticamente com o editor chefe da DC, Dan Diddio – algo cada vez mais corriqueiro nos tempos de hoje – e sair da editora para encontrar refúgio criativo na Marvel, suas contribuições para  a empresa dona das histórias do Super-homem e cia, tais quais: Young justice, Supergirl e o próprio Rei da Atlântida, versão “bad ass” foram descartadas da continuidade. O personagem sofreu mudanças em cima de mudanças, algumas amadas, outras odiadas pelos fãs, tais como o Aquaman de mão de água, o Aqua-conan…entre outras, até ser definitivamente sepultado. Pois o caixão já estava lacrado com vários pregos colocados a cada nova idéia idiota e desesperada que ele sofria, desde o fim da década de 90.

Mas aí veio um Geoff Johns  (assumidamente fã da fase Peter David) totalmente à vontade e visivelmente empolgado, um Ivan Reis que possivelmente é o melhor desenhista da atualidade  e o ótimo colorista chamado Joe Prado e novos “mares” se abriram para  o rei da Atlântida, o “nosso” herói preferido. Quem quiser ler a resenha da primeira edição, ela está aqui.

Continuando o arco inicial da nova revista mensal do ex monarca atlante  chamado: “Trincheira” , Johns mantém a fórmula de sucesso da primeira edição e trabalha as reações do mundo da superfície com o mito do Aquaman. Arthur Curry e sua esposa Mera, agora vivendo em um farol, fazem planos sobre a nova vida que desejam ter em terra firme. A ex rainha, Mera, se mostra madura e compreensiva com a decisão do marido de se desvincular dos seus laços atlantes de vez e procura aprender um pouco mais sobre o mundo da superfície e o passado de seu amado. O roteirista nesse momento  planta um mistério para ser desenvolvido posteriormente.

Toda história de heróis, precisa de vilões e ameaças consideráveis e as criaturas vindas das profundezas marinhas, de uma trincheira para a nossa superfície, mostradas na edição anterior, totalmente bestiais e famintas , agora melhor trabalhadas pelos autores, provam que o desafio de vencê-las será no mínimo terrível. Novamente os poderes e  talentos inatos de Arthur e Mera são mostrados em plenitude para os leitores e nesse arco devem ser postos a prova. A ação como seria prevista numa segunda edição onde o herói já foi previamente apresentado, se foca em  provar por que esses estranhos seres devem ser levados a sério como ameaça e por que Arthur Curry é o herói capaz de derrotá-los, independente da revelação que o líder das criaturas parece descobrir ao ver o Rei dos Mares…

Aliás outro tema que será explorado no primeiro ano da série é que a Atlantida não afundou por acidente e Aquaman vai tentar descobrir o responsável por isso.

A arte de Ivan Reis e as cores de joe Prado, provam que o verdadeiro drean team da DC não está no principal título desse universo, Justice League e sim nas histórias de um personagem que durante quase toda a vida, desde que foi editorialmente criado, se viu vítima de pássimas escolhas – com excessão da mais ou menos longa fase de P. David – e que agora se cansou disso, de ser vítima, vítima de fracos artistas, vítima de fracos roteiros, vítima de escolhas errôneas e até mesmo vítima de uma fama de “piada heróica” que perdurou por tempo demais. Aquaman é o nosso herói, o verdadeiro campeão da vida na terra.

E quanto a camisa laranja…

Aquilo não é uma camisa laranja, é uma armadura de escamas douradas.

Comunidade do Santuário no FACE