Novíssimos X-men #11 – Eu preciso tanto de um abraço…

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por Venerável Victor “Tratador de macacos de um olho só” Vaughan

Img-de-CapaANXm11É difícil de acreditar, se isso fosse falado há alguns anos atrás, que essa série com apenas seis meses de existência, acaba de chegar na décima primeira publicação. Com tantos outros títulos Marvel ultimamente sendo lançados duas vezes ao mês, além da leitura de quadrinhos ter ficado mais dinâmica, também está mais cara. Mas quando se trata dessa revista, é maravilhoso saber que durante o passar de trinta dias somos brindados com mais de quarenta páginas de bons roteiros e diálogos.

X-men – criados pelo “sempre novo” Jack Kirby &  por Stan Lee também

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Novíssimos X-men #5 & #6 – “Eu tenho pressa e tanta coisa me interessa, mas nada tanto assim”

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por Venerável Victor “O Gorila Grodd também é telepata poderoso” Vaughan

Img-de-CapajeangreyOs cinco X-men originais tiveram seu primeiro encontro com Ciclope e seu grupo de “cascas grossa”. Hank McCoy “subiu no telhado” com sua nova mutação destruindo seu corpo de dentro para fora e a Jean Grey ninfeta despertou sua telepatia um ano antes do que o esperado. Com todos esses eventos acontecendo ao fim da edição anterior, a pergunta que todo devoto do Santuário se faz é… E agora, José?

X-men – criados por Jack Kirby & Stan Lee Continuar lendo

Wolverine e os X-men #19 – Aberta a seleção para novos profissionais!

por Venerável Victor  ”professor de macaco”  Vaughan

O conflito entre Vingadores e X-men finalmente acabou, mas a escola Jean Grey continua tentando se recuperar das consequências inevitáveis dessa crise. A diretora Kitty Pryde, em sua função de gerente de talentos do instituto, procura pela professora Escalpo e ao ver seu estado psicológico delicado, a aconselha a desistir de lecionar e isso a deixa com menos uma profissional na sua equipe.  TEM SPOILERS

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Aquaman #11 & Wolverine e os X-men #14 – “Quem dera ser um peixe para em teu límpido aquário mergulhar”

Por Venerável Victor  “tratador de macacos até embaixo d’água”  Vaughan

Aquaman #11   SPOILERS   aquáticos

Joe Prado; Ivan Reis; Geoff Johns; Rod Reis

Após a fantástica batalha entre Aquaman e o Arraia Negra na edição passada, muitos perdoaram o escritor Geoff Johns pelo ritmo lento com que vinha conduzindo essa revista, esse arco vai ser um estouro quando for copilado em um encadernado, provavelmente. Entretanto algumas vezes sofre de falta de ritmo quando cada edição é lida separadamente, mas que diabo! O cara está realmente melhorando a mão nessa revista.

As primeiras páginas desse mês provavelmente foram as de maior caracterização que Aquaman teve em anos desde a fase de Peter David, o desinteresse pelas relíquias que são a sua herança são um belo toque na dramaticidade, ao invés de realmente utilizar o seu poder, ele as usa como uma isca para atrair seu inimigo, o Arraia Negra, se tem uma coisa que essa edição sedimenta muito bem, é o ódio que o herói aquático sente por seu nêmeses, que o faz agir como um idiota na presença de seus aliados e amigos mais antigos, os Outros. Essa não é uma caracterização original no mundo dos quadrinhos, mas funciona muito bem com Arthur Curry. É bom poder ver Aquaman se expressando mais nessa edição e essa é a primeira vez que essa atitude seja um aspecto interessante em uma edição.

Os conflitos do atual rei dos mares ajuda a distrair o leitor da quantidade de explosões e ação “massavéio” que Geoff Johns coloca nessa história. Os diálogos ainda não são aquela Brastemp e a introdução (finalmente) do último personagem do Os Outros, Volstok , mesmo muito interessante, não é suficiente para melhorar esse quadro.

Dessa vez foi o Arraia Negra quem teve menos ação no título, mas felizmente ele é parte integrante de todo o barato que tem sido esse arco, é claro que o roteirista busca não gastar sua presença na história, apesar de que ele é demais interessante para não ser usado com mais frequência.

Mais uma vez é o trabalho de Ivan Reis e seus amigos de fé brasileiros, responsáveis pela maioria das caracterizações dessa revista e do sucesso que ela é. A maior parte das emoções que sentimos ao ler a edição vem de seu lápis. A chegada de Volstok é feita com grande impacto e beleza, mas é a tumba do primeiro rei atlante que merece todos os louros esse mês. A última página da edição não deve nada a um painel de algum grande romance de fantasia e termina a revista com chave de ouro.

Portanto, a revista tem sim alguns problemas, mas eles todos podem ser perdoados pela atual caracterização do Aquaman, que há anos não recebia esse valor na editora, Johns claramente tem um plano para nosso herói e está sendo muito interessante acompanhar o desenvolvimento dele. Esse mês tivemos a calmaria antes da tempestade, mas podem se preparar para algo épico mês que vem, quando a revista completará um ano!

Wolverine and the X-men #14      Spoilers

Jason Aaron & Jorge Molina

Capa de Nick Bradshaw & Justin Ponsor

No passado eles eram o sonho de casal jovem do universo Marvel. Hoje, Kitty Pryde e Peter Rasputin estão em lados opostos no conflito entre seus atuais líderes: Ciclope e Wolverine, assim como das equipes de Vingadores e X-men. Enquanto a antiga “Lince Negra” tenta manter a Escola Jean Grey funcionando com a maioria de seu quadro de professores fora dali, lutando ao lado dos Cinco Fênix, Colossus – energizado por um quinto desse poder cósmico – vem transformando o mundo “para melhor”…

Mas para que o paraíso que ele vem construindo na Terra seja completo, ele precisa ganhar novamente o coração da jovem mutante. Sendo assim ele convida Kitty para um encontro romântico e apesar dos sentimentos que ela sentia pelo jovem Russo terem mudado, ela aceita. De qualquer forma dar “um role” por aí com um ex-namorado onipotente não é tão legal assim, principalmente quando esse poder vem de uma criatura que trás consigo loucura e corrupção, como a Fênix.

As coisas não acontecem como deveriam…

Bem, não para Kitty e Peter. Por um certo lado, essa foi uma das melhores histórias relacionadas com a saga Vingadores VS X-men (esse que vos escreve está doidinho para daqui a pouco não ter mais que se referir a ela), não apenas pela difícil reunião entre esses dois ex-amantes, encontro que varia do hilário para o horrível, mas também pelo conflito do veterano X-men, Homem de Gelo, ao ver o quanto sua colega de equipe, a Magia – irmã de Colossus – já se mostra completamente influenciada pelo poder da Fênix, fazendo com que o gelado mutante, enxergue que está do lado errado do conflito.

O melhor de tudo nessa edição: as infinitas tentativas da “diretora” Kitty em coordenar seu quadro de professores precário: Escalpo, Groxo, Doop, Warbird e o “professor substituto” Deathlok, para que lecionem matérias que eles visivelmente não estão qualificados para ensinar. E aqui vemos um pouco mais do desenvolvimento no roteiro do “affair” secreto e doentio de Groxo por Escalpo.

Kitty francamente se mostra profissional e madura ao se manter calma enquanto é rodeada por idiotas, alguns deles, idiotas com o poder de um deus. E sua coragem, ao enfrentar o desequilibrado Colossus é espetacular como sempre. O que mostra o porque dela ser uma das X-womans favoritas da maioria dos fãs da revista. Aqui, Peter está tão patético quanto poderoso, é a velha história do ex que não sabe lidar com a rejeição. Esperamos que após toda essa saga ele volte a cair em si e novamente seja o guerreiro com alma de artista que os leitores amam, apesar de que mesmo sem ter mais a influência da Força Fênix, o russo ainda estará sobre a influência do demônio Cittorak. Essa alma atormentada não teve muita paz desde que voltou a vida…

O momento de maior dramaticidade da edição acontece quando Peter demonstra um comportamento já visto antes por hospedeiros anteriores dessa força cósmica, o descontrole e prazer em ser mais uma Fênix Negra do que o velho Colossus. O que vai produzir ainda mais conflito no grande esquema das coisas.

O lápis e nanquim dessa revista foram feitos por Jorge Molina e Norman Lee. A arte do desenhista mexicano é bonita, nela Kitty Pryde é mostrada como uma delicada flor, mas sua alma de aço é evidenciada também, enquanto o lado sensível de Peter conflita o tempo todo com o descontrole da poderosa Força Fênix em seu semblante. O roteiro mais intenso de Aaron é valorizado por esses artistas, enquanto as partes divertidas de sua história não perdem o efeito de alegrar. Muitos inteligentes usos de diferentes ângulos na narrativa visual nos prendem ainda mais no roteiro, enquanto as cenas de batalhas, como a de Magia-Coisa-Homem de Gelo, são muito bem descritas. Para terminar, nada como ver todo o corpo docente da escola, mais “Krakoa Jr” em destaque, na tentativa de defender a escola, contra um enfurecido Colossus de Fogo!!! Quem depois disso não gostaria de dar um grande abraço na Ilha Viva?

Para realçar ainda mais essa edição, tivemos as cores de Morry Hollowell, que provavelmente vai ter uma grande carreira nessa editora, pois sua arte só ajudou a trazer mais vida com suas intrincadas matizes para essa revista esse mês.

Se você não acompanha a saga principal da editora que pretende revolucionar o universo Marvel pela milionésima vez esse ano, vale a pena pelo menos ler esse maravilhoso “tié-in”, que nada mais é que mais um conto de uma única edição, sobre relações humanas,, com suas falhas e acertos, camuflado.

Wolverine e os X-men #11 – Amigos que, unidos, dilaceram com garras retráteis… unidos permanecem !!!

Por Venerável Victor  ”Imperador da Cidade Gorila”  Vaughan

Wolverine and the X-men #11   SPOILERS MUTÁVEIS

Jason Aaron (Roteiro), Nick Bradshaw (Arte), Walden Wong & Norman Lee (arte final)

Indo ao auxílio dos X-men de Ciclope, os professores da Escola Jean Grey enfrentam os Vingadores em cinco pontos distintos do globo, enquanto Logan e Esperança Summers são emboscados pelo “esquadrão da morte” Shi ‘ar.

Após duas edições seguidas de “tié- in” fica evidente que a saga Vingadores VS X-men conseguiu enfraquecer e atrasar o desenvolvimento de um dos melhores títulos da Marvel, esse é certamente o pior pesadelo para os leitores de quadrinhos americanos, nesses mega eventos intermináveis.

O problema é que tendo que se focar nos acontecimentos de Vingadores VS X-men, Jason Aaron é forçado a ter que se afastar bruscamente do que faz dessa revista um sucesso: aprofundamento. Nós gastamos tempo demais longe da Escola e de seus estudantes. Apesar da participação do jovem aluno Genesis na edição anterior ter sido a melhor da revista, assim como a “peripécia” de Kid Gladiator (em busca de glória) e a reação da turma de alunos de Kitty Pryde , ao assistirem ao vivo a luta de Homem de Gelo contra o Hulk Vermelho nessa edição terem sido os pontos altos, elas foram extremamente rápidas.

Infelizmente o grosso dessa edição apenas mostra ação sem sentido. Mais uma vez, o leitor é forçado a acompanhar os X-men batendo e apanhando dos Vingadores em Wakanda/Tabula Rasa/Montanha Wundagore/Terra Selvagem, com diálogos superficiais e realmente nenhuma grande interação entre eles. Realmente as batalhas são desnecessárias, enquanto vemos personagens que nunca antes fizeram parte dessa revista, como o Hulk Vermelho e o Doutor Estranho, desperdiçando o espaço de muitos outros personagens mais apropriados ao título. Dividir os grupos em equipes para lutarem contra os Vingadores é o mais irritante e clichê ponto fraco desses títulos e a única razão que os editores conseguem encontrar para engolirmos mais dessa saga nas nossas revistas queridas. O pior de tudo? A cada novo capítulo das revistas mutantes, parece obrigatório mostrar as pancadarias de cada edição principal da saga.

O enredo entre Logan e Esperança também não é lá muito melhor, mas Jason Aaron foca a maior parte dessa edição na parceria dos dois mutantes – como visto na edição #4 da saga – e a diferença aqui é que o roteiro explora muito melhor o conflito de Wolverine de que para salvar o mundo terá que matar uma adolescente inocente. Isso acrescenta um grande senso de razão para suas ações passadas e presentes. E francamente é muito bom ver pelo menos uma revista interligada a saga principal trabalhando os conceitos e eventos da “Saga da Fênix Negra” de Chris Claremont de uma forma direta. E apesar dos dois ainda terem as mais detalhadas cenas de ação da revista, o esquadrão da morte do agora Imperador Shi’ar, o Gladiador, não é exatamente colocado como uma ameaça tão incrível quanto poderia ser – aqui eles não passam de mais um grupo de super seres mortais, super feios, mas foi uma forma do escritor dar uma chance para que Esperança tivesse a oportunidade de usar os poderes de Logan, num rápido test drive contra esses alienígenas. Desnecessário dizer que ao fim, a “Força Fênix” salva o dia mais uma vez.

O maior barato dessa revista esse mês, foi sem dúvida a volta de Nick Bradshaw para a arte, o que é absolutamente excelente. É impossível não preferir seu traço ao de Chris Bachalo, traço esse, aliado as cores vibrantes de Ponsor (que aqui fez falta), transformam esse título numa agradável viagem aos sentidos cada vez que são escalados para produzirem um arco. Esse desenhista está se firmando no mercado e possivelmente será um dos grandes nomes da Marvel no futuro, mesmo quando não mais estiver nesse título, talvez o único ponto fraco de sua passagem – ao contrário do que acontece com Bachalo – seja a inconstância de arte finalistas que oferecem para o cara trabalhar com.

“Wolverine e os X-men” quando não mais precisar servir de “aprofundamento” para essas sagas caça-níquel, teremos novamente muitos e muitos “bamfs” aprontando pela escola e a revista continuará a nos propiciar muitos dos melhores momentos de caracterização de personagens Marvel, já visto.

Capuz Vermelho e os Fora da Lei #8 & Wolverine e os X-men #9 – “É o dia dos “fodões” que tem revista e um grupo para chamar de seu!”

Por Venerável Victor “Tratador e seus X-monkeys”  Vaughan

Resenha de Wolverine and the X-men #9  SPOILERS

A nona edição de Wolverine e os X-men mantém o nível de qualidade que nós estamos comprovando desde o início e apesar de não seguir a frente com o conflito com o vilão Dentes de Sabre, que eclodiu no número anterior, a revista transita agora no mais recente evento da Casa das Ideias: Vingadores VS. X-men.

Como é que pode? Jason Aaron consegue manter o roteiro sempre interessante e cheio de humor, mesmo que necessite adicionar questões um pouco mais sérias. Quando o Capitão América chega à “Escola para jovens superdotados Jean Grey”, ele está em uma missão: Trazer Wolverine para lutar ao lado dos Vingadores contra Ciclope. No entanto, certamente vocês podem adivinhar de que lado Wolverine decidiu ficar, não? Aaron desenvolve aqui um ótimo Capitão América, achando o grande equilíbrio entre orgulho e liderança sem cair para a imagem de “santo” que alguns escritores insistem em retratá-lo.

Não vamos estragar isso para vocês. A coisa que mais me chamou atenção nessa edição, foi o quanto Logan está em conflito, não era pra menos, muitas coisas foram bem retratadas nessa revista.

Primeiro, por que Logan sempre manteve uma distância emocional de Esperança? Aaron não precisou usar de um monte de diálogos para expressar os sentimentos do canadense invocado nessa edição. Ao contrário, ele escolheu suas palavras com sabedoria e as usou com parcimônia durante todo o capítulo. O que faz todo o sentido, afinal Logan é um homem de poucas palavras, mas é claro o conflito em sua alma. Enquanto ele reconhece que a maioria dos mutantes acredita que Esperança é a Messias e parte importante na sobrevivência de sua espécie, ele também reconhece que ela provavelmente será o próximo veículo para a Força Fênix, uma força cósmica de renascimento, mas também de destruição…

A melhor parte dessa edição são os pequenos momentos que cada personagem ganhou, desde os alunos até cada membro da equipe de instrutores, passando por Rapina, a guarda costas do herdeiro do Império Shiar. Todos os personagens principais também ganharam aqui um grande diálogo que captura perfeitamente o que cada um significa. O Fera mais uma vez tem seus momentos de “astro” dessa revista, como merece! E o jovem e diminuto Broo é o segundo vencedor!

O Capitão América exige que Wolverine escolha um lado, e ele definitivamente o faz nessa edição, mas vocês podem ver o quanto remorso e culpa ele sente por isso.

 ”O” Diálogo da edição:

Fera – Eu vou para o espaço lutar contra um pássaro gigante da destruição cósmica, o mínimo que você poderia fazer era me dar um abraço.

Wolverine – Eu gostaria, mas você tem pulgas.

Fera – Elas não são pulgas! Os Banfs acharam minhas partículas Pym! Eu não quero morrer com você pensando que eu tenho pulgas!

Wolverine – Tarde demais. “

Resenha de Red Hood and the Out Laws #8  SPOILERS

Nessa edição de Capuz Vermelho e os Fora da Lei, o senhor Scott Lobdell trás seu inusitado time à Gotham para uma revanche com Susie Su – uma obesa inimiga mortal de Jason Todd – o que convenientemente os deixa no lugar certo para participarem do primeiro crossover das revistas da bat-família : A noite das corujas. Infelizmente essa necessidade acaba por roubar muito da importância que essa edição poderia ter, afinal Lobdell soluciona a luta de Susie e Jason de forma rápida e utiliza as últimas cinco páginas na preparação  do enredo para a edição #9.

Antes de seguir adiante uma consideração. Você leu isso mesmo, Jason admite ter matado dezenas de chefões do crime organizado em Hong Kong e  seus colegas de equipe dizem  como ele consegue contar “as melhores histórias”? É sabido que aqui, Kory, Jason e Roy são supostamente anti-heróis, mas isso foi algo escrito de mau gosto. Roy ri tanto e tão alto que teve que limpar as lágrimas de seus olhos, sim, afinal, assassinato em massa é extremamente hilário.

A interação entre Jason e Tim, que predominou praticamente durante toda segunda metade da revista, é algo que muitos fãs queriam ver após o reboot. Para novos leitores que não estiveram a par de toda confusão que o Capaz Vermelho aprontou no universo particular do Batman após sua volta a vida, na fase pré reboot, essa cena dos dois juntos aqui nessa edição pode não ter significado algum, afinal para todos os efeitos essa é a primeira vez que se vê esses dois interagindo, mas para leitores mais experientes, esses diálogos são relevantes.

A última vez que eles se encontraram, Jason tentou matar o rapaz e apesar de Tim admirar Jason por seus jovens dias como Robin, Jason sempre odiou Tim por tudo que ele representa. Não necessariamente pessoalmente Tim, mas as implicações que vieram com o rapaz substituindo ele como Robin.

Tim Drake representa algo crucial para Jason: ele pode ser substituído e sua morte não teve o impacto para Bruce Wayne que ele esperava que tivesse. Pelo menos em seus olhos – nós fãs mais antigos sabemos que isso não é verdade – mas pelo menos aos olhos de Jason, quando Batman tornou Tim o novo Robin, ele o traiu por simplesmente seguir adiante. Para ele, Tim representa uma simples e dolorosa verdade, ele pode ser trocado como um brinquedo quebrado, apenas comprando um novo e é assim que isso tudo é visto na mente doente de Jason. Isso não tem nada a ver com Tim como pessoa, mas sim com o garoto como símbolo – junto ao Batman – que representa tudo o que deu errado em sua vida.

E pior, enquanto Bruce rapidamente aceitou Tim, o tratou como um filho basicamente, Jason sempre foi a ovelha negra, a experiência que falhou. Como ele não pode odiar Tim? E o que parece ser a pergunta mais importante, como ele pode agora se sentir culpado por isso? O que o senhor Lobdell pode possivelmente fazer para nos convencer que Jason Todd superou tudo isso? Ele não pode. Com as interferências editorias constantes em seu trabalho, ele teve que buscar resolver isso da melhor forma, no entanto, seu conflito com o Batman sempre foi sua maior motivação, certamente isso não era nem um pouco saudável, mas era assim que funcionava. O roteirista apenas diz que tudo já passou e não parece ter muito espaço para no momento explicar convincentemente isso. O jeito é esperar.

Mas nem tudo são críticas negativas, a luta no hospital possibilita Lobdell  explorar com genialidade e dar momentos de brilho para todos os três membros da equipe, algo que nas últimas edições estava fazendo falta, mas poderia ser feito se o conflito deles com a “Corte das Corujas” ficasse circunspecto à edição #9 somente.

A arte de Kenneth Rocafort continua sendo “top”, é impressionante a fluidez e sinergia de seus quadros, nos brindando também com detalhadas páginas a cada mês, possibilitando com que ele continuasse na revista enquanto tantos outros artistas que estrearam nos Novos 52 títulos, já “dançaram” após as conclusões dos primeiros arcos de histórias. Realmente seu traço é o ponto alto dessa revista desde o início e principal responsável pelas vendas dela.

O Ministério da Saúde e o Santuário advertem:

Pratique esportes, mantenha bons hábitos alimentares e busque o equilíbrio entre mente e corpo. Estar tão fora do peso como Susie Su – no caso dela, obesidade mórbida – não é algo apenas ruim para sua auto estima, é em primeiro lugar prejudicial para sua saúde.

Parabéns ao site O Baile dos Enxutos pelos mil posts!Tudo Viado!

Wolverine e os X-men #7 – Um dia de fúria para o pequeno Broo !!!

Por Venerável Victor Vaughan

Roteiros: Jason Aaron  Desenhos: Nick Bradshawn arte final:

Quentin e Wolverine são atacados pelos seguranças do cassino, mas conseguem as duras penas seguir seu caminho de saída em direção a sua nave, eles estão prestes a fugir do Cassino espacial quando a metros de sua nave, Wolverine é atingido por um feixe de energia, fazendo com que ele solte toda a grana que ganharam “honestamente”. Quentin o coloca na nave e os dois voltam para a Terra. Infelizmente, o raio fez algo muito desagradável com Wolverine. Enquanto isso, de volta ao nosso planetinha azul, o alienígena que veio matar o doce Broo, o tem agora a sua mercê.

Broo, claro, responde a essa agressão, com muita lógica e inicia um diálogo com seu futuro assassino. Acontece que o assassino na verdade é um brilhante e famoso cientista que quer matar nosso alienígena preferido porque ele é uma anomalia científica. Nosso diminuto herói consegue ganhar tempo e resistir o suficiente para que Kitty Pryde venha em seu auxílio.

Dentro de Kitty, o Fera consegue encontrar a fonte da infestação do organismo da X-woman e a destrói, isso faz com que Kitty os vomite para fora de si, e permite que o alienígena assassino a nocauteie, vendo isso, Broo fica enfurecido e quebra seu voto de pacifismo, atacando o alienígena ferozmente, determinando o fim do conflito.

Foi um grande final para esse segundo arco de histórias dessa que é uma das melhores revistas da Marvel atualmente. Claro que Chris Bachalo estará voltando para o próximo arco e vou mudar de opinião, mas em todo caso, nada dura para sempre…bom, não vamos nos ligar nesse futuro terrível, vamos falar dessa edição.

Essa história foi um barato com ação multifacetada. Jason Aaron teve a difícil tarefa de contar três histórias e ele conseguiu fazer isso de forma perfeita, sem comprometer nenhuma das três ações. Aaron deu para cada núcleo de roteiro o foco merecido e amarrou todos de uma forma muito impecável. Até mesmo deixando mais perguntas para serem respondidas no futuro da revista. Eu adorei a origem catedrática do alienígena e sua história passada, foi uma surpresa agradável e deu um gosto de lógica e humor bizarro à edição.

Falando de humor, as investidas de Rapina no Homem de Gelo são hilárias. É surpreendente ela não reconhece-lo, eu acreditava que os dois já tinham se encontrado no passado em outras aventuras dos X-men, então isso é um erro de continuidade da parte do Aaron, se for eu vou perdoar o roteirista, porque o stress de trabalhar com inúmeros personagens e universos que colidem o tempo todo não é fácil. Mas para isso que a Marvel tem editores, não é?

Quanto ao fim da história de Quentin e Wolverine eu achei um pouco apressada e forçada. Mas acontece uma coisa nisso tudo que temos que nos lembrar, a mega saga “overpower” da Marvel : Vingadores versus Avengers está chegando e não sabemos sob que pressão nossos roteiristas estão tendo que trabalhar. Portanto o acontecido com Wolverine deverá ser revertido sem grandes consequências. O que torna o fim dessa história um desperdício.

Eu também adorei o mistério agregado ao roteiro dos “Bamfs” – parecem macaquinhos azuis, eu gosto – ou o que quer que eles realmente sejam. O que vocês acreditam que os Bamfs sejam? Porque eu não faço a menor ideia, não tenho a mínima pista…vamos opinar?

Quanto ao novo triangulo amoroso formado ao fim dessa edição, é interessante mas não acho que Kitty deva fazer isso com Peter, especialmente no estado mental instável que ele está. E por fim vamos falar da arte? Bradshaw mais uma vez faz bonito na capa e arte interior, perfeita para o tom da revista, com quadros bem desenhados e repletos de detalhes reconhecíveis , curtam isso enquanto podem, caros devotos.

Wolverine e os X-men – You are under my skin

Por Venerável Victor “Sorte no amor, azar no jogo” Vaughan

Resenha de W&oXM #6   SPOILERS

Vou tentar analizar a edição sem precisar contar a história toda como se nós devotos fôssemos crianças com necessidades especiais.

A cada mês, eu adoro  mais essa revista. Continuando a tragédia e comédia das últimas edições, nesse capítulo encontramos o diretor Wolverine e Quentin Quire em um bingo, digo, cassino galáctico, enganando a “casa”  para poderem pagar as contas da escola Jean Grey.

Enquanto o resto da equipe continua a batalha contra a infestação da Ninhada no corpo de Kitty Pryde, e como eles vão logo descobrir, a escola toda está sendo atacada.

De uma forma parecida com o que Mark Waid fez com o título do Demolidor, Jason Aaron é capaz de manter as consequências viáveis e a tensão real enquanto mantém o título interessante e fresco para novos leitores. De forma clara, isso é muito bom e divertido, algo que outros autores deveriam aprender a fazer mais nos dias atuais.

Desde a arrogância característica e manjada de Quentin até o sistema circulatório de

Jason Aaron: roteiros

Kitty sendo invadida por microscópicos alunos e professores, essa revista é repleta de personalidade e seriedade com as características dos personagens e nunca desmerece a seriedade do universo X. Enquanto que as consequências das ações de Logan e Quire no cassino são previsíveis, ainda assim é um desafio ao leitor acompanhar sem se divertir, ver os dois trabalharem como parceiros em algo tão ridículo. Quentin brinca o tempo todo sobre os diferentes filmes de “macho” que eles estariam participando se aquilo fosse um roteiro de cinema.

Meu único ponto de desagrado é que o enredo com a Ninhada provavelmente vai acabar da mesma forma que muitos outros enredos dos X-men com essa espécie no passado. Mas nunca perco as esperanças que Aaron tenha uma “Ás” na manga e nos saia com um fim inteligente.

Nick Bradshaw mais uma vez faz bonito com o lápis aqui, impressionante a quantidade de informação que ele adiciona em um único quadro, particularmente nas sequencias com a Ninhada. As criaturas são repletas de detalhes e tudo fica mais impressionante nas partes onde existe a batalha no sistema circulatório de Kitty, cercados por veias, glóbulos brancos e leucócitos, que nunca são difíceis de reconhecer.

Nick Bradshaw: desenhos

O ponto alto da arte de Bradshaw fica a cargo da parte onde a criatura da Ninhada persegue a senhorita Pryde através da escola, incrementando a narrativa visual com um pouco mais de tensão e humor. Bradshaw – não, não estou tendo nada com ele, sou espada, estou só encantado coma arte do cara – também merece muito crédito pela versatilidade nas sequências do cassino, oferecendo uma variedade imensa de raças alienígenas e criando uma possível Las Vegas de 100 anos no futuro. E o colorista merece também muitos louvores por toda essa atmosfera aqui, agora com quatro diferentes arte finalistas, a revista ficou muitas vezes inconstante e diferente a cada página.

Wolverine e os X-men continua sendo o que de melhor a Marvel tem lançado – colocando Demolidor e Novos Vingadores na lista entre outros – e com a quantidade de títulos mutantes hoje em dia, muito bons, é fácil as vezes esquecer que ele está na prateleira ou no “megaupload”, mas por favor, pelo seu próprio bem, não deixe de lado essa revista.

Wolverine e os X-men – parabéns para a mamãe Kitty!!! As Mutantes Pira!

Por Venerável Victor “encolhido mas não vencido” Vaughan

Resenha de Wolverine and the X-men #5  SPOILERS!!!

roteiro: Jason Aaron arte e arte final: Nick Bradshaw cores: Justin Ponsor

De alguma forma entre defender um ataque do novo Clube do Inferno e ter que providenciar mais uma reforma nas instalações após a emergência que foi o ataque do filho de Krakoa, a ilha viva, no solo da instituição, Wolverine esgotou todos os recursos financeiros que tinha adquirido para tocar a escola Jean Grey. Para piorar a situação, os ultra milionários que compõe o supra mencionado novo Clube do Inferno, conseguiram se infiltrar entre a diretoria das Indústrias Worthington, tomando o controle e fazendo com que o amnésico bilionário Warren “Anjo” Worthington seja considerado mentalmente incapaz de tocar as empresas.

Em outras palavras, Logan precisa conseguir algum – muito – dinheiro logo ou sua carreira como diretor da escola Jean Grey vai ser a mais curta do universo Marvel.

Para tentar resolver isso, ele carrega Quentin Quire – também conhecido como Kid Ômega – para o espaço a procura de mais fundos. Eu estou disposto a acreditar que dinheiro espacial é totalmente aceito na Terra na cronologia Marvel. Parece-me que Wolverine planeja ir na “casa” de alguém chamado Warren Buffett e lá usar o controle mental de Quentin para fazer com que esse lhe ofereça os fundos necessários. Nós vamos ver aonde isso vai dar na próxima edição, acho eu.

Enquanto isso, a barriga de Kitty Pryde, quase vindo na boca, que nós vimos na edição anterior acontecer – juntamente com ela – acaba se mostrando não ser uma gravidez afinal, mas uma infestação da Ninhada. O Fera e o resto da sua equipe logo descobrem que milhões de microscópicos indivíduos da ninhada foram lançados no sistema de ventilação da escola, geneticamente desenvolvidos tendo em mente a fisiologia de Kitty. Basicamente, essa é uma elaborada tentativa de assassinato.

A solução para resolver esse dilema foi inteligentemente plantada logo no início dessa edição, quando o fera encolheu toda sua classe, com partículas Pym, para levá-los numa aula de biologia sobre fisiologia mutante, dentro do corpo do zelador da escola, o Groxo!

Essa edição se desenvolve bastante rápido, e Jason Aaron nos arremessa em ação e mais ação sem dar muito descanso. Entre tantas coisas divertidas nessa revista posso citar a mais legal que é o mutante Doop – criação de Peter Milligan para sua finada X – force – substituindo Kitty na sua classe de “Introdução à religião” e contínuo uso do Groxo como capaxo para as invenções de Wolverine e Fera, o que seria uma espécie de castigo para ele após anos de serviço a Irmandade de Mutantes de Magneto.

A arte de Nick Bradshaw é extremamente detalhada – e mais uma vez… graças a Deus, nada de pedras voando – sempre com mais coisa acontecendo ao fundo do quadro, do que conseguimos identificar numa simples olhada e as cores de Ponsor fazem com que os personagens pulem para for a das páginas. Se você está procurando um momento parar começar a ler um título mutante, não espere nem mais um segundo.

Aaron criou algo que não se encaixa dentro do conceito que vinha sendo proposto em uma revista X, o tempo todo nos mostrando o que uma ótima aventura dos X-men deveria ser. De uma excursão da turma de alunos do Fera dentro do corpo de outro mutante, a mudança do “status quo” do Anjo no universo Marvel e o pequeno dilema da “mamãe” de primeira viagem Kitty, Aaron nos presenteia com diversas surpresas e reviravoltas que fazem nossa cabeça pirar! Wolverine e os X-men é uma grande revista que usa o caos controlado para criar algo verdadeiramente único.

Edição #4 de Wolverine e os X-men aqui.