Cavaleiros Demoníacos #14 – Especulação imobiliária.No Inferno ninguém aluga mais nada!

por Venerável Victor  ”ser tratador de macacos é um inferno em vida” Vaughan

Etrigan traiu seus companheiros de armas e os levou para o Inferno onde cada Cavaleiro Demoníaco enfrentou torturas feitas especialmente para cada um deles. Nessa atual edição, eles se libertam e juntam forças para escapar para Avalon – o reino que seria uma transição entre a dimensão em que se encontram e a Terra – onde eles planejam reviver o mago Merlin. Para complicar ainda mais essa tarefa, eles têm que encarar a Rainha da Horda, Mordru e o próprio Lúcifer MorningStar. A Rainha e Mordru tem em seu poder a metade humana de Etrigan, Jason Blood, enquanto isso, o próprio Etrigan acredita que está realmente manipulando a Madame Xanadu. Uma mulher muito mais imprevisível do que se acredita. Continuar lendo

Fabulosos X-men #19 & Cavaleiros Demoníacos #13 – “How long will I slide / Separate my side”

por Venerável Victor  “Tratador dos Infernos“  Vaugham

Cavaleiros Demoníacos #13   SPOILERS

Você está no Inferno! Mas aqui tods se vestem muito bem, ora!

Capa de Bernard Chang

Você já deve ter lido por aí que Paul Cornell irá deixar esse título em alguns meses, o que é de cortar o coração. Não que seja alguma novidade o inglês ficar pouco tempo em alguma revista de super heróis, aja vista sua passagem pelo título da Marvel: Capitão Bretanha e o MI, ou o arco (elogiadíssimo) que escreveu sobre Lex Luthor para a antiga Action Comics. E apesar de que seu apontado sucessor, Robert Venditti, teve a aprovação do próprio, ainda assim é natural se ter a desconfiança se o próximo roteirista manterá o nível de qualidade do criador da série.

Um título escrito por Paul Cornell não se parece normalmente com nada que seja editado atualmente. Ele pode não ter ambições tão audaciosas como Grant Morrison, mas ele realmente tráz novos ingredientes para todos os trabalhos que escreve. Nunca uma história sua é escrita de forma linear, mas sempre sobre um ângulo único. Considerando Cavaleiros Demoníacos, quanto mais você lê a revista, mais percebe o sutil tom que a diferencia de uma fantasia comum de espada e magia. Continuar lendo

Wolverine e os X-men #16 & Cavaleiros Demoníacos # 0 – “Simpathy for the devil”

por Venerável Victor “tratador de macaco do inferno” Vaughan

Demon Knights #0  SPOILERS

Paul Cornell, Bernard Chang e Marcelo Maiolo (cores)

 

Capa de Bernard Chang

Claro que alguém, nesses últimos quase quarenta anos de criação dos personagens já se fez essa pergunta e essa edição finalmente conta a origem que ninguém antes contou. O que possivelmente faz dessa edição #0 o material mais interessante e valoroso da editora desde o inicio do reboot da DC, um ano atrás.

Além do homem e demônio em foco aqui nessa edição, os leitores têm algumas importantes revelações sobre a mitológica Camellot Arthuriana, durante o seu apogeu e queda.

Uma das principais características dessa edição pode passar despercebida pelo leitor, o fato de Merlin narrar esse capítulo inteiro, independente do seus estado “morto” do arco passado. E sendo um personagem que não está preso a nenhuma cronologia ou ao tempo linear como o vemos, essa história pode ter sido contada por ele, tanto do passado antes de seu assassinato, como de algum futuro longínquo… Ou até mesmo, muito antes de qualquer um desses eventos terem acontecido! O que pode denotar o seu eventual retorno – leiam a edição zero de StormWatch – e o fato dele ter ainda mais relevância na série daqui por diante. Como os fás testemunharam, o mago não faz planos pequenos e os frutos de suas ações levam eras para serem colhidos.

Paul Cornell faz com que a conexão entre Etrigan e Jason fosse bastante clara, os dois são criaturas conflituosas com sua condição e não apreciadas por seus superiores. O que faz com que sejam muito enraivecidas quanto a isso. Mas como isso vai funcionar na série agora que mês que vem ela conclui seu atual arco? E como isso funcionará daqui pra frente? O último capítulo dessa atual aventura dirá! Pois quem acompanhou os últimos números deve se lembrar dos planos não muito claros, porém sinistros de Etrigan. Alguém acredita mesmo nesse pacto que ele fez com seu antigo mestre?

Alguns pontos aqui nesse mês foram esclarecidos. Jason e Etrigan mantém mais ou menos algum contato, não importando quem realmente na hora esteja no comando do corpo na Terra. O que vai um pouco contra o que acreditavam os fãs anteriormente nessa revista. É confirmado que Camellot foi destruída por uma ameaça extraterrestre e não uma força sobrenatural, como acreditavam os leitores, talvez tendo algo a ver com a nave/base do StormWatch atualmente. A natureza demoníaca de Merlin é comprovada. O romance entre Madame Xanadu (aqui ainda chamada de Nimue) e Jason é esclarecido como legítimo e o rei Arthur prova ser o nobre soberano que as lendas contavam.

O canadense Bernard Chang é um camaleão realmente, que consegue se adaptar para qualquer gênero que seu traço precise demonstrar no momento. Ele não é um estreante nesse título, tendo completado a arte da edição #8 e tudo aqui parece convincente e fantástico como estava sendo feito antes pelo artista oficial brazuca Diógenes Neves. As cores do também brasileiro Marcelo Maiolo são o tempero especial dessa edição.

Cavaleiros Demoníacos é um surpreendente título da DC, talvez o mais original que a editora tenha lançado no mercado após o reboot e para quem ama a editora e esses personagens, vale a pena ser colecionado. Essa edição zero é uma ótima porta de entrada para novos leitores, afinal conta as origens dos dois mais importantes protagonistas da revista e ainda esclarece um pouco mais sobre Merlin. Esse mês, muitas pessoas tiveram a oportunidade de comprovar porque essa revista é tão interessante em arte e narrativa e as coisas parecem que só vão melhorar daqui pra frente.

Etrigan o demônio – criado por Jack Kirby

Wolverine e osX-men #16 SPOILERS

Jason Aaron & Chris Bachalo

Que tal conhecer de fato Kade Kilgore. Multimilionário, mimado, psicopata e atualmente o líder do secular Clube do Inferno. Desde a última vez que Kade e seus colegas enfrentaram os alunos da escola Jean Grey para alunos superdotados, nas edições #1-3, o garoto esteve muito ocupado.

Capa de Chris Bachalo & Tim Townsend

Quando chegou o momento de Kade Kildore finalmente vender seu disputado produto pelo melhor preço no mercado negro, para países e criminosos abastados, os Cinco Fênix ficaram cientes da transação e não diferenciando os milionários ali presentes, além de Kade e seus colegas de formigas, deram um ponto final no transação. Agora os garotos passam por férias forçadas na prisão.

Jason Aaron e Chris Bachalo vêm fazendo um trabalho maravilhoso em Wolverine e os X-men. O roteiro dessa edição é fantástico, praticamente ignorando a mega saga, a não ser pela participação especial e pontuada de Ciclope e cia, e foca-se inteiramente na origem do maníaco jovem líder do Clube do Inferno e na sua jornada para chegar aonde chegou.

O retrato de sádico e mau garoto é perfeitamente concretizado na narrativa de Aaron. Você agora saberá tudo o que precisa saber sobre esse criminoso juvenil e provavelmente se apaixonará por ele.

A maioria da nova geração de personagens do universo Marvel é muito bem definida. Existe algo totalmente fascinante em como uma parte dos maiores vilões dos de Xavier e sua turma, não tem sequer idade para ter habilitação para pilotar o Pássaro Negro.

Você fala para si mesmo: “Há! Ele é apenas um garotinho! Eu mesmo posso com ele, mesmo sem poderes mutantes.” Mas você não pode! Eles são extremamente sagazes e você vai sempre subestimar suas capacidades em batalha para seu azar. Fora que essas crianças são os melhores mentirosos que você pode encontrar – Mephisto não conta, que é o príncipe das mentiras, mas ficaria orgulhoso deles. Não se deve nunca confiar neles e quem o fizer, provavelmente acabará morto ou comendo na palma de suas pequenas mãos.

O Clube do Inferno mirim e os eventos contidos nessa edição, são exemplos maravilhosos de como histórias de crianças como essas – e elas existem também no mundo real – podem ser tão perigosas e tão fantásticas de serem acompanhadas.

É impossível escapar da obrigação de falar do desenhista da revista. Chris Bachalo mais e mais consegue arrebatar novos fãs e cada vez mais se torna um queridinho dos leitores da Marvel. Seus super detalhados e expressivos personagens funcionam maravilhosamente bem com o nanquim e as cores de Tim Townsend, Jaime Mendoza e Al Vey. Temos palhetas diferentes na edição para os determinados momentos em que Aaron conta a trajetória de Kade, quadros coloridos que vão do amarelo, laranja até o vermelho, como se a página estivesse literalmente pegando fogo, afinal, estamos falando do Clube do Inferno, não? A medida que a psicose do protagonista desse número avança, e Kade obtém mais e mais êxito em seus cruéis intuitos as cores vão diversificando. A revista nos apresenta matizes de cinza a medida que avançamos mais e mais no passado do garoto. Uma talentosa representação de como trabalhar artisticamente uma edição tão importante.

Se você espera por um título que te entretenha com qualidade, seja vibrante, de leitura leve e engraçado, Wolverine e os X-men é uma das melhores revistas Marvel nessa categoria.

Cavaleiros Demoníacos #12 & uma homenagem para o mestre Joe Kubert

Por Venerável Victor  ”macaco chifrudo” Vaughan

Rei Arthur, Camelot e o retorno triunfal de Morgana Le Fey para o universo DC. Essa é uma revista que não deve ser menosprezada…

Resenha: Demon Knights #12

Paul Cornell & Diógenes Neves

Capa de ALEX GARNER

Na maioria das vezes desde que estreou, Cavaleiros Demoníacos não parece um título da DC, a trama se passa em um universo tão particular que é fácil esquecer que esses são personagens da editora do Super-Homem e cia . O título comandado pelo demônio criado nos anos 1970, pelo mestre Jack Kirby, não se trata de um quadrinho de super heróis. Ele é uma arrebatadora fantasia medieval, com muita ação, traição e humor, exatamente como uma gostosa campanha de RPG deve ser. A edição desse mês, por sinal, trás tudo isso de uma vez só, culminando em um momento que fará você amaldiçoar a DC comics pelo tempo que passará lento até o próximo mês, pela tão esperada edição “zero”.

Quem tem acompanhado as aventura de Etrigan e seus companheiros inusitados, provavelmente atingiu um ponto uníssono de pensamento, em que torce com todo coração, que o escritor inglês Paul Cornell nunca pare de escrever esse título, mesmo que não queira roteirizar mais nenhuma outra comic americana. Seu trabalho na DC tem sido muito bom, seu antigo arco de histórias de Lex Luthor, na encarnação pré reboot da revista Action Comics foi extremamente elogiado, mas é aqui que ele se supera. Apesar da editora hoje em dia contar com artistas do calibre de Jeff Lemire e Scott Snyder, ainda assim é difícil imaginar no momento qualquer outro roteirista lidando com esses personagens com o mesmo senso de humor e emoção que Cornell lhes confere. A ação e a história da revista são muito bem desenvolvidas e a cada mês, pelo menos em um dado momento, Vandal Savage fará você dar belas gargalhadas com seus comentários impagáveis.

Se tem uma coisa muito acertada nessa edição é o quanto ela é concisa. Os personagens encontram Morgana, lutam contra sua magia, são capturados, conseguem se libertar inteligentemente e enfrentam novamente a feiticeira, dessa vez derrotando-a e impedindo que se concretizem seus inusitados planos. Essa batalha poderia se estender por outros números, mas não aconteceu e isso foi perfeito. Quadrinhos demais estão esticando seus roteiros por diversos meses. A missão principal desses cavaleiros: a busca por Avalon para que ressuscitem o mago Merlin, ainda continua, mas tivemos um satisfatório final para esse particular desafio.

Para nossa alegria, o brasileiro Diógenes Neves lida com o traço da revista totalmente sozinho dessa vez, o cara é um dos maiores talentos que a indústria teve em todos os tempos, e olha que esse que vos fala, também resenha o Aquaman do também virtuoso brasileiro Ivan Reis. Claro que mesmo sozinho na arte esse mês, Diógenes ainda conta com excelentes arte finalistas e coloristas do calibre de Oclair Albert, Dan Green e Marcelo Maiolo. Seus desenhos esse mês redimem todos as outras edições em que não completou a revista sozinho. Aqui temos muita magia, um bocado de explosões e bolas de fogo que às vezes tornam o todo um pouco confuso, mas não entendam errado, isso acaba valendo a pena e é sensacional, apesar de que em certas horas fica difícil enxergar onde exatamente os personagens estão posicionados e o que estão fazendo. Claro que isso é esperado quando bruxos, demônios, imortais e monstros estão se enfrentando em uma batalha numa torre estreita onde existe um reino inteiro lá dentro.

Etrigan, o demônio – criado por Jack Kirby

JOE KUBERT

TARZAN de Edgar Rice Burroughs, pelo traço de Kubert para a editora IDW

O educador, artista e pioneiro da indústria de quadrinhos de ascendência polonesa Joe Kubert começou a trabalhar com onze anos como aprendiz e assim se definia por toda a sua gloriosa vida. Aos doze anos já era um contratado da indústria, na série “Archie”.

Tor

Gavião Negro & a Sociedade da Justiça

No início da década de 1940, Kubert foi contratado pela DC Comics onde ‘fez história com títulos como Tarzan Sgt. Rock e Gavião Negro. Na década de 1950, começou a desenhar seu personagem Tor, o homem das cavernas, que o acompanhou ao longo de toda sua vida artística. Ele também foi o primeiro norte-americano a desenhar uma história do Tex.

Para muitos, esse é um nome tão nobre quanto o de Kirby, Eisner, Lee, Adams, Ditko, Steranko, Buscema, Moebius e tantos outros. As grandes lendas que criaram e aperfeiçoaram todo um mundo que ganha vida apartir da ponta de um lápis e só são limitados pela capacidade de imaginar de seu usuário.

Sgt. Rock

Kubert foi muito mais que um mentor, desenhista e escritor, ele foi um grande professor, criando a Kubert School em 1976 sua escola de desenho gráfico centrada nas artes e na ilustração, onde ajudou a trazer ao mercado de quadrinhos desde então novas gerações de profissionais todos os anos, como Amanda Conner, Alex Maleev, Rags Morales, incluindo seus filhos Andy e Adam entre tantos outros.

Da Polônia para o Brooklyn e depois para Dover, a vida desse mestre e também ganhador do prêmio Eisner e Harvey foi repleta de trabalhos vibrantes e cheios de personalidade, essa semana o planeta ficou um pouco menos iluminado, porém o brilho de sua arte e o impacto que ela teve no mundo em que vivemos pelos últimos oitenta e cinco anos, não será esquecido tão cedo.

RIP Joe Kubert
18 de setembro de 1926 – 12 de agosto de 2012

Kubert finalizando páginas da minissérie Before Watchmen: Coruja

 

Cavaleiros Demoníacos #11 & Wolverine e os X-men # 13 – DOIS LINDOS PÁSSAROS GANHAM A CENA ESSA SEMANA.

Por Venerável Victor “Tratador Imperial”  Vaughan

Demon Knights #11      ♦SEM SPOILERS♦

Paul Cornell (roteiros) e Diógenes Neves (desenhos)

Capista convidado: Philip Tan

O engraçado com esse título é que, apesar de ser o meu preferido, é o último que eu leio após baixar vários. Já uma vez que é lido, continua sendo meu favorito. Talvez parte disso sejam as constantes reviravoltas no roteiro e as bizarrices em que podemos dizer que “coisas loucas acontecem o tempo todo” e os momentos de clímax podem ser descritos como “mais coisas loucas acontecerão mês que vem”. Em suma, essa revista é aquela campanha de RPG divertida pra diabo! Literalmente…

As loucuras tendiam mesmo a continuar nesse número, com a maioria dos nossos (anti) heróis mostrando suas horríveis facetas (no caso de Etrigan, a única), que começaram a aparecer na edição passada e mostram mais a fundo características marcantes de suas personalidades. E o que mais poderia acontecer? Muitos diálogos divertidos e épicas batalhas com criaturas monstruosas.

A arte dessa revista é excelente nas páginas que o Diógenes trabalha (afinal Robson Rocha termina algumas para ele, deixando alguns personagens muito discrepantes e esquisitos, longe da beleza que Neves confere a cada um com facilidade, o Cavaleiro Andante que o diga). O verdadeiro segredo do sucesso dessa série entre os leitores não é a constância da arte, mas o elenco aqui reunido. Provavelmente a melhor equipe de toda a nova DC comics, Cada personagem tem sua personalidade claramente definida e a forma como cada um interage com seu colega de grupo é brilhante.

O único ponto negativo dessa revista sempre foi a velocidade com que a história é contada por Paul Cornell, o que faz com que a revista não seja tão interessante como poderia ser. Eu entendo que numa aventura de fantasia, o mais importante é o que acontece ao longo do caminho do que o objetivo da campanha em si, mas o ritmo é tão lento que acredito que os leitores não conseguem se identificar com o que é importante na busca dos personagens: levar o corpo morto do Mago Merlin até Avalon para que ele seja resuscitado. E não é totalmente claro que páginas “massa veio” com monstros gigantes sendo dizimados e diálogos divertidos por si só manterão o interesse do público por mais tempo. Bom, eu estou no barco nessas onze edições. Quem sabe?

Ponto alto desse número? O painel do confronto entre Etrigan e o Rei Arthur de Camelot, é fantástico! Mas volto a dizer, essa ainda é uma das melhores revistas da DC de todos os tempos.

Etrigan, o demônio criado por Jack Kirby

Wolverine and the X-men #13   Spoilers

Roteiros: Jason Aaron – desenhos: Nick Bradshaw

Neste mês, nada menos que duas descobertas bombásticas: 1)- Tudo sobre o passado da guarda-costas Warbird e 2)- Cinco Fênix são demais para encarar sozinho, mesmo para o poderoso Gladiador.

Capa de Nick Bradshaw

A maioria das histórias interligadas ao evento Vingadores vs X-men são grandes desapontamentos, além do pesadelo de qualquer fã: ter sua revista e o roteiro que vinha seguindo com ela atrasado por causa de uma mega-saga oportunista da editora.

Dito isso, é preciso assinalar que apesar de tudo escrito acima ser verdade, na atual fase das revistas “X”, esses “tie ins” estão melhor escritos que a saga principal e apesar deles atrasarem sim o desenvolvimento das tramas que vínhamos acompanhando, roteiristas como Jason Aaron e desenhistas como Nick Bradshaw encontraram um excelente meio-termo entre a obrigação de envolver seu título no evento de verão da editora e aproveitar essa oportunidade para contar boas histórias fora do foco que vinham seguindo. E como eles conseguiram fazer isso? Dando foco nos novos personagens criados especialmente para a revista.

Esse mês as cortinas são abertas para o passado de Warbird, a guerreira Shi’ar. Provavelmente o personagem novo da série do qual menos sabíamos até agora. E o trabalho é fantástico, você terminará a edição amando essa guarda-costas do herdeiro desse império alienígena, o Kid Gladiator. Sua história é trágica, ingrata e repleta de conflitos, portanto mais um personagem tridimensional com potencial duradouro dentro da editora. Aaron nos brindou com uma guerreira diferente que nos conquista página a página.

Favelas são um fenômeno social que existe até em Chandilar.

Parte disso é a engenharia reversa feita na personagem nesse capítulo de Wolverine e os X-men, onde o roteirista abandona os estereótipos de “garota durona” para construir sua personalidade. A maioria dos criadores da indústria de quadrinhos vão pelo caminho fácil e rápido de criar uma personagem feminina forte e durona, sem muito conteúdo e com muita sensualidade para ter as páginas coladas nas mãos de leitores mais jovens; Aaron segue o caminho oposto com Warbird. Nesse título, ele nos apresenta uma mulher que aos olhos do mundo e dos próprios fãs é uma figura estereotipada, tipo fêmea-fatal-mortal-e-boazuda dos quadrinhos dos anos 90; Mas não é essa máscara que a torna uma pessoa tão fenomenal e única, ao contrário, é o seu lado doce e sensível,  dolorosamente escondido a todo custo e socado para o fundo mais remoto de seu mais âmago. Afinal, vivendo em uma sociedade que preza a guerra e o conflito como sinais de eficiência e capacidade, não deve ser nem um pouco inteligente mostrar compaixão e sensibilidade.

Ao passo que tragédia e emoção definem o passado de Warbird, temos também algo extremamente comovente nas cenas do jovem Kid Gladiator, filho do Imperador Shi’ar, aqui Aaron nos comprova seus talentos como bom desenvolvedor de personagens também ao explorar as reações do rapaz ao ver seu pai levando a pior – ele que sempre foi tido como um ser insuperável – pelos X-men imbuídos do poder da Fênix. O rapaz começa a ganhar mais profundidade ao descobrir que suas certezas anteriores sobre o quanto imbatíveis eles pareciam ser não são tão concretas. E o fato de Warbird o impedir de se envolver na batalha de seu pai, muito em parte pelos eventos que ela vivenciou no passado do que sua obrigação para com o bem estar do jovem, faz com que a dinâmica entre esses dois personagens se torne ainda mais rica.

Não é só o brilho e poder da Fênix que ofusca nossos olhos nessa edição, Nick Bradshaw e seu traço não ficam atrás. Esse que vos fala desistiu de ter problemas com a arte de Chris Bachalo nessa revista, admito que para a narrativa de Aaron ela funciona, mas nada como o trabalho de Bradshaw para valorizar uma história bem escrita. Ele continua a nos trazer suas páginas repletas de personagens brilhantes e carismáticos, ação e dinamismo, e isso é exatamente o que o médico  orientou mandou a mamãe botar no seu mingau, garoto – e esta edição está deliciosa como um!

Vamos curtir a comunidade do PALITOS NERDS no facebook!

CAVALEIROS DEMONÍACOS #10 – “Tropa de Elite, osso duro de doer, pega um pega geral”

Por Venerável Victor “tratador de macacos zumbis” Vaughan

Demon Knights #10     SPOILERS

O que será que essa verdadeira aventura de RPG nos reserva esse mês?

Paul Cornell & Diógenes Neves

Capa de Demon Knights #10

Essa revista não explora conflitos sexuais ou outros elementos geradores de audiência que têm definido diversos títulos da editora;

preferencialmente ela não se afirma pelo quanto extremo seu roteiro pode chegar e apesar de também ter os mesmos conflitos sexuais, eles são apenas parte das características que definem esses personagens desajustados socialmente que inesperadamente se viram envolvidos em uma importante aventura. O que é o roteiro básico de praticamente todo filme de samurais que Akira Kurosawa fez até hoje – e que os faroestes americanos reinventaram. Sendo o pilar de todo o trabalho do roteirista e desenhista desse título. Nesse mês testemunhamos nossos “samurais” viajando por mar e terra para o mítico e decadente reino de Camelot, enfrentando dezenas de monstros gigantes pelo caminho.

A inspiradora insanidade da revista Demon Knights não parece perder fôlego. A primeira página dessa edição já nos apresenta uma enorme serpente marinha que faz as vezes de navio pirata. Esse é o tipo de loucura que faz o leitor se apaixonar de imediato por um título, além de mistérios, assassinato, guerra e traição que esta série trás – todo um novo “jazz” para o universo DC medieval. Os fãs retornão todos os meses por causa disso, mas ficarão mesmo por causa de piratas em “serpentes-navios-gigantes”!

O britânico Paul Cornell está simplesmente fantástico, aliás como sempre: o número 10 de Demon Knights é repleto de humor, diversão, violência, morte, adrenalina e surpresas. Cada personagem é tão único e interessante que rivaliza qualquer outro grupo de super-heróis existente. Pode-se notar alguns momentos em que os diálogos estão um pouco mais forçados do que eram no passado. Não são ruins de forma alguma, só não tão naturais e fluidos como já foram. Algumas vezes as páginas parecem um tanto superlotadas de falas, como se todo o povo envolvido estivesse falando ao mesmo tempo, no entanto, quando são esses personagens a “falar ao mesmo tempo o tempo todo”, tentar se concentrar em absorver tudo que é dito não é nada tão desagradável.

O que se pode falar de bom a respeito do brasileiro Diógenes Neves, que já não se tenha falado? Esse cara é fenomenal, basta apreciar as cinco primeiras páginas para entender o superstar que ele é… Espasmos de excitação percorrem o corpo do leitor que se depara  com Vandal Savage dando um “uppercut” na serpente marinha, quebrando os dentes do bicho ao melhor estilo Mike Tyson para delírio do devoto fã da nona arte. E o autor ainda nos brinda com animais monstruosamente aterradores e um rei Arthur zumbi, tudo em uma única edição! Isso é tudo na vida eterna de uma pessoa…

A maioria das aventuras de fantasia, especialmente o clássico “O Senhor dos Anéis” ou a série “Game of Thrones” abordam o conceito de se subverter e aprimorar o status quo: descendentes de reis que precisam aceitar um trono desejado ou não, por seu direito de nascença, anti-heróis que encontram nobreza no campo de batalha e uma enorme horda de inimigos idênticos rosnando.

Cornell e Neves vêm brincando com esses conceitos nos últimos meses. Temos aqui esses personagens que se tornaram heróis aos olhos do povo da Europa, apesar de que para derrotar a “horda” tenham destruído completamente o vilarejo que deveriam defender, além da duplicidade de vários personagens, notoriamente Vandal Savage, Etrigan – que na edição anterior fechou um acordo misterioso com o senhor do Inferno Lúcifer Morningstar –  e Madame Xanadu.

A revista, ao se focar em desajustados, perseguidos e estrangeiros como a Mulher Cavalo, Al-Jabr e a amazona Exoristos – que nessa edição começou a demonstrar certo interesse pela(o) andrógino(a) Cavaleiro(a) Andante(o) – também sugere ao leitor que a antiga narrativa dos X-men: “protegendo um mundo que os teme e odeia” ainda pode fazer sentido em novos títulos e editoras diferentes.

O verdadeiro sentido dos Novos 52 títulos não seria colocar em evidência personagens e títulos para um público que não sabe a diferença entre o Capitão Marvel da DC e o Capitão Mar-vell da Marvel comics, e que querem começar a ler quadrinhos? “Cavaleiros Demoníacos” é o tipo de agradável, curiosa e instigante leitura que todos os outros títulos deveriam ser, só que com artistas que tem “colhões” para fazer exatamente isso.

Wolverine e os X-men #10 & Demon Knights #9 “Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito”

Por Venerável Victor “eu vejo o mundo por cima do muro” Vaughan

Curte ou não conhece Web Comics? Experimente: Mercenary Crusade

Demon Knights #9  SPOILERS  DEMONÍACOS

Roteiros: Paul Cornell & Arte (?) Diógenes Neves

Arte final e desenhos de: Robson Rocha  &  Oclair Albert

Demon Knights já cumpriu seu compromisso com seu primeiro arco, podemos nos aprofundar e apreciar seu “mundo” um pouco mais. Realmente é prazeroso ver como Paul Cornell tem expandido o universo medieval da DC e nos surpreendido cada vez mais. Por exemplo, a metrópole mágica de Alba Sarum – o tempo todo mencionada desde o primeiro capítulo – foi fundada por duas mulheres, Alba e Sarum, que são apaixonadas uma pela outra, mas não podem casar até que a cidade seja proclamada a “Nova Camelot”. Você espera um monte de coisas quando acompanha uma história de fantasia, mas não lesbianismo aberto, muito interessante. Alguns podem dizer que não combina em nada com a revista, mas desde quando demônios e amazonas combinam entre si?

Alba e Sarum enviam os Cavaleiros Demônios numa nova “aventura”, dessa vez para ressuscitarem Merlin, não será nada fácil, obviamente, especialmente quando Etrigan planeja trair e entregar sua equipe para Lúcifer Morningstar.

Realmente essa é uma das mais impressionantes capas desse mês. A imagem em fundo negro de Merlin no chão, o espetacular visual de Etrigan em sua nova armadura de pé sobre ele e o arco de luz em dos dois é algo de outro mundo. E honestamente Etrigan é um dos dois grandes personagens que funcionam muito bem nessa edição, o outro sendo o Cavaleiro Andante, campeão de Merlin e que aqui descobrimos poder conversar com seu cavalo alado (sim, o equino fala!). E para quem diz que o personagem de Jack Kirby aparece na maioria das capas, mesmo quando não faz sentido ele aparecer o que se pode dizer? Ele é o personagem mais reconhecível do título, ora.

Essa edição é um novo ponto de entrada na série, as primeiras páginas da revista nos brindam com uma análise dos Cavaleiros Demônios por uma nova perspectiva e de alguma forma resume tudo o que aprendemos com cada um deles no primeiro arco de história, nos permitindo descobrir novos detalhes e conclusões sobre eles. E finalmente Al Jabr recebe uma melhor atenção para que o sintamos tão importante no grupo quanto os outros seis, descobrimos que seu nome se trata de um pseudônimo e não o verdadeiro, quem seria ele realmente?  Agora é possível imaginá-los como personagens de igual importância na revista. E por fim Etrigan novamente é o protagonista no enredo, apesar de que agora existe um sentido para isso.

Alguma coisa não parece tão perfeita com a arte de Diógenes Neves nessa edição, especialmente no castelo de Alba Sarum . Madame Xanadu não parece tão bem retratada em seu visual como ele costumava fazer e aparecem aqui e ali ocasionais estranhezas no traço das duas princesas Aba e Sarum. Sem mencionar o Cavaleiro Andante, que fora de sua armadura está totalmente descaracterizado do que nas edições anteriores Neves lindamente o desenhou, principalmente porque sua ambiguidade de gênero, aqui foi arruinada. A razão? Robson Rocha, que praticamente desenhou a maior parte da edição. Seu traço é feio e gera um desconforto tão exagerado, justamente por ser comparado com o artista principal da revista, Diógenes Neves, justamente um dos mais belos traços do mercado…será que Neves está acumulando outros trabalhos e não está conseguindo entregar a revista nos prazos absurdos da nova DC? Será que ele está doente?

A permanência em Alba Sarum é rápida, já é apenas usada para prepará-los para uma nova aventura. Merlin – o poderoso mago – foi assassinado, como visto na edição anterior, causando uma variada gama de reações em todos os personagens, de Xanadu à Etrigan, do Cavaleiro Andante às duas princesas, passando pelos cidadões da cidade que tanto o amavam. Como todos os Cavaleiros Demônios tem diferentes interesses para tentarem reviver o corpo do poderoso feiticeiro – algo que pode ser feito na mítica ilha de Avalon – todos permanecem unidos nessa nova jornada. Nada disso é forçado, eles simplesmente ficam juntos como em uma boa campanha de D&D. Sem dúvida, esse novo arco promete ser interessantíssimo, não faltem à reunião, quando o “Mestre” marcar a nova aventura.

Wolverine and the X-men #10 SPOILERS MUTAVEIS

Roteiros: Jason Aaron – Arte: Chris Bachalo

Arte Final: Tim Townsend, Jamie Mendoza, Al Vey & Victor Olazaba

Wolverine e Ciclope se encontram cara a cara após o recém-conflito em Utopia

Na edição anterior o Capitão América foi até a escola Jean Grey para pedir que Wolverine fique ao lado dos Vingadores, no conflito contra os X-men já que a Força Fênix está vindo em direção a Terra e blá, blá, blá…Wolverine aceita. O Gladiador – novo imperador do Império Shiar – envia seus “Death Commandos” para matar Esperança e qualquer um que esteja protegendo-a. No fim da edição, ele próprio decide vir para a Terra buscar seu filho, matriculado na escola mutante.

Nessa edição, Ciclope vai à escola para conversar com Wolverine na tentativa de que ele mude de lado e se junte a sua equipe de X-men. Aqui vemos um lado mais humano e “desprotegido” de Scott Summers. Logan recusa-se, mas outros membros de seu time concordam apoiar Scott, no final finalmente a tropa de assassinos de elite do Gladiador chega a Terra e essa é a revista…

Ao contrário do “tie-in” com o evento AvsX que foi a edição anterior, onde o crescimento dos personagens da revista foi mais relevante que a ligação dela com o evento em si, esse número tem significativamente mais conexão com a história, fazendo com que sua leitura seja mais necessária. Esse resenhista estava esperando ter alguma ação aqui, mas aí eu iria reclamar que houve pouca interação, portanto digo que Jason Aaron fez um belíssimo trabalho.

Agora é oficial, Chris Bachalo é pior que Romita Jr, pois cada painel que o camarada desenha consegue ser pior que o anterior, ele realmente não adquire nunca com o passar do tempo a habilidade de desenhar corpos com proporções certas e detalhes. Eu entendo que ele “desenvolveu?” um estilo de retratar seus personagens que se assemelha a caricaturas, mas muitas vezes seus rostos são piores que muitas delas, com exceção de Rachel Summers, na página em que ela fala sobre sua experiência em ter controlado a Força Fênix no passado, ela realmente foi retratada lindamente, sorte? Todo o resto é medíocre mas ela por alguma razão ficou além das expectativas. O colorista também não ajuda muito,quando acentua o fator “distração” que o traço de Bachalo causa no desenvolvimento da história, será que os Death Commandos poderiam matar os dois?

Nós realmente temos bons momentos de tensão entre Ciclope e Wolverine, Emma Frost e Kytty Pryde também revivem um pouco de sua antiga rivalidade, fora que é emocionante para os fãs de longa data ver que o Homem de Gelo e o Anjo decidem se juntar com seu antigo líder e amigo de infância, temos cinquenta anos de histórias aqui recuperadas e respeitadas por Aaron.

O desenvolvimento do personagem Genesis e sua interação com o Anjo – que os X-men estão descobrindo estar se tornando algo totalmente novo – é outro ponto fantástico dessa edição, Genesis inevitavelmente irá se tornar Apocalypse em algum ponto, mas por agora, deixemos seu poderes aflorarem cada vez mais e os laços de amizade entre os dois crescer. É possível  na próxima edição termos ótimas batalhas e será fantástico para todos testemunharem o combate entre o Hulk Vermelho e o Homem de Gelo prometido, afinal Chris Bachalo não estará desenhando.

O debate entre Ciclope e Wolverine não é o único elemento chave dessa história, quando nitidamente se vê o quanto vários personagens principais dessa revista estão divididos no conflito entre os dois. Não se trata meramente de quem se identifica com a filosofia de um líder ou de outro, mas a questão de o que é o certo para cada indivíduo. Isso é eficaz pois dá profundidade para o elenco do título, mostrando que eles não são leais a Wolverine apenas porque compartilham algumas afinidades e trabalham juntos para realizar o sonho de reabrir a escola. Isso dá mais veracidade ao antigo debate, onde vemos que nem todos os membros da equipe de Ciclope, por sua vez, necessariamente acreditam que seu ponto de vista é o melhor, mas sim estão certos de que ele é o melhor homem para fazer o que for necessário para a sobrevivência de sua espécie.

Fabulosos X-men #10 & Demon Knights #8 “O tempo passa e nem tudo fica, a obra inteira de uma vida”

Por Venerável Victor  ”demoníaco tratador de macacos”  Vaughan

UNCANNY X-MEN #10  Spoilers Mutantes

Roteiros Kieron Gillen Desenhos Carlos Pacheco

Os X-men descobrem que o alienígena extremamente perigoso conhecido como “Unit” está enfrentando Esperança e Ciclope ordena uma imediata retirada da atual batalha em que eles se encontram com a finalidade de auxiliar a “Messias Mutante”, apesar do desgosto aparente do Capitão América – que para os mutantes e os tratadores de macacos, é um grande hipócrita.

Quando eles chegam ao ponto exato, eles tacam Unit que consegue derrotar um a um de uma forma ou de outra. Até que Perigo – o ser artificial que auxilia a equipe –  chega e consegue superar o alienígena e algum sentido de ordem volta a imperar – afinal essa não é a equipe de super seres mais poderosa da Terra? -, Esperança conta que o ser apenas queria conversar e os X-men retornam para Utopia.

A agente Brand – chefe da S.W.O.R.D. e lanchinho do Fera – chantageia Ciclope para que eles tragam o Unit e o mantenham encarcerado na ilha enquanto as instalações de detenção da estação da S.W.O.R.D. é recuperada. Scott Summers aceita, depois, uma vez na base dos mutantes, Unit que apenas fingia estar capturado, força Perigo a chamar Esperança para que eles possam discutir sobre ela e Fênix. E essa é a edição.

Essa revista é muito bem escrita – os diálogos são melhores que o roteiro em si, é o forte de Kieron – é interessante ver como o Unit “arregaça” com a equipe de Extinção de Ciclope, provando que existem ameaças que até mesmo eles não tem poder contra. Também é muito bom ver o clima chato entre o Capitão América e Ciclope, o que fundamenta o caminho para a chegada da saga caça níquel das duas equipes .

Ciclope realmente coloca Esperança num pedestal e ela não precisa de um, ele é super protetor com ela e a menina foi criada por um dos melhores especialistas em sobrevivência de todos os tempos. Literalmente ela pode cuidar de si própria, A moça tem provado isso muitas e muitas vezes esse tempo todo. Mas tudo descrito aqui irá resultar em dois ou três enredos para o futuro dessa revista.

O destino de Colossus é muito triste. Peter passou por muita coisa desde que abandonou a Rússia para se tornar um X-men, e ter se tornado agora o oposto exato do seu eu interior poeta e artista está nitidamente destroçando russo por dentro.

Também o triângulo amoroso entre Emma/Namor/Scott está ficando cada vez mais explosivo a cada edição. E por fim o personagem Unit é muito interessante, esperamos que a Marvel – os editores – não esqueçam o vilão em uma gaveta empoeirada após esse arco de histórias. Finalmente Kieron Gillen tira aqui o foco do Ciclope e dá ao resto do grupo uma atenção.

A arte dessa revista é lindíssima – claro! Carlos Pacheco! – as expressões faciais de todos os personagens são muito bem retratadas, inclusive dos seres mecânicos. As seqüências de ação são muito bem coreografadas e o uso dos poderes individuais de cada mutante muito bem orquestrado. O único comentário negativo é que o grande mote da equipe, da revista como um todo não é trabalhado, não anda. O fato de eles estarem unidos para impedir que a espécie mutante seja extinta, afinal eles lutaram contra o Senhor Sinistro, foram numa aventura em Tabula Rasa e agora impediram a fuga de alienígenas encarcerados pelos governos da Terra… mas isso tudo deve mudar com a nova saga Marvel.

Vamos deixar a batalha começar e presenciar um a um dos Vingadores serem jogados ao chão como pinos de boliche…

X-men #10 primeira série, de Stan Lee & Jack Kirby (a estréia de KA-ZAR)

Demon Knights #8  Spoilers demioníacos

Roteiros Paul Cornell   Desenhos Diógenes Neves

Antes de mais nada…

Para quem não sabe, Etrigan  o demônio é uma criação de Jack “o rei”  Kirby para a DC comics – sua última revista na editora antes de voltar a trabalhar na Marvel – o personagem é uma criatura ancestral e maligna do Inferno que o famoso mago Merlin na antiguidade, não vendo outra forma, prende em essência no corpo do nobre cavaleiro da Távola Redonda Jason Blood, tencionando dessa forma acabar com a ameaça que o demônio representava, porém sentenciando Blood a uma vida eterna de tormentos.

Os Cavaleiros Demônios estão a caminho de Alba Serum para encontrar e conhecer a realeza que governa essa mítica cidade e receber sua recompensa por salvá-los da Rainha da Horda. No caminho para lá, Madame Xanadu é perguntada sobre a história de como ela e Etrigan se conheceram. Ela os conta sobre sua história com Merlin, Camelot e os sacrifícios que ela fez para estar com Jason Blood. Quando Etrigan é libertado, ele conta para Exoristos uma história diferente. Enquanto isso na cidade de Alba Serum, Merlin está de volta e se encontra em sua torre. Enquanto está trabalhando, ele é apunhalado pelas costas por uma figura demoníaca.

Essa foi uma edição de “origens” muito bem escrita. Após toda a ação e aventura do último arco dessa revista, nós precisávamos mesmo de uma edição ou duas de paz, revelações e fundamentação para futuros novos arcos de histórias. A progresso na relação de amor entre Jason Blood e Nimue – Também conhecida como Madame Xanadu – é muito bem feita e emociona. É bonito o sacrifício que ela tem que suportar para manter esse amor vivo e é fantástico a reviravolta no fim da edição que agora nos força escolher qual dos dois está dizendo a verdade.

Para Etrigan, um demônio do Inferno, mentiras não são diferentes de verdades, portanto isso realmente adere uma nova complexidade para o roteiro. É bom ter o foco mais vezes nesses dois personagens, mas o que todos querem é descobrir mais sobre os personagens menos conhecidos. Também é muito bom ver Merlin de volta a revista e a preparação para a próxima aventura de D&D dessa “campanha”.

Aqui nós não temos tantas tiradas de humor e momentos de ação, “mas diabo!” – desculpe Etrigan – uma edição de “descanso” é para isso. No entanto mais interação com Vandal Savage – personagem responsável por momentos de riso, quem diria ser o mesmo personagem que pode ser visto na animação: Liga da Justiça: DOOM, tocando o terror com os heróis – é sempre bem vinda. Na próxima edição não seria nada ruim mais aprofundamento agora em personagens menos conhecidos, no entanto esse é um dos cinco melhores títulos do reboot DC e uma revista extremamente agradável para quem tiver nostalgia e saudades de suas aventuras de RPG medieval e fantasia com seus amigos.

Na arte  Diógenes Neves teve o auxílio luxuoso de Bernard Chang para essa edição e ele se encaixou perfeitamente no clima da revista sendo responsável por excelentes quadros. O colorista Marcelo Maiolo (conhecido por seu trabalho em I, Vampire) continua mostrando o quanto é talentoso, apesar de me parecer mais inspirado nessa outra revista.

Finalmente estamos vendo que o título Demon Knights está engrenando, após um início de ritmo lento  o grupo está tomando a forma de algo muito além do que um filme tipo:  ”SSS” – Sete Samurais Solitários – e essa oitava edição é realmente um bom ponto de entrada na série para quem não apostou na revista logo no início do novo universo DC. Afinal Paul Cornell mostra saber exatamente aonde ele quer levar esse título. E vale muito a pena estarmos nesse carro, uma vez que ele chegue.

Todas as outras resenhas podem ser vistas aqui mesmo no site.

Demon Knights #5 – Esse Paul Cornell tem dado em casa!

Por Venerável Victor “mestre absoluto de Vampire e Marvel”  Vaughan

Resenha de Demon Knights #5  SPOILERS

A pressão só aumenta para os aldeões enquanto a Horda prepara-se para a derrubada ao amanhecer do muro, e a inevitável invasão a aldeia de Little Spring, mas do outro lado desse mesmo muro, os Cavaleiros demônios caem um no pescoço do outro, ameaçando essa frágil aliança, e ter o inimigo sussurrando nos seus ouvidos não ajuda nada. E no fim, um aliado mudará de lado.

Eu acredito piamente que em algum momento de sua vida, Paul Cornell jogava RPG, mas precisamente D&D e aqui nessa revista ele encontrou uma forma de exercitar seus dotes de “mestre” e “jogador” novamente. Para quem não esteve encarnado nesse planeta nos últimos trinta ou quarenta anos e não é um iniciado, Dangeons & Dragons é um jogo baseado ou inspirado nos romances de ficção de Tolkien, onde cada jogador escolhe um personagem e recebe uma missão para ser completada pelo “Dungeon Master”, que arquiteta uma trama que os jogadores a princípio desconhecem. Eles tomam decisões, jogam os dados para obter sucesso ou fracasso em suas ações e tem que viver com essas conseqüências.

Em Demon Knights, nos é apresentado um grupo de personagens fantásticos com muito pouco em comum, exatamente igual ao tradicional D&D: um cavaleiro, um demônio, uma arqueira, um bárbaro, uma feiticeira, um guerreiro… todos trabalhando juntos, na maior parte do tempo. E essa edição # 5 parece exatamente uma aventura de RPG, com o “Mestre” deliberando a cada um dos jogadores um desafio individual em uma espécie de teste. Cada um deles recebe a visita do feiticeiro Mordru e uma oferta tentadora. A Mulher-Cavalo recebe a melhor…

Eu consigo ouvir Paul Cornell em volta de uma roda de jogadores, falando: “agora podem jogar o dado para saber se vocês vão ter êxito em resistir ou não! Todo mundo fazendo check in de força de vontade”

E é isso que acontece, Mordru e a Rainha da Horda, descobrem que Etrigan, o demônio está entre os sete guerreiros que se opõe a passagem de suas tropas pelo vilarejo, em busca da conquista de uma cidade muito maior chamada Alba Serun – o real objetivo de por que Alba Serun é tão importante ainda não é totalmente claro, sabemos apenas que a Rainha da Horda também, assim como Merlin, busca achar o Santo Graal e fundar uma nova Camelot. Eles decidem que para poupar maior desgaste de suas forças, a melhor opção é usar de magia e contactar um por um dos “heróis” na tentativa de conseguir algum desertor, para o seu lado. E Vandal Savage mostra sua verdadeira face.

Devotos, eu amo esse título, com certeza minha série preferida da DC nos últimos tempos, ela está intimamente ligada a outro título: Stormwatch – quem leu essa revista esse mês viu que a famosa caixa onde Merlin guardou o Graal e o motivo do ataque da Horda aqui, está segura na sala de troféus da equipe no futuro/presente. E ambos não estão vendendo tão bem como batgirl ou Liga da Justiça, uma pena.

Tantas coisas boas aqui, a capa, como todas as outras desde que a revista estreou é fantástica, apesar dessa cena não acontecer de fato – sim Al Jabr adoraria poder descer a porrada em Etrigan pelo que ele fez ao padre da aldeia duas edições atrás – e sim algo como um ligeiro mal estar, entre eles. E a arte interna de Diógenes Neves não deixa nada a desejar, muito pelo contrário, ainda junto com o outro brazuca Ivan Reis – Aquaman – é uma das mais lindas da editora.

Finalmente nesse número nós temos grandes interações entre os personagens e revelações sobre um pouco do passado e motivações de Al Jabr, Mulher-Cavalo (Horsewoman) e Exoristos (“Dente do Diabo” em grego) principalmente. Temos sim esclarecimentos de muita coisa, mas feita com muita inteligência e se encaixando perfeitamente no enredo. Aliás, como é que Cornell consegue fazer isso tão bem aqui e sofre pra fazer o mesmo em Stormwatch? Bom, ele deve estar passando por muita pressão – assim como os cidadões de Little Springs – editorial, tanto que está abandonando esse título. Aqui todos os sete cavaleiros são interessantes e divertidos de acompanhar. Lembram que quadrinhos são feitos para nos divertir?

A velocidade da narrativa é perfeita em minha opinião, o enredo está sempre avançando, mas você nunca se sente perdendo alguma coisa. A espinha dorsal da história é interessante e relativamente fácil de seguir e a cada final de edição, você fica querendo mais e mais que o mês termine para o novo número chegar.

O título desse capítulo se chama “O Traidor”, o que implica que um dos membros desse “time” iria mostrar suas verdadeiras cores. Assim acontece, o personagem que Paul Cornell aponta para tanto é uma escolha que faz sentido se você já acompanhou alguma vez esse personagem antes desse novo universo DC. Quer saber? Os vilões são muito sem graça – mesmo Mordru aqui – e ter Vandal juntando forças com eles, pode salvar essas caracterizações bi-dimensionais deles.

Mas eu ainda não acho que Jason Blood está recebendo a atenção que merece, muito menos seu alter ego, Etrigan. Afinal de contas muita gente busca a revista atraído pela oportunidade de ver o personagem demoníaco de Jack Kirby em ação. No entanto, uma coisa é certa, apesar de ele ser o garoto propaganda do título, difícil dizer qual cavaleiro demônio é o mais cativante.

Uma grande oportunidade aqui, se você ainda não entrou nesse bonde demoníaco, não faz tanta questão de detalhes e tem preguiça de buscar as primeiras quatro edições anteriores, esse é o momento certo para subir a bordo! O Santuário recomenda.

Liga da Justiça Sombria – A influência da Encantadora pelo mundo só aumenta.

Por Venerável Victor  ” The monkeyman”  Vaughan

Resenha: Justice League Dark #3 SPOILERS

Ao que parece, Liga da Justiça Sombria está com menos pressa de juntar todo seu grupo que os heróis do título principal estão para usar o nome Liga da Justiça em sua nova formação. O ritmo lento de enlace das tramas de ambas as revistas é um problema comum no roteiro de todas as revistas do Novo 52, mas aqui, pelo menos, o título tem força por si só para sobreviver. Peter Milligan demonstra conhecimento e segurança ao retratar cada um dos personagens dessa futura equipe e dedica facilmente um tempo considerável para cada um deles de cada vez.

Milligan escreve os melhores momentos da revista nas interações entre John Constantine e Zatanna. Obviamente o autor inglês se sente em casa na cabeça do mago boca suja, além de demonstrar singular perícia em retratar essa versão mais nova e intrépida de Zatanna.

Nessa edição, o autor dedica mais espaço de desenvolvimento para Jack Shade e escolhe o Desafiador para dividir com ele os holofotes da trama, assim aproveita o espaço da história do fantasma para explicar a estranha atitude do Desafiador (Deadman no original) na edição anterior, onde ele possuiu o corpo de um estranho no intuito de fazer “saliência” com sua namorada – Columba -, algo que foi recebido com estranheza por parte dos fãs. Sabiamente, ele aqui busca uma solução para esse conflito. Estaria o Desafiador, por ser uma criatura de magia mais delicada, sob a influência da magia do Caos cada vez mais forte da Encantadora?

O crescente vínculo entre June Moone e Boston também é algo muito agradável de acompanhar aqui. Milligan está juntando pouco a pouco um elenco disfuncional de personagens, mas extremamente interessantes. Pena que o conflito central da trama está sendo deixado de lado. Afinal, esse é um título de super grupo ou um amontoado de heróis místicos trabalhando em duplas?

Constantine e Zatanna curtem um rápidinho sexo tântrico

A arte de Mikel Janin está ainda mais bonita e madura que na edição anterior. Principalmente pelo menor uso de referências fotográficas, algumas vezes o traço visivelmente varia em qualidade, mas ele é visivelmente um dos melhores profissionais dos novos 52 títulos.

Os heróis chegam a poucos instantes de finalmente se reunirem. O poder da Encantadora continua a crescer. Constantine e Zatanna continuam a viver sua complicada história pregressa. June está cada vez mais se aproximando de Boston e, por pavor de novamente cair sobre o controle da entidade Encantadora, pede ao Desafiador que caso isso aconteça, que ele a mate. Shade, o Homem Mutável e Madame Xanadu, tentam recrutar o Desafiador, mas, como Boston está ocupado tentando impedir que June se suicide, ele ignora o chamado, fazendo com que Shade passe a se concentrar em encontrar o segundo novo recruta sugerido por Xanadu para esse estranho grupo: Mindwarp. Enquanto isso, a edição termina com Deadman e June finalmente se vendo frente a frente com a Encantadora.

Bom, pelo menos Xanadu cita que está tentando formar um time nesse número… pois apesar de praticamente todos os outros 52 títulos estarem contando o mesmo tipo de história de formação de equipe que se reúne para lutar contra uma ameaça muito maior, esse ritmo lento já está dando nos nervos.

Boston "Deadman" Brand é o cara! Se liga no seu posto de acrobata supremo Dick Grayson!

Não me entendam mal, a revista é muito bem escrita, as caracterizações são excelentes, eu nunca li Shade no selo Vertigo, mas ele aqui é retratado como um rico e complicado personagem. A revelação de um passado amoroso entre Zatanna e Constantine é instigante. O Desafiador é o cara que cria a identificação do leitor com a história, é fácil amá-lo. Mas June Moone não está tendo tanta sorte. Bom, ela está flertando com um cara “morto” cujo relacionamento acabou de ajudar a destruir na edição anterior – aqui, horas atrás -  tudo bem, é mais culpa do Boston do que dela, mas o famoso ditado de que mulheres não tem consciência de classe, aqui só fica mais evidente e Mindwarp… sim, esse cara é um elemento muito perigoso para o grupo.

Definitivamente, Liga da Justiça Sombria é uma leitura muito legal e se ela ainda não atingiu nem de longe o potencial que pode ter isso não é nada para se preocupar, caro Devoto, pois ela continua sendo a melhor revista das três que carregam o nome Liga da Justiça na capa. O lado “Sombrio” e “adulto” da DC comics continua gerando ótimos títulos. Por favor, lancem mais títulos “sombrios”!!!

A Liga da Justiça Sombria: Deadman, Madame Xanadu, John Constantine, Zatanna, Encantadora, Shade e Mindwarp.

Etrigan o Demônio está com a macaca!

Por Venerável Victor  ”chifrudo” Vaughan

 Demon Knights #3  Spoilers infernais

Escrito por PAUL CORNELL   Arte de DIOGENES NEVES e  OCLAIR ALBERT

Sob cerco e sob fogo – literalmente – os precariamente arregimentados Cavaleiros Demônios descobrem que os aldeões de Little Spring que eles tentam proteger estão prontos para os trair e que para piorar, estão presos em uma aldeia fortificada por muros que eles próprios construíram com um demônio de atitudes imprevisíveis cujo simples toque pode matar. E se o único ser humano que Etrigan se importa morrer, que o Inferno os proteja!

Paul Cornell continua a mostrar que foi uma ótima escolha para as revistas que foi escalado. O escritor inglês que mantém um interessante web site para contato direto com os fãs de seus trabalhos paulcornell.com  onde dá aula de humildade e amor por sua profissão, respondendo um por um dos comentários postados por seus admiradores, volta esse mês com uma revista bacana , uma das grandes surpresas da nova DC.

Madame Xanadu  - cujo nome real é um segredo para amigos e inimigos – afinal em magia, conhecer o real nome das coisas é ter poder sobre elas, se sacrifica no início da edição para criar um poderosíssimo campo de força mágico e assim proteger a pequena aldeia que os guerreiros tentam defender da horda de bárbaros e criaturas mágicas de Mordru e a vaca feiticeira que ele tá “pegando”.  Assim ganhando algum tempo para que os Cavaleiros Demônios possam criar um estratégia de contra ataque. O custo de tudo isso foi sua juventude e força.

Etrigan se revolta, o demônio só se interessa realmente por sua amada humana – ou pelo corpinho dela, talvez –  e desde o início, apenas “ajudou” os outros cavaleiros por influencia da feiticeira vidente. Mas agora, ao ver o quanto ela sacrificou e o preço embutido, demonstra sua fúria em um padre aldeão de forma terrível. E só não continua o ataque as mesmas pessoas que deveria defender por estar com suas energias terrivelmente enfraquecidas. Na verdade ao trocar de forma com seu hospedeiro humano, Jason Blood, a cada minuto que fica longe de sua dimensão infernal na Terra, ele perde poder e resistência, precisando fazer a troca com Blood, algumas vezes forçadamente como agora ao ter que abandonar Xanadu aos cuidados dos mesmos humanos que desejava dizimar por pura ira. Porém ele o faz para eventualmente retornar horas depois recarregado e certamente detonar tudo o que achar pela frente.

Aliás, o ponto de humor da série está cada vez mais focado na giganta amazona Exoristos, que se surpreende ao ver que o estranho caso de amor entre a feiticeira e o demônio, na verdade é um “ménage à trois” entre Xanadu, Etrigan e seu hospedeiro.

Vandal Savage realmente é o personagem mais carismático da revista – o que é uma tarefa árdua – pois verdade seja dita, todos os Cavaleiros Demônios são interessantes. Ele e Exoristos, protagonizam as cenas mais pitorescas e divertidas da série.

O(a) cavaleiro Andante, o muçulmano guerreiro com habilidades prodigiosas em engenharia, nessa era medieval, totalmente confundida como bruxarias e a Mulher Cavalo que agora mostra um pouco mais seus talentos são todos um pouco mais desenvolvidos nesse terceiro número da revista de Etrigan. Natural isso acontecer, numa edição em que os sete personagens principais  passam a história inteira se preparando, dentro de uma aldeia sitiada, para uma inevitável batalha com uma legião interminável de monstros e bárbaros.  E Cornell após garantir  que nos apaixonemos por uma personagem secundária fofinha, nos estapeia a cara com um fim de capítulo, no mínimo surpreendente.

Queridos devotos, o que é essa arte do Diógenes Neves???

O sexo dos fantasmas & a Liga da Justiça Sombria

Por Venerável Victor “macaco fantasma” Vaughan

Resenha de Liga da Justiça Sombria #1  SPOILERS SOMBRIOS!

O inglês Peter Milligan retorna nesse segundo mês da revista com uma proposta bem clara. Apresentar os personagens principais de sua Liga da Justiça Sombria, para um novo eventual público que tenha investido no título após todo o marketing do DC relaunch. Se na ediçao anterior, personagens como Deadman foram de leve mencionados e o popular Shade the changing man popularizado no antigo  selo Vertigo, foi melhor desenvolvido, agora o plano é o oposto.

Boston Brand, o Deadman tem muito bem trabalhado  a natureza de seus poderes, sua disfuncional relação amorosa com Dawn Granger – a heroína Columba – que foi proposta na minissérie Brithest Day, anterior a essa nova cronologia e aqui desenvolvida, com sua reais implicações. Afinal, estando morto e tendo a habilidade de possuir corpos alheios para se comunicar com o mundo físico, porque não o fazer para poder tocar sua amada e até ter uma noite de amor? Para ele fácil, mas para Columba…

Se você está em um relacionamento com um fantasma…como você faz pra consumá-lo? Boston possui o corpo de um frequentador de um bar onde marcou encontro com Columba , usando como quesito de escolha o fato dele ser “boa pinta” e parecer “limpo”. Sugerindo à Dawn que eles aproveitem as próximas duas horas para irem até sua casa. Claro que Columba recusa a proposta , o que se mostra sábio, pois o cara é casado e a esposa aparece logo em seguida nada feliz de ver seu marido se engraçando com a heroína.

Mais tarde ele “possui” no bom sentido – tem ruím sentido para isso? –  O corpo de June e propõe novamente para Dawn um “lesco lesco”, o que ele classifica como “uma fantasia masculina”. Novamente Dawn deixa Boston “down”.

Shade é  agora apenas mencionado ao oposto da primeira edição e a Madame Xanadu é a narradora de toda ação desse segundo capítulo do arco da Magia – ou Encantadora como é conhecida lá fora – . Reforçando a idéia de que ela é o fio condutor com seu poderes e habilidades de todos os demais personagens. Aliás, pouco ou até mesmo nada se desenvolve sobre esse conflito de Magia – a entidade e alter ego malígnigo – de June Moone e a própria, além dela procurar a ajuda de Boston Brand e de Xanadu tentar  um contato rápido visando trazer razão a um ser tão caótico.

Inferno no mundo a parte, que nem mesmo a Liga da Justiça, com seus poderosos heróis conseguiu solucionar e é o mote para a criação desse disfuncional grupo de especialistas no oculto, Zatanna e Constantine, cada um a seu estilo, tentam resolver ainda separadamente esse caso e nada de fato se concretiza.

Milligan ainda não mostrou a que veio, o que era de se esperar por dois motivos: a revista traz um conceito novo, de se usar as fronteiras obscuras do universo da editora para serem desbravadas por muitos dos melhores astros místicos que ela dispõe no primeiro escalão e isso exige tempo e um bom trabalho de caracterização pra ser feito – e ele tem feito – além do estilo conhecido por muito, claro, do autor de cozinhar os roteiros bastante até chegar em algum lugar.

A conclusão é que potencial a revista tem, a arte de Mikel Janin  como já dito por mim antes é perfeita para estar em um título como esse, um misto perfeito de híbrido da tradição mais madura e sobrenatural do antigo selo Vertigo com a nova função de título derivado da franquia principal do “Novo Universo DC”.

Comunidade do Santuário no FACE

Demon Knights – Dinossauros e Dragões mecânicos atacam!

Por Venerável Victor  ”Paladin chaotic evil”  Vaughan

Demon Knights #2  esse artigo não tem spoilers…é puro spoiler.

O inglês Paul Cornell e o brasileiro Diógenes Neves retornam esse mês com o segundo capítulo da saga – ou será campanha? – do demônio Etrigan e seus inusitados companheiros de batalha, séculos após a queda de Camelot,  defendendo  o medieval planeta Terra do novo universo DC.

Digo campanha, pois pra quem conhece e gosta de RPG  - o jogo, não a técnica de Reeducação postural Global  -  consegue perceber na revista muitos elementos de uma aventura de D&D , AD&D, Rolemaster ou Gurps. Com suas  tavernas, cavaleiros, arqueiros, ladrões, Trolls, feiticeiros e dragões. Aliás, Cornell disse que haveriam batalhas épicas em sua passagem pelo título e cumpriu o prometido.

No segundo capítulo de  ”Eles não devem passar!”, a dupla de feiticeiros do mal, entre eles o imortal Mordru, enviam um exército de “dragões” para tomar a vila de Little Spring , nos arredores de Alba Sarum. onde são enfrentados e derrotados com facilidade por Etrigan e seus guerreiros, que convenientemente se encontravam todos a vontade na taverna da pequena aldeia. Na verdade, nós leitores vemos nitidamente  que esses “dragões” não passam de dinossauros conjurados pelo casal de feiticeiros que planejam conquistar aquela determinada região ainda com objetivos não revelados e na segunda leva do ataque inovam, mandando dragões macânicos.

Além dessa edição se focar em ação vibrante do início ao fim, serve ao escritor – que já apresentou os personagens principais no capítulo anterior –  para mostrar aos leitores novos e antigos, suas reais capacidades de luta e habilidades inerentes. Afinal, mesmo que boa parte da audiência da revista seja familiarizada com Vandal Savage, Etrigan o Demônio, Madame Xanadu e o Cavaleiro Andante, não conhecem personagens novos como a (talvez amazona)  Exoristos, o muçulmano  Al Jabr e  a nova heroína deficiente da DC: “Mulher Cavalo”  - sim, ela é uma paraplégica,  hábil no arco e flexa, que se locomove em cima de um cavalo o tempo todo mas que tem as pernas fortes e malhadas  - e que prometem ser  muito interessantes .

Etrigan, o dono da revista, tem um inusitado romance com Xanadu, que nos dias atuais pode ser vista também como protagonista da revista Liga da Justiça Dark que resenhamos aqui. E  a interação dos dois pode ser muito rica, afinal, existe o embate entre a natureza demoníaca e caótica do protagonista que é posta em cheque o tempo todo pela influência de sua amada, que como ele mesmo diz, tenta “reformá-lo”.

Vandal Savage ao contrario de sua versão oficial no presente da DC, é um glutão e guerreiro muito mais leve e sem pretenção de conquistar o mundo, aqui em Demon Knights ele só quer beber, comer e se possível, se divertir um pouco  destroçando malvadões com seu machado. Já o(a) Cavaleiro Andante –  aqui a versão do personagem remodelada por de Grant Morrison – extremamente nobre e audaz, busca provar seu valor entre os maiores guerreiros de seu tempo, independente de seu sexo.

A Mulher Cavalo ainda não mostrou ao que veio, da mesma forma que na edição anterior, para  ela é dedicada uma única página na história desse mês.  Já os dois outros novos personagens, Al Jabr e Oxoristos – quem diabos se chama assim??? – são muito bem escritos por Cornell e conquistam os leitores no ato.

Em todo DC relaunch, se  promete que as novas revistas podem ser acompanhadas por qualquer tipo de leitor, antigo ou novo, sem a bagagem de décadas de cronologia. Facilitando o  entendimento da ação. Esse é um dos títulos que verdadeiramente possibilitam isso, independente da diretriz editorial, pelo fato de que mesmo para os fãs de longa data da editora, esses personagens estão sendo apresentados no início de suas carreiras, muito antes de suas versões oficiais  e com o frescor de possibilidades infinitas a frente.

A arte de Diógenes é uma das melhores que a empresa pode oferecer ao mercado e casa perfeitamente com a  revista. E mesmo para quem nunca jogou RPG, acompanhou Game of Thrones ou já ouviu falar alguma vez do anti-herói demoníaco criado por Jack kirby e dos  personagens dessa improvável equipe, vale muito a pena acompanhar as batalhas para salvar o passado  e assim garantir o  futuro do nosso mundo,  travadas por esses Cavaleiros Demônios.

Comunidade do Santuário no FACE

Gavião Negro & Liga da Justiça Sombria – primeiro capítulo!

Por Venerável Victor  ”Totalmente do lado negro”  Vaughan

The Savage Hawkman #1   SPOILLERS 

Eu li em algum site pela web que  esse título estava sendo bem aguardado, no inicio me perguntava “por quê” afinal era Tony S. Daniel e Philip Tan, ambos conhecidos desenhistas com pretenções a roteiristas aqui e ali. Eu até curtia a arte do Tony  e amei quando o cara entrou na revista  Novos Titãs do Geoff Johns, aliás  todos que detestavam o traço do Mike Mccone assim como eu, devem ter curtido isso,  logo após a série 52. Mas achei fraco o trabalho dele logo em seguida como argumentista na revista do Batman e na “Guerra pelo capuz”, achava que ele tinha é que desenhar… e quanto ao Tan, acompanho ele desde a Marvel, confesso que o cara tem evoluído. É diferente e estilosa a proposta visual do camarada mas sempre me pareceu muito sujo o traço.

Bom os caras estão aí. A revista saiu e fora o logo da capa  - que esconde o símbolo do gavião e nitidamente poderia ser melhor, potencial tem  -  a revista realmente não fez feio. As apostas estavam certas e que bom que eu fui preconceituoso e me surpreendi.

Eu disse acima que o Philip Tan tem evoluído o traço e tal…sim a arte está muito bonita e muito mais limpa, os tons pastéis das cores casam perfeitamente tanto com a nova proposta visual do personagem Gavião Negro  - como é batizado no Brasil – como com os desenhos do filipino. É um deleite a vista e  outra coisa, muitos títulos numero um do DC relaunch deixaram a desejar pela escolha narrativa da ação, quase uma volta aos anos 90 da Image , com muitos painés duplos e quadros imensos dando a impressão ao leitor de que quando se terminava a revista  e se terminava em um segundo, fato  , nada tinha acontecido. E isso não é culpa da nova proposta de mais ação da editora, vide “Action Comics” do Grant Morrinson, que como o nome mesmo diz, é uma revista de ação e que apesar do ritmo frenético do início ao fim, tem conteúdo de sobra. Com essa revista se não no mesmo nível, a coisa é parecida. Provando que uma edição introdutória  bem feita  não precisa ser “massaveio”.

O roteiro mostra um Carter Hall desistindo do manto – ou no caso dele, elmo e asas – do Gavião Negro mas o  traje não pensa da mesma forma. Ponto pro roteirista que propõe uma nova abordagem as propriedades do uniforme – agora um pouco mais, armadura – do Gavião. Geoff Johns já havia trabalhado um pouco como o metal enésimo – o material alienígena com o qual o traje é confeccionado – e como ele se comportava e reagia ao hospedeiro quando reafirmou a origem do personagem nos anos 2000  (mostrando que além do voo, o herói só poderia suportar o stress de que era submetido na atmosfera se as propriedades que iradiavam do material e o faziam  desafiar a gravidade, também lhe conferissem força, resistência e proteção as diferenças de temperatura) Coisas que o criador Gardner Fox na década de sessenta poderia deixar passar batido para uma audiência mais ingênua . Mas  convenhamos não tão bem que outro bem intencionado roteirista não pudesse revisitar e melhor aproveitar o assunto.

Um Gavião Negro com traços humanos mais críveis é mostrado, com carreira – de criptologista e possivelmente mantendo seu lado arqueólogo bem marcado – e um novo elenco de apoio relevante diga-se de passagem. Um novo vilão naturalmente estréia na edição e parece ter ligações fortes com a mitologia do herói (mumias – Egito – tecnolofia alienígena – espaço) confesso que a princípio pensei que se tratava do Venon (inimigo do Homem-aranha) mas depois me acalmei…é esperar o número dois para se ver…

Tony S. Daniel consegue fazer com que o leitor se identifique com Carter Hall na angustia de descobrir o que está realmente acontecendo e isso é um outro ponto positivo na edição, afinal como roteirista ele atingiu seu objetivo maior em provocar a vontade no leitor em acompanhar esse desdobramento.

Liga da Justiça Sombria #1  SPOILLERS

Justice League Dark mostra um grupo de heróis formado por John Constantine,arrogante, negligente e enganador ele é um Exorcista, ainda que use seus poderes de forma um tanto sutil, e tem vastos conhecimentos sobre ocultismo, demonologia e outros assuntos obscuros.  criado por Alan Moore, como um mero figurante da revista Monstro do Pântano. Zatanna, que apareceu pela primeira vez em Hawkman #4 de 1964. Ela é  filha de John Zatara, um poderoso mágico (muito parecido com o Mandrake).Em sua genealogia, ainda está o famoso alquimista Nicholas Flamel, bem como Nostradamus. Ela costuma conjurar suas mágicas através de frases ou palavras pronunciadas ao contrário. Magia, – ou Encantadora-  criada por Bob Haney (o mesmo que criou os Titãs) poderosa feiticeira e contraparte maligna da humana June Moone, personagem muito conhecido dos leitores da época do Esquadrão Suicida de John Ostranger e depois no Pacto das Sombras. Shade, personagem originalmente criado por Steve Ditko em 1977 (o cara que bolou o visual do Homem-aranha)e depois foi revitalizado por Milligan se tornando um dos primeiros heróis do selo Vertigo. Madame Xanadu, falo dela mais abaixo. Desafiador, ou Deadman no original, ele é o fantasma do trapezista Boston Brand, que vaga pela Terra possuindo corpos. Apareceu primeiro em Strange Adventures #205 de 1967, criado por Arnold Drake e Carmine Infantino  e Mindwrap – personagem criada em Flashpoint pelo próprio Milligan –  Essa galera de peso, será  responsável por lutar contra as forças sobrenaturais do Universo DC.

Bom vamos falar dessa primeira edição… que medo, que medo, que medo…

Tive medo porque eram personagens e um conceito que adoro mas que estavam nas mãos do Peter Milligan, o escritor inglês que fez sim muita coisa boa na VERTIGO, como o próprio Shade que integra  essa equipe sombia, mas também fez uma versão totalmente autoral da X-Force na Marvel – lembram? Senhor Sensível, Gordura e a Venues Dee Millo , a heroína sem braços???  -  que foi muito criticada e ultimamente me escreveu os “Sete Secretos” durante a saga Flashpoint , em 3 edições onde, por favor… alguém me explica, onde ele quis chegar? Porque eu confesso que li e reli e não… não chegou em lugar nenhum nem fez o menor sentido pra este que vos fala. Muita gente diz o mesmo do conterrâneo dele, Grant Morrison mas não, se você se concentrar no que ele escreve, percebe na hora ou logo depois de um tempo que tudo tinha um plano e fazia sentido.

Mas a revista me agradou. O Peter Milligan que está lá é o cara que escreveu SHADE. Fazendo com que Liga da Justiça Dark seja um dos  títulos que melhor mescla a Vertigo com o novo Universo DC. Afinal a tarefa também não é simples. Fazer com que  John Constantine e alguns outros personagens ali, notoriamente muito bem representados no selo adulto da DC interajam de forma aceitável com os medalhões heróicos e espalhafatosos da editora, sem perderem o conteúdo que sua antiga audiência apreciava.

A arte fica por conta de Mikel Janin,  que já assinou um contrato de exclusividade com a editora e fizeram muito bem, o cara é perfeito para essa difícil tarefa de transpor personagens e historias muito melhor encaixadas em um selo adulto para o abiente oficial da DC. Quem for acompanhar no Brasil ou leu já as edições americanas, ele foi o responsavel pela minisserie  Flashpoint – Deadman & The Flying Graysons. Vendo a arte dele, me senti realmente num título Vertigo de magia e sobrenatural… convenci vocês que a revista faz juz ao antigo selo de onde a maioria dos personagens foi abduzido? Tanto no roteiro como na arte? E que ela está muito bem encaixada no contexto geral do novo universo DC, beleza.

Madame Xanadu tem nessa edição um maior espaço, aliás ela está muito bem defendida na nova DC, Paul Cornnel está lidando com ela na revista Demon Knights, ambientada na Idade Média e Milligan nessa Liga Sombria, que segundo o autor, recebe esse nome não só por lidar com as ameaças sobrenaturais e negras da Dc comics mas também pela própria natureza de seus integrantes. Xanadu para quem não sabe, é uma imortal, irmã mais nova da feiticeira Morgana Le Fey e que viveu na Távola Redonda  ao lado de Merlin (por isso que ela também integra a outra equipe de herois da editora de 700 anos atras) Ela tem o dom da vidência, quase a nossa “Sonhadora” da Legião dos Super Heróis, menos gostosa e mais recatada e estilosa. É ela que me parece será o elo de ligação entre os diversos heróis dessa nova equipe. Destaque para as caracterizações de Milligan para todos os integrantes que não deixou a desejar. Apenas o Desafiador fez uma breve aparição mas  provavelmente será melhor trabalhado daqui pra frente.

Nessa primeira edição, June Moone, a Encantadora, está com misteriosos problemas e devido a natureza caótica de seus poderes e personalidade, ameaça  a integridade do planeta. Algo muito além do campo de ação e intendimento dos herois justiceiros . Zatanna é convocada por Batman para tentar ajudar, sendo ela o único membro de contato da Liga com o universo da Magia mas ela logo vê a ameaça que isso pode acarretar para os integrantes regulares da equipe – que são muito valiosos para mundo –  já que Super-homem, Mulher Maravilha e Ciborg são facilmente derrotados e decide partir numa cruzada pessoal, juntando especialistas no assunto que sejam dispensáveis, começando pelo mago inglês boca suja, John Constantine. Xanadu também por outro lado, tendo consciência atravéz de seus poderes da ameaça e já antevendo o fim de todos os heróis caso enfrentem o alter ego de June Moone, convoca Shade, como seu campeão.

O futuro dos heróis e dos guerreiros místicos da editora não é nada bonito, tanto nas cartas como nas premonições de Xanadu, mas pra nós fãs devotos é dos melhores se esse roteiro  continuar evoluindo nesse ritmo.

E como diria Constantine :  ”Bollocks !!!”

Comunidade do Santuário no FACE

ETRIGAN voltou e agora não está sozinho…

Por Venerável Victor  ”para uns o demônio”  Vaughan

Essa matéria resenha a edição de Demon Knights #1  cuidado, SPOILER!!!

O DC relaunch como todos sabemos é a investida da Warner para alavancar as vendas da editora, toda uma estratégia de marketing foi elaborada,nesse mês revistas foram renumeradas, muitas descartadas e outras criadas. E já que estamos tratando de publicidade, porque não revigorar a antiga franquia de Jack “the king” Kirby: Etrigan o demônio, com um novo nome de impacto muito mais relevante? Demon Knights!!!

Escrita pelo inglês sensação do momento Paul Cornell – muito conhecido fora do mercado de quadrinhos americano por seu trabalho em Doctor Who – e desenhada pelo artista brasileiro de Santo André, Diógenes Neves, além das belíssimas cores de Oclair Albert, a revista Demon Knights tem tudo para ser um dos melhores títulos mensais, não só por sua primorosa arte e roteiro instigante mas por colocar os heróis e vilões da DC que quando muito, vemos defendendo a Terra no futuro ou no velho oeste,  na Idade das Trevas!

Quem leu Stormwatch #1  do mesmo roteirista e resenhado também aqui, sabe que é citado rapidamente que na Idade Média a equipe já existia, defendendo o planeta como os Cavaleiros demônios!

Cada vez mais acho interessantíssimo os novos rumos da editora com seu universo particular, vejamos bem, títulos como Superboy, Red Hood end the Outlaws e Novos Titãs, que fazem parte de um mesmo núcleo de influência, ficaram a cargo do mesmo roteirista, assim como no caso de Cornell, que ao que tudo leva a crer, encontrou uma forma simples de conectar duas revistas sobre sua direção, uma no passado e outra no presente, de forma inteligente.

A narrativa da primeira edição, como não poderia deixar de ser, mostra o último dia de uma Camelot vencida por inimigos poderosos e misteriosos. Como na lenda inglesa escrita por Sir Thomas Malory, o corpo do rei Arthur Pendragon, é levado pelas sacerdotisas de Avalon para ser enterrado nessa mesma ilha, onde um dia, como conta a história ,irá ressuscitar para defender a Bretanha em seu mais tenebroso momento ( não…não quando a carta em que o príncipe Charles diz  à Camilla Parker Bowles, duquesa da Cornualha, que queria ser seu absorvente íntimo é descoberta e cai em público…) mas quiça talvez…na obra prima de Mike W. Barr e Brian Bolland –  CAMELOT 3000 –  Quem sabe…

A espada Excalibur  é atirada no lago após a morte do rei também como conta a lenda (numa narrativa visual claramente inspirada no filme EXCALIBUR de 1981 dirigido por John Boorman) e nesse momento a Madame Xanadu, personagem que ficaria popular para os fãs da editora no selo Vertigo, faz sua primeira aparição nessa edição, ao tentar resgatar o artefato mágico de se perder nas profundesas, se conseguiu ou não…é um mistério para capítulos seguintes.

O fatídico momento em que o famoso feiticeiro Merlin , não vendo outra solução para a crise, une as essências do aprisionado demônio Etrigan – ameaça até então constante ao reino e à toda humanidade – com o puro e leal cavaleiro da Távola Redonda Sir Jason Blood é apresentado para os novos leitores de forma rápida e concisa, possivelmente virá a ser revisitado com mais calma mo futuro da revista para não atrapalhar o ritmo da narrativa desse primeiro capítulo.

A inglaterra está num caos , uma era de terror se inicia, o povo faz o que pode para sobreviver e os vilões são apresentados, no caso, um casal de feiticeiros, uma nova personagem muito gostosa, piranhesca e maldita e o bom e velho – até então nessa época jovem – Mordru , antigo inimigo da Legião dos Super Heróis, do Senhor Destino da Sociedade da Justiça e do escambau a quatro. O que eles querem? …dominar o mundo comandando um imenso exercito misticamente fortalecido? Sim mas o interessante é que eles acreditam que o que estão realmente fazendo é conserta-lo! Bom, pelo menos a vaca da feiticeira, porque o velho Mordru deve muito bem ter noção da sacanagem toda que anda aprontando nessa época.

Rostos conhecidos dos leitores como Vandal Savage e o Cavaleiro Andante e os aguardados novos personagens que o roteirista criou para a série aparecem nessa edição, cada um com seu direito a rápido alvoroço mostrando que não são fracos não e que vieram  para brilhar. O próprio Cornell não está de bobeira quando quase no fim da história nos revela um tringulo amoroso inusitado entre Jason Blood, seu alter ego demoníaco e a Madame Xanadu… e apesar de Etrigan ser chifrudo, não é ele o corno ali.

Eu sou fã de carteirinha do protagonista endiabrado criado por Kirby  mas a revista chegou nesse primeiro número chutando bundas não só em tavernas e aldeias… e fora tudo o que foi dito acima por seu escritor quanto  pela arte do nosso desenhista brasileiro, ela não apenas receberá uma segunda impressão lá fora como será um dos encardenados mais valorizados da nova DC comics.

Demon Knights – Espadas e super heróis mágicos na era Medieval!!! Etrigan está de volta, revigorado e dessa vez muito bem acompanhado!

Não conhece Etrigan o demônio? Clique aqui

S_Final