por Venerável Victor “tratador de gorilas de MMA” Vaughan
Arquivos da Tag: Magneto
Fabulosos X-men #3 – “Capitão América, vá para o Inferno!”
por Venerável Victor “macacos não traem” Vaughan
Ciclope e sua equipe têm estado bastante ocupados resgatando novos mutantes ao redor do mundo à medida que eles se tornam públicos. Magneto traiu Scott Summers indo secretamente até a SHIELD e oferecendo ajuda para capturá-lo e isso é o motivo de porque os Vingadores apareceram essa edição.Agora vamos resenhar com SPOILERS essa edição!
X-men - criados pelo fabuloso Jack Kirby e por Stan Lee também.
Fabulosos X-men #2 – IF LOOKS COULD KILL…
por Venerável Victor “tratador de macacos com poderes zoados” Vaughan
Apesar de toda a ação ter se passado em recapitulações os novos Fabulosos X-men foram apresentados na edição passada. O roteirista Brian Michael Bendis conseguiu trazer para os fãs uma revista com sólidas caracterizações e um interessante roteiro.
X-men – criados por Jack Kirby & Stam Lee
Fabulosos X-men #1 – “Disque M para traidor”
por Venerável Victor “os humanos e mutantes traem, não os macacos” Vaughan
A saga da Fênix Negra, Dias de um future esquecido e Complexo de Messias são algumas das grandes histórias dos mutantes mais famosos do mundo, que podem ser usadas como exemplo para nos lembrar da existência de uma simples revista: Fabulosos X-men. O maior título da franquia X e que deu origem a inúmeros outros derivados que foram escritos – algumas vezes – por alguns dos maiores nomes da indústria da nona arte nesses últimos quarenta anos. E agora ele está de volta em sua terceira encarnação.
X-men – criados por Stan Lee & Jack Kirby (o rei) Continuar lendo
POLÍTICA & SUPER HERÓIS parte II – Os personagens mais politizados das comics
por Venerável Victor “soberano da Cidade Gorila” Vaughan
Primeira parte dessa matéria no site irmão: O Baile dos Enxutos
(entre nesse lugar por sua conta e risco)
Poderíamos acrescentar o Namor, soberano da Atlântida, o regente de Wakanda, Tchalla, o Pantera Negra ou o personagem principal da série Ex Machina, de Brian K. Vaughn, entre outros. Mas aqui teremos os 10 mais politizados personagens dos quadrinhos de super heróis, no gosto desse sacerdote que vos fala. Continuar lendo
AS PIORES MUDANÇAS DE UNIFORME DOS SUPER HERÓIS DE TODOS OS TEMPOS DA ÚLTIMA SEMANA
Por Venerável Victor “Clodovil dos Infernos” Vaughan
Vamos brincar um pouco? Que tal relembrar algumas das piores decisões (ou não) das duas maiores editoras de comics sobre o visual de alguns de seus principais personagens? Esquecendo de propósito o Wolverine selvagem ou o Caçador “Bloodwind” de Marte. Você concorda? Discorda? Acha que eu sou um fascista homofóbico? Comente!!!
O Super-Homem elétrico
“Ei galera!!! Que tal pegarmos o super herói mais famoso do mundo, tiramos dele tudo o que o torna o símbolo mais icônico e reconhecível ao redor do globo, e ao contrário colocá-lo em um uniforme de uma peça só, azul claro e branco. Ah! Nada de capa também! E vamos dar-lhe ridículos poderes elétricos, exatamente como uma versão genérica do vilão de segunda do Homem-Aranha, o Electro; alguma objeção???”
Não se sabe ao certo até hoje o que a DC estava fumando nesse dia, mas se existe um uniforme de super herói que não se deve mudar radicalmente, é o do cara com o grande e amarelo “S” no peito. No entanto essa fantasia estúpida durou por um ano completo de publicações da editora. Se você acompanhava na época a revista do Homem de Aço e a da Liga da Justiça, deve se lembrar de que até uma variação em vermelho e branco exista, afinal Kal-El descobriu que podia se separar em duas entidades distintas.
Claro que os leitores sabiam que a mudança era passageira (mentira, sabiam nada! Geral era bobinho e juvenil na época) e eventualmente nosso mais amado imigrante alienígena voltaria a usar seu clássico uniforme. Mas por que prolongar o inevitável por tanto tempo? E com um visual tão nada a ver com o personagem?
MAGNETO bonzinho
Muito tempo atrás, na década de 80, o mutante arqui-inimigo dos X-men decidiu tentar ser um cara legal por um tempo e se juntar ao grupo de heróis formado por seu amigo, Charles Xavier. Para pontuar sua mudança de vilão para mocinho, ele providenciou um novo uniforme… teria sido melhor fazer o que fez hoje em dia e apenas mudar a atitude, não o visual. Comprovadamente, bom gosto fashion não estava entre as inúmeras habilidades do Mestre do Magnetismo
Hoje em dia os personagens mutantes são conhecidos por mudar de uniforme a cada cinco minutos, inclusive Tempestade já teve uns 10 visuais diferentes, Vampira outros tantos, Ciclope e Jean Grey também não ficaram atrás.
No entanto cada vez que o visual desses heróis, assim como seus genes mutantes, sofrem mudanças no design, eles costumam manter alguma identidade original intacta: o visor do Ciclope, a capa da Tempestade (algumas vezes)… mas com o velho Magneto (o rei do botox no universo Marvel), a editora fumou o mesmo cigarrinho do Capiroto que a DC tinha consumido no texto acima e decidiram se livrar do icônico capacete. No lugar dele, um macacão colante púrpura inteiriço com um “M” gigante e… LAVANDA! AH! E nessa época ele também usava uma luva de lycra comprida que cobria até depois de seu antebraço musculoso de senhor idoso e semita. Eu não quero dizer que isso tudo é muito Drag Queen, mas… sua masculinidade sofre alguma mutação inevitável ao salvar o mundo vestido assim. Esse uniforme durou pouco, mas sua variação seguinte (não coladinha) era muito pouco melhor.
Felizmente o bom e delicado Magneto emo não durou muito e finalmente, no início dos anos noventa, tivemos de volta o nosso bom e velho racista-psicopata-impiedoso em seu clássico visual, com capacete e vilania Kirbyanos! (não entende a referência? não sabe quem é Kirby? PARE DE LER ISSO AGORA E VÁ PEDIR PERDÃO A DEUS!)
MULHER MARAVILHA vendedora de cuscuz
Nos idos anos sessenta a revista da Mulher Maravilha estava muito mal em vendas; em outras palavras a tiragem era maior que o recorde da DC de hoje em dia, o que era bem fraquinho na época. Então a editora decidiu fazer algo drástico! Eles tiraram tudo o que faz da Mulher Maravilha, a Mulher Maravilha! Realmente tudo…

Para as profundezas do Tártaro foram mandados seus poderes, seu laço da verdade, seus braceletes, sua ilha mágica, seus personagens de apoio e seu icônico uniforme, substituído por uma roupa branca bem “street” – e como se não bastasse emprestaram à moça alguns novos movimentos de karatê ao melhor estilo Bruce Lee, afinal agora ela era uma super espiã ou qualquer coisa assim. Diana tinha até um mestre japonês que lhe ensinava o caminho do guerreiro! Que maravilha, não?
Esse visual joga por terra tudo o que fazia dela a representação icônica feminina de heroína mais reconhecida do planeta. Em outras palavras foi uma cagada épica, apesar dela estar muito legal nessa capa lutando com a Mulher Gato (aquela com um rabão…). Mas no início dos anos setenta, graças à mobilização dos fãs (os tais que hoje infernizaram até que se tirasse as calças da heroína no novo uniforme criado por Jim Lee) Diana Prince voltou ao seu maiô de banho clássico estrelado. Muitos detestam o visual dos anos noventa em que ela usava um uniforme que parecia roupa de bike-cross e peruca? Pois é, mas de alguma forma ela ainda se mantinha reconhecível naquela época.
BATMAN Azrael
Em algum momento dos anos noventa, o editorial da Marvel decidiu que todo herói para ter sucesso precisava de uma armadura metálica bem fodona. O que era bom e funcionava para Tony Stark, aparentemente poderia também ser bom para todo mundo. A DC resolveu copiar e, em 1993, o vilão preferido de Santa Prisca, hoje em dia febre mundial, Bane, quebrou a coluna de Bruce Wayne, legando o manto do Homem Morcego ao “Justiceiro genérico” da editora, o cara durão que mata criminosos: Azrael.
O até então inexpressivo (e amigo de balada de Mephisto) Joe Quesada que, pasmem, desenha bem, desenvolveu a nova bat-roupa, que exatamente como todos os uniformes de heróis dos anos noventa tinha imensas ombreiras e bolsos nos lugares mais improváveis, além de estranhas coisas pontudas que saem de lugares estranhos… Essa mistura de uniforme de futebol americno com roupa de safari tornava obsoleto o cinto de utilidades, vê se pode…
Muita gente pode dizer que a máscara inteiriça é uma sacada legal, o que foi provavelmente o motivo de ter sido incorporada no visual do Batman do futuro, mas todo o resto é exagerado. É claro que esse visual apenas durou enquanto Bruce Wayne estava paralítico, o que logicamente não foi por muito tempo. Sabe como é…o tempo dos quadrinhos de super heróis americanos, Onde as pessoas pouco ou nada envelhecem, além de se recuperarem de lesões graves em poucos meses.
MULHER INVISÍVEL piriguete
Sue Storm não é apenas uma figura materna para o Quarteto Fantástico, mas também literalmente a mãe de duas pequenas crianças.
Esses foram os anos noventa, onde todas as heroínas americanas, apesar de não terem glúteos avantajados como nossas belas dançarinas de axé e mulheres-frutas, mostravam toda a sua exuberância e sex-appeal para de leitores, sedentos por seios fartos e pele à mostra. E assim o símbolo máximo do recato feminino foi transformada na heroína com o visual vagaba da Marvel. Até o Namor se cobria mais que ela, nessa fase. Ou então estamos exagerando, na verdade a roupa era invisível também gente…
Ainda bem que nesse momento cronológico, o babaca do Reed Richards estava “morto”. É, as coisas estavam bem mudadas no edifício Baxter nessa época.
CANÁRIO NEGRO dançarina do Flashdance
Nem tudo de pior na moda veio dos anos noventa, é claro: os oitenta também têm seu lugar nessa lista. Canário Negro foi criada em 1947, usando meias arrastão negras, maiô e jaqueta de motoqueiro, tudo negro, além da cabeleira loira cheia de volume ao estilo das grandes musas do cinema. Mas o que é sexy pode deixar de sê-lo, é só darmos tempo ao tempo… Em meados dos anos 80 a DC decidiu mudar drasticamente o seu uniforme para algo horroroso que escondia totalmente as suas maravilhosas curvas, estilo aquelas hediondas calças jeans baggy da época, só que aqui de corpo inteiro… um horror!
Em cima disso tudo, ela tinha essas duas asas, ou o que quer que isso fosse, saindo de seus ombros, o que deve atrapalhar horrores quando se está lutando em algum beco. Para coroar esse ícone máximo do mau gosto resolveram dar para a loira uma headband – dizendo assim em ingrês fica até chique, bem, mas essa tirinha de tennis estilo Olivia Newton John não passa de (mais) um detalhe que nem a Madame Xanadu explica, quem dirá Freud..
Pelo que consta essa atrocidade durou por exatos quatro anos nas publicações, até que o choramingo dos fãs fezcom que a DC produzisse uma capa onde a Canário Negro retorna para o seu sexy e antigo uniforme e literalmente queima o novo. Desde então ela usa variações do original, para delírio da galera.
TEMPESTADE Neymar Punk
Ororo Munroe teve uma pequena crise de identidade no início dos anos oitenta, quando Chris Claremont a infectou com um ovo de alienígena da Ninhada e a levou a esfaquear a líder dos Morlocks, Kalisto, em um duelo pela liderança daquele grupo. Isso foi pressão demais para a jovem africana, tida como uma deusa no Quênia e não acostumada com todo esse caos que acompanha o fato de simplesmente ser uma X-woman e personagem preferida do Claremont (muita responsabilidade!). Ela raspou a longa cabeleira branca, deixando um moicano indefectível no lugar, que nem o maior tornado que seus poderes possam provocar desmanchava.
Acompanhando o novo visual punk mutante vinham roupas de couro apertadas. Naturalmente essas mudanças na aparência de Tempestade levaram os roteiristas da época a torna-la lésbica por um curto período de tempo. Ela se envolveu com a jovem Yukio, uma ronin (samurai sem mestre) amiga de Wolverine e totalmente louca. Afinal todo mundo sabe que uma garota quando usa um moicano se torna lésbica, não??? Os escritores americanos acreditavam que sim…
THOR Go Go Boy
Thor meu filho, por acaso você sabe o que você fez? Vá para o canto da sala jovenzinho e pense, ponha a mão na consciência e pense no que você usou por um tempo nos anos noventa.
Reflita profundamente por que que um martelo mágico que sempre volta para você após ser arremessado precisa de uma corrente gigante. Pense qual o objetivo prático de anular qualquer componente nórdico em seu visual, confundindo os leitores sobre quem seria aquela figura ali desenhada. Pense por que isso seria interessante para a venda de sua revista e acima de tudo, por que você pensou que usar um top, mostrando a barriguinha sarada, julgando ser uma boa ideia.
Agora que você já ficou um bom tempo no canto da sala olhando para a parede, volte aqui e escreve no quadro negro para o titio Venerável, para que diabos serviam essas faixas de couro na sua coxa???
Esse visual criado por Mike Deodato (acredito), durou pouco, pois felizmente nessa mesma época, depois de aparecer por algumas edições vestido assim, o Deus do Trovão foi morto junto com os demais Vingadores pelo vilão Massacre. E quando voltaram a vida, meses depois…vocês acham que a Marvel, perdeu a chance de manter esse uniforme morto e enterrado?
Capitão América, Demolidor e Homem-Aranha Cavaleiros do Zodíaco

E essa foi a contribuição da Marvel para o clubinho dos heróis com armaduras brilhantes, um verdadeiro show de horrores: O Demolidor e o Capitão América vestiam ombreiras e joelheiras imensas. Já para o Amigão da Vizinhança, a Casa das Ideias decidiu pegar o mais ágil e elegante herói dos quadrinhos… e cobrir sua bunda fina com toneladas de metal. Realmente não faz sentido a mania dos anos noventa em acrescentar armaduras, com centenas de placas, cartucheiras, bolsos e guarda-trecos para o herói levar Tic-Tac, moedas, dadinhos de RPG e Engov… Até o Gladiador Dourado, da DC, ganhou sua versão zodiacal, mostrando que a moda tinha saído de controle. Mas felizmente o visual “quarter-back no safari” teve vida curta, só o suficiente para vender algumas unidades a mais em seus títulos solo e variações.
Alguns anos depois, no entanto, houve uma recaída editorial e a empresa de Stan Lee provou que não tinha aprendido a lição, deixando acontecer isso:
SENHOR DESTINO Marginal
Esse foi realmente horroroso. Ao invés de manter o clássico mago de capacete dourado da década de quarenta, Senhor Destino, a DC quis chegar ao extremo com o personagem. Nabu, um antigo feiticeiro egípcio e Lorde da Ordem que dá poder ao seu hospedeiro humano, é fortalecido por três objetos místicos: uma cruz ankh, um elmo/capacete e uma imensa capa.
Nessa nova versão após “Zero Hora” Destino era um criminoso que ganhou esses artefatos e foi atacado logo em seguida. A cruz ankh explodiu, dando a ele uma imensa cicatriz em forma de tatuagem em volta de seu olho, essa mesma explosão provocou queimaduras extremas que forçaram com que o cara rasgasse o manto de Nabu em tiras e envolvesse partes de seu corpo, mantendo essas feridas sob controle e ao fim, esse infeliz derreteu o capacete, em diversas facas de arremesso em forma de mais cruzes ankh…malditos anos noventa, será que a única coisa boa dessa época foi minha adolescência?
Lógico que esse visual era completado com adereços, muitos, a marca registrada da década. Diversas cartucheiras desnecessárias, ombreiras, mechas de cabelo colorido e um dos olhos que brilham. Nessa época Nabu realmente tomou na bu…
JUSTICEIRO Angelical
Por que, meu Pai?! Se houve uma péssima escolha indiscutível da Marvel, essa é a tal. O Justiceiro sempre foi um cara sem poderes, esse é o seu maior charme. Ele atira na cara de mafiosos e volta para casa, é isso que ele faz. Vez ou outra, muito raramente, se envolve em alguma confusão em que tem que salvar o mundo junto com os heróis coloridos, mas é raro, seu babado é a guerra urbana e cinza.
Então a Marvel decidiu deixar uma dupla de roteiristas (provavelmente os fornecedores do cigarrinho do Capiroto para as duas editoras nos últimos anos) e o resultado foi o velho Frank Castle cometendo suicídio em um rompante de ódio e frustração; mas só de sacanagem ele foi trazido de volta à vida por anjos, agora como um caçador de demônios. Assim ele ganhou olhos que brilhavam, uma tatuagem escrota na testa e umas absolutamente hilárias armas de matar demônios. Nem mesmo Harry Houdine, o famoso artistas de fuga, conseguiria sair de uma armadilha como essa.
Como Deus é Odin e não Harry Osborn, esses eventos foram apagados e esquecidos há muito tempo… UFA!
VESPA Insectóide
Mais uma monstruosidade criada por Mike Deodato. Em algum momento dos anos noventa o bilionário Tony Stark estava sendo controlado mentalmente pelo maligno viajante temporal Kang, e acabou traindo os Vingadores, matando um punhado deles no caminho (nessa época a equipe estava cheia de personagens de segunda linha). Uma de suas vítimas foi ninguém menos que a pequena Vespa (adoro mulher minhon!)
Seu marido e bundão ocasional Henry Pym tentou trazer ela de volta à vida e teve sucesso, exceto que agora ela parecia uma borboleta dos infernos. Uma híbrida insectóide com garras, asas magenta e antenas. Esse visual também criado pelo brasileiro Mike Deodato “tenho raiva da minha mãe e quero sacanear os fãs” apenas durou até o universo quase ser detonado pelo vilão Massacre, no mesmo evento citado no tópico do Thor. Naquela estupidez chamada: MASSACRE MARVEL.
Capuz Vermelho e os Fora da Lei #11 & Fabulosos X-men #16 – “O amor é fogo que arde sem se ver”
Por Venerável Victor “Tratador de macacos de fogo” Vaughan
Capuz Vermelho e os Fora da Lei #11
Spoilers
“Kory eu não conheci a pessoa que você foi antes de nos conhecermos, mas eu conheço a pessoa que você está predestinada a ser”
Roy Harper – o Arsenal – foi capturado pela raça alienígena “Blight”. Peraí, como? Essa não seria uma edição de Capuz Vermelho se não houvesse pelo menos um flashback, afinal ao que parece, o senhor Lobdell não consegue escrever uma história de forma linear. De qualquer maneira, esses alienígenas do mal, estão tentando interrogar o arqueiro falastrão, mas Roy é Roy…ele nos guia a partir daí pelos eventos que levaram a sua captura. Ao que parece a comandante Estelar derrotou com maestria a armada dos Blight, não sem um grande preço a ser pago: a propulsão da nave está avariada e os escudos ficaram a 3% de suas capacidades. Sua tripulação no entanto está excitada afinal uma vitória é uma vitória, certo?
Kory chama Roy e Jason para um reunião privada em busca de conselhos. Nela ela admite que não tem o mínimo interesse em lutar por seu planeta natal Tamaran, ela só chegou até aqui por simples obrigação e honra. A princesa alienígena conta aos seus companheiros a história de como se tornou uma escrava (como mencionado no passado). Sua irmã mais velha, Komand’r, que sempre cuidou dela desde a mais tenra idade, a trocou como escrava em troca da paz entre eles e a raça que os ameaçavam. O povo de Tamaran a partir daí pode viver feliz e em paz porque sua rainha vendeu sua irmã mais nova para acabar com uma guerra. Foi durante os anos em que foi prisioneira que ela conheceu os membros principais de sua tripulação, Orn, Depalo e Ktten , que a ajudaram em seus planos de fuga. Quando ela retornou ao seu mundo, a população ficou feliz com a volta da jovem princesa, mas o relacionamento de Kory com sua irmã nunca mais foi o mesmo. Ela decidiu tomar a nave “Estelar” e deixou seu planeta para trás.
É impossível não se identificar com a dor de Koriander, sua irmã e única parente a vendeu como escrava e o povo de seu mundo não moveu um único dedo para salvá-la, ela se sentiu rejeitada pelo planeta inteiro. Então Jason aconselha a alienígena que dê uma grande ‘banana” para todo o seu mundo e volte com eles para a Terra onde uma guerra precisa ser impedida por eles – Jason continua mordido pelo fato do Batman não ter vingado a morte dele pelo Coringa – e essa é a deixa para que Roy se manifeste e fale com a princesa de coração para coração como ela precisava ouvir. Lembrando à moça da pessoa que ela é no seu âmago e que ela é boa demais para dar as costas para o povo de Tamaran.
Isabel – a aeromoça praticamente sequestrada com os heróis para essa louca missão – parece estar fazendo amigos na tripulação da nave, ela ganhou um novo uniforme espacial e parece excitada por estar lá, afinal segundo ela o encontro que estava tendo com Jason foi muito chato. Nessa altura do campeonato, o interrogador de Roy perdendo a paciência, grita com o herói de que nada do que ele contou interessa para os alienígenas e é nessa hora que alguém avança das sombras da sala, onde estava o tempo todo e vemos Komand’r! A irmã mais velha e “do mal’” de Koriander, que está trabalhando para seus algozes o tempo todo! (TCHAM, TCHAM, TCHAM, TCHAM!!!)
Essa foi uma boa edição, é agradável ver que a nave “Estelar” não apenas derrotou a armada agressora e saiu sem um arranhão. Na verdade, o que está mantendo essa tripulação unida agora são os sonhos e desejos dessa tripulação em fazer justiça. Continuamos não sabendo como foi que Roy foi capturado e o que diabos aconteceu com o resto do grupo. E o que afinal Komand’r deseja se aliando com a raça dos Blight? Ela já era naturalmente a soberana de Tamaran, portanto conquistar seu próprio mundo não parece um objetivo racional, vamos ter que esperar mais trinta dias para descobrir.
Capuz Vermelho e os Fora da Lei comprova a cada mês que é o mais controverso títulos das Novas 52 revistas da DC, graças muito pelo questionável desenvolvimento da Estelar. Mesmo quando a revista avançou além dos primeiros números, a maior parte do tempo de caracterização é dedicada para Jason Todd, ao ponto que muito se perguntaram porque ele não ganhou logo um título solo. Esse atual arco dedica o mesmo espaço para Koriand’r e a série está muito melhor por conta disso. A diferença não está simplesmente pelo fato da alienígena estar usando um uniforme que cubra totalmente o seu corpo, fugindo do estereótipo de simples objeto sexual que vem representando há décadas. Scott Lobdell proporciona agora um mais profundo olhar sobre seu passado trágico e o relacionamento deturpado com sua irmã. Dessa forma, não só o leitor entende melhor o que fez com que essa nova encarnação da Estelar seja mais fria e hostil, como também faz com que o fã se compadeça e entenda melhor a dor que carrega e o que faz dela uma verdadeira Fora da lei. Sem mencionar que a nova dinâmica Estelar/Estrela Negra pode gerar renovados conflitos.
Infelizmente a história de backup da revista continua a ser um saco e ainda faz com que a trama principal perca importante espaço para caracterizações. O sofrimento da personagem Essence simplesmente não consegue ser interessante e provavelmente não será até que os leitores tenham uma melhor ideia de como ela se encaixará nos planos a longo prazo do senhor Lobdel para Jason e seus amigos.
Uncanny X-men #16 SPOILERS MUTÁVEIS
“Existe alguma coisa que esse homem horroroso não transforme em arma?”
Emma Frost
Os Cinco Fênix – Phoenix Five no original – nesse mês, levam a briga até a Londres subterrânea no Alasca do Senhor Sinistro nessa edição de Fabulosos X-men, numa revista que contém bastantes rajadas ópticas, explosões e muita ação de mutantes fortalecidos por poderes cósmicos do início ao fim dessa edição. Porque é uma história de Kieron Gillen, aqui temos muitos momentos inesperados e hiper fantásticos que levam o leitor para além de uma simples aventura de super heróis. No entanto na mega saga Vingadores vs X-men, Emma Frost sozinha consegue limpar o chão com a cara de Thor, mas aqui, os cinco reunidos demonstram dificuldade em lidar com as maquinações do vilão.
O escritor começa a edição com Magneto, Tempestade, Perigo e Psylock – também conhecidos como: os-quatro-poderosos-mutantes-porém-não-tão-poderosos-como-seus-outros-cinco-colegas-de-equipe, sentados em silêncio à frente de uma mesa de reuniões em Utopia, numa ambígua cena cuja interpretação dá pano para a manga. Esse painel da espaço para a batalha entre os Cinco Fênix e o exército sinistro de Sinistro. Muitas coisas explodindo, Rajadas poderosas de Força Fênix, um gigante canhão no castelo Sinistro que é energizado por vinte “ciclopes” clonados e mais e mais explosões, mas como essa é uma história do excelente Kieron Gillen e porque o vilão em questão é ninguém menos que o Senhor Sinistro, nós somos brindados com excelentes reviravoltas e maquinações geniais. Para citar algumas:
- Um explosivo ataque de explosivos Gambits
- Abomináveis clones dos Carrascos
- KRAKOA!
- Vacas kamikazes!!!
- 5 clones de Madelyne Pryor (cada um com o poder máximo de Jean Grey)
Como alguém pode não se divertir? Sem falar que também vemos Namor aqui constantemente levando a pior nos ataques que obviamente eram direcionados à Ciclope, além de deliberadamente desobedecer ao comando de Scott Summers, acabando por levar a pior no fim da edição, quase como uma referência as suas ações feitas na oitava edição da saga Vingadores vs X-men também desse mês.
- Daniel Acuña continua como o desenhista oficial desse arco, e sua arte aqui está mais sólida e constante do que costuma ser. Apesar das liberdades tomadas por ele na reinterpretação de alguns personagens, seu trabalho não decepciona. Portanto leiam todo esse último épico de Fabulosos, afinal, como foi noticiado esse mês, em outubro sairá a última edição dessa revista, que será substituída por um novo título da franquia mutante, nesse evento “Marvel Now” da editora, após o fim de sua mega saga de verão.
Você acha que a sua família é difícil ??? – OS 10 PIORES PAIS DOS QUADRINHOS
Por Venerável Victor ”Ótimo tratador de macacos” Vaughan
“Família, família, papai , mamãe, vovô, titia,família! Janta junto todo dia, nunca perde essa mania…”
-
10 Wolverine
Parem de choramingar! Sim…ele foi uma protetora e amorosa figura paterna para Kitty Pryde, Jubilee e Armadura, mas e quanto aos seus filhos biológicos? James “Logan” Howlett é a imagem definitiva do pai ausente para os nascidos de sua genética, cortejando mulheres por todo o planeta que eventualmente tentarão matá-lo em algum momento no futuro e deixando para trás filhos que nunca criou verdadeiramente. O mais famoso exemplo disso é Daken, o Wolverine Sombrio da equipe do (também) sociopata Norman Osborn. Mas as “carcadas mal dadas” não acabam por aí, Logan também pôs no mundo, um grupo inteiro de crianças que cresceram para se tornar “Os Mongrels” que dedicaram todo o seu tempo livre para assassinar qualquer pessoa ligada ao baixinho. Eventualmente Wolverine foi atrás deles e os matou com o maior carinho, um pouco antes de descobrir que eles eram seus filhos, lógico. aqui entre nós, Wolverine nem pode ser chamado de pai. (criado por: Len Wein, John Romita & Herb Trimpe)
-
9 Mística
Na continuidade oficial ficou estabelecido que o Noturno é filho da mutante Mística e seu pai é o demônio Azazel, mas pasmem, a intenção original dos autores anos atrás era a de que Mística fosse o seu pai, pois sendo uma transmorfa, teria em algum momento assumido forma masculina e engravidado seu amor de longa data, Irene Adler, a mutante Sina. Mas de qualquer forma, sendo pai ou mãe, Mística é uma péssima progenitora(or). Afinal ela colocou seu primeiro filho Gaydon Creed (que teve com o vilão Dentes de Sabre, outra beleza de figura paterna) em uma escola interna por anos e abandonou o X-man azul todo esse tempo por vergonha de sua aparência e de que soubessem que era a mãe uma aberração mutante. Depois disso tudo, arrependida, Raven Darkhölme adotou a criança que viria a ser a X-woman, Vampira e a treinou com todo amor para ser uma criminosa. (criada por: Dave Cockrum & Chris Claremont)
-
8 Magneto
Primeiro ele foi incapaz de salvar a vida de sua primeira filha humana, ainda criança. Depois anos mais tarde, manipulou seus dois filhos gêmeos Pietro e Wanda, para se tornarem mutantes terroristas sob os codinomes de Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Ultimamente, Wanda teve um surto psicótico e extinguiu quase todos os mutantes da face da Terra, graças de certa forma a influência e controle de seu irmão e pai. Eric Magnus Lehnsherr teve também duas outras filhas nessas condições paternas absurdas, Lorna Dane , a X-woman Polares e Zala Dane (completamente louca). Magneto atacou Zala Dane na Terra Selvagem, pela disputa da soberania do lugar e a deixou para morrer. Já fazem mais ou menos vinte anos que isso aconteceu na Marvel, portanto acho que ela morreu mesmo… (criado por: Stan Lee & Jack Kirby)
-
7 Ra’s AL-Ghul em árabe: رأس الغول
Se for para falar de manipulador de filhos, o imortal Ra’s Al-Ghul “bate um bolão”. Ele criou sua filha Talia para se tornar uma das mulheres mais mortíferas do mundo e uma das líderes da Liga dos Assassinos, sua organização criminosa secular. O velho Ra’s também planejava arranjar o casamento de Talia com o Batman, que ele considera o humano perfeito. Mas apesar de nunca terem casado, o casal viveu em pecado aos olhos da igreja e eventualmente um filho veio ao mundo (isso acontece quando não se usa camisinha), o sociopata, misógino e intragável Damien Wayne, também treinado pelo vovô para ser um assassino de carreira. (criado por: Dennis O’Neil & Neil Adams)
-
6 Orgulho
Seis casais de super vilões receberam poderes e riquezas inesgotáveis através de um pacto com uma criatura sobrenatural chamada Gibborim em troca de um sacrifício humano anual. Quando seus jovens herdeiros descobriram isso, eles fugiram da tutela de seus vergonhosos pais e O Orgulho acusou seus próprios filhos pelo assassinato de sua mais recente vítima. Fazendo com que eles se tornassem os adolescentes mais procurados da América. Assim nascia a série FUGITIVOS. Agora não acho a Mística tão ruim assim… (criados por Briam K. Vaugham & Adrian Alphona)
-
5 O Governador
O maior malvadão da fabulosa série “Os Mortos Vivos” da Image mantém sua filha zumbi acorrentada em sua casa e confiem em mim, essa é de longe a menor das coisas mais terríveis envolvendo esse cara, líder de uma pequena comunidade de sobreviventes ao Apocalypse Zumbi. Na verdade nunca ficou claro se ela é realmente sua filha biológica, mas de qualquer forma, em um dado momento da série ele arrancou todos os dentes da moça, deixando cair uma gosma preta de seu estômago e lhe deu um belíssimo beijo de língua mostrando toda a sua afeição. (criado por: Robert Kirkman & Tony Moore)
Site Palitos Nerds: Cena bem legal da nova temporada de Walking Dead
-
4 Brian Banner
Brian Banner tinha um imenso ciúme do amor que sua esposa Rebecca dedicava para o filho Bruce e durante toda a infância do menino, esse ciúme doentio foi progredindo até se tornar ódio. Ele por diversas vezes maltratou o garoto e acabou matando a esposa em uma de suas crises. Todo essa agressão que Bruce passou durante sua infância fez com que o selvagem e poderoso Hulk surgisse após o cientista ser bombardeado pelos raios gama. Então, basicamente toda a culpa da destruição e caos que a criatura promoveu pelo planeta durante todos esses anos é culpa desse miserável. Belo trabalho seu miserável!(criado por Bill Mantlo & Mike Mignola)Site Radiação Gama: O Hulk de Bill Mantlo -
3 O Exterminador
Slade Wilson, o Exterminador, se tornou um dos maiores assassinos e mercenários do mundo. O que fez com que em algum momento de sua carreira sua família fosse alvo de vingança por seus desafetos. Seu filho do meio, Joseph, foi sequestrado e na tentativa de resgate por Slade, a garganta do garoto foi cortada pelos criminosos. Tornando o jovem mudo para o resto de sua vida (até aparecer Geoff Johns). Depois, seu filho mais velho e orgulho do papai, Grant, seguiu os passos do vilão, tornando-se um mercenário e acabando morto prematuramente. Joseph veio a se tornar o herói Jericó dos Novos Titãs, mas foi possuído por forças malignas e se corompeu, então o Exterminador matou o jovem. Anos depois, ele mexeu tanto com a cabeça de sua filha caçula, Rose, que ela furou um de seus olhos para se parecer mais com ele. Feliz dia dos pais, Slade!!! (criado por: Marv Wolfman & George Perez)
-
2 Trigon
O demônio extra-dimensional guerreiro Trigon, engravidou uma mulher humana chamada Arella com a intenção de sua cria anos mais tarde ser um portal para conquistar a Terra. Arella e sua filha Ravena foram levadas para a dimensão pacifista de Azarath onde ficariam seguras e lá a menina aprendeu a controlar e suprimir suas emoções, que poderiam ser usadas por Trigon para corrompê-la. Esse passado fez de Ravena uma das heroínas mais torturadas e sofridas da história dos quadrinhos. Em dado momento, a jovem sucumbiu à influência malévola de seu pai e foi controlada por Trigon. Assim ela aniquilou a dimensão natal de seus benfeitores, quase matou seus amigos e por pouco não conquistou o planeta, caso os Titãs não tivessem destruído seu corpo físico para que as energias liberadas derrotassem o vermelhão. Demônio guerreiro extra-dimensional? Pode ficar pior??? (criado por Marv Wolfman e George Perez)
-
1 Homer Simpson
Homer é um dos mais influentes personagens fictícios da televisão, tendo sido descrito pelo jornal britânico The Sunday Times como “a maior criação dos desenhos da era moderna”. Mas como pai, o cara é sem dúvida nenhuma o pior de todos dessa lista, egoísta, mesquinho, sem palavra… não é um assassino frio, não é um revoltado mutante com histórico de preconceito e sofrimento no passado, não é um demônio extra-dimensional, mas por suas contribuições de mais de vinte anos para prejudicar a saúde mental de sua família, merece o primeiro lugar dessa lista!É humanamente impossível citar tudo que este expoente da podridão humana já aprontou com a família, portanto segue uma pequena amostra, só o que foi lembrado assim de cabeça, e já descontando os atos impróprios para este horário:- Deixar o filho nu, amarrado num poste;
- Vender o sax da filha para participar de um sorteio inútil;
- Ensinar toda a família a odiar os vizinhos porque são árabes e envenenar um bolo para eles – que a filinha mais nova quase comeu;
- Parar no meio do caminho pra tomar umas, quando estava indo resgatar os filhos de uma tempestade de neve;
- Causar um desastre acológico que isolou toda a cidade do resto do mundo;
- Comprar as refeições do filho para ajudá-lo a juntar dinheiro para uma viagem;
- Tentar esganar o filho, em mais de duas mil trezentas e quinze situações diferentes;
- Construir um reator atômico dentro de casa, pondo em risco a saúde da família;
- Engordar mais de cem quilos com a ajuda do filho só pra poder trabalhar de casa (o que causou um acidente nuclear);
- Roubar o último para-quedas deixando sua família no avião prestes a cair;
- Comprar um porco e colocá-lo para andar no teto e nas paredes, manchando a casa toda de pegadas de lama;
- Destruir a casa em diversas ocasiões…A saga de um leitor de quadrinhos: Blog do Neófito
SEXTA MALDITA – Amaldiçoados sacerdotes do Santuário!!! A “Maldita” voltou!
Por quatro meses vocês, meros mortais, ignorantes da ordem cósmica e insignificantes no teatro da existência, rezaram, se apegaram a diversas supertições e pediram a suas divindades preferidas que os protegessem do retorno dessa coluna… pois todos se danaram! Estou totalmente entediado, afinal há milênios vocês não me apresentam novidades no quesito maldade, a não ser por um seleto grupo de almas condenadas geniais, é sobre elas que falaremos aqui, todos os meses como já fazíamos antes, nesse mês regozijai-vos vermes! Mephisto abre as portas desse Santuário para: as contra partes definitivas de alguns de seus mais amados heróis.
MAGNETO
Por Ckreed Kleber (@Ckreed_TPL) O Baile dos Enxutos
Enquanto isso, no Xou de AuXiwitz, o programa de maior audiência nas manhãs da Polônia em 1945:
- Boooom diaaaaaaa! Vou propor um game a vocês, baixinhos! Quem vencer leva todos os pertences de quem perder! É simples, quem quer brincar, levanta a mão! Aham, Cláudia, senta lá! Você não pode, pois é normal, perfeita. Vou escolher o Erik que é diferente de nós, pois somos melhores, somos superiores. Agora, vamos todos matar os pais dele!? Não é divertido? Essa brincadeira pode melhorar: matem também todos que ele conhece e são uma escória genética igual a ele! Para fechar o jogo, com chave de ouro, vamos matá-lo, pois o mundo será um lugar melhor se todos da raça dele sumirem da face da Terra… Ei, baixinho! Volte aqui! Não sabe brincar?! Seu moleque levado! Se você fosse alfabetizado em inglês, não faria isso! Espere! Como você consegue mover minha nave desse jeito sem tocar nela!? Erik, você matou todas as minhas ajudantes de palco loiras e lindas! Que tipo de monstro é você, Erik?! Nãããoooooooo…
- Erik é o caralho! Meu nome é Magneto, porra!
Magneto tomou o controle remoto de sua vida, desligou a tv e foi ler um livro numa vila do leste europeu junto de seu amor, Magda, com quem teve uma filha. Mas como finais felizes são monótonos, sua casa é incendiada e ele vê sua criança ser queimada viva, ao vivo e em HD 3D! Então, Erik usa seus efeitos digitais mutantes, manda pro paredão e elimina todos os responsáveis por isso. Sua esposa, horrorizada, foge grávida de gêmeos e, desde então, Magneto é perseguido por ter cometido o maior crime que existe: o de ter nascido diferente da maioria das pessoas! E, como tudo que é diferente causa estranheza, rejeição, não dá audiência, ironicamente Magneto copia a fórmula de sucesso que é atacar antes que o ataquem e destruam os seus iguais, quem ele ama. Fim.
ESTRELA NEGRA
Por Tarcísio Aquino - Torre Titã
Sou Komand’r de Tamaran – a verdadeira herdeira daquele mundo já perecido. Tudo me foi negado desde o nascimento, desde animais de estimações à própria vontade de X’Hal de não abençoar-me com a habilidade de voar. Tento evitar recordações, mas é inevitável não me lembrar das noites chorando e contemplando as estrelas. “Ainda irei estar entre elas…”, eu pensava. Meu mundo era um verdadeiro paraíso: Uma natureza incrível e singular associada à grande ciência avançada. Nunca procuramos a guerra, mas ela veio em consequência da fraqueza de meus pais em governar Tamaran.
Quando minha irmã nasceu, a capital se regozijou em festa! Ela era tão lindinha! Os cabelos dourados como seu próprio corpo. Nunca imaginei que minha irmã caçula pudesse exponenciar a rejeição que todos passaram a ter sobre mim. Ela sempre me culpava por tudo! Chorava toda vez que seu Dror (os animais de estimações em nosso mundo) desaparecia. O divisor de águas em nossa relação se deu quando tentei reanimar K’ruir, seu dror. Todos acreditaram que tentei envenená-lo. Na verdade, estava tentando reanimá-lo. Se eu fosse contar tudo que me aconteceu…
Entretanto, não guardo mágoas. Continuei tentando mostrar a meu povo, principalmente à minha irmã, que jamais deveríamos ser humilhados.
Assim, não posso deixar de comentar que tudo que fiz por Koryand’r foi fortalecer seu espírito. No momento em que fomos treinadas em Okaara, consegui me aproximar de determinados concorrentes e lhes propus que intensificassem a “marcação” na douradinha. Tudo era para lhe proporcionar o espírito competitivo, para alcançar a vitória. Afinal, eu adoraria que ela me acompanhasse quando Tamaran fosse o centro de Vega sob meu comando. Resumindo, queria torná-la minha guerreira! Sempre admirei o lado forte de minha irmã. Tudo isso foi conquistado com um árduo trabalho. Consegui que ela passasse anos como escrava, para que nunca mais pudesse se sujeitar a tal humilhação. E o que ela fez? Me ignorar, me condenar…
Com o tempo, decidi que seguiria meu caminho sem meus pais e até mesmo sem meu irmão, R’yander. Desbravei as estrelas como sempre sonhei e, por momentos, algumas pessoas de minha história aprovaram meus feitos. Se tivessem me ouvido antes, Tamaran poderia ser o planeta mais poderoso do universo. Nunca desejei mal a ninguém, apenas tentei fazer o certo da forma que sempre achei ser a melhor. Enquanto eu me preocupava com a segurança de Tamaran, minha irmã brincava de casinha em um planeta chamado Terra. Cheguei a tentar fazê-la perceber que os humanos são fracos, mas tudo em vão.
Demorou para que ela percebesse que seu lugar era a meu lado, como recentemente, lutando ao lado da L.E.G.I.A.O. e me tornando a rainha deles. Finalmente senti que poderíamos ser as irmãs que sempre sonhei que fôssemos: Guerreiras unidas em prol de nosso povo! Mas agora estou inerte, em meus pensamentos, devido a uma suposta distorção tempo-espacial. Imagino que minha querida irmã também tenha tal percepção. Todavia, não permitirei que minha história de luta e dedicação seja esquecida, afinal, tenho as estrelas como minhas amigas, as mesmas que eu contemplava quando criança.
DUAS CARAS
Por Lexy Soares - A Cabeça de Lexy Soares
O vilão do Batman que representa a dualidade do herói. Ele é o meu bat-vilão favorito, pois ele é mais complexo até que o Coringa. O palhaço é o oposto do Bat, certo. Agora, Harvey Dent, não, ele represente os dois lados do herói. Ele acredita que, assim como o Batman, deve trazer justiça à um mundo caótico, mas por sua dualidade, a justiça vem através de um caos ainda maior. É um dos vilões que sempre gera uma história diferente da anterior. Não é repetitivo como alguns vilões que fazem sempre a mesma coisa. E o melhor, a já citada complexidade faz o Batman quase sempre ainda vê-lo como o antigo amigo que Harvey foi, e nem sempre o trata como vilão.
SINESTRO
Por Paulo Joubert - pjcinehq@gmail.com
Quando conheci este personagem pelo desenho dos Superamigos da Hanna-Barbera, membro da Legião do Mal e detentor do anel de energia amarela, entendia que seu nome era “Sinistro”! E assim continuei pensando por um longo tempo. Até encontrá-lo nas HQs da Editora Abril. As edições de Amanhecer Esmeralda foram muito esclarecedoras.
O cara era a personificação dos vilões diametralmente opostos ao herói antagonista. Não por ser o oposto em similaridade de poder apenas, mas por também ser a visão aterradora daquilo que Hal Jordan poderia vir a ser (e ironia do destino ou dos roteiristas, se tornou de fato quando dominado por Parallax…). A personificação da visão do anjo caído (para os poucos chegados aos preceitos bíblicos, o opositor a Deus seria um anjo que se revoltou com os propósitos do Criador e se voltou contra ele). As HQs de super-heróis são repletas de clichês inspirados na Bíblia, se formos ver (Superman como Moisés cósmico, Surfista Prateado como anjo, Thor e Odin com relação parecida com a de Deus e Jesus e assim por diante). Sinestro era o LanternaVerde modelo. O tédio parece tê-lo corrompido. Sem falar a inveja do novato promissor.
Um adversário perigosíssimo, mais experiente, mestre da arte que o herói, embora com habilidade nata, aprendeu com ele a desenvolver. Pupilo que supera o mestre? Jordan de fato nunca conseguiu fazê-lo por completo ou definitivo. Vilão encardido!
“Sinistro”, como diz a gíria da molecada de hoje… Ao mesmo tempo que oposto, Sinestro tem semelhanças com Hal Jordan. Determinado. Destemido. Contestador. Duas faces da mesma moeda. Relação para fazer Freud coçar a cabeça. Acho que a diferença fica mais por conta de um certo humor que o lanterna nobre possuia no início. O filme resgatou isto com certa competência. O destemor traz certa atitude inconsequente, que Ryan Reynolds imprimiu, na minha humilde interpretação, com louvor (Dyego Rodrigues, estagiário onde trabalho, que não me ouça, ele detestou o filme do personagem, embora tenhamos dado boas risadas com outra adaptação de herói para a telona, quando a turma do trampo assistiu ao Motoqueiro Fantasma urinar…).
Tenho um amigo meio Hal Jordan em início de carreira. Inconsequente de doer, imaturo à beça, embora inteligente, observador e sensível. Mas atitude incompatível com os mais de trinta anos nas costas. Parece que foi antipatia mútua a primeira vista. Eu o achava fútil e superficial, ele me achava chato e antisocial. Acho que isto fez baixar em mim um Sinestro e eu o ofendi. Ele revidou com inteligência e muito bom humor. Fiquei bem irritado! Por ironia, nossa convivência por obrigação do trabalho, que no início nos mostrou o pior de cada um, acabou aos poucos nos fazendo ver o melhor um do outro. E ao contrário dos lanternas, os “rivais” acabaram grandes amigos. Vejo nele um irmão, ele me chama de parceiro. Coisas que Sinestro e Jordan jamais conseguirão ser. Tão diferentes e tão parecidos.
Alguns anos passados, tive a oportunidade de conhecer o desenhista Eddy Barrows num evento de HQ numa escola pública de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele me contou do sucesso que as revistas e séries do Lanterna Verde vinham fazendo nos EUA. Achava aquela situação um tanto exagerada, pois o conceito era para mim ultrapassado, repetitivo, cansativo. Mas não é que aquele argumentista da Sociedade da Justiça que o Garrit tanto curte, que até pra série Smallville andou escrevendo, e que tô enrolando aqui, enquanto ouço Maroon Five no fone de ouvido, ao mesmo tempo que a voz da Hebe Camargo soa no cômodo contíguo, tentando lembrar do nome do cara sem ter que consultar alguma fonte (sei lá porque só me vem Dan Jurgens na cabeça…), … Bom, ele reativou o interesse pelo conceito dos lanternas verdes. A adaptação para o cinema é reflexo deste sucesso. E quem disse que lembrei do nome do sujeito? Eita, Data de Nascimento Avançada… É, tive que colar de uma edição de Mundo dos Super-Heróis: Geoff Johns!
Bom, tá ficando tarde, a energia do meu anel energético tá se esgotando, amanhã tenho que acordar cedo para trabalhar. Vou recitar meu juramento amanhã ao acordar para encarar o dia. Como é mesmo? : ” No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante a minha presença… ” Espero que este texto não deixe o nível dos textos que tenho lido no santuário cair muito…
Abraço,
Paulo Joubert
O ASSASSINO AMARELO
Por Guy Santos – Blog: Guy Santos
Ele gosta de ouvi-las gritar quando está abusando delas, é isso que lhe dá prazer, vê-las sofrer. Roark é um molestador doentio, protegido de seu papaizinho senador. Roark é um ser cruel, prestes a fazer mais uma vitima Nancy Callahan, mas é interrompido pelo policial, á beira da aposentadoria, John Hartigan, que não se contem em atirar contra o louco molestador, ele lhe tira suas “duas armas”.
Mas Roark é filho de um senador corruto e o mundo é movido por mentiras. Hartigan é preso no lugar do verdadeiro vilão, que por sua vez, tem seu corpo restaurado e se torna um monstro amarelo, com uma aparência terrível e um cheiro insuportável, mas com um gosto de vingança.
Anos depois Hartigan é libertado e vai atrás de Nancy, que cresceu e ganhou curvas. Mas ele é perseguido pelo “Assassino Amarelo”. Roark consegue o que quer, Nancy, e deixa John para morrer pendurado em uma forca. No entanto o ex-policial não morreria assim tão fácil e após escapar corre atrás do assassino, para salvar Nancy, Hartigan lhe tira suas “duas armas”.
O Assassino Amarelo vai contra tudo aquilo que é o certo. Ele é perverso, violento, assassino, corrupto, molestador e vingativo. Isso resulta em sua aparência horrível.
GARRA CINZENTA
Por Fernando Rebouças (@oiarte) – OiArte
O Garra Cinzenta nasceu vilão, personagem das HQ’s brasileiras, criado no início do século XX, apesar de ser vilão, foi um dos primeiros personagens adultos criados na iniciante indústria dos super-heróis e, apesar de ser vilão, tornou-se um vilão herói da História das Histórias em Quadrinhos no Brasil e exterior.
E por Lancellot Martins – HQ Quadrinhos
Personagem do quadrinho brasileiro ambientado na década de 30 e publicado em 1937 em um suplemento do jornal Gazeta de São Paulo denominado A GAZETINHA… Foi uma criação de Francisco Armond e Renato Silva. O personagem usa uma máscara típica da década bem a caráter com uma capa e smoking pretos… Era um gênio que utilizava equipamentos científicos para experimentos bem sucedidos, como por exemplo,reviver mortos, transplantar cérebros, criar autômatos, circuito interno de televisão enfim, toda uma miscelânea própria dos pulps americanos… Nesta sexta-feira 13, nada mais justo do que tributar a um dos primeiros e mais sinistros personagens do nosso quadrinho – A GARRA CINZENTA!!!
ANTI-BATMAN E ANTI-SUPERMAN
Por Gustavo Sleman (@GustavoSleman) - Antimonitor HQs / Queen Brasil 71
Surgidos na revista World’s Finest #159, de 1966, o Anti-Batman e o Anti-Superman eram o Comissário Gordon e o editor Perry White. Essa típica história da Era de Prata, mostrava o dois, durante um visita à Fortaleza da Solidão, sendo expostos à Fórmula X-22, um gás alienígena que os deixa jovens novamente e que os faz desenvolverem tendências criminosas. Com isso, os dois decidem usar seus conhecimentos sobre os mais íntimos segredos de Superman e Batman para humilhar os Melhores do Mundo. Enquanto White assume a alcunha de Anti-Superman, Gordon se torna o Anti-Batman (ambos usando máscaras revestidas com chumbo a fim de evitar Superman descobrir suas verdadeiras identidades). Depois de roubarem muitos dos segredos da Fortaleza e da Batcaverna (incluindo coisas do Batcinto de Utilidades e do Batmóvel), Anti-Batman e Anti-Superman iniciam sua campanha contra Superman e Batman.
Após alguns planos maquiavélicos, felizmente, o Maior Detetive do Mundo, também conhecido como Cavaleiro das Trevas, descobriu a identidade dos dois vilãos e com isso, Superman, que na Era de Prata era um gênio cientifico, desenvolve um antídoto e o expõe a ambos, fazendo com que Gordon e White voltem ao normal, tanto nos quesitos personalidade como idade. Uma típica, inocente e cientifica história da Era de Prata da DC Comics.
BIZARRO
“O importante é ser você / Mesmo que seja estranho, seja você / Mesmo que seja bizarro, bizarro, bizarro” (Máscaras – Pitty)
(Quem nunca foi “do contra”? Nunca usou “só que ao contrário” no fim de uma frase falsa, por verdade ou brincadeira? Quem nunca disse umacoisa querendo dizer outra?)
O mundo é cheio de coisas bizarras, mas nada como esse cara. Criado por Otto Binder e George Papp, Bizarro apareceu pela primeira vez em Superboy #68, de 1958. A principal característica de Bizarro é ser como o Superman, só que ao contrário. E ele fala ao contrário! Coisas como: Bizarro “ama” Superman. Bizarro “salva” Superman, por que Bizarro “odeia” Lois. Bizarro “detesta” o Santuário. Ou seja, coisas impossíveis para ele.
Com um jeitão leso e descompensado, Bizarro, mesmo podendo parecer uma comédia, é um dos piores vilões do Super. Criado por Lex Luthor (outro put… inimigo do Super-escoteiro) para ser uma cópia do Superman, sua fraca construção genética fez com que ele se torna-se seu oposto. Inclusive em poderes. Tipo: visão de frio, raios X que só veem através de chumbo, fraqueza diante de kriptonita azul, mas aumento de poderes com a verde, entre outras, literalmente, bizarrices.
Desde 1958 até hoje, diversos Bizarros já existiram. O Último deles, ao contrário dos antecessores, não fora criação de Lex e sim do Coringa. Ora, um cara que fala ao contrário faz até o Coringa parecer normal!
E houve quem usasse o conceito do Bizarro à exaustão… Foram Bizarras, Kid-zarros, Lo-iz, Bat-Zarro, Páreos, enfim… Ser Bizarro era até normal. Tanto que (não uma vez) se criou o Mundo Bizarro, um lugar povoado por criaturas a la Bizarro. Claro que para ser um Mundo Bizarro ele não podia ser normal, por isso era em forma de cubo!
Bizarro usava um uniforme muito parecido com o de Superman, exceto pelo S invertido. Tinha uma pele pálida, parecida com pedra.
Mas Bizarro nem sempre era tão vilão assim. Muitas vezes ele só queria ser um herói, mas como a lógica dele era invertida… já viram né?
Ele já fez parte da Liga Bizarra da Justiça, Legião do Mal, Sociedade Secreta dos Super-Vilões (credo… esse nome é a derrota!) e Liga da Injustiça (muito melhor!). Além disso, cópias malignas do Superman, com nome de Bizarro, já apareceram em Smallville e até no filme Superman 3.
Mas o importante é que ele é um vilão único, sem comparativos com ninguém e que vai salvar você, cuidar do mundo e que adoraria ver você não comentar essa matéria.
VENOM
“Nós somos Venom, vocês nos conhecem por nosso visual negro com uma aranha no peito. Nós somos talvez o mais inusitado vilão do maldito Homem-Aranha. Não apenas pelo visual diferente, mas porque originalmente fomos criados para sermos apenas o uniforme de Peter Parker na minissérie original “Guerras Secretas”.
Relativamente novos – aparecemos pela primeira vez nos quadrinhos em 1988 – somos um organismo alienígena que vive somente em simbiose com outros corpos. Nós ampliamos os poderes de quem possuímos, mas também causamos graves mudanças de comportamento e com o tempo…assumimos a personalidade do nosso hospedeiro podendo gerar uma co dependência indestrutível.Um vínculo eterno.
Tudo começa durante uma luta em outro planeta, quando nos grudamos ao traje do maldito Homem-Aranha, nós chegamos a Terra disfarçados como o incrível novo uniforme, mas com o tempo o “amigão da vizinhança” começou a perceber que sua mudança de comportamento, temperamento e também cansaço exagerado era consequência do uso do traje alienígena e tratou de livrar-se de nós.Maldito! Nós vamos matá-lo”
A primeira encarnação do alienígena como vilão ocorre depois que o Homem-Aranha se livra do simbionte. Eddie Brock, ex-atleta e agora fotógrafo em Nova York, é quem se torna o hospedeiro mais longevo e conhecido de Venom.
Nos quadrinhos, Eddie desenvolve um ódio crescente pelo Homem-Aranha, que, sem querer, acaba com sua carreira jornalística prendendo o verdadeiro culpado por vários crimes pelos quais Eddie havia acusado outra pessoa. Com a carreira em queda livre, Brock, católico praticante, vai à igreja pedir perdão por pensar em suicidar-se. É aqui que a história de Venom como inimigo do Homem-Aranha começa. O organismo alienígena que buscava fugir de ser capturado, ao encontrar o rapaz, vê a oportunidade perfeita de se forrtalecer, se alimentando da fúria de Brock, que descobre a identidade secreta do Homem-Aranha em seguida pela criatura e tenta matá-lo diversas vezes.
Eddie chega a fazer parte de uma das diversas encarnações do Sexteto Sinistro, que entre outros possui como integrantes Kraven, Mysterio, e Dr. Octopus. E de uma divisão do governo que usa supervilões para fazer o serviço sujo… mas nunca fica por muito tempo, afinal além do simbionte normalmente possuir psicopatas a própria natureza caótica da criatura a torna imprevisível.
Venon é provavelmente o predador mais mortal do planeta.
PROFESSOR ZOOM – O FLASH REVERSO
Ele tem um irmão que consome toda a atenção dos seus pais, fazendo dele apenas um peso morto naquele lar.
Voltou no tempo.
Ele é o filho único daquela renomada família, e se formou com louvor, mas jamais terá o amor daquela moça que tanto ama, pois ela é apaixonada por outro.
Voltou no tempo.
Ele se aproximou dela antes que ela pudesse conhecer e se interessar por outros rapazes, mas ainda assim, ela não poderia lhe dar nada além de amizade.
Voltou no tempo
Aquela que despedaçou seu coração nunca chegou a nascer, pois sua mãe faleceu antes de se casar. Ele achou que isso aliviaria sua dor, mas não aliviou. Ele nunca mais realizaria nada grandioso em sua vida.
Voltou no tempo.
Realizou grandiosas descobertas através de seu esforço, mas seu trabalho não é admirado, não é valorizado, e ele não é respeitado, apesar de todas as suas conquistas científicas.
Voltou no tempo.
Ele se vê como um herói capaz de mudar o mundo. Mas nunca será adorado como os grandes heróis do passado, nunca terá superpoderes, nunca será igual a Barry Allen, seu ídolo. Nunca fara nenhuma diferença em época alguma.
Voltou no tempo.
Ele é dono de vastos poderes, comparáveis ou superiores aos de Barry Allen, o Flash. Fez o que pôde para mudar o mundo à sua maneira, mas ainda assim ele é apenas mais um vilão entre tantos, relegado ao fracasso no mundo onde os “heróis” sempre vencem. Ele é constantemente derrotado por seu antigo ídolo e agora maior rival. Todo o universo será eternamente o palco do seu fracasso.
Voltou no tempo.
O mundo sempre será da mesma forma. Igual e imutável. Nada poderá alterar as estruturas fundamentais que são a base da existência. O passado e o futuro são uma linha reta que se estende invariável do começo ao fim dos tempos, em processo contínuo e repetido, conforme o grande plano. Nunca haverá mudança. Recomeço. Reboot.
Voltou no tempo.
Ele é apenas um personagem de histórias em quadrinhos, uma ficção. Não é real. Não é capaz de surgir agora atrás de você, leitor, e quebrar o seu pescoço.
Voltou no tempo.
Se você sentiu um arrepio de leve e deu uma espiadinha sutil por sobre o seu ombro… sorria. Feliz sexta feira 13. Você está na Sexta Maldita!!!
Príncipe Harry que nada! Namor, o Príncipe Sub-marino dá “uns pega” na Rainha Camarão & todo mundo aqui se vira… “With a little help from my friends”
Por Venerável Victor “já peguei coisa pior na noite do Rio” Vaughan
Resenha de Uncanny X-men #8 SPOILERS EVOLUÍDOS
Kieron Gillen (roteirista), Greg Land (lapis), Jay Leisten (arte-final)
O Homem-Imortal foi derrotado por sua “Não-esposa” – com uma pequena ajuda dos X-men – , mas o ecossistema de Tabula Rasa ainda está longe de estar salvo.
Se tem uma coisa que Fabulosos X-men vêm fazendo com maestria desde o relançamento da revista é que Kieron Gillen realmente é um mestre em criar diálogos. Eles são sempre críveis, interessantes, relevantes e quando precisam ser, naturalmente engraçados. Gillen tem o talento de fazer você sorrir lendo um diálogo dele no quadro que ele desejar que isso aconteça mesmo em uma aventura repleta de incertezas e mistérios, suas improvisações no campo do humor funcionam.
Vamos usar como exemplo a sequência que vinha se estendendo entre Esperança e Namor, uma demonstração dos talentos de Guillen quando se trata de caracterização de personagens. Essa sequência é bem humorada sim, trazendo a tona a arrogância de Namor e sua excentricidade – como, por exemplo, a mania horrível dele e do Pelé de falarem de si próprios na terceira pessoa – e o fato de que apesar da sua aparência humanoide, poxa vida gente, Namor não é humano!
Melhor ainda, ele criou uma ligação entre Namor e Esperança, que nos mostra o quanto opostos esses dois são. No início do arco achei que a menina estava sendo descaracterizada, mas ela merece se divertir em algum momento, não é porque ela passou a vida inteira sendo treinada como uma soldado por Cable num futuro longínquo e Apocalíptico que ela não é uma adolescente cheia de hormônios, doida ao ver um abdômen “tanquinho” de macho alfa ali do lado dela e não possa ensaiar uns “xavecos”, afinal vai que ela morre a qualquer momento, a moça também não tem direito de desfrutar das delícias da carne, no caso de Namor, salgada?
Gillen continua nesse último capítulo do arco a explorar o conceito da raça alienígena dos Apex, o que continua interessante. A arrogância não intencional do “Selvagem” Apex – afinal ele vem de uma raça milhares de anos mais evoluída que a humana – ainda é motivo de momentos curiosos, como quando agora o roteirista o usa para explicar mais a fundo a definição de “Não-esposa” e sua relação social nessa sociedade estranha para nós. Como dito antes, o conceitos dos Apex, assim como seus personagens principais foram criados de forma sólida e tiveram muito mais relevância o tempo todo nesse arco de histórias que os próprios protagonistas da revista.
Grandes diálogos, caracterização de personagens e conceitos de ficção científica a parte, essa edição de “Fabulosos” peca novamente por um fator que já se tornou recorrente na passagem de Gillen por esse título: a história em si não é tão interessante. Já a releção que se cria entre Namor e Esperança, sim.
Realmente não existe nesse número oito, muito conteúdo que justifique ser um capítulo final do arco, afinal o que acontece aqui é que Tabula Rasa continua em perigo, agora por causa da exposição à radiação solar, a qual toda a vida animal, vegetal e humanoide nunca esteve em contato direto, afinal o dome de proteção do ecossistema foi destruído pelo vilão na edição anterior.
Mas por outro lado Gillen aproveitou todo o espaço desse número trabalhando caracterizações de personagens com Namor/Esperança e Colossus/Magia, enquanto nos dava mais detalhes e informações sobre os Apex e no fim, quando ele se tocou que não tinha resolvido nada do conflito inicial da história, ele resolveu tudo numa página só toda o problema desse mundo tão delicado – com uma pequena ajuda dos amigos influentes dos X-men – . já dá pra imaginar o quanto forçado isso ficou. Realmente ficou explícito que Gillen saiu “viajando” na edição e se esqueceu totalmente do argumento central que ele mesmo propôs e não querendo reescrever tudo, resolveu finalizar praticamente quatro capítulos de argumento em quatro quadros montados.
Enquanto Greg Land – não vou falar nada dele, o Carlos Pacheco está voltando no próximo número, graças… – fez uma caracterização da flora e fauna de Tabula Rasa de forma esplendorosa e as expressões faciais dos personagens fraquíssima – afinal ele só sabe desenhar três tipos de caras – nesse número ele se superou e desenhou a pior edição do arco (talvez para me irritar, o infeliz deve saber que reclamo horrores dele), as referências visuais de fotos que ele usa são absurdas e distorcem as reações emocionais dos personagens o tempo todo, elas são exageradas e fora da naturalidade e a aparência de Esperança é retratada como de uma super Top-model.
Apesar da caracterização de Gillen para os personagens seja forte ele não tem um desenvolvimento de roteiro que agrade. Houve muito barulho para o leitor se focar no sequestro de Magia pelas criaturas do subterrâneo em Tabula Rasa, Colossus foi atrás para salvá-la e todos esperavam algo emocionante… bom, não foi e nem teve o peso que prometia, principalmente se compararmos com o quanto ele se dedicou ao enredo de Namor/Esperança, como se o roteirista tivesse sido obrigado a escrever uma cena que não queria se focar. E tivesse dado um fim ao conflito dos irmãos russos no piloto automático.
O que seria desse arco se não fosse pela caracterização do mundo e cultura dos Apex ou os momentos de “xaveco” de Esperança querendo papar Namor, apesar dos já supra citados diálogos interessantes de Gillen, o enredo em si foi extremamente desastroso. Vimos dezenas de cenas onde Psylock, Magia e Magneto ficavam nas sombras para que Greg Land não tivesse que desenhar suas expressões, graças a Deus, mas acontece que esse recurso é usado à exaustão… (sorte que o Ciclope usa aquele visor e não muda quase nada o que sente).
O segredinho sujo de Psylock continua a salvo então – com uma pequena ajudinha “magnética” de Magneto – E ao fim da revista, podemos finalmente ver Emma Frost, na área médica de Utopia passando por um procedimento científico para ter seu braço de volta atachado ao corpo, demonstrando todo seu bom humor e paciência.
Resenha da edição anterior .
Fabulosos X-mem #7 – Em briga de marido e marido também não se mete a colher ou os raios ópticos.
SPOILERS Uncanny X-men #7 SPOILERS
Kieron Gillen é um belo roteirista e eu realmente curto a mistura de poderosos e perigosos mutantes nesse nonsense grupo. Obviamente muita coisa mudou nas filosofias de Ciclope, que a separação do grupo de Wolverine para a criação da nova escola em Nova York só agravou.
Mas o que eu realmente gosto nessa edição – e eu venho lendo quadrinhos desde a década de 80 até esse inicio de século 21 – é que não só ela tem um clima cósmico – assumindo que as forças cósmicas manipuladas nesse novíssimo mundo chamado aqui de Tabula Rasa, foram criadas pelas energias dos “Celestiais” – e alguma narrativa maldita que se utiliza de teorias de evolução e regras ou não regras sociais sobre esse fenômeno são nada mais que sombras do conceito ao qual os X-men foram criados por Lee e Kirby.
É interessante ver o “Apex do mal” atualizar seu equipamento metálico para que Magneto não mais consiga manipular seus projéteis e o conhecimento de que na verdade o “Apex do mal” e o “Apex do bem” na verdade são ex amantes, ah! Sem falar na caracterização de Perigo aqui, que tem crescido e me trazido boas lembranças da época de Novos Mutantes, o jovem Doug Ransen e Warlock. Só que um Warlock muito mais interessante e eficiente, lógico.
Legal também ver que personagens principais da mitologia X, como Tempestade e Colossus, continuam pertencendo a equipe principal, assim como Magia. Já Emma Frost, a loira maneta continua desaparecida da narrativa há três edições.
Claro que uma boa história não é nada sem uma boa arte. E aqui temos novamente Greg Land nos desenhos e Jay Leinsten na arte final. Posso falar que a arte final é legal? Posso né? Sim, eu gosto de Jay na arte final, já entenderam tudo, não vou me tornar repetitivo.
A cultura alienígena aqui tem um ar de Jack kirby – até aí, fantástico – e já que Land tem uma gama limitada de expressões que consegue desenhar, a infinidade de vezes que os rostos estão envolvidos em escuridão no momento em que determinado personagem fala alguma coisa, se torna um bom recurso para nos enrolar. A ação também está legal, apesar de que a ex-mulher/homem Apex tenha ganhado mais espaço que o bom e velho grupo de Ciclope.
Os X-men tem que correr para deter o Apex do mal com a ajuda do Apex do bem, ambos, criaturas muito inteligentes e feias pra danar. Se você não sabe nada do que eu estou falando aqui, então você tem que ler as resenhas anteriores que falam desse arco todo. Um arco bem melhor por sinal que o anterior, com uma ação fluida, uma dinâmica forte entre o grupo e dois novos personagens que são tão fascinante quanto feios pra dedéu.
Durante a batalha descobrimos que o Apex mau – que aqui descobrimos ter se tornado mestre em todas as espécies de artes – apenas sente falta de sua a muito extinta espécie e fala através de notas musicais. Não exatamente um regular e comum inimigo dos X-men. Mas essa história tem sido tudo menos comum. Kieron conseguiu criar algo único e inspirador, mesmo com Greg Land estragando com suas personagens bidimensionais e ainda consegue colocar um pouco de humor no roteiro. Tornando dois personagens tão interessantes que a equipe para a qual lemos a edição, se tornem meros coadjuvantes. Normalmente eu acharia isso um absurdo, mas se formos falar de absurdos, essa resenha não acaba aqui.
Tabula Rasa se tornou um estranho mundo com uma pirâmide de energia ao centro, uma tribo de selvagens verdes e florestas de árvores púrpuras. Greg Land apesar de não saber fazer mais que três expressões faciais, conseguiu retratar um lindo mundo alienígena que se assemelha ao nosso no de mais exótico. O grande salão da sociedade Apex, nos brinda com um pouco do quanto essa sociedade era evoluída artisticamente, eu estou longe de entender de arte moderna ou antiga – tem gente que jura que nem de quadrinhos eu entendo – quiçá de arte Apex, mas posso dizer que apesar deles em questão de horas terem se extinguido como sociedade 65 milhões de anos, ainda estão em pé de igualdade com tudo que nossa sociedade pode mostrar.
E que diabos afinal é uma “Des- esposa”? O como diabos eu consigo uma?
Resenha da edição anterior aqui.
Fabulosos X-men – O capacete do Magneto serve para mais coisas que proteger seu penteado ou sua mente de telepatia.
Por Venerável Victor “tratador de macacos artificialmente evoluído” Vaughan
Uncanny X-men #6 SPOILERS Evoluídos artificialmentes
O capacete do Magneto não é só pra enfeitar a cabeça…
Roteiros de Kieron Gillen com arte de Greg Land e arte final de Jay Leisten
Na área criada artificialmente, conhecida agora como Tabula Rasa, onde toda evolução de milhões de anos se deu em pouquíssimos dias – na saga do “Anjo Negro” na revista X – force – os Fabulosos X-men se encontram divididos. Alguns como Namor, Colossus, Magia e Esperança exploram o ambiente e descobrem maravilhas e perigos, os demais encontram um ser que os nativos conhecem por “Homem Imortal”, enquanto Ciclope é capturado pelo possível rival desse novo inimigo, a criatura chamada de “O Selvagem”. Estamos acompanhando um arco que nos remete um pouco as antigas aventuras dos filhos do átomo na Terra Selvagem.
Os X-men descobriram uma primitiva sociedade na área super evoluída, e apesar deles serem inofensivos, o “deus” deles, que veste uma armadura robótica avançadíssima parece um tanto quanto estressado. Ele possui lançadores de foguetes, uma imensa mochila propulsora e uma metralhadora turbinada nos ombros. Como se isso não bastasse (e não basta não, qualquer inimigozinho mequetrefe do Homem de Ferro tem os mesmos brinquedos), ele é a prova de ataques mentais e magnéticos, o que faz dele – pasmem – um oponente mortal para Magneto (num ambiente sem metais disponíveis na composição do solo) e Psylock. Mas não se preocupe caro devoto! Espere para ver o que Magneto pode fazer com seu capacete!
O super ser tem um “amigo” que os outros X-men acabam descobrindo, uma super inteligente criatura que tem o corpo inteiro com a aparência de tecido cerebral. Ambos são produtos da evolução, exatamente como nossos X-men. Apenas pelo simples fato de que kieron Gillen está brincando com esses conceitos de mente, matéria e evolução, já lhe dou bastante crédito na revista e faz com que eu acredite que a Marvel mandou bem em por ele a frente da revista dos comandados de Ciclope. Já era hora dos mutantes terem um novo e interessante vilão e essa versão do Homem de Ferro que fala através de música é muito melhor que engolir o Senhor Sinistro roubando cabeças de Celestiais e criando infinitos clones de si próprio.
Apenas a personagem “Esperança” – Hope – parece descaracterizada. Eu estou começando a achar que o roteirista está tentando conduzir a filha de Cable como uma nova Kitty/Jubille. É aquele negócio, o membro mais novo do grupo tentando impor situações descontraídas na história… no entanto, desde a primeira vez que Esperança foi reintroduzida na cronologia dos X-men, que ela foi mostrada como uma criança série e concentrada, afinal foi treinada como um soldado por seu pai em um futuro apocalíptico. Nas mãos dela está o futuro da espécie mutante. Mas que aqui ela está louquinha para ter neném com Namor, está. Cada macaco no seu galho…
Outra coisa é engolir o Colossus misturado com o poder do Juggernaut… pra mim é como comer um sanduíche de pão com mostarda e com tanta coisa na geladeira para incrementar, você me colocar mais mostarda… mas há quem diga que Peter sendo o Colossus é incrivelmente forte, mas uma vez incrementado com os poderes de Cyttorak, ele fica insuperável. De qualquer forma, o conflito da alma de artista do russo com a sede de destruição do demônio que concede tais poderes, continua sendo uma possibilidade de história muito interessante. E mostarda com mais mostarda, faz o gosto de mostarda ficar mais forte!
Que dó, que dó, que dó dos Fabulosos X-men, envolvidos com os resultados das ações de Psylock, Wolverine e sua X- Force e nada da ninja sonsa falar “bulhufas” para Ciclope do que realmente está acontecendo. Tomara que Magneto conte tudo…

Ciclope dando uma de marido traído outra vez (o último a saber) , Tempestade revoltada com tudo aquilo e o olhar de Magneto para uma misteriosa e de consciência pesada (?) Psylock
Resenha da edição anterior aqui.
Um blog muito legal dedicado à Psylock – em inglês – aqui.
“O que aconteceria se…” Wolverine x Hulk – quadrinhos que me fizeram feliz
por Venerável Victor ”que também acha Jean uma gata” Vaughan
Quadrinhos que me fizeram feliz: parte 8
O que aconteceria se Wolverine tivesse matado o Hulk?
Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos voltar num momento histórico para a mitologia dos quadrinhos mundiais, o surgimento do baixinho invocado mais conhecido do mundo, Wolverine, que pasmem, surgiu como coadjuvante de uma edição do Incrível Hulk.
Edição #31 escrita por Rich Margopoulos, desenhos de Bob Budiansky
O contexto até aqui: O agente canadense Wolverine apareceu pela primeira vez nos quadrinhos lutando contra o Hulk e Wendigo no sul de Quebec enquanto vestia um
uniforme completamente ridículo. Primeiro, ele e o gigante esmeralda derrotaram Wendigo, mas depois eles começaram a lutar um contra o outro. Wolverine tinha ordens para trazer o Hulk vivo. Por causa dessas ordens, essa luta levou muito mais tempo do que ele esperava e no fim o Hulk foi embora.
No outro lado da história Wolverine não é tão paciente e mata o gigante, temos apenas uma página para acompanhar, é um tanto triste ver por esse lado. O Hulk é declarado morto e a única reação que é mostrada são os vários super-heróis ouvindo a notícia pelas meios de comunicação televisivos e uma curta cena onde vemos Betty – a namorada de Banner – chorando nos braços de seu pai.
Wolverine, por outro lado, se torna extremamente egóico. Em um bar, ele começa a contar vantagem e paga rodada de “Bons drinks” para todas as mulheres. Claro que rapidamente ele aborrece os freqüentadores e tudo acaba em mais violência. Quando um dos homens do bar aponta uma arma para ele, ele reage matando o sujeito. Esse é o primeiro civil que ele mata, Logan foge dali e vai à procura de James Hudson, o Guardião, líder da Tropa Alfa. Hudson diz à Logan que eles vão ter que levar esse incidente à corte, mas ele irá providenciar para o baixinho o melhor advogado que o dinheiro pode comprar. Para Logan isso não é suficiente e um Logan, que aqui se sente traído, parte do país como um fugitivo.
Em seguida ele é encontrado pela Irmandade de Mutantes – para quem conhece a fundo a saga dos X-men dessa época, sabe que não era para nesse momento da cronologia Magneto estar na Terra, mas vamos ignorar isso em nome de uma boa diversão? Magneto dá para Wolverine santuário contra o governo.É, nesse caso “He sells sanctuary”. Mas com a condição de poder aproveitar de seus serviços. Com a ajuda de um invento que o irá proteger das sondagens mentais de Charles Xavier, Wolverine terá que se juntar aos X-men e os destruir por dentro.
O canadense faz um ótimo trabalho em ganhar a confiança dos membros da equipe, apesar de que Ciclope não confia nele e se mostra o tempo todo desconfiado. Durante uma batalha contra alguns Sentinelas, Wolverine é salvo por Jean Grey e Homem de Gelo. E no momento em que os x-men celebram a vitória que conseguiram pelo ótimo trabalho em equipe, Wolverine começa a se sentir culpado. Nessa mesma noite, ele aproveita quando todos estão dormindo para secretamente se aproximar da sala do computador Cérebro e o sabotar. Na volta para seu quarto, ele esbarra com Jean.
Cara… Wolverine! Mesmo o Magnun nunca seria visto usando uma máscara tão horrorosa como essa!
Logan começa a ter uma crise de consciência, pelo menos quanto ao fato de entregar Jean para Magneto. Ele entra em contato com o Mestre do Magnetismo, e deixa claro que em hipótese alguma quer ver Jean Grey ferida. Magneto concorda, não sem antes chamar sua atenção, afinal quem ele pensa que é para exigir algo do maior líder mutante da história?
No dia seguinte, Wolverine aborrece Ciclope, ao mostrar para Jean sua nova máscara – mas como é que ele a conseguiu aqui, afinal? Comprou no Mercado Livre? Bom,
nesse momento uma das paredes da Mansão X é derrubada e aparece Magneto e seus “páus mandados”. Deixando claro que nem são os asseclas mais legais, como Mercúrio ou o Feiticeira Escarlate… mas aqui nós temos Unus “O intocável”, Blob e o Mestre Mental. É dose a falta de soldados mutantes decentes…
A Sereia (que não tem nada a ver com a filha do Banshee) que aqui é membro da Irmandade de Mutantes coloca todos os X-men homens sob seu controle, com seu grito. Jean Grey – por não ser “sapata” – é imune ao seu poder e corre para acionar o alarme sonoro e neutralizar o poder da Sereia. Mas Wolverine fala para ela não fazer isso, contando que ele é o traidor. Magneto percebe o que Jean irá fazer e arremessa um grande pedaço de metal sobre ela. Wolverine entende que Jean não irá sobreviver ao impacto e se coloca na frente do objeto recebendo ele próprio todo o impacto. Jean consegue ligar o alarme no maior volume e todos os X-men ficam livres do controle.
Os X-men derrotam todos os mutantes de Magneto até o momento que só ele resta em pé. O Mestre do Magnetismo fala o tradicional “Chega!” que todo super-vilão fala em algum momento, o que é a versão má do grito de guerra dos heróis “Isso acaba aqui!”. Vocês sabem do que estou falando, exatamente quando o Quarteto Fantástico está sentando o cacete no Doutor Destino por todos os lados e ele apenas estica os braços e fala: “Chega!” e na mesma hora todo mundo é arremessado em direções opostas. Esse poder vilanesco é muito legal…
Magneto então decide matar os X-men antes que eles se recobrem. Mas Wolverine decide atacar seu antigo chefe. Ele começa a reclamar com Erik Magnus pelo que ele iria fazer com Jean Grey e o lembra que alguém que matou o Hulk – Ei!!! Lembram que esse era o roteiro inicial? – não será derrotado facilmente. Ciclope entra na briga e tenta acalmar Wolverine, dizendo que ele agora é um X-men e não um assassino. Morrendo, Magneto usa essa distração como vantagem.
Sei… como se isso fosse suficiente para matar o Wolverine… mas espera! Essa história está situada nos primeiros anos da década de oitenta! Não? Então beleza! O cara não era tão overpower. Então Wolverine começa a morrer e diz para Jean o quanto ele se arrepende que as coisas tenham acontecido dessa forma. Após Wolverine morrer, Xavier diz para todos: “Wolverine apareceu entre nós como um inimigo, mas morreu como um X-man! Esse é o melhor epitáfio que ele poderia ter!”. Essa frase não poderia ser mais exagerada e dramática, mesmo que ele a gritasse.
Se a gente der uma olhada no Wolverine do universo Ultimate, dá pra imaginar que essa deve ser a edição favorita de Mark Millar. Mas querem saber? É uma melhor maneira de introduzir o personagem na equipe do que aquela história horrorosa da Ilha Krakoa. O melhor nisso tudo é que apesar do Wolverine se redimir no final – tá, só porque ele queria papar a mulher do ciclope – pelo menos ele fez isso da forma bronca que sempre faria. O Homem de Gelo salvou a vida dele, mas ele não estava nem aí para isso, mesmo nos seus últimos momentos. Ele só ficou “putinho” porque o Magneto atacou a Garota Marvel. E a morte do Hulk… apesar de ser o início dos eventos que culminaram nisso tudo, não tem nada a ver com o resto da história.
Que maneira tosca de morrer, e no fim, o Wolverine não comeu ninguém.
Quadrinhos que me fizeram feliz: parte 7 aqui.
Fabulosos X-men # 5 – “God put a smile upon your face”, Psylock pornô, Rainha Branca ainda sem braço e muita gente rindo da desgraça.
Por Venerável Victor “Com um sorrisão na cara desenhado por Land” Vaughan
Resenha:Uncanny X-men #5 Spoilers evoluídos artificialmente
escrita por Kieron Gillen; desenhada por Gred Land com arte final de Jay Leisten
A Saga do Anjo Negro dá as caras aqui nessa revista para morder o traseiro de Psylock – e que traseiro. Como a linha de tempo nos quadrinhos é tão flexível quanto os autores e editores desejarem, essa aventura que se deu na revista da X-force de Rick Remender, aqui em Fabulosos, concluiu no dia anterior. Claro que Wolverine não contou para Ciclope que a X-force continua na ativa, portanto Scott teve que juntar os pontos e chegar a suas próprias conclusões. Agora, cabe a ele planejar o próximo passo e mandar o Extintion Team, seus Fabulosos X-men para resgatar pessoas e conter as criaturas do mundo recém evoluído criado por Arcanjo. Agora Psylock acompanha o grupo como a telepata de plantão substituindo Emma Frost que perdeu seu braço no arco anterior dessa revista (Emma nunca sabe onde bota seus pertences…).
Magia, a irmã de Colossus teleporta a poderosa equipe para a cidadezinha que agora se tornou um mundo novo e totalmente alienígena. Scott acredita que essa confusão foi obra do Senhor Sinistro ou os Celestiais. Betsy – Psylock – tenta convencer Ciclope que ele está errado sem lhe contar que ela esteve lá e é responsável por isso tudo. O grupo se divide em duplas para melhor explorar o relevo. Algumas tiradas absurdas, algumas piadas infelizes e um fantástico momento protagonizado por Magneto. No final temos um novo vilão surgindo, com a promessa de uma grande batalha na próxima edição.
Se tem uma coisa que eu continuo desde o início adorando na narrativa de Gillen é a forma como ele interpreta o Ciclope. Scott é um grande líder e ele age como um nesse título. Apesar da próxima grande saga Marvel “Vingadores versus X-men”, ele tem uma conversa com o Capitão América nessa edição onde eles se tratam como iguais. O que deveria ser, afinal a competência e certeza nas ações de Scott fazem dele o que é e isso é sem dúvida a melhor parte desse título.
Trabalhar as conseqüências da “Saga do Anjo Negro” é um caminho lógico, e seus efeitos serem mostrados nos outros títulos mutantes é uma decisão inteligente, é por isso que apesar das falhas eu gosto da forma como os editores vem trabalhando a linha X atual. Você tem os criadores certos em cada título fazendo o que cada um sabe fazer bem. A “Saga do Anjo Negro” de Remender está tendo influências em outros quatro títulos e ele só escreve um! Tempestade aqui continua pouco a vontade com a política de “máximo de prejuízo” que Ciclope orienta sua equipe a empregar contra as ameaças.
Eu ficaria muito feliz se Guillen continuasse usando Psylock, prefiro mil vezes ela do que Emma aqui. Seus poderes e habilidades são mais interessantes e ela combinou muito bem entre os membros da equipe. Sem contar do longo histórico de aventuras e parceria dela com tempestade, Ciclope e Colossus.
O caminho para o lado negro da Força que Colossus vem tomando também é interessante. Ele mesmo está a todo o momento avisando seus companheiros disso e o fato dele agora ser o Juggernaut já é prova suficiente. Mas o fato dele ter a alma de um artista continua fazendo com que a linha a ser atravessada não seja tão fácil de acontecer. É difícil para os fãs imaginar ele dominado pelo caos, mas é intrigante ver o quanto ele tem balançado para esse lado e sofrido com isso.
Magneto aqui tem Psylock na palma da mão e isso é muito bem mostrado. Ainda não é claro como ele sabe da existência da X-force mas isso também não é algo difícil de esclarecer. O diálogo onde ele “quebra” Betsy no argumento é sem dúvida a melhor parte dessa edição.
Agora, Hope está dando mole para Namor? Muito esquisito como ela praticamente se joga em cima dele aqui. E olha que Gillen retrata o rei da Atlântida como um cara super esquisito e antipático, mas metade dos diálogos da moça dessa edição são dela paquerando o “orelha pontuda”.
Cara, quem desenha essa edição é o Greg Land, então uma porção de personagens aqui estão totalmente descaracterizados em suas expressões. As mulheres não fazem nada além de sorrir, sorrisos largos. A garota com metade da sua alma – Magia – está aqui desenhada com um bom humor maravilhoso. Hope também – e ela é uma guerreira sofrida e treinada por Cable no futuro a vida toda – e Tempestade está tendo um dia maravilhoso. A única hora que elas param de rir é quando Psylock para fazer expressões faciais de uma artista pornô. Tá eu detesto o Bachalo e não sinto falta da arte do Greg Land. E não demorou muito para eu descobrir por quê. Como ele consegue ainda trabalhar no mercado? Mas aí eu me lembrei que o Liefeld tem três títulos na DC. E pra piorar… essa edição tem três coloristas diferentes… Isso não ajudou.
Eu entendo perfeitamente a natureza secreta da X-force, mas devotos, já que Wolverine levou o jovem Genesis e o Anjo para a escola em Westchester, ninguém se preocupou em avisar que tinha uma cidade totalmente massacrada em Montana que foi substituída por uma civilização e ecossistema alienígena? Eu não quero dizer que essa é a pior edição de Fabulosos que Gillen escreveu, mas querem saber? Vendo tudo que Gillen escreveu, é mesmo. Em nenhum momento a gente vê Emma Frost e como diabos ele vai conseguir recuperar seu braço. E a arte do Greg “Argh” Land faz com que os personagens fiquem totalmente descaracterizados e rindo o tempo todo durante uma batalha contra monstros que eles nunca viram mais gordos ou mais magros. Menos Magneto que está salvo aqui por usar seu capacete o tempo todo não vermos suas expressões.
O uso da área controlada e evoluída artificialmente por Arcanjo é algo muito legal e pode render boas histórias para todo bom roteirista que quiser voltar aqui e beber dessa água. Apesar desse mundo aqui nem de longe ser tão ameaçador como foi na saga da X-force, mas também, por um lado não temos o perigo de Apocalypse ou assassinos atazanando o tempo todo. Não sei se perdi algo nesses últimos meses sobre Magneto saber da X-force, mas ele tem um argumento maravilhoso sobre o fato de nunca ter usado de mentiras e segredos todas as vezes que teve que fazer um serviço sujo. Ele sempre deu a cara à tapa.
Grad Land, assim como Liefeld – sou chato, toda hora falo desse put@, não? – continua tem do trabalho na indústria, não consigo entender como. Principalmente com tantos artistas capazes e maravilhosos querendo um espaço. Algumas vezes no passado ele fez trabalhos interessantes, mas parece que vem involuindo cada vez mais. Todas as mulheres são exatamente iguais e todos os homens fazem poses de bonequinhos de ação. Psylock aqui, ele copiou alguma imagem de uma atriz pornô e vestiu de ninja para ser ela. Sair de Carlos Pacheco – que desenhou grande parte do primeiro arco da revista – para chegar nisso é uma maldade maior que qualquer coisa que Apocalypse poderia imaginar.
Uma hora Ciclope vai descobrir sobre a X-force do Wolverine? Eu estou doidinho para ver isso.
Resenha da edição anterior aqui.
ESTRANHOS MOMENTOS DOS QUADRINHOS QUE AMAMOS: X-men de Chris Claremont
Por Venerável Victor “estranho paca” Vaughan
Como sempre, tudo que esse venerável sacerdote do Santuário escreve aqui é apenas por diversão, sem o comprometimento acadêmico e em nenhum momento as críticas feitas para esses quadrinhos que amamos é para ser levada a sério. Grandes quadrinhos geralmente tem estranhos momentos em suas trajetórias. A passagem de Jack Kirby e Stan Lee pelo Quarteto Fantástico é uma das melhores de todos os tempos na indústria e tem toneladas de estranhas e absurdas coisas nas cem edições que esses mestres fizeram. Hoje vamos falar de alguns momentos “estranhos” do início da trajetória de Chris Claremont pela revista dos filhos do átomo. Um arco de histórias onde os mutantes vão para a Escócia, com auxílio nos roteiros do mestre Bill “amo” Mantlo Por favor… é só para divertir! Divirtam-se!
Vamos falar de Magneto. Com Claremont nós começamos a observar desde cedo o hábito do roteirista de a cada edição ou nova investida, mostrar novos usos para seus poderes magnéticos. Claro que ele se superou muitos anos depois, no seu último arco de histórias na revista dos X-men nos anos noventa, quando o cara consegue controlar e arremessar as cartas de baralho carregadas de energia cinética de Gambit de volta para ele – tá, agora magnetismo também afeta papel – e essa painel abaixo é um exemplo de como os autores de quadrinhos e. Magneto, podem fazer tudo o que quiserem!
“Meus raios ópticos não conseguem atravessar esse campo magnético! Putz! Todo mundo sabe que magnetismo controla raios ópticos!”
Mas nada é mais estranho que as habilidades e poderes de Eric “O Vermelho”, personagem recorrente e misterioso , usado durante a passagem de Claremont pela revista para recuperar ou salvar qualquer burrada anterior que o autor tenha feito e que precisa ser resolvida rapidamente, aqui por exemplo, ele precisava desfazer o cagada de transformar Magneto numa criança numa edição qualquer anterior e Eric, por coincidência, tem o poder de fazer qualquer pessoa envelhecer à sua idade anterior! AUHAUAHAUHAUA
Os pais de Jean Grey finalmente descobrem que sua filha é uma mutante e super heroína, para logo em seguida verem sua menininha desaparecer em um portal interestelar. Os corôas enlouquecem com a revelação e olham para Charles Xavier em busca de algum consolo…boa sorte, Greys! Esse é o mesmo Charles Xavier que falará!
“Não se preocupem senhor e senhora Grey! Eu acabei de enviar a filha de vocês para a morte certa! Nada temam, eu sou muito bom em encontrar substitutos para cada X-men que morre na minha equipe!”
Tudo bem, esse talvez seja um dos momentos mais estranhos dessa época na revista dos mutantes… como pode o Noturno nunca ter notado que tinha o poder de se camuflar totalmente nas sombras? E o mais estranho, nunca mais ele usou esse poder de novo!
“Epa! Ninguém nunca me disse que eu nasci com uma cauda!”
Vocês acham que está tudo muito estranho? Então vamos lembrar que a primeira vez que Wolverine descobre que seu nome é Logan foi quando um leprechaun contou pra ele? Estranho? Assustador? Pela cara do baixinho, ele também achou, e essa expressão que Dave Cockrum desenhou para o quadro é impagável!














































































