Nessa edição Orion e a Mulher Maravilha se entendem após um final complicado na edição anterior, claro que após se livrarem de algumas moscas antes. Tudo isso é muito legal, afinal Cliff Chiang desenha esses personagens de uma forma que se encaixa muito bem nos roteiros de Brian Azzarello.
Brian Azzarello tem feito algo realmente especial com a Mulher Maravilha após o reboot. Ele recriou sua origem de uma maneira muito mais interessante que todas as outras canônicas interpretações, enquanto possibilita a expansão do mundo da princesa Diana em qualquer revista que ela também faça parte.
Desde o primeiro dia, Azzarello tomou a iniciativa de definir muito bem as personalidades dos deuses gregos com que passou a trabalhar, os mesmos que continuam anos fascinando até hoje a humanidade com suas disputas de poder e as divisões em sua comunidade divina. Após a leitura de uma infinidade de mitos, você irá perceber como o tempo todo um conflito eclode entre eles, lados são inevitavelmente tomados, alianças são feitas (como no caso por exemplo de Apolo e Artemis nessa revista), mas invariavelmente, traições inesperadas pontuam o fim desses contos.
Bem vindos caros amigos e devotos desse modesto santuário quadrinhístico para uma nova rodada de “Autores e Personagens: Parcerias inesquecíveis e histórias sensacionais que vão ficar para sempre em nossas mentes”! O primeiro artigo onde o tema foi abordado foi um grande sucesso, mas ficou devendo muitos grandes autores e suas histórias maravilhosas, assim como esse aqui também certamente vai deixar… pelo mesmo motivo de antes, a falta de espaço. Por isso vamos regularmente voltar a relembrar essas velhas e inesquecíveis histórias… queria agradecer a todos que comentaram no último artigo e deram sugestões… infelizmente não foi possível colocar tudo, mas tentei atender aos pedidos mais recorrentes e acrescentar algumas surpresas também… espero que gostem… e não deixem de opinar sobre seus autores e personagens preferidos… na próxima eles podem aparecer por aqui! DIVIRTAM-SE!
Jack Kirby e os Novos Deuses
Ele havia abandonado a Marvel onde ajudou a erigir as lendas que mantém até hoje a editora como uma das mais queridas para os fãs, foi trabalhar para concorrência… e não satisfeito com novos heróis, ele criou Novos Deuses! E claro, muitos outros personagens, mas certamente a mitologia do Quarto Mundo de Jack Kirby continua sendo um de seus maiores legados para a história das histórias em quadrinhos. Se os habitantes de Nova Gênese não são tão populares quanto os grandes medalhões da DC, é impossível não reconhecer em Darkseid, o senhor absoluto de Apokolips, como um dos maiores, ou quem sabe o maior e mais tenebroso vilão da editora, o deus do mal encarnado, obcecado pelos segredos da equação anti-vida e da dominação completa e definitiva de todos os mistérios do universo… quando então ele poderá reinar absoluto sobre tudo e todos, por toda a eternidade. Em seu extremo oposto, temos o irascível Órion, seu filho, criado por seus inimigos e destinado segundo antigas lendas da infalível “Fonte” a um dia ser o causador da derrocada definitiva de Darkseid. Além dele, podemos destacar, o Senhor Milagre, filho do Pai Celestial e mestre de fugas, e sua esposa, a Grande Barda, a dona do bar que que dá nome a essa sessão do Santuário e é junto com grande parte da mitologia Kirbyana (não apenas na DC como também na Marvel e outras mídias) a grande inspiração desse humilde Santuário eletrônico de quadrinhos e entretenimento, criado para ser um ponto de encontro de deuses caídos e heróis em todas as suas formas, tamanhos e cores. O obra de Kirby é complexa, mas a proposta dessa matéria é destacar autor e escolher apenas um de seus trabalhos em que houve casamento perfeito entre roteiro, arte e afinidade impecável entre eles. E nada casa melhor do que criador e criatura. Esses são os Novos Deuses de Jack Kirby.
Mike Mignola e Hellboy
Então, você atento e crítico devoto, devorador das matérias de nosso “recatado” Santuário poderá ler essas singelas frases e dizer: “Ora! Jack Kirby CRIOU os Novos Deuses! E Mike Mignola CRIOU o Hellboy. Como diabos eles não estariam em sintonia como autor e personagens”?
E eu responderia…
Você está coberto de razão. Mas vamos por outro caminho. Imagine outra pessoa desenhando o Hellboy. É óbvio que poderíamos encontrar novas e maravilhosas formas de retratar o personagem. Tão boas ou quem sabe melhores. Mas o vermelhão do Mignola é único. Assim como os Novos Deuses de Kirby. A questão aqui não é competir para ver quem faz melhor. É simplesmente respirar fundo com uma edição de seu personagem favorito nas mãos e ter o prazer de ler algo capaz de conceder um sentimento único de satisfação, algo que só poderia ser feito daquele jeito… por aquele autor, para aquele personagem. Hellboy é de longe o mais refinado quadrinho de terror desde “Monstro do Pântano” de Alan Moore (que apareceu na matéria anterior). Publicado pela Editora Dark Horse, o filho do demônio foi criado na Terra e luta em favor do bem. E durante toda a sua trágica estrada, podemos vê-lo caminhando sem medo em direção ao abismo. Nós vamos junto com ele, e o apocalipse será apenas o começo.
Neil Gaiman e Sandman
O jovem e promissor roteirista Neil Gaiman sonhou em talvez escrever um título não muito popular – porém muito interessante – dentro da DC Comics, mas o mesmo já estava prestes a ser usado por outra equipe. Assim ele perdeu o Vingador Fantasma. Mas havia outro personagem obscuro à disposição… e Gaiman decidiu aceitar trabalhar nele.
Assim nós ganhamos Sandman.
Numa completa reinvenção da personagem, abandonando totalmente suas versões anteriores (Uma delas feita por Jack Kirby e a outra, Wesley Doods, o Sandman da Sociedade da Justiça), Gaiman simplesmente destruiu tudo que se sabia e reconstruiu uma mitologia própria, em uma imensa e onírica colcha de retalhos de várias outras mitologias, desde a judaico-cristã, até a nórdica, passando pela japonesa, grega e antigas histórias pagãs. Sandman agora era Morfeu, um dos sete Perpétuos, que sempre existiram e sempre existirão. Morte (Death), Destino, Delírio (antes “Deleite”), Desejo, Desespero, Destruição e Dream (Sonho). Quem já se aventurou pelos caminhos adormecidos conhece muito bem a história, mas para os não iniciados, basta saber que os Perpétuos não são deuses. Afinal, reza a lenda que os deuses deixam de existir quando ninguém acredita mais neles. Por que os Perpétuos existem…? Ora, porque não? Mas de onde eles vieram? Bem, talvez eles simplesmente sejam um reflexo consciente do universo… e tenham o propósito de nos servir… nos torturar… ou apenas brincar conosco. Ou a resposta quem sabe seja ainda mais simples: quando o primeiro ser consciente do universo sonhou pela primeira vez, ficou estabelecido que deveria haver um senhor dos sonhos. Quando o primeiro ser deixou de viver, ficou estabelecido que deveria existir uma persona para a Desencarnação. E assim sucessivamente… até onde nada mais possa ou precise ser explicado, nem tenha que fazer sentido… para fazer todo o sentido do mundo. Como num sonho.
Todd McFarlane e Homem Aranha
Seria muito fácil escolher como personagem que melhor combina com Todd McFarlane sua própria criação, o famigerado Spawn da Image Comics. E a exemplo dos Novos Deuses de Kirby e do Hellboy de Mignola, criador e criatura se completam não? Claro que sim… Mas a verdade é que o próprio Spawn tem traços de coisas que Todd fez quando desenhava o Homem Aranha. Porque foi ali que a magia aconteceu. McFarlane e Peter Parker se afinaram de forma tão contundente que até hoje, anos depois dele ter abandonado a Marvel para ajudar a fundar a Image, é difícil não encontrar nenhum vestígio de McFarlane no Aranha… ou do Aranha em McFarlane, através do Spawn. A minissérie “Tormento”, continua sendo uma das mais vendidas da indústria e apresentou aos leitores do Homem Aranha uma estética completamente diferente de tudo que já tinha sido feito anteriormente. Criticado ou idolatrado, o fato é que ele inovou. Se um dia veremos essa parceria acontecer novamente, sinceramente acho que não, mas quem sabe? Nos quadrinhos atuais, a última moda é reviver o passado…
George Pérez e Mulher Maravilha
É preciso entender que existe a Mulher Maravilha antes e depois de George Pérez. Sobre poucos autores podemos dizer isso… por mais que tenham inovado, revolucionado e reinventado… ainda assim, geralmente deixam brechas no passado dos personagens, prosseguem dignamente sua trajetória… até passar a tocha a diante. Não é o caso de Pérez e a princesa Diana. Existe a Mulher Maravilha antes e depois de George Pérez. Ele remoldou o barro do qual ela foi feita. Imprimiu um novo brilho em seus olhos, e os tornou repletos de fúria e indignação, mas ao mesmo tempo não tirou dela a leveza e a candura da mulher maravilhosa que encanta a todos com seu jeito cativante e suas formas perfeitas, literalmente esculpidas pelas mãos de um mestre. Mas não se engane, a Diana de Pérez é a mais doce das damas mas também a mais feroz das guerreiras… e pobre de quem atravesse o seu caminho. Se existisse um panteão de quadrinhistas, Pérez seria o equivalente a Hefesto, mas além fabricar a mais forte das armas na mais bela forma feminina, sopraria nela também uma divina formosura inebriante, combinada com a inabalável austeridade da maior das amazonas.
Geoff Johns e a Sociedade da Justiça
Sim, eu poderia ter falado do Lanterna Verde. Sim, eu poderia ter falado do Flash. Diacho, eu poderia ter falado do Shazam… mas em vez de chover no molhado, (ou correr o risco de ser atingido por um raio) preferi falar sobre um dos primeiros grandes sucessos de Johns na DC, e que traduz perfeitamente o espírito da matéria… afinal… eles estavam todos mortos… ou aposentados, esquecidos, relegados à infinitas Terras Paralelas, perdidos no limbo, amarrotados em páginas amareladas pelo tempo e existindo como uma vaga lembrança na mente dos fãs veteranos ou os mais atentos ao passado. Mas Geoff Johns não só os trouxe de volta, como os rejuvenesceu e transformou-os novamente numa equipe de heróis capaz de fazer frente aos seus sucessores da Liga da Justiça. Verdade seja dita, James Robinson já havia provado que era capaz de fazer grandes histórias com esses heróis do passado com sua série “A Era de Ouro”, e também com a revitalização do título “Starman”, mas foi Johns quem lhes deu novo fôlego e uma revista mensal de sucesso que ficou anos em circulação. Alan Scott, Jay Garrick, Kent Nelson, Carter Hall, Ted Grant, Al Pratt,Wesley Doods, Ted Knight e tantos outros… Eles foram os primeiros… foram os que iniciaram o legado heroico da DC e não foram e nunca serão esquecidos. Seja em qual Terra eles estejam, sempre serão os pioneiros e continuarão inspirando as novas gerações.
As edições zero da editora DC desse mês têm sido na sua maioria boas surpresas e essa sem dúvida é uma das mais agradáveis. Aqui temos um jovem Arthur descobrindo sua herança como futuro rei da Atlântida e se tornando Aquaman. Nesse ponto, essa história também serve como introdução para um futuro arco. O roteirista Geoff Johns é um excelente escritor quando se trata de trabalhar esse tipo de continuidade retroativa e até mesmo em promover relances de acontecimentos que só veremos muito depois no futuro, nesse caso, talvez os leitores nem tenham a oportunidade de ver, com ele estando para sair do título. De qualquer forma é bom ver alguns conceitos sendo estendidos para esse personagem que é interessante muito antes de seus dias na Liga da Justiça.
Joe Prado, Ivan Reis, Geoff Johns & Rod Reis
Nesse conto Arthur está lidando com a perda de seu pai humano que se apaixonou pela rainha Atlante e juntos geraram um filho metade humano, metade atlante, que está destinado a ser o digno herdeiro do trona da Atlântida. No momento em que o jovem tem a sua identidade revelada para o mundo nesse capítulo, ele está buscando por propósito e um lugar para pertencer.
Assim como o Super-Homem, ele é uma criança de dois mundos. Em sua busca, ele guarda a esperança de encontrar sua mãe e descobre tempos depois alguns segredos que foram guardados por um velho amigo de sua família real. Tudo isso é muito similar a forma como o roteirista escreveu Lanterna Verde – Origens anos atrás, então falamos de uma zona de conforto habitual de Johns. Se existe alguma crítica aqui, seria a de que o personagem merecia mais páginas nessa história. Mas isso também é bom, pois você acaba a leitura com muita vontade de continuar dentro dela.
Nada mais pode ser dito pela maravilhosa arte do trio, Ivan Reis, Joe Prado e Rod Reis que já não tenha sido dita antes. A colaboração desses três tem proporcionados os mais belos momentos dos quadrinhos modernos. Ao passo que irão para a revista da Liga da Justiça daqui a alguns meses, um grande espaço vazio e difícil de ser preenchido terá que acontecer. Um viva para o talvez melhor título zero do mês!
Wonder Woman #0 SPOILERS
Brian Azzarello & Cliff Chiang
Capa de Cliff Chiang
Para os leitores e fãs da Maravilhosa (entre eles o virtuoso desenhista Elvis Moura) o mês zero de publicações da DC comics significa uma volta à pré-adolescência da Diana e seu difícil aprendizado com um deus Olimpiano. A história começa com uma princesa amazona de doze anos roubando um ovo de Harpia – para fazer seu bolo de aniversário? – e trazendo para sua mãe. É uma tarefa que deveria cumprir, como a rainha Hippolyta explica: “você precisa me trazer um presente adequado para que o passar de seus anos seja devidamente reconhecido”.
Impressionada com a oferta inusitada. Hippolyta permite que seja feito um torneio para a celebração do aniversário de sua filha, onde a jovem amazona Eleka mostra o quanto odeia a pequena princesa, que a vence justamente. Tempo depois, uma entediada Diana corre para as florestas da Ilha Paraíso, onde ela encontra com o deus Ares, que se apresenta para ela como Guerra. Ele diz para a menina que as lições das amazonas não são suficientes, ela precisa aprender as técnicas dos Olimpianos tanto quanto de suas irmãs. A dupla concorda em se encontrar ali todas as luas cheias e pelos próximos onze meses a princesa amazona passa por toda forma de treinamento, até o momento em que Diana insiste em usar uma espada de verdade ao invés de uma de treinamento feita de madeira.
Guerra explica que se um guerreiro decide empunhar um espada de metal é bom que ele esteja preparado para usá-la e permite que Diana lute dali por diante com uma arma de aço, contanto que seja até a morte. Sem grandes surpresas, Guerra supera e vence a adolescente, mas apesar de sua palavra anterior, ele evita o golpe mortal, demonstrando pela menina um grande… amor?
Um mês depois, com seu aniversário de treze anos se aproximando. O deus envia Diana para um labirinto com a missão de achar o próximo grande tesouro para que a aniversariante ofereça como tributo para sua mãe. Uma vez dentro, a menina encontra o seu mitológico habitante e após vencer a fera através da astúcia é convidada pelo deus a desferir o golpe mortal – que rainha guerreira não ficaria honrada com uma filha que derrotou o poderoso Minotauro ?
Mas ela irá matar a criatura?
O competente roteirista Brian Azzarello, nos presenteia com um conto memorável da jovem Diana, afirmando que se trata apenas de uma reimpressão da revista fictícia “All-Girl Adventure for Men #4”. Na introdução, temos uma narração no estilo do próprio criador da personagem, William Marston e uma representação de balões de pensamento ao belo exemplo da velha escola das comics americanas. Azzarello se concentra em construir a personalidade de Diana com afinco:
“O propósito da guerra é terminar com o conflito. Você deve matar seu oponente!”
“Não poderia a minha misericórdia ser um tributo para minha mãe?”
Apropriadamente, a personagem Diana jovem é muito menos arrogante que sua versão adulta dos Novos 52 e milhões de anos luz mais amável que a brutal guerreira da versão de Geoff Johns para a revista da Liga da Justiça. Ela aqui é inocente o suficiente para se tornar uma aprendiz do deus da Guerra e misericordiosa o suficiente para não seguir a cabo as lições finais de seu mestre. Ela foi criada para ser a melhor, para dar orgulho aos seus entes mais velhos, mas eventualmente acaba por mostrar que tem sua própria forma de pensar, independente da sabedoria milenar do Guerra. Esse ótimo conto reintroduz o tradicional antagonismo entre esses dois fantásticos personagens. Além de aprofundar os laços que os unem.
Existem nessa edição uma série de mistérios, uma coruja que observa a tudo, obviamente indicando o interesse de Athena na vida de Diana e uma jovem amazona antagonista que provavelmente será uma futura rival.
O desenhista oficial do título, Cliff Chiang, retrata uma princesa amazona como uma criança de olhos grandes, inteligente e cheia de vontade de viver. Ela brilha através das páginas, encarando cada um dos desafios que lhe são oferecidos com graça e poder. Assim como alguns dos mais fantásticos elementos dessa revista são reproduzidos pelo artista com mais fidelidade do que costumeiramente vinham sendo feitos: a passagem da Harpia e o Minotauro, que são um convite ao prazer. E quanto ao Guerra – ou Ares – ele continua assustador como sempre, mesmo quando nossa heroína está em suas boas graças. As cores de Matt Wilson estão perfeitas. Particularmente os azuis dos mares e do firmamento ao redor de Themyscira.
Fale a verdade!!! Desde a era Willian Moulton Marston, criador da personagem, que a infância de Diana não tinha sido tão empolgant . O “inventor” ficaria orgulhoso!
Vamos brincar um pouco? Que tal relembrar algumas das piores decisões (ou não) das duas maiores editoras de comics sobre o visual de alguns de seus principais personagens? Esquecendo de propósito o Wolverine selvagem ou o Caçador “Bloodwind” de Marte. Você concorda? Discorda? Acha que eu sou um fascista homofóbico? Comente!!!
O Super-Homem elétrico
“Ei galera!!! Que tal pegarmos o super herói mais famoso do mundo, tiramos dele tudo o que o torna o símbolo mais icônico e reconhecível ao redor do globo, e ao contrário colocá-lo em um uniforme de uma peça só, azul claro e branco. Ah! Nada de capa também! E vamos dar-lhe ridículos poderes elétricos, exatamente como uma versão genérica do vilão de segunda do Homem-Aranha, o Electro; alguma objeção???”
Não se sabe ao certo até hoje o que a DC estava fumando nesse dia, mas se existe um uniforme de super herói que não se deve mudar radicalmente, é o do cara com o grande e amarelo “S” no peito. No entanto essa fantasia estúpida durou por um ano completo de publicações da editora. Se você acompanhava na época a revista do Homem de Aço e a da Liga da Justiça, deve se lembrar de que até uma variação em vermelho e branco exista, afinal Kal-El descobriu que podia se separar em duas entidades distintas.
Claro que os leitores sabiam que a mudança era passageira (mentira, sabiam nada! Geral era bobinho e juvenil na época) e eventualmente nosso mais amado imigrante alienígena voltaria a usar seu clássico uniforme. Mas por que prolongar o inevitável por tanto tempo? E com um visual tão nada a ver com o personagem?
MAGNETO bonzinho
Muito tempo atrás, na década de 80, o mutante arqui-inimigo dos X-men decidiu tentar ser um cara legal por um tempo e se juntar ao grupo de heróis formado por seu amigo, Charles Xavier. Para pontuar sua mudança de vilão para mocinho, ele providenciou um novo uniforme… teria sido melhor fazer o que fez hoje em dia e apenas mudar a atitude, não o visual. Comprovadamente, bom gosto fashion não estava entre as inúmeras habilidades do Mestre do Magnetismo
Hoje em dia os personagens mutantes são conhecidos por mudar de uniforme a cada cinco minutos, inclusive Tempestade já teve uns 10 visuais diferentes, Vampira outros tantos, Ciclope e Jean Grey também não ficaram atrás.
No entanto cada vez que o visual desses heróis, assim como seus genes mutantes, sofrem mudanças no design, eles costumam manter alguma identidade original intacta: o visor do Ciclope, a capa da Tempestade (algumas vezes)… mas com o velho Magneto (o rei do botox no universo Marvel), a editora fumou o mesmo cigarrinho do Capiroto que a DC tinha consumido no texto acima e decidiram se livrar do icônico capacete. No lugar dele, um macacão colante púrpura inteiriço com um “M” gigante e… LAVANDA! AH! E nessa época ele também usava uma luva de lycra comprida que cobria até depois de seu antebraço musculoso de senhor idoso e semita. Eu não quero dizer que isso tudo é muito Drag Queen, mas… sua masculinidade sofre alguma mutação inevitável ao salvar o mundo vestido assim. Esse uniforme durou pouco, mas sua variação seguinte (não coladinha) era muito pouco melhor.
Felizmente o bom e delicado Magneto emo não durou muito e finalmente, no início dos anos noventa, tivemos de volta o nosso bom e velho racista-psicopata-impiedoso em seu clássico visual, com capacete e vilania Kirbyanos! (não entende a referência? não sabe quem é Kirby? PARE DE LER ISSO AGORA E VÁ PEDIR PERDÃO A DEUS!)
MULHER MARAVILHAvendedora de cuscuz
Nos idos anos sessenta a revista da Mulher Maravilha estava muito mal em vendas; em outras palavras a tiragem era maior que o recorde da DC de hoje em dia, o que era bem fraquinho na época. Então a editora decidiu fazer algo drástico! Eles tiraram tudo o que faz da Mulher Maravilha, a Mulher Maravilha! Realmente tudo…
Para as profundezas do Tártaro foram mandados seus poderes, seu laço da verdade, seus braceletes, sua ilha mágica, seus personagens de apoio e seu icônico uniforme, substituído por uma roupa branca bem “street” – e como se não bastasse emprestaram à moça alguns novos movimentos de karatê ao melhor estilo Bruce Lee, afinal agora ela era uma super espiã ou qualquer coisa assim. Diana tinha até um mestre japonês que lhe ensinava o caminho do guerreiro! Que maravilha, não?
Esse visual joga por terra tudo o que fazia dela a representação icônica feminina de heroína mais reconhecida do planeta. Em outras palavras foi uma cagada épica, apesar dela estar muito legal nessa capa lutando com a Mulher Gato (aquela com um rabão…). Mas no início dos anos setenta, graças à mobilização dos fãs (os tais que hoje infernizaram até que se tirasse as calças da heroína no novo uniforme criado por Jim Lee) Diana Prince voltou ao seu maiô de banho clássico estrelado. Muitos detestam o visual dos anos noventa em que ela usava um uniforme que parecia roupa de bike-cross e peruca? Pois é, mas de alguma forma ela ainda se mantinha reconhecível naquela época.
BATMANAzrael
Em algum momento dos anos noventa, o editorial da Marvel decidiu que todo herói para ter sucesso precisava de uma armadura metálica bem fodona. O que era bom e funcionava para Tony Stark, aparentemente poderia também ser bom para todo mundo. A DC resolveu copiar e, em 1993, o vilão preferido de Santa Prisca, hoje em dia febre mundial, Bane, quebrou a coluna de Bruce Wayne, legando o manto do Homem Morcego ao “Justiceiro genérico” da editora, o cara durão que mata criminosos: Azrael.
O até então inexpressivo (e amigo de balada de Mephisto) Joe Quesada que, pasmem, desenha bem, desenvolveu a nova bat-roupa, que exatamente como todos os uniformes de heróis dos anos noventa tinha imensas ombreiras e bolsos nos lugares mais improváveis, além de estranhas coisas pontudas que saem de lugares estranhos… Essa mistura de uniforme de futebol americno com roupa de safari tornava obsoleto o cinto de utilidades, vê se pode…
Muita gente pode dizer que a máscara inteiriça é uma sacada legal, o que foi provavelmente o motivo de ter sido incorporada no visual do Batman do futuro, mas todo o resto é exagerado. É claro que esse visual apenas durou enquanto Bruce Wayne estava paralítico, o que logicamente não foi por muito tempo. Sabe como é…o tempo dos quadrinhos de super heróis americanos, Onde as pessoas pouco ou nada envelhecem, além de se recuperarem de lesões graves em poucos meses.
MULHER INVISÍVELpiriguete
Sue Storm não é apenas uma figura materna para o Quarteto Fantástico, mas também literalmente a mãe de duas pequenas crianças.
Esses foram os anos noventa, onde todas as heroínas americanas, apesar de não terem glúteos avantajados como nossas belas dançarinas de axé e mulheres-frutas, mostravam toda a sua exuberância e sex-appeal para de leitores, sedentos por seios fartos e pele à mostra. E assim o símbolo máximo do recato feminino foi transformada na heroína com o visual vagaba da Marvel. Até o Namor se cobria mais que ela, nessa fase. Ou então estamos exagerando, na verdade a roupa era invisível também gente…
Ainda bem que nesse momento cronológico, o babaca do Reed Richards estava “morto”. É, as coisas estavam bem mudadas no edifício Baxter nessa época.
CANÁRIO NEGRO dançarina do Flashdance
Nem tudo de pior na moda veio dos anos noventa, é claro: os oitenta também têm seu lugar nessa lista. Canário Negro foi criada em 1947, usando meias arrastão negras, maiô e jaqueta de motoqueiro, tudo negro, além da cabeleira loira cheia de volume ao estilo das grandes musas do cinema. Mas o que é sexy pode deixar de sê-lo, é só darmos tempo ao tempo… Em meados dos anos 80 a DC decidiu mudar drasticamente o seu uniforme para algo horroroso que escondia totalmente as suas maravilhosas curvas, estilo aquelas hediondas calças jeans baggy da época, só que aqui de corpo inteiro… um horror!
Em cima disso tudo, ela tinha essas duas asas, ou o que quer que isso fosse, saindo de seus ombros, o que deve atrapalhar horrores quando se está lutando em algum beco. Para coroar esse ícone máximo do mau gosto resolveram dar para a loira uma headband – dizendo assim em ingrês fica até chique, bem, mas essa tirinha de tennis estilo Olivia Newton John não passa de (mais) um detalhe que nem a Madame Xanadu explica, quem dirá Freud..
Pelo que consta essa atrocidade durou por exatos quatro anos nas publicações, até que o choramingo dos fãs fezcom que a DC produzisse uma capa onde a Canário Negro retorna para o seu sexy e antigo uniforme e literalmente queima o novo. Desde então ela usa variações do original, para delírio da galera.
TEMPESTADENeymar Punk
Ororo Munroe teve uma pequena crise de identidade no início dos anos oitenta, quando Chris Claremont a infectou com um ovo de alienígena da Ninhada e a levou a esfaquear a líder dos Morlocks, Kalisto, em um duelo pela liderança daquele grupo. Isso foi pressão demais para a jovem africana, tida como uma deusa no Quênia e não acostumada com todo esse caos que acompanha o fato de simplesmente ser uma X-woman e personagem preferida do Claremont (muita responsabilidade!). Ela raspou a longa cabeleira branca, deixando um moicano indefectível no lugar, que nem o maior tornado que seus poderes possam provocar desmanchava.
Acompanhando o novo visual punk mutante vinham roupas de couro apertadas. Naturalmente essas mudanças na aparência de Tempestade levaram os roteiristas da época a torna-la lésbica por um curto período de tempo. Ela se envolveu com a jovem Yukio, uma ronin (samurai sem mestre) amiga de Wolverine e totalmente louca. Afinal todo mundo sabe que uma garota quando usa um moicano se torna lésbica, não??? Os escritores americanos acreditavam que sim…
THORGo Go Boy
Thor meu filho, por acaso você sabe o que você fez? Vá para o canto da sala jovenzinho e pense, ponha a mão na consciência e pense no que você usou por um tempo nos anos noventa.
Reflita profundamente por que que um martelo mágico que sempre volta para você após ser arremessado precisa de uma corrente gigante. Pense qual o objetivo prático de anular qualquer componente nórdico em seu visual, confundindo os leitores sobre quem seria aquela figura ali desenhada. Pense por que isso seria interessante para a venda de sua revista e acima de tudo, por que você pensou que usar um top, mostrando a barriguinha sarada, julgando ser uma boa ideia.
Agora que você já ficou um bom tempo no canto da sala olhando para a parede, volte aqui e escreve no quadro negro para o titio Venerável, para que diabos serviam essas faixas de couro na sua coxa???
Esse visual criado por Mike Deodato (acredito), durou pouco, pois felizmente nessa mesma época, depois de aparecer por algumas edições vestido assim, o Deus do Trovão foi morto junto com os demais Vingadores pelo vilão Massacre. E quando voltaram a vida, meses depois…vocês acham que a Marvel, perdeu a chance de manter esse uniforme morto e enterrado?
Capitão América, Demolidor e Homem-AranhaCavaleiros do Zodíaco
E essa foi a contribuição da Marvel para o clubinho dos heróis com armaduras brilhantes, um verdadeiro show de horrores: O Demolidor e o Capitão América vestiam ombreiras e joelheiras imensas. Já para o Amigão da Vizinhança, a Casa das Ideias decidiu pegar o mais ágil e elegante herói dos quadrinhos… e cobrir sua bunda fina com toneladas de metal. Realmente não faz sentido a mania dos anos noventa em acrescentar armaduras, com centenas de placas, cartucheiras, bolsos e guarda-trecos para o herói levar Tic-Tac, moedas, dadinhos de RPG e Engov… Até o Gladiador Dourado, da DC, ganhou sua versão zodiacal, mostrando que a moda tinha saído de controle. Mas felizmente o visual “quarter-back no safari” teve vida curta, só o suficiente para vender algumas unidades a mais em seus títulos solo e variações.
Alguns anos depois, no entanto, houve uma recaída editorial e a empresa de Stan Lee provou que não tinha aprendido a lição, deixando acontecer isso:
SENHOR DESTINOMarginal
Esse foi realmente horroroso. Ao invés de manter o clássico mago de capacete dourado da década de quarenta, Senhor Destino, a DC quis chegar ao extremo com o personagem. Nabu, um antigo feiticeiro egípcio e Lorde da Ordem que dá poder ao seu hospedeiro humano, é fortalecido por três objetos místicos: uma cruz ankh, um elmo/capacete e uma imensa capa.
Nessa nova versão após “Zero Hora” Destino era um criminoso que ganhou esses artefatos e foi atacado logo em seguida. A cruz ankh explodiu, dando a ele uma imensa cicatriz em forma de tatuagem em volta de seu olho, essa mesma explosão provocou queimaduras extremas que forçaram com que o cara rasgasse o manto de Nabu em tiras e envolvesse partes de seu corpo, mantendo essas feridas sob controle e ao fim, esse infeliz derreteu o capacete, em diversas facas de arremesso em forma de mais cruzes ankh…malditos anos noventa, será que a única coisa boa dessa época foi minha adolescência?
Lógico que esse visual era completado com adereços, muitos, a marca registrada da década. Diversas cartucheiras desnecessárias, ombreiras, mechas de cabelo colorido e um dos olhos que brilham. Nessa época Nabu realmente tomou na bu…
JUSTICEIROAngelical
Por que, meu Pai?! Se houve uma péssima escolha indiscutível da Marvel, essa é a tal. O Justiceiro sempre foi um cara sem poderes, esse é o seu maior charme. Ele atira na cara de mafiosos e volta para casa, é isso que ele faz. Vez ou outra, muito raramente, se envolve em alguma confusão em que tem que salvar o mundo junto com os heróis coloridos, mas é raro, seu babado é a guerra urbana e cinza.
Então a Marvel decidiu deixar uma dupla de roteiristas (provavelmente os fornecedores do cigarrinho do Capiroto para as duas editoras nos últimos anos) e o resultado foi o velho Frank Castle cometendo suicídio em um rompante de ódio e frustração; mas só de sacanagem ele foi trazido de volta à vida por anjos, agora como um caçador de demônios. Assim ele ganhou olhos que brilhavam, uma tatuagem escrota na testa e umas absolutamente hilárias armas de matar demônios. Nem mesmo Harry Houdine, o famoso artistas de fuga, conseguiria sair de uma armadilha como essa.
Como Deus é Odin e não Harry Osborn, esses eventos foram apagados e esquecidos há muito tempo… UFA!
VESPAInsectóide
Mais uma monstruosidade criada por Mike Deodato. Em algum momento dos anos noventa o bilionário Tony Stark estava sendo controlado mentalmente pelo maligno viajante temporal Kang, e acabou traindo os Vingadores, matando um punhado deles no caminho (nessa época a equipe estava cheia de personagens de segunda linha). Uma de suas vítimas foi ninguém menos que a pequena Vespa (adoro mulher minhon!)
Seu marido e bundão ocasional Henry Pym tentou trazer ela de volta à vida e teve sucesso, exceto que agora ela parecia uma borboleta dos infernos. Uma híbrida insectóide com garras, asas magenta e antenas. Esse visual também criado pelo brasileiro Mike Deodato “tenho raiva da minha mãe e quero sacanear os fãs” apenas durou até o universo quase ser detonado pelo vilão Massacre, no mesmo evento citado no tópico do Thor. Naquela estupidez chamada: MASSACRE MARVEL.
Batman – “Eu tenho novidades para você, Robin! Espera para ouvir o que o Gordon tem escondido na manga!”
Robin – “Batman está fazendo o que pode para parecer feliz, mas eu sei que seu coração não está bem”
Na época em que essa história foi publicada era comum e não continha nenhuma outra conotação, que não fosse o significado de alegria, a palavra: gay. Hoje em dia, um texto como esse é um tremendo tiro no pé. Relaxem que o Homem Morcego ainda vai protagonizar a maioria dos momentos “gloriosos” dessa matéria.
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Demolidor – “Então porque você não veste algo mais aceitável ?Eu quero que minha gata seja a mais linda da festa!”
Viúva Negra – “Seu porco chauvinista…”
Demolidor - “Eu te disse para mexer esse poposão, gatinha…”
Essa imagem há algum tempo vem sendo cult nos compartilhamentos das nas redes sociais, foi também a primeira que colecionei para um dia postar nessa matéria. Acho mesmo que um tapinha não dói e Matt Murdock tem uma vida muito sofrida, um passado ainda pior, é legal poder ver esses momentos de descontração de alguém tão sério. Agora, nessa arte a Viúva parece que esqueceu a bunda na Rússia e o cara ainda empurra o que sobrou mais pra dentro… assim fica difícil. Mas eu também ia.
♥
Vilão do mau! (que quer fazer vilanias do mau) – “Não apenas vocês estão perdidos! Assim estão também todos os que vocês conhecem!”
Elektron – “Jean Loring…eu assinei a sentença de morte dela!”
Flash – “Eu dei para Iris West o beijo da morte!”
Lanterna Verde – “Carol Ferris , em perigo iminente!”
Batman – “Robin…o que foi que eu fiz?”
O Batman não cansa de queimar o próprio filme? Que vergonha alheia . Ainda bem que um certo roteirista de nome Dennis O’Neil apareceu na vida desse cara…
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Batman – “Robin! Obruigado! Meus joelhos ainda estão me matando!”
hummm…depois todo mundo fica abismado da onde o infeliz do psiquiatra alemão Fredric Wertham tirou as idéias para escrever o livro: A sedução dos inocentes , não ficaria impressionado se depois de ler esses quadrinhos ele não escrevesse uma nova versão do Kama Sutra…
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Legenda, Tia May – “Alguma coisa deve ter sido derramada aqui… de dentro do quarto do Peter, isso está vazando por debaixo da porta. Se você me trouxer um esfregão eu posso…ó céus! No momento em que eu toquei isso, olhe o que aconteceu, eu fiquei toda grudada!”
A maldade está na mente de quem lê, ou mão do Peter Parker é cabeluda que nem uma aranha caranguejeira.
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Seu posto de perfuração de petróleo está em chamas?
O Super-Homem pode salva-lo, por uma quantia módica, porém adiantada.
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Legenda, Robin – “Essa é a primeira vez que eu tive a oportunidade de catalogar esses troféus desde que você retornou. Nossa, Batman…lembra da sunga de couro? (também a palavra THONG pode ser traduzida como chinelo de dedo, ou “tira de couro”) Ela ainda tem as suas marcas de dentes nela.”
Bom…hum, me recuso a comentar isso, constrangedor.
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Legenda, Mulher Maravilha - “Se as garotas querem ser submissas, não vejo mau nenhum nisso. O ruim para elas seria se submeter a um mestre ou uma senhora má como Paula! Uma boa senhora faria maravilhas por elas”
É sabido que o William Moulton Marston criou a heroína mais icônica dos quadrinhos baseado nas personalidades de sua mulher Elizabeth e sua amante Olive Byrne, com as quais vivia na mesma casa em uma relação publicamente polígama. Sua intenção era criar uma heroína forte, mas não deixando de ser o modelo de mulher que ele julgava convencional: poderosa e totalmente liberal sexualmente…que que é isso, novinha!!!
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Olha o Batman montando o tigre mutante ! O que que é isso morcego ??? Zoofilia, não pode!
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Super-Homem – “Porque você está comendo em pé, Lois?”
Lois Lane – “Eu acho que assim é melhor para a digestão!…Eu não posso sentar tão cedo, depois do que aquele robô fez comigo!”
O que diabos a safadinha da Lois andou fazendo com esse robô??? Nessa época a infância de muitas crianças chegou ao fim no momento que essa revista foi lida.
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Lanterna Verde - “Sem o meu anel energético, eu estou super indefeso…exceto da cintura para baixo”
O que esse babaca do Hal Jordam quis dizer com isso? Que apesar de ter perdido o anel de cima o de baixo ainda está funcionando?
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Legenda: ” Eles mantiveram as mãos apertadas por um longo tempo…”
Vou postar uma carinha de meme para ilustrar esse momento. Depois vocês vão dizer que nós estamos andando muito com aquele povo do O Baile dos Enxutos, que eu sei…
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Tadinho do Aranha , sempre levou no toba a vida toda, até de vilão meia boca. Isso é muita humilhação, mesmo para ele.
Resenha de Liga da Justiça # 8, de Geoff Johns (roteiro), Carlos D´Anda, Ivan Reis e Joe Prado (desenhos).
Por Rodrigo Garrit
NO Spoilers.
O Arqueiro Verde vem em diversas situações diferentes tentando provar seu valor e ganhar um lugar como membro da Liga da Justiça, sendo recusado em todas elas. Mas Steve Trevor, porta-voz da equipe, parece ter outros planos para o vigilante.
Nesta edição acompanhamos a Liga lidando com várias ameaças que fulguram atualmente no novo Universo DC, como os Garras da Corte das Corujas, cuja saga é publicada nos títulos relacionados ao Batman até alguns cultistas que apareceram na revista da Liga da Justiça Sombria. Apesar da existência de uma Liga da Justiça Internacional e a já citada Liga Sombria, Geoff Johns mantém firme sua decisão de manter esta equipe com seus membros fixos, e pouco interessados em admitir novos integrantes, exceto pelo Superman que se mostra muito mais inclusivo. É uma história contada em Flashs, mas revela alguns detalhes interessantes da dinâmica desses heróis e algumas surpresas, como as novas funcionalidades dos poderes do Cyborg e suas consequências. Particularmente não gostei do fato do Arqueiro ficar implorando para integrar a equipe… até onde eu sei, eles é que deviam querer tê-lo em suas fileiras… mas eu ainda tenho como referência o Oliver Queen do velho universo, que parece bem diferente dessa nova versão, a qual ainda não estou familiarizado o suficiente. Essa HQ deixa umas pistas no ar, sugerindo um envolvimento prévio entre Queen e Aquaman, onde é mencionada uma “ilha”… o que dá a entender que Arthur esteve presente quando Oliver perdeu-se numa ilha deserta, onde precisou lutar pela sobrevivência, o que o fez rever seus valores e resultou na sua transformação de milionário egoísta e mimado em herói altruísta socialmente engajado. Mas esse suposto encontro deles não parece ter sido nada amigável.
Também foi mostrado numa cena espetacularmente bem desenhada por Ivan Reis o envolvimento de um clássico membro da Liga no velho universo com essa nova equipe, num encontro que aparentemente não acabou muito bem, mas promete render boas histórias no futuro.
Clique para ampliar.
Os desenhos melhoraram muito, e Jim Lee nem fez falta. Não que o desenhista da edição anterior, Gene Ha, seja ruim… muito pelo contrário, mas seu traço me causou uma forte estranheza, não achei que combinasse com os personagens e com a história que foi contada.
Esse número é desenhado por três artistas diferentes. Carlos D´Anda não fez feio, mas quem brilha mesmo é Ivan Reis e Joe Prado, que nos concedem um verdadeiro show visual à parte.
Geoff Johns por sua vez, nos ofereceu alguns “brindes”, pequenas pérolas de informação, o que amenizou um pouco o ritmo lento com que as aventuras da Liga vem se desenvolvendo. Mas eu prefiro acreditar que com isso ele esteja armando os alicerces de um plano maior, o qual culminará em algumas histórias espetaculares com os maiores heróis do mundo.
E que venha a tempestade!
Roteiro de Geoff Johns, arte de Gary Frank
NO Spoilers.
Na segunda história curta que reapresenta a origem do famoso personagem, Billy Batson é adotado e se depara com uma casa simples porém aconchegante, que terá que dividir com mais cinco irmãos adotivos. Cada um tem uma personalidade bem diferente e forte, mas concordam numa coisa: sempre ajudar um ao outro. Mas Billy não está interessado, ele se vê como alguém ali apenas de passagem, ansiando por voos mais altos.
Ele só não imagina o quão mais altos.
Os cinco irmãos são praticamente os mesmos personagens usados por Johns na saga Flashpoint, que juntos se transformavam no “Capitão Trovão”. Me chamou a atenção o fato de que nessa versão, algumas características físicas deles foram alteradas… Darla está mais jovem, Pedro mais alto e bem acima do peso, Freddie Freeman (“Capitão Marvel Jr.” E depois “Shazam” no velho universo), ainda possui a deficiência que o obriga a usar muletas, mas agora ele é loiro. Eugene não mudou tanto e Mary (“Mary Marvel” no velho universo), supostamente não é mais irmã natural de Billy.
Pedro, Eugene, Mary, Freddy e Darla. O mesmo grupo que formava com Billy o “Capitão Trovão” na saga Flashpoint.
Os desenhos de Gary Frank são de uma sutileza incrível, muito expressivos e realistas, claro, considerando-se os parâmetros impostos por uma história em quadrinhos de super heróis. Ele já havia feito um trabalho incrível em Superman, e junto com Johns, tem tudo para revitalizar o mortal mais poderoso da Terra, que há anos deve boas histórias aos seus fãs. Desde a reformulação do grande Jerry Ordway nos anos 90, para ser mais exato.
A Liga da Justiça parece finalmente estar entrando nos eixos e firmando caminho rumo a boas histórias.
Resenha de Liga da Justiça # 7, de Geoff Johns (roteiro) e Gene Ha (arte).
Por Rodrigo Garrit
Contém spoilers.
Um incidente envolvendo o roubo de um objeto conhecido o “O Olho de Rá” do projeto Argus leva a equipe da Liga da Justiça a enfrentar criaturas monstruosas pelas ruas da cidade, onde o povo os ama e deposita neles sua fé e esperança. O major Steve Trevor, é membro do projeto Argus e porta voz oficial da Liga da Justiça, que se recusa a manter um contato mais próximo com o governo americano ou de qualquer pais, o que provoca muito descontentamento por parte da ONU.
Essa foi a pior história da Liga da Justiça que eu li nos últimos anos… eu não lia nada tão ruim desde a funesta fase de Dan Vado, publicada pela Editora Abril no extinto gibi em formatinho “Liga da Justiça e Batman” dos anos 90. Depois das últimas edições, repletas de ação e aventura, e que apesar de não terem sido nenhum marco dos quadrinhos foram extremamente divertidas, o que temos aqui é uma total discussão burocrática sobre a atuação da Liga, o papel deles em relação ao mundo e as cobranças por parte da imprensa, da opinião pública e do governo sobre Steve Trevor, o único capaz de manter contato com a equipe.
Steve é um velho coadjuvante das histórias da Mulher Maravilha, e existe ainda aquela tensão sexual entre eles. Outra personagem recorrente das aventuras de Diana também reaparece, como assessora de Steve: Etta Candy. Em sua nova caracterização, ela agora é uma mulher negra e magérrima. (A versão anterior ficou famosa por ser uma simpática gordinha). É, a DC fez o mesmo com Amanda Waller que era uma senhora acima do peso e se tornou uma gatinha malhada. Eu apoio a inclusão, mas tomara que eles não comecem a discriminar os gordinhos! Quantos heróis acima do peso vocês conhecem? Gordinhos também amam, poxa vida!
Os desenhos de Gene Ha são muito bons, mas contrastam demais com os de Jim Lee, que vinha desenhando a revista até então, e continua fazendo as capas. Para quem vinha acompanhando, é uma mudança muito brusca, piorada pela história fraquíssima que foi apresentada. De qualquer forma ele desenha essa e a próxima edição, e a partir daí, Jim Lee está de volta, e um arco mais interessante deve começar a se desenvolver.
Essa revista até a edição anterior era um grande chamariz para novos leitores, inclusive encabeçando as vendas da DC, porém essa edição é um balde de água fria… capaz de fazer muitos leitores mais impacientes desistirem de continuar a colecionar a mesma. O que salva essa edição é a história de apoio…
Escrita pelo mesmo Geoff Johns com arte do ótimo Gary Frank, essa história secundária trás o aguardado retorno do Capitão Marvel para as páginas da nova DC. Ou melhor, Capitão Marvel não… a partir de agora ele abandona definitivamente esse nome a assume de vez a alcunha do mago que lhe concede poderes: SHAZAM!
Um rapaz franzino e de óculos está indo para um prédio tranquilamente, e no caminho dá uma esmola para Alan Moore um morador de rua, e segue normalmente, tomando o elevador, até que de repente surge magicamente em outro lugar, um enorme salão medieval repleto de artefatos estranhos. Lá ele se depara com um ancião que parece testá-lo e reprova-lo em algum tipo de teste, mandando-o para casa em seguida.
Quando saíram as primeiras imagens ainda em preto e branco dessa sequencia, especulou-se que esse rapaz seria Billy Batson tendo seu primeiro encontro com o mago na Pedra da Eternidade, na clássica cena em que ele recebe seus poderes e se transforma no Capitão Marvel. Os boatos eram de que agora Billy seria mais ligado à magia do que nunca, sendo mais bruxo do que super-herói, e baseado na aparência vista nessas primeiras imagens, ele seria uma espécie de sócia do Harry Potter… Um boato que se mostrou totalmente falso. Na verdade, o mago parece estar testando várias pessoas pelo mundo, supostamente buscando alguém para ser o seu campeão. As pessoas “reprovadas” são todas devolvidas as suas vidas normais depois, com todas as lembranças do ocorrido… o que me faz especular, o velho mago que conhecemos não tomaria o cuidado de apagar esse fato das mentes deles para proteger o grande segredo? Ele está assim tão desesperado, ou simplesmente fraco demais…?
Temos a aparição de outro clássico personagem da mitologia do Capitão Marvel: o Dr. Silvana. Ele também teve suas características alteradas, e em vez de um nerd careca, baixinho e de óculos fundo de garrafa, temos aqui um nerd, careca e saradão. Mais um exemplo do “efeito academia” da nova DC. Baixinhos e gordinhos não terão mais vez? O que a Mônica vai pensar disso?
O novo Dr. Silvana está obcecado pela lenda do “Adão Negro”, e está convencido de que essas “abduções mágicas” estão relacionadas a ela. Ele é um homem da ciência buscando evidências no sobrenatural. Fisicamente, ele lembra um bocado o Lex Luthor, mas na verdade, quem ele realmente me lembrou foi o professor Crocker do desenho Padrinhos Mágicos! Um cientista que tenta desesperadamente provar que fadas existem!
Fadas existem! Padrinhos Mágicos são reais! E o mago Shazam também! EU POSSO PROVAR!!!
Enquanto isso, Billy Batson está em um orfanato prestes a ser adotado. Ele não foi mostrado vendendo jornais nas ruas nem apresentando um programa de rádio, (em vez disso ele diz gostar de fazer “podcasts”) mas continua o mesmo “menino velho” de sempre, inteligente e maduro para a idade, embora esteja passando pela fase “Adolescente Problema” e com sérias dificuldades de se encaixar em qualquer lugar que seja.
A história termina com uma baita premissa e a promessa de muitas coisas novas e interessantes para a nova versão Mortal mais poderoso da Terra.
O Santuário deseja que a maldição de Shazam seja quebrada e uma tempestade de raios varra de uma vez por todas a inexplicável inexpressividade que acompanha o personagem ao longo dos anos…
Para resenhas anteriores de Liga da Justiça, clique AQUI!
Por Venerável Victor ”Um tratador de macacos rebootado” Vaughan
TERRA-2
Não é preciso entrar em polêmica para se falar dessa revista
Apesar da visão do escritor britânico James Robinson e da desenhista australiana Nicola Scott para o a nova série da DC, “Terra-2”, ser algo realmente novo e interessante; e por ter conseguido uma quantidade imensa de defensores pelos fóruns da rede, é óbvio que sua apreciação não é unânime. E pode-se claramente entender por que.
Essa visão do autor é na superfície muito mais sombria que a do universo oficial – que aqui chamaremos de Terra-1 – e que por controvérsia também é muito mais sombria que a anterior ao reboot. E se os leitores da editora não apreciam na sua totalidade o Novo Universo DC mais sombrio – não me refiro a linha Dark, que é um sucesso de crítica, leitores e vendas – como é que poderiam apreciar a série Terra-2 sem ressalvas? Aqui o Santuário oferecerá aos seus devotos razões para se dar uma chance ao novo título.
A primeira aparição da Sociedade da Justiça, na Era de Prata após serem substituídos pela “nova” Liga da Justiça e a capa número #1 da atual revista: Terra-2
Primeiro de tudo, Terra-2 é um dos melhores títulos da editora atualmente por se tratar de ser o verdadeiro reboot, algo que, apesar de todo o barulho e marketing, os “Novos 52” nunca foram realmente. “Esse relaunch não é um reboot!” eles disseram, então seria injusto acusar a DC por isso. Exceto que sim em alguns sentidos e não em outros, alguns personagens e revistas foram “rebootadas” e outras não… alguns títulos foram realmente re-imaginados, outros ordinariamente apenas recontaram os velhos conceitos com novas cores. No todo, a iniciativa foi extremamente confusa e covarde, não se pode dizer que foi realmente um novo começo e desaponta pela falta total de verdadeira ambição artística.
Terra-2, por outro lado é um reboot completo. Essa de forma alguma é a clássica Terra-2 da antiga Sociedade da Justiça, Corporação Infinito ou do All-Star Squadrão. Esse certamente não é um universo onde os heróis da Era de Ouro lutaram contra “comunistas sujos” e criminosos comuns da década de 40, e onde seus filhos cresceram embaixo de suas asas para se tornarem uma nova geração de heróis. Melhor deixar isso de lado, esquecer, ou muitos leitores vão começar a chorar e alguns irão mencionar até o nome de Donna Troy (que não tem nada a ver, mas sempre vem a tona)…
O novo visual de Alan Scott e Jay Garrick, respectivamente o Lanterna Verde e o Flash da Terra-2
Não! Essa é uma completamente nova reinvenção, daquele tipo que nunca foi realmente feita na Terra-1. E isso tem muito do trabalho e contexto do que a DC fez com a Terra-1 e a Terra-2 após a Crise original em 1986. Essas duas “Terras” após essa mega saga, foram mescladas em uma única Terra. Os heróis da Era de Ouro começaram a compartilhar uma história com os “heróis modernos”, sendo os responsáveis pelo surgimento de uma Era Heroica que inspirou os justiceiros da atualidade. Barry Allen se chama Flash por causa de seu predecessor Jay Garrick e até mesmo personagens como o Super-Homem pôde olhar para trás e dizer que foi inspirado por esses grandes feitos históricos de heróis mais velhos (a Marvel fez a mesma coisa com o Capitão América). Eventualmente, os heróis da Era de Ouro foram trazidos para o presente e cada um, por artimanhas aqui e ali de roteiristas criativos e muito safados, continuaram servindo a sociedade como justiceiros ativos e em outros casos representados por jovens heróis descendentes ou não deles, que passaram a defender seus legados. A Terra-1 está mais pobre por não tê-los mais? Sim, mas não estamos aqui para falar dela.
A nova Terra-2 usa o mesmo tema original de sua homônima pré-crise, mas agora totalmente atualizada e ironicamente ao contrário da sua versão anterior, os leitores foram apresentados a um Super-Homem (Clark Kent), Mulher Maravilha (Diana) e Batman (Bruce Wayne) que aqui representam os legados originais, mas a revista rapidamente os mata no melhor estilo “O que aconteceria se…” num último sacrifício para derrotar a invasão de Darkseid a Terra, porém com a fantástica exceção que não tivemos que esperar seis edições para isso acontecer.
Os membros sobreviventes herdeiros de seus legados, Supergirl e a filha de Batman: a Robin, foram acidentalmente enviadas para a Terra-1 para se tornarem a Poderosa e Caçadora respectivamente, emergindo aqui cinco anos depois, sincronizadas assim com a cronologia vigente do Novo Universo DC.
É chegado um novo tempo para essa realidade alternativa, uma nova era heroica na Terra-2 é apresentada, mas dessa vez, Jay Garrick, Alan Scott, Al Pratt e muitos outros serão a nova geração a surgir dos escombros dessa tragédia. Para muitos fãs do trabalho do antigo roteirista Roy Thomas a frente da Terra-2 isso pode ser um susto, mas é tão “assustador” como foi para os leitores da Era de Prata quando viram pela primeira vez o “novo” Flash Barry Allan surgindo em 1956.
Apesar dos leitores não entrarem num consenso a respeito de um reboot, relounch ou louchboot, não sei mais, James Robinson está fazendo o que faz de melhor em Terra-2: pegar personagens da antiga e longe de interessar à editora e dar-lhes a chance de uma nova vida, enquanto presta tributo ao que eles costumavam representar.
Aqui nós temos inúmeras pistas que dão aos fãs esperança de que isso não será esquecido, afinal temos um Super-Homem admitindo que a Mulher Maravilha é “sensacional”, o uso dos deuses romanos ao invés dos Gregos, o “pequeno” sargento Pratt protegendo uma “bomba atômica”… esses são tributos a conceitos clássicos da Era de Ouro que provocaram sorrisos de canto de boca em leitores muito mais antigos que a maioria de nós. E apesar de Terra-2 ser agora um conceito contemporâneo, os heróis da Era de Prata serão o Legado que a “antiga/nova” Sociedade da Justiça, a partir de agora seguirá com orgulho.
Nessa matéria foi mencionada a palavra “esperança” e é válido ressaltar que esse é o sentimento que difere esse título das demais 51 revistas da “Terra-1”. Sim, a revista Terra-2 começou de cara com um tragédia, mas o conceito fundamental trata-se exatamente disso, todo a reconstrução de um universo a partir daí. O lado sombrio da Terra-1 remete ao modo como as pessoas enxergam seus heróis (não injustamente, lógico), desacreditadas de seus ícones e esses mesmos sendo “escrotos” que não verdadeiramente buscam algum tipo de redenção, essa nova continuidade tenta se assemelhar com a de Authority ou Watchmen, universos que não necessariamente inspiram esperança. Na Terra-2, ao contrário, é nítido o potencial para uma positiva ficção, a partir do momento que boas pessoas foram chamadas para assumirem mantos heroicos inspirados pelo sacrifício dos maiores heróis daquele mundo.
Os antigos herdeiros dos heróis da Era de Ouro: A “Corporação Infinito” com seus mentores da Sociedade da Justiça.
NOTA:Morreu ontem, dia 6 de Junho, aos 91 anos, o americano Ray Bradbury. Autor de 11 romances e mais de 400 contos publicados. Ficou conhecido principalmente pelas suas obras de ficção científica, como as “Crônicas marcianas” e “Farenheit 451″. Na próxima quinta-feira o Santuário, em homenagem a esse que é considerado o maior autor de ficção científica/fantasia do mundo moderno, resenhará sua obra mais popular.