BATMAN # 11 – Bem vindo ao outro lado do espelho, Bruce Wayne!

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19203_279328695529018_454477680_nResenha de Batman # 11, com a conclusão do arco com a Corte das Corujas, de Scott Snyder (roteiros), Greg Capullo (desenhos) e Jonathan Glapion (Arte-Final). A história secundária teve roteiro de Snyder com James Tynion IV, e arte de Rafael Albuquerque.

Por Rodrigo Garrit

Contém spoilers revelações sobre a história Continuar lendo

BATMAN # 9 – Agora é GUERRA!

Resenha de Batman # 9, de Scott Snyder (roteiros), Greg Capullo (desenhos) e Jonathan Glapion (Arte-Final). A história secundária teve roteiro de Snyder com James Tynion IV, e arte de Rafael Albuquerque.

Por Rodrigo Garrit

NO Spoilers

Com a Mansão Wayne sitiada, Bruce veste sua armadura de guerra e combate ferozmente os Garras, agentes geneticamente modificados da Corte das Corujas. Sendo praticamente cadáveres reanimados, com força e velocidade descomunais e um poderoso fator de cura, esses soldados servem fielmente a corte, e encontram-se obcecados em matar Bruce Wayne. O lado ruim é que esses “zumbis super-humanos” nunca se cansam e nunca desistem. O lado bom é que Bruce não precisa se conter.

Nos bastidores do evento, Alfred tenta desesperadamente baixar artificialmente a temperatura da caverna, pois o frio é a única coisa eficaz contra os Garras.

E nesse número fiquei sabendo a real função do dinossauro na caverna.

Pura adrenalina do primeiro ao último quadrinho é o que podemos esperar dessa edição. Scott Snyder invoca o Cavaleiro das Trevas das profundezas mais sombrias, e desperta um guerreiro implacável, um gênio tático, e surpreendentemente humano. Esse é o Batman que vai envelhecer e viver a história imaginada por Frank Miller no clássico “The Dark Knight”. É o Batman que enfrenta o pior do mundo, e paga o preço necessário para vencer. Um estrategista nato, o maior detetive do mundo. O Batman como deve ser. Um soldado que não hesita, não se rende e não aceita a possibilidade da derrota, mesmo que tudo à sua volta esteja desmoronando, desde sua casa aos seus ideias e crenças mais sinceras. E tudo desmorona mesmo. Mas ele não vê, não ouve, não se importa. Ele vai lutar até o fim, e vai salvar o máximo de vidas que puder.

Os desenhos de Greg Capullo acompanham a dramaticidade da história, sejam nas cenas de ação desenfreada, nas pausas dramáticas, ou nos olhares de horror e medo… ele desenha quadros que nos passam velocidade, movimento e dinâmica. Poucos artistas da área de quadrinhos têm esse dom.

Na história de apoio, escrita por Snyder e James Tynior IV com desenhos de Rafael Albuquerque, temos uma pausa na ação atual, voltando alguns anos no tempo, e revelando o passado de um dos coadjuvantes mais importantes do universo do Morcego: Alfred Pennyworth. A história é narrada por Jarvis, pai de Alfred, que serviu aos Wayne antes dele, e sua possível ligação já naquela época com a Corte das Corujas e as consequências desse suposto envolvimento entre eles.

Algumas questões são propostas nessa história, tais como a verdadeira causa da morte de Thomas e Martha Wayne. Foi mesmo um assalto aleatório? E a morte de qualquer outro Wayne nos últimos séculos?

As corujas tigre são predadores naturais dos morcegos, e por muito tempo obrigou-os a esconder-se nas profundezas da caverna.

Mas agora eles estão de volta. Furiosos. É hora da vingança.

A revista do Batman nos novos 52, veio para provar que um grande clássico dos quadrinhos não precisa necessariamente ser uma edição especial fechada, como “A Piada Mortal” de Alan Moore e Brian Bolland ou Asilo Arkham de Grant Morrison e Dave Mckean, por exemplo. Não precisa ser “O Cavaleiro das Trevas” de Frank Miller, ou tantas outras grandes histórias.

Scott Snyder está escrevendo um clássico moderno, dentro de um título mensal.

Que época espetacular para ser fã do Batman…!

Resenha anterior? Clique AQUI!

ATUALIZAÇÃO: Este artigo foi escrito com antecedência e programado para ser publicado automaticamente, antes dos terríveis acontecimentos na pré-estreia do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, no cinema de Aurora, no estado do Colorado, EUA, onde um louco desequilibrado atirou contra o público matando cerca de 12 pessoas e ferindo outras tantas. O artigo na íntegra não será retirado do ar por respeito aos leitores, mas o clima no qual ele foi escrito não reflete o real sentimento de pesar que ficou após o ataque. Gostaríamos de expressar nossas profundas condolências e respeito as famílias das vítimas, que estavam em um momento de descontração e sofreram essa violência irracional e desmedida. Vamos torcer para que a justiça seja feita e que medidas sejam tomadas para que no futuro algo parecido jamais se repita.

Que Deus conforte e conceda força aos familiares dos que se foram e os sobreviventes dessa tragédia.

BATMAN # 8 – Começa a Noite das Corujas!

Resenha de Batman # 8, de Scott Snyder (roteiros), Greg Capullo (desenhos) e Jonathan Glapion (Arte-Final). A história backup teve roteiro de Snyder com James Tynion IV, e arte de Rafael Albuquerque.

Por Rodrigo Garrit

Contém SPOILERS…!

Um grupo de assassinos da Corte das Corujas, os “Garras”, invade a Mansão Wayne e sentencia seu proprietário à morte. Resta a Bruce e seu fiel mordomo Alfred lutarem por suas vidas, cercados de alguns dos assassinos mais perigosos do planeta, que além de intensamente treinados, possuem habilidades regenerativas que fazem deles guerreiros incansáveis.

Com isso, um homem desarmado, de pijamas e ainda se recuperando dos ferimentos sofridos anteriormente é atacado no meio da noite em pleno conforto de seu lar. Os inimigos têm a vantagem do elemento surpresa e invadem facilmente a mansão e a caverna em seu subsolo, expondo a dupla identidade do dono do lugar. O ataque é rápido, violento e sem piedade. Qualquer outra pessoa teria sido abatida em questão de minutos, mas esse homem desarmado e trajando apenas seu pijama está longe de ser “qualquer outra pessoa”. Logo ele mostra também que “estar desarmado” é uma questão de ponto de vista, já que qualquer objeto próximo se torna instrumento de ataque, mas a coisa não se resume a algo tão simplista. Alfred é remanejado para a caverna, onde teoricamente estaria seguro, enquanto Bruce se desvencilha de seus atacantes, usando de subterfúgios e deslocando-se para certos pontos específicos da residência, o que poderia ser interpretado como uma saída estratégica, uma fuga para ter a chance de se reorganizar e se recompor do repentino ataque. Mas não é caso. Cada passo dele tem uma razão de ser, e logo vemos que Bruce não é uma vítima dentro de um ambiente fechado repleto de assassinos. Ele é o predador. A Mansão Wayne é um arma.

E eles estão dentro dela, com o Cavaleiro das Trevas.

A luta chega até a caverna, onde aparentemente os Garras não tiveram nenhuma dificuldade de invadir, o que dá a entender que a Corte das Corujas conhece o segredo do Batman.

Eu nunca tinha parado muito pra pensar nisso, mas o pequeno arsenal armazenado no interior da caverna poderia ser o bastante para tomar o poder de um país… ou, quem sabe de um continente inteiro, mesmo considerando a atuação de outros meta-humanos, embora o exército para o qual ele foi feito seja composto de um homem só.

Só que esse homem é o Batman.

Ele descobre que existe uma lista de pessoas marcadas para morrer em Gotham. O já notório terror psicológico e brutal causado pela Corte das Corujas ganha nova proporção quando as pessoas da lista começam a ser atacadas…todas proeminentes nomes da cidade, perseguidos e assassinados friamente, um por um. Juízes, promotores, delegados, advogados, médicos… e o comissário de policia. Qualquer um eu já tenha feito algo de bom pela cidade, qualquer um que tenha feito algo para tornar o lugar mais civilizado, algo para amenizar a dor do povo que vive nesse inferno de concreto e aço chamado Gotham City, tornou-se instantaneamente um alvo em potencial.

Ser honesto em Gotham tornou-se uma sentença de morte. A Corte deseja destruir o espírito da cidade, quebrar cada milímetro de esperança que alguém já tenha nutrido.

Essa história serve como prelúdio para a saga “A Noite das Corujas”, que envolverá todos os outros títulos relacionados com o Morcego.  De posse da lista de nomes, Alfred entra em contato com todos os vigilantes da “família”, com a missão de proteger esses cidadãos, embora para muitos já seja tarde demais.

Esses enfrentamentos com o Garras se espalharão pelos títulos de Asa Noturna, Robin Vermelho, Batgirl, Aves de Rapina, Batman e Robin e Capuz Vermelho.

Enquanto isso, Bruce toma algumas medidas extremas para proteger seu forte, e nessa edição eu acabei entendendo a real função da moeda gigante na caverna.

A arte de Greg Capullo parece um pouco menos caprichada que nas edições anteriores, que ele vem tocando de forma muito competente. Neste número tivemos também uma história de apoio que complementa a trama principal, desenhada por Rafael Albuquerque, que imprime seu estilo já conhecido pelos leitores de “Vampiro Americano” da Vertigo (também escrito por Scott Snyder) e até que não destoa tanto do traço de Capullo a ponto de causar muita estranheza.

A história é empolgante do começo ao fim, prende a atenção de modo a nos fazer imaginar como Bruce irá rechaçar seus inimigos, ou como pode acabar caindo derrotado, uma vez que a Corte já provou ser capaz de levá-lo a um estado de extremo descontrole emocional, o que em sua confessa arrogância, o fez cometer pequenos erros que por pouco não o levaram à morte.

O problema com a Corte é que o caso se torna pessoal demais, há um histórico antigo entre eles e a dinastia Wayne, que faz cair por terra muitas coisas que Bruce acredita serem verdades inabaláveis. Como ele diz ao Alfred nessa edição, sente como se estivesse todo esse tempo brincando com uma maquete de Gotham, algo apenas superficial, enquanto a verdadeira Gotham , a que importa, guarda segredos que escaparam tão bem enraizados que conseguiram passar despercebidos até pelo maior detetive do mundo.

Um ótimo pontapé inicial para uma saga que promete abalar as estruturas de Batman, seu passado e seus conceitos.

Cada vez mais Snyder diz a que veio, impondo-se como um dos melhores roteiristas do Batman dos últimos anos. É para os fãs do personagem voltarem a acompanhar suas histórias com um entusiasmo que já não aparecia com tanta frequência nos últimos tempos.

E que venham as corujas!

Resenhas anteriores de Batman? Clique AQUI!

Tune 8 – Conectado.

Resenha de “Tune 8” com roteiro e arte de Rafael Albuquerque.

Por Rodrigo Garrit

Este artigo pode conter spoilers. Leia por sua conta e risco.

Um experimento de viagem no tempo com finalidades misteriosas. Um viajante perdido numa época estranha e hostil, e com uma perigosa jornada pela frente. Joshua é enviado por um suposto cientista do ano de 2343 D.C. numa expedição temporal ao passado. Seu nome é mantido sob sigilo e sua missão é incerta. Porém, algo aparentemente dá muito errado, e em vez de aparecer no local planejado, chega numa região inóspita que mescla tecnologia  e a existência de animais pré-históricos, no que pode ser chamado na falta de um termo melhor, de uma cultura Punk-Medieval. Joshua chega desorientado e antes que possa respirar é capturado por soldados empunhando espadas e cavalgando dinossauros.

Essa é a premissa da história, que conta com roteiro e arte de Rafael Albuquerque (Vampiro Americano). A publicação independente nasceu na web, foi publicado originalmente no portal IG Jovem, e agora ganha sua versão de papel.

A história tem um ou outro toque de alguns filmes pós apocalípticos, com premissas que lembram de Exterminador do Futuro a Mad Max, passando por Planeta dos Macacos. Mas essa mistura rende uma narrativa interessante, que estimula o leitor a continuar acompanhando para descobrir o que vem a seguir.

O destaque fica para o personagem Noth, que transita por toda a história através de flashbacks e inserções de acontecimentos futuros intercalados com a desventura temporal de Joshua. Muitas perguntas são lançadas… qual a sua verdadeira intenção? Com que finalidade enviou Joshua através do tempo? De que lado realmente está a tal “resistência”?

Rafael Albuquerque

Os fãs de seu traço podem esperar o mesmo estilo despojado e dinâmico, muito bom para cenas de ação e momentos climáticos. Funciona muito bem para histórias de terror, mas concedeu uma forte carga emocional a essa ficção científica. As cores são um show à parte, escolhidas com muito bom gosto, os personagens são mostrados o tempo todo em tons de azul, às vezes com alguns detalhes em branco e vermelho que se destacam. Predomina ao fundo das cenas do passado, um amarelo vivo, radiante; enquanto que as cenas no presente são mais escuras e nebulosas.

O roteiro é instigante, embora em determinados momentos se torne confuso, mas isso acontece devido ao próprio tema escolhido, uma vez que a viagem no tempo e seus paradoxos podem dar um nó na cabeça de qualquer um, e embora isso seja parte do charme desse tipo de história, as vezes se torna um pouco cansativo.  No contexto geral, temos uma boa história de ficção científica, belamente desenhada e visualmente muito atraente.

A versão impressa contém vários esboços e a descrição do processo de criação dos personagens. Mas Tune 8 pode ser lida on line e gratuitamente no portal IG Jovem, clicando aqui, inclusive com a segunda parte da história, completando assim a sua primeira temporada.