O QUE ACONTECERIA SE O QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE PODERES DIFERENTES?

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por Venerável Victor “Tratador Fantástico” Vaughan

Img-de-CapalogoQFMuitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Roy Thomas e nerd definitivo (muito antes de Grant Morrisons, Scott Snyder e Geoff Johns) o que aconteceria se o quarte fantático que aprendemos a conhecer, fosse diferente…

Quarteto Fantástico – criados por stan Lee & Jack Kirby

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O que aconteceria se os novos X-men tivessem morrido em sua primeira missão?

por Venerável Victor “Tratador de macacos mutantes” Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia. O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos descobrir, através do roteirista veterano Roy Thomas e nerd definitivo (muito antes de Grant Morrisons, Scott Snyder e Geoff Johns) o que aconteceria se o mundo perdesse a sua principal e mais poderosa equipe mutante.

X-men – Criados por Stan Lee & Jack Kirby

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Marvel & Caverna do Dragão, a PRISÃO SEM MUROS

Por Venerável Victor  ”Man Monkey”  Vaughan

Como um “True believer”  do bom e safado Stan Lee, o universo da Casa das Idéias não poderia estar ausente no nosso Santuário. Inspirado por duas matérias interessantíssimas do nobre colega sacerdote Henry Garrit, uma sobre Caverna do Dragão (D&D) e a última sobre o fantástico Monstro do Pântano me senti na obrigação de fazer o que mais gosto de fazer –  assim como  beber coca-cola e cuidar de macacos, além de  uma série de coisas que não posso mencionar aqui, pois envolvem fetiches –  mostrar as ligações existentes entre diversos universos e mídias!

Mas o que Caverna do Dragão tem em comum com quadrinhos? Ora… a editora de Stan Lee era uma das produtoras do desenho. Curioso que os sobrenomes dos garotos homenageiam personagens icônicos da DC… mas fetiches a parte, além de diversas referências aos monstros do jogo D&D que co-produzia a série, o Tiamat, o Observador, os Orks e tantos mais, no episódio sete da primeira temporada, batizado de Prisão sem muros, temos uma referência visual forte a um clássico da Marvel que estreiou em Savage Tales – revista de terror e ficção que vendia horrores e era o carro chefe da editora muito antes da era dos heróis  - de maio de 1971 e viria a “inspirar” a criação de seu concorrente “pantanoso” na DC, dois meses depois: eu estou falando do… Homem-Coisa!

Nesse episódio de “D&D”, O Mestre dos Magos envia os garotos para um vale onde moram gnomos. Ao chegar, eles descobrem que os gnomos foram escravizados pelo Vingador, que os obriga a trabalhar na mineração de pedras místicas. Para liberta-los, os garotos precisam procurar por Lukion, o feiticeiro cuja magia protege o vale dos gnomos por séculos, Lukion  esta aprisionado em uma prisão sem muros. Mas que raios de prisão era esta que não tinha muros? –  perguntavam os personagens. Neste ínterim eles são atacados por um monstro horrível no Pântano das Lamentações, lutam e fogem. No decorrer da história descobrem que este monstro nada mais é do que o mago que estavam procurando, ele estava naquela forma porque foi enfeitiçado pelo vilão Vingador. Ou seja, a prisão sem muros era na verdade a forma monstruosa em que ele se encontrava e não conseguia dela se libertar. E advinha com quem essa criatura se parece???

Não sou partidário dessa richa entre os fãs das duas editoras, adoro ambas, procuro é me encantar com boas histórias apenas e confesso que é visível as dezenas de imitações de personagens que o Lee fez de criações da DC…mas no caso do Monstro do Pântano do veterano Len Wein, por mais maravilhoso que ele seja, o “trombudo”  da Marvel é o original dessa vez.

Criado por Stan Lee e Roy Thomas, o Homem-Coisa é uma criatura empática de olhos vermelhos, porte enorme, movimentos lentos, vagamente humanóide e que vive nos Everglades na Flórida perto da reserva Seminole. A série é considerada um clássico e tem seu próprio culto! Influenciou escritores como Neil “Sandman” Gaiman   que posteriormente veio a escrever o Monstro do Pântano, para a DC Comics. Mas quem é essa coisa???

Na obra de Lee, O bioquímico Theodore Sallis foi contratado pelo governo para desenvolver um soro que tornasse os soldados resistentes às doenças, para estarem protegidos em caso de uma guerra biológica. Ted conseguiu desenvolver uma fórmula funcional, mas que tinha como efeito colateral transformar as cobaias em monstros. Por causa disso, o governo enviou o cientista para uma base secreta situada nos Everglades, com o objetivo de aperfeiçoar a fórmula e criar uma nova versão do soro do super-soldado, semelhante  a que  criou o Capitão América.

Quando estava quase para obter resultados, a base foi atacada por uma unidade terrorista com o objectivo de roubar a fórmula. Ted Sallis para impedir que a fórmula caísse em mãos inimigas, injetou-se com ela, sendo morto pelos terroristas e atirado para o pântano. Passado algum tempo, surgiu uma criatura de olhos vermelhos, formada por lodo e plantas, no local onde o cientista tinha sido atirado ao pântano. Esta criatura era uma simbiose do corpo e da alma de Ted Sallis com o próprio pântano produzida pela fórmula incompleta do soro do super-soldado.

O ser resultante dessa simbiose, o Homem-Coisa, é um empata com uma inteligência primária e sem traços de humanidade que queima com o seu toque as pessoas quando estas sentem medo. Quem conhece a origem do Monstro do Pântano já entendeu tudo agora, não preciso dizer mais nada… o Homem-Coisa ultimamente está sendo usado na série Thunderbolts escrita por Jeff Parker e diga-se de passagem, muito bem usado. Vale a pena conferir. Existe também um filme de 2005 feito pra TV, do trombudo.

Pra quem ficou com saudade do desenho  do Eric e sua turma e quer ver o episódio Prisão sem muros aqui está ele, vale lembrar que as  vezes as prisões da vida não tem muros, estamos aprisionados em pensamentos obscuros, idéias erradas, pensamentos fundamentalistas. Tudo isto na tola crença de achar que estamos livres, quando na realidade somos prisioneiros de nós mesmos.

Link para a matéria sobre Caverna do dragão aqui.

Mercenary Crusade

Terra-2 de James Robinson – O VERDADEIRO E CORAJOSO REBOOT DA DC comics

Por Venerável Victor  ”Um tratador de macacos rebootado”  Vaughan

TERRA-2

Não é preciso entrar em polêmica para se falar dessa revista

Apesar da visão do escritor britânico James Robinson e da desenhista australiana Nicola Scott para o a nova série da DC, “Terra-2”, ser algo realmente novo e interessante; e por ter conseguido uma quantidade imensa de defensores pelos  fóruns da rede, é óbvio que sua apreciação não é unânime. E pode-se claramente entender por que.

Essa visão do autor é na superfície muito mais sombria que a do universo oficial – que aqui chamaremos de Terra-1 – e que por controvérsia também é muito mais sombria que a anterior ao reboot. E se os leitores da editora não apreciam na sua totalidade o Novo Universo DC mais sombrio – não me refiro a linha Dark, que é um sucesso de crítica, leitores e vendas – como é que poderiam apreciar a série Terra-2 sem ressalvas? Aqui o Santuário oferecerá aos seus devotos razões para se dar uma chance ao novo título.

A primeira aparição da Sociedade da Justiça, na Era de Prata após serem substituídos pela “nova” Liga da Justiça e a capa número #1 da atual revista: Terra-2

Primeiro de tudo, Terra-2 é um dos melhores títulos da editora atualmente por se tratar de ser o verdadeiro reboot, algo que, apesar de todo o barulho e marketing, os “Novos 52” nunca foram realmente. “Esse relaunch não é um reboot!” eles disseram, então seria injusto acusar a DC por isso. Exceto que sim em alguns sentidos e não em outros, alguns personagens e revistas foram “rebootadas” e outras não… alguns títulos foram realmente re-imaginados, outros ordinariamente apenas recontaram os velhos conceitos com novas cores. No todo, a iniciativa foi extremamente confusa e covarde, não se pode dizer que foi realmente um novo começo e desaponta pela falta total de verdadeira ambição artística.

Terra-2, por outro lado é um reboot completo. Essa de forma alguma é a clássica Terra-2 da antiga Sociedade da Justiça, Corporação Infinito ou do All-Star Squadrão. Esse certamente não é um universo onde os heróis da Era de Ouro lutaram contra “comunistas sujos” e criminosos comuns da década de 40, e onde seus filhos cresceram embaixo de suas asas para se tornarem uma nova geração de heróis. Melhor deixar isso de lado, esquecer, ou muitos leitores vão começar a chorar e alguns irão mencionar até o nome de Donna Troy (que não tem nada a ver, mas sempre vem a tona)…

O novo visual de Alan Scott e Jay Garrick, respectivamente o Lanterna Verde e o Flash da Terra-2

Não! Essa é uma completamente nova reinvenção, daquele tipo que nunca foi realmente feita na Terra-1. E isso tem muito do trabalho e contexto do que a DC fez com a Terra-1 e a Terra-2 após a Crise original em 1986. Essas duas “Terras” após essa mega saga, foram mescladas em uma única Terra. Os heróis da Era de Ouro começaram a compartilhar uma história com os “heróis modernos”, sendo os responsáveis pelo surgimento de uma Era Heroica que inspirou os justiceiros da atualidade. Barry Allen se chama Flash por causa de seu predecessor Jay Garrick e até mesmo personagens como o Super-Homem pôde olhar para trás e dizer que foi inspirado por esses grandes feitos históricos de heróis mais velhos (a Marvel fez a mesma coisa com o Capitão América). Eventualmente, os heróis da Era de Ouro foram trazidos para o presente e cada um, por artimanhas aqui e ali de roteiristas criativos e muito safados, continuaram servindo a sociedade como justiceiros ativos e em outros casos representados por jovens heróis descendentes ou não deles, que passaram a defender seus legados. A Terra-1 está mais pobre por não tê-los mais? Sim, mas não estamos aqui para falar dela.

A nova Terra-2 usa o mesmo tema original de sua homônima pré-crise, mas agora totalmente atualizada e ironicamente ao contrário da sua versão anterior, os leitores foram apresentados a um Super-Homem (Clark Kent), Mulher Maravilha (Diana) e Batman (Bruce Wayne) que aqui representam os legados originais, mas a revista rapidamente os mata no melhor estilo “O que aconteceria se…” num último sacrifício para derrotar a invasão de Darkseid a Terra, porém com a fantástica exceção que não tivemos que esperar seis edições para isso acontecer.

Os membros sobreviventes herdeiros de seus legados, Supergirl e a filha de Batman: a Robin, foram acidentalmente enviadas para a Terra-1 para se tornarem a Poderosa e Caçadora respectivamente, emergindo aqui cinco anos depois, sincronizadas assim com a cronologia vigente do Novo Universo DC.

É chegado um novo tempo para essa realidade alternativa, uma nova era heroica na Terra-2 é apresentada, mas dessa vez, Jay Garrick, Alan Scott, Al Pratt e muitos outros serão a nova geração a surgir dos escombros dessa tragédia. Para muitos fãs do trabalho do antigo roteirista Roy Thomas a frente da Terra-2 isso pode ser um susto, mas é tão “assustador” como foi para os leitores da Era de Prata quando viram pela primeira vez o “novo” Flash Barry Allan surgindo em 1956.

Apesar dos leitores não entrarem num consenso a respeito de um reboot, relounch ou louchboot, não sei mais, James Robinson está fazendo o que faz de melhor em Terra-2: pegar personagens da antiga e longe de interessar à editora e dar-lhes a chance de uma nova vida, enquanto presta tributo ao que eles costumavam representar.

Aqui nós temos inúmeras pistas que dão aos fãs esperança de que isso não será esquecido, afinal temos um Super-Homem admitindo que a Mulher Maravilha é “sensacional”, o uso dos deuses romanos ao invés dos Gregos, o “pequeno” sargento Pratt protegendo uma “bomba atômica”… esses são tributos a conceitos clássicos da Era de Ouro que provocaram sorrisos de canto de boca em leitores muito mais antigos que a maioria de nós. E apesar de Terra-2 ser agora um conceito contemporâneo, os heróis da Era de Prata serão o Legado que a “antiga/nova” Sociedade da Justiça, a partir de agora seguirá com orgulho.

Nessa matéria foi mencionada a palavra “esperança” e é válido ressaltar que esse é o sentimento que difere esse título das demais 51 revistas da “Terra-1”. Sim, a revista Terra-2 começou de cara com um tragédia, mas o conceito fundamental trata-se exatamente disso, todo a reconstrução de um universo a partir daí. O lado sombrio da Terra-1 remete ao modo como as pessoas enxergam seus heróis (não injustamente, lógico), desacreditadas de seus ícones e esses mesmos sendo “escrotos” que não verdadeiramente buscam algum tipo de redenção, essa nova continuidade tenta se assemelhar com a de Authority ou Watchmen, universos que não necessariamente inspiram esperança. Na Terra-2, ao contrário, é nítido o potencial para uma positiva ficção, a partir do momento que boas pessoas foram chamadas para assumirem mantos heroicos inspirados pelo sacrifício dos maiores heróis daquele mundo.

Os antigos herdeiros dos heróis da Era de Ouro: A “Corporação Infinito” com seus mentores da Sociedade da Justiça.

NOTA:  Morreu ontem, dia 6 de Junho, aos 91 anos,  o americano Ray Bradbury. Autor de 11 romances e mais de 400 contos publicados. Ficou conhecido principalmente pelas suas obras de ficção científica, como as “Crônicas marcianas” e “Farenheit 451″. Na próxima quinta-feira o Santuário, em homenagem a esse que é considerado o maior autor de ficção científica/fantasia do mundo moderno, resenhará sua obra mais popular.

“Estou ensinando as pessaos a serem felizes”

Ray Bradbury

Quadrinhos que me fizeram feliz: “O que aconteceria se Conan, o bárbaro andasse por nosso mundo hoje?

por Venerável Victor  ”Cala a boca, Bárbara!”  Vaughan

Quadrinhos que me fizeram feliz: parte 7

parte 6 aqui

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” Estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar determinados enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem seguido por um determinado rumo. Hoje caros devotos, vamos prestigiar um conto da vida do mestre Roy Thomas, estrelado pelo bárbaro cimério mais famoso de todos os tempos, ainda na fase em que era editado pela Marvel (Hoje seus direitos são da Dark Horse)

O que aconteceria se Conan, o bárbaro andasse por nosso mundo hoje?

escrito por Roy Thomas, Sal Buscena desenhos e arte final de Ernie Chan

O contexto até aqui: Em uma de suas inúmeras aventuras, Conan o bárbaro conheceu uma mulher chamada Alhambra. Ela deixa o guerreiro bêbado e o captura para seu mestre Shamash Shum-Ukin. Ele é um cara de outra era, que tem um poço mágico que permite viagens no tempo. Ele tenta sacrificar Conan e a vadia da Alhambra para ganhar mais poder, mas os dois conseguem escapar, Nessa história, a corda que Conan usa para pular por cima do poço, arrebenta e ele cai profundamente… emergindo nas ruas de Nova York.

Conan se materializa nos tempos atuais juntamente com uma tempestade de raios violenta que logo em seguida destrói várias linhas de energia e geradores elétricos, provocando um black-out generalizado na cidade. Isso é apenas um aperitivo para o perigo que é um malvadão seminu andando perdido pelas ruas à noite.

O bárbaro não consegue entender uma única palavra dita ali, mas compreendem coisas normalmente como ameaças imediatas. Primeiro ele coloca para correr alguns punks que tentam se meter com ele. Depois ele joga uma velha mal educada dentro de uma lata de lixo (a mocréia mereceu) pensando que ela era uma bruxa. Um policial atira para cima como aviso para ele se render e ele foge, acreditando que aquilo é mágica. Até mesmo temos uma aparição relâmpago de Peter Parker aqui, mas nada significativo. Uma vez fugindo da polícia, ele esbarra com um táxi… o que ele acredita ser alguma espécie de monstro.

Aí conhecemos Danette, a taxista em questão, ou melhor, conhecemos e nos despedimos de Dannette, ela sai do taxi gritando desesperada por ter um homem seminu com uma espada apontada para ela, ele começa a falar sem dar tempo para respirar, perguntando se ele é alguma espécie de estrangeiro com imunidade ou o quê. Ao ouvir as sirenes da polícia e por não querer ser multada, afinal estava com a licença de trabalho atrasada, ele consegue colocar Conan no banco traseiro do carro, mente para os policiais, dizendo que Conan foi por uma determinada direção e vai embora dali com Conan. (o bárbaro seminu, lembram?…safadinha)

Danette continua falando pelos cotovelos enquanto dirige de volta pra casa. Conan sente que apesar dela parecer amigável – apesar de um pouco louca – existe uma grande chance de ele ser enganado de novo. Danette leva Conan para o seu apartamento. Que fica em cima de uma loja de móveis fechada. Ela continua falando sem parar e logo nós descobrimos a razão dela estar sendo tão legal com Conan e porque ela fala o tempo todo sem parar. O fato dela não conseguir se comunicar realmente com ele faz com que ela acabe chorando e Conan finalmente entende.

Participação relâmpago de Peter Parker

“Você está sozinha aqui, nesse louco, monstruoso mundo, sem um homem para protegê-la, mas  você foi generosa comigo… eu acho que irei protegê-la se é isso que você realmente quer”

Eles se beijam por um momento, mas as luzes apagam. O blackout alcança o bairro onde estão. Conan olha pela janela e só consegue ver os “olhos brilhantes dos dragões de metal” passando pelas ruas. Danette senta em seu sofá, lembrando do grande blackout de 1965 e de que agora não está mais tão assustada como esteve no passado. Conan consegue entender em sua voz o quanto ela é solitária e decide “chegar chegando” na moça indefesa. Os dois finalmente se apresentam um para outra através de um pouco de ação adulta no sofá. Apesar de que o bárbaro não consegue de forma alguma dizer a palavra Danette.

No meio da noite, os dois são acordados pelo barulho de uma confusão na rua. Algumas pessoas estão roubando a loja de móveis embaixo do apartamento e Conan pensa que a loja pertence à Danette. Ele pula para a rua e finalmente chuta muitas e muitas bundas.

Ele arremessa os criminosos como se fossem bonecos de pano, incluindo um momento em que uns moleques drogados conseguem roubar sua espada, aqui nós temos uma referência visual do filme Star Wars e logo em seguida eles tem a cara amassada com socos com tanta força que vemos vários dentes voando. Ao virar um carro de cabeça pra baixo, Conan deixa a mensagem de que todos deveriam sair dali o quanto antes.

No apartamento novamente, Danette abre alguns livros e mapas no esperança de que Conan possa apontar nas imagens de onde ele veio. Ela mostra uma imagem com a foto do Museu de Arte Guggenheim e pelo ponto de vista de Conan, a foto de cabeça pra baixo, lembra exatamente a cidadela do feiticeiro Shamash Shum-Ukin. Acreditando que Conan provavelmente tem alguma idéia do que está falando, ela o leva em seu taxi até o museu. Curiosamente, está é a mesma noite de blackout que cinco criminosos decidiram roubar o mesmo museu.

Conan e Danette encontram um guarda morto. Eles investigam, apesar de que Conan não consegue entender por que algum ladrão diabos ia querer aquele tipo de arte.  Eles encontram os criminosos e após um quebra-pau, um deles consegue atirar no braço do bárbaro. Danette tenta fugir dali, gritando para Conan que ele não vai conseguir vencer essa luta e logo em seguida é atingida por um tiro.

É… isso faz com que Conan fique muito…puto.

Apesar de estar armado apenas com uma espada, ele ainda enfrenta a gangue por ter machucado sua garota com suas armas de “fogo mágico”. Dois deles são arremessados pela janela, outra ganha a espada todinha enfiada na sua barriga, que o estaca numa pintura. Outro tem seu crânio esmagado por uma escultura. O último é cortado ao meio após tentar atira em Conan de novo. O Bárbaro corre até Danette e descobre que ela continua viva.

Conan escuta novamente trovões e sente que deve voltar para o telhado, os dois tem aqui um breve tempinho para se entenderem e tirar um atraso de leve, com momentos de ternura ciméria. Danette dá para Conan seu boné e Conan lhe presenteia com sua pulseira. A polícia finalmente aparece na entrada do museu e Conan corre para o telhado. Uma vez lá, ele empunha sua espada para o alto e um raio ao atingir a lâmina – ao invés de fazer churrasquinho de cabeludo – envia o bárbaro de volta para o passado.

Quando um policial pergunta para Danette onde Conan está, tudo o que ela fala é, “Apenas…um cara. Ele não é daqui…”

Conan reaparece na cidadela em seu tempo e corre para o deserto. Normalmente, Conan deveria ter acreditado que essa aventura nada mais foi que uma alucinação, mas o chapéu azul que ele trás em sua mão faz com que ele saiba da verdade.

Eu sei que esse não é de longe a melhor história da série “O que aconteceria se…” , mas é uma aventura divertida. Também não é um roteiro com grandes encontros entre heróis de realidades diferentes ou transformações definitivas no planeta, mas o personagem o tempo todo foi retratado  com perfeição, apesar de todo o conceito da história ser fraco, o lance do relâmpago no fim da edição e ele sentir que esse seria seu passaporte de volta para casa fazer pouco sentido – apesar de que o bárbaro está acostumado a ver mágica e feitiços o tempo todo -, eu gostei de como foi retratado a relação entre ele e Danette. De qualquer forma, eu sou um fã de romances onde a barreira é a diferença de línguas e os amantes mostram que existem outras formas de se comunicar com exatidão.

De qualquer forma o grande problema é o final, eu gostaria mesmo de ver o que aconteceria se ele tivesse ficado mais tempo aqui no nosso presente e se envolvido de fato com alguns dos nossos heróis Marvel… mas isso nós vamos ver semana que vem no: “O que aconteceria se Conan ficasse preso no século XX ?”