X-MEN e NOVOS TITÃS: “Quem se atreve a invocar a FÊNIX NEGRA? – Eu, DARKSEID”!

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CAPAResenha de Marvel and DC Presents: The Uncanny X-Men and The New Teen Titans de Chris Claremont (roteiro), Walt Simonson (desenhos) e Terry Austin (arte-final).

Por Rodrigo Garrit

X-MEN criados por Stan Lee e Jack Kirby.

NOVOS TITÃS criados por Marv Wolfman e George Pérez.

NOVOS DEUSES criados por Jack Kirby.

Contém spoilers revelações sobre a história. Continuar lendo

NOVÍSSIMOS X-MEN #7 – Agora é a vez da Irmandade de Mutantes

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por Venerável Victor “tratador de macacos metamorfos” Vaughan

Img-de-CapaANX7Por enquanto novíssimos X-men é um dos enredos mais encantadores da Marvel dos últimos tempos, mas o que acontecerá com essa revista, uma vez que  a equipe de jovens mutantes encontre todos os atuais personagens da editora e o efeito “novidade” se esgote ?

X-men – criados por Stan Lee & Jack Kirby

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Wolverine e os X-men #19 – Aberta a seleção para novos profissionais!

por Venerável Victor  ”professor de macaco”  Vaughan

O conflito entre Vingadores e X-men finalmente acabou, mas a escola Jean Grey continua tentando se recuperar das consequências inevitáveis dessa crise. A diretora Kitty Pryde, em sua função de gerente de talentos do instituto, procura pela professora Escalpo e ao ver seu estado psicológico delicado, a aconselha a desistir de lecionar e isso a deixa com menos uma profissional na sua equipe.  TEM SPOILERS

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Wolverine e os X-men #18 – Atentado à vida de BROO & Idie monstrando sua real natureza? Pode isso, Bial?

por Venerável Victor “tratador de macacos super dotados” Vaughan

Durante a saga Vingadores VS X-men a revista Wolverine e os X-men possivelmente foi a que mais sofreu. Quando essa série estreou, era claro que o roteirista Jason Aaron estava construindo uma intrigante história que misturava com perfeição os elementos da passagem de Grant Morrison, em sua cultuada Novos X-men, com os densos mitos galácticos da Marvel – Shi’Ar sendo um deles – e seus novos e idiossincráticos Kade Kildore e o juvenil Clube do Inferno. O tempo todo o escritor trouxe para a serie muitos elementos populares contemporâneos assim como um senso de referência dos velhos “dias de escola” da mitologia X. Continuar lendo

Surpreendentes X-men #55 – Sem souvenirs para você dessa vez, estou muito ocupado em Madripoor!

por Venerável Victor “passageiro de um trem que não passa por aqui” Vaughan

Surpreendentes X-men é uma revista que essencialmente vive e morre na força do desenvolvimento de seus personagens. Esse título é o santuário perfeito para todos os mutantes que não estão recebendo a devida atenção em outras publicações dos X-men. Então provavelmente esse é o motivo pelo qual o atual arco se tornou menos interessante já que o foco da história passou da dinâmica entre os heróis para ação pura. Continuar lendo

SURPREENDENTES X-MEN #54 – Surpreenda-se !!!

por Venerável Victor “surpreendente tratador” Vaughan

Astonishing X-men #54  sem spoilers D+

Capa de Phil Noto

A revista Surpreendentes X-men estreou em 2004, escrita inicialmente por Joss “Vingadores” Whedon e o maravilhoso desenhista John Cassaday. Sua passagem aclamada pela crítica e por fãs como uma das melhores que a equipe mutante já teve durou vinte e quatro edições e um publicação final especial com mais páginas. Logo em seguida o inglês Warren Ellis e o artista Simone Bianchi embarcaram no título no número vinte e cinco. Ao término de sua passagem controversa e após seis meses de hiato, os artistas Daniel Way e Jason Pearson assumiram a publicação como nova equipe criativa, logo seguidos por breves participações em arcos de Christos Cage, Greg Pak e dos desenhos do Mike Mckone.

Em tempos de mega sagas da Casa das Ideias que forçam o leitor a ler inúmeras revistas relacionadas com um evento que não lhe interessa nem um pouco, essa revista é todo mês um bálsamo para os fãs dos mutantes mais poderosos da Terra. A equipe reunida aqui pela escritora e gata Marjorie Liu desde o começo chamou a atenção de diversos fãs com meia dúzia de rostos queridos que não estavam tendo muita importância na editora no momento – talvez com exceção do Homem de Gelo que cada vez mais ganha espaço merecido. A própria autora revelou que escolheu sua equipe pelo potencial de crescimento como personagens e os com personalidades mais complexas que ela conseguiu enxergar: Gambit, Homem de Gelo, Karma, Estrela Polar, Warbird, Dra Cecília Reyes e muito, muito pouco do Wolverine, para tornar tudo mais refrescante.

Marjorie Liu & Mike Perkins

A história que no início parecia difícil de seguir e fazer sentido, realmente se tornou uma trama coesa nessa edição e conferiu uma leve reviravolta ao fim do capítulo. Claro que todos sabem qual o resultado final, mas isso não desmerece o quanto muitos leitores ficaram felizes com o resultado.

No início dessa nova equipe criativa de Surpreendentes, a arte foi muito criticada aqui, com respeito pelo artista, porém criticada. Mas a partir desse mês, com os inúmeros painéis surpreendentes que foram produzidos, Mike Perkins afirmou que está definitivamente no lugar e hora certa para brilhar. e as cores de Jay David Ramos? Surpreendentes como o título da revista.

Em entrevistas para alguns sites estadunidenses, a autora afirmou que gostaria muito de ter a mutante Jubileu na equipe, o que iria ainda mais promover a riqueza étnica do título e seria algo muito bem-vindo para os fãs da americana com ascendência chinesa (assim como a própria Marjorie), mas infelizmente já existem planos para a moça. Não foi descartada as participações de X-23 e Dakken, respectivamente a clone feminina de Wolverine e seu filho de caráter e sexualidade dúbia, mutantes com os quais a roteirista já trabalhou no passado em seus títulos solo e diz amar. Tudo isso só reafirma ainda mais o compromisso da competente escritora/gata em retratar a diversidade cultural/sexual/étnica do mundo em que vivemos.

Nessa edição, a vilã Susan Hatchi surpreende os heróis com a revelação de sua real conexão com a equipe e coloca nossos mutantes em uma situação difícil que os forçará a invadir a ilha nação de Madripoor. Alguém aqui pensou na antiga identidade de Logan, enquanto antigo morador de lá? Sim, o Caolho reaparece para a alegria dos x-fãs mais antigos. Ponto para Marjorie.

Com a revista Fabulosos X-men sendo cancelada e Wolverine e os X-men sendo um título voltado mais para tramas leves e divertidas, a franquia mutante irá precisar de um novo título líder, fora algumas poucas pistas, não sabemos exatamente o que a Marvel está planejando, mas não seria surpreendente se Surpreendentes X-men crescesse em importância na editora?

NOTA:  A escritora brasileira Renata Ventura e o grupo de fãs de Harry Potter do Rio, começaram um projeto muito legal que pretendemos que estenda-se por todo pais, deem uma olhada e participem como puderem. Ajudem a compartilhar esse vídeo e participem do projeto! A hashtag no twitter vai ser #PotterEmOrfanatos ! Vamos transformá-la em um trending topic!!!       :-D   Letícia Fiuza

Surpreendentes X-men #52 & DISQUE “H” PARA HERÓI – “karma, karma, karma, karma,chameleon,you come and go!”

Por Venerável Victor “Disque “T” para tratador de macacos” Vaughan

ASTONISHING X-MEN #52    SEM SPOILERS

Marjorie Liu & Mike Perkins

Capa do fantástico, Dustin Weaver

Eu nunca li os romances de Liu e, em matéria de quadrinhos, também não acompanhei sua passagem pela revista X-23 – apenas seu trabalho com Dakken, o “Wolverine sombrio”. Não saberia dizer se ela está começando agora a contar histórias totalmente fora de ordem cronológica ou se isso é sua marca registrada, ignorada na revista do filho (bissexual) do Wolverine. Pode ser tão interessante para ela escrever desta forma como extenuante, para os leitores, ler essa aventura picotada no tempo.

O problema pode ser esse: ao contrário da maioria dos títulos X, Astonishing X-men apenas sai uma vez por mês. Isso é muito bom para a o bolso dos fãs, mas pode incomodar pela forma como a roteirista está contando sua história. Para ser mais claro, esse é um dos arcos que uma vez que estiverem totalmente compilados em um encadernado, será uma surpreendente leitura, mas separado em partes, o leitor pode ficar se perguntando o que diabos está acontecendo nessa estranha cronologia. Ainda bem que na abertura de diversos títulos Marvel há um resumo das edições anteriores. Mas no final das contas tudo isso nos embala através de um interessante estilo de narrativa, que vai nos brindando, a cada mês, com pequenas pistas do mistério, ao mesmo tempo em que o roteiro avança e nos surpreendemos cada vez mais.

A roteirista continua excelente na construção de seus diálogos e na representação dos relacionamentos entre os personagens; essa sempre foi uma forte característica de seu trabalho, que vem funcionando ainda melhor nos quadrinhos, agora que ela tem um título de grupo ao invés de revistas com personagens solo, e essa é a grande razão dessa revista estar na lista de resenhas do nosso site. Depois que Joss Whedon saiu do título Warren Ellis não empolgou, e o autor Greg Pak, que vinha para salvar a causa, quase estraga tudo em três edições… Foi quando chegou a cavaria, de olinhos oblícuos e muito talento: era Marjorie, embarcando no projeto e salvando-o de não ser apreciado por nós do Santuário.

Se o clímax da última edição deixou você coçando a cabeça, então essa revista será exatamente o que você está precisando. A escritora finaliza a cerimônia de casamento e imediatamente volta para as explosões, explorando o porquê de Karma ter traído a equipe. Também nos são revelados flashbacks sobre o passado recente da personagem, que irão esclarecer quem é essa jovem mutante estranha para o fã mais recente, assim como faz com que o leitor tenha subsídios suficientes para se importar com as coisas terríveis que aconteceram com ela no passado. O título do escritor Brian Wood – X-men – eu só acompanho por causa da atitude de Tempestade – única revista onde ela está sendo retratada corretamente; mas há razões de sobra para voltar todo mês a “Surpreendentes X-Men” e seus carismáticos personagens.

Pelo fato de metade dessa edição ser de flashbacks, a proposta parece ter sido termos dois diferentes desenhistas para cada momento temporal e com isso há um visível impacto na qualidade. Mike Perkins realiza um grande trabalho nas cenas rápidas que mostram o fim da cerimônia de casamento – com louvor para a cena de Estrela Polar e Kyle dançando acima dos convidados – mas o melhor se dá quando ele produz muitos dos painéis onde vemos os momentos mais surreais de Karma, agonizantes e tensos. Já o traço de Peter Handles, apesar de defender bem os momentos de recordatório, muitas vezes produz expressões faciais que não condizem com o que os personagens estão dizendo. De qualquer forma, essa edição vale muito a pena ser lida.

Momento de Flashback com o Wolverine para garantir venda (até de costas ele é bom nisso!)

Se inicialmente a forma desordenada de contar uma história por Marjorie Liu pode criar desconforto no leitor, também seus diálogos são lindos e carregados dos sentimentos carregados por esses mutantes, fazendo deles verdadeiros X-men; os heróis se mostram como verdadeiros amigos que brincam e debocham uns dos outros, mas também se preocupam com o bem estar da “família” – o que faz com que a versão do escritora/gatíssima/chinesinha seja uma das mais autênticas representações da equipe dos últimos tempos.

DISQUE “H” PARA HERÓI #4   Spoilers

China Miéville – Mateus Santolouco & Brian Bolland

Capa de quem? do mestre Brian Bolland!

Um dos objetivos dos Novos 52 títulos da DC após o relaunch é o de oferecer mais revistas audazes e únicas que estariam fora da zona de conforto dos bons e velhos quadrinhos de super-heróis. Apesar de qualquer problema que essa série tenha, você pode falar o que quiser de Disque H, menos que se trata de uma revista previsível ou comum. Além do mais suas esquisitices tem sido um belo furação na indústria e por sorte o primeiro arco de histórias do escritor China Miéville progrediu ao ponto de ser fácil enxergar além da natureza surreal de sua narrativa, apreciando suas criações.

Falando nesses personagens, eles tem sido o ponto mais forte da revista no quesito manter seu público fiel. Apesar de que fora o anti-herói principal, Nelson, tem sido realmente difícil se identificar com o elenco do título e sequer determinar o que os vilões realmente almejam. Miévelle tem conseguido fazer com que suas motivações sejam mais claras, e ao fazer com que o vilão Squid (Lula?) passe por uma total inversão de papéis, tornou o ex-antagonista um importante apoio para Nelson, que cresceu muito como personagem nesse capítulo quatro da revista, mostrando seu valor como todo bom herói que se vê numa situação em que não pode contar com seus poderes; contrariando totalmente o que muitos leitores poderiam pensar, ele é o cara certo para superar todos esses desafios, se tornando mais tridimensional a cada nova edição.

Em alguns aspectos as qualidades surreais da revista ainda podem ser exageradas, fica muito difícil para o fã se importar com a ameaça que o vilão Abismo representa e o perigo que pode ser para o mundo. Disque H é um título muito mais interessante pelas novas e diversas personagens que pipocam a cada edição do que por sua grande história de fundo e que representaria a real motivação da revista existir. Além de que os diálogos de Miéville, como acontece com inúmeros escritores que foram trazidos da indústria de livros e romances, funciona mais como prosa literária do que como falas mais realistas e urbanas que uma revista como essa pede.

O desenhista brasileiro Mateus Santoloco contribui com quadros bizarros e psicodélicos, necessários para contar esse tipo de história; Disque H parece algum projeto perdido e engavetado dos primeiros anos do selo Vertigo, mas com cores muito melhores… e da forma com que a Vertigo vem diminuindo sua produção editorial, sendo aos poucos consumida pela DC, é bom saber que trabalhos como esse ainda poderão viver no mercado, agora em harmonia com o universo colorido e oficial da editora.

Você acha que a sua família é difícil ??? – OS 10 PIORES PAIS DOS QUADRINHOS

Por Venerável Victor  ”Ótimo tratador de macacos” Vaughan

“Família, família, papai , mamãe, vovô, titia,família! Janta junto todo dia, nunca perde essa mania…”

  • 10   Wolverine

    Parem de choramingar! Sim…ele foi uma protetora e amorosa figura paterna para Kitty Pryde, Jubilee e Armadura, mas e quanto aos seus filhos biológicos? James “Logan” Howlett é a imagem definitiva do pai ausente para os nascidos de sua genética, cortejando mulheres por todo o planeta que eventualmente tentarão matá-lo em algum momento no futuro e deixando para trás filhos que nunca criou verdadeiramente. O mais famoso exemplo disso é Daken, o Wolverine Sombrio da equipe do (também) sociopata Norman Osborn. Mas as “carcadas mal dadas” não acabam por aí, Logan também pôs no mundo, um grupo inteiro de crianças que cresceram para se tornar “Os Mongrels” que dedicaram todo o seu tempo livre para assassinar qualquer pessoa ligada ao baixinho. Eventualmente Wolverine foi atrás deles e os matou com o maior carinho, um pouco antes de descobrir que eles eram seus filhos, lógico. aqui entre nós, Wolverine nem pode ser chamado de pai. (criado por: Len Wein, John Romita & Herb Trimpe)

  • Mística

    Na continuidade oficial ficou estabelecido que o Noturno é filho da mutante Mística e seu pai é o demônio Azazel, mas pasmem, a intenção original dos autores anos atrás era a de que Mística fosse o seu pai, pois sendo uma transmorfa, teria em algum momento assumido forma masculina e engravidado seu amor de longa data, Irene Adler, a mutante Sina. Mas de qualquer forma, sendo pai ou mãe, Mística é uma péssima progenitora(or). Afinal ela colocou seu primeiro filho Gaydon Creed (que teve com o vilão Dentes de Sabre, outra beleza de figura paterna) em uma escola interna por anos e abandonou o X-man azul todo esse tempo por vergonha de sua aparência e de que soubessem que era a mãe uma aberração mutante. Depois disso tudo, arrependida, Raven Darkhölme adotou a criança que viria a ser a X-woman, Vampira e a treinou com todo amor para ser uma criminosa. (criada por: Dave Cockrum & Chris Claremont)

  • 8 Magneto

    Primeiro ele foi incapaz de salvar a vida de sua primeira filha humana, ainda criança. Depois anos mais tarde, manipulou seus dois filhos gêmeos Pietro e Wanda, para se tornarem mutantes terroristas sob os codinomes de Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Ultimamente, Wanda teve um surto psicótico e extinguiu quase todos os mutantes da face da Terra, graças de certa forma a influência e controle de seu irmão e pai. Eric Magnus Lehnsherr teve também duas outras filhas nessas condições paternas absurdas, Lorna Dane , a X-woman Polares e Zala Dane (completamente louca). Magneto atacou Zala Dane na Terra Selvagem, pela disputa da soberania do lugar e a deixou para morrer. Já fazem mais ou menos vinte anos que isso aconteceu na Marvel, portanto acho que ela morreu mesmo… (criado por: Stan Lee & Jack Kirby)

  • Ra’s AL-Ghul em árabe: رأس الغول

    Se for para falar de manipulador de filhos, o imortal Ra’s Al-Ghul “bate um bolão”. Ele criou sua filha Talia para se tornar uma das mulheres mais mortíferas do mundo e uma das líderes da Liga dos Assassinos, sua organização criminosa secular. O velho Ra’s também planejava arranjar o casamento de Talia com o Batman, que ele considera o humano perfeito. Mas apesar de nunca terem casado, o casal viveu em pecado aos olhos da igreja e eventualmente um filho veio ao mundo (isso acontece quando não se usa camisinha), o sociopata, misógino e intragável Damien Wayne, também treinado pelo vovô para ser um assassino de carreira. (criado por: Dennis O’Neil & Neil Adams)

  • Orgulho

    Seis casais de super vilões receberam poderes e riquezas inesgotáveis através de um pacto com uma criatura sobrenatural chamada Gibborim em troca de um sacrifício humano anual. Quando seus jovens herdeiros descobriram isso, eles fugiram da tutela de seus vergonhosos pais e O Orgulho acusou seus próprios filhos pelo assassinato de sua mais recente vítima. Fazendo com que eles se tornassem os adolescentes mais procurados da América. Assim nascia a série FUGITIVOS. Agora não acho a Mística tão ruim assim… (criados por Briam K. Vaugham & Adrian Alphona)

  • 5 O Governador

    O maior malvadão da fabulosa série “Os Mortos Vivos” da Image mantém sua filha zumbi acorrentada em sua casa e confiem em mim, essa é de longe a menor das coisas mais terríveis envolvendo esse cara, líder de uma pequena comunidade de sobreviventes ao Apocalypse Zumbi. Na verdade nunca ficou claro se ela é realmente sua filha biológica, mas de qualquer forma, em um dado momento da série ele arrancou todos os dentes da moça, deixando cair uma gosma preta de seu estômago e lhe deu um belíssimo beijo de língua mostrando toda a sua afeição. (criado por: Robert Kirkman & Tony Moore)

    Site Palitos Nerds:  Cena bem legal da nova temporada de Walking Dead

  • 4 Brian Banner

    Brian Banner tinha um imenso ciúme do amor que sua esposa Rebecca dedicava para  o filho Bruce e durante toda a infância do menino, esse ciúme doentio foi progredindo até se tornar ódio. Ele por diversas vezes maltratou o garoto e acabou matando a esposa em uma de suas crises. Todo essa agressão que Bruce passou durante sua infância fez com que o selvagem e poderoso Hulk surgisse após o cientista ser bombardeado pelos raios gama. Então, basicamente toda a culpa da destruição e caos que a criatura promoveu pelo planeta durante todos esses anos é culpa desse miserável. Belo trabalho seu miserável!(criado por Bill Mantlo & Mike Mignola)
    Site Radiação Gama: O Hulk de Bill Mantlo
  • O Exterminador

    Slade Wilson, o Exterminador, se tornou um dos maiores assassinos e mercenários do mundo. O que fez com que em algum momento de sua carreira sua família fosse alvo de vingança por seus desafetos. Seu filho do meio, Joseph, foi sequestrado e na tentativa de resgate por Slade, a garganta do garoto foi cortada pelos criminosos. Tornando o jovem mudo para o resto de sua vida (até aparecer Geoff Johns). Depois, seu filho mais velho e orgulho do papai, Grant, seguiu os passos do vilão, tornando-se um mercenário e acabando morto prematuramente. Joseph veio a se tornar o herói Jericó dos Novos Titãs, mas foi possuído por forças malignas e se corompeu, então o Exterminador matou o jovem. Anos depois, ele mexeu tanto com a cabeça de sua filha caçula, Rose, que ela furou um de seus olhos para se parecer mais com ele. Feliz dia dos pais, Slade!!! (criado por: Marv Wolfman & George Perez)

  • 2 Trigon

    O demônio extra-dimensional guerreiro Trigon, engravidou uma mulher humana chamada Arella com a intenção de sua cria anos mais tarde ser um portal para conquistar a Terra. Arella e sua filha Ravena foram levadas para a dimensão pacifista de Azarath onde ficariam seguras e lá a menina aprendeu a controlar e suprimir suas emoções, que poderiam ser usadas por Trigon para corrompê-la.  Esse passado fez de Ravena uma das heroínas mais torturadas e sofridas da história dos quadrinhos. Em dado momento, a jovem sucumbiu à influência malévola de seu pai e foi controlada por Trigon.  Assim ela aniquilou a dimensão natal de seus benfeitores, quase matou seus amigos e por pouco não conquistou o planeta, caso os Titãs não tivessem destruído seu corpo físico para que as energias liberadas derrotassem o vermelhão. Demônio guerreiro extra-dimensional? Pode ficar pior???  (criado por Marv Wolfman e George Perez)

  • 1 Homer Simpson

    Homer é um dos mais influentes personagens fictícios da televisão, tendo sido descrito pelo jornal britânico The Sunday Times como “a maior criação dos desenhos da era moderna”. Mas como pai, o cara é sem dúvida nenhuma o pior de todos dessa lista, egoísta, mesquinho, sem palavra… não é um assassino frio, não é um revoltado mutante com histórico de preconceito e sofrimento no passado, não é um demônio extra-dimensional, mas por suas contribuições de mais de vinte anos para prejudicar a saúde mental de sua família, merece o primeiro lugar dessa lista!
    É humanamente impossível citar tudo que este expoente da podridão humana já aprontou com a família, portanto segue uma pequena amostra, só o que foi lembrado assim de cabeça, e já descontando os atos impróprios para este horário:

    - Deixar o filho nu, amarrado num poste;
    - Vender o sax da filha para participar de um sorteio inútil;
    - Ensinar toda a família a odiar os vizinhos porque são árabes e envenenar um bolo para eles – que a filinha mais nova quase comeu;
    - Parar no meio do caminho pra tomar umas, quando estava indo resgatar os filhos de uma tempestade de neve;
    - Causar um desastre acológico que isolou toda a cidade do resto do mundo;
    - Comprar as refeições do filho para ajudá-lo a juntar dinheiro para uma viagem;
    - Tentar esganar o filho, em mais de duas mil trezentas e quinze situações diferentes;
    - Construir um reator atômico dentro de casa, pondo em risco a saúde da família;
    - Engordar mais de cem quilos com a ajuda do filho só pra poder trabalhar de casa (o que causou um acidente nuclear);
    - Roubar o último para-quedas deixando sua família no avião prestes a cair;
    - Comprar um porco e colocá-lo para andar no teto e nas paredes, manchando a casa toda de pegadas de lama;
    - Destruir a casa em diversas ocasiões…

    Meu Deus, já estou com raiva desse cara! 

    A saga de um leitor de quadrinhos: Blog do Neófito

O QUE ACONTECERIA SE O NOVO QUARTETO FANTÁSTICO TIVESSE CONTINUADO COMO UMA EQUIPE ?

Por Venerável Victor ” Tratador de macacos fantasma”  Vaughan

Muitos conhecem a saudosa série da Marvel “O que aconteceria se…” estrelada pelo cabeçudo imortal criado por Jack Kirby, o Vigia! O Maior barato dessa série é a possibilidade de se explorar enredos já abandonados e dar nova visão sobre as possibilidades que cada roteiro poderia ter tomado caso os acontecimentos de certas histórias não tivessem tomado seu rumo original. Hoje, caros devotos, vamos conhecer os mais estranhos moradores que o Edifício Baxter já teve!

“O que aconteceria se o novo Quarteto Fantástico tivesse permanecido como um grupo”

Segundo Volume, #78 1995

Roteiro do americano veterano Chuck Dixon e arte do ilustrador argentino freelance Enrique Alcatena

O contexto até aqui: No início dos anos 90, uma falsa Mulher Invisível convenceu o Homem-Aranha, o Hulk, Wolverine e o Motoqueiro Fantasma que o Quarteto Fantástico havia morrido e portanto eles precisavam tomar o seu lugar por um tempo. Isso, claro, nos leva para uma história que envolve Skrulls, monstros gigantes (sempre eles) e até o obscuro o Toupeira. Tudo terminou, lógico, com a revelação de que o verdadeiro Quarteto Fantástico estava vivo e a falsa Mulher Invisível que era uma skrull, com seus limitados poderes psíquicos, tentando atingir a família mais famosa da Marvel com algum tipo de anel de poder, mas nada aconteceu. O anel dela não era essas coisas… Reed Richards tinha anteriormente trocado os artefatos antes que ela pudesse usa-lo. Nessa realidade, a senhorita skrull atinge a equipa momentos antes que o Senhor Fantástico fizesse a troca.

A história começa com Wolverine, Homem-Aranha e o Hulk melancólicos no funeral da equipe e discutindo o quanto foram incompetentes em resolver o conflito. O Motoqueiro Fantasma então aparece, o que para Logan foi uma benção, pois o baixinho queria mesmo acender um cigarro, e diz a todos que a falta do Quarteto deixou um grande vácuo no equilíbrio de forças no planeta. Que eles deveriam permanecer como um grupo e tentar achar a redenção por suas falhas. Típico do isqueirinho falar isso.

Assim que todos assumem a responsabilidade – algo fácil de acontecer entre os quatro – o novo Quarteto Fantástico se muda para o Edifício Baxter. O Homem-Aranha pondera se conseguirá se acostumar com a ideia de ter uma identidade pública, mas logo esquece essas questões ao ver Mary Jane o surpreendendo vestida num antigo uniforme colante da Mulher Invisível. Eles decidem alugar a maior parte do espaço livre do prédio para outras empresas enquanto o Hulk passa algum tempo como Bruce Banner tentando decifrar como a maioria das máquinas do Senhor Fantástico funcionam.

Quando o assunto é lutar os quatro são sempre eficazes: o novo Quarteto vence facilmente várias batalhas com antigos vilões do grupo que antes davam trabalho e até o Doutor Destino se incomoda com esses novos “charlatões”.

Algum tempo depois Mary Jane, ao tentar achar o robô H.E.R.B.I.E. – que havia sido reconstruído por Peter e Bruce – para que a ajudasse em alguma tarefa doméstica, é surpreendida por dois intrusos no edifício e nocauteada.

Enquanto isso o novo grupo discute sobre negócios que agora tem que gerir e custos que deverão cortar, mas eventualmente o Hulk acaba ficando irritado, ele e Wolverine estão entediados com todas essas burocracias. A discussão muda um pouco quando Peter insiste que, se eles são o Quarteto, devem agir  como tal: uma família. Isso faz o Hulk gargalhar, mas Wolverine se ofende e deixa claro que sua família são os X-men. Antes que os humores fiquem mais esquentados o prédio é atacado por Lady Lethal e Abominável, rivais de Logan e Banner.

Os dois vilões decidem mudar de combatentes, com Lady Lethal atacando o Hulk com suas garras de adamantium e o Abominável enfrentando Wolverine (mão foi o primeiro swing dos quadrinhos). O Homem-Aranha orienta Danny Ketch que saia dali e tente invocar o Espírito da Vingança: o Motoqueiro Fantasma; mas o jovem é interceptado pelo Super Skrull e Devos, que estão de posse do corpo inconsciente de Mary Jane. Ele não é reconhecido pelos criminosos mas, como aliado do Quarteto Fantástico, levaua boa rajada de força só pra garantir. Muito ferido, Danny alcança sua moto mística e começa a sua transformação.

Hulk não consegue imobilizar Lady Lethal e Homem-Aranha e Wolverine mal arranham o Abominável. A batalha segue intensa mas com o Super Skrull de posse do corpo de Mary Jane, Homem-Aranha perde o controle – lembrando-se do que aconteceu com Gwen Stacy, o aracnídeo se distrai e é abatido. O Motoqueiro é derrotado por Devos e Wolverine cai logo em seguida. Hulk – para variar – é atingido e arremessado para longe do edifício. Mary Jane acorda e segura o corpo de Peter amaldiçoando os vilões. O Super Skrull avisa-lhe que os heróis do Novo Quarteto Fantástico foram apenas os primeiros a cair. Mas uma voz fora do quadro da ação grita: “Não!!!” (olha o clichê aí, gente!)

Deus Von Machina.

O Homem-Aranha recupera a consciência e fala para Wolverine o quanto eles são horrorosos como um grupo. Logan admite que só existirá um único Quarteto Fantástico e eles nunca conseguirão se assemelhar com essa equipe. Logo todos se perguntam onde está Banner. Do outro lado da cidade, o Hulk sai de uma cratera dizendo: “Essa doeu!”

A revista termina com um trecho do diário de Mary Jane.

“E esse foi o fim do apartamento mais irado que eu já vivi na minha vida, o Edifício Baxter foi demolido um ano depois. Um luxuoso hotel foi construído em seu lugar e todos seguiram separadamente suas vidas. Peter diz que talvez eles não estejam à altura de salvarem o mundo, pelo menos não como um grupo. Bem… ele é o maior herói do mundo para mim e sempre será!”

Essa é uma leitura inusitada com um grupo de indivíduos tendo divertidas interações, na maioria das vezes entre o Hulk e Wolverine, que supostamente foram destinados no início de suas carreiras a serem inimigos. Alguns dirão que esses caras unidos, nada mais eram que uma paródia de segunda dos Defensores, com o mesmo conceito de grandes lobos solitários tendo que agir juntos como um grupo em prol de um bem maior, mas isso de forma alguma depõe contra o nível de qualidade da história. E é claro que no final das contas todos –  heróis, vilões e leitores, – tiveram que engolir o quanto o Doutor Destino é O CARA (até porque ele não se prestaria a deixar-se fotografar com o Maluf).

Homem-Aranha – Criado por Stan lee e Steve Ditko
Hulk - criado por Stan Lee e Jack Kirby
Motoqueiro Fantasma – criado por Roy Thomas e Mike Ploog
Wolverine - criado por Len wein e John Romita

Que tal conhecer um pouco mais sobre a carreira de Chuck Bixon?  DIXONVERSE

Parabéns ao NeedForFic por seus 3 anos de vida!!!

Wolverine e os X-men #11 – Amigos que, unidos, dilaceram com garras retráteis… unidos permanecem !!!

Por Venerável Victor  ”Imperador da Cidade Gorila”  Vaughan

Wolverine and the X-men #11   SPOILERS MUTÁVEIS

Jason Aaron (Roteiro), Nick Bradshaw (Arte), Walden Wong & Norman Lee (arte final)

Indo ao auxílio dos X-men de Ciclope, os professores da Escola Jean Grey enfrentam os Vingadores em cinco pontos distintos do globo, enquanto Logan e Esperança Summers são emboscados pelo “esquadrão da morte” Shi ‘ar.

Após duas edições seguidas de “tié- in” fica evidente que a saga Vingadores VS X-men conseguiu enfraquecer e atrasar o desenvolvimento de um dos melhores títulos da Marvel, esse é certamente o pior pesadelo para os leitores de quadrinhos americanos, nesses mega eventos intermináveis.

O problema é que tendo que se focar nos acontecimentos de Vingadores VS X-men, Jason Aaron é forçado a ter que se afastar bruscamente do que faz dessa revista um sucesso: aprofundamento. Nós gastamos tempo demais longe da Escola e de seus estudantes. Apesar da participação do jovem aluno Genesis na edição anterior ter sido a melhor da revista, assim como a “peripécia” de Kid Gladiator (em busca de glória) e a reação da turma de alunos de Kitty Pryde , ao assistirem ao vivo a luta de Homem de Gelo contra o Hulk Vermelho nessa edição terem sido os pontos altos, elas foram extremamente rápidas.

Infelizmente o grosso dessa edição apenas mostra ação sem sentido. Mais uma vez, o leitor é forçado a acompanhar os X-men batendo e apanhando dos Vingadores em Wakanda/Tabula Rasa/Montanha Wundagore/Terra Selvagem, com diálogos superficiais e realmente nenhuma grande interação entre eles. Realmente as batalhas são desnecessárias, enquanto vemos personagens que nunca antes fizeram parte dessa revista, como o Hulk Vermelho e o Doutor Estranho, desperdiçando o espaço de muitos outros personagens mais apropriados ao título. Dividir os grupos em equipes para lutarem contra os Vingadores é o mais irritante e clichê ponto fraco desses títulos e a única razão que os editores conseguem encontrar para engolirmos mais dessa saga nas nossas revistas queridas. O pior de tudo? A cada novo capítulo das revistas mutantes, parece obrigatório mostrar as pancadarias de cada edição principal da saga.

O enredo entre Logan e Esperança também não é lá muito melhor, mas Jason Aaron foca a maior parte dessa edição na parceria dos dois mutantes – como visto na edição #4 da saga – e a diferença aqui é que o roteiro explora muito melhor o conflito de Wolverine de que para salvar o mundo terá que matar uma adolescente inocente. Isso acrescenta um grande senso de razão para suas ações passadas e presentes. E francamente é muito bom ver pelo menos uma revista interligada a saga principal trabalhando os conceitos e eventos da “Saga da Fênix Negra” de Chris Claremont de uma forma direta. E apesar dos dois ainda terem as mais detalhadas cenas de ação da revista, o esquadrão da morte do agora Imperador Shi’ar, o Gladiador, não é exatamente colocado como uma ameaça tão incrível quanto poderia ser – aqui eles não passam de mais um grupo de super seres mortais, super feios, mas foi uma forma do escritor dar uma chance para que Esperança tivesse a oportunidade de usar os poderes de Logan, num rápido test drive contra esses alienígenas. Desnecessário dizer que ao fim, a “Força Fênix” salva o dia mais uma vez.

O maior barato dessa revista esse mês, foi sem dúvida a volta de Nick Bradshaw para a arte, o que é absolutamente excelente. É impossível não preferir seu traço ao de Chris Bachalo, traço esse, aliado as cores vibrantes de Ponsor (que aqui fez falta), transformam esse título numa agradável viagem aos sentidos cada vez que são escalados para produzirem um arco. Esse desenhista está se firmando no mercado e possivelmente será um dos grandes nomes da Marvel no futuro, mesmo quando não mais estiver nesse título, talvez o único ponto fraco de sua passagem – ao contrário do que acontece com Bachalo – seja a inconstância de arte finalistas que oferecem para o cara trabalhar com.

“Wolverine e os X-men” quando não mais precisar servir de “aprofundamento” para essas sagas caça-níquel, teremos novamente muitos e muitos “bamfs” aprontando pela escola e a revista continuará a nos propiciar muitos dos melhores momentos de caracterização de personagens Marvel, já visto.

Aquaman #9 & Surpreendentes X-men #50 – “Meu amor daqui até a eternidade nossos destinos foram traçados na maternidade”.

Por Venerável Victor  ”Um Outro tratador de macacos” Vaughan

ATENÇÃO

Conheçam e acompanhem a melhor web Comics da atualidade:  MERCENARY CRUSADE episódios 1 e 2

Aquaman #9   SPOILERS

Joe Prado (arte final), Ivan Reis (arte), Geoff Johns (roteiro), Rod Reis (cores)

Muitos anos de terapia podem ir por água abaixo por causa de um vilão.

A medida que se vai lendo página a página dessa edição, muitos fãs podem se indagar que não estavam dando crédito suficiente pelo que o escritor vem fazendo aqui. De várias maneiras, Johns teve que reintroduzir Aquaman na nova continuidade como um novíssimo herói. Dando a ele uma nova mitologia, para uma nova geração de leitores que estão chegando. Ao mesmo tempo, Geoff Johns não só preservou o que pôde da tradição do herói, ele vem apresentando o Rei dos Mares como um guerreiro com um grande passado na bagagem.

“Os Outros” representam isso: uma mistura do que é novo com o antigo na continuidade atual do Aquaman. Por mais que a princípio seja inusitado entender como Johns despende tanto tempo e espaço da revista estabelecendo um novo grupo de personagens de suporte, principalmente ainda tendo muito por garantir no “status quo” desse novo Arthur Curry assim como seus coadjuvantes antigos que ainda nem deram as caras, é inegável “sacar” que o cara tem feito um ótimo trabalho.

A cena de abertura dessa edição, com o “Prisioneiro de Guerra” mostra o quanto Johns está afiado em seu talento de roteirista, seria unânime nos fãs o desejo de ver mais espaço dedicado ao desenvolvimento individual de cada um desses novos personagens se todos forem caracterizados da mesma maneira que esse.

Ele também vem fazendo um trabalho consistente – por respeito ao que Aquaman fala, não vamos os chamar de equipe – com a química entre o grupo de personagens, especialmente se considerarmos seu “grupo” oficial, Arthur tem laços e identificação muito mais real com esses estranhos do que com o “clubinho de ícones” da Liga da Justiça. Laços esses que demonstram profunda identificação e entendimento entre eles, pois apesar de separados Deus sabe por quanto tempo, cada um ainda mantém alguma espécie de influência entre os outros “Outros”. Chegando a buscarem o auxílio dos colegas sem hesitação em momentos de necessidade. Obviamente, a influência entre a índia brasileira Ya’wara e Arthur é muita mais complexa que isso, já que ele mesmo admitiu para sua mulher Mera, que ambos compartilham um vínculo telepático antigo…

Aqui, à medida que os dois avançam pela Floresta Amazônica, detonando os capangas do Arraia Negra, você leitor pode claramente deduzir a natureza real desse vínculo entre a índia e o atlante. Quando é possível ver que Ya ‘wara controla telepaticamente totalmente a vida animal da floresta, da mesma forma que Aquaman faz com a vida marinha. Agora não é leviano acreditar que eles em algum momento no passado, até mesmo por serem almas gêmeas e de como seus poderes mentais podem se conectam, foram importantes um para o outro.

Só Deus e Geoff Johns sabem o porquê dos Outros odiarem o Arraia Negra tanto quanto Aquaman o odeia, mas aqui fica evidente que a disputa entre Arthur e o vilão é muito mais complicada do que se imaginava. Não é apenas porque o cara é um grande pirata e caçador de tesouros que antes em algum momento quis a pele do Rei dos Mares, o Arraia tem evidentemente uma vingança pessoal contra Aquaman e de certa forma, legítima. O que deixa nosso herói numa balança moral não tão definida de “certo ou errado”.

E no meio de tudo isso está o velho Doutor Shin, sua importância na trama é ainda mais profunda do que acreditávamos, pois apesar de egoísta e arrogante como só ele sabe ser, o personagem de fato dedicou um grande tempo de sua vida ajudando a família Curry a lidar com os poderes e habilidades de Arthur quando jovem e agora ele se sente intelectualmente e cientificamente frustrado com o resultado de tudo no final do processo. No fim de tudo, ele não é alguém que se sinta pena ou o leitor desenvolva algum carinho, mas claramente ele também não pode ser considerado um vilão nessa confusão toda. Desde o início dessa nova série, Mera tenta buscar um pouco mais de informação sobre o passado de seu marido quando em terra firme e Shin acaba sendo útil para satisfazer sua curiosidade.

Cada nova edição dessa revista apenas confirma os rumores de que Ivan Reis está no topo dos maiores artistas dos quadrinhos da atualidade e aqui todos podem confirmar com atenção sua habilidade dramática na composição da ação. A variedade e riqueza de expressões no rosto do atormentado Doutor Shin , se fosse retratada por um homem de carne e osso, poderia facilmente lhe render o prêmio de ótimo ator. E claramente por causa desse trabalho visual maravilhoso que essa revista faz com que você se prenda a qualquer um dos personagens apresentados sem distinção ou preconceito. Lembram do quanto foi elogiado acima a cena de abertura dessa revista com o personagem “Prisioneiro”? Lógico que metade do mérito é desse brasileiro e mais, do competente tralhado de equipe e sintonia entre todos os criadores envolvidos.

Para todos que se lembram do ótimo trabalho de Johns a frente da Sociedade da Justiça, Novos Titãs e Lanterna Verde – Renascimento, fica a dica de que o escritor voltou a boa forma aqui, venha se molhar você também!

Astonishing X-men #50 SPOILERS

Marjorie Liu (roteiros), Mike Perkins (arte)

A passagem de Marjorie Liu pelo título dos Surpreendentes X-men tem um trabalho de caracterização de personagens forte, porém sofre de um desinteresse por parte dos leitores pela complexidade do mistério no enredo desse primeiro arco. Já nessa edição, ela se supera e nos proporciona uma história que se equipara ao trabalho de caracterização falado acima. O roteiro é o tempo todo intercalado entre a investigação dos X-men e o relacionamento complicado entre Estrela Polar e seu namorado de long data kyle. No meio de uma missão perigosa, o mutante canadense pede para seus colegas Gambit e Homem de Gelo conselhos amorosos enquanto discute a relação com o rapaz, quilômetros dali, que bom ter supervelocidade, não?

Agora…pedindo conselhos amorosos para um mulherengo e um solteirão convicto? Isso é que é uma missão perigosa!

Nessa revista as vezes achamos que estamos lendo um quadrinho de CSI da editora IDW. A medida que o grupo investiga a conspiração por trás do ataque dos Carrascos na edição anterior, o Trio descobre interessantes peças de um quebra cabeça muito maior enquanto Wolverine vai ao encontro de uma velha amiga atrás de informações e a tensão cresce a cada quadro. As duas primeiras edições desse novo arco foram recheadas de motivos desconhecidos , então termos a possibilidade de achar novas pistas para resolvermos essa confusão toda a cada página, é excitante.

E no meio disso tudo, temos a grande ideia do Estrela Polar de como consertar seu relacionamento tumultuoso com Kyle. Ele se ajoelha na frente do namorado no meio da rua e o pede em casamento. Bom, nós sabemos o quanto casamentos com X-men não são exatamente um mar de rosas…

Agora, por mais atenção da mídia que essa proposta de casamento tenha recebido essa semana, ela não foi exatamente tão glamourosa quanto poderíamos esperar. Lógico, ela recebeu uma página inteira de destaque dentro da edição, mas fora isso, ela meio que se perdeu entre tantas outras informações que a trama oferecia. Afinal a revista não foi estruturada exatamente para garantir esse destaque, então o “pedido” foi feito numa única página , deixando os leitores com uma mensagem enorme de: “continua”. Os personagens reagiram de acordo com o que se esperava apenas, mas fazendo com que a “proposta” seja só mais um elemento emocional de interação entre os personagens, do que o motivo principal do roteiro desse mês, dá mais credito ao roteiro autêntico de Liu.

Mike Perkins não é um Ivan Reis, sua arte não é bonita, mas é um bom desenhista quando se trata de caracterização, já em cenas de ação ele se torna muito confuso. Seus melhores momentos nessa edição são os quadros que tem ação em Nova Yorque, com Wolverine e sua “amiga” Viúva Negra conversando num restaurante na rua West, você pode sentir o clima aconchegante da casa, crianças brincando com suas comidas, garçons de má vontade e um casal de senhores prestes a terminar sua refeição. Apesar de que a sequência que Jean Paul e Kyle discutem sua relação no Central Park é algo um tanto bizarro do ponto de vista de tridimensionalidade, a emoção de cada personagem é muito bem desenvolvida.

Aqui a roteirista esqueceu totalmente o enredo paralelo com a mutante Karma e o estranho vilão que os está manipulando pelas sombras, Cecília Reyes sequer também foi mencionada, um ponto fraco da edição. Na próxima teremos o casamento afinal…não seria algo muito precipitado? A equipe está ainda no meio de um mistério e as coisas não estão nada boas para eles. No entanto, já que a Marvel assim o quer, que os pombinhos sejam felizes…até que Mephisto apareça e os separe!!!

SCAN para essa edição traduzida, no site Arte HQs, A Garota Santuário indica .

Wolverine e os X-men #10 & Demon Knights #9 “Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito”

Por Venerável Victor “eu vejo o mundo por cima do muro” Vaughan

Curte ou não conhece Web Comics? Experimente: Mercenary Crusade

Demon Knights #9  SPOILERS  DEMONÍACOS

Roteiros: Paul Cornell & Arte (?) Diógenes Neves

Arte final e desenhos de: Robson Rocha  &  Oclair Albert

Demon Knights já cumpriu seu compromisso com seu primeiro arco, podemos nos aprofundar e apreciar seu “mundo” um pouco mais. Realmente é prazeroso ver como Paul Cornell tem expandido o universo medieval da DC e nos surpreendido cada vez mais. Por exemplo, a metrópole mágica de Alba Sarum – o tempo todo mencionada desde o primeiro capítulo – foi fundada por duas mulheres, Alba e Sarum, que são apaixonadas uma pela outra, mas não podem casar até que a cidade seja proclamada a “Nova Camelot”. Você espera um monte de coisas quando acompanha uma história de fantasia, mas não lesbianismo aberto, muito interessante. Alguns podem dizer que não combina em nada com a revista, mas desde quando demônios e amazonas combinam entre si?

Alba e Sarum enviam os Cavaleiros Demônios numa nova “aventura”, dessa vez para ressuscitarem Merlin, não será nada fácil, obviamente, especialmente quando Etrigan planeja trair e entregar sua equipe para Lúcifer Morningstar.

Realmente essa é uma das mais impressionantes capas desse mês. A imagem em fundo negro de Merlin no chão, o espetacular visual de Etrigan em sua nova armadura de pé sobre ele e o arco de luz em dos dois é algo de outro mundo. E honestamente Etrigan é um dos dois grandes personagens que funcionam muito bem nessa edição, o outro sendo o Cavaleiro Andante, campeão de Merlin e que aqui descobrimos poder conversar com seu cavalo alado (sim, o equino fala!). E para quem diz que o personagem de Jack Kirby aparece na maioria das capas, mesmo quando não faz sentido ele aparecer o que se pode dizer? Ele é o personagem mais reconhecível do título, ora.

Essa edição é um novo ponto de entrada na série, as primeiras páginas da revista nos brindam com uma análise dos Cavaleiros Demônios por uma nova perspectiva e de alguma forma resume tudo o que aprendemos com cada um deles no primeiro arco de história, nos permitindo descobrir novos detalhes e conclusões sobre eles. E finalmente Al Jabr recebe uma melhor atenção para que o sintamos tão importante no grupo quanto os outros seis, descobrimos que seu nome se trata de um pseudônimo e não o verdadeiro, quem seria ele realmente?  Agora é possível imaginá-los como personagens de igual importância na revista. E por fim Etrigan novamente é o protagonista no enredo, apesar de que agora existe um sentido para isso.

Alguma coisa não parece tão perfeita com a arte de Diógenes Neves nessa edição, especialmente no castelo de Alba Sarum . Madame Xanadu não parece tão bem retratada em seu visual como ele costumava fazer e aparecem aqui e ali ocasionais estranhezas no traço das duas princesas Aba e Sarum. Sem mencionar o Cavaleiro Andante, que fora de sua armadura está totalmente descaracterizado do que nas edições anteriores Neves lindamente o desenhou, principalmente porque sua ambiguidade de gênero, aqui foi arruinada. A razão? Robson Rocha, que praticamente desenhou a maior parte da edição. Seu traço é feio e gera um desconforto tão exagerado, justamente por ser comparado com o artista principal da revista, Diógenes Neves, justamente um dos mais belos traços do mercado…será que Neves está acumulando outros trabalhos e não está conseguindo entregar a revista nos prazos absurdos da nova DC? Será que ele está doente?

A permanência em Alba Sarum é rápida, já é apenas usada para prepará-los para uma nova aventura. Merlin – o poderoso mago – foi assassinado, como visto na edição anterior, causando uma variada gama de reações em todos os personagens, de Xanadu à Etrigan, do Cavaleiro Andante às duas princesas, passando pelos cidadões da cidade que tanto o amavam. Como todos os Cavaleiros Demônios tem diferentes interesses para tentarem reviver o corpo do poderoso feiticeiro – algo que pode ser feito na mítica ilha de Avalon – todos permanecem unidos nessa nova jornada. Nada disso é forçado, eles simplesmente ficam juntos como em uma boa campanha de D&D. Sem dúvida, esse novo arco promete ser interessantíssimo, não faltem à reunião, quando o “Mestre” marcar a nova aventura.

Wolverine and the X-men #10 SPOILERS MUTAVEIS

Roteiros: Jason Aaron – Arte: Chris Bachalo

Arte Final: Tim Townsend, Jamie Mendoza, Al Vey & Victor Olazaba

Wolverine e Ciclope se encontram cara a cara após o recém-conflito em Utopia

Na edição anterior o Capitão América foi até a escola Jean Grey para pedir que Wolverine fique ao lado dos Vingadores, no conflito contra os X-men já que a Força Fênix está vindo em direção a Terra e blá, blá, blá…Wolverine aceita. O Gladiador – novo imperador do Império Shiar – envia seus “Death Commandos” para matar Esperança e qualquer um que esteja protegendo-a. No fim da edição, ele próprio decide vir para a Terra buscar seu filho, matriculado na escola mutante.

Nessa edição, Ciclope vai à escola para conversar com Wolverine na tentativa de que ele mude de lado e se junte a sua equipe de X-men. Aqui vemos um lado mais humano e “desprotegido” de Scott Summers. Logan recusa-se, mas outros membros de seu time concordam apoiar Scott, no final finalmente a tropa de assassinos de elite do Gladiador chega a Terra e essa é a revista…

Ao contrário do “tie-in” com o evento AvsX que foi a edição anterior, onde o crescimento dos personagens da revista foi mais relevante que a ligação dela com o evento em si, esse número tem significativamente mais conexão com a história, fazendo com que sua leitura seja mais necessária. Esse resenhista estava esperando ter alguma ação aqui, mas aí eu iria reclamar que houve pouca interação, portanto digo que Jason Aaron fez um belíssimo trabalho.

Agora é oficial, Chris Bachalo é pior que Romita Jr, pois cada painel que o camarada desenha consegue ser pior que o anterior, ele realmente não adquire nunca com o passar do tempo a habilidade de desenhar corpos com proporções certas e detalhes. Eu entendo que ele “desenvolveu?” um estilo de retratar seus personagens que se assemelha a caricaturas, mas muitas vezes seus rostos são piores que muitas delas, com exceção de Rachel Summers, na página em que ela fala sobre sua experiência em ter controlado a Força Fênix no passado, ela realmente foi retratada lindamente, sorte? Todo o resto é medíocre mas ela por alguma razão ficou além das expectativas. O colorista também não ajuda muito,quando acentua o fator “distração” que o traço de Bachalo causa no desenvolvimento da história, será que os Death Commandos poderiam matar os dois?

Nós realmente temos bons momentos de tensão entre Ciclope e Wolverine, Emma Frost e Kytty Pryde também revivem um pouco de sua antiga rivalidade, fora que é emocionante para os fãs de longa data ver que o Homem de Gelo e o Anjo decidem se juntar com seu antigo líder e amigo de infância, temos cinquenta anos de histórias aqui recuperadas e respeitadas por Aaron.

O desenvolvimento do personagem Genesis e sua interação com o Anjo – que os X-men estão descobrindo estar se tornando algo totalmente novo – é outro ponto fantástico dessa edição, Genesis inevitavelmente irá se tornar Apocalypse em algum ponto, mas por agora, deixemos seu poderes aflorarem cada vez mais e os laços de amizade entre os dois crescer. É possível  na próxima edição termos ótimas batalhas e será fantástico para todos testemunharem o combate entre o Hulk Vermelho e o Homem de Gelo prometido, afinal Chris Bachalo não estará desenhando.

O debate entre Ciclope e Wolverine não é o único elemento chave dessa história, quando nitidamente se vê o quanto vários personagens principais dessa revista estão divididos no conflito entre os dois. Não se trata meramente de quem se identifica com a filosofia de um líder ou de outro, mas a questão de o que é o certo para cada indivíduo. Isso é eficaz pois dá profundidade para o elenco do título, mostrando que eles não são leais a Wolverine apenas porque compartilham algumas afinidades e trabalham juntos para realizar o sonho de reabrir a escola. Isso dá mais veracidade ao antigo debate, onde vemos que nem todos os membros da equipe de Ciclope, por sua vez, necessariamente acreditam que seu ponto de vista é o melhor, mas sim estão certos de que ele é o melhor homem para fazer o que for necessário para a sobrevivência de sua espécie.

DISQUE “H” PARA HERÓI #1 & SURPREENDENTES X-MEN #49 – “They tried to make me go to rehab But I said no, no, no”

Por Venerável Victor “Disque “M” para macaco” Vaughan

Disque H para herói é uma revista em quadrinhos da DC comics que conta as histórias de um misterioso “disco de telefone” que permite a qualquer pessoa comum se tornar um super herói por um curto período de tempo. Cada vez que é “discado” o DIAL possibilita ao dono  transformar-se (sem poder escolher) em um novo super ser, com nome, uniforme e poderes diferentes. A série original estreou em 1966 na revista “House of Mistery” (que também publicava as histórias solo do Caçador de Marte) e teve 18 edições. Mais duas tentativas de emplacar com o título foram feitas em 1980 e em 2003.

Estreias anteriores: House of Mistery #156 (1966) – Adventure Comics #479 (1980) – H.E.R.O. #1 (2003)

Disk H for hero #1

Essa é a história de um homem que tenta salvar a vida do amigo de suas péssimas escolhas, ao passo que esse amigo também faz o mesmo por ele.

Essa revista faz parte dos novos títulos pós reboot, ou a “SEGUNDA ONDA”, como são chamados. Antes de mais nada, vale lembrar que nenhum dos títulos “sombrios” dos Novos 52 lançamentos iniciais da DC  foi cancelado até hoje. Dito isso, começam os SPOILERS.

Capa do MESTRE Brian Bolland

São dois perdedores. O obeso Nelson Jent, que ainda não chegou aos trinta anos, tem problemas cardíacos e está fumando sem parar rumo a sua morte, por conta de uma maré de má sorte (no passado ele foi alguém bem diferente do que é hoje) e Darren Hirsch, sadio de corpo, mas na vida pessoal se misturou com um “bando” bem barra pesada. Quando Darren, ao sair da casa do amigo, em uma missão de resgate é agredido em um beco, por capangas que trabalham para seu misterioso empregador conhecido apenas como XN, Nelson entra desesperado em uma antiga cabine telefônica para pedir socorro, discando os números: 4376…(porque ele disca esses números e não 911…também é um mistério)

Mas não é Nelson que sai de lá em seguida, é o Boy Chimmey – Garoto Chaminé? – que parece uma versão ainda mais surreal, porém heroica do personagem “” Nick O’Teen” do filme : Estranho mundo de Bob. Esse Garoto Chaminé , é capaz de manipular cinzas e fumaça e dá conta de por os agressores para correr do beco (não sem antes dar uma surra em todos) e após isso, carrega o corpo ferido de Darren para o pronto socorro mais próximo, voltando à forma humana logo em seguida.

Nelson acreditando que sua transformação de alguma forma estava relacionada com a cabine telefônica, retorna para o beco onde ela está e busca novamente discar os quatro números que o transformaram anteriormente. Espetacularmente surge o “Capitão Lacrimoso” um super herói EMO, capaz de provocar em seus algozes a manifestação exagerada de suas maiores tristezas, dessa forma alimentando cada vez mais sua força e resistência, ele me remete a um talvez rejeitado figurante de algum clipe antigo do The Cure.

Essa é uma atualização do conceito clássico da série. O roteirista China Miévelle proporciona aos seus dois “heróis” nessa revista um agradável e distinto linguajar em suas falas. Suas naturezas emergem da cabine telefônica aparentemente de acordo com a natureza emocional na hora em que Nelson disca os números. E eles não são as únicas criaturas esquisitas por perto, já que o misterioso XN manda uma misteriosa senhora idosa que cospe “bile negra” para enfrentar o recém surgido Capitão. Outra característica merecedora de nota é que nosso protagonista aparentemente mantém sua mente consciente mesmo enquanto o seu “outro eu” está aprontando por aí.

A atmosfera da revista e seus cenários urbanos, lembram muito a arte da antiga revista do Hitman. Nelson e Darren convencem o leitor como grandes amigos, ligados um ao outro por uma afeição suprimida e grandes manifestações de desapontamento um com o outro. As cenas com os dois “heróis” são bizarras, em grande parte graças ao traço inconfundível de Mateus Santolouco. Seus personagens não são “super lindos”, nem menos grotescos, mas totalmente reconhecíveis, permitindo a criação de raízes fortes da revista com um cenário realista. E quando os momentos de fantasia chegam, Santolouco se entrega num furor de selvageria com os personagens e quadros, fazendo com que o mais cansado e incrédulo fã da DC, arregale os olhos admirados.

As cores de Tanya e Richard Horie são perfeitas na proposta da revista, repleta de tons marrons e cinzas, pontuados por instantes de luminosidade ofuscante, não deixando aqui de mencionar que a icônica editora da Vertigo, Karen Berger, volta para o Universo DC editando o roteiro inspirado de MIévelle, é a primeira vez que isso acontece desde um certo número passado da revista Hellblazer…

Uma coisa que pode certamente afastar o público desse título é que não existe de forma alguma aqui um “herói” reconhecível ou um super ser constante para que os fãs se identifiquem facilmente. Quem já conhece os trabalhos anteriores de Miévelle provavelmente embarcará na ideia de ver o que esse autor fará no universo DC provavelmente, no entanto é inegável que essa edição #1 vai fazer com que muita gente volte mês que vem para ver no que vai dar.

Não existe história pregressa sendo contada, não temos uma origem mística para o “Disque H”… você tem apenas dois amigos, um totalmente fora de seu peso e acometido de uma maré absurda de má sorte e o outro, misturado com negócios escusos. Fora isso, nós somos imediatamente arremessados no mundo deles.

Isso é o suficiente para trazer as pessoas mês que vem de volta? Sim, afinal a maioria dos fãs da DC desenvolveram ao longo dos anos um inegável amor pelos títulos “sombrios” da editora, eles são repletos de monstros e esquisitices, não exatamente do tipo de “monstros e esquisitices” que o genial Grant Morrison enfia por sua goela normalmente, mas sim um “beco” realmente sinistro desse universo de heróis que adoramos.

A capa??? A capa é de Brian Bolland, portanto só ela vale a compra da revista! Pelas minhas humildes contas, essa é a quarta tentativa de emplacar o título ”Dial H para herói” (a quinta se você quiser considerar uma participação escrota na revista do “Superboy e a Festa” na década de 90), mas agora vale muito mais a pena discar H para chamar um herói.

Astonishing X-men #49    Spoilers

Roteiros: Marjorie Liu – Arte: Mike Perkins

Capa de Surpreendentes X-men 49

A batalha da edição anterior continua sendo travada aqui. Cecília Reyes faz o possível para não se envolver com os problemas dos X-men, mas a sorte não está ao seu lado. Kyle, o namorado de Estrela Polar chega ao lugar da “pancadaria” acompanhado da jovem Karma, que usando sua telepatia descobre que Chimera está sob controle de uma força exterior. O grupo de vilões, os Carrascos que aparentemente estão ali para matar Jean Paul (Estrela Polar) é derrotado e no fim, enquanto Estrela Polar e  Kyle voltam para casa, discutem o futuro de sua relação. No fim, Karma chega a sua casa apenas para receber uma visita surpreendente. Antes de isso tudo ter início, temos mais vislumbres das visões/sonhos proféticos do Estrela Polar e para “variar”, Warbird flerta mais uma vez com o Homem de Gelo.

O roteiro da história é bom, os elementos misteriosos estão sendo colocados aos poucos na trama e a estrutura geral funciona, combinando as misteriosas visões futuras que Jean Paul tem com muita ação no presente e o terreno para uma interação maior do grupo que está se formando é colocado, mas os diálogos de Liu as vezes parecem um pouco forçados e para alguns, muito espaço é usado aqui e ali com momentos menos interessantes aos leitores.

Ambas, a vietnamita Karma e a doutora Cecília Reyes têm grandes momentos de caracterização, Wolverine não rouba a cena nessa revista em nenhum momento, o que é muito bom, mas Liu parece centrar o título até agora em Estrela Polar e seu namorado. Os leitores que não acompanharam a passagem de Greg Pak pelas duas minisséries da Tropa Alfa no passado, não tem a mínima noção de quem se trata esse “civil” e aqui pode ser um pouco difícil de pedir a eles que invistam na história pregressa de um relacionamento que eles não têm o mínimo conhecimento ou interesse. Porém, ponto para a Marvel por investir e mostrar mais uma vez com naturalidade um relacionamento homo afetivo.

A arte de Mike Perkins ainda parece que conflita com as cores de Andy Troy (não, ele não é parente de Donna Troy, pelo menos que eu saiba) principalmente nos cenas de ação que se tem mais de dois combatentes. Isso não estraga a revista, mas distrai demais dos detalhes importantes, por outro lado, funciona muito bem quando se precisa de momentos de mistério e horror no roteiro principal.

Nós temos uma porção de grandes momentos nessa edição, Karma já chega roubando a cena, Cecília está fantástica em seus conflitos internos já conhecidos de leitores mais antigos e são divertidas as investidas “amorosas” constantes de Warbird no Homem de Gelo. Liu também escreve um ótimo Gambit, fazia tempo que esse personagem era deixado de lado. Com tantos personagens interessantes, o Estrela Polar tem que agradecer todos os dias pela escritora ter escolhido se aprofundar mais na vida dele nesse arco. No entanto os fãs ainda esperam que essa revista, que desde que estreou com Joss Whedon anos atrás e sempre demonstrou bastante vanguardismo, ainda nos SURPREENDA.

Capuz Vermelho e os Fora da Lei #8 & Wolverine e os X-men #9 – “É o dia dos “fodões” que tem revista e um grupo para chamar de seu!”

Por Venerável Victor “Tratador e seus X-monkeys”  Vaughan

Resenha de Wolverine and the X-men #9  SPOILERS

A nona edição de Wolverine e os X-men mantém o nível de qualidade que nós estamos comprovando desde o início e apesar de não seguir a frente com o conflito com o vilão Dentes de Sabre, que eclodiu no número anterior, a revista transita agora no mais recente evento da Casa das Ideias: Vingadores VS. X-men.

Como é que pode? Jason Aaron consegue manter o roteiro sempre interessante e cheio de humor, mesmo que necessite adicionar questões um pouco mais sérias. Quando o Capitão América chega à “Escola para jovens superdotados Jean Grey”, ele está em uma missão: Trazer Wolverine para lutar ao lado dos Vingadores contra Ciclope. No entanto, certamente vocês podem adivinhar de que lado Wolverine decidiu ficar, não? Aaron desenvolve aqui um ótimo Capitão América, achando o grande equilíbrio entre orgulho e liderança sem cair para a imagem de “santo” que alguns escritores insistem em retratá-lo.

Não vamos estragar isso para vocês. A coisa que mais me chamou atenção nessa edição, foi o quanto Logan está em conflito, não era pra menos, muitas coisas foram bem retratadas nessa revista.

Primeiro, por que Logan sempre manteve uma distância emocional de Esperança? Aaron não precisou usar de um monte de diálogos para expressar os sentimentos do canadense invocado nessa edição. Ao contrário, ele escolheu suas palavras com sabedoria e as usou com parcimônia durante todo o capítulo. O que faz todo o sentido, afinal Logan é um homem de poucas palavras, mas é claro o conflito em sua alma. Enquanto ele reconhece que a maioria dos mutantes acredita que Esperança é a Messias e parte importante na sobrevivência de sua espécie, ele também reconhece que ela provavelmente será o próximo veículo para a Força Fênix, uma força cósmica de renascimento, mas também de destruição…

A melhor parte dessa edição são os pequenos momentos que cada personagem ganhou, desde os alunos até cada membro da equipe de instrutores, passando por Rapina, a guarda costas do herdeiro do Império Shiar. Todos os personagens principais também ganharam aqui um grande diálogo que captura perfeitamente o que cada um significa. O Fera mais uma vez tem seus momentos de “astro” dessa revista, como merece! E o jovem e diminuto Broo é o segundo vencedor!

O Capitão América exige que Wolverine escolha um lado, e ele definitivamente o faz nessa edição, mas vocês podem ver o quanto remorso e culpa ele sente por isso.

 ”O” Diálogo da edição:

Fera – Eu vou para o espaço lutar contra um pássaro gigante da destruição cósmica, o mínimo que você poderia fazer era me dar um abraço.

Wolverine – Eu gostaria, mas você tem pulgas.

Fera – Elas não são pulgas! Os Banfs acharam minhas partículas Pym! Eu não quero morrer com você pensando que eu tenho pulgas!

Wolverine – Tarde demais. “

Resenha de Red Hood and the Out Laws #8  SPOILERS

Nessa edição de Capuz Vermelho e os Fora da Lei, o senhor Scott Lobdell trás seu inusitado time à Gotham para uma revanche com Susie Su – uma obesa inimiga mortal de Jason Todd – o que convenientemente os deixa no lugar certo para participarem do primeiro crossover das revistas da bat-família : A noite das corujas. Infelizmente essa necessidade acaba por roubar muito da importância que essa edição poderia ter, afinal Lobdell soluciona a luta de Susie e Jason de forma rápida e utiliza as últimas cinco páginas na preparação  do enredo para a edição #9.

Antes de seguir adiante uma consideração. Você leu isso mesmo, Jason admite ter matado dezenas de chefões do crime organizado em Hong Kong e  seus colegas de equipe dizem  como ele consegue contar “as melhores histórias”? É sabido que aqui, Kory, Jason e Roy são supostamente anti-heróis, mas isso foi algo escrito de mau gosto. Roy ri tanto e tão alto que teve que limpar as lágrimas de seus olhos, sim, afinal, assassinato em massa é extremamente hilário.

A interação entre Jason e Tim, que predominou praticamente durante toda segunda metade da revista, é algo que muitos fãs queriam ver após o reboot. Para novos leitores que não estiveram a par de toda confusão que o Capaz Vermelho aprontou no universo particular do Batman após sua volta a vida, na fase pré reboot, essa cena dos dois juntos aqui nessa edição pode não ter significado algum, afinal para todos os efeitos essa é a primeira vez que se vê esses dois interagindo, mas para leitores mais experientes, esses diálogos são relevantes.

A última vez que eles se encontraram, Jason tentou matar o rapaz e apesar de Tim admirar Jason por seus jovens dias como Robin, Jason sempre odiou Tim por tudo que ele representa. Não necessariamente pessoalmente Tim, mas as implicações que vieram com o rapaz substituindo ele como Robin.

Tim Drake representa algo crucial para Jason: ele pode ser substituído e sua morte não teve o impacto para Bruce Wayne que ele esperava que tivesse. Pelo menos em seus olhos – nós fãs mais antigos sabemos que isso não é verdade – mas pelo menos aos olhos de Jason, quando Batman tornou Tim o novo Robin, ele o traiu por simplesmente seguir adiante. Para ele, Tim representa uma simples e dolorosa verdade, ele pode ser trocado como um brinquedo quebrado, apenas comprando um novo e é assim que isso tudo é visto na mente doente de Jason. Isso não tem nada a ver com Tim como pessoa, mas sim com o garoto como símbolo – junto ao Batman – que representa tudo o que deu errado em sua vida.

E pior, enquanto Bruce rapidamente aceitou Tim, o tratou como um filho basicamente, Jason sempre foi a ovelha negra, a experiência que falhou. Como ele não pode odiar Tim? E o que parece ser a pergunta mais importante, como ele pode agora se sentir culpado por isso? O que o senhor Lobdell pode possivelmente fazer para nos convencer que Jason Todd superou tudo isso? Ele não pode. Com as interferências editorias constantes em seu trabalho, ele teve que buscar resolver isso da melhor forma, no entanto, seu conflito com o Batman sempre foi sua maior motivação, certamente isso não era nem um pouco saudável, mas era assim que funcionava. O roteirista apenas diz que tudo já passou e não parece ter muito espaço para no momento explicar convincentemente isso. O jeito é esperar.

Mas nem tudo são críticas negativas, a luta no hospital possibilita Lobdell  explorar com genialidade e dar momentos de brilho para todos os três membros da equipe, algo que nas últimas edições estava fazendo falta, mas poderia ser feito se o conflito deles com a “Corte das Corujas” ficasse circunspecto à edição #9 somente.

A arte de Kenneth Rocafort continua sendo “top”, é impressionante a fluidez e sinergia de seus quadros, nos brindando também com detalhadas páginas a cada mês, possibilitando com que ele continuasse na revista enquanto tantos outros artistas que estrearam nos Novos 52 títulos, já “dançaram” após as conclusões dos primeiros arcos de histórias. Realmente seu traço é o ponto alto dessa revista desde o início e principal responsável pelas vendas dela.

O Ministério da Saúde e o Santuário advertem:

Pratique esportes, mantenha bons hábitos alimentares e busque o equilíbrio entre mente e corpo. Estar tão fora do peso como Susie Su – no caso dela, obesidade mórbida – não é algo apenas ruim para sua auto estima, é em primeiro lugar prejudicial para sua saúde.

Parabéns ao site O Baile dos Enxutos pelos mil posts!Tudo Viado!

Aquaman #7 & Surpreendentes X-men #48 – Novos caminhos para novas possibilidades!

Por Venerável Victor “um OUTRO tratador de macacos aquáticos”  Vaughan

Aquaman

Resenha com Spoilers aquáticos

Roteiro: Geoff Johns Arte de: Ivan Reis; Joe Prado e Rod Reis

Nessa edição de Aquaman, Geoff Johns incrementa em muito a mitologia do herói aquático. Aqui se tem muita coisa para serem absorvidas por novos e velhos fãs, muitas das quais irão gerar polêmica ou agradar até faz xiitas, nós apenas temos que ter fé em Johns, fé que ele pode juntar todas essas novas informações e fazer com que esse novo grupo de personagens atlantes, encaixe no novo universo DC.

Realmente á apenas nas últimas páginas dessa revista que todo esse novo “passado” de Arthur Curry vem à tona – com o perdão do trocadilho – e a situação fica complicada. As primeiras páginas da edição nos brindam com uma história paralela desse novo grupo chamado “Os Outros” – nome dado talvez pelo sucesso da série LOST na cultura pop – enquanto ao mesmo tempo reintroduz o nêmese supremo de nosso herói, Arraia Negra na trama. E se você – bebê – pensou que Geoff Johns ia seguir o comportamento habitual dos últimos anos e fazer uma revista superficial, acho bom pensar de novo…

Ya-wara, a índia brasileira, que faz parte do grupo "Os Outros", criada por Geoff Jhons e o nossos drean team brasileiro

Se por acaso o roteirista escolheu a mais eficiente estratégia narrativa nessa revista mensal, nós vamos ter que esperar mais um pouco para julgar, mas uma coisa é certa, ele vem fazendo um belo trabalho até aqui.  Cuidadosamente alternando entre ação e flashbacks – exatamente como na série Lost, por acaso – nos mostrando que ele não perdeu a mão e ainda é o cara que nos deu a melhor passagem que a revista do Lanterna Verde já teve em sua existência, desde a época de Neal Adans e Dannis O’Neil.

Verdade, as perguntas ainda não esclarecidas sobre a Atlântida parecem pequenas comparadas às novas possibilidades desse novo universo criado para o herói aquático. Mas Johns não faz feio ao plantar a dúvida em nossas mentes e nas de nossos queridos personagens: “Será que alguém afundou a Atlântida?”.

Mas claro que outra pergunta vem à mente: “E daí???”, descobrir nessa altura do campeonato essa resposta, de quem decidiu o destino dos atlantes milênios atrás não parece ter muita utilidade para eles agora. Mas como nós sabemos, Johns tem um plano – eu pelo menos sempre tenho – seja ele algo grandioso ou não tão grandioso.

O melhor aspecto dessa edição ainda é a arte de Ivan Reis. Mês passado ele deixou a maior parte da arte com Joe Prado, mas seu retorno é maravilhoso. Para variar essa é a revista mais linda nas prateleiras – assim como a Demon Knights do Diógenes Neves, lógico – e o cuidado do brasileiro com os detalhes é algo divino. O início da edição é feito sem um único balão de diálogo e nos mostra o quanto Ivan Reis é um artista gráfico talentoso.

As sementes foram plantadas para possivelmente uma épica aventura nas páginas de Aquaman nos meses que virão.Uma heroína brasileira foi colocada agora na cronologia como uma antiga aliada de Arthur e membro dessa misteriosa equipe que o herói aquático participou antes de fazer parte da Liga da Justiça. Geoff Johns está fazendo uma das melhores revistas do relaunch, afinal ela agrada a maioria dos fãs antigos que já conhecem o universo de Aquaman e é atrativa e promissora para novos leitores.

Nota 1: “The Golden seal” ou O selo/carimbo dourado, que o Arraia Negra rouba no início da edição, com esse nome, é algo que faria mais sentido a “Pantera Cor de Rosa” roubar…

Nota 2; Impossível cortar um quadro da arte do Ivan Reis nessa edição, por isso pus páginas completas…

Surpreendentes X-men

Roteiro de: Majorie Liu e Arte de: Mike Perkins

A roteirista Majorie Liu assume o comando dessa revista, agora totalmente integrada na continuidade Marvel com satisfatório sucesso. Surpreendentes X-men não é tão centrada na trama quanto no desenvolvimento e estabelecimento desses mutantes como um novo grupo. Quem conhece o trabalho dessa roteirista sabe o quanto sua maior força está no desenvolvimento de personagens. Aqui o interesse principal se deu na relação entre Estrela Polar e seu namorado kyle, que é tão “surpreendente” porque retrata fielmente o humor e conflito que uma relação amorosa do no nosso mundo real acontece no nosso dia a dia. Todo workaholic não consegue lidar com seu parceiro não tolerando a quantidade de tempo que ele dedica ao trabalho e isso pode sim gerar humor e até mesmo facilmente conflito.

Da mesma forma, o diálogo entre Gambit e Cecília é natural e doce. Mas essa não é uma resenha de estudo de personagem, não! Isso é uma resenha de uma revista X! Deveria haver aqui explosões ou o quê??? Nada temam “True Belivers!”. A senhorita – ou senhora – Liu nos proporciona doses iguais de muita interação e ação desenfreada com maestria. Liu constrói a trama de seu primeiro arco a frente dessa revista com um grande mistério, as primeiras páginas da revista mostram um evento – ou sonho premonitório – de Jean Paul, o mutante canadense Estrela Polar, por algumas páginas, depois disso o tema não é mais revisitado, para que possamos conhecer o novo elenco. Possivelmente mais esclarecimentos virão a tona em breve.

O desenhista Mike Perkins é o responsável pela arte aqui e faz isso com grande cuidado e detalhe em todos os ambientes que retrata. A maioria da linguagem corporal de seus personagens é diferente e casual – muito bom isso – e a dinâmica facial das expressões é excelente, usando sombras – da forma certa, não como o imundo do Greg Land… – e ângulos diferentes do comum para mostrar as emoções que deseja, o que é maravilhoso, afinal a maioria da edição são cabeças falando umas com as outras. Como num filme, tudo é dirigido para que o texto de Liu tenha o impacto e ressonância merecido.

Talvez isso fique um pouco cansativo se for feito de forma periódica, mas parece que grandes planos estão em ação. Para todos aqueles que reclamam do quanto existem revistas mutantes no mercado, saibam que a grande maioria delas hoje em dia são sólidas e leituras válidas. Parece que Rick Remender – autor de X-Force – hoje tem uma parceira escritora a altura.

Nota 1 : já ouviram falar no Projeto Kaplan? No jogo baseado nesse universo? Sabe como apoiar e contribuir com a campanha de lançamento?

Nota 2: Make mine Marvel !!!