Um Universo chamado Kirby

Por Rodrigo “quero ler isso” Garrit

Jack Kirby está vivo.

Pelo menos sua obra está, o que no mundo da arte, é o que concede imortalidade a certos gênios que surgem de tempos em tempos e elevam aquilo que fazem a potência máxima. Muitos podem argumentar que “Histórias em Quadrinhos” não são arte (é sério, existem pessoas que pensam assim), mas não quero entrar no mérito dessa questão.

O que eu quero mesmo dizer, é que embora Jack Kirby seja sempre lembrado (por motivos óbvios) por seus trabalhos na Marvel e DC, ele também atuou em outras editoras de menor destaque, principalmente depois de se desencantar com as gigantes do mercado. Claro que sua genialidade o acompanhou nesses trabalhos, criando novos e instigantes personagens, como Ninth Men, Galaxy Green, Tiger 21, Silver Star e Captain Victory.

Agora, a dupla Alex Ross e Kurt Busiek (responsáveis pela mini série “Marvels”) se reúne para revitalizar esses personagens, em um projeto chamado “Kirby: Genesis”, pela editora Dynamite Entertainment.

O primeiro personagem a ressurgir nesse projeto será o Captain Victory, e a promessa é que histórias grandiosas serão criadas com base na mitologia cósmica deixada por Kirby. Alex Ross, além contribuir com os roteiros, irá pintar as capas, e também fará parte da arte interna das HQs e layout das páginas. Para esse projeto, foram convidados os brasileiros Jack Herbert e Vinicius Andrade para cuidar dos desenhos.

Captain Victory teve uma revista própria em 1981, publicada então pela Pacific Comics e chamada “Captain Victory and the Galactic Rangers”. Suas histórias apresentavam um grupo de policiais do cosmos que vigiava a galáxia utilizando quaisquer meios necessários. Mas, além disso, o “Capitão Vitória” possui um segredo terrível, escondido até de seus colegas de equipe, que pode destruir todo o espaço-tempo conhecido.

A primeira edição com a nova versão do Captain Victory, terá roteiro de Sterling Gates e arte de Wagner Reis. Em Kirby: Genesis, cada edição da série se desenrola sob o ponto de vista de um dos protagonistas: “Kirby Freeman”, “Bobi Cortez” e “Jake Cortez”, os nomes fazem referências a pseudônimos utilizados por Jack Kirby cujo nome verdadeiro era Jacob Kurtzberg.

Busiek já lidou com personagens de Kirby antes na editora Topps, que possuía uma linha chamada “Kirbyverse”. Captain Victory, Silver Star e TeenAgents chegaram a ser publicados nesse período,  inclusive com nanquim de grandes nomes atuais dos quadrinhos como Jim Lee,  finalizando os esboços à lápis do próprio Kirby.

Um preview de Kirby: Genesis pode ser visto no blog: Studio Made in PB, onde também é possível encontrar uma sinopse do enredo. Me parece um ótimo projeto, pessoalmente adoro essas “Óperas Espaciais” e adoraria ver isso publicado aqui no Brasil.

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