Homem Animal # 1 – Evolua ou Morra.

Por Rodrigo  Garrit

Este artigo contém spoilers

Destrinchando a primeira edição de Homem Animal no novo Universo DC pós reboot, escrito por Jeff Lemire e desenhado por Travel Foreman.

A primeira edição das novas aventuras de Buddy Baker, o “Homem com poderes animais” não decepciona. Ele está no contexto em que mais funciona: um pai de família que sabe que não é o Superman, mas usa seus poderes para fazer o que é certo. Exatamente o contexto usado pelo escritor escocês Grant Morrison, quando assumiu a revista do personagem nos anos 90. Na época, era considerado um personagem fracassado, de quinta categoria, mas os roteiros inteligentes e a temática adulta surpreenderam e fizeram com que ele se tornasse uma das publicações mais cults da editora.  Podemos ver que sua esposa Ellen e seus filhos Cliff e Maxine continuam os mesmos, respeitando as características de personalidade das versões anteriores. Alías, a caracterização dos personagens é um ponto fortíssimo, e fica nítido que Jeff Lemire respeita os parâmetros deixados por Morrison no título. Seus poderes, por sinal, são explorados de forma fantástica nessa edição, unindo todas as boas idéias que surgiram mesmo após a saída de Morrison do título, que devido a seu teor adulto, chegou a ser publicado no selo Vertigo. Foi nessa época que o campo morfogenético do qual Buddy extrai seus poderes foi melhor explorado, fazendo um paralelo com outro importante personagem da Vertigo, o Monstro do Pântano. Segundo a diretriz criada por Alan Moore, o Monstro do Pântano que é um elemental da Terra, pode expandir sua consciência por uma linha invisível que une toda a flora do planeta, conhecida como “O Verde”. Assim, se seu corpo for destruído, ele pode lançar sua essência para qualquer outra planta, e “reflorescer”. Da mesma forma, o Homem Animal também pode lançar sua consciência por outro ramo dessa “teia da vida”, mas que o liga com toda a fauna do planeta – é a linha conhecida como “O Vermelho”, e de onde, em menor nível, ele simplesmente absorve as habilidades dos animais.

Nesta edição, vemos o novo status de Buddy. Agora, ele é um ator de cinema, embora não esteja trabalhando numa grandiosa produção hollywoodiana. A revista começa com uma entrevista dele, o que esclarece muito de sua atual situação. Ele admite que se tornou muito mais um porta voz do ativismo na luta pelos direitos dos animais do que um super-herói, mas embora não use o uniforme com a mesma frequencia de antes, ainda não pendurou as chuteiras e vez por outra atende algum chamado de emergência, para a alegria de seu filho Cliff. O garoto é quem lhe passa a notícia de um homem armado fazendo vários reféns num hospital, especificamente na ala infantil destinada aos pacientes em tratamento de câncer. Prontamente Buddy decide ir até lá, com um uniforme vagamente parecido com o que costumava usar antes, o que o deixa com um visual bacana, exceto pela “máscara/capuz”, que além de feia, não parece ter nenhuma utilidade, já que não traz os antigos óculos de proteção e nem esconde seu rosto. Em determinado momento, ele puxa esse capuz para falar cara a cara com o sequestrador, mas como o seu rosto já estava exposto, o ato não me parece ter tido muito impacto nem sentido.

Certo, esse foi o ponto fraco da história, e foi um ponto bem perdoável. Depois disso tudo flui perfeitamente bem, tornando a leitura agradável e instigante. Alguma coisa parece estar errada com os poderes dele, alguns efeitos colaterais acontecem, e Maxine de alguma forma está envolvida. Em sonho (ou não?) Buddy vê três misteriosas criaturas habitando o campo morfogenético. Eles se denominam como “Os Podres do Vermelho”, e têm uma aparência demoniaca, com partes de seus corpos em estado de decomposição.

Ao acordar, Buddy vai até sua filha Maxine, que está no quintal, assustada. Em volta dela, vemos vários animais mortos, dilacerados. Essa HQ promete muito, e mesmo sendo suspeito para falar, digo que me surpreendi com a qualidade do texto e dos desenhos. Tem tudo para ser um dos melhores títulos dessa nova leva pós reboot. Recomendadíssimo.

Nota: 9.5

Leia a resenha de Homem Animal # 2 clicando aqui.

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15 comentários sobre “Homem Animal # 1 – Evolua ou Morra.

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