Anjos Rebeldes – A guerra no Paraíso por ciúme aos macacos falantes.

Por Venerável  Victor “macaco falante”  Vaughan

Desde que você nasceu, você foi educado, normalmente, pra acreditar que existe um Deus e que os anjos foram criados por ele com a missão de nos guiar e proteger. Que existe harmonia no céu e que quando morrermos vamos para o paraíso eterno , alguns imaginam esse paraíso como um lugar onde você passa o dia inteiro deitado em uma nuvenzinha ouvindo Querubim tocar harpa (cadê o som do Red Hot Chiili Peppers, poxa!) outros vão  se deitar  nas mais belas almofadas de seda com fios de ouro, tendo rios de mel e leite em volta além  das  40 virgens é claro, como de padrão (quero ver onde eles acham essas 40 virgens, aqui no Rio que não é) Não é isso que  o autor e diretor da obra, Gregory Widen  propõe com sua elogiada e intrigante trilogia “The prophecy” , que por motivos comerciais depois foi rebatizada de “God’s Army” na distribuição mundial e no Brasil como não podia deixar de ser – por causa de um filme diferente mas também de terror que também tinha sido rebatizado aqui como A Profecia  – acabou recebendo o título de Anjos Rebeldes.

Somos ensinados e ver os anjos como mensageiros de bons presságios e detentores das mais excelças virtudes. Como o famoso Anjo  – arcanjo “wherever” –  Gabriel! O mesmo que no Novo Testamento anuncia a vinda de Jesus para sua mãe Maria e guia peregrinos e viajantes, que embala criancinhas no sono e transporta nossas almas de volta ao criador na hora de nossa “passagem ” – ai, como estou espírita! – um fofo né?  Mas ele é o mesmo que no Velho Testamento, destroi cidades, toca sua trombeta e transforma a população inteira de uma cidade em sal assim outras piores barbáries… lógico, os anjos são antes de tudo mensageiros, como nossos carteiros humanos, páus mandados de uma autoriadade maior, se em um Testamento ela é cheia de Ira e Vingança e no outro livro ela é amor total e piedade eles  provavelmente parecerão aos olhos de nós, meros mortais e inquilinos dessa bolinha de lama, uns bipolares dos infernos!!!

Mas em Anjos Rebeldes eles são muito mais que esse esteriótipo de criaturas livres de paixões e defeitos, além de que alguns, se recentem do livre arbítrio e alma – a semente/fragmento ou “mônada” divina – concedida pelo criador a todos os seres humanos, chegando mesmo a se ressentirem disso, causando uma guerra no céu por puro ciúme que dura milênios e  está longe de acabar ,escrita em capítulos ocultos e não divulgados da Bíblia Sagrada, com ambas as facções  – as dos anjos leais aos desígnios e vontades divinas e os rebeldes –  não obtendo há muitas eras, sucesso em derrotar seus rivais e com isso ninguém que morre consegue passar pro outro lado, pois o coração do conflito se dá em frente aos Portões do Céu . E Deus não é visto no conflito.

Christopher Walken

E quem é o líder e arquiteto da ideologia do lado rebelde? Gabriel, ele mesmo, tendo Miguel como opositor e fiel a vontade de Deus. E gente… Gabiel não é fraco não… ele está disposto a tudo pra vencer essa guerra e se tornar o senhor do Paraíso, impedindo que os seres humanos ou como ele mesmo fala , “todo trabalhado no despeito” : macacos falantes, tenham paz uma vez mortos.

“Sou um anjo, mato os filhos mesmo com as mães tomando conta. Eu faço as cidades virarem cinzas, eu até retiro a alma das menininhas quando tenho vontade. E até que venha o vosso reino, a única coisa com que podem contar em sua existência, é jamais entender o porquê!”  –  Gabriel

Eric Stoltz

Gabriel vem então à Terra para se apossar da alma de um psicótico coronel do exército americano, Arnold Hawthorne, conhecido por sua frieza nos campos de batalha e por praticar canibalismo com seus inimigos, que havia morrido numa reserva indígena e cuja alma, ainda presa a seu cadáver no caixão, seria fundamental para vencer sua batalha e instaurar um novo inferno nos céus (Lucifer nao vai gostar nada de ter competição nos negócios). Um outro anjo, Simão, contrário às idéias de Gabriel, desce também à Terra e após violento confronto matando outro anjo, Uziel, onde fica gravemente ferido, se apossa da alma do sanguinário coronel e antes de morrer, torturado e queimado vivo por Gabriel, a repassa para o corpo de uma jovem menina descendente de indígenas chamada Maria. Cabe a um ex seminarista, agora policial e a professora da pequena indiazinha, desvendar todos essas fatos e salvar a garota, impedindo que Gabriel se aposse da alma do velho general.

Viggo Mortensen

O  romance brasileiro, sucesso de vendas pro nosso mercado: A Batalha do Apocalipse, do escritor, jornalista e blogueiro Eduardo Spohr é nitidamente e assumidamente inspirado – o que não desmerece em nada o valor do livro – nessa trilogia clássica, do cinema independente. Que além de roteiro e diálogos coerentes, tem como maior mérito a atuação de Christopher Walken (que vale o filme), Eric Stoltz e Viggo Mortensen, entre outros atores muito bem escolhidos. Se o filme é  de baixo orçamento é por outro lado  infinitamente rico em talentos.

O diretor de fotografia de parte da trilogia relatou em seu blog oficial que diversos acontecimentos bizarros acontecerem durante as gravações. O primeiro filme, apesar de mais barato é o melhor, o segundo é muito bom mas nada mais é que o desenvolvimento de pontas soltas do primeiro já o terceiro apesar de novos personagens incluídos e de ser infinitamente mais bem produzido –  com orgamento mais folgado, vide o sucesso da franquia – é um pouco mais fraco, no entanto  o diretor conclui toda a historia  nos convidando assim como ao jovem ex padre e ao próprio

perturbado Gabriel, que Deus é perdão e compaixão infinita e que existe sim, a possibilidade de redenção de todas as criaturas, sejam elas macacos falantes ou anjos rebeldes!

É como eu sempre divulgo:

“Tudo está perdido mas…existem possibilidades!”

Comunidade do Santuário no FACE

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8 comentários sobre “Anjos Rebeldes – A guerra no Paraíso por ciúme aos macacos falantes.

  1. Apenas corrigindo, o filme original chama-se “God’s Army” e a partir do segundo foi tudo rebatizado para “The Prophecy”.

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  2. Eu ia dizer mas o Garrit falou antes, só falta dizer que tem macacos. Agora, pensar nos anjos como bipolares mudou toda a minha estrutura de crenças! Incrível blog, eu devia ler mais… pensando nisso eu devia até escrever! Não, melhor… eu devia ter uma coluna, ou ser o editor chefe… Assim poderia espalhar meus tentáculos de influência pelo ciberespaço dominar a mídia mundial e ganhar todo o dinheiro do mundo, só para queimá-lo !!!!!!!!!!!

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  3. Eu já acho que deveria ter acabado no 2 apesar que a ideia do Nefilim foi bem legal.

    Mas o 1º é tudo, está entre os meus filmes preferidos ever.

    Alias, ótimo texto =D

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