Emergindo das profundezas ! AQUAMAN

Por Venerável Victor “Aquamonkey”  Vaughan

Resenha da edição #1 de Aquaman tem mais SPOILLERS que peixes no mar.

Aquaman é o herói preferido de quem???

O primeiro número dessa nova revista tenta buscar essa resposta. Quando o criador e desenhista do personagem , juntamente com o escritor   Mort Weisinger, idealizou seu herói marinho para a DC comics, nem eles nem a própria editora poderiam prever o quanto sua imagem seria desgastada com o passar dos anos e o nome de “Arthur Curry” se tornaria piada constante no Cartoon Network, no youtube e principalmente entre os leitores.

Estreando  na More Fun Comics #73 de 1941, Inicialmente ele era um recurso de backup em títulos da antologia da DC,  depois estrelou em vários volumes de título individual. Durante o final dos anos 1950 e 1960, período do renascimento dos super-heróis conhecida como a Era de Prata dos Quadrinhos, ele era um membro fundador da Liga da Justiça da América. Na década de 1990, a Era Moderna dos Quadrinhos, Aquaman tornou-se mais sério do que na maioria das interpretações anteriores, com enredos que descrevem o peso de seu papel como o rei de Atlantis.

O Autor Geoff Johns, o fantástico desenhista brazuca Ivan Reis, além do colorista Joe Prado , trazem finalmente um dos títulos mais aguardados desse novo universo da editora, se não pela espectativa do que de novo poderia vir – afinal a fé é sempre a última que morre  –  pelo menos pela confiança que um bom trabalho poderia ser feito com o personagem, afinal, foi essa  mesma trinca  (Johns, Reis e Prado) que fizeram com que Arthur Curry fosse um dos, se não o herói mais interessante da saga Brithest Day, anterior ao DC relaunch.

Em termos de arte a revista é um deleite aos olhos, Ivan Reis e Prado estáo melhor do que nunca, como se isso fosse possível, com Reis vindo num crescendo espetacular em seu traço e dinâmica. Geoff Johns como antes, se mostra totalmente a vontade com o herói aquático, provando que sabe muito bem o que ele represente nessa nova Era dos Heróis. Já no inicio do primeiro arco de histórias somos apresentados a uma nova ameaça, que surge das profundezas, o conceito não é novo mas parece que vai ser desenvolvido com bastante competência. Confesso que como fã de X-men, me lembrei um pouco do conceito da “Ninhada” nessa nova ameaça, o que transposto para a realidade do personagem, não é má idéia. Chega só de ameaças que querem dominar o mundo ou criminosos que roubam bancos…

É nessa parte que o personagem estréia nesse novo mundo de possibilidades, a utilização de seus poderes e a real extensão de suas capacidades inatas, é muito “massavéio” e se me deixou deslumbrado, imagina os fans boys? Afinal a revista é Rated T (Teen), Aquaman surge como um verdadeiro tanque de guerra encouraçado, como sempre deveria ter sido, afinal ele é um humanóide adaptado pra sobreviver normalmente em pressões marinhas incalculáveis e capaz de nadar em velocidades inimagináveis , como não se comportaria  então esse ser  na superfície? Sem palavras, trabalho muito bem feito do autor, (tão simples e lógico, não, senhor Dan Diddio e toda DC?).

O elenco de apoio ainda será introduzido como o próprio roteirista anunciou em entrevistas especializadas, foi importante Arthur ter esse espaço unicamente pra sua reintrodução no contexto geral, antigos rostos marcarão presença assim como novos personagens . Mera, sua bela mulher e rainha sereia está ao seu lado e parece certo que também manterá essa posição mais ativa e guerreira que vinha sendo caracterizada antes. Isso é provado em uma leve citação na história, onde um homem, em uma lanchonete no Maine, pergunta ao herói se realmente ela é tão forte quanto a famosa guerreira Amazona, como dizem por aí. Aliás, na sequência dessa lanchonete, Johns explica  muitos conceitos e preconceitos enraizados na bagagem de 70 anos do personagem. Como por exemplo, porque diabos  ele não pode comer frutos do mar, ora? Se ele não tem um trabalho formal, como paga suas contas? E brinca com a fama de “piada” que ele sofreu todos esses anos. Um ponto negativo, é que assim como o número um de Liga da Justiça do mesmo autor – mas não tão superficial, graças a Netuno –  essa revista tem mais apelo visual do que conteúdo de roteiro mas estamos num primeiro capítulo, ainda no aquecimento e que é um conto de amor e terror.

Mas esse novo –  para os leitores estreantes e já  conhecido pelos que acompanharam o último ano de publicações da antiga DC –  Arthur Curry, não é mais um sidekick de luxo do panteão de herois da Liga da Justiça como o carona do jato invisivel da Mulher Maravilha (que aliás, está sofrendo um belo tratamento por parte do Azzarelo), nem muito menos um carinha que falava com peixes nas vinhetas do canal de desenhos americano ou muito menos uma cópia loira do Namor  como um rei Atlante  que vive em conflito com a humanidade. Ele é um homem que recebeu os melhores valores morais e éticos de seu pai humano até os 13 anos , um herói em conflito entre não querer a responsabilidade de liderar uma reino que não escolheu  e seu dever como protetor de outro que ama.

Respondendo a pergunta do início dessa matéria, Aquaman é e sempre foi meu herói preferido, meu e de muita  gente e  com muito orgulho  termino essa primeira resenha de sua revista com esses créditos:

Comunidade do Santuário no FACE

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6 comentários sobre “Emergindo das profundezas ! AQUAMAN

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