Liga da Justiça Internacional – Perdidos no Dia (mais Claro)

Por Rodrigo “Perdido” Broilo

Ah, a Liga da Justiça! Sonho de muitos heróis, a graduação, a formatura como um herói importante e de verdade.

E por que não fazer dessa sua estadia na Liga uma experiência divertida e cheia de “Bwahahahaha”s? É só se achegar na Liga da Justiça Internacional, a versão mais hilária e bem humorada dessa equipe superpoderosa. Com heróis bem construídos e explorados, a JLI trouxe o lado “comic” aos quadrinhos.

Mas nos últimos anos… POHAM… “Não teve graça, Dooley”.

A maior parte dos heróis da LJI passou por poucas e péssimas. Foi uma Infinidade de Crises pessoais…

Vamos começar pelo Besouro Azul, o Sr. Mega Empresário Ted Kord. Ted morreu durante uma investigação, desacreditado de seus colegas heróis, onde o vilão era seu outrora amigo Maxwell Lord, o amalucado líder da organização Checkmate, que dominava o satélite irmão-olho e uma infinidade de autômatos OMAC espalhados pelo mundo. A queima roupa, Lord mandou uma “azeitona preta bem nas maneiras de pensar” do besourudo. Mas Max não teve melhor destino, já que teve o pescoço “creck” pela Mulher Maravilha, num acesso de raiva. Minha opinião? Ela descontou em Max, não uma vingança pela morte de Ted e pelo perigo que Max representava, mas o ressentimento deles de Ted ter morrido esnobado pelos maiores “heróis” do planeta.

Desse evento, e de diversos outros, nasceu a Crise Infinita. E dela, e suas consequências, estavam em evidência as vidas de dois heróis: Fogo e Gladiador Dourado. Ela era uma das agentes do Checkmate, como cavalo do Rei Branco, e aprendemos mais sobre o seu passado e seus segredos. Ele adquiriu um novo status quono multiverso, graças as suas participações nesta e em outras crises.

Mas também tivemos o nascimento de um novo Besouro Azul, o jovem Jaime Reyes que estreou um titulo solo que catapultou o artista brasileiro Rafael Albuquerque, além de co-estrelar os Novos Titãs. E tivemos a oportunidade de ver a relação entre ele e o Gladiador se estabelecer, já que este era o melhor amigo do antecessor de Reyes, ao mesmo estilo de Ollie e Kyle, após a ressureição do primeiro e morte de Hal.

Vimos também o renascimento de Tora, a heroína Gelo, no crossover entre Aves de Rapina e Sexteto Secreto, este também consequência da crise.

Guy Gardner, o Lanterna Verde dessa liga, esteve envolvido com assuntos da Tropa, e até usou outros anéis, indo do amor ao ódio.

E, invariavelmente, cada um deles foi vivendo a sua vida, como Poderosa na liderança da Sociedade da Justiça, ou sua morte como Ted e Jonn, ambos zumbis Lanternas Negros durante a Noite Mais Densa, entre os tantos outros heróis que passaram pela equipe.

E quando se pensava que tudo voltaria ao normal, que nasceria o Dia Mais Claro, (re)nascem os ressuscitados Lanternas Brancos, entre eles o Caçador de Marte e Maxwell Lord, além de outros 10 heróis e vilões. Cada um deles com missões a serem cumpridas para que sua vida reestabelecida torne-se um presente permanente. E aí começou a ferrar…

A missão de Jonn, um dos icônicos personagens da LJI, o levou para longe, mas Maxwell teve tempo pro seu plano de… adivinha? Não é dominar o mundo, Pinky!

Inicialmente ele usou seus poderes de “controle mental” e as antigas instalações da Liga Internacional para fazer com que “geral” se esquecesse dele. Mas os quatro heróis que o tentaram impedir não se esqueceram de Max. Fogo, Gelo, Gladiador Dourado e Capitão Átomo, remanescentes da LJI, saíram de seus uniformes militares ou de sua depressão, para encarrarem juntos o psico-ex-amigo. Era o começo de “Liga da Justiça: Geração Perdida” o mega-arco de 24 edições quinzenais que durou um ano inteiro, desde julho de 2010.

E foram tempos nada divertidos para eles.

A série foi escrita por Winick Judd (quer desgraça maior?) e Keith Giffen, ficando este último até a edição 7, quando deixou a série e foi substituído por equipes rotativas de desenho e cores, entre as quais Aaron Lopresti e Matt Ryan, Joe Bennett e Jack Jadson, e Fernando Dagnino e Raul Fernandez. Era um prenuncio de retorno da Liga da Justiça Internacional, na inatividade desde “mil novecentos e é o tchan!”.

Generation Lost teve efeitos sobre o título do Gladiador Dourado, Poderosa e até Novos Titãs, além é claro de O Dia Mais Claro, mega saga concomitante e de onde esse arauto do “encardido” saiu.

Os quatro heróis tentam convencer Dick Grayson e Superman da existência de Max Lord, mas ninguém se lembra do infeliz, já que todas as evidências de sua existência não ficam visíveis a ninguém, exceto os quatro.

Tem início então uma série de eventos que leva o mundo e a comunidade heroica a desacreditar Fogo (demitida do Checkmate), Gelo (acusada de tentar matar Guy Gardner), Gladiador (reputação em baixa) e Átomo (forçado a atacar um general da Força Aérea), que só então percebem que é tudo coisa do Lord. Mas antes mesmo de bolar qualquer estratégia, eles são requisitados por Jaime, o novo Besouro, a ajuda-lo e a sua família contra um esquadrão de autômatos OMAC. O escaravelho de Jaime, por ser uma inteligência artificial, assim como o robô Skeets do Gladiador, lembra-se de Max Lord.

De lá eles perseguem um autômato que foge por teleporte para Russia, onde acabam em uma batalha com o Red Rocket. E finalmente o vilão revela seu ardiloso plano: formar uma nova equipe para… Hein? Salvar o mundo?

Isso mesmo, sua missão, dada pela Lanterna Branca é destruir Magog. Mas a equipe se recusa, pois segundo Átomo, ele teve uma visão de um futuro pós-apocalíptico, descrito por uma inválida Poderosa do futuro como causado por Lord.

Lord usa seu poder para manipular as batalhas enfrentadas por Fogo, Gelo, Foguete Vermelho, Gladiador, Besouro e, principalmente Átomo, para enfrentar o também manipulado Magog. Quando as batalhas estão prestes a acabar e o Capitão convence Magog de que ele está sendo manipulado, Lord usa seu poder mental para fazer Magog se suicidar com sua própria lança, mas mostra ao mundo que foi ele quem matou a criatura, convencendo até mesmo a Entidade Branca de que ele cumpriu sua missão.

Uma nova explosão, dessa vez da lança energizada de Magog, o leva para um futuro onde Poderosa é líder da Liga, e alerta que o ponto responsável por tudo isso foi o assassinato de Max pela Mulher Maravilha. Uma nova explosão, contra novos OMACs da linha temporal de Poderosa, leva Átomo de volta a sua realidade.

Max está pronto para se vingar de Diana, quando se depara com a ironia maior, ninguém lembra dela também (Rá!). Então para realizar seu plano de matar Diana, uma série de eventos, batalhas e reviravoltas mentais ocorre. Como muita dessa série está sendo contada no Brasil, todos podem ter a chance de acompanhar o sequestro do Besouro Azul, a batalha entre Átomo e Poderosa, os Batmans investigando Lord, a queda do Checkmate, o beijo de Fogo em Red Rocket, entre outros que leva ao final dessa trama e que resulta num plano de Batman: uma nova Liga da Justiça Internacional!

Mas aí já são tempos de reboot…

Uma nova equipe está prevista para esse novo UDC. Quem? Gladiador Dourado, Fogo, Gelo, Red Rocket e Guy Gardner, da velha guarda, um Batman, e os novatos Vixen, Augusto General e Godiva.

Tá preparado?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s