Gavião Negro & Liga da Justiça Sombria – primeiro capítulo!

Por Venerável Victor  “Totalmente do lado negro”  Vaughan

The Savage Hawkman #1   SPOILLERS 

Eu li em algum site pela web que  esse título estava sendo bem aguardado, no inicio me perguntava “por quê” afinal era Tony S. Daniel e Philip Tan, ambos conhecidos desenhistas com pretenções a roteiristas aqui e ali. Eu até curtia a arte do Tony  e amei quando o cara entrou na revista  Novos Titãs do Geoff Johns, aliás  todos que detestavam o traço do Mike Mccone assim como eu, devem ter curtido isso,  logo após a série 52. Mas achei fraco o trabalho dele logo em seguida como argumentista na revista do Batman e na “Guerra pelo capuz”, achava que ele tinha é que desenhar… e quanto ao Tan, acompanho ele desde a Marvel, confesso que o cara tem evoluído. É diferente e estilosa a proposta visual do camarada mas sempre me pareceu muito sujo o traço.

Bom os caras estão aí. A revista saiu e fora o logo da capa  – que esconde o símbolo do gavião e nitidamente poderia ser melhor, potencial tem  –  a revista realmente não fez feio. As apostas estavam certas e que bom que eu fui preconceituoso e me surpreendi.

Eu disse acima que o Philip Tan tem evoluído o traço e tal…sim a arte está muito bonita e muito mais limpa, os tons pastéis das cores casam perfeitamente tanto com a nova proposta visual do personagem Gavião Negro  – como é batizado no Brasil – como com os desenhos do filipino. É um deleite a vista e  outra coisa, muitos títulos numero um do DC relaunch deixaram a desejar pela escolha narrativa da ação, quase uma volta aos anos 90 da Image , com muitos painés duplos e quadros imensos dando a impressão ao leitor de que quando se terminava a revista  e se terminava em um segundo, fato  , nada tinha acontecido. E isso não é culpa da nova proposta de mais ação da editora, vide “Action Comics” do Grant Morrinson, que como o nome mesmo diz, é uma revista de ação e que apesar do ritmo frenético do início ao fim, tem conteúdo de sobra. Com essa revista se não no mesmo nível, a coisa é parecida. Provando que uma edição introdutória  bem feita  não precisa ser “massaveio”.

O roteiro mostra um Carter Hall desistindo do manto – ou no caso dele, elmo e asas – do Gavião Negro mas o  traje não pensa da mesma forma. Ponto pro roteirista que propõe uma nova abordagem as propriedades do uniforme – agora um pouco mais, armadura – do Gavião. Geoff Johns já havia trabalhado um pouco como o metal enésimo – o material alienígena com o qual o traje é confeccionado – e como ele se comportava e reagia ao hospedeiro quando reafirmou a origem do personagem nos anos 2000  (mostrando que além do voo, o herói só poderia suportar o stress de que era submetido na atmosfera se as propriedades que iradiavam do material e o faziam  desafiar a gravidade, também lhe conferissem força, resistência e proteção as diferenças de temperatura) Coisas que o criador Gardner Fox na década de sessenta poderia deixar passar batido para uma audiência mais ingênua . Mas  convenhamos não tão bem que outro bem intencionado roteirista não pudesse revisitar e melhor aproveitar o assunto.

Um Gavião Negro com traços humanos mais críveis é mostrado, com carreira – de criptologista e possivelmente mantendo seu lado arqueólogo bem marcado – e um novo elenco de apoio relevante diga-se de passagem. Um novo vilão naturalmente estréia na edição e parece ter ligações fortes com a mitologia do herói (mumias – Egito – tecnolofia alienígena – espaço) confesso que a princípio pensei que se tratava do Venon (inimigo do Homem-aranha) mas depois me acalmei…é esperar o número dois para se ver…

Tony S. Daniel consegue fazer com que o leitor se identifique com Carter Hall na angustia de descobrir o que está realmente acontecendo e isso é um outro ponto positivo na edição, afinal como roteirista ele atingiu seu objetivo maior em provocar a vontade no leitor em acompanhar esse desdobramento.

Liga da Justiça Sombria #1  SPOILLERS

Justice League Dark mostra um grupo de heróis formado por John Constantine,arrogante, negligente e enganador ele é um Exorcista, ainda que use seus poderes de forma um tanto sutil, e tem vastos conhecimentos sobre ocultismo, demonologia e outros assuntos obscuros.  criado por Alan Moore, como um mero figurante da revista Monstro do Pântano. Zatanna, que apareceu pela primeira vez em Hawkman #4 de 1964. Ela é  filha de John Zatara, um poderoso mágico (muito parecido com o Mandrake).Em sua genealogia, ainda está o famoso alquimista Nicholas Flamel, bem como Nostradamus. Ela costuma conjurar suas mágicas através de frases ou palavras pronunciadas ao contrário. Magia, – ou Encantadora-  criada por Bob Haney (o mesmo que criou os Titãs) poderosa feiticeira e contraparte maligna da humana June Moone, personagem muito conhecido dos leitores da época do Esquadrão Suicida de John Ostranger e depois no Pacto das Sombras. Shade, personagem originalmente criado por Steve Ditko em 1977 (o cara que bolou o visual do Homem-aranha)e depois foi revitalizado por Milligan se tornando um dos primeiros heróis do selo Vertigo. Madame Xanadu, falo dela mais abaixo. Desafiador, ou Deadman no original, ele é o fantasma do trapezista Boston Brand, que vaga pela Terra possuindo corpos. Apareceu primeiro em Strange Adventures #205 de 1967, criado por Arnold Drake e Carmine Infantino  e Mindwrap – personagem criada em Flashpoint pelo próprio Milligan –  Essa galera de peso, será  responsável por lutar contra as forças sobrenaturais do Universo DC.

Bom vamos falar dessa primeira edição… que medo, que medo, que medo…

Tive medo porque eram personagens e um conceito que adoro mas que estavam nas mãos do Peter Milligan, o escritor inglês que fez sim muita coisa boa na VERTIGO, como o próprio Shade que integra  essa equipe sombia, mas também fez uma versão totalmente autoral da X-Force na Marvel – lembram? Senhor Sensível, Gordura e a Venues Dee Millo , a heroína sem braços???  –  que foi muito criticada e ultimamente me escreveu os “Sete Secretos” durante a saga Flashpoint , em 3 edições onde, por favor… alguém me explica, onde ele quis chegar? Porque eu confesso que li e reli e não… não chegou em lugar nenhum nem fez o menor sentido pra este que vos fala. Muita gente diz o mesmo do conterrâneo dele, Grant Morrison mas não, se você se concentrar no que ele escreve, percebe na hora ou logo depois de um tempo que tudo tinha um plano e fazia sentido.

Mas a revista me agradou. O Peter Milligan que está lá é o cara que escreveu SHADE. Fazendo com que Liga da Justiça Dark seja um dos  títulos que melhor mescla a Vertigo com o novo Universo DC. Afinal a tarefa também não é simples. Fazer com que  John Constantine e alguns outros personagens ali, notoriamente muito bem representados no selo adulto da DC interajam de forma aceitável com os medalhões heróicos e espalhafatosos da editora, sem perderem o conteúdo que sua antiga audiência apreciava.

A arte fica por conta de Mikel Janin,  que já assinou um contrato de exclusividade com a editora e fizeram muito bem, o cara é perfeito para essa difícil tarefa de transpor personagens e historias muito melhor encaixadas em um selo adulto para o abiente oficial da DC. Quem for acompanhar no Brasil ou leu já as edições americanas, ele foi o responsavel pela minisserie  Flashpoint – Deadman & The Flying Graysons. Vendo a arte dele, me senti realmente num título Vertigo de magia e sobrenatural… convenci vocês que a revista faz juz ao antigo selo de onde a maioria dos personagens foi abduzido? Tanto no roteiro como na arte? E que ela está muito bem encaixada no contexto geral do novo universo DC, beleza.

Madame Xanadu tem nessa edição um maior espaço, aliás ela está muito bem defendida na nova DC, Paul Cornnel está lidando com ela na revista Demon Knights, ambientada na Idade Média e Milligan nessa Liga Sombria, que segundo o autor, recebe esse nome não só por lidar com as ameaças sobrenaturais e negras da Dc comics mas também pela própria natureza de seus integrantes. Xanadu para quem não sabe, é uma imortal, irmã mais nova da feiticeira Morgana Le Fey e que viveu na Távola Redonda  ao lado de Merlin (por isso que ela também integra a outra equipe de herois da editora de 700 anos atras) Ela tem o dom da vidência, quase a nossa “Sonhadora” da Legião dos Super Heróis, menos gostosa e mais recatada e estilosa. É ela que me parece será o elo de ligação entre os diversos heróis dessa nova equipe. Destaque para as caracterizações de Milligan para todos os integrantes que não deixou a desejar. Apenas o Desafiador fez uma breve aparição mas  provavelmente será melhor trabalhado daqui pra frente.

Nessa primeira edição, June Moone, a Encantadora, está com misteriosos problemas e devido a natureza caótica de seus poderes e personalidade, ameaça  a integridade do planeta. Algo muito além do campo de ação e intendimento dos herois justiceiros . Zatanna é convocada por Batman para tentar ajudar, sendo ela o único membro de contato da Liga com o universo da Magia mas ela logo vê a ameaça que isso pode acarretar para os integrantes regulares da equipe – que são muito valiosos para mundo –  já que Super-homem, Mulher Maravilha e Ciborg são facilmente derrotados e decide partir numa cruzada pessoal, juntando especialistas no assunto que sejam dispensáveis, começando pelo mago inglês boca suja, John Constantine. Xanadu também por outro lado, tendo consciência atravéz de seus poderes da ameaça e já antevendo o fim de todos os heróis caso enfrentem o alter ego de June Moone, convoca Shade, como seu campeão.

O futuro dos heróis e dos guerreiros místicos da editora não é nada bonito, tanto nas cartas como nas premonições de Xanadu, mas pra nós fãs devotos é dos melhores se esse roteiro  continuar evoluindo nesse ritmo.

E como diria Constantine :  “Bollocks !!!”

Comunidade do Santuário no FACE

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6 comentários sobre “Gavião Negro & Liga da Justiça Sombria – primeiro capítulo!

  1. Eu venho “tentando” gostar do Gavião Negro faz um tempo… quer dizer, gosto dele, mas sempre sinto que “falta alguma coisa”… Bom, a hora é agora, vou mergulhar de cabeça nesse novo título do gavioso. Quanto a Liga Sombria, é chover no molhado, eu adoro esse tipo de história mesmo, magia e meditação são a minha praia! hehee… Tô dentro! 😉

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  2. Cara, sabe o antigo Pacto das Sombras? Pois bem, é como se a idéia tivesse amadurecido e ganhado status de “patrão” agora eles são uma Liga também, vamos ver como será a organização, que acredito que não seja nada nada ao estilo dos de “capa”. E a Ravena… ia ser legal, não é? Mas disseram que ela estava guardada para um outro projeto… pode ser esse, sei não, pode ser outro…Gavião Negro, merece ser acompanhado.

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