OMAC – O Irmão Olho manda prender e manda soltar.

Por Venerável Victor “Irmão Boca suja” Vaughan

OMAC #2 Irmão Olho avisa: fique de olho aberto, esse artigo contém SPOILERS 

Omac #1 aqui

Segundo capítulo da saga do satélite renegado  e seu soldado, OMAC – o Exército de um homem só –   e continuamos procurando entender até o final da edição o que exatamente o Irmão Olho está planejando. Mas no final nós descobrimos!

Com argumento de Dan Diddio (arghh) , co-roteiros e arte de Keith Giffen, além das belas cores de  Scott Koblish, essa segunda edição não faz feio se o objetivo é homenagear o criador da série original, Jack Kirby. A arte de Giffen está totalmente clonada no traço e narrativa visual do  “Rei” e a história segue sim a dinâmica dos antigos gibis de onde é inspirado. Muita gente acredita ser essa a pior revista do mix de 52  novos títulos DC, mas realmente não é – não porque tem pelo menos 3 ou 4 títulos piores – mas sim porque ela se presta como um tributo a Kirby e se Diddio não tiver tanta influencia nas decisões desse título como tem nas revistas que ele nem escreve mas mete a mão pra estragar, podemos ter dois supostos caminhos dignos: a revista realmente enquanto durar, ser essa diversão sem grandes compromissos – nesse ponto sendo condizente com a linha EDGE da qual faz parte – que trata de títulos de ação,  aqui e ali surpreendendo com pequenas reviravoltas e surpresas ou ter a decência de concluir um arco  de capítulos e encerrar – talvez com a desculpa de que nada mais era do que uma minissérie – após mostrar a vingança de Olho, aplicada.

Na primeira pagina desse número 2,  acompanhamos o infeliz  Kevin Kho que foi transformado no OMAC, através de um vírus tecno orgânco, ainda misteriosamente injetado nele, exatamente de onde o satélite o deixou na edição anterior, numa cidadezinha do Texas. Todos os passos do nosso herói são acompanhados atenciosamente por Irmão Olho, afinal, nenhum mecanismo  eletrônico está livre de sua influência. Mas … por mais poderoso que pareça, em sua forma humana ainda precisa comer antes de voltar  meio mundo até sua namorada e cidade, em Metrópolis e é aí que a ação começa.

Pra muitos leitores ele não é nenhuma novidade, apenas está sendo agora reintroduzido no novo universo DC, mas Rocker Bonn, o Amazing man – ou Admirável como era batizado aqui…erghh de novo – é apresentado para nós leitores. Nesse novo início ele é um fugitivo do governo, uma cobaia dos laboratórios CADMUS, agora uma divisão de pesquisas da agência de monitoramento da paz mundial CHECKMATE que a muito tempo não é  uma organização totalmente honesta e aqui vemos que apesar do relaunch, ela continua com suas maçãs podres. Obviamente ele é utilizado como uma boa ferramenta para a desculpa de mais pancadaria e destruição, na qual o título é baseado mas no fim da edição temos a noção de que novamente o satélite tem sua agenda secreta e nada aconteceu a toa. Desde a escolha do bar  onde OMAC vai fazer sua refeição, até a “ligação”anônima que avisa a polícia local onde o fugitivo das autoridades se encontrava, para forçar um embate premeditado entre os dois gigantes.

Com muito pesar, falando agora da ação, preciso dizer que desnecessario os diálogos de OMAC durante toda a briga, apesar de ser apenas um “cavalo” controlado pelo satélite inteligente, ele não precisa o tempo todo repetir a última palavra de todos os comandos verbais que “Olho” o orienta. Me senti vendo Ney La Torraca , interpretando o impagável  Barbosa de TV Pirata ali na minha frente. Foi triste queridos Devotos.

Ao fim da história finalmente Diddio e Giffen percebem que  essa “punheta” de mistério meia boca, do que o Irmão Olho realmente planeja, se continuasse muito tempo ao invés de prender iria dissipar o interesse de sua audiência e nos revelam o verdadeiro antagonista do satélite consciente , o homem de comando do Checkmate: Maxwell Lord. O Irmão Olho planeja se vingar de Lord por ter sido usado anteriormente… quer dizer que com isso, fatos da cronologia do antigo universo DC, como “Contagem Regressiva para Crise Final”   realmente existiram? Ou a dupla – digo …o escritor e o peso extra –  vão  nos apresentar uma nova versão para os fatos? Instigante.

Comunidade do Santuário no FACE

 

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