Resenha de EU, VAMPIRO # 1

Por Rodrigo Garrit

Uma resenha curta para uma história rápida. Contém spoilers.

No início acontecem alguns flashbacks mostrando o relacionamento entre Andrew e Mary. Andrew é um vampiro, mas não se alimenta de sangue humano e mata outros vampiros. Mary também é uma vampira… e apesar de “apaixonados”, eles tem uma relação de amor e guerra. Ao contrário dele, Mary, a “rainha do sangue” decide declarar guerra contra a humanidade, a qual considera seu gado. Esse pequeno impasse abala levemente o romance deles…

Os vampiros da série são capazes de se transformar em névoa e outros animais como enormes lobos (Lobisomens? Não sei, não ficou claro, mas seria estranho) e monstruosidades voadoras. Ele enfraquecem na luz do sol, mas não morrem. Ninguém mais respeita as velhas tradições! Bem, pelo menos eles não “brilham”…

Alguns desses vampiros têm literalmente a aparência de mortos vivos, parecem zumbis… a cena do ataque ao metrô ficou muito boa…  os gibi está recheado de sangue e pilhas  de corpos…  e a história, como eu disse é bem rápida… sem muitas explicações e um tanto quanto confusa…

Essa série já foi publicada no passado pela DC, no título “Casa dos Mistérios” nos anos 80, e ressuscitou como parte do reboot. Graças a isso temos as pistas que dizem que Andrew era um vampiro “bom” que mordeu sua amada Mary para lhe conceder imortalidade… mas para sua desagradável surpresa, a transformação despertou o pior dela, tornando-a uma demônia desalmada. A nova série aparentemente segue essa mesma premissa.

Esses vampiros existem no universo DC tradicional, então o Superman, os Lanternas Verdes e a Liga Sombria respiram o mesmo ar que que essas criaturas noturnas.  Certo, tecnicamente vampiros não respiram… mas hoje em dia, quem vai saber? Cada autor altera alguma coisa na mitologia dos vampiros. Nem sempre essa mudança é ruim. Na série “Vampiro Americano” da Vertigo, a fato das criaturas poderem andar durante o dia tem uma explicação plausível… e por falar nisso, a nova série “Eu, Vampiro”, em quase nada lembra o título criado pro Stephen King e Scott Snyder. Essa história não foi arrebatadora, mas vamos dar o benefício da dúvida, já que essa foi apenas a primeira edição. Fãs de vampiros principalmente vão tentar manter o interesse. O leitor usual de quadrinhos de super heróis pode ter alguma resistência. Eu adoraria que desse certo, gosto da ideia do gênero de terror ganhando espaço.

Tenho tido muitas decepções com histórias vampíricas, salvo exceções (como o citado “Vampiro Americano”), mas quero acreditar que esse título evolua e se torne a grande “zebra” desse reboot.

“Eu, Vampiro” é escrito por Joshua Hale Fialkov, com desenhos de Andrea Sorrentino e belíssimas capas de Jenny Frison.

 

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6 comentários sobre “Resenha de EU, VAMPIRO # 1

  1. A capa da HQ tem mesmo cara de True Blood/ Crepusculo, mas o conteúdo é bem diferente.
    Também gosto de como a HQ “Sangue e Água” – Vertigo retrata a transformações dos vampiros.

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  2. Fãs de vampiros não vão curtir, adolescentes fãs de romance acho que sim. Essa HQ tem toda cara de True Blood/ Crepusculo/ Qq livro ruim de vampiro da atualidade. A editora também quer tirar seu quinhão ;). Infelizmente no Brasil poucos conhecem o genial livro do Del Toro, Noturno, que gerou uma HQ da Dark Horse que é ótima l!.

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