SEXTA MALDITA, de volta mais maldita do que nunca!

Mais uma vez nos encontramos aqui reunidos devotos do Santuário. Na jornada dessa semana, conheceremos um pouco mais de outras almas doentias e atormentadas que um dia gostaria de ter em meus domínios e presenciaremos juntos momentos de glória total que esses seres, tidos preconceituosamente por vocês como vilões e que pra mim não passam de artistas incompreendidos e  admiradores de meu trabalho em potencial. Já poupando trabalho, pois sou uma criatura eterna muito prática, a cada um de vocês que ler essa matéria e não fizer um reles comentário ao fim desse artigo fica oficializado a doação de suas almas para a istituição:  MAV!   (Mephisto ama você)

DARKSEID  O Mal absoluto  Por Rodrigo Garrit

                                                                                                                             

darkseid2Mais desespero

Ele nasceu no planeta incandescente, um fraco entre os bárbaros. Mas sua mente era astuta, e nas sombras, fazia planos. Movia as engrenagens da guerra, jogava irmão contra irmão, provocava discórdia, quebrava alianças e regozijava-se com o sofrimento alheio.

Mais solidão

Renegado pela família real a qual pertencia, sabia que merecia mais, mas eles nunca lhe dariam nada. Era um pária, um fraco, um inútil. Sem amigos, sem aliados. Apenas as trevas e seus planos secretos.

Mais alienação

Deslizava pelo orgulho de seus familiares. Incitava a vaidade de seus egos, instigava a luxúria, tecia ilusões e os conduzia como ovelhas à boca do lobo.

Mais medo

Inventava mentiras, fazia parecer que o inimigo era mais forte do que realmente era, falava do quanto seu império estava prestes a ser conquistado quando na verdade, ninguém poderia superá-lo. Fincava a insegurança e o receio no coração de grandes guerreiros.

Menos autoestima

Menosprezava as grandes conquistas, roubava ideias geniais e apresentava como sendo suas, desprezava a beleza e impunha um inalcançável padrão de perfeição, o qual levaria muitos a loucura. Partilhava zombaria, quebrava espíritos de forma irremediável. Aplicava a cruel condenação de convencer seus desafetos de que eram culpados. Levava-os ao equivoco. Levava-os a aceitá-lo como seu único e verdadeiro deus.

Um deus do mal

Ele rompeu a barreira das trevas e se enxergou do outro lado. O lado de quem não possuía nenhuma bondade.

Temam Darkseid, seres da criação, o lado negro vive dentro de vocês.

Crowley ou, The King of Hell  Por Leticia Fiuza

Para melhor apreciação desse post ouça “Miracle” do Jefferson Starshipp

Criado por Eric Kripke e Ben Edlund

O seriado Supernatural é conhecido não apenas pela dupla de caçadores mais problemática, divertida e tempestuosa da TV nos últimos anos, mas pela gama de monstros, seres incríveis e seus demônios. Demônios, o mote raiz do seriado, já que tudo se inicia pelo trabalho de um, o terrível “Azazel Olhos amarelos.” Certo. Mas falaremos dele? Hmmm, não.

Durante todas as seis temporadas apresentadas e com a 7ª em seguimento, muitos seres dos olhos negros foram apresentados, alguns inúteis e apenas como coadjuvantes em feitio de pactos, ou outros que eram um tantinho mais… Cruéis… Como Alaister, Lilith, Meg, ou até mesmo a sonsa Ruby. Todos com histórias interessantes, porém, nenhum deles tinha o charme, inteligência, malignidade, humor (negro, na maioria das vezes) e carisma – sim, caros leitores, carisma – de Crowley.

O Demônio de Encruzilhada (mas só para clientes importantes) mais amado de todos os tempos aparece pela primeira vez na 5ª temporada no episódio “Abandon All Hope”, de mansinho, propondo ajuda aos irmãos Winchester para evitarem o Apocalipse. Bom samaritano? Obviamente, não! Depois que os Chefões asa esquerda do Cramulhão foram mandados dessa para uma pior pelos irmãos citados acima, “somente” Lúcifer seria o empecilho para os planos do nosso querido Demônio-do-terno-negro-adorador-de-um-bom-Wisky.

De um jeito bem peculiar, ele consegue driblar a desconfiança natural contra ele e ganha um lugar ao lado dos caçadores. E desde então, cada aparição é um show a parte.

Crowley e Bob fechando contrato

Com a promessa de ajudar os protagonistas a encontrar uma forma de acabar com o anjo caído, Crowley (interpretado pelo ótimo Sam Shepard) começa a fazer das suas, numa barganha com boa intenção, uma daquelas que o inferno está cheio, sabe? Ele convence Bob Singer a “emprestar” sua alma para que ele consiga dizer o paradeiro do ultimo dos cavaleiros do apocalipse, O Morte, para assim juntarem os 4 anéis e abrir a gaiola infernal e prender novamente Lúcifer. Claro que uma alma tão piedosa como nosso querido demônio também daria um bônus, assim tirando o caçador aleijado da cadeira de rodas. Novamente, boa fé? Bobinhos…

Claro que a intenção dele não seria devolver a alma de Bob, afinal, depois que Lucifer foi engaiolado novamente, Crowley conseguiu o que queria e uma alma é uma alma, não é mesmo? Entretanto, dessa vez, nosso amigo das profundezas não levaria exatamente a melhor, já que estamos falando de Bob Singer e num dos melhores episódios da 6ª temporada, conhecemos mais um pouco sobre Crowley.

Antes de ser demônio, Fergus era seu nome e ele foi um alfaiate beberrão escocês que vendeu sua alma em troca de 3 centímetros a mais no seu órgão sexual. Pois é, homens… Homens! E todas essas informações vieram diretamente do filho, que demonstrou um carinho tão tocante pelo pai que ajudou Bob a barganhar os ossos intactos de Crowley pela alma “emprestada”. Contrariado, mas reconhecendo que essa ele tinha perdido, o demônio desfez o contrato e sumiu com seus ossos. Só esclarecendo, um demônio não deixa de ser um fantasma, ter seu esqueleto queimado é a morte definitiva para eles também.

Durante a 6ª temporada, vemos um lado mais sério de Crowley, ele colocou ordem no inferno e novamente começou a arquitetar mais um das suas. Com sua lábia e senso de oportunidade, ele procura Castiel que tentava de toda forma colocar ordem no céu depois do quase apocalipse e ainda estava em guerra com Raphael e os anjos pró apocalipse; e propõe um acordo, uma parceria para conseguirem o poder necessário para vencer essa guerra celestial: Almas. Fonte: Purgatório.

Crowley mostra a Cass o novo e melhorado inferno: uma fila que nunca acaba ao som de The Blue Danube Waltz de Johann Strauss

A partir desse acordo, muitas mentiras são contadas e acordos não tão agradáveis sãofeitos.  No episódio “Family Matters” conhecemos o lado realmente demoníaco de Crowley, quando ele mostra suas garras sujas de enxofre e obriga os Winchesters a trabalhar para ele. Esse cara é mesmo fera.

Embora, ele seja o demônio que mais tempo se manteve vivo e com boa saúde perto dos irmãos, sua alegria não dura muito, pois num episódio mais adiante, “Caged Heat”, Crowley é pego numa armadilha, curiosamente com a ajuda de outro demônio, Meg, que não anda nada feliz com o novo reinado e quer Lúcifer de volta. Os Winchesters e ela torturam o escocês para saberem sobre a então desaparecida alma de Sam, objeto de barganha que prendia os meninos ao acordo, e o demônio acaba revelando que era tudo mentira, que jamais conseguiria recuperar a alma da gaiola.

Numa aparição heróica, Castiel chega com os ossos de Fergus e o incinera diante de todos, pondo assim um fim à vida, ou melhor, morte, ou… Ah, a existência de Crowley. Triste, companheiros! Triste!  Ele sempre foi um calhorda, mas era um calhorda amado…

E acabou a história de Fergus Crowley MacLoad.

Vocês acharam mesmo que ele, nosso querido demônio fashion ia ser destruído assim? Não, meu povo, não!!! Para aqueles que não acreditaram quando viram os ossos em chamas e nosso demônio favorito partindo dessa para uma pior, vocês irmãos descrentes estavam certos! Ele não morreu! CROWLEY NÃO MORREU!  (Aguardem)

Lady Diabolyn  Essa mocréia é fogo!

Por Rodrigo Broilo

O que uma vilã precisa para ser bem bandida?

Criada por William Hanna e Joseph Barbera

É preciso o desejo por um reino que nunca será seu? Pois Lady Diabolyn tem. É Dar-Shan, o país mágico que fora governado por sua meia-irmã Sarana, e que nunca seria seu por direito, pois todos acreditavam que princesa Sara voltaria para tomar o trono e impedir sua meia-tia feiticeira de possuí-lo. Mas Diabolyn nunca desistiu de tentar, afinal essa era sua obsessão. Para conseguir o seu intento, Lady Diabolyn não mediu esforços e foi capaz de uma maldição, que acabou ceifando a vida de sua irmã, mas não sem antes a Rainha dar luz a uma linda menina. Após isso a missão desta maléfica vilã é tomar o trono de Dar-Shan para si, impedindo, assim, que a princesa Sara tome o poder.

É preciso a ajuda de antigos espíritos do mau? Pois Lady Diabolyn também tem. Ela conta com a ajuda dos Espectros e dos seus atrapalhados ajudantes liderados por Dwedlee. Os espectros até que tinham boas ideias para ajuda-la, mas os seus ajudantes…

É preciso ser imponente? Lady Diabolyn é.  Além de contar com um modelito que exala maldade, e uma sobrancelha bem trabalhada para ajudar na cara de sórdida, Diabolyn tem o porte de uma rainha má. Algo que é imprescindível, a até natural, para alguém que deseja tanto ser rainha.

É preciso ser má? Diabolyn é uma mulher invejosa, inescrupulosa, cínica, raivosa, ambiciosa e trapaceira. E por isso ela é, sobre tudo, maléfica!

Há quem nem se lembre dela, há quem até hoje a considere hit do twitter. Lady Diabolyn conquistou nossos corações gelados por se opor ao melodrama de Cavalo de Fogo e por ter lutado durante 13 episódios, repetidos exaustivamente, para dominar seu pequeno mundo mágico, seja tornando a vida de Sara um inferno, ou a do povo de Dar-Shan. Essas e outras, além do seu funk, fizeram de Lady Diabolyn minha “evil queen” favorita!

Ai como ela é bandida!

O “Caveirão” da Marvel é Vermelho!

Por Lucas Assis

Criado por Joe Simon e Jack Kirby como o nêmesis do queridinho Capitão América, o Caveira Vermelha representa valores opostos àqueles do bandeiroso: é ao mesmo tempo um general nazista e “vermelho”, além disso…. porra, o cara é uma caveira feia pra daná! É daqueles vilões pau-pra-toda-obra, que podem ser utilizados a torto e a direito que dá caldo. Sanguinário, genocida e feioso, já enfrentou, além do Capitão, os Vingadores, o Quarteto-Fantástico e o Homem-Aranha, entre outros.

Na verdade, existiram três homens que assumiram a identidade do vilão. O personagem surgiu pela primeira vez durante a “Era de Ouro dos Quadrinhos”, na revista Captain America Comics #1, de 1940, que foi lançada um ano antes do ataque à Pearl-Harbour mas já ostentava na capa o herói americano socando Adolf Hitler. Esse primeiro Caveira Vermelho foi encarnado por George Maxon, um industrial Americano que era um agente nazista infiltrado. Mais tarde, descobrimos que Maxon era apenas um pau-mandado do verdadeiro Caveira, esse sim alemão e nazista, o malvadão Johann Schimidt.

Schmidt teve (claro!) uma infância complicada. Seu pai era um aldeão alemão bêbado, que batia muito em sua adorável esposa, apesar de “amá-la” muito. Quando o pequeno Johann nasce, sua mãe morre durante o parto e seu pai o culpa pela morte.  O amoroso pai tenta, então, afogar o bebê, mas é impedido por um médico. A criança tem uma infância solitária em orfanatos e nas ruas, cometendo pequenos delitos. Adolescente, é empregado por um lojista judeu e se apaixona por sua filha. Ao ser rejeitado, assassina a garota. É , MAL começo…

Anos depois, enquanto trabalhava em um hotel, conheceu o hóspede Adolf Hitler. O bigodinho dava um pito no chefe da Gestapo e Johann ficou maravilhado por aquela voz possante e autoritária. Ambos reconheceram o ódio à humanidade e os medos e as frustrações que carregavam. Foi amor à primeira vista… lindo, lindo. O Fuhrer decidiu transformar Schmidt num soldado nazista perfeito, acompanhando de perto seu treinamento. Envergando um uniforme da SS, ele se tornou um braço armado do regime de terror de Hitler, recebendo mais tarde das mãos do líder nazista a máscara e a alcunha que o tornariam infame: nascia o Caveira Vermelha. O terror provocado pelo Caveira na Europa repercutiu e levou os EUA à investirem na criação de seu próprio super soldado.

O Caveira sai no pau com o Capitão América várias vezes durante a Segunda Guerra até que num acidente ficou em animação suspensa após inalar um gás sinistro (paralelamente acontece o mesmo com Steve Rogers, o Capitão América original é congelado no Ártico). Em 1953, um agente soviético chamado Albert Malik, se aproveita da reputação do Caveirão, assume sua identidade e passa a lutar com os Capitães-América de plantão. Interessante lembrar que Malik é responsável pela morte dos agentes americanos Richard e Mary Parker, pais do pequenino Peter Parker e futuro Homem-Aranha.

Na “Era de Prata dos Quadrinhos”, Steve Rogers e o Caveira Vermelho original são revividos, num contexto pujante de novos personagens, como o Quarteto, Doutor Destino e o aracnídeo, e emplacam de vez. O Capitão América agora é líder dos Vingadores, principal grupo de super-heróis da Marvel, formado por personagens do peso de Thor e Homem de Ferro. Nesse novo contexto, o Caveira pôde então matar as saudades do Capitão trocando muitos sopapos com ele, fazendo-o passar o pão que o diabo amassou e tendo planos de destruição dos EUA e dominação mundial frustrados.  Já teve sua mente transferida para um corpo robótico e para um clone do Capitão (hum…algo me diz que ele a-d-o-r-o-u esse corpitcho), já morreu inúmeras vezes e, claro, voltou para atazanar seu arqui-inimigo. O Caveirão é sinixxxxtro!

Capitão América e Caveira Vermelha são uma alegoria óbvia dos contextos políticos em que nasceram e renasceram, primeiro durante a Segunda Guerra Mundial e depois em plena Guerra Fria. Acho que está aí porque os acho tão interessantes. A oposição desses dois personagens faz parte de uma representação arquetípica da América e seus inimigos, além disso, o Caveira é um vilão clássico em todos os sentidos, com vários clichês devidamente representados, como a infância que o deforma permanentemente e o nascimento de sua nova identidade conectada ao surgimento de seu nêmesis, imagem distorcida dele mesmo.

Lucifer Morningstar  O incompreendido

Por Rodrigo Cruz

Criado por: Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg

É engraçado pensar que os chamados vilões nos conquistam tanto quanto os chamados heróis. Confesso que fiquei muito indeciso para escolher meu vilão para a Sexta Maldita, mas por fim resolvi extrapolar um pouco e acolher uma figura um tanto polêmica. Seu nome já é motivo para deixar muitos arrepiados. Mas independente de sua fama judaico-cristã, vou procurar abordar a adorável visão Vertigo do personagem. Não como um monstro irracional e sedento por sangue e almas, mas um artista incompreendido e talvez um pouco frustrado!! Lembro-me bem que o personagem apesar de ser o rei da lábia, pai da mentira e senhor da astucia, se cansou de reinar no inferno e resolveu trocar tudo e abrir um modesto bar em Los Angeles chamado Lux.

Na série Sandman, Lúcifer governou como senhor do inferno por dez bilhões de anos, depois de se rebelar três segundos após a Criação!!! No entanto, em algum momento durante seu governo, ele tornou-se entediado com sua existência e cansado dos estereótipos que os mortais possuíam do diabo, como a idéia de que ele forçou mortais para cometer atos malignos. Já cansado de seu reinado sobre o Inferno, e sentindo que era injusta a punição de que ele deveria ter que governar lá para sempre, simplesmente porque ele “uma vez” se rebelou ele executa um plano: Na história  “Sandman Estação das Brumas” , Lúcifer expulsa todos os demônios e almas condenadas e antes de bloquear as portas de seu reino,  entrega a chave  do Inferno para o Sonho dos perpétuos , o personagem título da série. Eventualmente, o controle do Inferno foi entregue a dois Anjos, Duma e Remiel , enquanto Lúcifer simplesmente retirou-se para a Terra, inicialmente para Perth, Austrália Ocidental  e mais tarde para Los Angeles, Califórnia. Morningstar é retratado como um homem sofisticado e charmoso, de acordo com o estereótipo “gentleman”.

A sua aposentadoria é  perturbada por uma série de associados de seu passado, e o nosso querido personagem  passa por muitas outras aventuras para recuperar seus antigos pertences.

Pensando um pouco, não posso colocá-lo como um vilão seria muito simples. Talvez tenha faltado no final, megalomania para ele, prefiro vê-lo como um artista incompreendido. O tema da série Lúcifer gira em torno do problema do livre-arbítrio. Lúcifer é um nietzschiano figura que representa a vontade e a força de vontade individual, que desafia a “tirania da predestinação”. Enquanto nos olhos do céu isso é uma blasfêmia, para Lúcifer a rebelião e como conseqüência a condenação foram pré-planejadas por seu Criador. Lúcifer foi ao seu entender a maior vítima do maior vilão da criação e rejeita o governo de um Deus tirânico e injusto.

Freddy Krueger  O demônio do sonho

 Por Venerável Victor Vaughan

“Welcome to my world bitch”

Criado por Wes Craven

O maior pedófilo e psicopata dos filmes de terror de todos os tempos, encontrou a vitória definitiva no dia em que sofreu a sua maior derrota! Frederick Charles Krueger, filho bastardo de uma jovem bonita e esquizofrênica – ela ficou assim quando soube que Donna Troy não existia no novo Universo DC –  que morreu solitária na agonia do parto, é fruto de um estupro coletivo ocorrido num velho manicômio da Rua Elm. Durante toda a sua vida, ele foi capaz de se lembrar dos gritos de sua mãe . Alguns anos depois, Freddy foi adotado por um velho alcoviteiro que viu utilidade no menino como atração de bêbados curiosos na pequena e imunda rua, repleta de prostitutas e drogados. O jovem apanhava constantemente do pai, que o tratava como um nada, tirando sangue e deixando-o cheio de marcas roxas pelo corpo. Após uma surra, em que quase foi morto, Freddy achou dinheiro escondido pelo alcoviteiro e decidiu contratar um incendiário profissional para queimar a casa dele, enquanto o velho dormia calmamente no andar de cima.

Fruto de seu meio, Krueger quando vivo, abusava e matava constantemente crianças nos arredores da rua Elm. Quando foi apanhado, foi queimado vivo pelos pais das mesmas crianças na caldeira de sua própria casa, daí o seu visual queimado. Após a sua morte, voltou através dos sonhos dos filhos daqueles que o queimaram, em busca de vingança devido a um trato com seres sobrenaturais no momento que estava sendo queimado, Freddy Krueger é descrito como um “demônio do sonho” e tem grandes poderes sobrenaturais. Ele é incorpóreo e invisível para todas as pessoas que não estão sonhando; a única maneira de afetar Freddy fisicamente é agarra-lo nos sonhos e traze-lo ao mundo desperto. Freddy tem o principal poder de criar pesadelos, com os quais pode ferir fisicamente e até matar suas vítimas nos sonhos. No mundo onírico ele tem uma gama de poderes que vão de atributos físicos super-humanos, imortalidade, fator de cura acelerado, teletransporte,  é capaz de tornar a si mesmo e/ou qualquer parte do seu corpo em qualquer coisa que ele queira, e a habilidade mais conhecida: ser capaz de afetar suas vítimas em seus sonhos e –  como uma espécie de vodu – deixar marcas e cicatrizes em seus corpos físicos. As vítimas que tenham sido mortas no sonho por esse “filinha da putinha” tem suas almas absorvidas para dentro de Freddy, com seus rostos se retorcendo no tórax desfigurado do vilão. Querem saber? Vodu é pra jacú! E sempre torci pro Jason, um dia, chutar de vez o rabo desse miserável.

“Um, dois, O Freddy vem te pegar,
Três, quatro, é melhor trancar a porta.
Cinco, Seis, Agarre seu crucifixo,
Sete, oito, fique acordado até tarde.
Nove, dez, não durma nunca mais”
 

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O REI do CRIME,  Wilson Fisk  Por Pablo Ramos

“Eu o invejo, verme desprezível.Seus olhos testemunharam a morte de um nobre”

Cada um escolhe como vai superar as dificuldades – este homem escolheu subjugá-las

Se é para falar de grandes momentos dos mal compreendidos vilões, impossível não lembrar da história que marcou a vida de Wilson Fisk, Matt Murdock e de milhares de leitores. Se o rei do crime não é o maior vilão do mundo, ele é pelo menos o que conseguiu mais êxito contra seu antagonista.

O sucesso do Rei do Crime não foi matar o Demolidor ou conseguir uma vitória definitiva; vencer no final é o papel dos heróis, mas isso não impediu que o Rei tivesse tido a maior das vitórias que um vilão pode desejar, antes da inevitável (e ãs vezes irritante) reviravlta do mocinho.

A origem do Rei do Crime tem várias abordagem que não deram a mesma sorte que Arma X ou Origem (que acabaram virando versões oficiais do surgimento do Wolverine), mas há elementos que sempre estão presentes: garotinho pobre covardemente hostilizado pelos moleques da rua, espancado pelo pai… um monte de clichês, a bem da verdade. Mas depois de passar pelas mãos de Frank Miller entre 1979 e 1982, o Rei deixou de ser um mero gângster para se tornar um verdadeiro sociopata meticuloso, sistemático, assassino, megalômano, inteligentíssimo e consciente de sua vilania. Depois de tramar e executar a morte de Don Rigoletto, o chefão da máfia a que servia, já tendo antes preparado todo o terreno para assumir seu lugar, Wilson Fisk transformou as gangues e famílias da máfia num mega negócio lucrativo. Sua objetividade, frieza e foco nos lucros, em contraste com os antigos e passionais gangsters, marcou nos quadrinhos, com a devida dose de crítica,  a supremacia do capital que se anunciava para as duas décadas seguintes. Enfim, Fisk traçou uma trajetória de superação – as escolhas de como superar suas dificuldades podem ser questionáveis, mas dar a volta por cima e resistir às controvérsias é sem dúvida sua marca registrada, alé, da competência em conseguir o que quer.

Por ser um criminoso com incrível habilidade de não deixar rastros, o rei tornou-se naturalmente arquinimigo do Demolidor, advogado honrado que defende a lei de dia e a justiça à noite, essas coisas.Frank Miller forjou uma inimizade intrincada enetre os dois, até deixar a nrevista Daredevil em 1982 – e quando em 1986 voltou para revitalizar o herói, deu à luz uma de suas (muitas) obras-primas – foi o momento de maior sucesso que qualquer vilão jamais experimentou….

BORN AGAIN foi uma saga em sete edições (entre os números 227 e 233 nos EUA) que mudou os rumos do Demolidor definitivamente. Nesta incrível e bem narrada saga, o Rei descobre a identidade do seu  maior inimigo – vendida para bandidos baratos pela ex-namorada do heroi, em troca de uma dose de heroína, a informação parou nas mãos do Rei e ele não fez nada de imediato…. Como era de se esperar de uma mente meticulosa, Wilson Fisk elaborou um plano intrincado para derrubar Matt Murdock de maneira épica.

O pesadelo do Homem-Aranha sempre fora que, ao descobrir sua identidade secreta, os inimigos resolvessem matá-lo ou ferir as pessoass próximas…. Mas isso é oq ue fariam psicopatas de garagem, loucos pouco elaborados incapazes de criar um império do crime… Wilson fisk queria mais, queria degustar cada momento de queda de seu oponente, e o mais importante – deveria ser uma queda moral, acima de tudo!

As intenções do Rei ficam claras logo nas primeiras páginas da saga, em que vemos Matt repentinamente cercado de problemas. Magistralmente arquitetado, o plano visava distrair o herói com uma enxurrada de complicações legais e burocráticas: De uma hora para outra surgiram acusações de suborno de testemunhas, perjúrio e má conduta na atividade de advogado; o banco passou a acusar Matt de não pagar a hipoteca de seu imóvel, ameaçando executá-la e pô-lo na rua; as declarações de imposto de renda foram contestadas, e apareceram erros crassos que sugeriam sonegação; a retensão do dinheiro de Matt no banco e o sumisso de comprovantes de pagamento das contas de gás, luz etc… O grande herói se viu tendo que defender-se contra ataques de tantos lados que não pode perceber que se tratava de uma ação orquestrada. Wilson fisk ficava de sua torre, cercado por câmeras, se deliciando com os relatório de tudo o que ocorria com seu inimigo, mas este não foi ainda o ápice…

Pensemos bem, o que mias marca a inimizade entre um herói e um vilão? A incapacidade de um ser como o outro – e o Demolidor, bastião máximo da honra e da nobreza, era uma afronta ao Rei, que se sabia imprestável e sempre tentara de tudo para derrubar não só o corpo mas também a moral e a razão do Demolidor – até explodir sua casa, oque foi no final das contas aquilo que o denunciou como mentor de todas as desgraças, a assinatura de gângster que Fisk não pôde resistir a deixar em sua obra.

O ataque foi tão perfeitamente planejado que no final do segundo capítulo Matt Murdock, antes um respeitável cidadão e super-herói incorruptível, se espremia na cama de um hotel barato sem perspectivas ou esperanças. E é aí que começa a verdadeira vitória do rei do Crime: porque enquanto ia definhando financeiramente, Matt também chegou às raias da loucura. Começou a pensar que todo mundo trabalhava para o Rei do Crime, a ponto de espancar um inocente que sequer era ameaça. Perambulando pelas ruas, o herói ia entornando pelo caminho os restos de sua moral enquanto fantasiava a surra que daria no Rei. No metrô, Matt presencia um assalto e simplesmente não reage! Só “cuida” dos bandidos quando eles o ameaçam, não se contendo ao surrar os meliantes, o que assusta a todos. Para piorar a situação, Matt ainda espanca um policial assustado que aparece quando o trem chega à estação.

Esta sim, é a vitória definitiva do vilão, quando ele além de derrubar, consegue CORROMPER o herói. Certo? Errado, ainda tem mais. Totalmente insandecido, depois de afastar todos que o amam, Matt, além de fazer ligações misteriosas e ameaçadoras ao seu melhor amigo, só consegue conversar com ele quando na verdade estava discando para um serviço de hora certa… nesta “conversa” ele diz que quer ir à torre do Rei para espancá-lo e que sabe que VAI QUERER MATÁ-LO SE FOR LÁ. E acaba indo…

A cena antológica da briga entre Matt Murdock e o rei do Crime é o ponto culminante da vitória do rei. Lá estava ele, o herói de alma limpa e inviolável, fedendo a sarjeta e sedento de vingança, com disposição para matar, deitando por terra o esforço de anos na luta contra o crime e a violência gratuita – uma vítima perfeita da iniquidade humana, levada ao limbo da ira animal, sem o menor controle de si. E ele perde a luta. Perde feio.

Daí por diante a saga conta a reviravolta de Matt Murdock. O rei ainda atazana muito a sua vida, tenta matá-lo, e enquanto pensa ter conseguido sente a maior alegria de sua vida, expressa por estas palavras:

“O mundo parece se inundar com o sol. Os negócios do dia-a-dia se tornam alegres, iuma brincadeira de criança. Ele desgraçou, destruiu e assassinou o único homem decentr que conehceu. Este é seu triunfo espiritual”

Porém, dois erros o Rei do Crime cometeu em seu quase infalível plano: Primeiro, explodir a casa de Matt Murdock, assim denunciando sua autoria nas desgraças que vinham ocorrendo. E em segundo utilizar o Bazuca, um lunático-psicótico-assassino-pseudopatriota, máquina de matar do governo, para desentocar seu inimigo – largar Bazuca no meio de Nova York tocando o rebu e matando civis, além de despertar o ímpeto do Demolidor, provocou o envolvimento dos Vingadores, pesos-pesados que acabaram ajudando Matt a desvendar a trama maligna do Rei, levando a público os podres de um certo general.

A trama de A QUEDA DE MURDOCK é uma obra de arte, um trabalho de mestre de Frank Miller na caneta e David Mazzucchelli nos traços. Não importa mais se Matt Murdock deu a volta por cima, se limpou seu nome, se perdoou angelicalmente a ex-namorada e ex-atriz pornô viciada que vendeu sua identidade; não importa se ele continua entre os mocinhos… em algum lugar do passado um homem conseguiu torná-lo um animal sedento por sangue, arrancando de dentro do herói um verdadeiro vilão

Comunidade do Santuário no FACE

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32 comentários sobre “SEXTA MALDITA, de volta mais maldita do que nunca!

  1. Lúcifer Morningstar é o meu preferido, é uma versão nietzscheana do maior personagem rebelde de todos os tempos, dentre todos os rebeldes de todas as mitologias. É o firme personagem de uma grande história, a qual li apenas os capítulos iniciais, acho que as cinco ou seis primeiras edições. Mas, me encantou demais a forma como Ele foi apresentado, com maestria, grandiosidade e muito respeito ao Verdadeiro Significado Dele.

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  2. Do mesmo modo que o Demolidor é uma personagem próxima de nossa realidade, assim também o é Wilson Fisk. Por quantas vezes ouvimos ou lemos notícias de criminosos tão cruéis quanto ele!
    Aliás a espera do Sabretooth aqui!

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    1. È isso aí Nilson. Justamente por o Fisk ser tão próximo da humanidade como um todo ao contrário dos outros que são caricaturas que podemos dizer que ele é o pior representante dessa Sexta Maldita.

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  3. Simplesmente MUCHOLOKO!!! O Freddy realmente foi o meu pior pesadelo quando criança!!! Altas lembranças do medo que eu tinha dele!!! Mas honestamente gosto mais do Jason… o vejo como uma vitima tambem. Agora não dá p/ negar que a Diabolyn foi uma tremenda surpresa!! “DIABOLYN! DIABOLYN! DIABOLYN! DIABOLYN! DIABOLYN!” E que venha a próxima 6ª logo!!!

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  4. Ah… Os vilões… São eles quem movimentam e dão o tempero as histórias!
    Darksaid é o melhor! Eu amo esse vilão, aprendi a gostar dele vendo o desenho dos Super Amigos, a última temporada que eram Super Powers…
    Rei do Crime é outro que admiro, mas confesso que balançou meu coração vendo aqui a Diabolyn. Nunca pensei que ela estaria nessa lista e que grata surpresa…
    Mas ainda quero ver o estalar do chicote da Mulher Gato aqui… E o doce veneno da Hera Venenosa… As vilãs são encantadoras!

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  5. Fantasticamente maldita.Falo isso irmãos com um “Q” de receio,pois estou nas vésperas do ENEM.Nessa semana aconteceram várias coisas,como:a minha iniciação com mago.Em seguida resolví apimentar um pouquinho mais as coisas,e decidí(lembrem-se que terei um grande desafio(ENEM)ler O Fausto do Goeth.Uma obra fantática que,com muita humildade,indico a todos.E então estava eu a ler,e sou supreendido com um recado do grande Victor Vaughan,pedido-me que comentasse sobre essa questão “Maldita”(A minha vingança será malígna:Zé do Caixão).Então o que posso eu dizer.Hum,vejamos.Um grande post,contendo muita informação sobre algumas obras incríveis,com a sutileza desse grande site.E para encerrar,gostaria de dizer que terei uma sexta muito maldita(Claro,no bom sentido).Agradeço a todos.Até logo.

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  6. Freddy Krueger é um bastardo (não inglório) esses vilões todos aqui podiam aproveitar e descer a porrada nessa tripa seca! Pô, tem pais aqui !!! O Rei do Crime, o Caveira Vermelha, o próprio Darkseid já molhou o biscoito sem camisinha duas vezes. Chega de impunidade! Diga não a pedofilia, Venerável, seu conivente, saiba que quem cala consente!

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  7. “A Queda…”foi a primeira HQ que li do Demolidor, claro que curti de cara o clima…Murdoch nasceu pro drama sombrio…
    Pablito, a descrição de pq a vitória de Fisk sobre o homem sem medo foi de certa forma permanente está excelente!!

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  8. Diabolyn, vendo agora, é uma cópia da Rainha Malvada da Branca de Neve, só não tão bonita. 😛

    Freddy sempre foi meu monstro preferido, eu até tinha um gato com esse nome!! haudagdadgadgaudada

    E o Lucifer do Sandaman, o cara é bom mesmo =D

    Ótimos textos! Parabéns para todo mundo =DDDD

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  9. Adorei a seleção de vilões, só não me ligo muito nesse seriado, mas a Diabolin foi genial! Mas o melhor vilão dessa foi o Lucifer, embora esteja mais para anti-heroi. Quem leu a série dele (o/) fica torcendo a favor dele o tempo todo 😉

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