Luz, Câmera… Marvel!

Por Rodrigo “Não leio Marvel” Broilo

Muitos vão pensar: “O que? O Rodrigo escrevendo sobre a Marvel?”; ou “Toquem as trombetas! É o sinal do apocalipse! 2012 chegou mais cedo! Fujam para as montanhas!”; ou ainda, “É mais um que foi descaracterizado no “rebu” da DC!”; ou talvez “Ele foi substituído por um Skrull!”. Mas todos estarão errados.

Heróis da Marvel

Existem dois fatos: o primeiro é que eu realmente não leio HQs da Marvel, pois simplesmente não me apetecem; o segundo é que, mesmo não lendo, eu assisto Marvel!

Vamos combinar? Ela faz bem o serviço! Embora existam erros crassos no passado cinematográfico da Casa das Idéias, como Demolidor e Elektra (aquela adaga atravessando o labirinto de plantas e acertando o vilão, doeu em mim, até hoje), os últimos anos tem sido fabulosos em bilheteria para eles. Franquias de sucesso como X-Men (1, 1.5, 2, 3, “Origens: Wolverine” e “Primeira Classe”), Homem-Aranha (que tem, ou tinha, um quarto filme em andamento) e Quarteto Fantástico (com ou sem o Surfista Prateado) foram os que primeiro alavancaram a Marvel ao nível de cinema que ela tem hoje.

Mas a ambição não para por aí. Depois de duas produções de Hulk e duas do Homem de Ferro, a Marvel lançou, em um só ano, os dois heróis que faltavam (além de alguns que não tiveram título próprio, mas estavam por ali o tempo todo) para o seu maior projeto: Vingadores. Além, é claro, do melhor filme de todos os tempos da franquia “X Men” (opinião minha) que foi “First Class”, que mais do que um filme de super-heróis, é uma análise filosófica dos paradigmas da sociedade moderna, demonstrado pela ótica da mutação (mas isso é assunto para outra hora).

Lembro que em 2008, quando fui sem pretensão alguma assistir “Iron man”, eu fiquei arrepiado quando a “Superintendência de qualquer coisa (de Hahaha de Raio Laser Bala de Icekiss)” se revelou como a S.H.I.E.L.D., e exclamei um sonoro “Moooooh”. Isso e a trilha sonora. O que era aquilo? Que espetáculo! Anos depois surgiu Iron Man 2 (o retorno), que eu não assisti, mas soube que apresentou a viúva negra.

Hulk eu confesso que perdi todos, e não me interesso por recuperar o tempo perdido. Depois de o ver saltando vales e colinas tão distantes em uma “sessão da tarde” da Record, eu disse, “Ah, nem!”.

Mas 2011 foi um ano promissor, pois tivemos o excelente Thor (que se mostrou ser um “feladaputina” dum deusinho arrogante, né?) que levou um “Toma, vagabundo!” do próprio pai. E foi mais um nerd que caiu de amores pela, usada a exaustão, Natalie Portman. Ver Chris Hemsworth ao lado da pequenina Natalie, foi uma boa sacada para mostrar o “grande deus” que ele é! Chamou-me, também, a atenção para o elenco de apoio de Thor, que poderia e deveria ser muito mais explorado, pois são personagens que eu achei deveras interessantes. Além disso, foi a deixa para apresentar o Gavião Arqueiro como um membro já ativo da SHIELD, e de dar uma significativa importância a Loki, a ser vista mais em Vingadores.

Além dele, o ótimo “Capitão América” fez muita gente querer aquela máquina anti-academia. Além da história de amor de fundo, e do roteiro de guerra, o filme mostrou um capitão que é o verdadeiro homem sem medo. E se Thor usou uma atriz carimbada dos filmes nerds, Capitão América fez o mesmo com o excelente ator Hugo Weaving no papel do vilão megalomaníaco Caveira Vermelha. Entre as muitas coisas que gostei em Capitão América, foi que ele me apresentou ao mundo dos filmes 3D (atrasado eu, não?!).

Três excelentes filmes, dois deles permeados pela presença de Nick Fury, em apenas um ano, fora os demais projetos de Homem Aranha e Deadpool (são ainda só projetos?). Tudo isso preparando para o que pode ser o maior filme do gênero da história recente, ou até da história inteira. To exagerando? Talvez! “Avengers” pode ser, na verdade, uma grande bomba, isso sim, pois pretende juntar sobre o mesmo holofote 4 grandes heróis de filmes solo (a saber, Hulk, Thor, Capitão América e Homem de Ferro), além dos possíveis “rouba-cena” Viúva Negra e Gavião Arqueiro. É difícil prever o que o futuro reserva para esses Vingadores, pois já surgem criticas, baseadas no primeiro trailer, de que esse filme vai ser mais um “Iron Man 3” do que um filme dos “Vingadores”. Pode ser uma bomba, pra estourar tanto a bilheteria quanto com o orçamento da Disney. Resta esperar…

Ah, e já tá rolando escolha de diretor para um “Thor 2”! E os ótimos atores de “X-Men: First Class” já disseram que há história para um segundo filme também.

Mas a questão que fica é: porque a Marvel consegue e a DC só toma ferro? Pode ser por vários motivos: a uruca que existe sobre os atores que interpretam o Superman; a uruca dos que interpretam o Coringa; o fato de que a Marvel vai lá e faz, e a DC é mais “K-H-da” e não emplaca nem mesmo uma série da Mulher Maravilha; o fato de que a DC se concentrou durante anos em Smallville e esqueceu-se do resto; o fato de que ela planeja mal seu orçamento e acaba fazendo coisas como “Superman Returns” ou “Lanterna Verde”, que dão pouco retorno se comparados com o investimento; enfim, possibilidades não faltam. Mas uma em especial me chama a atenção.

Não seriam os heróis da Marvel mais “palpáveis”? (Não falei apalpáveis não, tá?! Pode tirando a Viúva Negra ou a Tempestade da sua imaginação pervertida) Mas é sério! Pensa comigo… Thor, apesar de ser um deus nórdico, tinha problemas familiares e de superconfiança, como acontece por ai com muita gente. Um playboy metido como Tony Stark, o Homem de Ferro, pode ter sofrido pelos próprios erros, mas tem uma personalidade boa de assistir na tela do cinema. Capitão América superou as próprias limitações físicas para defender seus ideais. Peter Parker, apesar de ser um herói, tem grandes responsabilidades, e um grande trauma nas suas costas. Os mutantes de X-Men lutam contra o preconceito e por sua aceitação na sociedade. O Quarteto Fantástico, apesar dos poderes, é tido como uma família, uma família com problemas comuns de uma família. Enfim, os filmes da Marvel mostram super-heróis, mas são super-heróis com virtudes e defeitos nitidamente humanos.

Elenco de "Avengers" na SDCC'11

Já a DC… Mostra um alienígena lutando contra um doido que queria construir seu próprio continente, ou um aviador que deu sorte e foi escolhido para ser um policial intergaláctico. Me economiza, né!? Esse tipo de história até vinga nos quadrinhos, que tem um publico seleto, mas num cinema, que recebe de tudo, um filme tem de ter outros apelos, a fim de agradar gregos e troianos. Não é a toa que só o Batman, movido pela vingança e o desejo de justiça, é que vinga.

Claro que não é só isso que faz da Marvel uma potência cinematográfica, mas ajuda. Se “Vingadores” vai chutar bundas, só ano que vem pra saber. Mas que seria uma boa ver o mesmo acontecer com a Liga, ah seria. Quanto vai demorar?

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2 comentários sobre “Luz, Câmera… Marvel!

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