O sexo dos fantasmas & a Liga da Justiça Sombria

Por Venerável Victor “macaco fantasma” Vaughan

Resenha de Liga da Justiça Sombria # 2  SPOILERS SOMBRIOS!

O inglês Peter Milligan retorna nesse segundo mês da revista com uma proposta bem clara. Apresentar os personagens principais de sua Liga da Justiça Sombria, para um novo eventual público que tenha investido no título após todo o marketing do DC relaunch. Se na ediçao anterior, personagens como Deadman foram de leve mencionados e o popular Shade the changing man popularizado no antigo  selo Vertigo, foi melhor desenvolvido, agora o plano é o oposto.

Boston Brand, o Deadman tem muito bem trabalhado  a natureza de seus poderes, sua disfuncional relação amorosa com Dawn Granger – a heroína Columba – que foi proposta na minissérie Brithest Day, anterior a essa nova cronologia e aqui desenvolvida, com sua reais implicações. Afinal, estando morto e tendo a habilidade de possuir corpos alheios para se comunicar com o mundo físico, porque não o fazer para poder tocar sua amada e até ter uma noite de amor? Para ele fácil, mas para Columba…

Se você está em um relacionamento com um fantasma…como você faz pra consumá-lo? Boston possui o corpo de um frequentador de um bar onde marcou encontro com Columba , usando como quesito de escolha o fato dele ser “boa pinta” e parecer “limpo”. Sugerindo à Dawn que eles aproveitem as próximas duas horas para irem até sua casa. Claro que Columba recusa a proposta , o que se mostra sábio, pois o cara é casado e a esposa aparece logo em seguida nada feliz de ver seu marido se engraçando com a heroína.

Mais tarde ele “possui” no bom sentido – tem ruím sentido para isso? –  O corpo de June e propõe novamente para Dawn um “lesco lesco”, o que ele classifica como “uma fantasia masculina”. Novamente Dawn deixa Boston “down”.

Shade é  agora apenas mencionado ao oposto da primeira edição e a Madame Xanadu é a narradora de toda ação desse segundo capítulo do arco da Magia – ou Encantadora como é conhecida lá fora – . Reforçando a idéia de que ela é o fio condutor com seu poderes e habilidades de todos os demais personagens. Aliás, pouco ou até mesmo nada se desenvolve sobre esse conflito de Magia – a entidade e alter ego malígnigo – de June Moone e a própria, além dela procurar a ajuda de Boston Brand e de Xanadu tentar  um contato rápido visando trazer razão a um ser tão caótico.

Inferno no mundo a parte, que nem mesmo a Liga da Justiça, com seus poderosos heróis conseguiu solucionar e é o mote para a criação desse disfuncional grupo de especialistas no oculto, Zatanna e Constantine, cada um a seu estilo, tentam resolver ainda separadamente esse caso e nada de fato se concretiza.

Milligan ainda não mostrou a que veio, o que era de se esperar por dois motivos: a revista traz um conceito novo, de se usar as fronteiras obscuras do universo da editora para serem desbravadas por muitos dos melhores astros místicos que ela dispõe no primeiro escalão e isso exige tempo e um bom trabalho de caracterização pra ser feito – e ele tem feito – além do estilo conhecido por muito, claro, do autor de cozinhar os roteiros bastante até chegar em algum lugar.

A conclusão é que potencial a revista tem, a arte de Mikel Janin  como já dito por mim antes é perfeita para estar em um título como esse, um misto perfeito de híbrido da tradição mais madura e sobrenatural do antigo selo Vertigo com a nova função de título derivado da franquia principal do “Novo Universo DC”.

Comunidade do Santuário no FACE

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13 comentários sobre “O sexo dos fantasmas & a Liga da Justiça Sombria

  1. Deadman é o que chama mais atenção mas eu confesso que estou acompanhando essa revista exclusivamente por causa da minha amada e idolatrada Zatanna…
    Mulher Maravilha, Canário Negro e Zatanna são a minha trindade.
    Eu amo essas meninas!
    Mas voltando a história como todo caso de amor esse é bem complexo…
    Não seria amor se não fosse… E nem teria graça de ler!

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  2. Em primeiro lugar: vc não dorme não? Fui dormir e acordei com matéria do dia anterior!!!
    Segundo: Quero muito ler! Adorei a matéria, e embora não goste de DC, isso parece tão longe do padrão que estou dentro!

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  3. Aliás quais serão as repercursões dos atos da Madame Xanadu em dois títulos com sincronismo (tempos de ação) tão distantes? O que ela faz (ou fez) com Etrigan e cia. reflete no presente dela com a Liga? Veremos spoillers involuntários?

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  4. Pode chamar de BB do mundo místico? Pois é o que parece. A dicotomia JuneXMagia era muito bem trabalhada há uns 20 anos atrás no Esquadrão Suicida (quer me chamar de velho? Foda-se ha ha ha. Eu li tudo isso na época que saiu!). Eu não sabia que a Dawn permanecia com os cabelos brancos sem o uniforme. E a atitude do Brand não chega a ser novidade, pois isso já foi trabalhado bem antigamente. Eu quero só ver o que o Milligan vai fazer dessa vez com o Shade……..#ansiedade!

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  5. Hahahahahahah o cara tem ” needs” ateh depois de muerto, testosterona mistica!! e se ele continuar nessa de querer ver as aranhas brigarem manda ela dar uma passada lah no muquifo q o PP tah solteiro

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