Batman # 1 e # 2 – Gotham City: Não há lugar como o lar!

Ou: “Quando contemplas Gotham, Gotham também te contempla…

Por Rodrigo Garrit

Resenhas de Batman #1 e #2. Roteiro de Scott Snyder e desenhos de Greg Capullo

Este artigo contém spoilers

Você não conhece Gotham, ela conhece você. E no momento em que você pensar o contrário, o momento que ficar bem confortável… é quando ela te esfaqueia pelas costas”. – Harvey Bullock

Alguém está tentando matar Bruce Wayne.

O Jornal “Gazeta de Gotham” há anos pede aos cidadãos que definam a cidade. É uma coluna chamada “Gotham é…” cuja frase deve completada pelos leitores.  As palavras “segura”, “tranquila” e “pacífica” jamais foram usadas.

Depois da fuga em massa dos internos do Asilo Arkham ser contida pela lenda urbana mais famosa da cidade, com ajuda do – segundo fontes não confirmadas – Coringa, notório homicida esquizofrênico, os ânimos dos cidadãos parecem mais calmos – dentro dos padrões de Gotham – mas não demorou para que novas notícias alarmantes voltassem a estar no centro das atenções. Não é novidade que Bruce Wayne promove algumas das mais badaladas festas e eventos da cidade, os quais sempre se espera, seja invadida por algum dos malucos fantasiados da semana, fazendo reféns, explodindo coisas e sendo preso pelo Batman no final. Mas o ultimo evento foi tão tranquilo que chegou a dar nos nervos. Contando com a presença da repórter da Gazeta de Gotham, Vicki Vale, o comissário Gordon e os filhos de Wayne; Richard, Damian e Timothy, além do candidato à prefeitura Lincon March; o que tivemos foi um verdadeiro sucesso com a apresentação de Wayne para a reconstrução e renovação da cidade.

Não, nenhum maluco quebrou o telhado e planou com um guarda-chuva gigante durante a festa. Desta vez.

Contudo, fica registrada essa mensagem ao digníssimo comissário James Gordon: Crepe NÃO é panqueca.

E o que isso tudo tem a ver com alguém estar tentando matar Bruce Wayne?

Batman está investigando um caso peculiar de assassinato. Um homem esfaqueado cuidadosamente para que nenhuma artéria seja afetada é pregado numa parede de hotel. O cuidado do assassino preservou a vida e o tormento dele ao máximo, proporcionando uma morte extremamente cruel. O homem é uma incógnita. Sem identificação, sem registro de digitais ou no banco de DNA do FBI.  Havia pago sua diária no hotel em dinheiro vivo. As facas, meticulosamente cravadas em seu corpo, eram do tipo que se usa em apresentações circenses do famoso número do “atirador de facas”. Cada uma delas tinha estampado o desenho de uma coruja. O Homem Morcego agora conta com um equipamento experimental de lentes de contato holográficas com acesso remoto a Batcaverna. Pode colher informações com o olhar e mandar para análise imediata no computador central da caverna, recebendo uma resposta quase que imediata do teste realizado. Isso permite que ele faça uma autópsia a distância do corpo encontrado, graças a instalação de equipamentos no necrotério e o apoio do comissário. Feita essa análise, é encontrado debaixo das unhas do cadáver, material genético com 100% de compatibilidade com o de Dick Grayson. E no local onde o misterioso homem foi encontrado sem vida, havia uma mensagem: “Bruce Wayne morre amanhã”

Existem algumas lendas urbanas em Gotham, mitos que se espalham pelos becos e se transformam em histórias de terror capazes de assustar desde os meninos em suas camas quentinhas até os marmanjos que abusam da sua força nas ruas escuras da cidade.

A maioria são só isso mesmo, lendas. Como aquela sobre a Corte das Corujas:

Cuidado com a corte das corujas, que vigia o tempo todo, governando Gotham de seu poleiro, atrás dos granitos e concretos. Eles lhe vigiam em seu lar, em sua cama. Nem mesmo sussurre sobre eles ou eles cravarão a garra em sua cabeça”.

É claro que Batman tem uma opinião bem contundente sobre essa e todas as outras histórias de terror de Gotham: “Eu sou a única lenda que essa cidade precisa”.

Mas a história da “Corte das Corujas” foi levada à sério quando o milionário Bruce Wayne foi atacado por um homem misterioso que usava um eficiente traje de batalha, e o esfaqueou diversas vezes, arremessando-o do alto da Torre Wayne. O playboy só não encontrou seu destino final porque milagrosamente agarrou-se ao décimo terceiro gárgula – ou guardião – que se encontra no centro da Torre desde 1930, quando foi construído por Henry Wayne, bisavô de Bruce.  Enquanto caía  junto com o milionário, o estranho disse: “Como adoro matar Waynes”!

O homem deixou Bruce ferido, mas levou a pior com a queda, ficando estirado em um carro, vítima de sua própria tentativa de assassinato… Bruce, sem seu traje, nenhum apetrecho e ainda fingindo não ser um lutador de primeira linha, teve certa dificuldade para conter o desconhecido, apesar de ter sido uma luta interessante. Vocês sabiam que basta aplicar onze pontos de pressão para colapsar uma traqueia? Eu também não… mas vou tentar me lembrar disso. O agressor de Bruce, contudo, não se tratava de um assassino qualquer, mas alguém que sabia o que estava fazendo. Enquanto seu “corpo” era levado, ele se levantou, matou os paramédicos e roubou a ambulância. Esse mistério não termina aqui. Será um novo inimigo, aproveitando-se da lenda urbana da “Corte das Corujas” ou um verdadeiro representante dessa história sinistra? Mais um enigma para a sombria cidade do morcego…

E aproveitando a deixa, o que você leitor, responderia para a Gazeta de Gotham ao ser perguntado sobre como definiria a cidade com uma palavra? Na sua opinião, Gotham é…?

Anúncios

10 comentários sobre “Batman # 1 e # 2 – Gotham City: Não há lugar como o lar!

  1. Essas primeiras edições de Batman trouxeram, a meu ver, o que sempre teve de melhor nas histórias do morcego, suspense e mistério, é redundante, mas é verdade. O Batman sempre foi sinônimo de detetive, sendo as melhores historias do personagem retratando esse lado “policial” dele, e é exatamente o que essa revista traz (ao menos por enquanto). Alias, seguindo totalmente o oposto dessa, temos a Dark Knight, que é horrível.

    Curtir

  2. Das 4 revistas do reboot encabeçadas pelo morcego, essa é a que eu mais me identifiquei.
    Não curti nem o dollmaster nem os vilões bombados. E batman e robin é legalzinha…

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s