Capuz Vermelho e os Fora da Lei – Leva de mim o que me é mais precioso…ou morre!

Por Venerável Victor  “macaco vermelho” Vaughan

Capuz Vermelho – um antigo Robin tentando achar sentido no mundo em que vive. Roy Harper – um auto intitulado “super herói em reabilitação” vivendo um dia de cada vez. Koriander – uma princesa alienígena escravizada que jurou nunca mais estar sob correntes. Não os chamem de heróis, não os chamem de equipe, os chamem de:

Red Hood and the outlaws #3     SPOILERS

O Sr. Scott Lobdell  e o desenhista Kenneth Rocafort nos brindam com uma edição à lá seu trabalho na Marvel nos anos 90, onde Lobdell e Fabian Nicieza novelizavam as revistas com o selo X da Casa das Idéias, o que significava capítulos inteiros de interação entre personagens sem a necessidade de se chegar a lugar algum na trama a não ser desenvolver personalidades e aprofundar relações. Um estilo que muitos detestavam e eu, o tratador de macacos que vos fala, aguardava ansioso todo mês pela próxima edição chegar às minhas mãos.

Estamos agora no terceiro episódio da busca de Jason Todd no Himalaia pelo misterioso  assassino que “assassinou” toda a guilda de monges “assassinos” que o treinou após sua ressurreição e o tornou o que é hoje, um dos maiores e melhores “assassinos”do mundo. Lógico que seus colegas fora da lei aqui estão também:  a  princesa Koriander e o jovial e inconsequente Roy Harper.

O roteirista acrescenta um novo personagem à trama, um garoto – apenas 400 anos de vida – que é mantido protegido pelos monges como uma espécie de “garoto santo” que aparentemente é o único sobrevivente da chacina no templo e  poderia revelar pistas e informações sobre o misterioso agressor. Não é bem isso que acontece, pois nesse novo elemento, Lodbell faz uma pegadinha com os heróis e com os leitores. Como?

Nada do que é dito e orientado por esse jovem monge quatrocentão é válido na trama , gerando uma infinidade de ações praticadas pelos Fora da Lei que também não tem finalidade alguma fora preencher os quadrinhos com uma batalha que no fim, leva os três ao mesmo lugar de onde começaram. Praticamente sem avanço… ou não.

Enquanto Jason, Roy e Kory entram em uma misteriosa câmara secreta que antecede uma escadaria psicodélica – estilo aventuras do Doutor Estranho – e parece ser um nexo para diversas realidades e lugares. Lá encontram um monstro que toma bastante parte de seu tempo mas o verdadeiro motivo da edição está sendo desenvolvido do lado de fora e presenciado pelo pequeno Monge.

Para terem permissão de entrar na tal câmara secreta e tentar achar o motivo pelo qual todo o monastério foi massacrado, os três colegas, tiveram que pagar um preço. Cada um deixou para trás 5 minutos de suas mais preciosas memórias em posse do jovem monge até que retornassem, quando seriam devolvidas. Durante o transcorrer de toda edição, o garoto num ato de rápida leviandade decide “dar uma espiadinha” que nem o Bial, nessas recordações e em cada uma, apesar dos seus quatrocentos anos de vida, se espanta – assim como nós – com o que vê. Ao fim da experiência, devido a um fato do período em que kory era escrava  e outro em que Roy tenta uma espécie de suicídio, conclui que eles são todos loucos e se merecem. Detalhe, após vislumbrar as duas primeiras mais preciosas memórias, tanto da princesa alienígena quanto a do ex-parceiro mirim do Arqueiro Verde muito mais novos e em momentos determinantes de suas vidas, o pequeno monge acha  melhor se poupar da última e talvez mais medonha de todas, a do Capuz Vermelho.

Éééé…. nessa hora lembrei do Mussum: “Preto é teu passádis!!!”

A edição acaba com os três heróis disfuncionais saindo vitoriosos do desafio travado nessa estranha câmara, porém sem ter mais evidências ou respostas de antes de entrarem. Apenas Jason Todd não faz questão de receber sua mais preciosa memória de volta, deixando-a para trás… para que nós, leitores, possamos apreciar ao fim da história.

A despeito do fato de ser uma revista de equipe, o protagonista absoluto é  Jason Todd e por mais agressivo e incoerente aos olhos do mundo ele possa ser e por mais frio e calculista ele queira transparecer, Lobdell fez questão de mostrar que ele é antes de tudo humano, talvez tão humano quanto qualquer um de nós – porém muito mais sortudo que nós leitores por poder  se livrar de alguma parte de seu passado que não o serve mais.

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17 comentários sobre “Capuz Vermelho e os Fora da Lei – Leva de mim o que me é mais precioso…ou morre!

  1. Essa imagem no final… Estou sem palavras.

    Mas faz sentido. Esses dias eu reli a DC + Aventuras com JLA 0 do Meltzer e dava mesmo para perceber que o Bruce estava muito otimista em ter o Jason como seu parceiro, tanto que parecia ser mais “feliz” e saia por aí sorrindo.

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    1. Mas sabia que isso nem é retroativo??? Era mesmo assim na época normal das publicação, Phoenix, eu lembro um pouco…e em tempos de CAVALEIRO DAS TREVAS, do Miller não tava agradando aos fãs esse Bruce Wayne confortável e feliz.

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  2. Que cena é essad e Batman e Robin no sofá???? Indecencia!!!! Atentado à moral e aos bons costumes!!!! Homossexualisse !!!!! O Santuário devia parar de publicar estas indecências !!!!!

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  3. Esse miserával do Jason Todd ganhou revista própria? É isso mesmo ??? E você se atreve a perder meu respeito e resenha ela? Olha…a culpa é do Winick, não é sua…você ,Venerável é só mais um cuidador de macaquinhos teleguiado do ” sistema” , vocês estão sendo compelidos a gostar desse psicopata que pinta o cabelo de preto até hoje para agradar o Batman… bom, pelo menos ele está dando emprego e oportunidade de aparecer pro Arsenal e a Estelar….a Donna e o Wally foram pra vala mesmo…antes estivessem aqui.

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  4. Creio que essa memória misteriosa,está ligada ao momento que o Coringa espanca o pobre garoto.Tal fato é mostrado naquela animação magnífica.Nessa amimação há a origem do coringa que,na minha opinião,é a melhor de todas.Se leram a Piada Mortal,escrita pelo senhor do caos,Alan Moore,sabem o que estou tentando expressar.
    Creio que tal memória,mesclada a várias outras que expressão os bons momentos vividos com o “Bátema”;e o ressentimento de uma outra,pouco provável(me refiro a uma possível chance que o morcego teve de salvá-lo).O resultado da junção dessas idéias é ,de fato,mórbido e sombrio.Que todo garoto gostaria de esquecer.
    Um Abraço,com macaquices “vreimeias”.

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  5. Não gosto do cara…mas tenho que dar mérito ao Judd Winick por rebootar a ressurreição do Jason Todd, fazendo ela ser realmente interessante (e não socos na realidade…) e tornar o Capuz Vermelho o personagem popular, querido ou não, de muita gente. Mas se alguém pode dar humanidade e profundidade para ele, esse cara é o Scott Lobdell.

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