MALDIÇÃO! SEXTA MALDITA !!! – A MALDITA SEXTA MALDITA

Bem-vindos à quarta edição da Sexta Maldita! Como de costume, entrem e fiquem à vontade. Ao saírem, certifiquem-se de terem se despedido com afeto de suas almas, pois essa será a última vez que as verão. O tema de hoje em nossa pagã celebração dos seres mais inglórios e detestáveis que já pisaram nessa bola de lama que chamam Planeta Terra é: Redenção & Queda. Alguns “heróis” podem descobrir o amargo gosto da maldade e loucura, já alguns dos assim chamados “vilões” por vezes descobrem o doce sabor do heroísmo. Um brinde aos que acreditam fazer sua própria sorte! Esses eu terei mais prazer em assistir na derrocada inevitável.


Sombra … Nuances

Criado por E. E. Hibbard

Por Rodrigo Garrit

Ele nasceu na Inglaterra, seu nome de batismo é Richard Swift, é imortal e ganhou seus poderes através de magia. Vive em Opal City, apreciador de uma boa dose de absinto e um prato de frios, apaixonado por literatura e maniqueísta… ele é aquele ponto do dia, entre o final da tarde e o começo da noite. Não dá pra saber direito a diferença entre o claro e o escuro.

O Shade recebeu o nome de Sombra aqui no Brasil. Sempre é bom ressaltar isso, porque ele é constantemente confundido com o outro personagem da mesma alcunha. Mas esse Sombra também sabe o mal que se esconde no coração dos homens… sabe muito bem.
Sabe aquela pessoa segura de si ao máximo? O profissional. Independente. Líder nato. Então… ele também chora de noite, sozinho em seu quarto. No escuro.
Ele é humano e às vezes até acorda de bom humor. E quando não é ameaçado, fica várias semanas sem conjurar criaturas das trevas que devoram seus inimigos.
O Sombra não é hipócrita, é irônico. Não é leviano, é insensível. Ele não é mau. Pelo menos nem sempre. Também não é a Madre Teresa. Se existem anti-heróis, ele é um anti-vilão. Mas só se estiver a fim.
Ele desceu ao limite da escuridão e conseguiu voltar à tona. Mas alguma coisa voltou com ele. Ninguém continua a mesma pessoa depois de experimentar uma grande tragédia. Mas alguns conseguem fazer disso sua força, e não um ponto fraco.
Eu diria até que o Sombra é um cara decente.
Mas às vezes ele acorda de mau humor…

Bruxa Baratuxa  parangaricutirimirruaro

Criada por Roberto Gómez Bolaños

Por Rodrigo Broilo

Ela é uma bruxa como as clássicas, que sempre nos mostraram em filmes e desenhos animados: feia, nariguda, vestindo preto e um chapéu cônico pontudo e grande, com uma vozinha estridente e uma risadinha icônica, o “yaaaa há há há há”. Muito diferente das bruxas da modernidade, como a colega Maga Patalógika, ou a Bruxa Viviane da Turma da Mônica, ou Hermione Granger, ou certas meninas que frequentam esse Santuário, que são bonitas, modernas e sedutoras.
Mas Baratuxa tem uma grande virtude: é uma mãe dedicada. Sempre sonhou que seu filho ogro e burro se casasse com uma “camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha”. E quando seu filho finalmente se apaixona por uma, ela vai averiguar e avisa (isso mesmo, só avisa… má não é?) que ela, a “camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque recolher lenha”, deverá se casar com o filho da bruxa. Como essa se nega a tão grande honraria, Baratuxa ameaça transformá-la em Juiz de futebol! Que horror!
E esse é um dos poderes da Bruxa Baratuxa: ela pode transformar pessoas em sapos, minhocas ou árvores. Dizem até que entorta colheres!! Basta usar sua varinha mágica e proferir corretamente o encanto desejado e a palavra cabalística, que por sinal é deveras simples: “PARANGARICUTIRIMÍRRUARO” (“Parangaricutirimícuaro” no original, nome que faz referência à cidade mexicana de Nuevo San Juan Parangaricutiro).
Baratuxa ainda possui uma vassoura mágica e se desconcerta com a nobreza de Chapolin Colorado (algo de que sempre abusam nele). Bruxa Baratuxa apareceu em um episódio do seriado Chapolin Colorado, chamado “La Bruja del Bosque”, e foi interpretada por Maria Antonieta de Las Nieves.
AHHHHHH! TRAIÇÃOOOOOO!

Severus Snapeo Príncipe Mestiço e o homem mais corajoso que o mundo bruxo conheceu. 

Criado por  J.K. Rowling

Por Leticia Fiuza

Snape era o mais intragável e um dos mais brilhantes professores que Hogwarts já teve. Exímio preparador de poções e chefe da Sonserina. Ambicionava o cargo de professor de Defesa contra as artes das trevas, mas sempre era mantido longe dela por Dumbledore, que era a única pessoa que confiava realmente no professor de poções, e por isso mesmo, o mantinha afastado de certas tentações.

Desde sua infância, Severus tinha uma queda pelas artes negras. Sua origem e criação deixaram marcas profundas que apenas fizeram com que ele buscasse o conhecimento sem limites e poder. Se já falassem de bullying naquela época, ele seria uma vitima, porém não uma passiva. Pois sempre que podia, revidava. Seu maior inimigo era James Potter, da Grifinória (e pai de Harry) e seu grupo de amigos, principalmente Sirius Black. O menino Severus só encontrava felicidade e aceitação ao lado da amiga mestiça, Lilly Evans, que mais tarde viria a se apaixonar por James e ser a mãe de Harry.O sonserino, magoado e machucado pela rejeição se afundou mais nas artes das trevas e virou um Comensal da Morte (seguidores de Voldemort) de muito prestigio entre o grupo, e ganhou seu voto de honra ao entregar uma profecia que marcava o fim da guerra bruxa e a queda do Lorde das Trevas.

Porém, seu desespero foi além do suportável ao descobrir que as pessoas envolvidas na profecia eram os Potters, ou seja, Lilly. Envolto em arrependimento, fez a única coisa que achou prudente, procurou Dumbledore e pediu que ele salvasse Lilly e ajuda para se afastar de Voldemort. Como já era de se esperar, o velho bruxo não confiou à primeira vista nessa mudança de atitude, mas diante do remorso mortificante que Snape demonstrava, fizeram um acordo. Ele seria um agente duplo. Arrependido e sem outras opções, ele aceitou.

Snape era a grande incógnita da obra de J.K. Rowling. Todos tinham suas teorias e uns confiavam, outros não. No final do livro “O cálice de fogo”, Dumbledore pede que o bruxo retorne para o lado do recém recuperado Voldemort e volte a ser um agente duplo. Mesmo temeroso, ele não negou e arriscou a vida para voltar a ajudar a Ordem da Fênix. E isso gerou mais desconfianças dentre os leitores.  Mesmo sendo um homem de Dumbledore, como disseram certa vez, Snape ainda tinha o gênio difícil e não conseguia perdoar um de seus inimigos de adolescência, Sirius, por diversas vezes se recusava a ver a verdade e o ódio que o cegavam quase causou a morte do outro. Porém, quando houve o ataque ao ministério e Harry e seus amigos ficaram em perigo, foi Snape que tratou de avisar a Ordem da Fênix que algo errado estava acontecendo.

E mesmo assim, ele ainda não ganhava confiança dos leitores. Voldemort, pelo contrario, confiava plenamente no “Comensal” e lhe delegava suas missões honrosas. Uma delas, e talvez a que mais causou interpretações erradas, foi vigiar Draco Malfoy e terminar o serviço que havia sido delegado ao garoto, caso falhasse: Matar Dumbledore. E assim aconteceu. Snape matou Dumbledore, o único homem que realmente lhe depositou confiança e logo após teve seu destino traçado, ocupando o posto de braço direito do Lord das Trevas.

E o amor  que tinha pelas lembranças de Lilly , o fizeram voltar atrás e mesmo tardiamente, fazer a coisa certa. Mesmo odiando cada segundo que via em Harry a imagem do pai, ele o protegeu. Esse amor que fez Snape enfrentar o maior mal do mundo bruxo, em nome de um bem maior, pois a pedido do único amigo que veio a ter, abriu mão de tudo, até mesmo desse amigo quando precisou acabar com o sofrimento (devido a uma maldição que consumia o corpo do bruxo) de Dumbledore aceitando o pedido do velho bruxo que fosse ele quem o matasse e poupasse Draco de ter a alma partida e assim, caísse mais ainda nas graças de Voldemort.

Ele foi corajoso, bravo e fiel. Durante os anos que precisou se infiltrar entre os comensais viu colegas serem caçados e mortos e nada pode fazer, pois estava numa causa maior. Foi acusado, odiado e mesmo assim se manteve firme diante do terror para cumprir sua promessa.

Ambição e Luxúria em Patópolis

Criada por Carl Barks

Por Weber “Scrooge McDuck” Carvalho

“Duck tales uh-uh
São os caçadores de aventuras uh-uh
Todos eles são grandes figuras uh-uh”

Não adianta! Não negue! As vilãs são sim mais interessantes que os vilões! Enquanto eles partem para porrada (mesmo o mais inteligente se rende à violência) as meninas más nos envolvem com sua sensualidade natural e pecaminosa! E olha que essa característica não é privilégio só das super badgirls dos quadrinhos não. Me lembro de inúmeras manhãs acompanhando a TV… horas rindo das aventuras descompromissadas da Hanna-Barbera, da Disney e da Warner Bros… Um mundo cheio de aventuras bem sem sentido, mas muito divertidos!

Em um dos meus preferidos, Duck Tales, conheci a malvada bruxa Maga Patalójika. Admito, sempre escrevi Patalógica… (ai que burro!) Uma feiticeira sedutora, obcecada, verdadeira Femme Fatale, que só pensa em derreter a Moedinha Nº. 1 do Tio Patinhas para conseguir um amuleto que lhe fará a pata mais rica do mundo. Sua estréia, porém não foi no desenho animado, mas sim em dezembro de 1961 na aventura “The Midas Touch” (Toque de Midas). Apresentada na revistinha como uma nova antagonista para o Tio Patinhas além dos Irmãos Metralha e do velho Mac Mônei.

Maga Patalójika (Magica de Spell, nome original) vive na subida do Vesúvio, perto de Nápoles, Itália, onde a feiticeira nasceu. Mas seu conceito se afasta do clichê da velha decrépita geralmente associada às bruxas. Carl Barks, seu criador, se inspirou na aparência da belíssima atriz italiana Sophia Loren e também a tornou sedutora, amoral e um tanto ameaçadora. Entretanto, a inspiração de Barks para os atos da bruxa são assumidamente da feiticeira Circe. Incrivelmente poderosa Maga possui vários poderes mágicos como a habilidade de se teleportar, transmutar a matéria, gerar correntes elétricas e a capacidade de se transformar em qualquer tipo de criatura que queira. Além de voar numa vassoura mágica! Nada mais clássico! Né não?
Ela só não conseguiu com todo seu charme e poder realizer o sonho de roubar a tão desejada moedinha número 1 do Tio Patinhas. Amuleto máximo da sorte, ou pura superstição, mas com uma caixa forte daquele tamanho não daria para discutir…
É claro que o objetivo dela não era a grana, mas sim o poder mágico que supostamente possui a moeda. Imagine essa doida como a bruxa toda poderosa do universo?
Que mundo dark, fashion e gótico iríamos viver… haja chapinhas mágicas!
Até é claro, que a moedinha voltasse para as mãos do Patinhas. (Alguém duvida?)

É maga… continue tentando….

Namor, O Príncipe

Criado por Bill Everett

Por Lucas assis

“Há certas qualidades que se o príncipe aparenta tê-las são úteis. Por exemplo, parecer clemente, leal, humano, íntegro, devoto e de fato sê-lo, porém, deve ter o ânimo predisposto de tal forma que se for necessário não sê-lo, possa e saiba adotar a qualidade contrária.” – neste trecho extraído de uma das obras que inauguram o pensamento político moderno, chamada “O Príncipe”, Maquiavel discorre sobre algumas das qualidades necessárias ao “príncipe”, ao chefe de estado, para que este seja capaz de governar em nome do bem de sua nação. Um bom chefe de estado não se guiaria pela moral dos homens comuns e Namor é um ótimo exemplar de governante preocupado com seu povo e que, para defender os interesses dos governados, é capaz de seguir uma lógica “amoral”- entendida como ausência da moral corrente, diferente da oposição ao que seria moral, o “imoral”.

Namor é um híbrido, filho de um humano com uma princesa da Atlântida. Além dos poderes da raça Homo mermanus, ele é um mutante- o primeiro do Universo Marvel-, com capacidade de voar, super-força, uma espécie de radar, entre outros poderes relacionados às criaturas aquáticas. A primeira aparição de Namor, criado e desenhado por Bill Everett, foi em abril de 1939 na revista “Motion Pictures Funnies Weekly”, que seria distribuída em salas de cinemas. O empreendimento, no entanto, não vingou e o personagem voltou na Marvel Comics #1 da Timely Comics- a precursora da Marvel Comics- no mesmo ano. Namor, Capitão América e o Tocha-Humana original eram os três principais personagens da editora, sendo que o Príncipe Submarino era um vilão, senhor de um império submarino, um inimigo dos EUA. Durante a Segunda Guerra Mundial, porém, Namor se junta aos heróis para combater as forças de Adolf Hitler- nada como um bom inimigo em comum para unir os desafetos.

No período pós-guerra, os quadrinhos de super-heróis perderam popularidade e Namor e seus colegas de editora tiveram suas publicações fixas canceladas. Passaram a aparecer aqui e ali, sem nunca emplacar novamente. O retorno bem-sucedido só ocorreu durante o que os historiadores chamam de “Era de Prata dos Quadrinhos”, resgatados pela Marvel Comics, no rastro de novos heróis como Quarteto Fantástico e Homem-Aranha. No caso de Namor, seu ressurgimento ocorre em Fantastic Four #4, de 1962, quando Johnny Storm, o novo Tocha-Humana, o descobre com amnésia, vivendo como mendigo em Nova Yorque- mais simbólico impossível. O Tocha o ajuda a recuperar a memória e Namor volta ao oceano somente para descobrir que seu reino foi destruído por testes nucleares submarinos. Agora ele, compreensivelmente, deseja vingança.
Namor reencontra seu povo e tenta repetidamente se vingar da humanidade, inclusive invadindo Nova Yorque, mas é detido pelos super-heróis. Eventualmente os ânimos esfriam, Namor perde o trono devido a jogos políticos de outra raça subaquática e ele entra para os Vingadores. Dessa forma, nosso nobre atlante passa a fazer parte da galeria de heróis da Marvel, apesar de seu temperamento explosivo, seu orgulho quase incomparável e seu comportamento aristocrático. Mais tarde volta ao trono, consegue se tornar um bem-sucedido homem de negócios e no meio do caminho pega a Susan Richards de jeito, botando um fantástico galho na genial cabeça de Reed Richards.

Psicologicamente complexo, Namor possui uma auto-imagem conflituosa: ora ele é o todo poderoso monarca atlante, ora ele é um párea, um híbrido, condenado a ser um estrangeiro entre duas raças. Herói ou vilão? Namor não opera sob essa lógica relacionada aos valores cristãos que dão ordenamento moral à nossa sociedade. Como Maquiavel argumenta, o único valor a ser cultivado pelo príncipe é a “virtú”, a capacidade de fazer valer sua vontade em situações adversas. Para nosso Príncipe Submarino, vontade, poder e honra são os valores que fazem sentido, seja na hora de defender os interesses de Atlântida contra toda a humanidade, seja quando deseja possuir a “mãe de família” mais famosa do Universo Marvel…

Parallax O senhor dos anéis

Lanterna Verde Hal Jordan criado por John Broome e Gil Kane

Por Venerável Victor Vaughan

Hal Jordan já foi o mais poderoso herói do Universo DC após, logicamente, o Super-Homem- basta ver algum episódio do antigo desenho animado Os Superamigos” para comprovar isso. Um bravo e audaz humano que possui a mais poderosa arma do universo literalmente nas mãos. Dependendo apenas de sua força de vontade, não há nada que Hal Jordan não possa fazer… contra qualquer coisa que não seja amarela – tosquinho, não?

Arrogante e confiante, Hal Jordan, o campeão de Coast City – cidade litorânea e fictícia da DC na costa Leste dos USA -, trouxe um novo nível de humanidade para a força policial alienígena conhecida como Tropa dos Lanternas Verdes. Considerado um membro estranho e curioso entre seus obedientes e leais parceiros Lanternas, Jordan se fazia notar por sempre questionar a sabedoria dos milenares e imortais Guardiões do Universo, líderes e criadores da Tropa e da grande bateria central, fonte de todo o poder dos Lanternas Verdes, localizada no centro do universo, o planeta Oa – interessante notar como até nos quadrinhos os mais poderosos que sempre delimitam a geografia e a história das civilizações, como a raça dos Guardiões é a mais poderosa, OA é o “centro” do universo. Apesar do sucesso inicial da revista, com o passar dos anos os leitores foram se cansando do conceito criado originalmente para esse segundo Lanterna Verde, imaginado por Gerard Jones em 1959 na Era de Prata dos Quadrinhos.

Em 1994, após os eventos “A Morte do Super-Homem” e “O Retorno”, no fatídico e controverso arco de histórias “Amanhecer Esmeralda”, o vilão Mongul destruiu completamente Coast City. Isso influenciou Hal Jordan para um caminho errado e desesperadamente ele recriou a cidade inteira com seu anel de poder, cada casa, árvore, animal e cidadão morto.

Os Guardiões do Universo, que tudo vêem, ao observarem que Hal usou o poder do anel por interesse próprio, enviam um deles até a Terra e repreendem com toda autoridade e frieza de costume um atormentado Jordan. Isso foi combustível para o fogo interno do Lanterna Verde da Terra, que assassina o Guardião e absorve todo o seu poder. Logo em seguida voa em direção à Oa com o mesmo intuito, destruindo toda a Tropa enviada para detê-lo em seu caminho e tomando cada um de seus anéis para si. Hal Jordan, antes um honrado e respeitado guerreiro se torna naquele momento um assassino psicopata.
Por fim, ele chega no quartel general dos Lanternas e destrói todos os Guardiões, menos Ganthet. Hal Jordan, o maior Lanterna Verde de todos os tempos se tornava, então, o insuperável vilão Parallax.

Na verdade, Parallax é uma entidade parasita tão antiga quanto o tempo, nascida do espectro emocional do medo, que se manifesta na cor amarela. Sendo a única solução viável, os Guardiões aprisionaram-no milênios atrás na bateria central de Oa, o lugar de onde todos os anéis energéticos são recarregados – gerando uma impureza amarela no espectro verde da força de vontade. Em um determinado evento anterior ao surto mental de Hal Jordan, Parallax despertou, depois de bilhões de anos de espera, e viu uma chance de escapar através das recargas constantes do novo recruta Jordan na bateria e pouquinho a pouquinho se mesclou à seu novo hospedeiro -o que explica todo o comportamento indisciplinado e errático de Jordan durante todos esses anos-, até enxergar a chance de tomar controle total do herói após a destruição de sua cidade natal, onde este havia perdido sua família, amigos e namorada.

O Amanhecer Esmeralda aconteceu, Parallax surgiu. Hal enlouqueceu embriagado de poder? O fato de que seus atos tenham ocorrido devido à loucura induzida por Parallax talvez não importe. A mensagem é que não precisamos estar vigilantes somente com os vilões, já que o poder pode corromper até mesmo a alma mais nobre e, uma vez ou outra, um herói cai em desgraça para provar que isso pode acontecer a qualquer um de nós.
Ter a alma destruída. Essa é a única morte verdadeira para um herói.

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23 comentários sobre “MALDIÇÃO! SEXTA MALDITA !!! – A MALDITA SEXTA MALDITA

  1. Eu adoro a Maga Patalójika Pensei que era com G). Pra mim a versão humana dela é Ana Paula Padrão. E com certeza como o Weber disse as vilãs são melhores que os vilões.
    Os meus outros preferidos são o Namor e o Paralsax. É muito bom ver essa dubialidade deles. Gostava dos embates entre o Príncipe Submarino e o Hércules nos Vingadores e esse “romance” com a Sue sempre “causou”.
    Qto ao Paralaxx eu gostei de um herói se tornar o vilão, já que o contrário é mais comum de ocorrer… Mas mesmo assim depois de muito tempo mostrando que o Hall não era exatamente o vilão em si o Parallax foi fodão! hehehe

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  2. são 1h40min da madrugada. Cheguei em casa há cerca de 2h. Preparei o miojo c/ a tv ligada e então me dei conta: “K@¨¬@#(%)ooo!!! Tô perdendo a SEXTA MALDITA!!!” Putz!!! Excelentes textos!!! Ainda bem que recobrei a consciência antes do término do sábado… Não me perdoaria por esse sacrilégio… “Lastimável…!”

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  3. Finalmente algum material que se possa aproveitar neste blog imprestável – a citação de Maquiavel e sua cartilha de conduta devia ser lida por todos, uma vez ao dia! Fora isso o texto é todo um amontoado de coisinhas bonitinhas que só fazem o desfavor de deixar as pessoas mais felizes e mais cultas. povo feliz e culto não dá certo, acaba querendo melhorar de vida, essas coisas que povo gosta de fazer… Vida longa a Maquiavel, e morte aos adoradores do Santuário!

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  4. Muitas vezes o que leva alguém do alto da bondade ao limiar do mal????? Sempre a tal da loucura! Vejam o caso de Parallax ou de Namor? Ambos já foram chamados de loucos, mas quem mais já foi chamado? Matt Murdock? Feiticeira Escalarte? seu irmão Pietro? A Serpente da Lua? Jean Grey, a Fênix Negra? Ravena? Amanda Waller? Harvey Dent? Mathew, o Corvo? Todos eles comos os agraciados nesta matéria também já passaram pela tênue barreira que separa o certo do errado, mas sinceramente eu vejo o único motivo dessa passagem como um momento no qual eles foram incompreendidos. Por isso digo. Trate bem o seu herói, pois se não ele também pode estar na SEXTA MALDITA!!!!!!!

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  5. Minha vida era uma droga antes disso… eu era um playboy de merda que de noite saí de carro com meus amigos burgueses, todos assim como eu, inseguros de nossa masculinidade e jogava ovos nos trabalhadores nos pontos de ônibus , queimava os nerds jogadores de RPG ou estudantes de sociologia com isqueiro zippo na faculdade, encochava empregadas sem dentes e tísicas que minha mãe contratava pra trabalhar lá em casa e meu pai não se interessar, enganava meninas ingênuas do interior de São Paulo para dar um malho, dizendo que queria casar, preferia ouvir na rádio: “Bola na rede” que a MEC FM e queimava índios e na delegacia falava que tinha achado que eram mendigos, eu dizia que era crente…mas não sabia rezar!!!. Hoje não! Hoje eu tenho a Sexta Maldita!

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  6. Não queria usar de bajulações.Mas,macacos-subatômicos-zumbis-afeminados me mordam,essa sexta maldita superou todas as posteriores.

    Adorei o texto da Letícia.Escrito com muito esmero e uma sutileza que só ela pussui.Tal post levou-me a tempos passados.Onde,aulas e aulas eram ignoradas,na vã intensão de concluir a série do “Bruxo-Macacão”.

    O Namor,grande Namor(Pô Victor,seu pai sendo um soberano ou não,você e um P# príncipe.Criado a base de todinhos eróticos e leite de pêra).Lembro-me da primeira edição de luxo que estas mãos felipianas tocaram,Marvels.Divinamente denhada por Alex Ross.Foi um dos dias mais felizes dessa vida débil.

    E,nessa sexta libidinosa.Conheci novos redatores do Satu-tu-tu.E a Maga “Patolójica” lembrou-me a doce Letícia(Lucas Assis,tamos aí).

    Abraços com macaquices.Mal posso esperar a próxima sexta-libidinosa-maldita.
    Obs:Pela segunda vez:”NÃO” SOU HOMOSSEXUAL.Bjs(kkkkk).

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  7. Teve uma época sombria que eu tbm usava essas chapinhas mágicas e ficava com o cabelo a la Maga Patalógica. Engraçado, lembram que comentei que usei as revistinhas do meu pai como papel de parede? A unica que salvei era uma que a Maga aparecia. Destino?

    E Fred, sim, Harry Potter é o meu combustível… *-* =D

    Meninos, ótimos textos. Confesso que ri muito com a Bruxa Baratuxa e fiquei tentando falar o treco e claro, não sai fácil.

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      1. Então Leticia, mãos à obra e olhos à leitura! rsrs
        Ah sim, antes que alguém estranhe, ou pense que é uma pegadinha, o nome do pai do Harry Potter É James, embora no Brasil tenha sido traduzido como Tiago, tanto nos livros como nos filmes. Por que? Não faço ideia….

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      2. Respondendo ao Henry aqui:

        Isso de Tiago / James vem de muito tempo atrás, a tradutora só adaptou. Na bíblia mesmo, se lida em inglês, vc encontra o evangelho de James. Não sei exatamente como ou por que aconteceu, mas dizem as boas línguas que tudo isso é por causa da raiz do nome: Iacobus que é a latinização de uma versão em hebreu que não sei escrever, mas nas nossas “letras” seria Ya´akov ou Jacó, que significa… Calcanhar! 😄

        Enfim, depois de muitas variações, esse nome tbm vai para Iago… E depois, aparece mais duas Diogo ou Jaime.

        Creio que, incluam no Jaime a variação de James, e ai, qdo traduziram para cá, preferiram usar a versão latina do nome, Tiago. CLARO que isso é um baita resumo das minhas lembranças da pesquisa, mas é por ai.

        =D

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  8. Namor! O primeiro super herói da MARVEL e um dos primeiros do mundo! De 1939 ” encicloédico Bastos” !!!! Ah….o Sobra, aqui e lá fora muitas vezes confundido com o outro mais famoso nosquadrinhos e cinema (tadinho), muito bom essa reformulação do Robinson nele. Hary Potter na veia não é moça? Gostei de ver o Severus aqui, muito boa a surresa! E falando em surpresa, Patalójika!!! Minha vilã de infãncia, minha de meus pais e avós certamente….PARALLAX… pra muitos a melhor coisa que já fizeram com Hal Jordan nos quadrinhos! Em Zero Hora ele foi o “cara”, eu particularmento acho a história que transformou ele em vilão, Amanhecer Esmeralda, uma das melhores dos quadrinhos (e sim ele é a síntese do herói que cai em desgraçca de todos os tempos) e temos …sério??? A bruxa do seriad do Chaves ???? A queaChiquinha fazia? …tá, né…esse é o Satuário.

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    1. Boa, Fred, sempre marcando presença!!! Sim, Namor é um dos supers vovôs!! surgiu no final da década de 30 e ainda está por aí como um dos pilares das narrativas do Universo Marvel. E sim, o Santuário é ESPANTOSAMENTE eclético….

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