Liga da Justiça Sombria – A influência da Encantadora pelo mundo só aumenta.

Por Venerável Victor  ” The monkeyman”  Vaughan

Resenha: Justice League Dark #3 SPOILERS

Ao que parece, Liga da Justiça Sombria está com menos pressa de juntar todo seu grupo que os heróis do título principal estão para usar o nome Liga da Justiça em sua nova formação. O ritmo lento de enlace das tramas de ambas as revistas é um problema comum no roteiro de todas as revistas do Novo 52, mas aqui, pelo menos, o título tem força por si só para sobreviver. Peter Milligan demonstra conhecimento e segurança ao retratar cada um dos personagens dessa futura equipe e dedica facilmente um tempo considerável para cada um deles de cada vez.

Milligan escreve os melhores momentos da revista nas interações entre John Constantine e Zatanna. Obviamente o autor inglês se sente em casa na cabeça do mago boca suja, além de demonstrar singular perícia em retratar essa versão mais nova e intrépida de Zatanna.

Nessa edição, o autor dedica mais espaço de desenvolvimento para Jack Shade e escolhe o Desafiador para dividir com ele os holofotes da trama, assim aproveita o espaço da história do fantasma para explicar a estranha atitude do Desafiador (Deadman no original) na edição anterior, onde ele possuiu o corpo de um estranho no intuito de fazer “saliência” com sua namorada – Columba -, algo que foi recebido com estranheza por parte dos fãs. Sabiamente, ele aqui busca uma solução para esse conflito. Estaria o Desafiador, por ser uma criatura de magia mais delicada, sob a influência da magia do Caos cada vez mais forte da Encantadora?

O crescente vínculo entre June Moone e Boston também é algo muito agradável de acompanhar aqui. Milligan está juntando pouco a pouco um elenco disfuncional de personagens, mas extremamente interessantes. Pena que o conflito central da trama está sendo deixado de lado. Afinal, esse é um título de super grupo ou um amontoado de heróis místicos trabalhando em duplas?

Constantine e Zatanna curtem um rápidinho sexo tântrico

A arte de Mikel Janin está ainda mais bonita e madura que na edição anterior. Principalmente pelo menor uso de referências fotográficas, algumas vezes o traço visivelmente varia em qualidade, mas ele é visivelmente um dos melhores profissionais dos novos 52 títulos.

Os heróis chegam a poucos instantes de finalmente se reunirem. O poder da Encantadora continua a crescer. Constantine e Zatanna continuam a viver sua complicada história pregressa. June está cada vez mais se aproximando de Boston e, por pavor de novamente cair sobre o controle da entidade Encantadora, pede ao Desafiador que caso isso aconteça, que ele a mate. Shade, o Homem Mutável e Madame Xanadu, tentam recrutar o Desafiador, mas, como Boston está ocupado tentando impedir que June se suicide, ele ignora o chamado, fazendo com que Shade passe a se concentrar em encontrar o segundo novo recruta sugerido por Xanadu para esse estranho grupo: Mindwarp. Enquanto isso, a edição termina com Deadman e June finalmente se vendo frente a frente com a Encantadora.

Bom, pelo menos Xanadu cita que está tentando formar um time nesse número… pois apesar de praticamente todos os outros 52 títulos estarem contando o mesmo tipo de história de formação de equipe que se reúne para lutar contra uma ameaça muito maior, esse ritmo lento já está dando nos nervos.

Boston "Deadman" Brand é o cara! Se liga no seu posto de acrobata supremo Dick Grayson!

Não me entendam mal, a revista é muito bem escrita, as caracterizações são excelentes, eu nunca li Shade no selo Vertigo, mas ele aqui é retratado como um rico e complicado personagem. A revelação de um passado amoroso entre Zatanna e Constantine é instigante. O Desafiador é o cara que cria a identificação do leitor com a história, é fácil amá-lo. Mas June Moone não está tendo tanta sorte. Bom, ela está flertando com um cara “morto” cujo relacionamento acabou de ajudar a destruir na edição anterior – aqui, horas atrás –  tudo bem, é mais culpa do Boston do que dela, mas o famoso ditado de que mulheres não tem consciência de classe, aqui só fica mais evidente e Mindwarp… sim, esse cara é um elemento muito perigoso para o grupo.

Definitivamente, Liga da Justiça Sombria é uma leitura muito legal e se ela ainda não atingiu nem de longe o potencial que pode ter isso não é nada para se preocupar, caro Devoto, pois ela continua sendo a melhor revista das três que carregam o nome Liga da Justiça na capa. O lado “Sombrio” e “adulto” da DC comics continua gerando ótimos títulos. Por favor, lancem mais títulos “sombrios”!!!

A Liga da Justiça Sombria: Deadman, Madame Xanadu, John Constantine, Zatanna, Encantadora, Shade e Mindwarp.

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17 comentários sobre “Liga da Justiça Sombria – A influência da Encantadora pelo mundo só aumenta.

  1. Constantine na liga? Oh…

    Ah, acho que penso como a Ptah, para mim o charme do personagem era aqla coisa de “Lonely man”… Apesar que não conheço muito da história dele…

    E concordo com a Bianca… Mas, acho a versão original do Constantine muito mais charmosa =D

    minha lista do que ler está crescendo, mas não sei, não seiiii!

    Agora falando do texto, ótimo como sempre.

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  2. Cheguei,cheguei,E Victor,obrigado pela propaganda.Bom,as minhas primeiras impressões:O texto é muito bom.Coisa típica dos escritres britânicos.Que são verdadeiros diplomatas.Voltando para a questão da nostalgia.Me vem a cabeça:Os Livros da Magia;Escreito por Neil Gaiman.Onde a Zatana,faz uma participação incrível.Juntamente com o Constantine.

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    1. Tragam minha Zatanna de meia arrastão e espartilho de volta! Tragam meu fetiche de infância do jeito que eu gostava!!!!.

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      1. Lucas! Menino!!!! Vou fingir que não li isso! 😉 Olha, se o Constantine existisse na vida real e fosse o Keanu Reeves como nos filmes, nunca que ele ia ficar só no sexo tântrico ou no 5 contra um.

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  3. Com tanta magia junta nesses personagens eu ia colocar o selo : “Cuidado! Esse artigo contém macumba” mas tive preguiça de achar o selo na biblioteca de mídia. Taí um título que senhorita Letícia e dona Thaís deveriam ler. Eu “contrabandeio” ….

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