Infinitos Gibis: um Multiverso na ponta do Lápis

E se uma só menina fosse a fonte de um multiverso inteiro? Pois essa é a história de Marina de Sousa e os Infinitos Gibis!

 

Por Rodrigo “Infinitus Viajantis de Gibhis” Broilo

Maurício de Sousa, um dos maiores expoentes dos quadrinhos brasileiros, começou sua carreira a mais de 50 anos atrás, com personagens como Bidu, Franjinha e Cebolinha. Mônica surgiu certo tempo depois, mas apesar disso já acumula 500 edições, coisa que o Cebola só vai conquistar lá em 2013.

Mas as, então, novatas, Mônica e sua melhor amiga Magali, eram inspiradas em suas filhas, de mesmos nomes e com características semelhantes na infância. E Mônica acabou tomando a frente da turminha, com sua força, seu carisma e, claro, o Sansão!

Anos mais tarde, Maurício criou mais personagens inspirados em seus filhos. Foram eles os irmãos Nimbus e Do Contra. Cada um deles, também, com características dos “musos inspiradores”. Não sei ao certo quais outros personagens são inspirados em filhos do Maurício, e pra falar a verdade, nem pesquisei. Houve boatos de que Maria Cebolinha seja uma. Afinal, além de anos de quadrinhos, se há uma coisa que MS tem, são filhos!

Mas foi uma filha em especial que me fez escrever esse texto. Mais ou menos na época da criação dos irmãos Nimbus e Do Contra, surgiu também Marina. E não sei se foi desde a criação, ou foi um conceito pós-instalado, mas Marina não foi inspirada em Marina de Sousa. Não! Ela é a própria!

Confuso? Este augusto santuarizador pode explicar.  Marina, nos gibis, é filha do Maurício de Sousa, como a Marina de verdade! Ela na verdade só visita esse mundo de quadrinhos, mas ela pertence ao “mundo real”. Mas como ela faz para acessar o Limoeiroverso? Fácil e clichê, caros devotos. Um Lápis Mágico com a qual ela desenha portais para chegar a nosso mundo. Não é simples? Ah, e ela tem uma Borracha Mágica também!

Desde a criação desse conceito na trajetória de Marina (ele gosta de M no nome das filhas né?), inúmeras histórias puderam ser criadas envolvendo as habilidades do Lápis Mágica da Marina. Mas quero aqui falar sobre 3 revistas em especial: Cebolinha 28 e Cascão 37, as bases do Multiverso da Turma da Mônica, e, de quebra, da recente Cascão 59.

Comecemos por Cebolinha 28… Nesta edição Cebola quer derrotar a Mô (novidade!), usando o lápis mágico da “Malina”. Mas por um desenho de dinossauro do Cascão mau-feito que ganha vida, graças aos poderes do LPdaM (Ah vá!! Ficar escrevendo “Lápis Mágico da Marina” o tempo todo cansa!) , eles acabam abrindo um portal e pulando lá pra dentro para fugir do toscossauro. Aí se desenrola o conceito de “Infinitos Gibis”! Cascão e Cebolinha vão parar num universo (ou dimensão, como eles chamam), onde eles têm traços de “Charlie Brown” da clássica tirinha do Peanuts (Minduim!). E eles tentam voltar para a sua dimensão passando por inúmeras outras. Em uma eles são como “Calvin e Haroldo”, na outra como “Simpsons”, em outra como “Fred e Barney” dos Flintstones, depois “Asterix e Obelix”, “Lulu e Bolinha”, “Padrinhos Mágicos”, “Garfield”, até chegarem a uma que é o passado da Turminha, onde se juntam a Mônica e Magali e vão parar numa realidade que parece mangá. Tudo acaba quando Marina, fula que só ela, chega e arruma a casa. Na verdade, a edição é uma desculpa para homenagear quadrinhos e desenhos que marcaram época.

Quase um ano depois, a dose se repete em Cascão 37, só dessa vez quem percorre as dimensões dos Infinitos Gibis com ele é seu tio, o Capitão Feio! Com a intenção de levar seu sobrinho ao Lado Sujo da Força para “Sujar! Poluir! Encardir! Encacar!” nosso mundo, eles acabam invadindo as dimensões de infinitos Gibis, dessa vez, encarnando “Tintin”, “Mafalda”, “Mortadelo e Salaminho”, “Looney Tunes”, “Hagar, o Horrível”, “Recruta Zero”, “Popeye”, “Bob Esponja Calça Quadrada”, “Menino Maluquinho”, entre outros, mas com muito mais trocadilhos e ação!

São algumas das revistas que trato com carinho redobrado em minha coleção, pois as considero como um reconhecimento a importância dos quadrinhos e desenhos para a arte. Muitas revistas, como falei, reutilizaram o Lápis Mágico, como, por exemplo, Cebolinha 55.

Mais recentemente os “Infinitos Gibis” foram revisitados de um jeito diferente em Cascão 59, de novembro passado. Nessa edição é o aniversário do Cascão (um dos zilhares que ele já fez), e uma inusitada união de seus maiores vilões, usa o Lápis da Marina para trazer “vilões de verdade” para derrotar o Cascão. E aí, dos Infinitos Gibis, surgem “Moringa” (versão TDM do Coringa, já que eles nunca usam os nomes verdadeiros de personagens ou celebridades), “Magnético” (Magneto) e “Mulher Felina” (Mulher Gato), além de outros cujos nomes não são revelados, mas que são versões de Pinguim, Sinestro, Fanático, Mística, Dr. Octopus, Charada, Dentes de Sabre, Loki, Lex Luthor, Caveira Vermelha, Venom, entre outros. Não me pareceu necessariamente uma homenagem, mas uma oportunidade de utilizar outros conceitos na própria Turminha.

Os Infinitos Gibis podem ser um multiverso completo, e que têm muito ainda a ser explorado, até que um dia chegue alguma crise! E tudo isso, por causa de uma menina…

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3 comentários sobre “Infinitos Gibis: um Multiverso na ponta do Lápis

  1. Massa, estou pra comprar esta última edição do cascão, mas a verba anda meio curta hehe O que podiam fazer é em algum momento do futuro encadernar estas histórias e colocar umas novas junto, tipo uma crise. ia ser massa hehe

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  2. Depois dizem que brasileiro não tem criatividade. E com certeza nem vai precisar “zerar” título de ninguêm no futro. Todo mundo fala do reboot da DC mas o mais mágico que ela tinha, perdeu há quase 3 décadas atrás. Como era lindo o meu multiverso!!!!!!!!

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