Monstro do Pântano # 4 – Os opostos se atraem

Ou: “Baunilha, por favor”.

Por Rodrigo Garrit

Bem vindos a mais uma capítulo mensal resenhado de nossa empolgante publicação em cores, de monstros horripilantes e outras criaturas do universo do terror e da ficção científica, trazidos até nós por Scott Snyder – Roteiros e Yanick Paquette – desenhos.

Confira também as resenhas de Monstro do pântano #1  , Monstro do Pântano #2 e Monstro do Pântano #3

Este artigo contém vírus, bactérias e spoilers mortais. Continue por sua conta e risco.

Dentro das entranhas conceituais das artérias invisíveis que pulsam a vida da Terra em verde, Alec Holland descobre os segredos ocultos nas frestas da madeira. Existe vida e consciência por trás de tudo o que pulsa vividamente ao redor do mundo. Existe um conselho de anciões controlando e mantendo o equilíbrio da vida desde tempos imemoriais. A Parlamento das Arvores. Existem avatares humanos que se erguem contra seus inimigos naturais, a corrupção da vida, a deterioração da madeira, a parasita e a praga que brotam sob clorofila e seiva. Aquilo que vem antes da morte. O estágio final. O Podre.

Alec e Abby partem em busca do irmão dela, William, o avatar do Podre. Uma criança que manipula matéria morta; ele descobre tudo o que pode causar a sua morte, desde uma unha encravada até aquele câncer que levaria anos para se manifestar. Mas pela vontade dele, o mesmo pode se tornar um tumor com duas vezes a massa do seu corpo, explodindo por todos os seus poros. Ele é o oposto de Maxine Baker, a filha do Homem Animal, que é avatar do Vermelho. Após a fuga genocida de William do Instituto Shepherd, ele faz uma parada em uma lanchonete no caminho, e pede sorvete de baunilha. Não houve sobreviventes.

Abby reluta em ter Alec em sua companhia, mas ele insiste. É um triste caso de “Nunca te vi, sempre te amei”. Ele tem todas as lembranças de uma outra vida, onde no corpo de um monstro de lodo e detritos do pântano, eles desceu até o inferno para salvar a sua bela e pura amada. Mas Abby não parece estar disposta a reviver esses tempos. E sua pureza também é questionada. Assim como Willian, ela também ouve o chamado do podre, uma voz tétrica que era abafada quando ela tinha o Monstro do Pântano em sua companhia. Mas desde que ele se foi, ficou impossível ignorar esse chamado. Abby nunca foi o melhor exemplo de sanidade, mesmo em seus melhores dias, e atualmente é simplesmente impossível prever sua próxima ação. Ela decide aceitar a oferta de Alec, e ambos seguem nessa jornada insólita. Em sonho, Alec acessa o Verde e conversa com o Parlamento das Arvores que explica que o Podre está construindo aos pouco seu reino, nem no Verde nem no Vermelho, mas no mundo dos homens. Um Reino de Podridão.

O Parlamento diz ainda que são os ancestrais de Alec, os Monstros do Pântano das eras passadas, e que ele foi escolhido para ser seu Rei Guerreiro, mas mesmo com o chamado forte como uma trombeta na sua cabeça, ele renega com todas as forças essa responsabilidade. Mas que seja, o Parlamento fará o seu melhor, mesmo lutando sem seu rei. Alec já deixou bem claro que não está nada disposto a sacrificar sua humanidade e voltar a ser o Monstro do Pântano.

Eles revelam também que uniram forças com as entidades do Vermelho na luta conta seu inimigo comum, pesar de que “obviamente”, segundo eles, o Verde deveria assumir por direito o posto de força soberana nessa guerra milenar. Mas a informação mais importante é um aviso: eles dizem que o inimigo mora ao lado, na forma de Abby Arcane. Ela é uma agente do Podre por direito de nascença. E é preciso que Alec a mate, antes que seja tarde demais.

Ele acorda desse sonho verde e já encontra Abby quase partindo sem ele em sua moto.  Mais uma vez ele diz que não vai deixa-la, ignorando o aviso do Parlamento.

Abby então segue com ele na garupa, e segue em frente uma vez que ela pode “sentir” a presença do irmão… e o pior de tudo é que eles podem mesmo encontrar William. E então, como lidar com alguém capaz de fazer você vomitar duas vezes o seu peso em tumores?

Ela diz que eles devem evitar locais com muita matéria morta, como cemitérios e necrotérios.

E seu próximo destino é a cidade de Stocks, no Texas. O Orgulhoso lar da maior fábrica de processamento de carne da nação. Uma forma bonita de dizer… matadouro.

Continua na próxima edição e na próxima resenha.

Nota: 10

Curiosidade: A imagem de William na lanchonete foi baseada numa ilustração do artista americano Norman Rockwell, que costumava retratar o cotidiano das pessoas nas cidades pequenas. O desenhista Yanick Paquette fez questão de pontuar o fato no rodapé da página.

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8 comentários sobre “Monstro do Pântano # 4 – Os opostos se atraem

  1. Ótima resenha.Li apenas o primeiro número,assim como todos os outros números do novos 52.Confesso que senti uma certa falta do Moore.Mas quando li essa resenha,ficou claro que,o número continua muito bem,mesmo sem o Moore.
    Parabéns pela resenha..

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  2. Uma correção: eu digo no texto que “Alec já deixou bem claro que não está nada disposto a sacrificar sua humanidade e voltar a ser o Monstro do Pântano”. Na verdade, ele nunca foi o Monstro do Pântano, uma vez que o Monstro era um simulacro vegetal de Alec com suas memórias. Ao ressuscitar na saga a “O dia mais claro”, Alec recebeu essas memórias do Monstro, sem nunca tê-las vivido. Incluindo o romance com Abby.

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