CAPUZ VERMELHO & AQUAMAN – “quero ver você ser tão eficaz na terra firme como no fundo do oceano”

Por Venerável Victor “Vaughan Vermelho e o Santuário” Vaughan

Resenhas e Spoilers de Ano Novo

Red Hood and the Outlaws & Aquaman #4

Capa de "Capuz Vermelho e os fora da lei #4"

Capuz Vermelho e os fora da lei tem sido uma estrada para a redenção de Jason Todd, provando que esse personagem não é inútil na DC e incapaz de protagonizar boas histórias. Eu acredito que o mix com os antigos Titãs, Arsenal e Estelar apenas intensificam as possibilidades de boa diversão.

Scott Lobdell dedica bastante energia para explorar o potencial dos outros personagens. Nessa edição a ação muda de Arsenal  para Estelar e um novo personagem chamado Crux, durante toda a história. O autor faz o possível para mostrar Roy Harper, o Arsenal, como um viciado em recuperação com um coração de ouro, algo muito além do personagem mulherengo e egoísta com que vinha sendo retratado na continuidade anterior. Estelar continua sendo a alienígena distante da humanidade com que Lobdell vem trabalhando e agora fica um pouco mais claro porque isso estava sendo feito, com a entrada de Crux no enredo. E mais uma vez vemos a velha formula do vilão que após derrotar o herói, decide contar sua origem convenientemente, rs ( “rs” riso tímido de gueixa)

Como de costume, Jason é “O Cara” do título e ele novamente tem bastante espaço para demonstrar isso aqui. Nessa edição, por escolha, Lobdell não avança na psique do Capuz Vermelho, mas a luta dele com a criatura travestida de agente da lei é visualmente empolgante. Kenneth Rocafort está fazendo um trabalho maravilhoso nesse título, tenho cada vez mais me tornado fã  e aqui se pode ver sua home page. O cara tem levado a cada painel uma energia e textura única que eu não vejo em nenhum outro lugar na DC.

E vou te falar, eu adoro esse título do Jason ser uma revista de equipe, afinal um grupo é tão forte quanto seu membro mais fraco.

Capa: "Aquaman #4"

Aquaman esse mês avança pela Trincheira marinha que tanto tem dado o que falar em sua revista. Se tem uma coisa que Geoff Johns e Ivan Reis – sem falar as cores lindas de Joe Prado – fazem aqui muito bem, é mostrar que o oceano é um lugar escuro e assustador e amarrar nosso herói nesse contexto é algo muito bom.

 

Até esse mês estávamos vendo essas criaturas invasoras no mundo da superfície, atacando humanos e sendo os próprios “peixes fora d’água”. Agora no fundo da trincheira em seu habitat natural, no entanto, eles são algo muito mais terrível que antes. Reis é o cara perfeito para visualmente provar o quanto essa ameaça é séria, a escuridão dos painéis misturada com o brilho azul fluorescente de suas peles só incrementa a sensação de estranheza! E pela primeira vez desde que a revista começou, todos nós nos sentimos “peixes fora d’água” nesse enredo.

Apesar de aparentemente Johns amarrar precocemente o final desse arco, nós temos um bocado de sub enredos para serem explorados daqui por diante. Os segredos sobre o destino da Atlântida não podem ser ignorados nem se quiséssemos. E apesar das criaturas do fundo da trincheira marinha, agora que Aquaman as enfrentou e fechou o caminho para a superfície, terem que dar seu “jeitinho” para sobreviverem e se alimentarem, engana-se quem pensa que essa será a última vez que as veremos. A trincheira parece ser a primeira parte de uma muito maior história, afinal essa é uma técnica que a dupla Johns e Reis usaram a exaustão na revista Lanterna Verde, com um retorno espetacular.

Johns continua definindo o Aquaman como um cara “bad ass” e até agora isso está funcionando. Os fãs podem se deleitar com o respeito que ele está conquistando nessas primeiras quatro edições. Mas é importante dizer que o escritor tem definido nosso herói como um personagem tão eficaz na terra firme como no mar. Dessa forma alavancando a importância de Arthur Curry para um patamar onde ele deveria estar desde o início de sua carreira nos quadrinhos.

A única crítica que faço sobre esse arco é que quando ele finalmente chega à sua conclusão, ela acontece numa velocidade tão grande que parece que algo ficou perdido no caminho. Eu sou fã de histórias curtas, auto contidas em poucas edições, mas essa poderia ter tido uma quinta parte e ainda satisfazer os leitores. Talvez ela tenha concluído em dezembro, para que o ano inicie com um novo e empolgante arco, propositalmente.

Bom, muita coisa foi amarrada para o ano de 2012 na vida de nosso herói e só vai depender da competência da equipe criativa da revista para o personagem fazer bonito nos próximos meses. Nós vamos ter que esperar e ter fé, de qualquer forma o re-launh desse personagem já é um sucesso, a revista é divertida, é estranha e assustadora e o herói dela não é mais o saco de piadas que tantos escritores (não o senhor Peter David, lógico) pareciam determinados em mostrá-lo nessas últimas décadas.

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25 comentários sobre “CAPUZ VERMELHO & AQUAMAN – “quero ver você ser tão eficaz na terra firme como no fundo do oceano”

  1. Quanto ao Red Robin, ops, Red Hood, acredito que vc Vic, sofre da mesma coisa que um certo anão morador do litoral paulistano sofre. Sem mais delongas.
    Agora Aquaman são outros quinhentos. O único ponto negativo foi ele ter cozinhado o galo por tanto tempo, mas as pontas soltas que ele deixou devem dar uns 3 anos de trabalho na DC, aliás rolou algum contrato de exclusividade no reboot? Com o Johns compensa, e não melar o trabalho interessante que alguns títulos estão apresentando.

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    1. Esse anãozinho sofre de outra coisa, Nilson, além de que ele é um mero nerd….eu sou um nerd alfa. Curto o Jason e a revista não por nada ligado aos Titãs, mas sim porque…bom…eu também curto o Deadpool….. auahauahuahauahauah

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  2. na verdade estou perdidinho, dizem que o batman perdido no tempo esta valendo nesse relançamento, como o batman conseguiu ter 4 robins, sendo que um é o filho de 12 anos, sendo que a dc diz que batman agora iniciou a carreira a 5 anos atras (nova liga da justiça).

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  3. Nem tem o que comentar… A DC está FODONA! HEHEHEEH
    Aquaman entrou pro meu time de coração definitivamente. To louco com a revista dele!
    E claro que o Capuz Vermelho está no mesmo patamar, junto com a Liga, Superman. Mulher Maravailha, Batgirl…

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  4. Gostei bastante da conclusão desse arco e fiquei surpreso (mas feliz) de que o Johns não resolveu dar uma de Bendis e terminar só na sexta parte. No entanto, concordo que a conclusão do arco foi bastante rápida.

    Finalizando, senti falta de referências ao pirralho que falou algo tocante para o Aquaman e sobre a página final com o novo… coadjuvante.

    PS: Será que um dia veremos uma Aqua-Lancha?

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  5. Lá fora tem uma galera xiita que detesta que o Joson Todd tenha um revista dividida com esses ex Titãs, alegando que eles estragam a revista…mas eu to cada vez mais me amarrando. Bem-vindos de volta para ” os trabalhos” ! Já era hora!

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    1. Fred, existe uma diferença entre AMOR e APEGO, apego nunca faz bem… eu já vi nego metendo o páu no Arsenal e Kory juntos na revista, que o Capuz deveria ter título solo…já vi fãs dos Titãs revoltados… (como se a galera tivesse que ficar grudada uma na outra a vida toda) nem eles vão ficar grudados nos amigos deles a vida toda, basta aparecer um machinho ou fêmea e a galera some…auhauahauahau Eu acho esse título bom, muito bom é Homem-animal, mas esse título é bom SIM, e é muito legal a mistura deles ali.

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      1. Sabe, eu acho que esse é justamente o problema pelo qual as histórias dos Titãs tem tido tantos problemas: esse exagerado apego ao trabalho do Wolfman & Perez, por vezes limita os roteiristas a trabalharem bem com os personagens.

        No entanto, eu não tenho gostado do que o Lobdell está fazendo no título. Ele estava certo em mudar as coisas, mas o erro dele foi na execução e em algumas das mudanças que ele achou melhores, como fazer que alguns deles não tenham relação com seus “mentores”. Isso funciona em Jovens Vingadores, mas acho que trai o conceito base do grupo, que é o único elemento clássico que deve ser mantido.

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        1. É…isso eu tenho que concordar com você Spi…. o LEGADO, essa é a maior magia e marca registrada da editora. Mas talvez haja esperança para o Kid Flash…já viu que o Scott (som de anjinhos barrocos talhados na madeira pelo Mestre Aleijadinho) Lobdell tá fazendo um mistério proposital com isso!

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  6. Aquaman sempre soube que seria sucesso nas mãos certas, e Capuz Vermelhor segue cada vez mais fascinante, trazendo histórias de equipes divertidas como há tempos não se via no finado título dos Novos Titãs.
    E como os atuais Titãs são escritos pelo mesmo Scott Lobdell, eu diria que os ventos estão a favor. Fazia tempo que eu não me sentia tão animado a acompanhar esses jovens personagens.

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      1. O que é e para que serve ?
        O rivotril é o clonazepam, um tranqüilizante do grupo dos benzodiazepínicos. Sua alta potência, longo tempo de circulação como forma ativa e peculiaridades farmacodinâmicas o tornam um dos melhores tranqüilizantes disponíveis no mercado. Além disso, é uma medicação antiga o que permite seu conhecimento profundo uma vez que é usada por milhares de pessoas em todo o mundo, há muitos anos, sem nunca ter acontecido nenhum relato de efeitos perigosos. Como é antigo é também barato e fácil de ser encontrado, o que de forma alguma deve ser interpretado como sendo uma medicação de segunda categoria. A segurança dessa medicação é atestada pelo uso que é feito em crianças há muitos anos, sem nenhum problema decorrente do longo tempo de uso. A indústria que fabrica essa medicação elegeu este produto como antiepilético. De fato é assim, como todos os tranqüilizantes benzodiazepínicos, mas o efeito antiepilético não é sua principal função. Seu efeito tranqüilizante, sim, deve ser considerado sua principal qualidade. O Rivotril é eficaz para o controle da Fobia Social, do Distúrbio do Pânico, das formas de ansiedade genaralizadas e para ajudar a controlar os sintomas de ansiedade normais decorrentes de situações extremas da vida de qualquer um. Sua alta potência garante quase sempre um bom resultado e sua prolongada eliminação do organismo diminuem bastante o risco de dependência química. A dose comumente empregada varia entre 0,5 e 6mg por dia, podendo chegar a 20mg por dia em certos casos. Recentemente foi lançado a apresentação de 0,25mg de uso sublingual que está indicado para o uso imediato e episódico. Certos pacientes preferem usar a medicação só quando precisam e não o tempo todo como se costuma fazer, para esses casos existe a alternativa a apresentação sublingual.

        Principais efeitos
        O bloqueio da ansiedade costuma ser sentido logo nos primeiros dias, com isso os pacientes costumam adquirir confiança na medicação. Por outro lado a sedação é também forte, sendo recomendado para quem está com problemas para dormir. Ao longo do uso o efeito sedativo costuma diminuir permitindo que as pessoas que foram prejudicadas pela sonolência causada pela medicação restabeleçam seu rendimento normal. A sedação é muito variável: algumas pessoas com 1mg ficam completamente sedadas enquanto outras com 6mg não sentem sono algum. Isto depende apenas das características pessoais de cada um e é impossível saber como a pessoa reagirá caso esteja tomando pela primeira vez. Doses mais altas podem diminuir o desejo sexual: este efeito colateral desaparece quando a medicação é suspensa. Outros efeitos comuns aos benzodiazepínicos como tonteiras, esquecimentos, fadiga, também podem acontecer.

        Considerações importantes
        Não há relatos de má formação induzida durante a gestação provocada pelo rivotril. Sempre que possível, no entanto é recomendável evitar seu uso no primeiro trimestre. Quanto a esse assunto essa medicação é mais segura que outros tranqüilizantes benzodiazepínicos.

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  7. Massa, Aquaman é um revista que vou querer acompanhar este ano quando sair por aqui, dependendo do jeito que a panini lançar, se for num mix podre e custando R$ 15 vou repensar hehe

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  8. Feliz 2012 para todos nós, agora temos 12 novos meses com muitas possibilidades de arcos de histórias empolgantes (sim, sou otimista) e novos rumos para nossos amados personagens, sejam todos muito bem vindos de volta! Que os trabalhos se iniciem, saudando sempre Mamãe Oxum! (Não sou macumbeiro, sou simpatizante da cultura africana) 🙂

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