O SOMBRA # 2 e # 3: ERREI SIM, MAS EU MUDEI. ME ACEITEM DE VOLTA!

Ou: “Eu podia estar matando, eu podia estar roubando… mas em vez disso, virei super-herói”.

Uma resenha das edições 2 e 3 da nova série do Sombra!

A resenha de Sombra #1 pode ser lida aqui. 

AVISO: Este artigo contém spoilers, mais nebulosos mistérios e trocadilhos sombrios. Onde não temos a participação especial do Starman. Nenhum deles.

Por Rodrigo Garrit

O amor muda um homem. O amor, essa força  primordial do universo que nos domina e nos faz querer sermos pessoas melhores… ignorar os erros do passado, e sossegar, levar a vida na flauta, só na tranquilidade…

Ah esse maldito do amor…

O Sombra está em pedaços, do jeitinho que o deixamos na edição anterior, após o ataque implacável do Exterminador que deixou nosso protagonista em mil pedaços. Mas o Sombra, sabem, não é exatamente feito da mesma fôrma que eu e você, já faz alguns séculos… tudo nele é falso. Sua pele, sangue e ossos… seus sistemas digestivo e respiratório. Seu coração. Tudo são fumaça e espelhos, matéria sombria concentrada, simulando o humano que ele foi. Ele pode estender essa matéria de forma mais primitiva, criando seus construtos de sombra, e também portais sombrios por onde pode se teleportar. Apesar disso tudo e sua suposta imortalidade, (bom, ele tá por aí desde 1838) ele criou um “fac-símile” de si mesmo, e este foi esquartejado pelo androide que se passava pelo Exterminador. Foi uma luta quase conceitual, eles não estavam de fato lá, em carne, ossos ou sombras.

Mas tudo no Sombra é falso? Até mesmo o sorriso que escorre pelo seu rosto quando está com a policial Hope O´Dare?

O Sombra teria uma alma?

Segundo o mago indiano Diablo Blacksmith, ele tem sim, uma alma que está em crescimento, mudando, tornando-se algo que pode levá-lo a grandes realizações… desde que ele se mantenha nesse caminho. Seus dias de criminoso ficaram para trás… sem mais roubos, assassinatos e torturas.

Será mesmo?

Seguindo uma pista sobre quem está interessado em sua morte, o Sombra chega a Hamburgo, Alemanha, onde conhece o detetive fodão (desculpem o mau termo, mas ele é fodão mesmo, têm massacrado constantemente todos os agentes que vêm tentando eliminá-lo) Will Von Hammer. Nesse momento em especial, Will estava sendo atacado por um chefão mafioso e seus capangas. Existem outras criaturas das sombras pelo mundo e um deles é esse chefão, um francês que se chama “Ovelha Negra”, mas o trocadilho é ruim. O Sombra salva Will do Ovelha, e este lhe revela um nome: Darnell Coldecott, bilionário das industrias farmacêuticas Caldecott, atualmente usando o nome de John Cross. Onde encontra-lo? Uma gigantesca fortaleza remota numa montanha plana nos arredores de Alice Springs, Austrália. Quantos guardas fazem a segurança dele? Apenas um. Ele atende pela alcunha de Mangar Kunjer Kunja e é um gigantesco demônio mitológico que cospe labaredas infernais.

Para enfrentar um ser dessa maginitude, o Sombra vai buscar conselhos do maior especialista em magia que ele conhece, mas como a Zatanna não retorna as ligações, ele decide procurar um velho ex-inimigo –atual amigo – que pode vir a se tornar inimigo de novo, chamado Diablo Blacksmith, o já citado mago. Entre um e outro papo entediante sobre o zen, Blacksmith fala sobre o antigo ritual do “Tempo dos Sonhos”, mas quase faz com que o Sombra caia em sono profundo. Em seguida ele segue até a fortaleza de Coldecott, onde encontra Mangar Kunjer Kunja, que além de ser um gigantesco demônio mitológico que cospe labaredas do inferno, é imune aos poderes sombrios. Uma batalha de Davi e Golias é travada, até ele perceber que é inútil tentar derrotar a criatura. Ele então tenta lembrar-se das sábias palavras de Blacksmith, mas lamenta amargamente por ter desprezado todo o seu ensinamento.

Agora crianças, uma lição valiosa: Os argumentos que NÃO devem ser usados ao tentar convencer um gigantesco demônio mitológico que cospe labaredas do inferno a não te matar, segundo o Sombra:

 – Bem, sim, escuridão. Sou sombrio… digo, meu nome é Sombra, isso deve dizer alguma coisa. E eu posso ter sido mau no passado… “posso”? Não, nenhuma dúvida… eu fui mau… um homem muito mau, mas…

E toma-lhe labaredas do inferno.

Mas no calor da batalha, uma coisa ele consegue lembrar: algo que Blacksmith falou sobre o  tal “Tempo dos Sonhos”,  – o eterno espírito-criança que existe em nós, junto com todo mundo, antes de nascermos e depois de nossa morte. A grande chave interior, a busca de si próprio, algo capaz de revelar sua verdadeira persona diante do demônio. Num ato de fé, o Sombra invoca um enorme ícone de “Cisne Negro”, no melhor estilo “Fênix Negra”, mas de uma forma máscula, nada que comprometa sua dignidade. Ao se deparar com a imagem, o demônio compreende a verdadeira natureza do Sombra… e, bem, se essa natureza é boa ou má eu não sei, mas a criatura o deixa passar.

Ele adentra então a enorme mansão do suposto mandante de seu assassinato, e sente um nervosismo incomum, revelando então aos leitores já conhecer a verdadeira identidade de seu inimigo.

Ao entrar num quarto, ele se depara com um senhor de idade fragilizado e ligado a aparelhos.

O velhinho fita seus olhos e cumprimenta seu avô.

História de James Robinson com desenhos de Cully Hamner.

E a propósito: James Robinson… você errou sim, mas você mudou. Eu te aceito de volta.

Nota: 10

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5 comentários sobre “O SOMBRA # 2 e # 3: ERREI SIM, MAS EU MUDEI. ME ACEITEM DE VOLTA!

  1. A frase que da início ao texto é fenomenal.Leticia,quanto tempo.É um prazer revê-la.Belo post Henry.A trama parece ser envolvente.Após ler a resenha fiquei com muita vontade de ler.
    Valeu.Abraço.

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  2. Ah esse maldito do amor…

    Sempre o amor 😉

    Belo Texto, interessante a história dele… Quem sabe qdo eu acabar com a saga do Sandman (sim, retomei a leitura) essa possa ser uma das próximas =)

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