FRANKENSTEIN # 4: SAPATEANDO NAS FUÇAS DOS TITÃS.

Ou: “…………………………………….!…………(…)…..!!”

Por Rodrigo Garrit

Onde nossos bravos monstros enfrentam a morte contra os mais horrendos perigos do planeta vivo MOGO!

Essa resenha de Frankenstein #4 contém spoilers. E é dedicada ao Jason Friday….!

Para ler as resenhas anteriores, clique aqui.

Ok, talvez não seja Mogo. Certo, na verdade não é mesmo. Mas, um planeta vivo? Bom… é quase isso também.

O Comando das Criaturas continua a batalha contra os titãs parasitas do planeta monstro, que na verdade é habitado por uma enorme aglomeração telepática desincorporada que entra em contato com os agentes da S.OM.B.R.A  e pedem ajuda. Esses três enormes titãs tomaram conta do planeta há tempos e vem utilizando o mesmo como  hospedeiro, torturando-o por sabe-se lá quantos milênios. Os filhos dos titãs povoaram o mundo, mas agora já estão saturados e pretendem expandir seu domínio para a Terra.

O Comando se divide em dois grupos para destruir os titãs restantes, sendo que o primeiro já caiu pela espada implacável de Frankenstein, como ele mesmo gosta de dizer.

Frank e a Dra. Sereia adentram as profundezas do oceano monstro, enquanto Lady Frankenstein, o Vampiro e o Lobisomem se encarregam do titã que habita o continente ogro.

No fundo do mar, os filhos do titã da água reverenciam a Dra. Sereia como sua “mãe” e não a atacam. Eles a levam direto para seu pai, uma enorme e fascinante criatura do mar. A Sereia fica hipnotizada pela sua beleza, mas Frank a lembra que esse titã é um parasita que dominou o planeta e pretende fazer o mesmo com a Terra.  Ele ataca sem piedade a criatura, apesar do remorso da Sereia.

Em terra firme, os demais membros do Comando têm extrema dificuldade em lidar com o titã do continente ogro. Lady F pede ajuda ao Pai Tempo, mas ele diz que não pode enviar reforços de nada vivo, pois apenas com a nave ovo que os trouxe, alguém chegaria vivo no planeta monstro, e eles só tinham uma. Então, ela sugere que ele mande algo “não vivo” e ele decide enviar a Caixa de Brinquedos para eles.

Apesar dos protestos do Dr. Ray Palmer, que alega tratar-se de um projeto ainda em fase de testes, a Caixa de Brinquedos é enviada. Após ser desminiaturizada e transportada para o campo de batalha, a caixa libera uma energia e se expande. De dentro dela, surgem duas colossais rodas de guerra, e milhares de soldados robôs.

No alto de seus quatro braços, Lady F ordena que o Vampiro e o Lobisomen furem o olho do titã, enquanto as rodas de guerra são arremessadas nas rótulas dos joelhos do monstro, que cai agonizando. Em seguida ela ordena que os robôs deem cabo dele, enquanto ela apenas observa linda, leve e solta.

Ao mesmo tempo, Frank e a Sereia emergem sobre o corpo do titã derrotado. É possível notar a tristeza dela pela perda dessa vida.

Khali, que estava repousando após desintegrar todo um continente de aracnídeos, surge pilotando a nave-ovo, já restaurada e pronta para levá-los de volta para casa. Os robôs da Caixa de Brinquedos são deixados para trás, e reprogramados para proteger o planeta monstro de novos invasores.

A missão foi cumprida e a Família Monstro o Comando das Criaturas parece ver um novo começo surgir diante de seus olhos.

Uma história rápida e sem muitas complicações, aliás, onde as coisas são resolvidas bem até demais, apesar das proporções cósmicas da crise. É quase um deboche de Jeff Lemire, mas não no mau sentido. Em vez de criar um universo crível ao estilo “watchmen” onde Frankstenstein seria uma figura torturada e lideraria um esquadrão de aberrações para salvar o mundo, o que temos aqui é exatamente isso mas sem a parte “crível”. É quase um desenho animado, embora adulto, com grandes diálogos e sacadas inteligentes. Claro que tudo é exagerado demais. Os desenhos de Alberto Ponticelli são exagerados demais. Mas é pra ser desse jeito mesmo. Está dado o tom da nova encarnação do Comando das Criaturas. Adrenalina, fantasia e terror surreal. Isso é Jeff Lemire, isso é Frankenstein.

E pra não dizerem que gibi não é cultura, fiquem com uma citação de um dos autores preferidos do nosso amigo Frank.

A mente não deve ser modificada pelo tempo e pelo lugar.

A mente é o seu próprio lugar, e dentro de si

Pode fazer um inferno do céu, e do céu um inferno.

John Milton

Nota: 9,5

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7 comentários sobre “FRANKENSTEIN # 4: SAPATEANDO NAS FUÇAS DOS TITÃS.

  1. Olha só. O Jason escreveu. Não………mas, letras! Essa capa ao estilo banner de filme do Flash Gordon é muito mais que uma homenagem! E o tanque mal assombrado, ops, brinquedinho de guerra do major Talbott, ops, ser inanimado de batalha do Pai Tempo, salvou o dia!!! Terror prá divertir, e faz bem a lição!

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