CAPITÃO ÁTOMO # 3 e # 4: POSSIBILIDADES QUÂNTICAS

Ou: “O que se faz para evitar o desastre”?

Por Rodrigo Garrit

Uma resenha das edições #3   e #4 de Capitão Átomo.

Para ler as resenhas anteriores, clique aqui e aqui.

Contém spoilers

Na Líbia, em meio a um conflito militar, o Capitão Átomo reflete sobre a nova extensão de seus poderes e sobre o quanto é certo alterar o esquema de vida das pessoas. Em diversos lugares diferentes, vários acidentes são evitados, e doenças são curadas pelas recém adquiridas habilidades de alterar a realidade e suas possibilidades com a aplicação de sua energia quântica. Mas ele poderá sustentar esse fardo de salvador em escala mundial, 24 horas por dia?

Durante o conflito, o Flash surge diante dele, questionando suas ações e jogando na sua cara que a Liga não confia nele, considerando-o um recipiente vivo de radiação e venenos químicos ambulante. Porém, enquanto apaziguam os militares, têm uma conversa franca, e o Flash se convence que o diabo não é tão feio quanto pintavam. Nesse interím, o Capitão pressente a detonação de nada mais, nada menos que uma bomba atômica, e parte a toda velocidade ao epicentro da explosão, absorvendo todo o impacto e radiação liberados, minimizando consideravelmente a devastação que se segue. Mesmo com a ajuda do Flash que evacua as proximidades com sua velocidade, muitas vidas são perdidas.

Enquanto isso, de volta aos Estados Unidos,  um homem misterioso usando sobretudo vaga pelas ruas, emitindo uma luminosidade aparentemente radioativa. Ele chama atenção pelo cheiro forte, e ao ser abordado por um policial, se revela um ser asqueroso e disforme, que consome a carne humana com um toque causticante que o reduz a cinzas.

De volta a base científica conhecida como “Continuum”,  o Capitão Átomo é abordado pelo General Eiling, que não parece muito amigável. Eiling quer fazer do Capitão uma arma de guerra para os Estados Unidos, mas ele se recusa a se sujeitar a isso, e por isso  é aprisionado em uma sala previamente preparada que irradia energia com a intenção de dispersa-lo e contê-lo, mas o Capitão resiste e consegue escapar, sendo perseguido por alguns jatos militares que não tem chance contra ele.

Mais uma vez ele retorna ao Continuum, que ao que tudo indica é tudo o restou para ele chamar de lar. Ele faz mais testes com sua amiga, a Dra. Ranita, que só mostram o quanto ele está cada vez mais instável. Num momento de amenidade, ela toca o rosto dele, dizendo que nem todos têm medo de se aproximar. Mas ao fazer isso, a pele da mão dela é incinerada, para desespero de ambos.

De volta as ruas da cidade, um família entra em um restaurante, e encontra todos os seus ocupantes mortos e cercados por uma massa disforme que parece consumir o que restou deles.

Duas edições lentas, apesar da cena do Átomo absorvendo a explosão atômica na Líbia… em se tratando do personagem isso não chega a ser exatamente uma novidade. A aparição do Flash foi rápida demais, sem trocadilhos. E não influenciou em nada a história. Continuamos com o mistério das criaturas mutantes radioativas e sua possível ligação com o Capitão Átomo. A grande surpresa foi o toque cáustico causado pela pele do personagem, praticamente mutilando a Dra. Ranita.

O grande lance desse gibi, é a aproximação do Capitão Átomo com o Dr. Manhattan, seu sósia de Watchmen, mas infelizmente isso não está sendo aproveitado de forma satisfatória… a história carece de um conflito mais convincente e uma motivação mais plausível para as ações do personagem. J.T Krull joga bem quando utiliza o lado humano dos personagens, mas esse gibi deveria ser nitroglicerina pura, é o que eu pessoalmente esperava que fosse, mas longe disso, tudo indica que a novela ainda deve se arrastar pelas próximas edições. Tomara que eu esteja errado.

O que se faz para evitar o desastre? O potencial dessa revista é enorme, mas os roteiros deveriam ser entregues a um autor mais antenado com a ciência quântica e ao mesmo tempo focado na ação e adrenalina que os leitores esperam. Eu sugeriria Kurt Busiek. A arte está muito bonita, e as cores esplendorosas. Mas não tem quase nada ali que me fizesse querer ler a próxima edição… pelo menos por enquanto. Esse gibi precisa ser desintegrado e reconstruído de novo, molécula a molécula. Quero acreditar que as próximas edições serão melhores… vou vibrar nessa energia.

Mas por hora, eu dou nota 6

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5 comentários sobre “CAPITÃO ÁTOMO # 3 e # 4: POSSIBILIDADES QUÂNTICAS

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