AQUAMAN #5 – Enterrado até o fundo com areia, deve doer.

Por Venerável Victor  “Aqua-monkey” Vaughan

Resenha de Aquaman #5 Spoilers Aquáticos

Roteiro Geoff Johns desenhos Ivan Reis, Joe Prado e Eber Ferreira

Apesar de arco anterior ter terminado mês passado, parece mesmo que as conseqüências dele vão perdurar – o que vai ser ótimo, pois defendi que apesar da história ter terminado de forma abrupta, Geoff Johns costuma trabalhar assim, desenvolvendo os fatos de pouco em pouco em cada arco, costurado numa saga maior. Após cientistas da marinha americana encontrar uma relíquia atlante na superfície de um grande pedaço de uma nave alienígena encontrada por Aquaman na edição passada, as coisas vão de ruim parar pior. O que diabos é essa relíquia achada pelos humanos da superfície e que diabos ela tem a ver com a herança atlante do nosso herói? E o que diabos o Aquaman está fazendo tão fora d’agua como agora, no meio do deserto? Bom caro devotos, vamos descobrir agora.

Como numa seqüência de vídeo game a história começa com Aquaman caindo do céu no meio de um deserto desconhecido – poderia ser os Lençóis Maranhenses, talvez, será?- todo detonado e ferido, ele encontra seu tridente – que o fato de onde ele o conseguiu, é motivo de um outro segredo – e usando o mesmo como uma muleta começa a caminhar se arrastando em direção a lugar nenhum. Tudo isso aconteceu por causa de um antigo artefato que a Marinha encontrou e contatou Aquaman na esperança de que esse pudesse identificar o objeto e responder suas perguntas.

No meio disso tudo, um grupo de guerreiros vestindo armaduras invada a instalação onde Arthur Curry e os militares estão e roubam o objeto. Durante sua fuga em uma aeronave high tech, Aquaman se joga no veículo, consegue entrar na marra e na luta descobre que se trata de atlantes.

logo em seguida, após muitos tiros de energia, a nave é avariada e cai junto com o artefato num deserto, não sem antes, Aquaman pular segundos antes da explosão.

A medida que ele na busca pelo veículo vai ficando fraco e desidratado, ele tem alucinações com a figura de seu pai morto que o manda buscar ajuda no sistema Dagobah… desculpem! História trocada! Franquia errada! E o perturba dizendo que ele nunca vai ser aceito nem na superfície nem nos oceanos, pois está fadado a ser sempre um pária. Após Aquaman mandar seu pai “catar coquinhos”, usando sua telepatia, Arthur consegue a ajuda de um lagarto da areia que lhe orienta que direção seguir para achar o veículo caído, ele encontra os escombros da nave atlante e acha o objeto, que na verdade se trata de algo como uma ‘caixa preta “com uma mensagem ali gravada, falando sobre o afundamento do continente atlante. Nosso herói é resgatado logo em seguida pela marinha americana e nos noticiários da TV o povo faz mais piada sobre isso. Quando ele chega em casa, Mera deixou um bilhete dizendo que saiu para comprar comida para o cachorro. Espero mesmo que tenha sido isso, o cara já sofreu bastante por hoje.

Apesar de tanta coisa “massavéio” que ela faz, eu gosto muito da forma como Geoff Johns escreve e principalmente do talento ímpar que ele tem para pegar antigos personagens – como Aquaman que está aí a mais de setenta anos – e que não são tão proeminentes na mídia e entre os fãs de quadrinhos e lhes construir e fundamentar toda uma nova mitologia, nisso ele é mestre. Dessa forma, fazendo deles novos e interessantes. Sem deixar de valorizar que ele consegue fazer isso sem bater de frente com antigos fãs, pois mantém todo o legado e características antigas intactas, como ele fez na revista do Lanterna Verde e está tentando fazer com o Flash – mas esse não vou por minha mão no fogo por ele, acha que sou idiota? -. Agora é a vez do rei dos mares ter uma mitologia completamente atualizada e se tornar parte de um novo épico escrito por Johns.

Eu vou deixar mais uma vez claro para a galera formada em Artes plásticas ou História da arte e que costuma escrever sobre quadrinhos (eu sou um humilde historiador e ator só) que não sou um crítico de arte e raramente menciono os desenhos a não ser que eles sejam aos meus olhos de leigo e fã, ou muito bons (Diógenes Neves e Cia) ou muito ruins (tenho que citar Liefeld? Tenho). E essa edição tem o melhor do mercado, Geoff é um put@ escritor sortudo, afinal ele quer apresentar uma vibrante e imensa história e por esse motivo a arte precisa ser à altura do desejo. Pensando aqui, a saga “A noite mais densa” teria sido tão interessante aos fãs “massavéio” ou não se não fosse essa trinca maravilhosa no comando do lápis, nanquim e cores? Claro que não. E foi muito interessante, as alucinações de Aquaman sobre o seu pai, sendo pintadas em um estilo visual totalmente diferente. Isso faz toda a diferença e mais um ponto pra eternizar essa passagem genial deles pelo título.

Estamos na quinta edição da revista e vocês que vem acompanhando devem saber que o escritor vem desde o primeiro número brincando com a imagem de “perdedor” e “piada ambulante” que nosso herói vinha recebendo há décadas. Piadas essas que ele corrige com frases grosseiras ou argumentos que desmoralizam quem mexe com ele. A estratégia parece estar tendo efeito – apesar de que ele sempre foi meu herói preferido – em fazer do Aquaman um herói com mais credibilidade ao mesmo tempo que nos brinda com momentos divertidos. Aquaman é genuinamente um personagem legal e deveria ter sido sempre respeitado. Apesar de ser um dos melhores heróis do Universo DC, ele raramente recebeu esse suporte e tratamento. Nas histórias de Geoff Johns, a população no geral não gosta dele e mesmo assim ele continua sendo o campeão que acredita ter nascido para ser. É muito legal ver um herói que não recebe o apoio que a maioria de seus colegas tem, mas nunca deixa de fazer o que acha ser o certo.

As imagens do Aquaman no deserto são as melhores seqüências dessa edição, com Arthur alucinando que realmente está tendo um diálogo com o seu pai morto, onde podemos ver um pouco mais de sua psique e personalidade. Alguns podem achar que o autor deveria ter ido mais fundo no desenvolvimento desses conflitos, eu por outro lado preferi que ao fim da revista, tudo tenha se resolvido.

Essa edição prometeu muito, o arco anterior foi bom, mas como dito antes, terminou muito abruptamente. O incidente aqui foi circunspecto apenas a esse número, é uma outra forma de lidar com a série, mas começa a nos preparar para uma saga talvez muito maior além de mostrar que o arco anterior continua sendo relevante para o caminho a seguir. Geoff Johns sabe fazer – quando quer – um personagem popular novamente. Essa é sim uma das melhores revistas das novas 52.

Estou louco para saber o segredo por trás do afundamento da Atlântida e como todas essas peças se encaixam.

AQUAMAN, criado por Paul Norris
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13 comentários sobre “AQUAMAN #5 – Enterrado até o fundo com areia, deve doer.

  1. aquarela
    e um viado filha da puta do caralho e chota pra caramba ele nem devia existir eu zuai
    o nome dele que eu odeio ele

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  2. estou simplesmete adorando esse novo aquaman!! sempre foi meu heroi preferido des dos super amigos, mas o novo visual esta de +, ivan reis esta se superando e a revista mais bem desehada concerteza, assim qualquer roteiro fica d+

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  3. Sinceridade estou tentando não pegar essa revista nos “inomináveis”/”romênia” pois quero ler isso quando sair por aqui.

    De qualquer forma, gosto da abordagem que o Johns está utilizando com o Aquaman. A meu ver, é a melhor forma de trabalhar o personagem.

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  4. É, eu também estou acreditando, ainda mais depois de hoje, que o arco anterior com as criaturas das trincheiras, era apenas uma apresentação inicial para uma saga muito maior, quem sabe daqui a pouco com toda a família aqua??? Heim? Heim? tomara. E deixando bem claro que finalmente esse cara está sendo feito bem duro na queda de matar, como sempre quis ver, na fase do Peter David, ele era “badass” sim, mas mesmo assim nunca senti firmesa de que ele fosse tão resistente como aqui.

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  5. Gente está melhor que a maioria das coisas que a DC vem fazendo, eu também curto muito o personagem e to adorando, o tratamento, não acho que o roteirista esteja mandado errado com a revista não, eu li umas coisas dele com o outro Flash, não o nosso Wally e não me descia a goela, aqui ele está à vontade.

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    1. Então, nunca comentei aqui…tem pouco tempo que acompanho o site. Muito bom por sinal =)

      Quanto ao Aquaman, to gostando muito!

      Mas tenho a impressão que só eu achei que o Lagarto não ajudou ele a achar água… entendi que quando ele lutou contra a alucinação, os poderes psíquicos dele acabarams e manifestando, o que atraiu o lagarto… mas foi só isso… quando a confusão passou, ele conseguiu ouvir o artefato e caminhou até a direção do mesmo… ele pode ter deduzido que acharia água ou não…acho que ele foi mesmo em busca do artefato.

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      1. Amigo, não é que o seu ponto de vista além de inteligente e criativo, pode estar bastante correto? Mas eu prefiro valorizar a SUA inteligência e capacidade de criar bons plots que a do Geoff Johns, tomara que ele tenha tido a SUTILEZA de ter arquitetado propositalmente isso que você interpretou! Continue com a gente participando assim!

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