Fabulosos X-mem #7 – Em briga de marido e marido também não se mete a colher ou os raios ópticos.

Por Venerável Victor Vaughan

SPOILERS   Uncanny X-men #7   SPOILERS

Kieron Gillen é um belo roteirista e eu realmente curto a mistura de poderosos e perigosos mutantes nesse nonsense grupo. Obviamente muita coisa mudou nas filosofias de Ciclope, que a separação do grupo de Wolverine para a criação da nova escola em Nova York só agravou.

Mas o que eu realmente gosto nessa edição – e eu venho lendo quadrinhos desde a década de 80 até esse inicio de século 21 – é que não só ela tem um clima cósmico – assumindo que as forças cósmicas manipuladas nesse novíssimo mundo chamado aqui de Tabula Rasa, foram criadas pelas energias dos “Celestiais” – e alguma narrativa maldita que se utiliza de teorias de evolução e regras ou não regras sociais sobre esse fenômeno são nada mais que sombras do conceito ao qual os X-men foram criados por Lee e Kirby.

Não aparecem aqui, Colossus, Magia, Namor e Esperança. Muito ocupados cada dupla em suas aventuras…

É interessante ver o “Apex do mal” atualizar seu equipamento metálico para que Magneto não mais consiga manipular seus projéteis e o conhecimento de que na verdade o “Apex do mal” e o “Apex do bem” na verdade são ex amantes, ah! Sem falar na caracterização de Perigo aqui, que tem crescido e me trazido boas lembranças da época de Novos Mutantes, o jovem Doug Ransen e Warlock. Só que um Warlock muito mais interessante e eficiente, lógico.

Legal também ver que personagens principais da mitologia X, como Tempestade e Colossus, continuam pertencendo a equipe principal, assim como Magia. Já Emma Frost, a loira maneta continua desaparecida da narrativa há três edições.

Claro que uma boa história não é nada sem uma boa arte. E aqui temos novamente Greg Land nos desenhos e Jay Leinsten na arte final. Posso falar que a arte final é legal? Posso né? Sim, eu gosto de Jay na arte final, já entenderam tudo, não vou me tornar repetitivo.

A cultura alienígena aqui tem um ar de Jack kirby – até aí, fantástico – e já que Land tem uma gama limitada de expressões que consegue desenhar, a infinidade de vezes que os rostos estão envolvidos em escuridão no momento em que determinado personagem fala alguma coisa, se torna um bom recurso para nos enrolar.  A ação também está legal, apesar de que a ex-mulher/homem Apex tenha ganhado mais espaço que o bom e velho grupo de Ciclope.

Os X-men tem que correr para deter o Apex do mal com a ajuda do Apex do bem, ambos, criaturas muito inteligentes e feias pra danar. Se você não sabe nada do que eu estou falando aqui, então você tem que ler as resenhas anteriores que falam desse arco todo. Um arco bem melhor por sinal que o anterior, com uma ação fluida, uma dinâmica forte entre o grupo e dois novos personagens que são tão fascinante quanto feios pra dedéu.

Durante a batalha descobrimos que o Apex mau – que aqui descobrimos ter se tornado mestre em todas as espécies de artes – apenas sente falta de sua a muito extinta espécie e fala através de notas musicais. Não exatamente um regular e comum inimigo dos X-men. Mas essa história tem sido tudo menos comum. Kieron conseguiu criar algo único e inspirador, mesmo com Greg Land estragando com suas personagens bidimensionais e ainda consegue colocar um pouco de humor no roteiro. Tornando dois personagens tão interessantes que a equipe para a qual lemos a edição, se tornem meros coadjuvantes. Normalmente eu acharia isso um absurdo, mas se formos falar de absurdos, essa resenha não acaba aqui.

Tabula Rasa se tornou um estranho mundo com uma pirâmide de energia ao centro, uma tribo de selvagens verdes e florestas de árvores púrpuras. Greg Land apesar de não saber fazer mais que três expressões faciais, conseguiu retratar um lindo mundo alienígena que se assemelha ao nosso no de mais exótico. O grande salão da sociedade Apex, nos brinda com um pouco do quanto essa sociedade era evoluída artisticamente, eu estou longe de entender de arte moderna ou antiga – tem gente que jura que nem de quadrinhos eu entendo – quiçá de arte Apex, mas posso dizer que apesar deles em questão de horas terem se extinguido como sociedade 65 milhões de anos, ainda estão em pé de igualdade com tudo que nossa sociedade pode mostrar.

E que diabos afinal é uma “Des- esposa”? O como diabos eu consigo uma?

Resenha da edição anterior aqui.

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16 comentários sobre “Fabulosos X-mem #7 – Em briga de marido e marido também não se mete a colher ou os raios ópticos.

  1. Tomara que a Emma naum apareça por um bom tempo, afinal, por mais que a Psylock esteja mais parecendo uma atriz porno, ela é bem mais interessante que a Emma. Eu naum confio nem um pouco na Rainha Branca. 😛

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    1. Claro, Luke, o próprio Ciclope só confia nela porque pega naquelas carnes e ela paga tudo ali naquela ilha maldita sem UMA árvore….pô, custava plantar UM eucalipto pelo menos? cresce rápido…não exige muito espaço…mas aquela praga ainda por cima é uma rocha, não tem como crescer nada…

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  2. Onde eu posso baixar ou ler on-line essa revista? Queria muito ler e nao vou aguentar esperar ate que chegue no Brasil!

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        1. Eu comecei a prestar atenção na Emma já na fase do Morrison, antes na época do Scott Lobdel a frente da Geração X onde ela era tutora, já via que era uma personagem legal, mas só funciona bem com esse caráter dúbio, meio anti heroína…quero ver se a Jean Grey volta, ela se pela de medo da ruiva….quero só ver. Foi bom ela se meter nesse casamento entre Ciclope e Fenix…mas não sei se vocês se lembram que na época do Jean lee chegou a ter um rolo , um flerte da Psylock com ele (mas era a influência da Kuanon na psiquê da japa, a antiga dona do corpo) Tem a poderosa Frenesi, que se amarra no caolho e prefiro ela que a Emma também (apesar de que as loiras são…tudo na vida das pessoas) Enfim, depois dessa alguém ainda acha que o Wolverine é o pegador X ?

          A Tempestade maneira é a Tempestade punk e lutadora de rua… aliás, por enquanto nessa revista ela tá apenas como figuração de luxo…

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  3. Interessante, é que estava relendo a famosa série de três edições dos X-Men (aquela mesmo que em seu primeiro número vendeu 8 milhôes), e o Magneto comenta que Ciclope nunca confiaria nele. É parece que as coisas mudaram.

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    1. Também, né Guy, aqueles eram tempos “domingo no parque”comparado ao INFERNO que a espécie mutante vive hoje, se eu fosse o Ciclope (meu herói Marvel preferido desde pequeno e que só tem amadurecido, desde o Morrison) eu já tinha ido morar na Latvéria, embaixo da asa do meu xará, Victor Von Doom

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  4. Cara, mesmo não aparecendo legal nessa edição a Psylock é muito mais interessante nesse grupo que a Emma Frost, essa só tá aí porque come o Ciclope e banca a ilha de Utopia…

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  5. Antigamente a gente não precisava ter esse receio de que tudo que a gente curte ou não curte nos nossos quadrinhos pode mudar num flash…”flashpoint”entendem? rs Agora vem a tal Vingadores x X-men, ai ai, que medinho de tudo ser rebootado também na Marvel.

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