Príncipe Harry que nada! Namor, o Príncipe Sub-marino dá “uns pega” na Rainha Camarão & todo mundo aqui se vira… “With a little help from my friends”

Por Venerável Victor “já peguei coisa pior na noite do Rio” Vaughan

Resenha de  Uncanny X-men #8  SPOILERS EVOLUÍDOS

Kieron Gillen (roteirista), Greg Land (lapis), Jay Leisten (arte-final)

 

O Homem-Imortal foi derrotado  por sua “Não-esposa” – com uma pequena ajuda dos X-men – , mas o ecossistema de Tabula Rasa ainda está longe de estar salvo.

Se tem uma coisa que Fabulosos X-men vêm fazendo com maestria desde o relançamento da revista é que Kieron Gillen realmente é um mestre em criar diálogos. Eles são sempre críveis, interessantes, relevantes e quando precisam ser, naturalmente engraçados. Gillen tem o talento de fazer você sorrir lendo um diálogo dele no quadro que ele desejar que isso aconteça mesmo em uma aventura repleta de incertezas e mistérios, suas improvisações no campo do humor funcionam.

Vamos usar como exemplo a sequência que vinha se estendendo entre Esperança e Namor, uma demonstração dos talentos de Guillen quando se trata de caracterização de personagens. Essa sequência é bem humorada sim, trazendo a tona a arrogância de Namor e sua excentricidade – como, por exemplo, a mania horrível dele e do Pelé de falarem de si próprios na terceira pessoa – e o fato de que apesar da sua aparência humanoide, poxa vida gente, Namor não é humano!

Melhor ainda, ele criou uma ligação entre Namor e Esperança, que nos mostra o quanto opostos esses dois são. No início do arco achei que a menina estava sendo descaracterizada, mas ela merece se divertir em algum momento, não é porque ela passou a vida inteira sendo treinada como uma soldado por Cable num futuro longínquo e Apocalíptico que ela não é uma adolescente cheia de hormônios, doida ao ver um abdômen “tanquinho” de macho alfa ali do lado dela e não possa  ensaiar uns “xavecos”, afinal vai que ela morre a qualquer momento, a moça também não tem direito de desfrutar das delícias da carne, no caso de Namor, salgada?

Gillen continua nesse último capítulo do arco a explorar o conceito da raça alienígena dos Apex, o que continua interessante. A arrogância não intencional do “Selvagem” Apex – afinal ele vem de uma raça milhares de anos mais evoluída que a humana – ainda é motivo de momentos curiosos, como quando agora o roteirista o usa para explicar mais a fundo a definição de “Não-esposa” e sua relação social nessa sociedade estranha para nós. Como dito antes, o conceitos dos Apex, assim como seus personagens principais foram criados de forma sólida e tiveram muito mais relevância o tempo todo nesse arco de histórias que os próprios protagonistas da revista.

Grandes diálogos, caracterização de personagens e conceitos de ficção científica a parte, essa edição de “Fabulosos” peca novamente por um fator que já se tornou recorrente na passagem de Gillen por esse título: a história em si não é tão interessante. Já a releção que se cria entre Namor e Esperança, sim.

Realmente não existe nesse número oito, muito conteúdo que justifique ser um capítulo final do arco, afinal o que acontece aqui é que Tabula Rasa continua em perigo, agora por causa da exposição à radiação solar, a qual toda a vida animal, vegetal e humanoide nunca esteve em contato direto, afinal o dome de proteção do ecossistema foi destruído pelo vilão na edição anterior.

Mas por outro lado Gillen aproveitou todo o espaço desse número trabalhando caracterizações de personagens com Namor/Esperança e Colossus/Magia, enquanto nos dava mais detalhes e informações sobre os Apex e no fim, quando ele se tocou que não tinha resolvido nada do conflito inicial da história, ele resolveu tudo numa página só toda o problema desse mundo tão delicado – com uma pequena ajuda dos amigos influentes dos X-men – . já dá pra imaginar o quanto forçado isso ficou. Realmente ficou explícito que Gillen saiu “viajando” na edição e se esqueceu totalmente do argumento central que ele mesmo propôs e não querendo reescrever tudo, resolveu finalizar praticamente quatro capítulos de argumento em quatro quadros montados.

Enquanto Greg Land – não vou falar nada dele, o Carlos Pacheco está voltando no próximo número, graças… – fez uma caracterização da flora e fauna de Tabula Rasa de forma esplendorosa e as expressões faciais dos personagens fraquíssima – afinal ele só sabe desenhar três tipos de caras – nesse número ele se superou e desenhou a pior edição do arco (talvez para me irritar, o infeliz deve saber que reclamo horrores dele), as referências visuais de fotos que ele usa são absurdas e distorcem as reações emocionais dos personagens o tempo todo, elas são exageradas e fora da naturalidade e a aparência de Esperança é retratada como de uma super Top-model.

Apesar da caracterização de Gillen para os personagens seja forte ele não tem um desenvolvimento de roteiro que agrade. Houve muito barulho para o leitor se focar no sequestro de Magia pelas criaturas do subterrâneo em Tabula Rasa, Colossus foi atrás para salvá-la e todos esperavam algo emocionante… bom, não foi e nem teve o peso que prometia, principalmente se compararmos com o quanto ele se dedicou ao enredo de Namor/Esperança, como se o roteirista tivesse sido obrigado a escrever uma cena que não queria se focar. E tivesse dado um fim ao conflito dos irmãos russos no piloto automático.

O que seria desse arco se não fosse pela caracterização do mundo e cultura dos Apex ou os momentos de “xaveco” de Esperança querendo papar Namor, apesar dos já supra citados diálogos interessantes de Gillen, o enredo em si foi extremamente desastroso. Vimos dezenas de cenas onde Psylock, Magia e Magneto ficavam nas sombras para que Greg Land não tivesse que desenhar suas expressões, graças a Deus, mas acontece que esse recurso é usado à exaustão… (sorte que o Ciclope usa aquele visor e não muda quase nada o que sente).

O segredinho sujo de Psylock continua a salvo então – com uma pequena ajudinha “magnética” de Magneto – E ao fim da revista, podemos finalmente ver Emma Frost, na área médica de Utopia passando por um procedimento científico para ter seu braço de volta atachado ao corpo, demonstrando todo seu bom humor e paciência.

Resenha da edição anterior .

Namor já provocava furor entre as mocinhas mutantes desde a década de 60.
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20 comentários sobre “Príncipe Harry que nada! Namor, o Príncipe Sub-marino dá “uns pega” na Rainha Camarão & todo mundo aqui se vira… “With a little help from my friends”

  1. Parabens pela resenha, ates de tudo.
    Agora, vamos começar a alar mal… Bem, nao tanto, nao tanto. Bem, por mais que eu goste do Ciclope, acho que Wolverine e os X-men esta se saindo melhor no quesito de roteiro/desenho.
    Outra coisa que penso, ainda bem que o Apex se foi. Nao aguentava mais ouvir nem uma palavra do tipo que ponha os filhos do atomo como “crianças fracas e indefesas”, e isso os Apex faziam a cada frase.
    Agora, falando de Hope, prefiro ela do seu tipo mais serio. Nao que ela nao mereça ser uma garota comum ao menos uma vez, mas desse modo é exagero, por isso espero que nos proximos titulos Gillen pense bem nisso. Ele ta rebaixando demais a Messias Mutante. Enquanto o beijo de Namor e a rainha Elizabeth… ops, a rainha camarao ai, sabia que algo assim aconteceria, é bem a cara do personagem…
    Outra coia importante, cansei de ver o magneto (e demais personagens) nas sombras. Proximo mes vai melhorar (espero q o roteiro tbm)
    Valeu!

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  2. “Tá na rede, é peixe” é quase a história de vida do Namor, hein? Não bastasse as heroínas que já cortejou, quem der mole pra ele, já viu… XP

    Em outra questão, estou meio afastado das histórias do universo dos X-men há um tempo, e achei muito curioso o momento passado pelo Colossus. Há alguma edição que recomende para que eu possa entender um pouco melhor do que está se passando com o mutante russo favorito?

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    1. “Tá na rede, é peixe” foi sensacional ggmf !!!
      Olha só: Na última saga Marvel: “Fear It self”, O Fanático se tornou: KUUTH “Breaker os stones” (achei a tradução ridícula e pus em inglês mesmo), um dos arautos do há muito tempo adormecido deus do medo chamado A Serpente (irmão de Odin).

      Para savar São Francisco ,Colossus fez uma barganha com o demônio interdimensional Cyttorak (a ideia partiu de Ciclope) que originalmente dá os poderes ao Fanático, a intenção era ganhar poder para derrotar Kuurth (assim o avatar da serpente contaria apenas com seus poderes naturais e não as capacidades de Cittorak). Colossus se tornou o novo avatar e novo Fanático e com isso foi capaz de dar muito trabalho para um Cain Marko (dominado pela personalidade de KUUTH) até que foi chamado de volta pela Serpente e abandonou os planos de destruir a nova cidade dos Fabulosos onde está Utopia. Agora ele está sofrendo com a influência maligna de Cyttorak (para Cain Marko que já é um bom de um FDP era mais fácil lidar com isso) e Kitty Pryde terminou com ele por essa decisão que discordou. (só piorando as coisas)

      Você acompanha isso em Uncanny X-men # 541 e 542

      Continue conosco, fera!

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  3. Eu ainda estou tentando lembrar se antigamente o Namor falava em terceira pessoa. Eu pelo menos sempre lembrei que ele sabia usar “eu”, “meu” e demais pronomes de primeira pessoa do singular…

    Quanto ao comentário em relação as ruivas… meh. O Namor devia saber que é os heróis preferem as ruivas:
    http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/HeroesWantRedHeads

    Que a Jean inflija uma derrota humilhante ao Namor quando voltar! hhaha

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    1. 😉 Na verdade S.P. não só os heróis e o Charlie Brown do Snoopy preferem as ruivas… mas o Stan Lee, que sempre que pôde tascou de criar ruivas, posso citar de cabeça 4 (Jean Grey, Mary Jane Watson,, a Peppers secretária do Tony Stark e a maravilhosa Viúva Negra) Adorei seu link.

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  4. Entendo totalmente essa menina ruiva, eu ia ficar louca de passar o dia inteiro do lado desse deus grego, passaria mal. Tem que ser de ferro pra não mandar um xaveco…um xavequinho só…É impressão minha ou é possível que esses dois se tornem parceiros, estilo Wolverine e Jubileu???

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    1. O Namor é considerador o primeiro Mutante “público” da Marvel e do mundo em si (Lógico que temos mutantes desde a época de En Sabah Nur, o Apocalypse), e os próprios Lee e Kirby ensaiavam de tê-lo na revista como você pode ver nesse último quadrinho em que o Magneto tenta recrutá-lo para a Irmandade de Mutantes, já nas histórias da década de sessenta, quando o “sungudo” vivia dando problema para o mundo da superfície e o Quarteto Fantástico. Natural agora que sua espécie (que é tanto a atlante quanto a mutante) está em perigo de extinção, que ele se alie à equipe para ajudar, afinal defender causas críticas e impossíveis é digno de um soberano a altura de Namor!!!

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  5. Acho que o Namor tá mesmo a fim da ninfeta e fazendo aquela tática sacana de, quando quer a gostosa, pegar a baranga, pra gostosa ficar interessada (quando não indignada!). Se bem que ele, ao que parece, não precisa, pois que a menina está de oferecendo numa bandeja de prata!

    Nunca curti muito o príncipe submarino, mas ele parece estar sendo bem trabalhado nessas histórias.

    E eu estou com ele, também adoro cheiro de bacalhau!

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  6. Está aí a prova…
    O Príncipe Submarino sempre fez sucesso com as ninfetas mutantes. Também numa sociedade puritana e de costumes culturais totalmente diversos de uma nação tropical como a nossa, um cara saradão andando por aí (voando por aí) se sunguinha boxer (avançada a moda do cara para a época, Atlântida sempre esteve a frente de nosso tempo mesmo) iria deixar muita gente em polvorosa. AS MINA MUTANTES PIRA!

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