Stormwatch #7: Seria um novo começo?

Ou “Para o mundo que eu (não) quero DC”

Por Rodrigo “O mesmo de 6 edições atrás” Broilo

No início eu fiquei em dúvida se deveria colocar esse texto na sessão “Primeira Impressão”, onde tradicionalmente postamos nossas resenhas, ou no “Terceiro Reich”, onde descemos o tacape do Bob na cabeça da Uni. Como a sociedade não sobrevive sem tradição, nos encontramos mais uma vez na “Primeira Impressão”.

STORMWATCH #7 marca o início da fase de Paul Jenkins a frente do título, com a equipe artística de Ignacio Calero (desenhos), Sean Parsons e Julio Ferreira (arte-final) e Pete Pantazis (cores). A edição não é ruim gente, longe disso. Ela desce sem precisar de cachaça. O que acontece aqui é que você não precisa de quase nada das edições anteriores para ler essa.

Entre a saída de um Paul (Cornell), para a entrada de outro (Jenkins), o que nos parece é que não houve conversa, pois os fatos pendentes das edições anteriores não são sequer mencionados, e os personagens agora são caracterizados um pouco diferentes. Mas vamos por partes, como diria Jack. O estripador.

Primeiro ponto de todos é que até a sexta edição havia mais três personagens, desaparecidos, é claro, mas que nessa edição não são nem citados. Os resgates de Adam One e da Projeccionista nem começaram, e a busca pelo traidor (sempre tem um) Harry Tanner também está na linha de espera. Inclusive o fato de que a liderança está com a Engenheira, quando cabia a Projeccionista, sequer  fez a entidade “Shadow Cabinet” se manifestar, quiçá voltar rodando a baiana como na primeira vez! Ou seja, se você perdeu as primeiras edições, comece daqui que você não sentirá falta de nada.  A única menção as edições anteriores é o fato de Engenheira mencionar o ex-namorado, que pouco importa pra edição você saber que fora Harry Tanner, o Príncipe das Mentiras.

Aliás, esse é outro ponto de mudança. Engenheira faz a linha traída e depressiva. Não muito, mas faz, sendo que antes ela era centrada e ambiciosa, mesmo quando Harry fez o que fez. Vai ver que agora que caiu a ficha e ela vai ter que conviver com a galhada metálica. Mas não foi só ela, não.

Jack, o Deus das Cidades, que antes parecia que estava numa eterna ressaca, tentou contar uma piada, vejam só. Stand-up é tudo na vida das pessoas! Piada que, óbvio, o Caçador de Marte, outrora um articulado alienígena acostumado a Terra, não entendeu. Por sua vez, ele agora faz às vezes de tutor pé-no-s@aco de Jenny Quantum, que finalmente é retratada como criança, e não a adulta de esqueceu de crescer de antes. Pobrezinha, ela quer um cachorrinho!

Apollo finalmente vestiu seu uniforme e assumiu sua identidade de “Barbie de Academia”. Enquanto seu futuro marido, Meia-Noite ainda faz as coisas do seu jeito, com o “fod@-se” ligado!

Eu até gostei dessas caracterizações. Na fase Cornell, tirando Adam One, parecia que todos viviam com dor de barriga. Eram sérios e rabugentos de mais. Eu não gosto muito é dessa quebra na história, por causa da troca de roteirista. Parece o “gap” que houve em Teen Titans, quando o tsunami Felicia Henderson saiu do titulo, e Krul apenas informou que os desaparecidos estavam bem, obrigado. Nesse caso, nem isso. E justo quando eu tava começando a gostar da Projeccionista!

Mas a história (resumindo para não render muitos SPOILERS!) é até boa, já que a equipe está enfrentando uma ameaça quântica, que parece ser uma velha conhecida do Caçador de Marte e do Avatar do QG (para conhecê-lo vejas as edições anteriores clicando aqui).

Tudo começa em Pripyat, na Ucrânia, cidade onde aconteceu o terrível incidente com a Usina Nuclear de Chernobyl. Enquanto Apollo tenta sem sucesso conter a força quântica que lá atuava, mesmo com a ajuda de Jenny e seu professor em física, J’onn, Jack vai visitar o avatar de Pripyat, um velho senhor a beira da morte, no que parece ser um hospital. Vemos aí, um dos pontos que eu mais gostei na edição, quando vimos que Pripyat está sendo cuidado e amparado por duas outras cidades, com destinos bem parecidos: Hiroshima e Nagasaki!

A edição termina com Apollo sendo… Sei lá o que houve com ele. Ele foi atingido pelo monstro de energia e sumiu. E Jenny insiste em ter um cachorrinho!

Bom, não foi uma edição ruim. Acho sinceramente que Paul Jenkins tem futuro nessa revista. E a arte, tirando o uso excessivo de veias e artérias saltadas em Apollo e o ar robótico de Engenheira e Meia-Noite, não é de todo mau. Quero dizer, tem coisa pior! Não é Hank e Dawn?

Vamos ver aonde as próximas edições vão levar esses seis heróis, e os demais desaparecidos. E se você não tinha lido nada desse título até agora, é uma boa oportunidade de começar.

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2 comentários sobre “Stormwatch #7: Seria um novo começo?

  1. Como fã confesso do extinto “The Authority” de Warren Ellis do qual se deriva esse título (o qual, por sua vez, The Authority havia se derivado anteriormente, para começo de conversa), digo que estou aguardando ansiosamente o lançamento da versão impressa no Brasil para ter na minha coleção (não sou chique como vocês que compram os gibis digitais da DC no Comixology e os leem em seus tablets). (Por enquanto). Mas o fato que é sei apenas aquilo é que mencionado nas resenhas do missionário Broilo, e tenho gostado muito do que tenho lido, apesar de (graças a Deus) discordar de algumas opiniões. “Viva o pensamento individual”!
    Mesmo com seus altos e baixos, Stormwatch ainda está na minha lista de “gibis que tenho que ler antes de morrer…” (ou depois, vai saber). Um dos pontos positivos da nova DC foi integrar esses personagens ao seu universo tradicional, ainda que, tudo bem, eles não são “aquele” The Authority… mas ao mesmo tempo ainda são. Eu tenho a mesma opinião sobre Demon Knights, quero ler essa duas séries juntas, trancado no meu quartinho das ciências ocultas, em silêncio, sozinho.

    Parabéns pelo Resenha, Broilo!

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  2. Eu estou realmente acompanhando essa revista, está na minha lista dos dez melhores títulos dos novos 52 da DC. Sou fã do Paul Cornell desde action Comics, acompanho a “Demon Knights” dele que tem ligação com essa e que está no meu top 5, admito que também adorava MUITO o desenhista do primeiro arco, por isso quando soube que a equipe criativa ia mudar fiquei chateado, na verdade muito chateado.
    Mas agora tudo mudou, já estava mais calmo quando a editora anunciou que Paul Jenkis ia assumir o título (afinal além de eu dar crédito antecipado aos escritores ingleses no geral ele é famoso por seu gênero de terror e ficção que trabalhava antes de ser contratado pelas grandes editoras americanas e é o cara que escreveu “Wolverine: Origen e Wolverine O fim”! O cara esteve a frente de uma das melhores fases do Hulk nessa última década e marcou minha vida com a premiada com o “Eisner” (o Oscar dos quadrinhos) série dos Inumanos.

    Além de que a minissérie que ele introduziu o personagem dele com o Stan Lee, o Sentinela, está entre os gibis que eu mais empresto para macacos que querem começar a ler algo mais adulto em quadrinhos, ele definitivamente: MAKE MINE MARVEL!

    To contigo nego Jenkis !!!MAKE MY DC! E pra terminar, o cara é filho do co-criador do jogo D&D… está no DNA dele ser talentoso. Quem quiser começar a ler essa revista, entra no barco agoraaaaaa!!!!

    Parabéns pela resenha, Morrison de Contagem.

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