Demon Knights #7 – A BATALHA FINAL !!!

Por Venerável Victor Vaughan

Demon Knights #7 SPOILERS

de: Paul Conell ; Diógenes Neves & Robson Rocha;  Oclair Albert

Os Cavaleiros Demônios continuam lutando contra os guerreiros e criaturas da Rainha da Horda. A batalha é sangrenta e agressiva, com cada lado sofrendo devastadoras consequências. Então Etrigan se transforma em Jason Blood e trás para Madame Xanadu um item do inferno (sem criar maiores spoilers) que a faz rejuvenescer e retornar ao máximo seus poderes.

Enquanto isso acontece, Vandal Savage cessa seu ataque traiçoeiro contra a vila de Little Spring e os Cavaleiros Demônios por alguma razão desconhecida (para nós, lógico), com isso diminuindo drasticamente a maré a favor dos agressores. Isso permite aos Cavaleiros se reagruparem e reverter a sorte a seu favor. Isso claro, até que a malévola Rainha surge no campo de batalha, acompanhada de Mordru (seu boytoy particular) e resolve participar do ataque, um após o outro dos Cavaleiros são superados física ou magicamente.

Mas para o azar da megera, a Mulher-Cavalo – não, como disse antes não se trata de um travesti – conseguiu chegar a Alba Sarun, uma cidade próxima de guerreiros e feiticeiros poderosos e retorna com essa impressionante cavalaria. A Rainha da Horda é superada e não vê outra opção a não ser recuar com o ataque. Quando toda essa poeira abaixa, os Cavaleiros Demônios estão todos vivos e vitoriosos. Mas infelizmente a vila que eles por sete edições tentaram proteger está completamente destruída. É, esse foi o primeiro arco de Paul Cornell.

Agora vamos falar de opiniões: Uma boa batalha nos quadrinhos é algo muito legal de se ver, uma batalha imensa – quando bem escrita como essa – é fantástica de acompanhar na revista. Agora uma batalha que se estica por diversos números, no entanto, é um pé no saco. Eu não estou falando que esta revista é chata, eu estou dizendo que esse primeiro arco de histórias foi muito extenso. A impressão que tenho é que essa história poderia ter terminado em uma ou duas edições passadas. Nós poderíamos sim ter tido a grande batalha, uma rápida formação de equipe e interação de personagens e com isso resolver o conflito em quatro ou cinco edições. Depois disso, se dedicar a alguns números com origens individuais de personagens.

Ao contrário nós tivemos duas edições no meio desse arco com aquele clima “estou conhecendo você” que eu senti atrasar o desenvolvimento do ritmo da história. Passando por essa rápida crítica e voltando a essa edição em especial, eu achei esse último número perfeito: a batalha final, com nossos heróis superados em números, mas ainda assim lutando até o último suspiro teve tudo que uma aventura de fantasia tem que ter. Nós tivemos traição de personagens e superações. Nós tivemos o bem lutando contra o mal numa épica batalha. Nós tivemos a cavalaria chegando no último instante e salvando a pátria. Nós até tivemos  um toque de tristeza, afinal apesar dos Cavaleiros Demônios terem vencido seus inimigos, a vila de Little Spring perdeu a guerra. Foi uma pesada lição sobre dano colateral. Não existem vencedores na guerra, apenas sobreviventes.

Eu realmente curti a batalha entre o infeliz do Mordru e Madame Xanadu, com painéis desenhados de forma impressionante. Eu amei a superação final de Exoristos, foi épica! A arte foi um barato a parte, como foi durante todas as sete edições. Ação violenta num contexto medieval e por fim tenho que dizer que realmente gostei de Vandal Savage nessa edição. O Cara realmente é um grande miserável egoísta, mas ele também trás para o grupo força bruta e atitudes imprevisíveis que realmente tornam o grupo ainda melhor. Eu realmente não faço a mínima ideia de pra onde essa revista vai a partir de agora, só posso imaginar que a busca pelo Santo graal está na lista de prioridades, mas em todo caso eu serei o oitavo cavaleiro demônio o tempo que for possível, afinal, eu acredito que essa é a única revista com um conceito realmente original de todos os novos 52 títulos da nova DC.

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14 comentários sobre “Demon Knights #7 – A BATALHA FINAL !!!

  1. Boa resenha. Aprecio narrativas épicas desde quando lia Príncipe Valente. E algumas passagens das imagens acima me remeteram ao clima do Hal Foster, só que com o dinamismo e a violencia de hoje:) Fiquei curioso pra saber mais sobre essa série.

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  2. Excelente!
    Esse é um dos títulos que vai parar às minhas prateleiras quando sair a o TPB ou HC!
    As imagens são brutais!
    Parabéns pelo blogue…
    🙂

    Abraço

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  3. Esses desenhos vistos como se o leitor estivesse por baixo são MARAVILHOSOS!!! Sem falar na arte-final (cores, texturas e tal). Xonei nessa edição! Honestamente não tõ acompanhando essa história! Mas agora minha opinião está mudando! Valeu pela escolha das imagens! Uma mais impactante que a outra Victor!

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  4. Continuo achando uma das melhores revistas das novas 52…. Espero que continue assim por muuuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo! Porque esse clima medieval de magia fazia falta aos quadrinhos da DC… Saudades de Camelot rsss
    Victor quando falarão da Batgirl? Eu também estou adorando a nova fase da Bárbara!
    Amo essas meninas da DC, Diana, Dinah, Bárbara, Zatana…

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  5. Essa revista é linda, esses desenhos e personagens são maravilhosos, concordo sim que apesar de termos ótimos roteiristas e outros desenhistas maravilhosos (muitos brasileiros) nos 52 números novos da DC, essa é a proposta mais inusitada até então. E ver o Vandal Savage muito mais leve e divertido, antes de se tornar aquela figura carrancuda que conhecemos é interessante demais! E Xanadu… safadinha!!!

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  6. O que será que está havendo com o Diógenes Neves? Nas últimas edições ele não desenhou sozinho a revista e quando ele faz a arte sozinho , a HQ fica 100% mais bonita…
    Finalmente acabou esse arco, já estava também de saco cheio, agora como você falou, tudo pode acontecer, algumas coisas parecem óbvio de serem o caminho natural, como o supracitado “Santo Graal” ser o novo objetivo, o grupo já está unido, inclusive com o Vandal Savage junto, que para mim é muito pior que o Etrigan em matéria de maldade e sacanagem, essa dinâmica eu quero ver…

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    1. Sabe qual é o meu medo? É que o infeliz do Etrigan se “amarrou” na atitude do Savage, vai que esses dois se adicionam no Facebook, trocam MSN e ficam amiguinhos, o mundo está perdido…

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  7. Exoristos minha irmã!!! Eu nem era nascida nessa época, mas você nunca me contou o quanto sofreu nessa batalha e quantas aventuras maravilhosas você deve ter tido ao lado desses bravos guerreiros! Rapazes, Exoristos é uma irmã amazona sensacional, talvez uma das melhores guerreiras que Hipólita já contou entre suas valentes compatriotas, por Gaia! Maravilhosa irmã de armas, vou para qualquer contenda com essa mulher ao meu lado, pois sei que minha vida está muito bem guardada se depender dela! Torço muito, para que nossa rainha a perdoe…. e que você possa um dia retornar a Themiscyra !!!

    Amor sempre no multiverso, Donna

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  8. Pode parecer suspeito, mas as matérias do Santuário estão entre as melhores da net! E outra: antes ter a “mulher cavalo” que o “homem jegue”, certo?

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    1. Estou emocionado com a declaração ao Site, José. Portanto, mesmo que eu achasse (e não acho) um “Homem-Jegue” mais aprazível, eu diria o contrário só para validar e agradecer seu carinho para com a equipe Santuário!

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