Wolverine e os X-men #7 – Um dia de fúria para o pequeno Broo !!!

Por Venerável Victor Vaughan

Roteiros: Jason Aaron  Desenhos: Nick Bradshawn arte final:

Quentin e Wolverine são atacados pelos seguranças do cassino, mas conseguem as duras penas seguir seu caminho de saída em direção a sua nave, eles estão prestes a fugir do Cassino espacial quando a metros de sua nave, Wolverine é atingido por um feixe de energia, fazendo com que ele solte toda a grana que ganharam “honestamente”. Quentin o coloca na nave e os dois voltam para a Terra. Infelizmente, o raio fez algo muito desagradável com Wolverine. Enquanto isso, de volta ao nosso planetinha azul, o alienígena que veio matar o doce Broo, o tem agora a sua mercê.

Broo, claro, responde a essa agressão, com muita lógica e inicia um diálogo com seu futuro assassino. Acontece que o assassino na verdade é um brilhante e famoso cientista que quer matar nosso alienígena preferido porque ele é uma anomalia científica. Nosso diminuto herói consegue ganhar tempo e resistir o suficiente para que Kitty Pryde venha em seu auxílio.

Dentro de Kitty, o Fera consegue encontrar a fonte da infestação do organismo da X-woman e a destrói, isso faz com que Kitty os vomite para fora de si, e permite que o alienígena assassino a nocauteie, vendo isso, Broo fica enfurecido e quebra seu voto de pacifismo, atacando o alienígena ferozmente, determinando o fim do conflito.

Foi um grande final para esse segundo arco de histórias dessa que é uma das melhores revistas da Marvel atualmente. Claro que Chris Bachalo estará voltando para o próximo arco e vou mudar de opinião, mas em todo caso, nada dura para sempre…bom, não vamos nos ligar nesse futuro terrível, vamos falar dessa edição.

Essa história foi um barato com ação multifacetada. Jason Aaron teve a difícil tarefa de contar três histórias e ele conseguiu fazer isso de forma perfeita, sem comprometer nenhuma das três ações. Aaron deu para cada núcleo de roteiro o foco merecido e amarrou todos de uma forma muito impecável. Até mesmo deixando mais perguntas para serem respondidas no futuro da revista. Eu adorei a origem catedrática do alienígena e sua história passada, foi uma surpresa agradável e deu um gosto de lógica e humor bizarro à edição.

Falando de humor, as investidas de Rapina no Homem de Gelo são hilárias. É surpreendente ela não reconhece-lo, eu acreditava que os dois já tinham se encontrado no passado em outras aventuras dos X-men, então isso é um erro de continuidade da parte do Aaron, se for eu vou perdoar o roteirista, porque o stress de trabalhar com inúmeros personagens e universos que colidem o tempo todo não é fácil. Mas para isso que a Marvel tem editores, não é?

Quanto ao fim da história de Quentin e Wolverine eu achei um pouco apressada e forçada. Mas acontece uma coisa nisso tudo que temos que nos lembrar, a mega saga “overpower” da Marvel : Vingadores versus Avengers está chegando e não sabemos sob que pressão nossos roteiristas estão tendo que trabalhar. Portanto o acontecido com Wolverine deverá ser revertido sem grandes consequências. O que torna o fim dessa história um desperdício.

Eu também adorei o mistério agregado ao roteiro dos “Bamfs” – parecem macaquinhos azuis, eu gosto – ou o que quer que eles realmente sejam. O que vocês acreditam que os Bamfs sejam? Porque eu não faço a menor ideia, não tenho a mínima pista…vamos opinar?

Quanto ao novo triangulo amoroso formado ao fim dessa edição, é interessante mas não acho que Kitty deva fazer isso com Peter, especialmente no estado mental instável que ele está. E por fim vamos falar da arte? Bradshaw mais uma vez faz bonito na capa e arte interior, perfeita para o tom da revista, com quadros bem desenhados e repletos de detalhes reconhecíveis , curtam isso enquanto podem, caros devotos.

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20 comentários sobre “Wolverine e os X-men #7 – Um dia de fúria para o pequeno Broo !!!

  1. Acho que tem uma pequena confusão aqui: essa que chamam aqui no texto de Rapina não é aquela Rapina vilã irmã da Lilandra. Aquela na tradução original se chama Deathbird e realmente já encontrou o Homem de Gelo dezenas de vezes, enquanto essa que está na escola Jean Grey se chama Warbird e é uma personagem nova.

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    1. Claro Pablo! Muito bem mandado! E retificado, até porque o pouco (ou muito) que ela mostra nas histórias, em termos de personalidade e caráter, apesar da aparência similar, nunca poderia ser confundida com a megera irmã da Lilandra.

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  2. Gosto muito da narrativa do Nick Bradshawn. Ele consegue manter os aspectos físicos bem definidos mesmo com a mudança de humor necessária a história! Além do traço limpo e do preenchimento coeso de cada quadro com mais informações e referências sobre os personagens! Não é à toa que estou estudando as técnicas dele!

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  3. O desenho de Nick Bradshawn está realmente incrível, o cara desenha muito.
    Sobre estes macaquinhos azuis, eu creio que tem algo a ver com Noturno, mas não tenho certeza…

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  4. Nossa! Eu penei muito junto aqui com o sofrimento do Broo!!! Meu personagem secundário preferido dessa revista, tão lindo (de uma forma “ninhada” de ser lógico) e carismático, ele é puro, leal e humilde, apaixonante mesmo. E Krakoa ??? Sem querer sacaneou muito o Wolvi!!!! Mas o importante é o bem estar da escola, sempre!

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  5. Estava esperando por essa resenha, caro Victor.
    Bem, em primeiro lugar, vejo que Colossos ta tomando no cu de aço. Po, o cara ta aguentando aquele capacete do Fanatico, agora vai ter que aguentar um par de chifres. Enquanto a Bobby e Kitty, acho que eles sao bem parecidos (os dois ja foram os mais jovens da equipe em algum momento), é claro que meu conhecimento Marvel é um pouco conturbado…
    Agora, sobre o pequeno Broo. Acho que ele vai ser um personagem muito trabalhado no quesito violencia. Ele faz parte de uma das raças mais barbaras e destrutivas da marvel, mas tenta nunca ferir nada nem ninguem, ele age impulsivamente para defender as pessoas que ama, mas isso esta destruindo o codigo que ele tanto defende. Alem disso, é extremamente penoso ver ele encoliho, segurando a jaqueta ensanguentada.
    Enquanto a Wolverine e Quentin, no final a historia serve apenas pra ter um pouco mais de açao, sendo que no final se mostra um tanto inutil, quando se ve o que Krakoa faz. Parece que foi ate pra sacanear.
    Nesse arco, a unica coisa que nao me agradou, foi a pouca participaçao de Genesis e de Warren, mas o calvario do pequeno e ainda puro Broo consegue substituir a presença deles.
    Valeu, ate a proxima resenha… Xi, escrevi de +… Valeu!

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  6. Bem, se eu me lembro bem a Rapina já tinha encontrado o Homem de Gelo na época da Saga dos 12. Ok, ela estava sob controle do Apocalipse, mas ainda era ela.

    De qualquer forma, Kitty pegando o Bobby? Sinceridade, não curti muito não.

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  7. Você disse tudo, Mestre Marreiro, aconselho se quiser mesmo, a ler essa revista, as histórias do Aaron estão divertidas e fiéis ao universo mutante. O grande problema (pra mim) é que o primeiro arco, as três primeiras edições dessas sete até agora publicadas, foram desenhadas pelo Bachalo… e ele deve voltar no próximo arco. Tem quem ame o cara, pô…se tem quem ame o Liefeld! Não vão haver defensores para o Bachalo??? Lógico!

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  8. Já vi tudo,esse triangulo amoroso que está pra começar entre o Homem de Gelo , Kitty Pryde e Colossus vai acabar em morte ou no mínimo confusão, o russo tá tomado pelo coisa ruím, o tal do Cyttorac, o “capiroto” tá na cabeça dele só suspirando ideia errada e já está sendo um inferno (literalmente) para ele resistir, agora com essa moça, além de abandoná-lo nesse momento de maior necessidade de apoio, inventa de saracotiar com o gajo do picolé…não vai prestar…a casa vai cair, camarada….camarada, não! “Tovarish” !!!

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      1. Bem, tecnicamente o Colossus meteu o chifre na Kitty primeiro. Ninguém lembra da Zsaji em Guerras Secretas?

        Enfim, não gostei da Kitty ficando com o Bobby no 616. Pode até ter funcionado no filme ou no Ultiverso mas aqui parece muito estranho.

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  9. Bela resenha. Acho interessante essa idéia de uma “escola” dirigida pelo Wolverine. Embora tenha pegado o bonde andando fiquei instigado a procurar essa série de edições pra ler principalmente se a arte das outras que compõem o arco forem do Nick Bradshawn. O traço é muito coeso, sem indecisões e não sei quanto à maioria dos leitores, mas um bom traço é um fator que me convence pra procurar a história 🙂

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