New Guardians #7: Você vê o mundo em cores ou em preto-e-branco?

Por Rodrigo “Adoro essa revista” Broilo

Enfim, chega a sétima edição de New Guardians. E com ela algumas respostas, cujas perguntas vinham sendo feitas a cada edição.

Por isso, “Senta que lá vem história”.

Na última edição, Walker tentava usar sua luz azul da esperança para “curar” o que havia de errado com o Arcanjo Invictus, porém sem muito sucesso.

No início dessa edição vemos o grandão abrindo a boca e contando sua história. “Quer ver minha dor, Lanterna Azul? Então veja tudo!”

Invictus então explica que ele era integrante de uma raça de anjos que protegiam os mundos do Sistema Vega. Ensinavam uma vida de retidão, e era a eles que os muitos mundos recorriam em suas orações: “Das mega-cidades de Maltus às florestas de Okaara… Das Montanhas de Euphorix, aos desertos de Tamaran”. Eles os mostravam como abraçar a luz. Mas havia um grupo de habitantes que não necessitava deles: o povo de Changralyn.

Os arcanjos consideravam esse grupo a esperança de todo o sistema Vega. Sobre a liderança de Invictus, eles formaram o Concílio das Virtudes. Até que Larfleeze, o mestre da Luz Laranja da Ganância, apareceu.

E aqui entendemos mais um pouco sobre a “Tropa de Lanternas Laranja”.  Segundo nos conta o Arcanjo Invictus, cada Lanterna Laranja que Larfleeze cria é um reflexo da alma de um inimigo morto. É como se ele aprisionasse seus inimigos derrotados, como troféus a seu serviço. Mas Larfleeze, por algum motivo, não conseguia aprisionar nenhum Arcanjo de Vega. Por isso, ele decidiu matar todo mundo. Menino ponderado ele, não?

Mas um Arcanjo resistiu: Invictus foi o único sobrevivente. E quando ele rompeu o véu entre essa dimensão e a mais próxima, a fim de aprisionar Larfleeze, ele foi atacado pelos Constructos Laranja de seu Concílio de Virtudes, e acabou ele mesmo sendo ‘banido’ para a dimensão vizinha.

E de lá, ele construiu o Orrery, um simulacro do sistema Vega, com habitantes modificados. Mas Invictus não queria só vingança, ele queria acabar com os habitantes da Vega original, para substituir pelas suas criações perfectas.

Até tudo isso ser revelado (além do fato de que não havia sido Invictus quem roubara os anéis – algo que nós, leitores, já tínhamos por certo), Bleez chega atacando Invictus, que acredita que eles estavam o distraindo para que Bleez (agora mais racional, graças ao Oceano de Sangue de Ysmault), a pancadaria volta. O Arcanjo elege Walker, que deveria ser o mais “santo”, como primeiro a morrer, mas Arkillo não permite, já que segundo ele “O Lanterna Azul pertence a mim. Ele é meu… meu…”. E não ficamos sabendo o que ele queria dizer…

Enquanto eles continuam a discutir o quão indigno o plano de Invictus é, e que isso não o faz melhor que Larfleeze, Kyle questiona o quanto ele está cego e não vê o milagre que esses “Novos Guardiões” são.

“Lanternas vermelhos não conseguem ver além de sua raiva, ainda assim Bleez veio para salvar-nos. Arkillo sempre via a todos como vítimas potenciais, mas eu aposto que ele estava a ponto de chamar Walker de seu amigo. Para todos os efeitos, nenhum de nós sete devíamos concordam em nada uns com os outros. Devíamos estar esganando uns aos outros. Mas aqui estamos, trabalhando juntos, nos tornando algo melhor do que nossos anéis dizem que somos. Larfleeze nos enviou aqui como assassinos, mas este grupo que ele uniu está se transformando em algo que ele nunca planejou. E só o que você consegue é tentar nos esmagar?” Disse Kyle (tradução livre deste que vos resenha). E parece que isso teve certo efeito sobre Invictus.

Ele decidiu poupá-los, se, e somente se, Kyle assassinar Larfleeze. E assim, meus amiguinhos, a edição termina nos dando uma série de respostas, e uma única saída.

Tony Bedard tem feito, em minha opinião, um trabalho excelente com esses personagens, dando a eles muito mais do que só a personificação de uma emoção. Arkillo, mesmo sendo avatar do medo, pode ser grato. Walker, mesmo com toda sua esperança, pode ser emotivo. Bleez pode ser racional, assim como Fatality. Munk, por mais compaixão que deva representar, pode ser o mais apático. E Glomulus, apesar de ser um constructo de Larfleeze, não é ele. E se analisarmos esses personagens, pouco trabalhados anteriormente, no universo pré-reboot, vemos porque eles funcionam melhor juntos do que funcionariam os medalhões Hal, Sinestro, Índigo I, Carol e Atrocitus (exceção para Saint Walker, que com sua caridade se acerta com qualquer um).

A arte de Batt e Tyler Kirkham, junto com as cores de Nei Ruffino, continua combinando muito bem com a idéia da revista, e me atrevo a dizer que são uma marca desses Lanternas Coloridos.

A próxima edição dá destaque a Arkillo. Pelas solicitações, tudo tem a ver com Sinestro. E será que há esperança para os Lanternas Azuis? Em maio, no Santuário!

Nota: 9,0.

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7 comentários sobre “New Guardians #7: Você vê o mundo em cores ou em preto-e-branco?

  1. A Tropa dos Lanternas Restart??? Me desculpem queridos devotos mas é a única coisa que consigo ver neste emaranhado de cores!!! Acredito que o momento seria preciso (isso é claro se houver “vontade editorial”) de introduzir os maiores Defensores do sistema Vega (e injustiçados há anos!!!!): os Omega Men que com certeza dariam mais caldo que os “coloridinhos”. Já tem muita revista de Lanterna nesse reboot, não acham???

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  2. Não vou discutir a qualidade da história, mas tem algo que eu gostaria de dizer: esse visual novo do Kyle tá muito ruim. Bem que podiam trazer a versão clássica usada na Liga do Morrison. Se não era uma obra de arte, pelo menos era um visual bacana.

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  3. Eu sou fã confesso do universo dos Lanternas. Tenho-me tentado afastar deste título, assim como dos Red Lanterns, para poder ler depois tudo junto quando sair a compilação! Já sigo religiosamente Green Lantern e Green Lantern Corps, e queria que estes os dois títulos novos fossem uma surpresa… mas não resisto em ir lendo aqui e acolá sobre eles!
    😀
    Com mais esta crítica fico-me a babar e a rezar para saiam o mais depressa possível! Este parece-me mais interessante que os Red Lanterns, e para mais Bedard tem feito umas coisas boas ultimamente. Vou mergulhar de cabeça em New guardians!
    🙂
    Bom post!

    Abraço

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