Orgulho e Egoismo: o colapso ambiental mundial, a descartabilidade de objetos e pessoas, a filosofia do Ter e “Crise de Identidade”

Ou “Um pouco de tudo, e muito de nada”

Por Rodrigo “Pouco faz” Broilo

As meninas superpoderosas já diziam: “Só, só, só, só o amor, só o amor, faz o mundo andar”. Claro, com ritmo!

Mas olhando em volta, para nossa vida e nosso cotidiano, as vezes precisamos parar para pensar. É?

Não, não é.

Diz o ditado que “Quando a água bate na bunda, a gente aprende a nadar”. Voltando a estudar, finalmente, em uma área que a muito me encantava – a saber, a ambiental – vamos percebendo que certas coisas que falamos não condizem com o que fazemos. Mas vou falar exclusivamente por mim.

Mesmo não tendo coleta seletiva na minha cidade, lixo orgânico e seco ficam separados em casa. Procuro apagar luzes em ambientes que não estou ocupando. Desligo aparelhos que não estão sendo utilizados. Uso ônibus e metrô como transporte. Entre outras pequeníssimas coisas. Que diga-se de passagem, significam muito pouco para o estado de pré-colapso em que o planeta se encontra.

Não levo sacola retornável ao mercado.  Não me preocupo(ava) com a origem dos produtos que consumo, onde foram feitos, por quem foram feitos e como podem ser descartados, e zilhares de outras coisas.

A gente sabe de certas coisas, mas ignora, ou não se importa.

Você conhece a histórias das coisas que utiliza? Então assista esse vídeo, depois a gente continua.

Sim, a forma de vida que a humanidade leva atualmente, é baseada no consumismo. O ter é importante. Mas o tanto que gastamos do planeta, não vai dar conta de todos nós, 7 bilhões. Até tem gente torcendo pra morrer meia dúzia (de bilhões). Mas até que se povoe Marte, Thanagar ou Nova Gênese, essa pequena pedra orbitando o sol é tudo o que temos.

Mas por que vivemos assim? Comprando o que não precisamos, pelo prazer de ter (ou de que outro não tenha)?

Não gente, não é o amor que faz o mundo andar.

Por milhares de anos os “homens que sabem que sabem” foram lutando pela sua sobrevivência, unida a sobrevivência da tribo e da espécie. Para isso, foi se desenvolvendo o “instinto de sobrevivência”. Hoje, que certos “grandes perigos” que ameaçavam a continuação da espécie, não existem mais, ou não oferecem o mesmo risco, aí, o “Intinsto de sobrevivência” foi dando espaço ao “orgulho” e ao “egoísmo”.

Já dizia Leila: “Fod@-se se eu for e o plástico ficar!”.

Nós estamos numa fase onde o “eu” importa mais que o “nós”, e principalmente mais que o “eles”. E como tudo é descartável e feito para acabar, as relações também são. Elas acabam ou prosperam segundo nosso egoísmo e nosso orgulho.

“Por que vocês terminaram?” “Ele me humilhou”. Esbarrou no orgulho.

“Porque você ainda está junto com ele?” “Quer que fiquem dizendo por ai que eu sou uma separada?” Orgulho.

“Como está com a fulana?” “Maravilha, ela faz tudo pra mim”. Egoísmo.

“E o Beltrano?” “Terminamos. Ele me deixava sufocado.” Quer que continue?

Claro que existe o amor. Yo creo! Mas é sempre ele?

As relações, assim como a economia, assim como na natureza, é uma relação de troca. O que eu ganho e o que eu perco? Eu perco sempre ou só agora? No futuro ele vai ser meu? Vale a pena? O que vão dizer se me verem com ela?

Você não vê a gente se perguntando: “Eu to infeliz, mas será que ele não precisa de mim?”.

É como com os produtos. Porque se paga um valor absurdo por uma edição n°1 de Superman ou Batman. Para TER! Ou, para que ninguém tenha! Porque eu compro uma roupa que me deixa desconfortável um dia inteiro? Por que tá na moda, e se eu não tiver, não terei amigos. Ter acima do ser.

“Quem ganha com isso?” Sempre que penso nessa frase lembro da maravilhosa saga “Crise de Identidade”, quando Batman atordoado já não sabia mais como encontrar o assassino de Sue Dibny, que ao mesmo tempo era mandante do assassinado de Jack Drake, e de atentar contra Lois Lane. Quem ganhava com isso? Alguém cujo egoísmo suplantou a moral. Alguém que como castigo, foi transformado em Eclipso.

Só pensemos um pouco, onde eu ajo com orgulho e onde eu ajo com egoísmo. Não é sempre?

1, 2, 3. Agora você vai acordar e voltar a sua vida normal. Pois isso tudo são palavras soltas. As palavras até convencem, mas são as atitudes que arrastam. E eu, “meus fí”, falo demais e faço pouco.

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2 comentários sobre “Orgulho e Egoismo: o colapso ambiental mundial, a descartabilidade de objetos e pessoas, a filosofia do Ter e “Crise de Identidade”

  1. Conta-se uma história que se passou há muito, muito tempo atrás, onde um moço e uma moça viviam felizes, e tinham de tudo, mas acabaram querendo ter mais do que podiam… . Depois de provarem o fruto proibido foram castigados, expulsos de casa e tiveram filhinhos… e bem, a história desses irmãozinhos também não acaba muito bem. E embora se questione e veracidade ou a exatidão dessa história, a natureza humana conforme demonstrada nela é retrato impecável da realidade. E assim nasceram as bases com as quais chegamos aqui hoje, mas existe um detalhe pequeno que evitou ou pelo menos adiou o colapsou total da civilização até hoje: uma meia dúzia de pessoas que existem em cada geração e insistem em cantar: “Só, só, só, só o amor, só o amor, faz o mundo andar” … =)

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  2. Meu amigo. a experiência de vida que eu tenho levou-me a cagar no consumismo há muito tempo!
    Queres saber onde eu e a minha mulher somos consumistas? Livros… tenho milhares de livros em casa! Só de HQ são à volta de 2000, mais uns tantos dos livros normais só com letras!
    De resto… olha a minha Tv ainda das antigas com aquele rabo enorme. O meu carro tem 8 anos e está a chegar aos 200.000 Km (e tem de fazer o dobro para eu me dar como satisfeito), o meu PC tem 5 anos e irá aguentar pelo menos mais 2 anos, roupa e calçado só compro quando preciso mesmo… o meu consumismo só está virado mesmo para livros!
    😀
    Abraço (vou partilhar o excelente video!)

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