Resenhando Stormwatch #8: Booyah!

Por Rodrigo Broilo

Esta é a resenha da louca edição 8 de Stormwatch.

Digo louca por que… bem… ela é. Primeiro que a leitura dessa edição é mais exaustiva que as anteriores por ser carregada de termos físicos que não estamos acostumados, especialmente se for em inglês.

Paul Jenkins trouxe isso na edição anterior e traz isso agora novamente. E cansa.

Para tentar resumir, uma raça de aliens de outra dimensão tenta invadir nosso mundo. Para isso eles precisam de uma ponte orgânica. A escolha deles? Apollo.
Até que Engenheira consiga persuadir o Avatar de lhe entregar essas informações a edição é um saco. Só de posse desses planos, assim que Engenheira cria um plano de ataque é que a história fica interessante e concisa.Apenas dois seres tem algum conhecimento sobre esses “mineiros de gravidade” (se eu traduzi certo). A saber, J’onn J’onnz, o Caçador de Marte, e o Daemonite, o Avatar do “Olho do Furacão”, QG da equipe, que é de uma raça inimiga desse povo.

Esses aliens estão atrás de uma partícula que fora criada no reator de Chernobyl, na sua explosão. Se essa galerinha chegar aqui, nós já éramos, pois eles podem alterar nossa realidade a seu bel prazer.

O que Stormwatch poderia fazer? Jack pode fazer com que o Avatar de Prypiat crie uma nova partícula, o que vai chamar a atenção dos aliens, que vão abrir o portal, não antes de Meia-Noite salvar seu Apollo, e Jenny explodir tudo.

Resumindo, é isso. Acrescentou alguma coisa? Não.

Exceto por um detalhe. Mas precisamos lembrar uma cena.

Enquanto Meia-Noite e Jenny Quantum conversavam a respeito da natureza da necessidade dos mineradores terem “abduzido” Apollo, Jenny conclui. “Você gosta dele”. Meia tenta desconversar, mas Jenny disse que entende que não há problemas, e que lamenta que isso nunca vá acontecer com ela, já que ela é imortal.

Nessa mesma conversa, dado a natureza dos conhecimentos que Jenny demonstra, Meia Noite toma, posteriormente, a decisão de não regressar com Jenny quando ele e ela iam salvar Apollo (e todo o resto). Como é que é produção? Meia Noite é um traidor?

Não é bem isso. Vale relembrar que Meia-Noite é um Batman… gay. Ou mais gay. Enfim… Ele é um estrategista. E como tal, percebe que o poder de Jenny de alterar realidades com matéria escura, antimatéria, energia quântica e todo o conhecimento que ela possui, é risco demais para os universos se estiver nas mãos de uma garotinha de 12 anos. E ele a abandona para morrer na explosão.

Mas Jenny volta no tempo e o tiro dele sai pela culatra. Apollo é cuidado, o portal some, e ficamos salvos dessa gentinha (pelo menos por enquanto, como diz J’onn).

Jenny, então, vai “tirar as caras” com Meia Noite. Ele pergunta se ela entende porque ele fez isso. Ela diz que sim, mas não concorda, pois isso não era uma decisão dele, e sim dela. E que ela tinha decidido uma coisa sobre ele. Que ele não gostaria mais de Apollo.

“Você decidiu o que, Jenny?” pergunta o esquecido Meia-Noite. Booyah!

E essa foi a edição 8, despedida de Paul Jenkins. É, isso mesmo! Começou a “dança das cadeiras” em Stormwatch, pois para a próxima edição está prometida a estreia de Peter Milligan. E na seguinte a troca da equipe artística.

“Como será o amanhã? Responda quem puder!”

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3 comentários sobre “Resenhando Stormwatch #8: Booyah!

  1. Não, não acabou Nuno, simplesmente está começando tudo de novo…do início. Eu adorei o que o Meia-Noite fez com a Jenny Quantum, foi bem a cara dele, mas o tiro saiu pela culatra.

    Paul Jenkins sempre foi para mim uma escolha óbvia e certa para a revista, agora Peter Milligan, sei lá, que medo…ruim não deve ser…mas dá medo. Que tiro no pé da DC perder o Paul Cornell a frente desse título…

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  2. Este é um caso em que eu gosto da publicação mas não gosto do rebbot que fizeram ao Apollo e ao Midnighter!
    Porra! Eles casaram!!! E até deram um beijo no casamento com direito a boda e tudo!
    Eu tenho esse livro, foi em Authority.
    Agora têm apenas uma atraçãozinha um pelo outro??
    😦
    Eu gostava desse casal… o Midnighter muito macho (o Batman ao pé dele era fichinha) e um super poderoso como o Apollo ser afinal gay.
    🙂
    Pelos vistos isso acabou com o reboot…

    Abraço

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    1. Concordo muito contigo, Nuno… o relacionamento deles sempre foi um dos pontos altos em The Authority, acho que embora o reboot tenha zerado parte importante da história deles, creio que a tendência é que eles reconstruam aos pouco esse sentimento, desta vez sem ter a obrigação de ser “paródias” de Batman e Superman, mas ocupando o merecido espaço que ambos conquistaram como Apollo e Meia Noite. E da forma digna e respeitosa com que era levada, que parece ser a postura atual dos novos roteiristas.

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